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	<title>Blog do Favre &#187; sindicalistas</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>FHC e Armínio atacam o lulismo</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 10:58:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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VINICIUS TORRES FREIRE &#8211; FOLHA SP

Ex-presidente da República e ex-presidente do Banco Central convocam oposição ao &#8220;autoritarismo popular&#8221;
FHC e Armínio Fraga acabam de lançar manifestos de ataque ao lulismo. De fato, convocam a oposição ao &#8220;autoritarismo popular&#8221; de Lula (expressão de FHC), à regressão a &#8220;formas políticas do autoritarismo militar&#8221; (FHC), à identificação &#8220;com muita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://universidadeparaquem.files.wordpress.com/2009/07/fhc_serra_geraldo1.jpg" alt="http://universidadeparaquem.files.wordpress.com/2009/07/fhc_serra_geraldo1.jpg" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">VINICIUS TORRES FREIRE &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p><span style="font-size: x-large;"><em><br />
Ex-presidente da República e ex-presidente do Banco Central convocam oposição ao &#8220;autoritarismo popular&#8221;</em></span></p>
<p>FHC e Armínio Fraga acabam de lançar manifestos de ataque ao lulismo. De fato, convocam a oposição ao &#8220;autoritarismo popular&#8221; de Lula (expressão de FHC), à regressão a &#8220;formas políticas do autoritarismo militar&#8221; (FHC), à identificação &#8220;com muita coisa da época da ditadura&#8221; (Fraga) e ao favorecimento do Estado a interesses privados (FHC e Fraga).<br />
Na quinta-feira passada, Fraga deu entrevista ao jornal &#8220;Valor&#8221; em que pedia a &#8220;reestatização do Estado&#8221; e observava o risco de regressão a &#8220;um Estado que a literatura chamava de corporativo, patrimonialista, populista, que, infelizmente acaba desembocando num Estado hiperdimensionado, pouco eficiente, injusto e corrupto&#8221;. No domingo, em artigo em &#8220;O Estado de S. Paulo&#8221;, FHC escrevia que &#8220;a lógica dos despautérios&#8221; de Lula é a do &#8220;poder sem limites&#8221;, a do &#8220;poder presidencial com aplausos do povo&#8221; e do &#8220;poder burocrático-corporativo&#8221;, aliança de Estado, sindicatos, movimentos sociais, fundos de pensão e grandes empresas, cada vez mais fundidos &#8220;nos altos-fornos do Tesouro&#8221;. Se as peças não foram escritas a quatro mãos, diga-se ironicamente que a unidade de assunto, tempo e lugar indica pelo menos uma ação intelectual concertada.<br />
Em síntese, FHC e Fraga dizem que o projeto luliano: 1) Coopta os principais atores econômico-sociais por meio de políticas públicas cujo financiamento não está explicitado no Orçamento; 2) Manipula fundos e instituições paraestatais com o objetivo de implementar tais políticas.<br />
Com subsídios, via BNDES e outros bancos públicos, beneficia grandes empresas. Por meio de fundos de pensão de estatais, cujos dirigentes são nomeados pelo governo e por sindicatos aninhados no Estado, o governo atua em outra frente a fim de cooptar e/ou pressionar empresas. Por meio de convênios com movimentos sociais (de ONGs ao MST), muitas vezes bancados pelo Tesouro, cooptam boa parte da organização civil em tese e um dia autônoma em relação ao Estado. Os dois citam ainda o caso de Lula x Vale: &#8220;ingerência governamental&#8221; (FHC) e &#8220;politização&#8221; (Fraga).<br />
Outro aspecto do &#8220;autoritarismo popular&#8221;, que &#8220;vai minando o espírito da democracia constitucional&#8221; (no dizer de FHC) é o atropelo das regras e de &#8220;participação, representação e deliberação consciente&#8221;.<br />
FHC diz que, à maneira do PRI, o partido da longa &#8220;ditadura institucional&#8221; mexicana, Lula indicou Dilma Rousseff por meio de um &#8220;dedaço&#8221;.<br />
Com a &#8220;devastação dos partidos&#8221;, uma vitória de Dilma deixaria o país entregue a um &#8220;subperonismo&#8221; (o lulismo). O governo, além do mais, atropela a sociedade com a discussão apressada do pré-sal ou com decisões vazadas sobre processos em curso (como a compra dos aviões de caça), episódios que FHC chama de &#8220;pequenos assassinatos&#8221;. Além de servir a interesses privados (sindicais, empresariais, partidários), FHC e Fraga lembram também a pressão do governo contra os meios de comunicação (ataques a jornais, tentativas de criar conselhos de controle da imprensa e do audiovisual).<br />
A oposição partidária a Lula é patética ou inexistente. José Serra, enredado na sua estratégia presidencial, é quase omisso. Geraldo Alckmin e Aécio Neves são dois personagens vazios à procura de um autor. FHC e Fraga, embora com imprecisões conceituais e memória curta dos anos tucanos, se encarregaram de lançar o combate.<br />
<strong><br />
vinit@uol.com.br</strong></p>
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		<title>Corte de IPI de carro é prorrogado</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Mar 2009 16:38:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Cleide Silva &#8211; O Estado SP
