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	<title>Blog do Favre &#187; socialismo</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Lugares estranhos</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Dec 2008 18:35:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Verissimo
O comunismo pegou onde menos se esperava &#8211; na Rússia, terra de camponeses e místicos, e na exótica China. Não deve surpreender que o socialismo triunfe em outros lugares estranhos: a GM, o Citibank&#8230;
NA COXA
Me pediram para comentar o &#8220;Vicky Cristina Barcelona&#8221;. Gostei pela Vicky, pela Cristina, por Barcelona e principalmente pela Penelope, mas me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99"><font size="4"><strong>Verissimo</strong></font></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/12/lugares-estranhos/8933/" rel="attachment wp-att-8933" title="verissimo1.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/12/verissimo1.jpg" alt="verissimo1.jpg" align="left" /></a>O comunismo pegou onde menos se esperava &#8211; na Rússia, terra de camponeses e místicos, e na exótica China. Não deve surpreender que o socialismo triunfe em outros lugares estranhos: a GM, o Citibank&#8230;</p>
<p><strong>NA COXA</strong></p>
<p>Me pediram para comentar o &#8220;Vicky Cristina Barcelona&#8221;. Gostei pela Vicky, pela Cristina, por Barcelona e principalmente pela Penelope, mas me pareceu um filme meio relaxado. Dá para imaginar o Woody Allen escrevendo o roteiro em cima da coxa, no quarto do hotel, louco para voltar pra casa. Há personagens que aparecem e desaparecem sem função ou explicação, e o Woody Allen poderia ter nos poupado, e ao seu currículo, o pai pintor do Javier Bardem, que não pinta mais porque há pouco amor no mundo. E para o Bardem o filme veio muito em cima do seu papel anterior, como o bandido do cabelo armado dos irmãos Coen. Passei todo o filme esperando que ele estrangulasse alguém.</p>
<p><strong>SUJOU?</strong></p>
<p>Falando em cabelo&#8230; O governador de Illinois merece ser banido da política duas vezes, pela corrupção e pelo penteado. A direita americana já caiu em cima do Barack Obama por causa da sua ligação com o governador Blagojevich, acusado de $leiloar a cadeira do senado que o Baraca desocupou. Os investigadores disseram que o presidente eleito não tem nada a ver com as manobras, ou com o penteado, do governador, que é pela lei é quem nomeia o novo senador, mas o Baraca fez sua carreira na notoriamente corrupta política do estado, que agora ganha um incômodo destaque com as acusações a Blagojevich &#8211; dando razão, implicitamente, a tudo que os republicanos diziam durante a campanha sobre as origens obscuras do candidato democrata. Chicago foi a capital do crime organizado americano e tem uma tradição paralela de política suja, como a dos tempos do prefeito Dailey que dominou o partido democrata lo$durante anos, era um populista a serviço do grande capital e fez a carreira de muita gente &#8211; inclusive a do seu filho, que hoje é o prefeito. Obama se criou, polticamente, neste meio de caciques e aproveitadores. Para a direita, ele não pode não ter se sujado.</p>
<p><strong>PERPLEXIDADE</strong></p>
<p>Fico pensando no trabalho que terão os historiadores do futuro para entender o governo Lula. Nunca um presidente foi tão odiado e ridicularizado, nunca um presidente foi tão aprovado.</p>
<p>Nem a raiva nem o amor são muito racionais, existem num plano subjetivo a prova de fatos. A raiva parece visceral, feita em grande parte de preconceito e ressentimento. O amor persiste contra todas as notícias de escândalos e desmandos. Talvez com a perspectiva histórica o fenômeno não pareça tão raro. Getúlio Vargas também foi amado e execrado em proporção parecida. Juscelino também dividiu. Mas até daqui a uns 50 anos, quando a perspectiva histórica nos dirá o que houve, a perplexidade com o Lula permanecerá.</p>
<p><strong>Fonte O Globo e Blog de Noblat </strong></p>
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		<title>Los resultados del recuento, según un comunicado del partido, dan una ventaja de sólo 42 votos a Martine Aubry frente a Ségolène Royal</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 18:36:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

Noche de angustia en las elecciones de los socialistas franceses
François Hollande convoca el Consejo Nacional socialista para validar los resultados
EL PAÍS &#8211; AGENCIAS &#8211; París &#8211; 22/11/2008
Martine Aubry ha sido la ganadora de la presidencia del partido socialista francés por una apretada victoria de 42 votos sobre su competidora, la ex candidata presidencial Ségolène Royal, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="file:///C:/Users/Luis/AppData/Local/Temp/moz-screenshot-32.jpg" /></div>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.rue89.com/files/20081122PSpupitreinside.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.rue89.com/files/20081122PSpupitreinside.jpg" width="258" height="388" /></div>
<p><strong>Noche de angustia en las elecciones de los socialistas franceses</strong></p>
<p><strong>François Hollande convoca el Consejo Nacional socialista para validar los resultados</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">EL PAÍS &#8211; AGENCIAS &#8211; París &#8211; 22/11/2008</p>
<p>Martine Aubry ha sido la ganadora de la presidencia del partido socialista francés por una apretada victoria de 42 votos sobre su competidora, la ex candidata presidencial Ségolène Royal, según ha explicado el propio partido en un comunicado hecho público a primera hora de hoy. De esta manera, Aubry se convierte en la primera mujer que dirigirá el principal partido de la izquierda francesa. Tras conocer el resultado, los seguidores de Royal han pedido una nueva votación.</p>
<p>El ajustado recuento de la segunda vuelta de las elecciones para elegir al nuevo líder de los socialistas franceses ha convertido la madrugada de este sábado en una noche de angustias en el seno del partido, sobre todo después de que los equipos de las dos candidatas en liza, Martine Aubry y Ségolène Royal, se lanzaran a reinvicar la victoria sin que nada estuviera confirmado.</p>
<p>Según los datos ofrecidos por la dirección del partido, Martine Aubry ha logrado el 50,02% de los votos de los militantes del partido, frente al 49,98% de su rival, lo que da a la primera una ventaja de sólo 42 votos. Ante este margen tan estrecho, François Hollande ha anunciado la convocatoria del Consejo Nacional del partido para validar los resultados de los comicios internos &#8220;a mitad de la próxima semana&#8221;, previsiblemente el miércoles. &#8220;Lo mejor para que el resultado sea lo más indiscutible posible es que sea ratificado por un Consejo Nacional&#8221;, ha señalado el dirigente socialista, quien ha adelantado que se analizarán todas las denuncias y los recursos posibles. Una vez se haya hecho ese análisis, ha añadido Hollande, se decidirá si se valida el resultado o se plantean otros procedimientos.</p>
<p>La nueva presidenta es la alcaldesa de Lille, en el norte de Francia, además de ser la hija de Jacques Delors, ministro de Finanzas y presidente de la Comisión Europea. Aubry estudió en la elitista École Nationale d&#8217;Administration (ENA), en la que suelen formarse los cuadros de mando de empresas e instituciones francesas, y ha sido ministra de Trabajo, durante la presidencia de Gobierno de Édith Cresson, y de Empleo y Solidaridad, junto a Lionel Jospin. Durante este periodo ella fue la encargada de diseñar y aprobar la jornada laboral de 35 horas en 2000, que Nicolás Sarkozy ha desmantelado prácticamente en los últimos 18 meses.</p>
<p>Una noche de muchas emociones</p>
<p>La noche fue larga y estuvo llena de tensión. Primero fue el entorno de Aubry el que, alrededor de la una de la madrugada, proclamó la victoria de la alcaldesa de Lille. La diputada Claude Bartolone aseguró entonces que esta candidata &#8220;no puede ser batida&#8221;, pues según sus cifras obtendría el 50,28 % de los votos, frente al 49,72 % de Ségolène Royal.</p>
<p>Como respuesta, el entorno de Ségolène Royal recordaba que el recuento seguía abierto y su brazo derecho, Manuel Valls, llegaba incluso a cuestionar los resultados de Aubry en la federación Norte, donde se daba casi seguro que la alcaldesa ganaría por mayoría. &#8220;No nos dejaremos robar la victoria&#8221;, advirtió Valls.</p>
<p>El pulso era tan reñido, que la dirección del partido tuvo que salir al paso y asegurar que no podía anunciar el resultado de un escrutinio &#8220;extremadamente reñido&#8221;, apelando a los partidarios de ambas candidatas a abstenerse de realizar &#8220;declaraciones apresuradas&#8221;.</p>
<p>Por si fuera poco, Ségolène Royal pedía poco después una nueva votación el miércoles próximo tras constatar &#8220;irregularidades&#8221; que pueden entrañar problemas a la hora del recuento y la verificación de las papeletas, algo que su adversaria, Martine Aubry, ha rechazado de pleno. &#8220;Un tercer escrutinio no tiene razón de ser&#8221;, ha dicho la alcaldesa de Lille.</p>
<p>Ségolène Royal y Martine Aubry se enfrentaban a la decisiva segunda vuelta de las votaciones internas del PS, cuyos afiliados estaban llamados ayer a elegir entre las dos mujeres a la que será su líder en sustitución de Francois Hollande, tras una primera vuelta celebrada el pasado jueves en la que ninguna de ellas consiguió mayoría suficiente para declararse ganadora.</p>
<p>En la primera ronda, las bases del partido colocaron en cabeza a Royal con un 42,51% de los votos, mientras que Aubry logró un 34,70% y el tercer rival en liza, el joven eurodiputado Benoît Hamon, fue desbancado de la segunda ronda al quedarse con un 22,79% de los sufragios de la militancia. Hamon pidió para Aubry el voto de sus partidarios en la segunda vuelta.</p>
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		<title>Guerra no socialismo francês</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 19:25:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Delanoë soutient Aubry et lance un front anti-Royal

Par Julien Martin &#124; Rue89 &#124;



Les trois avaient réussi à se mettre d&#8217;accord sur un texte commun durant la &#8220;nuit des longs couteaux&#8221; au congrès de Reims, mais pas sur le candidat pour le porter. Le maire de Paris s&#8217;était dit dimanche &#8220;triste et déçu&#8221; de ne pas être parvenu à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 class="title">Delanoë soutient Aubry et lance un front anti-Royal</h1>
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<div class="submitted">Par Julien Martin | Rue89 |</div>
</div>
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<div style="text-align: center"><img src="http://www.rue89.com/files/20081117delanoeinside.jpg" alt="Delanoe en septembre 2008 à Cergy-Pontoise (Audrey Cerdan/Rue89)." title="Delanoe en septembre 2008 à Cergy-Pontoise (Audrey Cerdan/Rue89)." /></div>
<p>Les trois avaient réussi à se mettre d&#8217;accord sur un texte commun durant la <a href="http://www.rue89.com/blog-ps/2008/11/16/delanoe-out-le-match-continue-entre-royal-aubry-et-hamon">&#8220;nuit des longs couteaux&#8221;</a> au congrès de Reims, mais pas sur le candidat pour le porter. Le maire de Paris s&#8217;était dit dimanche &#8220;triste et déçu&#8221; de ne pas être parvenu à trouver cet accord, il s&#8217;était refusé à toute consigne de vote, voulant &#8220;respecter la liberté de conscience de chaque militant&#8221;.</p>
