29/10/2008 - 09:20h “A direita tem um enraizamento muito forte na cidade”, diz Gilberto Carvalho em entrevista ao Valor

“Kassab teve a competência de exibir bem os repasses de Lula”, diz Carvalho

César Felício, VALOR

Para Gilberto Carvalho, chefe de gabinete pessoal de Lula,
Marta mantém-se forte:
“Politicamente, passei a admirá-la mais”

Foto Lula Marques/Folha Imagem
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Chefe de gabinete pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho sempre foi um dos dirigentes petistas mais próximos do presidente. Este mês, afastou-se de Brasília por dez dias para participar da reta final da campanha de Marta Suplicy à Prefeitura de São Paulo, no segundo turno. O gesto foi interpretado por aliados e adversários da ex-ministra como um sinal de que Carvalho está escalado pelo próprio presidente para concorrer à presidência nacional do PT em novembro do próximo ano, assumindo assim a coordenação das alianças do partido para 2010. E, pela sua identificação com Lula, entraria na disputa com uma gama de apoios muito maior do que a corrente do antigo Campo Majoritário, desde 2005 denominado “Construindo um Novo Brasil”.

Carvalho não afasta a possibilidade de concorrer, mas frisa em entrevista por telefone ao Valorque as articulações pelo seu nome não partem do Palácio do Planalto. O chefe de gabinete pessoal de Lula lembra que transita dentro do partido uma proposta para que o mandato da atual Executiva nacional, chefiada pelo deputado Ricardo Berzoini (SP), seja prorrogado até 2011.

Natural de Londrina, Carvalho foi seminarista na juventude e teve no Paraná a sua única experiência eleitoral, ao concorrer sem sucesso à Câmara dos Deputados em 1986. Do time de primeiro escalão escolhido pelo presidente da República em 2003, para gravitar em torno de seu gabinete, Carvalho é o único que se mantém no Planalto.

A seguir, a entrevista ao Valor:

Valor: O senhor é citado por diversas alas do PT como um nome que poderia ser quase consensual para assumir a presidência do partido em 2009. Pode haver, pela 1ª vez, uma escolha sem disputa?

Gilberto Carvalho: Fui consultado por um grupo de deputados sobre a possibilidade de ser candidato. Tenho um compromisso com o presidente da República até o final de 2010. Esta história de presidir o partido surgiu agora e eu teria que deixar o governo, o que não está na minha perspectiva. Preciso falar com aquele rapaz que me paga o salário. Preciso levar o assunto ao presidente. Não vou postular a vaga, não é meu projeto. Agora, sou um filho do PT e não posso me furtar a contribuir com o partido.

Valor: Mas o nome do senhor seria uma forma de evitar disputas?


Carvalho:
Seria arrogância de minha parte colocar que só aceitaria ser candidato se unisse o partido, isto é muito pretensioso. No PT nunca existiu unanimidade, o que é uma virtude do partido.

Valor: Alguns colocam que a adesão a seu nome decorre de o senhor ser o dirigente mais identificado com o presidente. Confere?

Carvalho: Ser próximo do presidente, como de fato sou, não é uma condição importante para ser presidente do PT, não credencia só por si. Pelo contrário: o eleito, quem quer que seja, tem que exercer uma autonomia em relação ao governo para representar o pensamento médio dentro do partido. E neste sentido entra às vezes em contradição com o presidente da República. O PT tem que ser a consciência crítica do governo. Presidir o PT neste sentido é honra enorme e dificuldade extraordinária.

Valor: Como o senhor avalia a derrota da candidata Marta Suplicy em São Paulo?

Carvalho: Atendi a uma demanda da coordenação de campanha da Marta no segundo turno, em um quadro que já era de muita dificuldade, em função do resultado no primeiro turno. Tirei dez dias de férias e o presidente assentiu, mas ninguém esperava que com minha vinda o quadro se revertesse. Todos tínhamos exata consciência da gravidade. O Kassab construiu este resultado com muita antecedência ao processo eleitoral. Deslocaram para ele a estrutura de marketing do José Serra e trabalharam bem os elementos que davam a ele rejeição alta, procurando melhorar a sua avaliação de governo. Ainda por cima houve uma onda de reeleição dos atuais prefeitos em todo o País. Ironicamente, o governo federal ajudou na eleição de Kassab.

Valor: Por que?

Carvalho: Porque o presidente não discriminou São Paulo, repassou muitos recursos e o Kassab teve competência de exibir bem a aplicação destes recursos. O cidadão em todo Brasil não vota por ideologia, vota pelas motivações de seu dia a dia. Mas no caso paulistana houve uma união de forças políticas em torno do prefeito. Eu sempre lembro que em 2006 o Lula perdeu em São Paulo para o Alckmin no primeiro e no segundo turno. A direita tem um enraizamento muito forte na cidade.

Valor: A rejeição à Marta e ao PT não colaborou para o resultado?

Carvalho: Esta rejeição foi construída há muitos anos, e trabalhada agora com habilidade pelos adversários e alguns erros nossos. A imagem negativa da Marta é trabalhada desde a separação dela de Eduardo Suplicy, em 2001. Quando chegou agora eles não precisaram abordar este tema nem subliminarmente, porque não era mais necessário. Mas não deixaram de realizar uma campanha negativa muito agressiva, com os comerciais no rádio sobre a “Dona Marta em Paris”. A campanha deles para aumentar a rejeição de Marta foi muito dura. Por todos estes fatores eu acho que a Marta teve um desempenho muito bom. Politicamente, passei a admirá-la mais.

Valor: O senhor não acha que ela sai enfraquecida no PT, em função das sucessivas derrotas?


Carvalho:
Não. Cada eleição tem uma circunstância. Derrotas sucessivas não acontecem pela mesma razão. A Marta sai bastante forte no PT pela campanha que fez e vamos ver agora qual será o cenário para 2010. É bastante prematuro procurar imaginar qual será o papel que Marta jogará. Mas construir um quadro político e eleitoral não é fácil. Precisamos preservar o patrimônio que já temos.

Valor: É preciso pensar duas vezes antes de lançar nome novo em disputa majoritária?