Uma manhã de conversas ao telefone entre sindicalistas, dirigentes de montadoras e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, selou ontem a renovação do acordo de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os carros por mais três meses. O anúncio oficial será feito na segunda ou terça-feira, pois depende [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://portalmie.com/atualidade/wp-content/uploads/2008/11/foto1.jpg" alt="http://portalmie.com/atualidade/wp-content/uploads/2008/11/foto1.jpg" /></div>
<div style="text-align: center"><img src="http://g1.globo.com/Noticias/Carros/foto/0,,16120399-EX,00.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://g1.globo.com/Noticias/Carros/foto/0,,16120399-EX,00.jpg" width="451" height="320" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Cleide Silva &#8211; O Estado SP</p>
<p>Uma manhã de conversas ao telefone entre sindicalistas, dirigentes de montadoras e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, selou ontem a renovação do acordo de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os carros por mais três meses. O anúncio oficial será feito na segunda ou terça-feira, pois depende da agenda dos envolvidos nas negociações.</p>
<p>O governo já vinha manifestando intenção de renovar a medida, que ajudou as montadoras a venderem, em plena crise, mais veículos no primeiro trimestre deste ano do que em 2008. O impasse estava na contrapartida a ser exigida, de manutenção de empregos, sugerida pelas centrais sindicais. Só em janeiro e fevereiro as montadoras cortaram 4 mil vagas.</p>
<p>As fabricantes concordaram, desde que ficassem de fora os trabalhadores com contratos temporários. Os sindicalistas encontraram uma &#8220;frase mágica&#8221; para endossar o acordo, que terá cláusula afirmando que &#8220;os contratos temporários serão cumpridos&#8221;. Ou seja, aqueles que vencerem nos próximos três meses não serão renovados, pois tinham validade por um ano. A abertura de programa de demissão voluntária está liberada.</p>
<p>O corte do IPI em meados de dezembro e com validade inicial até 31 de março foi adotado para reduzir o efeito da crise financeira nas vendas de carros no País, que despencaram nos últimos meses de 2008. Apesar de ter provocado queda de 90% na arrecadação do imposto, a medida é vista como uma das poucas anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com resultado efetivo.</p>
<p>O primeiro trimestre deve ser fechado com vendas próximas a 655 mil veículos, 1% a mais do que em igual período de 2008, quando somaram 647,9 mil unidades. No segmento de automóveis e comerciais leves, o mais beneficiado pela medida, o aumento deve ficar perto de 2%, com 630 mil unidades.</p>
<p>Os estoques nos pátios das fábricas e das revendas, que chegaram a 305 mil veículos em dezembro, equivalentes a 56 dias de vendas, baixaram no mês passado para 181 mil unidades, ou 27 dias de comercialização.</p>
<p>A alíquota do IPI, que era de 7% para carros 1.0, permanecerá isenta. Para modelos 1.4 até 2.0, ficará em 5,5% para motores flex e 6,5% para a gasolina, metade da alíquota normal. Com o novo imposto, os preços dos carros caíram em média de 5% a 7%.</p>
<p><strong>FEIRÕES</strong></p>
<p>Com o anúncio da prorrogação só a partir de 2ª-feira, o governo não vai atrapalhar as campanhas das montadoras neste fim de semana, que usam como atrativo a última oportunidade para comprar carro com IPI reduzido.</p>
<p>A Volkswagen faz feirão hoje e amanhã na fábrica Anchieta e na área ao lado do Playcenter com o slogan &#8220;Último fim de semana de IPI reduzido&#8221;. A Fiat fará ações nas lojas de todo o País e divulga anúncios com a chamada &#8220;Aproveite o último fim de semana com IPI reduzido e condições especiais.&#8221;</p>
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		<title>Dilma diz que novas medidas anticrise são preparadas</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Mar 2009 15:48:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Elder Ogliari &#8211; O Estado SP
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que o governo federal prepara um novo conjunto de medidas econômicas para lançar nos próximos dias. O anúncio foi feito durante palestra para cerca de 150 deputados, prefeitos, sindicalistas e dirigentes empresariais que participaram de audiência pública &#8220;Diagnósticos e Alternativas para Enfrentar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.clicrbs.com.br/rbs/image/6131352.jpg" id="lightboxImage" width="555" height="368" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Elder Ogliari &#8211; O Estado SP</p>
<p>A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que o governo federal prepara um novo conjunto de medidas econômicas para lançar nos próximos dias. O anúncio foi feito durante palestra para cerca de 150 deputados, prefeitos, sindicalistas e dirigentes empresariais que participaram de audiência pública &#8220;Diagnósticos e Alternativas para Enfrentar a Crise&#8221; realizada na Assembléia Legislativa gaúcha.</p>
<p>Questionada pelos repórteres ao final do evento, Dilma não deu detalhes dos planos. &#8220;São medidas anticíclicas&#8221;, resumiu. &#8220;Geralmente elas abrangem a área financeira e pode ser que tenha alguma na área tributária, mas não posso dar garantias antecipadas&#8221;, despistou.</p>