<p>Pas de soutien donc à Martine Aubry, et encore moins à Benoît Hamon, les deux candidats qui affronteront Ségolène Royal lors du vote des militants pour le poste de Premier secrétaire du Parti socialiste.</p>
<p><a href="http://www.rue89.com/files/20081117DelanoeLettre.pdf" target="_blank"><img src="http://www.rue89.com/files/20081117DelanoeLettreLogo.png" align="right" hspace="7" /></a>Revirement de situation lundi midi: dans <a href="http://www.rue89.com/files/20081117DelanoeLettre.pdf" target="_blank">une lettre adressée aux militants</a>, Bertrand Delanoë appelle &#8220;à voter massivement&#8221; pour Martine Aubry:</p>
<blockquote><p>&#8220;Jeudi soir, chaque militant est en effet appelé à s&#8217;exprimer, par son vote, sur ce qui est l&#8217;enjeu décisif de ce scrutin, comme l&#8217;ont démontré les principaux discours prononcés à Reims: l&#8217;identité même du Parti socialiste.</p>
<p>&#8220;Au nom de mes convictions politiques, j&#8217;ai donc décidé de soutenir la candidature de Martine Aubry et j&#8217;appelle à voter massivement en sa faveur.&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>&#8220;Ce front existe, on le voit bien&#8221;</strong></p>
<p>Même si François Hollande et <a href="http://www.rue89.com/blog-ps/2008/11/18/pierre-moscovici-poursuit-son-cavalier-seul-au-ps">Pierre Moscovici</a> n&#8217;emboîtent pas le pas de Bertrand Delanoë, qui semble ici inspiré par Lionel Jospin, la maire de Lille s&#8217;est dite, le soir-même sur RTL, &#8220;heureuse&#8221; du soutien d&#8217;une &#8220;personnalité remarquable&#8221; du PS:</p>
<blockquote><p>&#8220;Nous avons travaillé depuis longtemps et pendant ces trois jours à ce que notre ligne politique soit la même. Et si nous n&#8217;avons pas pu nous mettre d&#8217;accord avec Benoît Hamon sur un nom, nous savions que nous étions d&#8217;accord sur l&#8217;essentiel.&#8221;</p></blockquote>
<p>Un soutien qui, lorsqu&#8217;on additionne strictement <a href="http://www.rue89.com/blog-ps/2008/11/17/ps-les-resultats-officiels-du-vote-sur-les-motions-enfin-devoiles">les scores des deux tenants de motion</a> lors du vote des militants du 6 novembre, placerait Martine Aubry (24,32% + 25,24% = 49,56%) devant Ségolène Royal (29,08%).</p>
<p>Interrogée vendredi sur France Inter, l&#8217;ex-candidate socialiste à la présidentielle a reconnu que &#8220;ça compliquait arithmétiquement&#8221; la donne. Et de dénoncer: &#8220;Ce front existe, on le voit bien.&#8221;</p>
<p><strong>&#8220;Vieille logique du règlement de comptes&#8221;</strong></p>
<p>Ce front anti-Royal, son lieutenant François Rebsamen l&#8217;avait déjà pointé du doigt, dès lundi après-midi. Il tenait toutefois à se montrer rassurant, au micro de BFM Radio:</p>
<blockquote><p>&#8220;Je vois bien qu&#8217;il y a là une stratégie d&#8217;empêchement pour empêcher les socialistes de donner une majorité à celle qui est avec son équipe en capacité de porter un rassemblement dans le Parti socialiste. (&#8230;)</p>
<p>Mais jusqu&#8217;à présent les appels des grands élus n&#8217;ont pas été trop entendus. Je pense que les militants sont assez libres pour, en conscience, faire un choix par delà les consignes de vote qui peuvent être données.&#8221;</p></blockquote>
<p>Et si, en cas de second tour qui se profile de plus en plus, Benoît Hamon (18,52%) faisait de même, la tâche serait plus ardue encore pour Ségolène Royal. Mais rien n&#8217;est moins sûr, pour l&#8217;heure. <a href="http://fr.news.yahoo.com/2/20081117/tpl-appel-pro-aubry-de-delanoe-une-logiq-ee974b3.html" target="_blank">Devant la presse</a>,  le député européen a jugé lundi soir &#8220;décevant&#8221; cet appel. Ajoutant:</p>
<blockquote><p>&#8220;La vieille logique du règlement de comptes prend le pas sur le renouvellement.&#8221;</p></blockquote>
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		<title>&#8216;Vivemos num capitalismo de cassino&#8217;</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/vivemos-num-capitalismo-de-cassino/</link>
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		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 15:57:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ENTREVISTA Ignacy Sachs


Economista defende desenvolvimento sustentável e intervenção do Estado. E alerta: &#8216;Estamos condenados a inventar&#8217;
PARIS. O economista francopolonês Ignacy Sachs — um dos pais do conceito de desenvolvimento sustentável, que prega crescimento econômico com justiça social e preservação ambiental, é categórico: a crise mostra a falência do neoliberalismo e a importância do Estado. Em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5">ENTREVISTA Ignacy Sachs</font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blog.designvivo.com.br/up/n/na/blog.navemae.com.br/img/sachs.jpg" alt="http://blog.designvivo.com.br/up/n/na/blog.navemae.com.br/img/sachs.jpg" /></div>
<p><strong><br />
Economista defende desenvolvimento sustentável e intervenção do Estado. E alerta: &#8216;Estamos condenados a inventar&#8217;</strong></p>
<p>PARIS. O economista francopolonês Ignacy Sachs — um dos pais do conceito de desenvolvimento sustentável, que prega crescimento econômico com justiça social e preservação ambiental, é categórico: a crise mostra a falência do neoliberalismo e a importância do Estado. Em entrevista ao GLOBO, em Paris, ele defende uma revisão do New Deal, o programa intervencionista que o expresidente americano Franklin Roosevelt aplicou para fazer os EUA saírem da Grande Depressão nos anos 30.</p>
<p>Mas, aos 81 anos, faz um alerta: História não se repete.</p>
<p>“Estamos condenados a inventar”, diz Sachs, que dirige o Centro de Pesquisas do Brasil Contemporâneo na Escola de Altos Estudos de Ciências Sociais, em Paris.</p>
<p>Deborah Berlinck &#8211; O Globo</p>
<p>Correspondente</p>
<p><strong>O GLOBO: Os mercados oscilam entre abismo e euforia.<br />
Como o senhor avalia o momento atual?</strong><br />
IGNACY SACHS: Estamos em pleno capitalismo do cassino.<br />
Cada vez que as bolsas sobem e descem, tem gente que ganha muito dinheiro. O aspecto fundamental é que 30 anos de neoliberalismo arrogante, que acreditava no mito dos mercados auto-reguladores, sofreram o mesmo baque que o socialismo real com a queda do muro de Berlim. É mais um paradigma falido.<br />
<strong><br />
É o fim do paradigma neoliberalista? </strong><br />
SACHS: É o começo do fim. Se o presidente (francês, Nicolas) Sarkozy, junto com os líderes da União Européia, pede uma refundação do capitalismo, quer dizer que reconhecem as limitações do sistema atual. Isso é um enorme passo adiante.</p>
<p>A UE quer uma reunião em novembro para discutir isso. O que poderia ser decidido? SACHS: Se a reunião ocorrer em novembro, não vai sair grande coisa (ontem, ficou acertado com os EUA uma reunião de cúpula para discutir a crise). Sejamos realistas. O capitalismo tem mostrado uma enorme adaptabilidade.<br />
Poderíamos imaginar um cenário irreal, em que o único país que ainda pretende ser socialista, a China, sacrifique seu colchão de dólares (reservas) para tentar solapar o sistema capitalista. Vai acontecer exatamente o contrário. Para que o colchão dos dólares dos chineses não perca valor, eles farão tudo para manter o valor do dólar. Portanto, falar hoje do fim do capitalismo&#8230; a História não procede assim tão facilmente.<br />
<strong><br />
Mas estão falando em refundar o capitalismo.</strong><br />
SACHS: Isso permite começar a discutir em que base e a partir de que postulados vamos refundar.<br />
Lembra o New Deal de Roosevelt e os “30 anos gloriosos” (período de grande crescimento na França pósguerra), que foram de um capitalismo reformado. Não acredito que a História se repita.<br />
Mas temos de reatar com esse debate, porque no centro está a questão fundamental do desenvolvimento.<br />
Qual Estado, para qual desenvolvimento?<br />
<strong><br />
Qual o caminho, então? </strong><br />
SACHS: Temos de voltar à idéia de pleno emprego do pós-guerra, acrescentando o que a Organização Internacional do Trabalho chama de trabalho decente. Há um bilhão de pessoas com fome. Se analisarmos a evolução humana, tivemos duas grandes transições.<br />
A primeira há 12 mil anos, quando se saiu de caça e colheita para agricultura e pecuária.<br />
Depois, entramos na era das energias fósseis, no fim do século XVII, com o petróleo e o gás. Isso acabará em algum ponto do século XXI.<br />
<strong><br />
Ou seja, teremos de caminhar para a transição&#8230;</strong><br />
SACHS: Já está acontecendo. O petróleo está em sua fase final.</p>
<p><strong>Se o senhor participasse da reunião para refundar o capitalismo, o que sugeriria? </strong><br />
SACHS: Se formos mexer em tudo, reformular Banco Mundial, FMI, Conselho de Segurança, G8, não vai dar em nada!</p>
<p><strong>O que é preciso, então? </strong><br />
SACHS: Temos de voltar a uma idéia de base, totalmente esquecida: a moeda é um instrumento para organizar a economia real. O que vimos foi uma financialização da economia.</p>
<p><strong>Como trazer o sistema financeiro de volta para a economia real, com mais regras?</strong><br />
SACHS: Temos de redefinir: qual a função do Estado numa economia? Mas temos de tirar lições do passado. Não queremos monstros burocráticos.</p>
<p><strong>Não se corre esse risco? </strong><br />
SACHS: Claro que sim. Mas para isso é que serve a História.<br />
Saímos da Segunda Guerra Mundial com três idéias de consenso: pleno emprego, Estado atuante e planejamento. O neoliberalismo colocou abaixo não só a idéia do planejamento, como a da regulamentação. Temos de voltar a esse debate.</p>
<p><strong>Talvez um meio termo entre essas duas épocas históricas? </strong><br />
SACHS: Não devemos pescar na História soluções prontas.<br />
Estamos sentados em cima de vários paradigmas falidos: o socialismo real, que entrou em agonia com a invasão da antiga Tchecoslováquia e morreu com a queda do muro de Berlim.<br />
Agora, o paradigma neoliberal, do capitalismo auto-regulador.</p>
<p><strong>Vivemos um vácuo hoje? </strong><br />
SACHS: Em vez de vácuo, prefiro dizer: estamos condenados a inventar. Haverá também uma enorme margem para ver, no capitalismo reformado, qual será o papel de organizações que não se regem pelo princípio da apropriação individual do lucro, como cooperativas etc. Dizer “é capitalismo ou socialismo” não leva a soluções. Dizer “vamos mudar tudo” leva a muita confusão e pouca ação.</p>
<p><strong>O modelo europeu sai fortalecido? </strong><br />
SACHS: O último livro de Paul Krugman, “The conscience of a liberal” (“A consciência de um liberal”), defende um novo New Deal. Não devemos refazer o New Deal, mas sim tirar as conclusões da experiência. Roosevelt chegou a discutir um imposto sobre a renda que confiscaria 95% acima de um certo nível. A rapidez com a qual nos esquecemos dos debates dos anos 30 ou 40 é fabulosa.<br />
<strong><br />
Mas se uma idéia similar fosse aplicada hoje nos EUA haveria uma revolução, não? </strong><br />
SACHS: Mas sem essa idéia não vamos para a frente. Por que os lucro especulativos na bolsa não devem ser altamente taxados?</p>
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		<title>Olimpíadas com arte</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 12:58:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Veja também aqui no blog

Factory 798
A mitologia de Cang Xin está na Factory 798, mas é universal. Ou é a China?