Carvalho: Sem dúvida alguma. Duas vezes e mais duas. A construção de uma liderança eleitoral é difícil, é complexa.

Valor: O PT sofreu derrota surpreendente em Santo André, depois de ter quase vencido no primeiro turno. Como se explica este resultado?

Carvalho: Por um lado, houve fadiga de material. Com uma interrupção, o PT está no poder na cidade desde 1988. Do outro, evidentemente, as prévias que foram disputadas no ano passado, pelo seu grau de dureza, deixaram marcas. O secretariado do prefeito João Avamileno entregou os cargos. O partido se unificou depois, mas muitos foram para São Bernardo do Campo, trabalhar na eleição de Luiz Marinho. Figuras centrais para o partido na cidade, como Miriam Belchior, ficaram em Brasília. Além disso, o adversário Aidan Ravin (PTB) foi competente em conseguir apoio do governo de São Paulo, por meio do deputado estadual Campos Machado, e deu uma arrancada extraordinária na campanha, passando do terceiro lugar nas pesquisas para a vitória no segundo turno. Agora, é verdade que o Vanderlei Siraque praticamente ganhou no primeiro turno e a derrota deve-se, portanto, a acontecimentos da própria campanha e não a razões de fundo. Esta derrota em Santo André é um aprendizado que precisamos fazer.

24/10/2008 - 14:16h Pesquisas apontam vitória de Siraque, Marinho e Oswaldo

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Da Redação - Repórter Diário

Os candidatos do PT, Vanderlei Siraque (Santo André), Luiz Marinho (São Bernardo) e Oswaldo Dias (Mauá) seguem à frente nas pesquisas divulgadas nesta quinta-feira (23) pelos institutos Brasmarket e Scenso.

Em São Bernardo, em levantamento realizado pela Brasmarket, Luiz Marinho registra 68,9% dos votos válidos contra 31,1% do tucano Orlando Morando, abrindo uma vantagem de 37,8 pontos. A pesquisa foi realizada nesta quinta-feira e ouviu 844 pessoas. A margem de erro é de 3,5% pontos para mais ou para menos.

No município de Mauá, Oswaldo Dias aparece com 22,2 pontos percentuais na dianteira sobre o seu rival, Francisco Carneiro, o Chiquinho do Zaíra (PSB). Oswaldo está com 61,1% dos votos válidos, enquanto o socialista atinge 38,9% das intenções de votos. Os dados foram obtidos pelo Instituto Scenso. A pesquisa foi feita entre os dias 21 e 22 de outubro, com 504 pessoas. A margem de erro é de 4,4% para mais ou para menos.

Em Santo André, Vanderlei Siraque permanece na liderança com 54,9% dos votos válidos contra 45,1% de Aidan Ravin (PTB). Os dados foram obtidos pelo Instituto Scenso, entre os dias 21 e 22 de outubro, com 504 pessoas. A margem de erro é de 4,4% para mais ou para menos.

19/10/2008 - 09:28h PT está na maioria das disputas do interior de SP

O Estado SP

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O PT está na disputa no maior número de cidades que terão segundo turno no Estado de São Paulo. Além da capital, o partido tem candidatos em quatro importantes colégios eleitorais da Grande São Paulo, um tradicional reduto do partido.

Em Guarulhos, o petista Sebastião Almeida enfrenta Carlos Roberto de Campos, do PSDB. A Prefeitura de Mauá tem como concorrentes Oswaldo Dias, do PT, e Chiquinho do Zaira, do PSB. Outro petista, Vanderlei Siraque, disputa com Aidan Ravin, do PTB, em Santo André.

Em São Bernardo do Campo, enfrentam-se os candidatos Luiz Marinho, do PT, e Orlando Morando, do PSDB. As sondagens divulgadas pelas equipes de campanha indicam disputas acirradas.

A vitória no ABC é considerada estratégica para o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que iniciou a trajetória política como sindicalista na região. Na campanha, ele gravou declarações de apoio e subiu no palanque dos petistas.

No interior, o PT está em vantagem na corrida pela Prefeitura de São José do Rio Preto. O candidato do partido, João Paulo Rillo, aparece oito pontos na frente do concorrente do PSB, Valdomiro Lopes Júnior, em pesquisa do Ibope. O presidente Lula gravou mensagens de apoio ao petista. O PSDB faz parte da coligação que apóia Valdomiro - tem o candidato a vice na chapa.

A direção estadual do partido negociou o apoio do atual prefeito da cidade, Edinho Araújo, do PPS, ao candidato do PSB. A declaração de apoio ainda não surtiu efeito. Valdomiro liderou a disputa no primeiro turno.

Em Bauru, o candidato do PMDB, Rodrigo Agostinho, também abriu oito pontos em relação ao concorrente, o tucano Caio Coube, de acordo com a última pesquisa. Coube havia chegado na frente no primeiro turno. O peemedebista tem como vice na chapa a vereadora Estela Almagro. Os dois candidatos receberam reforços de seus partidos esta semana.

O secretário de Transportes do Estado, Mauro Arce, esteve na cidade para anunciar investimentos do governo estadual. O presidente do Diretório Estadual do PT, Edinho da Silva, participou da campanha ao lado do candidato aliado, do PMDB.

03/10/2008 - 13:46h PT lidera em Santo André, Diadema e São Bernardo

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Aline Bosio e Leandro Amaral - Repórter Diário

Os três candidatos do PT que disputam a principal cadeira do Executivo em Santo André, São Bernardo e Diadema aparecem na liderança nas pesquisas realizadas pelo Instituto Opinião nesta semana. Vanderlei Siraque, Luiz Marinho e Mário Reali apresentam chances de se consagrarem vitoriosos já no primeiro turno, que será realizado neste domingo (5).

Em Santo André, o petista aparece com 42% dos votos, 31 pontos percentuais de vantagem para Raimundo Salles (DEM), que ocupa a segunda colocação. Aidan Ravin (PTB) está com 9%, Newton Brandão (PSDB) com 7% e Ricardo Alvarez (PSol) apenas 1%.

Já Marinho conta com 38% das intenções de votos, enquanto o rival tucano, Orlando Morando, registra 28%. A terceira colocação fica com Alex Manente (PPS), que soma 9%. Aldo Santos (PSol) e Evandro de Lima (PTdoB) não atingiram 1% das intenções de voto.

