07/06/2008 - 14:48h Bravas Guerreiras

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do artigo anterior sobre Rosa Montero

“Simone de Beauvoir era altiva e se acreditava superior a quase todo mundo. Não a Sartre, claro, o qual venerava provavelmente muito além dos merecimentos dele. Quando os dois prestaram o exame final de filosofia, ela com 21 anos, ele com 24, Sartre tirou o primeiro lugar e Simone o segundo, mas os membros da banca estavam convencidos de que ”a verdadeira filósofa era ela”. Sartre sempre foi muito mais criativo e Simone, mais rigorosa. Provavelmente, ela deveria ter-se dedicado mais ao ensaio que à narrativa (seus romances são muito frouxos), mas, numa de suas poucas fraquezas tradicionalmente femininas, sempre considerou que a grandeza do pensamento correspondia a Sartre, reservando para si mesma um lugar subsidiário (…) Em sua entrega, em sua aceitação do papel substancial do homem eleito (o homem como o sol, a mulher, um planeta), Simone cumpriu sua herança cultural, as antigas normas do seu sexo.

http://onechick.com/smog/images/frida_kahlo.jpgFrida Kahlo pintava quadros muito pequenos (enquanto seu marido, Diego Rivera, fazia murais enormes) e sempre se mostrou extremamente humilde em relação ao seu trabalho. Durante muitos anos não mostrou suas obras, e só se tornou uma pintora conhecida graças ao empurrão de Rivera, que praticamente a obrigou a expor em Nova York em 1938.
Por essa época ela conheceu André Breton, o principal teórico do surrealismo, que ficou fascinado por aquela pintora que era surrealista “sem saber”. Em 1930 expôs em Paris e foi considerada mais ou menos incluída nesse movimento estético. Anos mais tarde, sobre a febre stalinista, Frida repudiaria o surrealismo por ser este “uma decadente manifestação da arte burguesa”. Mas para chegarmos a isso, ao fanatismo final pró-soviético, devemos contar a parte mais amarga, mais terrível desta história. O corpo de Frida foi-se desfazendo: o pé ulcerava, a coluna entortava, ela ansiava ter filhos e não podia.

http://www.afjv.com/press0502/050208_agatha_christie.jpgAgatha Christie passou a vida ocultando as coisas, dissimulando defeitos, alterando virtudes, construindo de sim mesma uma comovedora personagem imaginária. De fato, ela foi uma grande farsante, uma sutilíssima impostora. Fingia, por exemplo, um aspecto de completo e sereno domínio sobre a existência, e até de frieza e desapego, quando na verdade era uma mulher cheia de fogo e de terrores. Aparentava não dar nenhuma importância às sua literatura e considerá-la um divertimento modestíssimo, mas era uma escritora de vocação intensa que depois defendia ferozmente suas obras. Falsificava seu sorriso sem dentes e, a partir dos 63 anos, tentou evitar que a fotografassem: inquietava-se ao ver-se como era, sua imagem mutável e progressivamente envelhecida, e não a pulcra e estática imagem de grande dama que ela cultivava em seus retratos publicitários. E todo mundo a considerava uma senhora muito decente e prestativa.”

14/01/2008 - 09:54h Efemérides: Beauvoir, Brel e Lévi-Strauss


Fernando Eichenberg

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Caricatura de Claude Lévi-Strauss,
um dos franceses que serão lembrados em 2008

Este início de 2008 sinaliza alguns personagens que serão relembrados ao longo do ano na França por obra de datas comemorativas. O primeiro deles é a filósofa e escritora Simone Beauvoir, ícone do feminismo mundial, cujo centenário de nascimento foi celebrado no último 9 de janeiro. E, como é do gosto dos franceses, não sem alguma polêmica. A controvérsia foi lançada pela capa do semanário de esquerda Le Nouvel Observateur, que estampou em uma foto de página inteira a companheira do filósofo Jean-Paul Sartre de costas, em pé, diante do lavabo, completamente nua, emoldurada pelo título “Simone de Beauvoir - A Escandalosa”. A imagem foi feita em 1952 por Art Shay, íntimo amigo do escritor Nelson Algren, na casa deste, o “amante americano” da filósofa, em Chicago.

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13/01/2008 - 14:02h Simone de Beauvoir nue…


Posté par Easywriter l

…Se retourne t-elle dans sa tombe ?

Si c’est pas Google friendly ça je ne m’y connais pas. Avalanche de commentaires outrés ou à l’inverse de mots de soutien pour le Nouvel Observateur qui a publié la semaine dernière une photo de Simone de Beauvoir nue, shootée par le photographe Art Shay en 1952. A son insu ?

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13/01/2008 - 13:50h A reinvenção da mulher


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Simon de Beauvoir no Cafe Les deux magots - foto Robert Doisneau

No centenário de nascimento, a filósofa francesa Simone de Beauvoir, autora de O Segundo Sexo, é lembrada como pioneira do feminismo moderno

Gilles Lapouge

O Estado de São Paulo

Simone de Beauvoir, morta em 1986, teria completado 100 anos em 9 de janeiro de 2008. Ilustre, companheira de Jean-Paul Sartre, filósofa e escritora, mais célebre na América que na França, ela continua sendo a autora que dividiu em duas a história das mulheres, em 1949, quando disse ao planeta estupefato: “Não se nasce mulher. Torna-se.” Está em seu livro O Segundo Sexo, que será relançado pela Nova Fronteira em março, seguido de Os Mandarins, abrindo a série de reedições da obra da autora, com novas traduções. “A verdadeira mulher é um produto artificial que a civilização fabrica como outrora se fabricavam os castrati. Seus pretensos instintos de coqueteria, de docilidade, lhe são insuflados como ao homem é insuflado o orgulho fálico.” Na Paris efervescente, exaltada e embriagada do pós-guerra, desaba subitamente essa obra filosoficamente poderosa (Beauvoir ficou em segundo lugar no concurso para professora-adjunta de filosofia, atrás apenas de Jean-Paul Sartre, em 1929). O livro foi recebido com vociferações de ódio ou de devoção.
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12/01/2008 - 12:03h Carta a Simone de Beauvoir



Eu sei que o texto é longo e está em castelhano, porém vale a pena fazer o esforço e ler esta magnífica carta desmistificadora e cheia de amor por Simone de Beauvoir. Um percurso feroz sobre a vida e as obras deste ícone do feminismo. Boa leitura.

Aniversario | Precursora del feminismo

A cien años del nacimiento de la autora de El segundo sexo (1908-1986), la escritora argentina, Alicia Dujovne Ortiz, analiza la obra literaria y el pensamiento de su colega francesa con ironía y duro espíritu crítico no exento de gratitud

 

 

J.P. Sartre e Simon de Beauvoir

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