An Di expõe no Factory 798 em Beijing
Olimpíadas com arte
Conhecido como 798, este é o bairro de Pequim que reúne o maior número de artistas, estúdios e galerias e parece praticamente imune à rígida censura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">Veja também aqui no blog</div>
<div id="c">
<h2><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/03/factory-798/" rel="bookmark" title="Permanent Link: Factory 798">Factory 798</a></h2>
<h2><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/03/a-mitologia-de-cang-xin-esta-na-factory-798-mas-e-universal-ou-e-a-china/" rel="bookmark" title="Permanent Link: A mitologia de Cang Xin está na Factory 798, mas é universal. Ou é a China?">A mitologia de Cang Xin está na Factory 798, mas é universal. Ou é a China?</a></h2>
<h2><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/03/an-di-expoe-no-factory-798-em-beijing/" rel="bookmark" title="Permanent Link: An Di expõe no Factory 798 em Beijing">An Di expõe no Factory 798 em Beijing</a></h2>
<p><strong><font size="4">Olimpíadas com arte</font></strong></div>
<div id="c"><strong>Conhecido como 798, este é o bairro de Pequim que reúne o maior número de artistas, estúdios e galerias e parece praticamente imune à rígida censura do país</strong></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte"><strong><span style="background-color: #ffff99">Cláudia Trevisan &#8211; O Estado de São Paulo</span></strong></p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div class="ImagemMateria">                  <img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080721/img/2.2.imagem_artepequim.jpg" align="left" /></div>
<p>A meteórica ascensão econômica da China se replica no mundo das artes plásticas, no qual a produção contemporânea do país bate sucessivos recordes de preços no mercado internacional. O bairro que reúne o maior número de estúdios e galerias de Pequim se transforma em um dos principais pontos turísticos da cidade, depois da Grande Muralha e da Cidade Proibida.</p>
<p>Conhecido como 798, o distrito artístico da capital chinesa é um enorme território livre de criação &#8211; ou pelo menos mais livre que seu entorno, submetido à estrita censura chinesa. O local era um parque industrial construído nos anos 50 com ajuda de arquitetos da ex-Alemanha Oriental, que conceberam os edifícios no melhor estilo Bauhaus, simples e funcionais.</p>
<p>Várias fábricas identificadas por números se dedicaram durante anos à produção de equipamentos eletrônicos para as Forças Armadas. Desativadas nos anos 90, muitas delas começaram a ser ocupadas por artistas no fim da década, o que transformou a região em uma versão chinesa do SoHo nova-iorquino.</p>
<p>A que tinha o número 798 foi recriada como um dos primeiros locais de exposição e acabou emprestando seu nome a todo o distrito. Em suas paredes, ainda estão os slogans da Revolução Cultural (1966-1976), que pediam longa vida ao comandante Mao Tsé-tung (1893-1976), escritos em ideogramas vermelhos.</p>
<p>As galerias seguiram os artistas e atrás deles foram restaurantes, bares, livrarias e lojas. No ano passado, o distrito 798 recebeu 1,5 milhão de visitantes, número três vezes maior do que em 2005. Livre das amarras ideológicas do passado, a arte contemporânea chinesa floresceu a partir de meados dos anos 80, pelas mãos de artistas que nasceram ou cresceram durante a Revolução Cultural, o movimento que levou ao extremo a idéia de que a criação deveria estar submetida aos interesses da construção do socialismo.</p>
<p>A arte contemporânea chinesa começou a ganhar o mundo na década atual, com exibições na Europa e nos Estados Unidos e colecionadores dispostos a pagar preços cada vez mais altos por seus trabalhos.</p>
<p>O caso mais emblemático da ascensão meteórica dos chineses no mercado internacional é a obra Execução, de Yue Minjun, de 46 anos. Inspirado no massacre de estudantes na Praça Tiananmen, em 1989, o quadro foi pintado em 1995 e vendido em seguida por US$ 5 mil ao marchand de Hong Kong Manfred Schoeni. No ano seguinte, o investidor Trevor Simon desembolsou US$ 32 mil pela pintura, com a condição de não exibi-la em público durante dez anos em razão de seu tema &#8216;&#8217;sensível&#8221;. Em outubro de 2007, Execução foi arrematada por US$ 5,9 milhões em um leilão da Sotheby&#8217;&#8217;s de Londres, tornando-se a mais cara obra contemporânea chinesa vendida até então.</p>
<p>O recorde logo foi quebrado por Zeng Fenzhi, de 44 anos, e seu quadro Série Máscaras,1996, nº 6, vendido em maio de 2008 por US$ 9,7 milhões, o mais alto preço já pago por uma obra de arte contemporânea asiática.</p>
<p>A cifra foi o triplo da estimativa inicial de US$ 3,2 milhões feita pela Christie&#8217;&#8217;s, responsável pelo leilão. O quadro mostra oito jovens de braços dados, com máscaras sorridentes e os lenços vermelhos no pescoço, típicos da Revolução Cultural.</p>
<p>Os artistas chineses que nasceram na década de 60 tentam captar o turbilhão de mudanças no qual o país mergulhou nos últimos 30 anos e refleti-lo de diferentes maneiras em suas criações. Muitos deles sofreram influência decisiva do massacre de estudantes na Praça Tiananmen, em 1989, que enterrou as aspirações por mudanças democráticas e mais liberdade alimentadas desde o início daquela década.</p>
<p>O resultado foi o movimento &#8221;Realismo Cínico&#8221;, do qual fazem parte Yue Minjun e Fang Lijun, outro artista que usa figuras carecas em suas pinturas. A escola é marcada pela ironia, o desencanto e o fim do idealismo dos primeiros anos do processo de reforma e abertura da China, iniciado por Deng Xiaoping em 1978.</p>
<p>A memória do passado socialista está presente nos quadros de Zhang Xiaogang, que realiza séries inspiradas na estética de fotografias de família do início do século passado, mas com a maioria dos personagens vestidos com o guarda-roupa que imperou durante o maoísmo.</p>
<p>&#8221;Os retratos familiares mudos de Zhang Xiaogang parecem ter capturado a verdadeira essência do drama histórico, ou mesmo trauma, da construção de uma sociedade contemporânea próspera a partir das brasas de uma revolução&#8221;, diz o catálogo da Sotheby&#8217;&#8217;s sobre sua obra.</p>
<p>O impacto das transformações econômicas na vida de milhares de chineses é refletido nas criações de Liu Xiaodong, pintor figurativista, autor de uma longa série sobre a construção da gigantesca hidrelétrica de Três Gargantas, que inundou um trecho de 600 km de extensão e 1,1 km de largura e forçou a realocação de pelo menos 1,4 milhão de pessoas. Xiaodong estabeleceu um novo nível de preço para a arte contemporânea chinesa em 2006, quando sua obra Pessoas Recentemente Deslocadas foi vendida por US$ 2,7 milhões.</p>
<p><strong>ESTRELAS CHINESAS</strong></p>
<p><strong>AI WEIWEI<br />
Ano de nascimento: 1959</strong></p>
<p>Misto de artista e agitador cultural, Ai Weiwei já realizou trabalhos de design, arquitetura, escultura, instalações, performances e foi consultor da dupla Jacques Herzog e Pierre de Meuron, arquitetos responsáveis pelo desenho do Estádio Olímpico de Pequim, batizado de Ninho de Pássaros. Ai Weiwei é diretor do China Art Archives and Warehouse, galeria voltada para a arte conceitual e experimental</p>
<p><strong>ZENG FENZHI<br />
Ano de nascimento: 1964</strong></p>
<p>Bateu o recorde de preço de arte contemporânea asiática depois que seu quadro Série Máscaras, 1996, nº 6 foi arrematado por US$ 9,7 milhões em maio deste ano. A série &#8221;máscaras&#8221; é seu mais célebre trabalho e mostra personagens dos anos 90 usando máscaras com olhos bem abertos e expressões ensaiadas e artificiais</p>
<p><strong>YUE MINJUN<br />
Ano de nascimento: 1962</strong></p>
<p>Sua marca registrada são auto-retratos sorridentes (foto acima)que aparecem em todos os seus trabalhos, sejam pinturas ou esculturas. Inspirado pelo massacre de estudantes na Praça Tinanmen, em 1989, seu quadro Execução foi vendido por US$ 5,9 milhões em outubro de 2007, o mais alto preço pago por uma obra contemporânea chinesa até então. Yue integra o movimento Realismo Cínico, que surgiu depois do massacre na Praça Tiananmen, em 1989</p>
<p><strong>ZHANG XIAOGANG<br />
Ano de nascimento: 1958</strong></p>
<p>Inspirados no estilo de fotos de família do início do século passado, seus quadros mostram figuras tristes e silenciosas, que evocam com suas roupas &#8216;&#8217;socialistas&#8221; a memória do período maoísta que a China começou a abandonar em 1978 em favor do crescimento econômico. Zhang é um dos artistas chineses preferidos pelas galerias internacionais</p>
<p><strong>FANG LIJUN<br />
Ano de nascimento: 1963</strong></p>
<p>Um dos líderes do movimento Realismo Cínico, que surgiu com o sentimento de desencanto provocado pelo massacre de estudantes na Praça Tiananmen, em 1989. Seus personagens costumam ser homens carecas, com expressões ambíguas, apresentados sobre paisagens infinitas</p>
<p><strong>LIU XIAODONG<br />
Ano de nascimento: 1963</strong></p>
<p>Pintor figurativista que se destacou com uma série sobre o custo humano e ambiental da hidrelétrica de Três Gargantas, que forçou a realocação de pelo menos 1,4 milhão de pessoas. Seu quadro Pessoas Recentemente Deslocadas foi vendido por US$ 2,7 milhões em 2006 e estabeleceu um novo patamar de preço para a arte contemporânea chinesa</p>
<div id="c">
<h3><font size="4">Melhor da produção contemporânea, fora das quadras</font></h3>
<p><strong>Durante os jogos olímpicos, estão programadas exposições, performances, instalações e arte digital</strong></div>
<div class="grupoC2">
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte"><strong>Cláudia Trevisan, Pequim</strong></p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>Os estrangeiros que forem a Pequim para os Jogos Olímpicos terão a chance de ver a mais completa mostra de arte contemporânea chinesa já realizada em todo o mundo. Apenas no distrito 798, 27 galerias vão realizar 103 exibições no período próximo ao das competições, que começam dia 8 e terminam dia 24 de agosto.</p>
<p>A mostra mais representativa foi organizada pela Ullens Center for Contemporary Art (Ucca), começou no sábado e segue até 12 de outubro. Fundada no mês de novembro de 2007, a galeria reúne a coleção de arte contemporânea chinesa que o casal belga Guy e Myriam Ullens começou a construir em meados dos anos 80 e é o maior centro de exposições do 798, com uma área de 8 m². A exibição da Ucca reúne 92 trabalhos de 60 artistas e inclui performances, instalações e arte digital.</p>
<p>O interesse do casal surgiu quando ninguém fora da China prestava atenção à produção artística do país. Ao longo de duas décadas, eles reuniram cerca de 1.700 obras, que representam os trabalhos de diferentes gerações de artistas, em vários momentos de suas carreiras.</p>
<p>Desde março, a Ucca é dirigida pelo francês Jérôme Sans, co-fundador e ex-diretor do museu de arte contemporânea Palais de Tokyo, em Paris. &#8220;As exibições têm o melhor da arte contemporânea chinesa e os visitantes podem ver os artistas de milhões de dólares, mas também os talentos emergentes&#8221;, observa Robert Bernell, dono da livraria e editora Timezone8, especializada em livros de arte e criador do site www.chinese-art.com.</p>
<p>O 798 é o mais badalado endereço da arte contemporânea de Pequim, mas está longe de ser o único. A pioneira nessa área foi a galeria Red Gate, fundada em 1991 pelo australiano Brian Wallace em uma antiga torre de observação que integrava a Muralha de Pequim &#8211; quase toda destruída depois da Revolução Comunista de 1949. No ano passado, a Red Gate emprestou seu prestígio ao distrito 798 e abriu uma filial no local.</p>
<p>Na medida em que os aluguéis começaram a subir no antigo distrito industrial, alguns artistas se mudaram para uma área a cinco quilômetros de distância, chamada Caochangdi. O primeiro endereço do local foi a China Art Archives and Warehouse, dedicada à arte experimental e conceitual.</p>
<p>A galeria é dirigida por Ai Wewei, um dos mais importantes artistas chineses, com talento para design, arquitetura, performances, instalações e escultura. Filho do poeta Ai Qing, enviado para o campo durante a Revolução Cultural, Ai trabalhou como consultor dos arquitetos Jacques Herzog e Pierre de Meuron na concepção do Ninho de Pássaros, o Estádio Olímpico de Pequim que sediará as principais competições dos Jogos de agosto.</p></div>