<p>Dilma lembrou que já houve redução de alíquotas do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados e admitiu que o governo &#8220;considera outras hipóteses&#8221;, com a ressalva de que &#8220;é muito cuidadoso ao fazer isso&#8221;. Para explicar a cautela, destacou que cortes na carga tributária podem afetar a viabilidade dos pequenos municípios porque implicam em redução dos repasses às prefeituras.</p>
<p>Repetindo o que havia dito às centrais de trabalhadores na audiência, a ministra confirmou para os repórteres que a manutenção de empregos é condição à qual setores e empresas que buscam benefícios devem se submeter. &#8220;Não é possível fazer financiamento e nem tampouco redução de carga tributária para quem vai desempregar&#8221;, ressaltou.</p>
<p>Dilma também identificou o atual momento como o primeiro em que o Brasil está em condições de reduzir a taxa de juros de forma significativa sem que isso resulte em pressão inflacionária. &#8220;Você tem um quadro de queda de demanda e um quadro de queda de preços que quase se pode chamar um quadro deflacionário e, portanto, hoje tem o espaço (para baixar juros)&#8221;, avaliou.</p>
<p>&#8220;Esse é o momento em que nós podemos conseguir taxas de juros compatíveis com o nível de robustez institucional que o País tem&#8221;, comentou a ministra. &#8220;O governo está empenhado nisso&#8221;. Dilma lembrou ainda que a taxa básica de juros já baixou 2,5 pontos porcentuais e que a tendência, conforme ata do Comitê de Política Monetária (Copom), é de cair ainda mais. &#8220;Eu acredito que será feito isso&#8221;, afirmou. &#8220;Agora, eu não sou do Banco Central, não posso dizer quanto vai reduzir, que hora vai reduzir&#8221;.</p>
<p>Dilma reconheceu que a crise financeira internacional é &#8220;grave&#8221; e que ainda não sabe qual é a profundidade e a duração que ela terá. Apesar de afirmar que o Brasil foi dos últimos a ser atingidos, admitiu que o País também ficou bastante ferido.</p>
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		<title>França enfrenta greve geral hoje</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 19:29:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Ben Hall, Financial Times, de Compiègne, França &#8211; VALOR
AP

Empregados da Continental em Grenoble, França, colocam fogo em pneus durante protesto: 
trabalhadores franceses já dão sinais de radicalismo
Após serem atingidos por ovos jogados por trabalhadores que bloqueavam a entrada da fábrica de pneus da Continental às margens do rio Oise, diretores da fábrica foram vistos entrando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><a href="http://www.lemonde.fr/societe/actu-minute/2009/03/19/la-journee-de-mobilisation-du-19-mars_1169837_3224.html" onclick="javascript:xt_med('C','1','Home_Actu_Titres_1','N');"><img src="http://medias.lemonde.fr/mmpub/edt/ill/2009/03/19/h_14_ill_1170035_9517_000_par2465516.jpg" alt="Des responsables de la CFDT, de la CGT, de FO et de la FSU défilent à Paris le 19 mars." title="Des responsables de la CFDT, de la CGT, de FO et de la FSU défilent à Paris le 19 mars. | AFP/JACQUES DEMARTHON" border="0" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99">Ben Hall, Financial Times, de Compiègne, França &#8211; VALOR</p>
<p><em>AP<br />
</em><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002220/imagens/foto19int-subdgreve1-a22.jpg" align="left" border="0" /></p>
<p><em>Empregados da Continental em Grenoble, França, colocam fogo em pneus durante protesto: </em></p>
<p><em>trabalhadores franceses já dão sinais de radicalismo</em></p>
<p>Após serem atingidos por ovos jogados por trabalhadores que bloqueavam a entrada da fábrica de pneus da Continental às margens do rio Oise, diretores da fábrica foram vistos entrando sorrateiramente por uma entrada lateral cujo acesso se dá por barco.</p>
<p>&#8220;As pessoas estão perturbadas&#8221;, afirma Christian Lahargue, um funcionário da Continental que corre o risco de ser demitido. &#8220;Vamos fazer de tudo para manter esta fábrica aberta.&#8221;</p>
<p>Este impasse agressivo no norte da França às vésperas de uma greve nacional sugere que a tensão social está aumentando e contribuindo para a impressão de que o outrora confiante Nicolas Sarkozy, o presidente da França, está perdendo o passo.</p>
<p>A segunda maior economia da zona do Euro deverá enfrentar distúrbios hoje, por causa de uma greve nacional convocada por sindicatos, que deverá contar com centenas de manifestações em protesto contra a política econômica e o programa de reformas de Sarkozy.</p>
<p>Sindicalistas prometeram superar a última greve, feita em janeiro, quando entre 1 milhão e 2,5 milhões de pessoas foram às ruas.</p>
<p>A escala dos protestos de sete semanas atrás pegou o governo de surpresa, forçando-o a oferecer ? 2,6 bilhões (US$ 3,38 bilhões) em pagamentos extras de auxílio-desemprego e corte de impostos para famílias de baixa renda. Mas as concessões não satisfizeram os sindicatos, nem impressionaram a população.</p>
<p>Segundo uma pesquisa de opinião feita pelo instituto Ifop para a revista &#8220;Paris Match&#8221; , 78% dos franceses consideram a greve de hoje justificada. Os franceses &#8220;deram autorização ao movimento sindical para articular sua oposição a Nicolas Sarkozy&#8221;, afirma Stéphane Rozès, presidente-executiva do instituto de pesquisas CSA.</p>
<p>De acordo com outra pesquisa, os franceses acreditam que Olivier Besancenot, o líder trotskista da extrema esquerda, tem tanta &#8220;credibilidade&#8221; quanto o presidente.</p>