Em Diadema, Reali abre 15 pontos de vantagem para José Augusto (PSDB), com 46% e 31% dos votos, respectivamente. Ricardo Yoshio (PMN) registra 4% dos votos e Vladão (PCB) não alcançou 1%. As pesquisas divulgadas pelo Repórter Diário foram realizadas pelo Instituto Opinião em parceria com os jornais Ponto Final, ABCDMaior e Folha de Ribeirão Pires.

Leia também:
- Marinho abre 10 pontos e se aproxima da vitória no 1º turno
- Reali dispara com 46% dos votos e se distancia de José Augusto
- Siraque abre 31 pontos e se aproxima da vitória no 1º turno

26/09/2008 - 12:06h Copiadora: Kassab ensina e os demos aprendem

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Candidato do DEM cola idéias dos outros

Em programa de governo, democrata nem sequer retirou nome dos municípios dos quais reproduziu as propostas

Raimundo Salles, que fez cópia até de parte de curso dado pelo petista Celso Daniel em 2000, diz que usa trechos como referência

ADRIANO CEOLIN - FOLHA SP EM SÃO BERNARDO DO CAMPO e CONRADO CORSALETTE DA REPORTAGEM LOCAL

O candidato do DEM à Prefeitura de Santo André, Raimundo Salles, copiou trechos inteiros de propostas de outras cidades para elaborar seu programa de governo. No texto de 34 páginas registrado em cartório, ele sequer se deu ao trabalho de substituir os nomes dos municípios para as quais as propostas foram originalmente produzidas.
“Na verdade, eu utilizei vários trechos como referência do meu plano de governo. Isso é natural. A roda é redonda. Não para dá você inventar uma roda”, disse. “Eu quis deixar os nomes das cidades mesmo.”
Na página 19 do seu plano de governo, ele defende a “criação do centro de referência do idoso, no centro de Mauá”. Esse município faz divisa com Santo André, no ABC paulista. Em outro trecho, ele cita o município de São Bernardo do Campo, também da região.
“Instituir Tira-dúvidas drogas: o projeto Tira-Dúvidas Drogas da Coordenadoria de Ações para a juventude, que semanalmente visita as escolas do município de São Bernardo com bate-papos sobre drogas e dependência química.”
Já na sua proposta para regularização fundiária, Salles copiou o programa de governo de Wilson Santos (PSDB), atual prefeito de Cuiabá (MT) que disputa a reeleição.
À página 12 de seu plano de governo, o candidato em Santo André escreveu: “Criar, na Agência Municipal de Habitação, a Superintendência de Regularização Fundiária, que terá por objetivo efetuar a regularização de todos os assentamentos irregulares da capital”.
No endereço http://www.cuiaba.mt.gov.br/prefeitura/arquivos/Plano-de-Governo.doc, é possível encontrar a frase idêntica, com a mesma pontuação inclusive.
Apresentando-se como adversário do PT em Santo André, Raimundo Salles copiou também trechos de um curso dado pelo ex-prefeito petista Celso Daniel, em Belo Horizonte (MG), entre julho e agosto de 2000. Naquele ano, Daniel foi reeleito prefeito. A íntegra do curso está em http://www.eg.fjp.mg.gov.br/vgestaourbana/index1.php.
“Mas o PT também se baseou naquele curso para fazer seu plano de governo agora”, justificou Salles. “E eu apresentei meu programa em julho. O PT só lançou em setembro.”
Segundo as últimas pesquisas, o candidato do DEM aparece com chances de ir ao segundo turno e enfrentar Vanderlei Siraque (PT), que lidera.

15/09/2008 - 08:20h Siraque, Oswaldo e Marta prometem gestão integrada


Aline Bosio - Repórter Diário

Osvaldo Ventura
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Comício petista na região do Jardim Sônia Maria.

Os candidatos petistas a prefeito Vanderlei Siraque, de Santo André, Oswaldo Dias, de Mauá, e Marta Suplicy, de São Paulo, realizaram neste sábado (13) um comício em conjunto na região do Jardim Sônia Maria, onde as divisas dos três municípios se encontram. Na ocasião, os prefeituráveis reafirmaram o compromisso de implantarem uma gestão conjunta para toda a Região Metropolitana. Apesar da manhã chuvosa, cerca de 500 militantes acompanharam o evento.

“Vamos fazer uma gestão integrando as três cidades para resolver problemas em comum, como drenagem do solo nas áreas de enchente, problemas com o IPTU, saúde e vagas na creche”, lembrou Marta. A mesma opinião é dividida por Siraque, que afirmou ainda que a parceria será fundamental para a segurança pública. “Não podemos ficar espantando os bandidos para cidades vizinhas. Já que o governo do Estado não faz a parte dele, os prefeitos eleitos podem trabalhar para acabar com os ambientes propícios para o crime”, completa.

Já Oswaldo Dias quer fazer com que os trens da CPTM se tornem metrôs de superfície. “A Marta pode nos ajudar nesta reivindicação, já que esse seria um benefício para cinco das sete cidades do ABC, pois a linha férrea passa pela maioria delas”, acrescentou. Para a alegria de Dias, Marta assumiu o compromisso de completar a extensão da Jacu Pêssego até a cidade, interligando Guarulhos a Mauá, contribuindo para o desenvolvimento econômico da região a partir da chegada de novas empresas.

O comício serviu ainda para que os candidatos comemorassem a descoberta do pré-sal e do alto nível de aceitação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Com a descoberta do pré-sal vamos nos tornar um país rico, mas para que isso ocorra precisamos investir na tecnologia, assim como já vem sendo feito pelo atual presidente”, disse Marta. “Vamos conquistas as prefeituras para darmos força ao futuro candidato à presidência da República em 2010″, finalizou.

Também participaram do ato político o senador Aloizio Mercadante, o deputado federal José Genoíno e o deputado estadual Donisete Braga, além de candidatos ao Legislativo das três cidades.