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		<title>Debate em Carta Maior</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 20:04:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Gilson Caroni Filho &#8211; Carta Maior
Fossem outros os tempos e esse lembrete talvez fosse totalmente desnecessário. A distorção vista nas primeiras páginas dos jornais de hoje, 1º de julho de 2008, sobre os dados da pesquisa CNI/IBOPE, é a repetição de um exaustivo exercício da imprensa brasileira. A avaliação do governo por área de atuação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/07/debate-em-carta-maior/6089/" rel="attachment wp-att-6089" title="lula_povo.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/lula_povo.jpg" alt="lula_povo.jpg" /></div>
<p></a></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Gilson Caroni Filho &#8211; Carta Maior</strong></p>
<p>Fossem outros os tempos e esse lembrete talvez fosse totalmente desnecessário. A distorção vista nas primeiras páginas dos jornais de hoje, 1º de julho de 2008, sobre os dados da pesquisa CNI/IBOPE, é a repetição de um exaustivo exercício da imprensa brasileira. A avaliação do governo por área de atuação cai como luva para manchetes como a do Jornal do Commercio, de Pernambuco: “Inflação assusta 65% dos brasileiros&#8221;. O padrão de ocultamento é acintoso.</p>
<p>Recriando a realidade do seu jeito e de acordo com seus interesses político-partidários, o jornalismo reafirma, de forma inequívoca, sua instrumentalidade na luta das classes dominantes. Mostra que, tal como os partidos conservadores, os jornais procuram conduzir a sociedade de acordo com seus interesses históricos. E, nesse marco, operam toda sorte de deslocamentos semânticos possíveis. Ficar atentos a critérios interpretativos da grande imprensa, ao invés de endossá-los prontamente, é o mínimo que se pede a quem se supõe dotado de consciência crítica.</p>
<p>Um dos exemplos mais emblemáticos de descontextualização instrumental foi uma polêmica declaração de Lula, em 2006. Em uma entrevista, concedida no primeiro dia de campanha eleitoral, o presidente afirmou: ”eu nunca fui esquerdista. Quando alguns companheiros meus americanos, europeus, me chamavam de esquerdista, aqui no Brasil eu era chamado de agente da CIA pelo Partido Comunista Brasileiro e de a muleta da ditadura pelos trotskistas”.</p>
<p>Foi o bastante para que, sem qualquer mediação analítica, os detratores tanto à esquerda como à direita decretassem que aquelas palavras confirmavam o que já se sabia. Lula e o Partido dos Trabalhadores converteram-se após as eleições de 2002, respectivamente, numa liderança demagógica e em um partido conservador. Ações e retórica não deixavam dúvida: o país foi vítima de um escandaloso estelionato eleitoral.</p>
<p>Deixando-se levar pelo senso comum midiático, notórios acadêmicos e militantes conhecidos viram nas palavras do presidente o sinal de que antigas bandeiras tinham sido, definitivamente, jogadas ao chão. Uma necessidade de &#8220;requalificar a base&#8221; na ânsia de se livrar do próprio passado para ingressar no campo conservador estava em andamento.</p>
<p>Aos refinados críticos de esquerda faltou o essencial, a busca do nexo dialético que embasa o discurso de lideranças políticas. Sem isso, por deficiência ou má-fé, embica-se na direção da crítica política miúda, do dia-a-dia, desprovida de qualquer alcance histórico efetivo. Um convite às páginas amarelas da revista Veja.</p>
<p>Seria de bom tom, antes de acionar as metralhadoras giratórias contra Lula, ver o que ele concebia como “esquerdismo&#8221;, ainda mais que havia menção explícita a duas correntes políticas: o antigo Partidão e organizações trotskistas.</p>
<p>Se aceitarmos que a justificativa histórica do socialismo está balizada pela democracia, cumpre indagar, como fez Hebert de Souza, em artigo publicado nos anos no JB, nos anos 1990 quando “a esquerda fez uma crítica global da realidade brasileira sob o prisma da democracia?&#8221; A capacidade de compreensão do desenvolvimento do capitalismo periférico foi acompanhada de uma história política que tivesse na ampliação do regime democrático sua questão central? Ou, por atuar em formação social adversa, a esquerda não assimilou um caldo de cultura tão autoritário quanto o da direita que combatia?</p>
<p>Antes de fazer coro com quadros conservadores que reverberam os interesses da elite em conhecidas colunas, seria o caso de investigar se tivemos uma tradição, no campo da esquerda, de contemplar a democracia como valor permanente ou se a enxergamos como “momento tático&#8221; que precede à tomada do Palácio de Inverno?</p>
<p>Talvez seja o caso de recorrermos ao pensamento de Togliatti que sempre chamou a atenção para o perigo de compreendermos democracia progressiva &#8221; como mera tática manipuladora, a ser abandonada no momento em que fossem criadas as condições para o &#8220;grande dia&#8221; .</p>
<p>Quem viveu sob o tacão do centralismo burocrático ou teve contato com organizações que, até hoje, acreditam que é possível uma transformação política levada a cabo por uma minoria, sem o apoio das grandes massas, há de entender o sentido preciso do “esquerdismo” a que aludia o presidente. Pois, se a democracia é atacada por uma elite que odeia o povo concreto, sua situação não é menos frágil quando a ação é comandada por uma esquerda que ama um povo idealizado, que só existe em velhos manuais.. Em ambos os casos, as possibilidades de superação são nulas.</p>
<p>Ao contrário do que afirmam seus críticos, Lula mantém profunda coerência com seu discurso da época em que era liderança sindical. Em depoimento concedido, em 1984, à revista Retrato do Brasil (Editora Brasil), o então metalúrgico afirmava textualmente:</p>
<p>&#8220;Embora eu ache que o socialismo seja a saída para os problemas do país, e não só do país, mas de todo o mundo, há uma questão que impede que eu me aprofunde mais nessa discussão: hoje há problemas mais prementes para serem resolvidos, hoje seria necessária uma política de amplo emprego, uma política salarial, uma reforma agrária ou assentamento das pessoas na terra para ter acesso ao trabalho, uma política de habitação, uma política educacional e muitas outras coisas que são necessárias para o povo continuar brigando. Com fome é muito mais difícil(&#8230;) Mas fazer esse povo discutir o socialismo é muito difícil ainda, porque o que acontece normalmente é que quem tem as idéias prontas na cabeça tenta enfiá-las pelas goelas dos trabalhadores, quando o necessário seria fazer com que as pessoas descobrissem a necessidade de ter essa reflexão sobre o novo projeto de sociedade&#8221;.</p>
<p>Passados 24 anos, em que momento Lula contradisse o discurso? Onde está o estelionato? Quem capitulou de fato? Atualizar reflexões não significa renúncia a princípios. Longe disso, é fundamental para incrementar a ação dentro do tempo histórico em que se pretende intervir.</p>
<p>As modificações moleculares da sociedade brasileira passam por mais gastos com saúde, educação e renda vitalícia. Como destaca Immanuel Wallerstein (O Declínio do Poder Americano, p.260), &#8220;isso não é apenas popular; tem utilidade na vida das pessoas. E aumenta a pressão sobre as possibilidades de acumulação contínua de capital. Estas exigências deveriam ser promovidas vigorosamente, conceitualmente em todos os lugares. Nunca são demais&#8221;</p>
<p>Será que não é perceptível que é contra isso que a grande imprensa luta? A afirmação de que a inflação decorre dos gastos públicos do governo não representa apenas um discurso de mercado. É um discurso anti-povo, contra a democracia. Uma sabotagem repetida diariamente em revistas, jornais e emissoras de televisão.</p>
<p>Precisamos, nós da esquerda, aprender de uma vez por todas que a história não está do lado de ninguém e muito menos há tribunal com leis objetivas. O resultado da luta política depende da capacidade que teremos para mobilizar, mas não é nem um pouco secundário analisar corretamente o que está ocorrendo. O que se busca é a hegemonia. Em jornais, televisões e revistas. Em cada manchete, em cada subtítulo.<br />
<strong>Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Observatório da Imprensa.</strong></p>
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		<title>Maio 68: A revolução que não houve&#8230; e mudou tudo</title>
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		<pubDate>Sun, 11 May 2008 13:58:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Talvez a geração de 1968 não tenha chegado aonde queria, mas mesmo assim deixou suas marcas na História, o que é uma outra maneira de vencer
&#160;

A manifestação do 13 maio 1968. A greve geral começou
Luiz Zanin Oricchio &#8211; O Estado de São Paulo
O número de adjetivos opostos que se podem aplicar a 1968 é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> Talvez a geração de 1968 não tenha chegado aonde queria, mas mesmo assim deixou suas marcas na História, o que é uma outra maneira de vencer</strong></p>
<p class="legende_img">&nbsp;</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.marxists.org/francais/just/gg68/mai68.jpg" alt="Le 13 mai 1968" height="334" width="552" /><font size="1"><br />
A manifestação do 13 maio 1968. A greve geral começou</font></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Luiz Zanin Oricchio &#8211; O Estado de São Paulo</strong></p>
<p>O número de adjetivos opostos que se podem aplicar a 1968 é praticamente inesgotável. Diz-se que foi o último suspiro do espírito coletivo, mas preparou o caminho para o individualismo contemporâneo. 68 falou em paz e amor mas teria praticado a guerra e levado à aventura da luta armada. Foi em essência anticapitalista e de esquerda, mas teria preparado terreno para o capitalismo global e consumista do mundo de hoje. Esse ano mítico, que teve seu epicentro em Paris durante o mês de maio, desperta até hoje reações e opiniões contraditórias, com pouco acordo possível entre elas. Tanto assim que, a cada dez anos, nos sentimos convocados a fazer reavaliações sobre tudo aquilo que aconteceu durante os 12 meses especiais de uma década toda particular. Foi um avanço? Um recuo? Uma aceleração da História? Símbolo da luta contra os autoritarismos, ou, pelo contrário, o mais radical e intolerante dos anos? Tudo cabe em 68. Ou quase tudo.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.linternaute.com/savoir/societe/photographies-inedites-de-mai-68/image/68505.jpg" alt="Revendications salariales" height="358" width="540" /></div>
<p>E por quê? Porque, provavelmente, cada um projeta sobre 1968 o que bem entende, segundo suas inclinações pessoais (políticas, ideológicas, e mesmo psicológicas). Por exemplo, quem apoiava o general De Gaulle na França, ou o governo militar no Brasil, tem poucos motivos para lembrar com carinho de 1968. Já quem, mesmo após a queda do Muro de Berlim, conserva o coração à esquerda, pode evocar 68 como uma espécie de idade de ouro da contestação. Quem ama a ordem acima de todas as coisas vê poucos motivos para admirar uma época em que tudo era questionado e posto de pernas para o ar. Quem prefere a instabilidade à injustiça lança outro olhar sobre o mesmo período. Espíritos clássicos tendem a evitar sobressaltos. Românticos os toleram melhor. E assim por diante. Nossa atitude em relação a 68 diz muito a respeito de quem somos.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.linternaute.com/savoir/societe/photographies-inedites-de-mai-68/image/68595.jpg" alt="Les salariés ne sont pas à vendre" height="358" width="540" /></div>
<p>No entanto, apesar desse subjetivismo de julgamento (o passado muda segundo os olhos que o enxergam), 1968 pode ser visto como um conjunto de fatos bem definido e que envolve uma efervescência fora do comum da juventude, sobretudo universitária. Fala-se muito em Paris e nas barricadas do Quartier Latin, mas as revoltas pipocaram em toda parte. No arco de alguns meses, os distúrbios passaram por Paris, Praga, Cidade do México, San Francisco, Varsóvia, Rio, São Paulo e outras cidades. O mundo parecia revirado pelo avesso e nenhuma das venerandas instituições ficou ao abrigo de petardos, morais ou físicos &#8211; Estado, Família, Igreja, Exército, Polícia, Educação, Partido. Tudo podia e devia ser contestado &#8211; e essa era a palavra de ordem comum.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://cache.eb.com/eb/image?id=61239&amp;rendTypeId=4" alt="http://cache.eb.com/eb/image?id=61239&amp;rendTypeId=4" /></div>