<p>Sarkozy está na defensiva desde o começo do ano, com o agravamento da situação da economia. O governo foi lento em reagir a uma greve geral de seis semanas e a tumultos em Guadalupe, um território francês no Caribe.</p>
<p>O presidente vem encontrando oposição dentro de seu partido de centro-direita em uma série de questões, do retorno da França ao comando militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) à redução da carga tributária para os ricos.</p>
<p>Sarkozy foi forçado a recuar na reforma universitária, uma de suas principais medidas de modernização, em meio a temores de que um movimento de protesto estudantil liderado pela extrema esquerda pudesse se tornar violento. A concessão preocupou alguns empresários. &#8220;Os mais radicais estão conseguindo resultados&#8221;, diz Maurice Lévy, presidente-executivo do grupo de propaganda Publicis.</p>
<p>Sarkozy tem motivo para se sentir ressentido. A economia francesa deverá se sair bem melhor que as de seus vizinhos depois que Sarkozy implementou rapidamente um plano de socorro bancário, garantias de empréstimos para pequenas empresas, seguro de crédito comercial bancado pelo governo e outra medidas para manter o crédito fluindo para a economia.</p>
<p>Ele mobilizou o outrora intervencionista e desdenhoso Estado francês e entendeu a mensagem que estava sendo passada pela população com sua crítica ao capitalismo financeiro.</p>
<p>Mas, ao mesmo tempo em que celebra o retorno do Estado, Sarkozy está se agarrando às suas metas de cortar os impostos, diminuir a burocracia do governo e conter os gastos.</p>
<p>É por isso que os franceses acreditam que as políticas de Sarkozy &#8220;não são coerentes, eficientes ou justas&#8221;, diz Rozès. Os franceses sentem que os bancos estão sendo ajudados com poucos limites, enquanto o governo vem dando pouca ajuda às famílias comuns.</p>
<p>A oposição a Sarkozy deverá se concentrar na redução dos impostos para os ricos, o chamado escudo que limita o imposto de renda devido de um indivíduo a 50% da renda. Sindicatos e alguns membros do partido do presidente não querem isso. Sarkozy reage, reforçando sua imagem de amigo dos ricos.</p>
<p>Não está nem um pouco claro se a tensão social vai acabar resultando em um movimento político coerente capaz de paralisar o governo Sarkozy. &#8220;Ele não está numa espiral de queda&#8221;, afirma Zaki Laidi, da Sciences Po, que aponta para a confusão entre os socialistas da oposição e diz que as críticas da população e dos sindicatos ao presidente são bastante difusas. &#8220;Não estamos na iminência de uma greve geral.&#8221;</p>
<p>Mas outros observadores temem a possibilidade de tumultos. &#8220;O verdadeiro problema para qualquer um é saber como a opinião pública vai evoluir&#8221;, diz Lévy. &#8220;Será que as pessoas vão acreditar que com a economia mundial em tamanha dificuldade elas precisam ficar calmas e razoáveis, além de trabalhar juntas para superar tudo isso? Ou será que vai levar as pessoas a atos desesperados? Minha sensação é de que não chegamos lá ainda, mas poderemos nos encontrar em uma situação com as sementes de um descontentamento muito profundo e uma espiral negativa que poderão levar a repetidas greves. Isso iria forçar o governo a desistir.&#8221;</p>
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		<title>Desoneração para compra de carro vai continuar</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 12:30:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Anúncio sobre IPI só ocorrerá no fim do mês 
No entendimento do governo, se consumidor souber com antecedência da prorrogação do incentivo, poderá adiar compra de carro
Apesar da queda na receita com o imposto, Planalto avalia que medida ajudou  a impedir uma crise de maior proporção no setor
  
KENNEDY ALENCAR &#8211; FOLHA SP
 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/cp04032009.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/cp04032009.jpg" /></div>
<p><font size="5"></font><font size="5"><strong>Anúncio sobre IPI só ocorrerá no fim do mês </strong></font></p>
<p><strong>No entendimento do governo, se consumidor souber com antecedência da prorrogação do incentivo, poderá adiar compra de carro</p>
<p>Apesar da queda na receita com o imposto, Planalto avalia que medida ajudou  a impedir uma crise de maior proporção no setor</strong><br />
<strong style="background-color: #ffff99"><br style="background-color: #ffff99" />  </strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>KENNEDY ALENCAR &#8211; FOLHA SP</strong></p>
<p><font size="-1">  DA SUCURSAL DE BRASÍLIA </font></p>
<p>O governo federal decidiu  prorrogar por mais três meses,  do início de abril ao final de junho, a redução do IPI (Imposto  sobre Produtos Industrializados) cobrado na venda de veículos. Segundo a <strong>Folha</strong> apurou,  o presidente Lula está convencido de que essa foi uma das  medidas que deram certo no  combate aos efeitos negativos  da crise econômica global.<br />
A prorrogação do incentivo,  que vigoraria até o dia 31, ocorre em meio à queda na arrecadação e ao aumento dos gastos  oficiais em razão da desaceleração econômica, movimento  que já comprometeu o relativo  equilíbrio fiscal que o governo  Lula vinha mantendo.<br />