01/09/2008 - 15:07h Santo André: Lula diz estar confiante em vitória de Siraque ainda no primeiro turno

Lula diz estar confiante em vitória de Siraque ainda no primeiro turno

Aline Bosio - Repórter Diário

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O presidente Lula acredita que Siraque está preparado para dar continuidade ao governo petista em Santo André
Dando continuidade aos comícios em apoio aos candidatos ao Executivo do ABC, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu na manhã deste domingo (31) milhares de militantes em evento pró Siraque no bairro Jardim Teles de Menezes, em Santo André. De acordo com a coordenadoria de campanha do petista, cerca de 10 mil pessoas acompanharam o comício. Já a Polícia Militar calculou em 4 mil. Ao lado do atual prefeito João Avamileno, dos deputados Donisete Braga e Vicentinho, além do presidente da Câmara Federal Arlindo Chinaglia e do candidato a vice Martinha, Lula disse estar confiante na vitória ainda no primeiro turno.

“Está faltando muito pouco para que o companheiro Siraque consiga se eleger ainda no primeiro turno. Nenhum adversário consegue ter tanta força dos militantes como ocorre com o PT”, observou o presidente. “Não é possível que a população de Santo André vá votar no pior e abrir mão da melhor opção, que é o Vanderlei Siraque”, completou.

Já o prefeiturável Siraque, que se disse emocionado, agradeceu o apoio que tem recebido da militância da coligação. “Estamos na primeira colocação em todas as pesquisas, mas temos de fazer a campanha como se estivéssemos no último lugar. Só assim vamos caminhar para a vitória no primeiro turno”, ressalta.

O presidente da Câmara Federal, Arlindo Chinaglia, por sua vez, disse que Santo André vai continuar sendo o um bom exemplo para as outras cidades”, discursou Chinaglia.

Entre os presentes no palanque também estava Oswaldo Dias, candidato a prefeito pelo PT em Mauá. Presente nas campanhas de São Bernardo, Diadema e Santo André, o presidente se comprometeu a também participar de um evento ao lado de Dias, marcado para o próximo dia 20.

Assim como Lula, o prefeito Avamileno falou sobre a preparo de Siraque para administrar a cidade, lembrando de seus três mandatos como vereador e três como deputado estadual. “Ele vai dar continuidade ao trabalho iniciado pelo ex-prefeito Celso Daniel. Nos 16 anos em que o PT está no poder a cidade cresceu muito, ao contrário do que ocorreu quando nosso adversário estava à frente do governo”, provocou.

O prefeito salientou ainda a importância da parceria entre o governo federal e a prefeitura. “Conseguimos R$ 260 milhões com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), sendo que R$ 160 milhões estão sendo destinados para a habitação e o saneamento”.

Trajetória
Durante o comício, Lula lembrou de sua trajetória dizendo ser impossível voltar ao ABC e não pensar em seu passado. Como balanço de seu governo, o presidente afirmou que vive uma ’situação mágica’. “A Petrobras levou 53 anos para atingir sua auto-suficiência. Agora, com a descoberta do pré-sal as coisas vão melhorar ainda mais. Parece que Deus resolveu morar de vez no Brasil. Esta camada é tão funda (cerca de sete mil metros) que qualquer hora vai aparecer um japonês junto com o petróleo, trazido diretamente do Japão”, brincou.

Assim como discursou na última sexta-feira (29), durante a inauguração do bloco B da UFABC (Universidade Federal do ABC), Lula afirmou que parte verba gerada com a extração de petróleo nesta região será utilizada para acabar com a pobreza no País, além de pagar a dívida educacional criada nas últimas décadas. “Precisamos investir na educação para formarmos cada vez mais pessoas qualificadas. Só com isso conseguiremos exportar mais produtos com alto valor agregado, fomentando assim o desenvolvimento das indústrias brasileiras”, disse. “Hoje o Brasil está vivendo seu melhor momento dos últimos 40 anos”, completou.

Outros candidatos

Aidan Ravin (PTB), que inicialmente caminharia por uma feira na Vila Luzita e participaria de um culto na Vila Helena, cancelou seus compromissos e realizou apenas reuniões internas neste domingo. Newton Brandão (PSDB) visitou a comunidade do Gamboa e Ricardo Alvarez (PSol) fez corpo a corpo na feira da Vila Humaitá. Raimundo Salles (DEM) não divulgou sua agenda.

01/09/2008 - 15:00h Lula afirma que fará todo esforço para eleger Luiz Marinho

Osvaldo Ventura
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Ao lado de Marinho, Lula não poupou críticas ao grupo governista comandado por Dib

Leandro Amaral - Repórter Diário

“É o começo da redenção em São Bernardo. Farei todo o esforço que puder para eleger o Marinho”. Foi com essa afirmação, durante o comício do prefeiturável em São Bernardo, neste sábado (30), que o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva esquentou ainda mais a disputa sucessória.

Nem mesmo o frio e até a garoa que se fez presente em alguns momentos foram capazes de desanimar a militância – formada pela coligação de 11 partidos – que tomou conta da praça Giovanni Breda (Área Verde) no bairro Assunção e testemunhou o primeiro ato oficial do cabo eleitoral mais disputado atualmente: Lula. Segundo a organização do evento cerca de nove mil pessoas estiveram no local.

“Eu como presidente, agradeço a Deus pelo Marinho e o Frank Aguiar (vice de Marinho) serem candidatos”, diz. “Falo isso porque, em 2011, quando terminar meu mandato, vou morar em São Bernardo e quero um prefeito do bem, com dignidade. Esse homem é o Luiz Marinho”, discursou Lula em tom inflamado.

O presidente reafirmou durante toda sua oratória as virtudes do seu ex-ministro. E, por falar em ministério, Lula disse que não queria a saída de Marinho do comando da Previdência. “Ele fez um extraordinário trabalho”, disse. Mas, o desafio de administrar a maior cidade do ABC, berço do PT e do novo sindicalismo fez o ícone do Partido dos Trabalhadores mudar de idéia. “ Vários companheiros me disseram que era importante eu liberar o Marinho porque ele reunia todas as chances de ganhar a prefeitura”, ponderou Lula.

