29/09/2009 - 11:33h Construção civil registra recorde de contratações

45 mil vagas foram criadas em todo o País no mês passado; o melhor resultado desde dezembro de 2000


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Marcelo Rehder – O Estado SP

A construção civil abriu 45 mil postos de trabalho com carteira assinada em todo o País no mês passado. O resultado foi recorde no setor desde dezembro de 2000, e 23% maior que as 36,5 mil contratações feitas em julho, segundo levantamento divulgado ontem pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a FGV Projetos.

Com isso, a construção contabilizou 2,26 milhões de empregados formais em agosto, com aumento de 2,03% sobre o estoque do mês de julho. No ano, a alta chega a 8,44%, o que representa 176 mil novos postos de trabalho em relação a dezembro de 2008.

Os números, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostram que as construtoras não só recuperaram as 109 mil vagas fechadas em novembro e dezembro de 2008, auge da crise financeira mundial, como já superaram em mais de 66,9 mil postos o nível de emprego recorde apurado em outubro do ano passado.

O desempenho em agosto surpreendeu. “Esperávamos recuo no emprego no segundo semestre pela redução de lançamentos imobiliários no início do ano”, diz o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe. Para ele, os novos números tornam otimista a perspectiva das empresas do setor neste ano.

O presidente do SindusCon-SP ressalta que o saldo recorde de emprego em agosto reflete o fortalecimento de todos os segmentos da construção civil. Segundo ele, o mais aquecido é o imobiliário, graças aos incentivos do programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida e à retomada da confiança dos consumidores.

Além disso, acrescenta o presidente do SindusCon, as obras públicas estão sendo aceleradas pela necessidade de os governos estaduais consumirem seus orçamentos antes das eleições de 2010. “As empresas começaram a retomar projetos de expansão adiados pela crise internacional”, diz Watanabe.

A retomada do emprego ocorre num momento de escassez na oferta de profissionais especializados de construção civil, como pedreiros, carpinteiros e armadores.

A solução tem sido contratar profissionais que estão no setor informal ou trabalhadores não especializados para serem qualificados no próprio canteiro de obra, segundo o vice-presidente de Relações Capital Trabalho do Sinduscon-SP, Haruo Ishikawa.

O ritmo de expansão do mercado deve se acelerar nos próximos meses. Com forte atuação no setor imobiliário, o escritório Mello, Dalbus e Rached Advogados cuida atualmente de projetos que devem se transformar em lançamentos com valor de vendas da ordem R$ 1 bilhão. No primeiro semestre, passaram pelo escritórios projetos com valor de venda em torno de R$ 300 milhões.

“É um indicador que há muitas coisas acontecendo no mercado”, diz Rodrigo Mello, sócio do escritório.

15/09/2009 - 13:20h Otimismo entre as construtoras

http://www.obra24horas.com.br/FCKeditor/imagens/Image/13.04.2009.jpgPesquisa feita trimestralmente é uma espécie de termômetro do setor

Márcia De Chiara – O Estado SP

O otimismo em relação ao desempenho das empresas e da economia brasileira voltou a predominar entre os empresários da construção civil no mês passado, depois do susto provocado pela crise financeira internacional. A 40ª Sondagem Nacional da Indústria da Construção revela que aumentou em 43,1%, de maio para agosto, a percepção favorável dos empresários do setor sobre o crescimento econômico do País este ano, além de indicar maior otimismo das empresas em relação ao seu desempenho atual e nos próximos meses.

Também houve redução de 18,2% no nível de dificuldades financeiras enfrentadas pelas companhias, ante maio.

A pesquisa, de âmbito nacional e feita trimestralmente pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e pela FGV Projetos, com o apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), é uma espécie de termômetro do setor.

“A perspectiva mudou e as empresas de construção civil, tanto voltadas para obras públicas como privadas, estão mais otimistas”, afirma o presidente do Sinduscon-SP, Sergio Watanabe. A síntese dessa mudança, segundo ele, está estampada no aumento significativo das expectativas de crescimento da economia.”Também as dificuldades financeiras diminuíram para as construtoras e elas estão menos pressionadas.”

Watanabe lembra que o setor sentiu o baque da crise em novembro e dezembro do ano passado. Depois, evoluiu em ritmo mais lento no primeiro trimestre, puxado por projetos que já estavam em andamento. Em abril, com o lançamento do programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida, o ânimo melhorou, não apenas para as construtoras voltadas para a baixa renda, mas também para as que atuam nos nichos mais abastados.

A pesquisa consolida o otimismo esboçado na sondagem anterior. Segundo o presidente do Sinduscon-SP, o maior otimismo entre os empresários do setor foi impulsionado pelo aumento de obras públicas, especialmente estaduais, por causa do ano pré-eleitoral, assim como obras privadas industriais e comerciais. “Esse é um sinal de que o investimento começa a voltar.” Ele conta que, desde o fim do segundo trimestre, houve um aumento de solicitações de orçamentos para erguer empreendimentos comerciais e industriais.

Além do cenário favorável para ritmo da construção, a pesquisa revela um quadro desfavorável para os custos. Apesar de os preços dos insumos estarem em queda, os empresários estão preocupados com a alta do custo da mão de obra, do servente de pedreiro ao engenheiro.