Adotado em dezembro para  estimular as vendas no setor  automotivo, o incentivo tinha  renúncia fiscal estimada em R$  1,35 bilhão no período de quatro meses. Com a redução, a arrecadação de IPI sobre veículos  teve queda de 91% em janeiro  ante igual período de 2008 e de  88,56% sobre dezembro.<br />
A cúpula do governo avalia  que esse é um efeito pequeno  sobre a arrecadação se comparado à possibilidade de demissões no setor de veículos, caso  não tivesse adotado a medida.<br />
Uma queda muito forte nas  vendas também afetaria a arrecadação. Logo, o preço da renúncia fiscal seria menor do  que arrecadar menos IPI com  um setor simbólico em crise.<br />
Nas palavras de um ministro,  como a cadeia produtiva do setor automobilístico é longa  (emprega muita gente), o  anúncio de demissões poderia  gerar um efeito psicológico negativo para a economia. Ele citou como exemplo a recente  demissão de 4.000 trabalhadores da Embraer. Na indústria  automobilística, seria um número bem maior.<br />
A <strong>Folha</strong> apurou que o governo vai esperar até o final do  mês para anunciar a prorrogação da isenção do IPI e que não  deverá confirmar a decisão até  o último momento. Assim, evita uma queda nos números do  mercado neste mês. Afinal, a  medida tem caráter de &#8220;promoção&#8221; por tempo limitado. Se  o consumidor souber agora que  poderá comprar em abril nas  mesmas condições, poderá esperar um pouco mais.<br />
A redução do IPI ajudou na  recuperação da venda de veículos, que teve alta de 0,15% em  fevereiro ante o mesmo período do ano passado. Na comparação mensal, as vendas cresceram em dezembro (184 mil  unidades), em janeiro (189 mil)  e em fevereiro (191 mil).<br />
A redução em dezembro fez  com que o IPI de carros populares, de 1.000 cilindradas,  caísse de 7% para zero. A medida também beneficiou veículos  entre 1.000 e 2.000 cilindradas  (veja quadro ao lado).<br />
Além da redução de impostos, o governo também aumentou a oferta de crédito para o financiamento de veículos por  meio do Banco do Brasil.<br />
A avaliação do Planalto é que  essa medida ajudou a evitar  uma crise de grandes proporções no setor. Como o governo  acredita que o segundo trimestre ainda sofrerá efeitos negativos da crise, a prorrogação do  IPI faz parte da estratégia de  comunicação do Planalto, que  prega que o Brasil deverá sofrer  menos do que outros países  nesta crise.<br />
Pesa ainda a favor da decisão de prorrogação do IPI a pressão das centrais sindicais, com forte presença na indústria automobilística. Não está definido se haverá eventual contrapartida das empresas. Sindicalistas têm defendido que o governo cobre a manutenção de empregos em troca de medidas setoriais de incentivo, como a redução do IPI sobre veículos.</p>
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		<title>Volkswagen convoca hora extra no ABC</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 11:45:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Marli Olmos, de São Paulo &#8211; VALOR
O aumento no ritmo das vendas de veículos levou a Volkswagen a convocar praticamente todos os empregados da linha de produção da sua maior fábrica, em São Bernardo do Campo, no ABC, para fazer hora extra no sábado.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, apenas as áreas de motores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://200.98.194.26/i/dest_img/2007/09/18/I_20070918_114448_1.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://200.98.194.26/i/dest_img/2007/09/18/I_20070918_114448_1.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Marli Olmos, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>O aumento no ritmo das vendas de veículos levou a Volkswagen a convocar praticamente todos os empregados da linha de produção da sua maior fábrica, em São Bernardo do Campo, no ABC, para fazer hora extra no sábado.</p>
<p>Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, apenas as áreas de motores e transmissões não funcionarão no período extraordinário. O trabalho no sábado visa atender ao aumento de demanda, segundo teria informado a empresa ao comitê dos empregados. A empresa não pôde ser contatada para confirmar as informações.</p>
<p>A Volks recomeçou a convocar os funcionários para hora extra logo depois das férias coletivas, em dezembro. Segundo os sindicalistas, os operários já foram para a fábrica em seis sábados. Metade foi para compensar folgas de fim de ano e o restante para acompanhar o reaquecimento do mercado.</p>
<p>Além do crescimento das vendas, impulsionadas pela decisão do governo de reduzir o IPI dos automóveis para combater a crise no crédito, a Volks também acelerou a produção porque assumiu a liderança do mercado, passando à frente da Fiat este ano.</p>
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		<title>Sindicalistas dizem não a Sarkozy e mantêm greve na França</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Feb 2009 02:11:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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 ANA CAROLINA MORAES da BBC Brasil, em Paris &#8211; FOLHA ONLINE
Os principais líderes sindicais que se reuniram com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, nesta quarta-feira consideraram insuficientes as propostas feitas pelo governo e decidiram manter a greve geral convocada para o próximo dia 19 de março.