O chefe da nação, além de enaltecer o ex-integrante ministerial fez citações acaloradas ao ex-prefeito Maurício Soares (PT) - que foi eleito ao comando do Paço pela primeira vez quando era filiado ainda ao PT- que rompeu com o grupo governista para apoiar a candidatura de Marinho. “Estou feliz pelo fato do Maurício estar conosco. Não era para ele ter saído nunca. O retorno dele é uma extraordinária alegria”, vibrou.

Outro que também recebeu atenção especial de Lula foi o deputado federal Frank Aguiar, candidato à vice da chapa encabeçada por Luiz Marinho. “O Frank tinha tudo para não estar aqui, mas largou a vida de sucesso para se dedicar a São Bernardo. Esse homem não esqueceu a cidade que o acolheu”, ressaltou.

Marinho, que antes e depois de discursar foi homenageado com uma sonora queima de fogos, relembrou que não foi fácil tomar a decisão de deixar o Ministério da Previdência para concorrer ao Executivo bernardense. No entanto, o prefeiturável destacou que o abandono da atual administração foi o fator preponderante na escolha. “Aqui tem relação de autoritarismo. Os pequenos são massacrados. Nessa cidade está implantado o monopólio de prestação de serviços”, criticou.

Retomando a indignação contra a falta de políticas principalmente as áreas periféricas do município, o postulante rechaçou o “boicote” protagonizado pela gestão do prefeito William Dib (PSB). “Todo esforço do presidente Lula com os projetos sociais não atingem a meta em São Bernardo porque a administração não é séria e não aceita iniciativas federais como o programa Brasil Sorridente”, afirmou o petista.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT), também participou do comício. O parlamentar disse que Marinho alcançará o seu objetivo da mesma forma que Lula . “É preciso lembrar que São Bernardo é o berço daquele que ficou conhecido como o novo sindicalismo. Foi desta luta que fizemos Maurício Soares prefeito e o Lula presidente. E agora nós faremos Marinho prefeito”, previu.

Além do presidente da Câmara Federal, também estiveram presente no ato político o senador Eduardo Suplicy e o deputado federal Vicentinho.

Críticas aos adversários

Lula não poupou críticas ao grupo governista comandado por Dib. Primeiro, o presidente, em forma de desabafo, disse que o chefe do Executivo de São Bernardo nunca procurou parceria com o governo federal em prol de programas para a cidade. “Eu desafio um prefeito deste Brasil dizer que eu o destratei. Mas, estranhamente, mesmo eu morando em São Bernardo, o prefeito daqui nunca me pediu uma audiência”, disse. “Quando eu tomei a iniciativa de dialogar com ele para buscar um terreno para a Universidade Federal ele queria me dar um lá na (Rodovia) Índio Tibiriçá. Mas eu disse que lá era perigoso para os jovens. Então ele disse que só poderia me vender e, por isso, nós compramos”, emendou Lula já anunciando que o campus em São Bernardo será inaugurado em outubro do ano que vem. “No dia 27 de outubro seria um bom dia, pois é a data do meu aniversário e eu quero ganhar como presente este equipamento para a população da cidade”, completou.

Entretanto, o momento mais inflamado do discurso, foi quando Lula, sem citar o nome, atacou o deputado estadual Orlando Morando (PSDB), postulante ao paço que representa o grupo governista com o apoio do prefeito Dib. “Eu sei quantas vezes esse sujeitinho, adversário do Marinho, passou me xingando em 2005. Mas quando a gente chega à presidência da República, a gente não fica chutando aqueles que fazem o jogo rasteiro. Nestes, a gente dá uma lição de comportamento. Nunca vou citar o nome dele, o que vou fazer é derrotá-lo aqui e eleger o Marinho como prefeito de São Bernardo. Essa será a minha vingança”, exclamou Lula.

Maurício Soares

Outro que não poupou alfinetadas a atual adminsitração foi Maurício Soares (PT). Recebido de maneira acalorada pelas autoridades e pela militância, o ex-prefeito – usando uma boina por causa do frio – afirmou que alertou Dib sobre a periferia, mas não foi ouvido. “Eu insisti para ele mudar as políticas e olhar para a periferia”, lembrou. “Como não fui ouvido, estou fazendo política ao lado do Marinho para que a cidade mude. Essa mudança começa hoje com a resposta que o Dib e sua turma vão ter nas urnas. A tirania está com os dias contados”, discursou arrancando aplausos entusiasmados dos militantes.

Agenda no ABC

O presidente Lula ainda participou do comício do candidato a prefeito pelo PT em Diadema, Mário Reali. Neste domingo (31), Lula encerra o ciclo de apoio em Santo André. Ele fará campanha ao lado do petista Vanderlei Siraque. O evento será realizado na região da Vila Luzita, com expectativa de público de pelo menos 5 mil pessoas.

28/08/2008 - 19:16h Em Diadema, Marta e Reali voltam a propor criação do Bilhete Único metropolitano

Cesar Ogarta
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MARINA NOVAES - colaboração para a Folha Online

Em campanha na divisa entre São Paulo e Diadema nesta quinta-feira, a candidata do PT à prefeitura da capital, Marta Suplicy, voltou a defender a criação de um Bilhete Único metropolitano para integrar a região. “Ainda não tem um prazo [para ser implantado], mas é uma das nossas prioridades”, disse a ex-prefeita.

A proposta –que já havia sido apresentada durante encontro com candidatos de 39 cidades vizinhas– foi defendida também pelo correligionário Mário Reali, que disputa a Prefeitura de Diadema. Hoje, Marta e Reali realizaram uma caminhada pelo comércio da avenida Assembléia, na divisa entre as duas cidades, onde realizaram um comício improvisado sobre um caminhão de som.

“Só com a integração metropolitana é que vamos conseguir avançar. […] O desenho das divisas não existe para as pessoas. Ele é virtual, institucional”, completou Reali, que defendeu ainda a integração entre os corredores de ônibus de Brooklin, na zona sul, e de Diadema.

À frente nas pesquisas eleitorais –com 41% das intenções de voto na última pesquisa do Datafolha– Marta deve intensificar as campanhas conjuntas com os petistas da região. Há duas semanas, ela e o candidato Vanderlei Siraque (PT) fizeram campanha juntos na divisa entre São Paulo e Santo André, onde Siraque disputa a vaga de prefeito.