<p>Contestado em nome de quê? De um bem tão concreto quanto abstrato chamado liberdade. Se em Paris exigia-se o fim de um governo de velhos, em Varsóvia e Praga o alvo era o stalinismo. Praga vivia a sua primavera particular, sob o governo de Alexander Dubcek e sua proposta de socialismo com rosto humano. No Brasil, o alvo era bem visível &#8211; o governo militar, instalado quatro anos antes. Aqui, a tensão teve seu ponto alto após o assassinato do estudante Edson Luiz, e na posterior Passeata dos Cem Mil, que reuniu universitários, intelectuais, artistas e padres no centro do Rio. As manifestações se sucederam e o enfrentamento atingiu o clímax em São Paulo na luta entre os estudantes da USP e os do Mackenzie, que ocupavam lados opostos na ideologia e nas calçadas da Rua Maria Antônia. O conflito deixou um morto, um rastro de destruição e posições cada vez mais radicais de lado a lado. Dez dias depois, &#8216;caía&#8217; o clandestino 30º Congresso da UNE em Ibiúna e as principais lideranças estudantis eram presas. O desfecho do ano rebelde brasileiro veio na forma de um radical fechamento do governo militar com o AI-5, decretado a 13 de dezembro, data que marca o fim de 1968 no País.</p>
<p>A vaga de 68 (porque, de fato, foi uma onda) mostra contornos particulares em cada país onde se quebrou. Nem poderia ter sido diferente, dada a diversidade de condições entre Praga e São Paulo, Paris e Cidade do México, por exemplo. Mas havia um aspecto comum. As lutas de 68 foram sempre antiautoritárias. Quer fosse um governo democrático mas sentido como &#8216;antiquado&#8217;, quer fosse uma ditadura militar ou a opressão de um império comunista &#8211; e lá estavam os jovens para se opor e, nas ruas, mostrar seu inconformismo.</p>
<p><img src="http://bp0.blogger.com/_FkrosqZ-yCY/SAoDqktSbEI/AAAAAAAAALA/-Kr-3q9kVuo/s320/marcheavort.jpg" align="left" height="320" width="210" /></p>
<p>Foi também uma época de invenções, que se multiplicavam sob a forma de frases, grafites, músicas, filmes, teatro, performances. A idéia era que tudo deveria ser jovem e &#8216;novo&#8217;, uma ideologia, na verdade, dos anos 60 mas que, como todas, em 68 se intensifica. Experimentou-se, em arte e na vida, como poucas vezes antes. Aliás, arte e vida passaram a ser tratadas como se fossem uma só. Viver artisticamente &#8211; essa era uma das utopias. Criar na rua, enquanto se vive. Abolir limites entre agir e pensar. Precisava-se mudar a sociedade, como queria Marx, e mudar a vida, como desejava Rimbaud.</p>
<p>Se isso não era possível na prática, parecia bem tangível no desejo. Por isso, 68 foi uma época de entrega generosa, pois sentia-se que todas as possibilidades estavam abertas. E, também por isso, viveu-se um voluntarismo que às vezes beirava a insanidade.</p>
<p>Como para mostrar que existe um abismo entre o desejo e sua realização, todas essas lutas terminaram, do ponto de vista prático, em derrotas inquestionáveis. No Brasil, o AI-5; na França, a volta de De Gaulle; em Praga, os tanques soviéticos; no México, o massacre da praça Tlatelolco; nos EUA, a eleição de Nixon, etc..</p>
<p>No entanto, do aparente fracasso, muita coisa ficou. Talvez mais no campo comportamental que no político. Apesar de a grande maioria das lideranças estudantis serem masculinas, deu-se um impulso vital ao feminismo e à igualdade entre os sexos. O autoritarismo foi questionado e cedeu em diversos níveis, nas famílias e nas escolas. Mesmo em instituições fechadas, como hospitais psiquiátricos, passou-se a questionar o &#8216;lugar do poder&#8217; com os movimentos antimanicomiais. A ordem era duvidar de tudo e o argumento de autoridade perdeu a razão de ser.</p>
<p>Quando se relembra a cronologia de 1968, pode-se perguntar como tanta coisa pôde acontecer em tão pouco tempo. Vivia-se como numa febre, em estado de exaltação permanente. Uma espécie de embriaguez política e cultural, que não deixou de fabricar a sua própria ressaca. O day after de 68 foi menos ameno em algumas praças do que em outras. Se o voluntarismo se associa à crença de que os métodos violentos devem ser empregados em algumas circunstâncias históricas, então 68 pode estar na origem das lutas armadas que ocorreram na América do Sul e na Europa. No Brasil, o AI-5 fechou as válvulas de escape da política e abriu caminho para as tentações da ação direta, que já existiam de forma embrionária (a guerrilha do Caparaó é de 1966). A Itália e a Alemanha tiveram de enfrentar grupos armados como as Brigadas Vermelhas e a Baader-Meinhoff. E o fizeram sem abdicar das liberdades democráticas, é bom que se diga.</p>
<p>Outro &#8217;subproduto&#8217; de 68, a apologia das drogas como forma de expansão da consciência, deve ser relativizado. Quem viveu aquele tempo sabe que as esquerdas brasileiras eram em geral muito &#8216;caretas&#8217; a esse respeito. As drogas circulavam mais na cultura 68 americana que nas outras. Depois sim, espalhou-se para outros países e generalizou-se nos anos 70. A droga foi mitificada como a chave para as portas da percepção (lembrando que o livro de Aldous Huxley, com esse título, é de 1954) e o seu potencial destrutivo e as implicações sociais quando ligadas ao crime organizado não eram percebidos ainda.</p>
<p>Talvez por tudo isso, mas também por propor uma sociedade menos hierarquizada em todos os níveis, 1968 seja permanente má referência para conservadores. Não por acaso, o atual presidente francês Nicolas Sarkozy, durante a campanha eleitoral, afirmou que havia chegado a hora de enterrar de vez o legado de 68. Responsabilizou o maio parisiense por um sem número de males como a confusão entre o bem e o mal, o verdadeiro e o falso, o belo e o feio. Disse até mesmo que 68 havia promovido o culto ao dinheiro, à especulação e ao lucro fácil. Só faltou culpar 68 pela cabeçada de Zidane em Materazzi. No entanto, em pesquisa da revista Le Nouvel Observateur, a maior parte dos seus compatriotas sustenta o contrário. A imensa maioria (77%) afirma que em 68 teria ficado com os estudantes e apenas 14% ao lado das forças da ordem. Os franceses entendem que 68 teve efeitos positivos sobre vários aspectos da vida social como a repartição de tarefas entre homens e mulheres, os direitos sindicais, a sexualidade, relações entre pais e filhos, costumes, a vida política, a relação entre professores e alunos.</p>
<p>Seja como for, parece que durante 1968 a História pisou fundo e acelerou. Em ritmo febril, muitas lutas foram perdidas e outras ganhas, num balanço ainda por fazer. Por isso, voltamos a 68 a cada data redonda. Dez anos atrás, a mesma revista Le Nouvel Observateur revisitava a primavera parisiense com um título que talvez a defina muito bem: &#8216;La fausse révolution qui a tout changé.&#8217; A falsa revolução que tudo mudou.</p>
<div style="text-align: center"><font face="times new roman,times"><img src="http://www.news.com.au/common/imagedata/0,,5263629,00.jpg" height="422" width="277" /></font></div>
<p align="center"> <font face="times new roman,times">Em 1968, nos jogos no Mexico, dois atletas norte-americanos Tommie Smith et John Carlos levantam o punho fechado durante a entrega das medalhas<br />
</font></p>
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		<title>França: A six mois de son congrès, le Parti socialiste a établi une nouvelle base idéologique</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Apr 2008 19:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
&#160;

Jean-Michel Normand &#8211; Le Monde
Pas d&#8217;envolées lyriques mais des phrases courtes, dans lesquelles chaque mot a été soigneusement pesé. La commission présidée par Alain Bergounioux, secrétaire national aux études du Parti socialiste, a mis au point une nouvelle déclaration de principes qui remplacera celle de 1990. Six mois avant le congrès de novembre, ce groupe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="articleText">
<p class="firstLine">&nbsp;</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.parti-socialiste.fr/img/logo.gif" alt="L'image “http://www.parti-socialiste.fr/img/logo.gif” ne peut être affichée car elle contient des erreurs." /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Jean-Michel Normand &#8211; Le Monde</strong></p>
<p class="firstLine"><span class="dropcap">P</span>as d&#8217;envolées lyriques mais des phrases courtes, dans lesquelles chaque mot a été soigneusement pesé. La commission présidée par Alain Bergounioux, secrétaire national aux études du Parti socialiste, a mis au point une nouvelle déclaration de principes qui remplacera celle de 1990. Six mois avant le congrès de novembre, ce groupe de travail, où toutes les sensibilités étaient représentées, avait pour mission de de jeter les bases idéologiques de la rénovation du PS. Largement consensuel – ce qui suggère que le parti est, sur le fond, moins divisé qu&#8217;il y paraît –, ce document est le fruit d&#8217;un grand accord politique. Il sera soumis au vote lors de la convention nationale du 14 juin, après avoir été validé par les fédérations, qui ne devraient apporter que des retouches limitées.</p>
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<p><script type="text/javascript"> if ( undefined !== MIA.Pub.OAS.events ) {    MIA.Pub.OAS.events["pubOAS_middle"] = "pubOAS_middle"; } </script>Le préambule du projet de déclaration de principes souligne que <em>&#8220;la nature du socialisme démocratique&#8221;</em> est <em>&#8220;d&#8217;aller à l&#8217;idéal et de comprendre le réel (…), d&#8217;assumer les tensions et les contradictions qui (…) font la vie humaine&#8221;</em>. L&#8217;article 1 rappelle l&#8217;objectif de parvenir à <em>&#8220;l&#8217;émancipation complète de la personne humaine&#8221;</em>, mais pose sans attendre le principe de <em>&#8220;la sauvegarde de la planète&#8221;</em>. Cette sensibilité environnementale se confirme à travers la reconnaissance d&#8217;un <em>&#8220;modèle de développement durable&#8221;</em> et l&#8217;affirmation du principe de précaution. <em>&#8220;Les socialistes sont partisans d&#8217;une économie sociale et écologique de marché&#8221;</em> – l&#8217;expression est inspirée par les partisans de Laurent Fabius –, poursuit le texte qui, legs strauss-kahnien, insiste sur l&#8217;obligation de favoriser un <em>&#8220;secteur privé dynamique&#8221;</em>.</p>
<p><strong>LE CONCEPT D&#8217;ETAT SOCIAL</strong></p>
<p><em>&#8220;Parti décentralisateur&#8221;</em>, le PS est partisan d&#8217;une <em>&#8220;économie de marché régulée par la puissance publique ainsi que par les partenaires sociaux&#8221;</em>. Il insiste sur la <em>&#8220;qualité de l&#8217;emploi&#8221;</em>, qui suppose <em>&#8220;une rémunération juste ainsi qu&#8217;une promotion professionnelle et sociale&#8221;</em>. Cette déclaration de principes emprunte aux sociaux-démocrates allemands le concept <em>&#8220;d&#8217;Etat social&#8221;</em>, ce qui la conduit à évoquer, mais avec d&#8217;infinies précautions, la réforme de l&#8217;Etat-providence. La formule utilisée n&#8217;aurait pas été récusée par Jacques Delors : <em>&#8220;La régulation (…) est un des rôles majeurs de l&#8217;Etat pour concilier l&#8217;économie de marché, la démocratie et la cohésion sociale&#8221;</em>. Le texte établit l&#8217;obligation <em>&#8220;de garantir pour tous la sécurité des personnes et des biens sans laquelle il n&#8217;y a pas de liberté réelle&#8221;</em>. La démocratie participative chère à Ségolène Royal est évoquée parmi les moyens qui permettent de promouvoir <em>&#8220;la délibération et la décision collectives&#8221;</em>.</p>
<p>Dans la lignée des travaux de leurs <em>&#8220;forums de la rénovation&#8221;</em>, les socialistes refusent de considérer <em>&#8220;la nation comme une juxtaposition de communautés&#8221;</em>. Ils la définissent <em>&#8220;comme un contrat entre citoyens libres et responsables&#8221;</em>, non sans préciser l&#8217;obligation de veiller <em>&#8220;à ce que chacun accomplisse aussi ses devoirs vis-à-vis de la collectivité&#8221;</em>.</p>