Após reunião com representantes dos principais sindicatos patronais e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--TEXTO--></p>
<div style="background-color: #ffff99" id="articleBy"> <strong>ANA CAROLINA MORAES</strong> da <strong>BBC Brasil</strong>, em Paris &#8211; FOLHA ONLINE</div>
<p>Os principais líderes sindicais que se reuniram com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, nesta quarta-feira consideraram insuficientes as propostas feitas pelo governo e decidiram manter a greve geral convocada para o próximo dia 19 de março.</p>
<p>Após reunião com representantes dos principais sindicatos patronais e de empregados da França, Nicolas Sarkozy anunciou uma série de medidas sociais, destinadas principalmente aos jovens e à classe média, para conter os efeitos da crise econômica no país e atenuar o crescente descontentamento da população.</p>
<p>O pacote deve totalizar 2,6 bilhões de euros, será financiado, em parte, pelos juros dos empréstimos concedidos pelo governo aos bancos em dificuldades.</p>
<p>Entre as medidas que devem ser adotadas imediatamente estão a criação de um fundo social de investimentos para estimular o emprego e a formação de trabalhadores, além da exoneração provisória de dois terços do valor total do imposto de renda que incide sobre os salários mais baixos. Essa medida deve beneficiar, segundo o governo, 4 milhões de famílias.</p>
<p><strong>As medidas</strong></p>
<p>O pacote também prevê novos benefícios sociais para famílias mais pobres além de medidas para estimular o emprego de jovens.</p>
<p>Ao anunciar as medidas à população, em pronunciamento televisivo na noite desta quarta-feira, Sarkozy defendeu sua política de investimentos para criar empregos e descartou um aumento imediato do salário mínimo &#8211;uma reivindicação comum dos sindicatos&#8211; que, segundo ele, &#8220;complicaria ainda mais a situação das pequenas e médias empresas&#8221;.</p>
<p>O presidente francês também defendeu um capitalismo &#8220;mais justo&#8221; e pediu aos dirigentes de empresas que recorrerem a planos de re-estruturação que renunciem a seus bônus em 2009.</p>
<p>Em meio a um contexto de crescente tensão social e crise econômica, o presidente francês aposta nesse pacote para atenuar o descontentamento da população e recuperar sua popularidade, em queda nos últimos meses.</p>
<p><strong>Críticas</strong></p>
<p>Além dos sindicatos, o Partido Socialista (PS) também criticou o plano. O porta-voz do partido, Benoît Hamon, afirmou que &#8220;as medidas não mudarão em nada a situação do país&#8221;. O presidente do PS na Assembléia, Jean-Marc Ayrault, disse que o montante total do pacote do presidente Sarkozy &#8220;corresponde somente a 10% das medidas adotadas em favor das empresas &#8220;.</p>
<p>Eleito com o compromisso de que iria melhorar o poder aquisitivo da população, Nicolas Sarkozy é criticado por não ter cumprido suas promessas.</p>
<p>A insatisfação social aumentou ainda mais com a crise econômica. Segundo pesquisa publicada nesta quarta-feira, 60% dos franceses consideram ruins e insuficientes as medidas adotadas pelo governo para conter os efeitos da crise.</p>
<p>A sondagem também indica que a maioria da população estima que as medidas beneficiam, principalmente, os bancos e instituições financeiras. O pacote anticrise francês prevê 360 bilhões de euros em empréstimos aos bancos e 26 bilhões para reaquecer a economia.</p>
<p>Face à crescente tensão social no país e com a popularidade em queda, Nicolas Sarkozy quer evitar, com as medidas que anunciadas hoje, que a crise economica que se anuncia para 2009 se transforme em avalanche social.</p>
<p>Na semana passada, a ministra francêsa da Economia, Christine Lagarde, confirmou que o PIB francês, este ano, vai registrar crescimento negativo e não deve ultrapassar &#8211; 1%. No ano passado, o desemprego aumentou 11,4% na França, totalizando 2 milhões de pessoas.</p>
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		<title>Empresários e sindicalistas querem articulação com Estados e municípios</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 13:16:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Anna Carolina Negri / Valor

Artur Henrique, presidente da CUT, defende benefícios fiscais às micro e pequenas empresas e Refis das prefeituras

Cibelle Bouças, de São Paulo &#8211; VALOR
A aceleração dos investimentos públicos e das medidas de apoio ao setor imobiliário, somadas à redução das taxas de juros e à desburocratização dos financiamentos pelo BNDES são apontados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><em><span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"></p>
<div class="descricao_foto_credito"><font size="1">Anna Carolina Negri / Valor</font></div>
<p><img src="http://www.valoronline.com.br/Imagens/Impresso/ed_0002194/imagens/foto09bra-arthudr-a4.jpg" /></p>
<div class="descricao_foto_legenda">Artur Henrique, presidente da CUT, defende benefícios fiscais às micro e pequenas empresas e Refis das prefeituras</div>
<p></span></em></div>