“Temos propostas em comum e a população pode perceber os benefícios de ter parceiros nas divisas para São Paulo e para a cidade vizinha”, afirmou Marta, que citou o “sucesso” de sua parceria com o prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior (PT), quando ela era prefeita (2001-2004).

A idéia de realizar uma administração “metropolitana” é um dos pilares da campanha da petista, mas também aparece no programa do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). Ambos “disputam” os números de obras e parcerias feitas nas divisas.

Neste final de semana, no entanto, a agenda metropolitana petista deverá ser intensificada com a vinda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a São Paulo. Principal “garoto-propaganda” do partido, Lula fará campanha para Marta em São Paulo, e para os candidatos do PT em São Bernardo, Diadema e Santo André.

28/08/2008 - 10:42h Mauá e Santo André: Dias e Siraque continuam campanha conjunta

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Da Redação Repórter Diário

Os candidatos a prefeito de Santo André, Vanderlei Siraque, e de Mauá, Oswaldo Dias, ambos do PT, foram à porta da Firestone, em Santo André, para conversar com os trabalhadores dos turnos da manhã e da tarde nesta quarta-feira (27). Os candidatos expuseram os projetos conjuntos para as cidades que pretendem implementar caso sejam eleitos e receberam o apoio dos trabalhadores.

Nesta quinta-feira (28), os candidatos voltam a se encontrar para fazer campanha conjunta, mas desta vez acompanhados de todos os candidato a prefeito pelo PT no ABC e de Marta Suplicy, durante uma assembléia com os trabalhadores da Mercedes-Benz, em São Bernardo.

26/08/2008 - 18:31h Prestes a receber Lula na campanha, Marta diz que não pensa em vitória no 1° turno

Reuters/Brasil Online - Portal O Globo

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SÃO PAULO - Com 17 pontos acima do segundo colocado nas pesquisas e a quatro dias de receber o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha, a candidata a prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) afirmou que não conta com a vitória no primeiro turno.

- Nós não estamos pensando nisso não, a gente está muito feliz de o presidente vir, mas nós acreditamos que nada de salto alto - afirmou Marta a jornalistas nesta terça-feira após realizar palestra na sede da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.

” Nada de salto alto “

Pesquisa Datafolha divulgada no sábado mostrou Marta subindo de 36 % para 41 %, abrindo 17 pontos percentuais de vantagem sobre Geraldo Alckmin (PSDB), que caiu de 32 para 24 %. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) passou de 11 para 14 %.

A alta de Marta e a queda de Alckmin já havia sido apontada em pesquisa Ibope anterior. Para ganhar no primeiro turno, em 5 de outubro, é necessário obter 50 % mais um dos votos válidos.

A candidata procurou não comentar a intensificação das críticas entre Alckmin e Kassab ao dizer que “a preocupação está em continuar apresentando propostas, porque foi assim que a gente chegou neste resultado.”

Mas não deixou sem resposta ataques do prefeito Kassab que a acusa de não acabar com as escolas de lata.

- As escolas de lata foram construídas, todinhas, na gestão (Celso) Pitta (1997-2000), da qual Kassab era secretário. Então me parece um pouco estranho ele fazer este discurso - afirmou, acrescentando que foi ela que iniciou o processo de desconstrução.

No sábado, o presidente Lula desembarca na campanha de Marta para o primeiro compromisso conjunto de campanha. Ele escolheu São Paulo para sua estréia na eleição deste ano. De acordo com informações ainda não oficiais, os dois farão uma caminhada e um comício na avenida Oliveira Freire, em São Miguel Paulista, zona leste da cidade. O extremo leste e a região sul são as duas áreas em que Marta tem seus melhores índices de intenção de voto.

- A idéia é ‘melhorar onde ela está bem’ - disse um petista da campanha.

Entre sábado e domingo Lula fará campanha também junto a candidatos do PT do ABC: Luiz Marinho (São Bernardo do Campo), Mário Reali (Diadema) e Vanderlei Siraque (Santo André).

22/08/2008 - 13:42h Confira os resultados da pesquisa eleitoral para o ABC

Leandro Amaral - Repórter Diário

Com a divulgação nesta edição de mais três pesquisas eleitorais, encerra-se o primeiro ciclo dos quadros sucessórios na região. Com os sete levantamentos realizados, três cidades podem considerar-se já com o nome do novo prefeito, ou melhor, com reeleições definidas.

Em São Caetano, o atual chefe do Palácio da Cerâmica e candidato à reeleição, José Auricchio Júnior (PTB) com 73% das intenções de voto; em Rio Grande da Serra, o postulante a reeleição Adler Kiko Teixeira (PSDB) com 64% e em Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PV), também pleiteante a mais quatro anos de mandato com 51%, lideram com folga as disputas. Já Santo André, São Bernardo, Mauá e Diadema apresentam um quadro ainda indefinido sobre o novo administrador municipal.

Santo André
O candidato governista que disputa à sucessão municipal de Santo André, o deputado estadual Vanderlei Siraque (PT) lidera isolado com 31% das intenções de voto. A disputa, porém, está acirrada na busca pelo segundo lugar, pois três prefeituráveis aparecem tecnicamente empatados: Raimundo Salles (DEM) tem 11%, seguido por Newton Brandão (PSDB) 10% e Aidan Ravin (PTB) 9%. Já o candidato Ricardo Alvarez (PSol) registra 1%.

De acordo com a pesquisa, 25% do eleitorado afirmou que ainda não definiu o candidato e 14% não votará em nenhum dos postulantes ao Paço. Na pesquisa espontânea - onde o eleitor não recebe a lista com o nome dos candidatos - Vanderlei Siraque tem a preferência de 25% dos entrevistados, seguido por Raimundo Salles com 7% e, tecnicamente empatados, Newton Brandão e Aidan Ravin com 5%. Neste levantamento Ricardo Alvarez não atinge 1%.

Na avaliação quanto à rejeição de cada candidatura, Newton Brandão é o mais rejeitado com 43%. Na seqüência aparecem tecnicamente empatados: Vanderlei Siraque (28%), Ricardo Alvarez (25%), Raimundo Salles (23%) e Aidan Ravin (21%).