<p>Assez peu disert sur la mondialisation, le document revendique, par ailleurs, <em>&#8220;un ordre international juste et respecté&#8221;</em>. L&#8217;article 17, affirmant que <em>&#8220;le Parti socialiste est un parti européen&#8221;</em> qui <em>&#8220;revendique le choix historique de l&#8217;Union européenne&#8221;</em>, est le seul à ne pas avoir fait l&#8217;unanimité au sein de la commission puisque Jean-Luc Mélenchon, qui représente une partie de la gauche du PS, s&#8217;est abstenu. L&#8217;histoire se répète : en 1990, c&#8217;est déjà la question européenne qui avait été à l&#8217;origine du seul vote contre, de la part du courant de Jean-Pierre Chevènement.</p>
<p><strong>LA FIN DES &#8220;RAPPORT DE CLASSE&#8221;</strong></p>
<p>Sur un plan plus doctrinal, le projet de déclaration ne fait plus mention des <em>&#8220;rapports de classe&#8221;</em> et, pour la première fois, s&#8217;abstient désormais de toute allusion au terme de <em>&#8220;révolution&#8221;</em>. Le PS se définit <em>&#8220;ancré dans le monde du travail&#8221;</em> et affirme sa volonté <em>&#8220;d&#8217;exprimer l&#8217;intérêt général du peuple français&#8221;</em>. Le PS confirme sa nature <em>&#8220;réformiste&#8221;</em> tout en se voulant porteur <em>&#8220;d&#8217;un projet de transformation sociale radicale&#8221;</em>. Cependant, conscient que <em>&#8220;celle-ci ne se décrète pas&#8221;</em>, il est prêt à <em>&#8220;changer la vie par la loi et le contrat&#8221;</em>. Dernière précision qui a son importance, le Parti socialiste entend rassembler non pas toutes les forces de la gauche mais <em>&#8220;toutes les cultures de la gauche&#8221;</em>. Une formulation habile qui suggère qu&#8217;un élargissement de sa stratégie d&#8217;alliances ne serait pas impie.</p>
<p>Enfin, les rédacteurs de ce texte glissent, dans le 21<sup>e</sup> et dernier article, que le PS <em>&#8220;ne se résigne pas aux divisions de l&#8217;histoire&#8221;</em>. A travers cette redéfinition en 21 points de l&#8217;identité d&#8217;un parti qui ne fait plus mystère de son ambition d&#8217;incarner toute la gauche, certains socialistes pince-sans-rire voient une réplique aux 21 conditions posées au congrès de Tours par les communistes, lors de la scission de 1920.</p>
<div class="lien">
<div class="author"><strong>Jean-Michel Normand &#8211; Le Monde<br />
</strong></div>
</div>
</div>
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		<title>MAIO 68 &#8211; Contestação mundial</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Apr 2008 08:30:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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JOSEP RAMONEDA &#8211; El País
La efervescencia revolucionaria de 1968 terminó con diferentes derrotas, pero dejó la prevalencia de la cultura de la sospecha y la autonomía del individuo. Cuarenta años después de aquella revuelta civil protagonizada por los jóvenes, el reto de la sociedad global es recuperar las actitudes que permitan enfrentarse a las nuevas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.elpais.com/recorte/20080418elpepucul_5/XLCO/Ies/20080418elpepucul_5.jpg" alt="L'image “http://www.elpais.com/recorte/20080418elpepucul_5/XLCO/Ies/20080418elpepucul_5.jpg” ne peut être affichée car elle contient des erreurs." height="404" width="550" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>JOSEP RAMONEDA &#8211; El País</strong></p>
<p>La efervescencia revolucionaria de 1968 terminó con diferentes derrotas, pero dejó la prevalencia de la cultura de la sospecha y la autonomía del individuo. Cuarenta años después de aquella revuelta civil protagonizada por los jóvenes, el reto de la sociedad global es recuperar las actitudes que permitan enfrentarse a las nuevas formas de autoritarismo.<br />
<strong><br />
1 La efervescencia revolucionaria</strong></p>
<p>El 68 fue en diversos lugares del mundo un año de efervescencia revolucionaria. La expresión es de Claude Lefort y me parece que define mucho mejor la realidad de los hechos que la palabra revolución. Ni en Berkeley, ni en Tokio, ni en Roma, ni en Berlín, ni en París, ni en Varsovia, ni en México, por citar los principales escenarios de aquella movida, estuvo en juego el poder político ni su ocupación entraba realmente en las expectativas de quienes llenaban las calles con sus protestas. La única excepción fue Praga, pero no se trataba de un proyecto revolucionario sino de un proceso de cambio desde el poder. Y fue la contrarrevolución ?la ocupación del país por los tanques del Pacto de Varsovia, dirigida desde el Kremlin la que echó a los que pretendían que el socialismo evolucionara hacia formas democráticas, en sintonía con los ciudadanos.</p>
<p>A lo sumo podría hablarse de revolución cultural, como hizo Fernand Braudel, en la medida en que los tres ámbitos principales de la cultura ?la familia, los media y la enseñanza sufrieron una sacudida que les cambiaría profundamente. La gran movida fue breve y en la mayoría de los lugares se impuso el retorno al orden, la reacción restauradora. De forma brutal en Polonia y en Checoslovaquia, de forma democrática en Occidente: basta recordar que en junio el general De Gaulle arrasó en las urnas y en noviembre, Nixon gana las elecciones en Estados Unidos. La revuelta por tanto se saldó con un fracaso. Pero se había puesto en marcha un proceso, lento pero imparable, de cambio de costumbres y modos de vida, cuyos efectos políticos y legales se fueron concretando lentamente. Hoy todavía se está dando cuerpo jurídico (en España en la pasada legislatura, por ejemplo) a derechos y libertades que tienen su origen en aquel impulso. El año 1968 fue el inicio de la transición liberal que culminaría en el año 1989 con la caída de los regímenes de tipo soviético. Después vino la revolución conservadora que ha hecho de la supuesta herencia de mayo el enemigo a batir. Con la cristalización de una nueva hegemonía autoritaria se cierra, a los cuarenta años de su inicio, el paradigma que entonces se abrió.</p>
<p><strong>2 La dimensión universal</strong></p>
<p>Aquella efervescencia revolucionaria mundial tenía obviamente peculiaridades específicas en cada lugar. En plena guerra fría, con el mundo dividido en dos bloques, la gran contestación se enfrentaba a dos formas de poder, el imperialismo americano y el imperialismo soviético. De modo que distintas eran las formas de opresión contra las que se movilizaban unos y otros y distintas eran las condiciones en que la agitación se producía. El periodista polaco Adam Michnick, en una entrevista en Le Monde, lo explicaba así: Los eslóganes que se gritaban en La Sorbona o en Berlín oeste estaban dirigidos contra el capitalismo, la sociedad de consumo, la democracia burguesa y también contra Estados Unidos y la guerra de Vietnam. Para nosotros era una lucha por la libertad en la cultura, en las ciencias, en la memoria histórica, por la democracia parlamentaria y, en fin, especialmente visible en Checoslovaquia, contra el imperialismo soviético, no el americano.</p>
<p>Muchas de aquellas movidas tuvieron su origen en el mundo universitario. Así fue en Berlín, donde desde el año anterior se habían producido múltiples acciones estudiantiles por la reforma de la Universidad, contra la gran coalición que gobernaba Alemania y contra la guerra de Vietnam. Un grave incidente, la muerte de Benno Ohnesorg a tiros de un policía, durante una manifestación, el 2 de junio de 1967, radicalizó el proceso. Los estudiantes lanzaron una dura campaña contra los medios de comunicación del grupo Springer a los que acusaron de manipular los hechos: la prensa entraba en el campo de visión de los contestatarios. Un año más tarde, en abril de 1968, el principal líder del movimiento, Rudi Dutschke, sufrió un atentado perpetrado por un joven ultraderechista, Josef Bachman.</p>
<p>En México, también fueron los estudiantes con voluntad de liberalizar el mundo universitario los que protagonizaron las movilizaciones que acabarían trágicamente el 2 de octubre del 68 con la matanza de la plaza de Tlatelolco, en vigilias de los Juegos Olímpicos. Nunca se ha sabido el número de personas que murieron allí, cuando un Batallón Olimpia progubernamental empezó a disparar contra la multitud. También en Estados Unidos, los estudiantes del campus de Berkeley tuvieron un protagonismo destacado en una movida de carácter contracultural. Pero la guerra de Vietnam y la cuestión de los derechos civiles desbordaron en mucho el ámbito universitario. En 1964, bajo la presidencia de Lyndon Jonson, se aprobó la Civil Rights Act, que reconocía a los negros los derechos de los que estaban desposeídos. Fueron años en que las organizaciones proderechos civiles adquirieron mucha fuerza en la lucha por los derechos de las minorías. Pero el 4 de abril de 1968, Martin Luther King fue asesinado por James Earl Ray en Memphis, un atentado que nunca ha quedado plenamente esclarecido. El 17 de octubre, en los Juegos Olímpicos de México, los atletas americanos Tommie Smith y John Carlos, medallas de oro y bronce en doscientos metros lisos, al subir al podio levantaron el puño con un guante negro, mientras sonaba el himno americano para manifestar su pertinencia al Black Power.</p>
<p>Por supuesto, en París fue la Universidad, Nanterre, concretamente, el motor de la movida por cuestiones que tenían que ver con la liberalización de las costumbres. Las primeras protestas fueron contra la separación de sexos en las habitaciones de la residencia de estudiantes. El 22 de marzo la ocupación de la Universidad acabó con una acción disciplinaria contra algunos líderes estudiantiles. Ante un tribunal universitario, según ha relatado Alain Touraine, que ejerció de defensor, se dio este diálogo entre el presidente y Daniel Cohn-Bendit:</p>
<p>¿Estaba usted el 22 de marzo en la Facultad?</p>
<p>No, no estaba en la Facultad.</p>
<p>¿Dónde estaba entonces?</p>
<p>En mi casa.</p>
<p>¿Y que hacía usted en su casa a las tres de la tarde?</p>
<p>Hacía el amor, señor presidente, algo que a usted seguramente no le ha ocurrido nunca.</p>
<p>Después el movimiento iría creciendo, ocupó La Sorbona, se hizo fuerte en las calles y callejuelas del Barrio Latino, consiguió la alianza con los trabajadores que dio lugar a una huelga general sorpresa y a la gran manifestación del 13 de mayo.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.elpais.com/recorte/20080419elpepucul_2/XLCO/Ies/20080419elpepucul_2.jpg" alt="L'image “http://www.elpais.com/recorte/20080419elpepucul_2/XLCO/Ies/20080419elpepucul_2.jpg” ne peut être affichée car elle contient des erreurs." height="404" width="550" /></div>
<p>Incluso en Polonia, el origen de las movilizaciones estuvo en los estudiantes y los intelectuales. Fue la suspensión de la representación teatral de una obra de Adam Mickiewicz, el más reconocido de los autores polacos, en el Teatro Nacional de Varsovia, la que desencadenó un movimiento contra la dictadura comunista que fue liquidado en tres semanas con una fuerte represión.</p>
<p>Pero con todas sus peculiaridades y diferencias, había un doble factor común a casi todas estas contestaciones, que es el que permite hablar de una gran contestación liberal: la crítica al autoritarismo y el antisovietismo. Y una doble novedad: el protagonismo de los jóvenes y el carácter civil alejado de las estructuras de poder de la revuelta.<br />
<strong><br />
3 El nuevo sujeto político</strong></p>
<p>Por primera vez, los jóvenes, en diversos lugares del mundo asumían el papel de sujetos del cambio social. Sin duda, tiene ello que ver con el bienestar de los años de posguerra, con la demografía que consolidaba la juventud como un periodo singularizado de la vida y con la extensión social de la enseñanza superior. Casi todas las movidas del 68 tienen en las universidades su punto de partida. Casi todas ellas eran la reacción frente a formas cristalizadas de autoritarismo.</p>