<p style="background-color: #ffff99">Cibelle Bouças, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>A aceleração dos investimentos públicos e das medidas de apoio ao setor imobiliário, somadas à redução das taxas de juros e à desburocratização dos financiamentos pelo BNDES são apontados por representantes de indústrias e da área sindical como medidas que poderiam minimizar com mais eficácia os efeitos da crise financeira internacional. Redução temporária de tributos estaduais e municipais, medidas setoriais e a aprovação do programa de parcelamento de dívidas de contribuições em atraso com a Previdência Social para municípios também são apontados como medidas complementares às ações que o governo federal vem tomando para dirimir os efeitos da crise global.</p>
<p>O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique dos Santos Silva, divide com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, a tese de que é necessário reduzir, por tempo determinado, a carga tributária incidente sobre as micro e pequenas empresas, que juntas empregam em torno de 70% da mão-de-obra ocupada no país. Ele observa que o Simples reduziu a carga tributária dessas empresas em até 70% mas, desde que foi adotado, estados retiraram outras desonerações fiscais que havia. &#8220;Temos um papel fundamental que é cobrar também prefeitos e governadores, para que trabalhem com a desoneração temporária do ISS e do ICMS para empresas que são grandes empregadoras&#8221;, afirma.</p>
<p>A Fiesp defende a revisão da tabela para enquadramento das empresas no Simples, com ampliação do limite de receita bruta anual de R$ 2,4 milhões para R$ 3,2 milhões e prorrogação do prazo de 15 dias para recolhimento de tributos.</p>
<p>O sindicalista também apoia, mas com restrições, o programa de parcelamento de dívidas de contribuições em atraso com a Previdência Social para municípios, que será discutido entre prefeitos e governo federal nos dias 10 e 11. Muitos prefeitos pedem que débitos já renegociados em programas anteriores sejam consolidados com novas dívidas e parcelados em até 20 anos. &#8220;Não tenho nada contra renegociar as dívidas das prefeituras com o INSS, desde que coloquem como contrapartida investimentos em obras que gerem emprego e renda e paguem pelo menos o salário mínimo aos funcionários públicos&#8221;, afirma.</p>
<p>Artur Henrique e Skaf também concordam que as medidas já adotadas pelo governo federal foram positivas, mas insuficientes para anular os efeitos da crise. Ambos defendem a redução da taxa básica de juros a menos de 10% ao ano, redução do spread bancário e ampliação das linhas de crédito, sobretudo para pequenas e médias empresas. &#8220;As medidas já adotadas foram boas. Se não fosse a redução do IPI, a situação do setor automotivo estaria pior. Mas é preciso adotar mais medidas e rapidamente, principalmente para manter o nível do emprego&#8221;, afirma Skaf.</p>
<p>Para o economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) Rogério César de Souza, o governo demorou muito para agir. &#8220;O Banco Central perdeu por não sinalizar taxas menores de juros&#8221;, afirma. Para ele, a Selic alta não só prejudica os negócios atuais, mas também ajuda a reduzir o interesse das empresas em investir no médio prazo. Para Souza, a aceleração dos investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a elevação dos aportes na Petrobras e a rápida divulgação de medidas para estimular o setor imobiliário podem contribuir para elevar a confiança do empresariado e reaquecer a economia. &#8220;São segmentos que empregam muita gente e cuja cadeia envolve grandes indústrias de transformação&#8221;, afirma. Ele defende a redução da Selic para 9%.</p>
<p>O professor da Unicamp Júlio Gomes de Almeida considera que as medidas para destravar o crédito &#8220;salvaram os bancos, mas não os empregos&#8221; e as medidas setoriais trouxeram resultados &#8220;pontuais&#8221;. &#8220;O governo demorou muito para mudar o seu diagnóstico da economia, que permaneceu muito otimista quando a crise já havia se agravado no exterior&#8221;, observa. Para ele, o reforço do caixa do BNDES e o pacote da habitação são medidas que terão impacto mais significativo na economia.</p>
<p>Almeida defende ainda que o BNDES universalize a oferta de crédito. &#8220;Há muitas empresas, sobretudo de porte médio, que querem investir, mas estão fora dos setores definidos como prioritários. O banco precisa se adaptar à crise. Não há porque selecionar setores, é hora de estender o tapete vermelho para quem quer investir.&#8221;</p>
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		<title>Metalúrgicos vão pedir volta das câmaras setoriais a Lula</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jan 2009 13:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Silvia Costanti / Valor




Sérgio Nobre, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC: &#8220;Os atores estão se acusando ao invés de se unir&#8221;

Cibelle Bouças, de São Paulo &#8211; VALOR
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, negocia hoje em Brasília com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, um pacote de medidas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><font size="1"><em><span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"></p>
<div style="text-align: center">Silvia Costanti / Valor<br />
<img src="http://www.valoronline.com.br/Imagens/Impresso/ed_0002181/imagens/foto21bra-gduedrra-a3.jpg" /></div>
<p></span></em></font></div>
<p><span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"></span></p>