São Bernardo
O candidato governista à sucessão municipal de São Bernardo Orlando Morando (PSDB) lidera com 26% das intenções de voto, seguido por Luiz Marinho (PT) com 19%, Alex Manente (PPS) 13%; Aldo Santos (PSol) e Evandro de Lima (PTdoB) aparecem empatados com 1%. Se os números forem mantidos até o dia do pleito - 5 de outubro - a cidade terá 2º turno, fato que não ocorre desde 1996.
De acordo com a pesquisa, 28% do eleitorado afirmou que ainda não definiu o candidato e 12% não votará em nenhum dos postulantes ao Paço.

Na pesquisa espontânea, Orlando Morando é citado por 17% dos entrevistados, seguido por Luiz Marinho 13%, Alex Manente 8% e, assim como na estimulada, aparecem Aldo Santos e Evandro de Lima com 1%.

Na avaliação quanto à rejeição de cada candidatura, os pleiteantes aparecem tecnicamente empatados de acordo com a margem de erro: 25% dos entrevistados não votariam de jeito nenhum em Luiz Marinho; 23% descartam Orlando Morando e Evandro de Lima, 21% não escolheriam Aldo Santos e 20% não votariam em Alex Manente.

São Caetano

O atual prefeito e candidato à reeleição em São Caetano José Auricchio Júnior (PTB) deve manter o posto de chefe do Palácio da Cerâmica. Com 73% das intenções de voto dos eleitores o governista abriu 66 pontos percentuais de vantagem sobre o segundo colocado, o petista Jayme Tortorello, que aparece na preferência de 7% do eleitorado. O prefeiturável Horácio Neto (Psol) tem 4%. Ainda de acordo com o levantamento, apenas 12% dos eleitores estão indecisos e 4% afirmaram que não votarão em nenhum dos postulantes.

Na pesquisa espontânea as posições são não se alteram em relação ao levantamento estimulado. José Auricchio Júnior é lembrado por 64% dos entrevistados, seguido à distancia por Jayme Tortorello com 6% e Horácio Neto com 2%.

Na avaliação quanto à rejeição de cada candidatura, mesmo sendo o atual prefeito, José Auricchio Júnior é o candidato que registra menor índice: 8%. Já os dois postulantes oposicionistas aparecem tecnicamente empatados, isto é, estão com a mesma porcentagem se levada em consideração a margem de erro. Jayme Tortorello é rejeitado por 40% dos eleitores contra 38% de rejeição do prefeiturável Horácio Neto.

Diadema
O petista Mário Reali aparece na primeira colocação na pesquisa litoral estimulada. O candidato da situação registra 38% da preferência dos eleitores, seguido por José Augusto (PSDB), com 28%. Ricardo Yoshio (PMN) conta com 4% dos votos e Vladão (PCB) não registrou menos que 1%. Entre os entrevistados, 10% afirmaram que não votarão em nenhum dos pleiteantes à vaga do Executivo e 21% ainda estão indecisos.

Na pesquisa espontânea, Mário Reali também aparece na frente, com 31% dos votos contra 22 de José Augusto. Ricardo Yoshio registra 2 pontos percentuais e Vladão não foi citado pelos entrevistados. O número de indecisos salta para 37%, enquanto 8% afirmam que irão anular o voto.
A disputa entre os candidatos com o maior índice de rejeição está entre José Augusto e Vladão. Enquanto o tucano aparece com 24% na pesquisa, o comunista vem logo em seguida com 21%. Mário Reali aparece na terceira colocação, com 18 pontos percentuais e Yoshio registra 17%. 47% dos entrevistados não rejeitam ou não sabem se rejeitam os candidatos que estão disputando as eleições municipais.

Mauá
O petista Oswaldo Dias, um dos candidatos à prefeitura de Mauá, aparece em primeiro lugar na pesquisa eleitoral estimulada, com 36% de intenção de votos. Atrás dele está Chiquinho do Zaíra (PSB), com 22%. Diniz Lopes (PSDB) e Mateus Prado (PSol) aparecem com 12% e 1%, respectivamente. Entre os eleitores, 23% ainda não decidiram em quem irão votar em outubro. 7% do total afirmou que não votarão em nenhum dos candidatos que estão disputando a vaga do Executivo.

Na pesquisa espontânea, Oswaldo Dias também aparece na frente, com 31% da intenção de votos. Assim como na estimulada, Chiquinho do Zaíra está em segundo lugar, com 19%, seguido por Diniz Lopes, com 10%, e Mateus Prado, com 1%. Sete por cento disseram de irão anular o voto e 33% ainda estão indecisos.

Ribeirão Pires

O atual prefeito e candidato à reeleição Clóvis Volpi (PV) lidera a disputa em Ribeirão Pires com 51% das intenções de voto, seguido à distância pelo ex-prefeito Valdírio Prisco (PSDB) com 15% e Mário Nunes (PT) com 6%. De acordo com o levantamento, os indecisos somam 17% e 11% dos eleitores afirmaram que não votarão em nenhum dos postulantes.

Na pesquisa espontânea, Clóvis Volpi (PV) é citado por 35% dos entrevistados, seguido por Valdírio Prisco (PSDB) com 7% e Mário Nunes (PT) com 4%.

Rio Grande da Serra

O cenário político de Rio Grande da Serra é um dos mais definidos da região. Com 64% da intenção dos votos na pesquisa estimulada, Adler Kiko Teixeira (PSDB) está disparado na primeira colocação. Em segundo e terceiro lugares estão Carlos Augusto César, o Cafu (PT), com 8%, e Nilson Gonçalves, com 1%. Os que não souberam responder em quem irão votar somam 20% e os que afirmaram que não votarão em nenhum dos candidatos registra 7%.

A vantagem de Kiko na pesquisa espontânea também grande em relação ao segundo colocado. Ele aparece com 57% da intenção dos votos, enquanto Cafu registra 6% e Nilson Gonçalves 1%. O índice de indecisos é de 29% e os que não vão votar em nenhum dos candidatos atinge 7%.