<p>Hay cierta tradición filosófica que explica la sociedad como un compuesto de tres partes: el ámbito familiar (la vida privada); el espacio intermedio en que los individuos tejen relaciones e intercambian mercancías e ideas (lo que se acostumbra a denominar como sociedad civil) y el ámbito del poder político (el espacio público por antonomasia). La contestación del 68 fue un intento, desde este espacio civil intermedio, de romper la presión asfixiante de un espacio familiar y un espacio político claramente retardatarios, que empezaban a ser un obstáculo para el desarrollo de las sociedades modernas. Estados Unidos y Europa vivían momentos de expansión económica. Una generación de jóvenes se encontraba ante la posibilidad de pensar en algo más que los problemas de subsistencia, pero chocaba con una cultura y unas costumbres muy rígidas a derecha e izquierda (la moral de la cultura comunista, incluso en Europa occidental, no era menos restrictiva que la moral de la cultura conservadora). Las universidades crecían y se masificaban y el choque entre los estudiantes y el viejo orden académico era inevitable. La sociedad cambiaba pero el mundo familiar y el mundo político se regían por normas cada vez más obsoletas. Los estudiantes buscaban crear espacios libres donde romper los esquemas de la moral dominante. El Barrio Latino parisino se convertía así en una metáfora topológica: un lugar común en el que cada cual pudiera actuar con plena autonomía. La contestación terminó mal en todas partes, pero la liberalización de las costumbres, la desjerarquización de las relaciones sociales y la consolidación de los movimientos en defensa de los derechos civiles no dejaron de hacer camino desde aquel momento.</p>
<p>Es verdad que en las movidas europeas había un importante componente anticapitalista en el discurso y una empanada ideológica en la que coincidían los acentos libertarios con diversas familias de extrema izquierda, desde el trotskismo hasta el maoísmo, con discursos situacionistas y con muchas dosis de espontaneísmo crítico. Pero el principal elemento común era el antiautoritarismo, en todos los ámbitos: familiar, social y político. Lo que se traducía en una desconfianza en las instituciones, empezando por el Estado. Naturalmente, en los países comunistas el antiautoritarismo apuntaba directamente a los regímenes de tipo soviético y el marco de la contestación era la respuesta desesperada a la opresión totalitaria. Pero en Europa occidental, donde la revolución, como dijo Raymond Aron, tenía algo de quermés, el antisovietismo acompañaba al discurso anticapitalista, especialmente en aquellos países en que los partidos comunistas eran muy fuertes como Italia y Francia y se les consideraba parte del mismo establishment retardatario contra el que iban las movilizaciones. En ambos países, los partidos comunistas jugaron un papel fundamental en la restauración del orden.<br />
<strong><br />
4 Las derrotas</strong></p>
<p>La contestación terminó mal en todas partes. Si de una revolución convencional se hubiese tratado, habría que decir que la derrota fue total y absoluta. Puesto que distintas eran las circunstancias, distintas fueron las derrotas y sus consecuencias.</p>
<p>En los países del Este se impuso la represión. Pero en Varsovia, aunque el movimiento fue desmantelado en sólo tres semanas, aquellas movilizaciones están en el inicio de lo que después sería el sindicalismo cristiano tan decisivo en la caída del régimen comunista. En Checoslovaquia, el retroceso fue extraordinario. La sustitución de Dubcek por el colaboracionista Husak un año después de la entrada de los tanques impuso una brutal normalización que hundió al país en una especie de purgatorio. Pero Checoslovaquia era realmente diferente de los demás porque allí sí que lo que estaba en juego era el poder, el intento de transformar el socialismo iniciado por un grupo de dirigentes comunistas.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.elpais.com/recorte/20080418elpepucul_9/XLCO/Ies/20080418elpepucul_9.jpg" alt="L'image “http://www.elpais.com/recorte/20080418elpepucul_9/XLCO/Ies/20080418elpepucul_9.jpg” ne peut être affichée car elle contient des erreurs." height="404" width="550" /></div>
<p>En Estados Unidos, la tensión se desplazó a la guerra de Vietnam. 1968 fue el año de la matanza de My Lai. La tremenda herida, todavía hoy no suturada, del desastre de Vietnam marcó un par de generaciones americanas. La movilización universitaria perdió fuerza y los movimientos de derechos civiles también. La victoria electoral de Nixon cerró las esperanzas de una década que había empezado con el optimismo kennedyano. Los setenta fueron años muy amargos en Norteamérica.</p>
<p>Los acuerdos entre el Gobierno y los sindicatos dinamitaron Mayo del 68 en Francia al sacar a los trabajadores de la movida. La derecha ganó arrolladoramente las elecciones, después de una masiva manifestación de apelación al orden en cuya primera fila resulta todavía hoy llamativa la presencia de un rebelde convertido al gaullismo como André Malraux. De Gaulle, herido de muerte, se fue un año más tarde. Y con él quizás el símbolo más imponente de la vieja cultura social y política. Una parte de los jóvenes de Mayo alimentó a los partidos de extrema izquierda, que todavía hoy tienen presencia electoral en Francia. Algunos grupúsculos desaparecieron pronto, como los encuadrados en el delirio maoísta, pero nos dejaron la imagen de Sartre inculpado por vender La Cause du Peuple y una frase memorable del general De Gaulle: ?No se puede condenar a Voltaire?. Otros buscaron la ruptura con la sociedad en el mundo rural, donde todavía quedan restos de las comunas de la época. La violencia política no cuajó. Action Directe, el grupúsculo terrorista más importante, tuvo vida efímera. La mayoría se incorporó paulatinamente a la normalidad democrática.</p>
<p>Donde el día después resultó más doloroso fue en Alemania y, especialmente, en Italia. En Alemania, la Baader-Meinhoff puso el terrorismo en escena, aunque fue un fenómeno limitado a un número pequeño de personas. Italia viviría la experiencia de los años de plomo, en que la violencia de extrema izquierda y de extrema derecha hizo estragos en una espiral que degradó profundamente la vida civil y alcanzó las tripas del Estado italiano, ya por sí muy corrupto.</p>
<p>La matanza de la plaza de las Tres Culturas de México fue en cierto modo el anuncio de una enorme contracción autoritaria en América Latina.<br />
<strong><br />
5 Las herencias</strong></p>
<p>La gran contestación del 68 fue una sorpresa. Había una cierta sensación de estancamiento, de inmovilismo, en la Europa de las treinta gloriosas, un balneario protegido por el paraguas nuclear de la guerra fría. De maneras distintas, Daniel Bell y Herbert Marcuse habían advertido sobre la capacidad del sistema de integrar sus contradicciones. El desenlace de la efervescencia revolucionaria del 68 confirmó sus hipótesis. El sistema fue perfectamente capaz de asumir, trillar y triturar aquella negatividad que por unos meses alimentó el sueño del gran cambio. Y el proceso de liberalización que se puso entonces en marcha siguió caminos a veces contradictorios y, a menudo, lejanos de aquel impulso inicial. El discurso del 68 tenía mucho de libertario y de crítico con el Estado, más tarde la crítica del Estado, en manos de los liberales conservadores que pusieron en marcha la revolución de los ochenta y noventa ésta sí que concernía directamente a la conquista del poder se convirtió en desprestigio y debilitación del Estado en lo económico y en despliegue del control social en lo político.</p>
<p>La amalgama ideológica era tal que se hace difícil establecer los referentes ideológicos de aquellas movidas. Las apelaciones al marxismo, al trotskismo y al leninismo eran abundantes. Pero fue significativo el énfasis en la relación entre sexo, psicología y política que llevó a nombres como Freud o Reich. También el situacionismo tuvo su voz. Y en América cuajó la vía contraculturalista que acompaña a la cultura hippy. Herbert Marcuse por sus análisis de la relación entre economía, tecnología, cultura y subjetividad y por su crítica al marxismo ortodoxo fue considerado uno de los referentes. Raymond Aron habla de Les heritiers, de Pierre Bourdieu, como libro de cabecera de la movida francesa. También de la noción de grupo de fusión de la Crítica de la razón dialéctica, de Sartre. En cualquier caso, los filósofos de la sospecha, el trío Marx-Freud-Nietzsche, articularon, especialmente en Francia, buena parte del pensamiento de la época.</p>
<p>Aquella experiencia marcó a la generación de los que el año 1968 rondábamos la veintena. Por un lado, pesó sobre nosotros lo digo así, porque es mi generación el habernos autoungido como la generación moderna por excelencia. Ha costado entender que el tiempo pasa para todos y que la patente de modernidad no tiene dueño. Por otra parte, la pulsión antiautoritaria probablemente la mejor herencia de aquellos años también generó monstruos. He dicho, a veces, que fuimos mucho mejores hijos en la medida en que supimos plantar cara a nuestros padres, que padres, en la medida en que no hemos osado plantar cara a nuestros hijos. Con nuestra actitud y la potencia integradora de las contradicciones que el capitalismo tiene, les hemos dejado sin espacio para la transgresión. Otros perdedores, víctimas de cierta frivolidad que acompañó a la contestación, de los que nunca se habla, son la generación de la droga, los que pensaron que la fiesta continuaba en la heroína y lo pagaron con la vida.</p>
<p>El paradigma que se abrió hace cuarenta años con la contestación de las formas de autoridad dominantes, a uno y otro lado de la guerra fría, se ha agotado. La transición liberal culminó con el hundimiento de los sistemas de tipo soviético y con la fantasía de que el triunfo de la democracia liberal significaba el fin de la historia. Después vino la restauración conservadora que se estrelló en la guerra contra Irak tras imponer el discurso de la seguridad como forma del autoritarismo en la sociedad de la información. Como ha escrito Fred Halliday, la invasión norteamericana de Irak en 2003 supuso para los ideales y para la legalidad de la intervención humanitaria lo mismo que supuso la invasión de Hungría en 1956 y de Checoslovaquia en 1968 para el comunismo internacional?. Un ciclo se cierra.</p>
<p>Para mí, lo mejor de la herencia del 68 es la cultura de la sospecha, la actitud que consiste en poner siempre en cuestión cualquier enunciado que se nos ponga por delante y no dar nunca por definitivas las ideas recibidas; y el acento libertario, la autonomía del individuo frente a todas las promesas comunitaristas, culturales o religiosas. Cuarenta años después estas dos actitudes se echan de menos a la hora romper las nuevas formas de autoritarismo basadas en el triángulo que forman la seguridad como ideología, la competitividad como principio de vida y el sálvese quien pueda como destino.</p>
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		<title>Nicolás Casullo: &#8220;a briga dos Kirchner com a mídia é positiva&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 16:57:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[El pensador argentino sostiene en Las cuestiones (Fondo de Cultura Económica) que las utopías pertenecen al pasado. En esta entrevista, dice que el fracaso de la revolución socialista ha cancelado en cierto modo no solo el futuro de las sociedades, sino también el de la historia. Pero las marcas de esa tradición han hecho que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>El pensador argentino sostiene en Las cuestiones (Fondo de Cultura Económica) que las utopías pertenecen al pasado. En esta entrevista, dice que el fracaso de la revolución socialista ha cancelado en cierto modo no solo el futuro de las sociedades, sino también el de la historia. Pero las marcas de esa tradición han hecho que en la Argentina subsista un fuerte sentido de reivindicación social</strong></p>
<p align="center"><a href="javascript:void(0)" onclick="javascript:VentanaAbrir('/Varios/GaleriaImagenes/GaleriaImagenes.asp?nota_id=1000494&#038;imagen_id=807800&#038;categoria_id=812&#038;publicacion_id=18083', 'galeriaImagenes', 700, 550, 'no')"><img src="http://adncultura.lanacion.com.ar/anexos/imagen/08/807800.JPG" class="focal" style="margin: 4px 0pt" width="275" /></a><br />
<font size="1"><span class="nota-epigrafe">Casullo</span><span class="nota-epigrafe"> Foto: Rafael Calviño</span> </font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Por Alejandra Folgarait &#8211; Para LA NACION &#8211; BUENOS AIRES, 2008</strong></p>