<div align="center"><em><span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"></p>
<div class="descricao_foto_legenda">Sérgio Nobre, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC: &#8220;Os atores estão se acusando ao invés de se unir&#8221;</div>
<p></span></em></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Cibelle Bouças, de São Paulo &#8211; VALOR</strong></p>
<p>O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, negocia hoje em Brasília com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, um pacote de medidas específico para a cadeia automotiva. A principal proposta consiste em repetir a fórmula da Câmara Setorial Automotiva, criada em março de 1992, que reuniu governo, montadoras, autopeças, distribuidores e representantes dos trabalhadores para definir ações contra a crise que o setor vivia na época.</p>
<p>A proximidade do presidente Lula com o sindicato, que presidiu entre 1975 e 1980, rendeu a Nobre uma conversa privada com o presidente, à parte das discussões que vêm sendo feitas com as centrais sindicais. &#8220;Lula tem o sindicato como uma referência, até para seus discursos. E ele me deve isso, já que estou sem sala por causa dele&#8221;, brinca Nobre, fazendo referência à produção do filme de Fábio Barreto &#8220;Lula, o Filho do Brasil&#8221;. A produção do filme está reformando a sede do sindicato para que o local tenha a aparência da década de 70, quando Lula era presidente da entidade, e a sala de Nobre está entre os locais em reforma.</p>
<p>Em sua reunião com o presidente, Nobre vai apresentar dados recentes sobre o desempenho do setor automotivo e propostas para reaquecer a produção e as vendas de veículos, garantindo dessa forma a manutenção do nível de emprego. Entre as informações estão dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), baseado nas estatística do Ministério do Trabalho. O levantamento do Dieese revela que, de janeiro a novembro de 2008 (último mês de divulgação pelo ministério dos dados municipais de emprego e desemprego), os sete municípios do ABC que reúnem as montadoras e autopeças registraram taxa de rotatividade de 2,7% para montadoras e de 24,2% para autopeças. Ao longo de 23 meses, iniciados em janeiro de 2007, esse índice foi maior, de 7,1% nas montadoras e de 42,7% nas autopeças. &#8220;Quero chamar a atenção para o presidente de que o alto nível de demissões não é só crise externa. A multa sobre o FGTS já foi incorporada no custo das empresas e por isso a rotatividade continua sendo extremamente alta. A manutenção do emprego e da renda garante o consumo e a produção. É preciso definir uma estratégia em conjunto para que o nível de emprego seja mantido&#8221;, afirma.</p>
<p>Na avaliação do sindicalista, a crise tem afetado sobretudo a oferta de crédito, elemento que contribuiu fortemente para o salto nas vendas de veículos dos últimos anos. &#8220;A crise está desagregando, os atores estão se acusando ao invés de se unir&#8221;, afirma Nobre, justificando o pedido de retomada da Câmara Setorial Automotiva. Ele observa que, na experiência de 1992 e 1993, governo, indústrias e sindicatos reuniram-se e estabeleceram metas de produção e vendas. O governo baixou alíquotas de impostos e o nível de emprego foi mantido. As medidas tiveram êxito e as vendas do setor voltaram a crescer. &#8220;É preciso criar uma agenda positiva, definir metas de produção e vendas e isso implica mexer no spread bancário, na taxa de juros e na tributação&#8221;, afirma. Além desses itens contidos na pauta da reunião com o presidente Lula, Nobre também pretende prospectar recursos para projetos do sindicato na área cultural, entre eles, o de colocar no ar, até 2011, uma emissora de tevê educativa.</p>
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		<title>No ABC, 12 mil fazem ato em defesa do emprego</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jan 2009 12:23:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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<p>Joaquim Alessi, São Bernardo &#8211; O Estado SP</p>
<p>Sob a liderança do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, cerca de 12 mil trabalhadores, segundo a entidade, e 8 mil pelas contas da Polícia Militar, manifestaram-se na manhã de ontem &#8220;em defesa do emprego e pela superação da crise econômica sem demissões nem corte de salários&#8221;. Os atos concentraram-se no bairro Pauliceia, em São Bernardo, próximo à Mercedes-Benz, palco das manifestações lideradas nos anos 70 e 80 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
<p>No caminhão de som revezaram-se o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Arthur Henrique, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, e outros sindicalistas. O prefeito Luiz Marinho (PT), que já presidiu a entidade e a CUT, foi anunciado várias vezes, mas por causa de vistorias agendadas anteriormente não apareceu. A concentração começou às 5h45 no estacionamento da Mercedes.</p>
<p>Arthur Henrique fez questão de destacar as reivindicações levadas na véspera ao presidente Lula, entre elas a de redução de juros para a compra de veículos usados.</p>
<p>Outros protestos menores foram realizados no pátio da Volkswagen e na portaria da Scania, como parte do Dia de Luta lançado pela categoria.</p>
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