22/08/2008 - 13:31h Santo André: Siraque dispara e candidatos lutam pelo segundo lugar

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Leandro Amaral - Repórter Diário - ABC

O candidato governista que disputa à sucessão municipal de Santo André, o deputado estadual Vanderlei Siraque (PT), lidera isolado com 31% das intenções de voto. A disputa, porém, está acirrada na busca pelo segundo lugar, pois três prefeituráveis aparecem tecnicamente empatados: Raimundo Salles (DEM) tem 11%, seguido por Newton Brandão (PSDB) 10% e Aidan Ravin (PTB) 9%. Já o candidato Ricardo Alvarez (PSol) registra 1%.

Por ter mais de 200 mil eleitores a cidade pode ter a eleição decidida mais tarde, no segundo turno. Para isso não ocorrer, um dos candidatos deve obter 50% dos votos válidos (não são contabilizados os votos nulos e brancos) mais um.

A pesquisa realizada pelo Instituto Opinião foi contratada pelo Repórter Diário em parceria com mais três jornais - Folha de Ribeirão, ABCDMaior e Ponto Final - e ouviu 600 pessoas entre os dias 19 e 20 de agosto. A margem de erro é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado na 156ª Zona Eleitoral sob o nº 004/2008, processo 050/2008.

Um dos itens que mais chama atenção é o número de eleitores indecisos. De acordo com a pesquisa, 25% do eleitorado afirmou que ainda não definiu o candidato e 14% não votará em nenhum dos postulantes ao Paço.

O levantamento foi baseado em sete vertentes: sexo, idade, região, renda, escolaridade, religião e tempo de moradia. Em todas elas, o prefeiturável governista leva a melhor. Por outro lado, a briga pelo segundo lugar, desde já, é disputada voto a voto.

Das sete regiões do município avaliadas, Salles aparece em segundo em dois bairros: Jardim do Estádio (11%) e Vila Progresso (13%). Newton Brandão, mesmo em terceiro, alcança o segundo lugar em quatro: Centro (14%), Vila Príncipe de Gales (16%), Parque das Nações (16%) e Parque novo Oratório (9%). Já o médico Aidan Ravin polariza com Siraque no Jardim Santo André (19%), área que compreende a Vila Luzita, reduto eleitoral do petebista.

No quesito escolaridade, outros dados também chamam a atenção. Entre os entrevistados que têm o primário incompleto, os três - Salles, Brandão e Aidan - aparecem empatados na segunda posição com 10%. Siraque tem 22%. Neste item, dividido em mais três faixas, somente um registra vantagem absoluta. Entre os eleitores que possuem o ensino superior completo, Aidan figura na segunda posição isolada com 20%, Brandão 8% e Salles 5%.

Até no tema religião ocorre um empate técnico na segunda posição. Entre os católicos, Salles e Brandão registram 11%, contra 8% de Aidan. Já entre os evangélicos Salles e Brandão conquistam 10%, contra 9% de Aidan.

Quando a avaliação é entre os eleitores com renda até R$ 500, outro empate. Neste caso, Brandão e Aidan despontam em segundo lugar com 8%, contra 6% de Salles.

Na outra ponta, foram ouvidos os eleitores que recebem mais de R$ 2 mil. Nesta avaliação, a disputa se acirra também pelo posto nº2. Brandão aparece na segunda posição com 11%, seguido de perto por Salles com 10% e Aidan com 9%. Siraque, mais uma vez, aparece isolado com 34%.

No item moradia, os residentes há mais de 30 anos também acirram a disputa. Brandão aparece com 15% seguido por Salles e Aidan com 12%. Segundo dados do levantamento, 46% dos entrevistados afirmaram estar plenamente decididos quanto a escolha do candidato e 15% admitiram que podem mudar o voto até o dia da eleição.

Em relação ao conhecimento dos prefeituráveis, 45% dos eleitores sabem que Vanderlei Siraque é candidato; 42% conhecem a candidatura de Newton Brandão; 37% sabem que Salles é candidato e 30% conhecem a candidatura de Aidan.

Espontânea
Na pesquisa espontânea - onde o eleitor não recebe a lista com o nome dos candidatos - Vanderlei Siraque tem a preferência de 25% dos entrevistados, seguido por Raimundo Salles com 7% e, tecnicamente empatados, Newton Brandão e Aidan Ravin com 5%. Neste levantamento Ricardo Alvarez não atinge 1%.

Os indecisos somam 47%. Já os eleitores que afirmaram não votar em nenhum dos prefeituráveis chegam a 11%. Na espontânea, Salles garante o segundo lugar em duas das sete regiões pesquisadas. Brandão e Aidan conquistam em uma cada um. Nas três restantes Salles e Aidan empatam na segunda posição. Porém, se levar em conta a margem de erro, em todas as áreas pesquisadas os três prefeituráveis registram empate técnico, com a medalha de prata.

Rejeição
Na avaliação quanto à rejeição de cada candidatura, Newton Brandão é o mais rejeitado com 43%. Na seqüência aparecem tecnicamente empatados: Vanderlei Siraque (28%), Ricardo Alvarez (25%), Raimundo Salles (23%) e Aidan Ravin (21%).

Especialista
Para o professor de ciências Políticas da Fundação Santo André, Marco Antônio Teixeira, o quadro eleitoral caminha para a realização de um segundo turno. “Tem muitos indecisos na pesquisa e a tendência são esses eleitores não votarem no candidato governista, pois quem adere a candidatura da situação tende sempre a definir-se primeiro”, avalia.

Utilizando o mesmo raciocínio, o especialista ressalta que mesmo com a briga pelo segundo lugar, Salles e Aidan levam vantagem sobre o candidato Brandão. “Como o Brandão já foi prefeito, as pessoas já o conhecem, então é mais difícil atrair os indecisos”, completa o especialista.

Já o diretor do Instituto Opinião, Nilton César Tristão explica que, a eleição está nas mãos de 9% do eleitorado. “Se analisarmos a eleição de 2004, temos um índice de 30% de votos perdidos (brancos, nulos e abstensões). Neste ano, a pesquisa aponta 39% de indecisos. Sendo assim, se o índice de 2004 for mantido, ainda teremos 9% do eleitorado que entrará no jogo escolhendo por um dos candidatos”, afirma destacando que a possibilidade de um segundo turno é grande.