<p>En una vieja casa con escaleras de mármol que se resiste a formar parte del Barrio Norte porteño, Nicolás Casullo tiene su hogar y su escritorio tapizado de libros. Con amabilidad y calma que contrastan con su fama de polemista rebelde, recibe a adn CULTURA en un día caluroso. En cuanto se sienta en su sillón de trabajo, el hombre de letras rinde homenaje a los autores que ama: Sartre y Cortázar, Martínez Estrada y Faulkner, Marx y Borges, Macedonio Fernández y Shakespeare iluminan la mirada del profesor de Historia de las Ideas y de Historia del Arte de la Universidad de Buenos Aires y de la Universidad de Quilmes.</p>
<p>El autor del libro Las cuestiones (FCE, 2007) recupera el concepto de memoria para ubicar la utopía no en lo que vendrá sino en el pasado, en esos aconteceres que narran con distintas voces lo vivido. En esa memoria histórica, que puede remontarse tanto a Antígona como a la Revolución Francesa o los años setenta en la Argentina, Casullo busca desentrañar los problemas latentes del país y del mundo. Desde una perspectiva sociológica y filosófica, el erudito apasionado por el fútbol pronostica que los medios de comunicación serán el tema central durante los próximos 25 años.</p>
<p><strong>-Escribir un libro de ensayos de 500 páginas en una época en la que apenas se lee por Internet ¿es un acto de audacia o de resistencia?</strong></p>
<p>-Hay una audacia, porque no es un remedio que alguien está pidiendo. Nadie le pide a uno que escriba. Hay cierta soberbia en el autor que dice: &#8220;Tomá, acá tengo 500 páginas, y me las tenés que leer porque yo pienso esto&#8221;, en una sociedad a la que hasta los textos de los diarios le parecen un poco largos. Siempre digo que es una resistencia romántica. Porque los románticos resistían sabiendo que iban a perder, iban a ser derrotados. Pero ellos querían dejar testimonio de que habían dado batalla. Cuando viene el mundo moderno, con sus máquinas y sus técnicas, el romántico que ama los grandes valores tradicionales enfrenta ese mundo sabiendo que va a perder. El libro tiene algo de esa resistencia, de plantear cosas y saber que, frente a otras cosas potentes, va a ser arrasado, que es una gota en el mar. Es que la tarea intelectual es básicamente confrontar, partir siempre de que hay cosas en el mundo que lo hacen injusto, irracional y que habría otra posibilidad de mundo. Entonces uno insiste.</p>
<p><strong>-En Las cuestiones usted sostiene que el futuro queda cancelado cuando la revolución es derrotada, ya que era la revolución marxista la que planteaba un horizonte a la humanidad. ¿Cómo se piensa ahora, entonces, lo que vendrá?</strong></p>
<p>-En términos personales, lo pensamos siempre por esa pasión humana por la que nos vemos en la vida: nos vemos casados, nos vemos pensando que el hijo va a ser más grande en términos personales, el futuro nunca está cancelado. En términos de situarnos en una cultura, en una civilización, sí está bastante cancelado. Porque la revolución, la revolución socialista, adscribiera uno a ella o no, era la forma en que la modernidad iba a resolver su propia invención, en un mundo donde, además de los adelantos técnicos, todo se iba a realizar en igualdad, fraternidad, en el fin de las diferencias entre los hombres. Eso estaba ahí latente: la idea de que el mundo marchaba hacia una mayor igualdad. Hoy podemos decir que el resultado de esa revolución fue tan catastrófico que no el futuro sino el desarrollo de la historia está cancelado. Hoy no existe en el mundo una respuesta para la pregunta &#8220;¿Hacia dónde vamos?&#8221;. Es una situación confusa. La historia perdió un sentido muy fuerte. Hoy la historia es lo que hay, como dicen los jóvenes.</p>
<p><strong>-¿Esto afecta tanto a la derecha como a la izquierda?</strong></p>
<p>-Sí, exactamente. La izquierda era la que asumía la responsabilidad y el compromiso de un mundo posterior al capitalismo, un mundo que, como decía Marx, iba a ser el pasaje de la prehistoria a la historia definitiva. Una cosa casi bíblica, un camino hacia la realización plena de la humanidad. Hoy eso lo tenemos más en duda. Hoy no sabemos si la historia tiene un sentido. Tampoco sabemos si la historia se realiza con una felicidad para todos, como decía el liberalismo. O con una igualdad general, como decía el Estado de Bienestar keynesiano. Esto no está muy pensado. Seguimos viviendo como si siguiese existiendo. Y si nos damos cuenta de que no existe más, nos distraemos un poco y hablamos de otra cosa.</p>
<p><strong>-¿Y Cuba?</strong></p>
<p>-Cuba creo que forma parte de la misma crisis de este paradigma. Creo que es un ejemplo de todo el recorrido de esta historia que culmina en la revolución como pasado. Hace 30, 35 años, aparecía como un elemento fuerte de vanguardia en el cambio histórico. Acontecidos estos años, no solo Cuba sino también la Unión Soviética, China y las izquierdas derrotadas en América latina -tanto las violentas como las no violentas- forman parte de ese derrumbe de un paradigma, de un horizonte fuerte que impulsaba. Ojalá que Cuba pueda asumir un socialismo de corte plural. De todos modos, creo que la idea de que la revolución estaba adelante permitió, con sus errores y horrores, hacer crecer los reclamos y las conquistas de masas. Y también ese modelo ayudó a afianzar la democracia, a integrar masas marginadas en el escenario de la historia y a lograr conquistas sociales que mi abuelo no hubiera concebido lograr. Por ejemplo, la Argentina es un país de enorme capacidad de reivindicación social.</p>
<p><strong>-¿Hoy dónde está puesta esa capacidad?</strong></p>
<p>-Se la ve permanentemente. No es una sociedad que se calme, que acepte. Es una sociedad con un fondo de justicia y de reclamo social muy fuerte y muy consciente, que no retrocede en sus demandas, a menos que venga una dictadura. En democracia, es una sociedad donde si dos chicos mueren porque no hay un semáforo, ahí hay quinientas personas reclamando un semáforo. Es una sociedad que se destaca en ese sentido del resto de América latina. Yo he conversado allá por 1998 con piqueteras jujeñas que estaban toda la noche en la ruta con las antorchas y decían: &#8220;Yo quiero que mis dos hijos vayan a la universidad, por eso estoy peleando&#8221;. En otros países de América Latina, nadie va a escuchar ese reclamo. En este sentido, creo que hay que revalorizar lo que de justicia social y de política de conciencia planteó el peronismo.</p>
<p><strong>-¿Esa es la herencia del peronismo?</strong></p>
<p>-Es un piso en el cual los ya no peronistas o los jóvenes que no vivieron el peronismo dicen: &#8220;Yo esa injusticia no la voy a padecer&#8221;. Lo mismo ocurre con cualquier reclamo. Las protestas que hay en las ciudades de este país por la violencia son una herencia de la típica protesta social del peronismo. Es la lógica: se sale y se protesta y se reclama. Y yo tengo derecho.</p>
<p><strong>-Hoy parece encarnarse esa protesta en los piqueteros</strong></p>
<p>-Hay piqueteros que son hacendados, que también salen a cortar las rutas. Salen [los argentinos] con Blumberg, salen con el piquete, salen porque en la escuela apareció un olor raro, porque hay un violador en el barrio. Eso tiene un fondo, tiene una historia en 1945 que generó una conciencia, un piso de protesta muy fuerte. Hay un reclamo de justicia permanente.</p>
<p><strong>-También puede verse como una queja permanente, típicamente argentina, y una incapacidad de hacer, de formular soluciones en vez de protestar tanto.</strong></p>
<p>-Sí, exactamente. También hay otras circunstancias dignas de ser atendidas, como la victimización. Parece que la víctima tiene un derecho superior. La indignación se transforma en una verdad y no necesariamente es así. Una madre puede estar reclamando indignada, expresando un dolor que le comprendo, pero puede no tener la verdad. Hay un producto de una Argentina que se siente víctima, que fue víctima de violencia, de guerras perdidas, de frustraciones democráticas, que ha hecho de la victimización una ideología peligrosa. Si todos nos ponemos en el espacio de víctima, es casi imposible gobernar la Argentina, porque estamos reclamando algo de manera patológica.</p>
<p><strong>-¿Tiene esto relación con el tratamiento que les dan los medios de comunicación a las víctimas de robos, accidentes, asesinatos?</strong></p>
<p>-Sí, totalmente. Soy un investigador en medios de comunicación y puedo decir que tienen una llegada mucho mayor que un senador, un diputado o el propio presidente. En ese sentido, encuentro una enorme irresponsabilidad, una enorme falta de compromiso, una enorme incapacidad de educar, de formar. Más bien veo una competencia por ver quién encuentra en el peor momento al peor sujeto para que diga las peores cosas, a los gritos, y con eso tiñe el día. El día se transforma en el asesinato de una muchacha o en un motoquero caído. Hay una búsqueda permanente de la víctima. Y más: muchas veces es la víctima la que cuenta todo, la que da la noticia. Lo que no es víctima es aburrido, es chato.</p>
<p><strong>-Pero los medios también reflejan una sociedad que busca ese tipo de noticias</strong></p>
<p>-Ya no estamos en etapa de los medios como cuarto poder, como importantes. Hoy estamos en una sociedad mediática. Los alumnos de la facultad esperan a los canales de televisión para salir a hacer una marcha, y son cien, no tienen por qué ser mil. Lo mismo el tipo que va a ser entrevistado: no se asusta del canal; por el contrario, dice: &#8220;Vení que yo te voy a contar cómo fue&#8221;. Una sociedad mediática es una sociedad cuya única lógica es lo mediático, solo puede hablar de algo que está mediado. Hablamos de algo que vimos en televisión o escuchamos en la radio. Y todo el tiempo estamos predispuestos a intervenir en eso. En una sociedad mediática, lo que menos importa es lo que dice el diputado. El problema de una sociedad mediatizada es el del narrador omnisciente: alguien te está escribiendo la historia y vos no te das cuenta. Los medios son como la verdad natural. Pero deben rendir cuenta de lo que están haciendo.</p>
<p><strong>-También cada uno elige cómo le cuentan la historia. Por eso compra un diario y no otro .</strong></p>
<p>-Eso, en la prensa gráfica. Pero en la televisión, es una misma lógica la que atraviesa todo. Los medios de comunicación son la gran temática de los próximos 25 años. De acuerdo con cómo encaren los medios su propia responsabilidad informativa y formativa, va a haber sociedades patologizadas o sociedades sabias. Y ahí adentro va a estar el político, como un dato más.</p>
<p><strong>-Si vivimos por los medios y para ellos, ¿cómo se puede actuar fuera de su lógica?</strong></p>
<p>-Es muy difícil. La sociedad de masas, acelerada, tecnificada, con crisis brutales, parecería que necesitara de un adormecimiento, de entretenimiento, de vaciado, que lo dan los medios. Por otra parte, los noticieros de televisión son los que hoy manejan la tragedia, con sus locutores ubicados allá lejos y arriba, como en el Olimpo. El noticiero es el gran teleteatro diario. La política aparece en un 10 a 15% del contenido. El 85% restante es la mujer muerta por el marido, el choque violento, una protesta. Creo que es una falta de cultura periodística, que no se ve en otros noticieros del mundo. La CNN puede mostrar catástrofes en todo el mundo y no lo hace. El noticiero argentino es populista en el peor sentido de la palabra; es agitador.</p>
<p><strong>-En su libro, valora como positiva la pelea de Kirchner con los medios para ver quién impone la agenda pública. ¿Es así?</strong></p>
<p>-Claro, yo creo que el gran logro de Kirchner es que volvió a hacer presente el sillón de Rivadavia. Dijo: &#8220;Esta es la política&#8221;. La política está por encima de los ganaderos, de los formadores de precios, de las empresas privatizadas. Lo hizo en una Argentina donde todo estaba invertido, todo eran lobbies , donde la política tenía un peso nulo. Si mañana es presidente Macri, va a hacer lo mismo. Es un corte epocal. Es decir: &#8220;El que está en la Rosada tiene el poder&#8221;. En particular, tiene el poder sobre los grandes poderes en la Argentina: el gran empresariado, el establishment , la Iglesia, las Fuerzas Armadas. En este sentido, me parece que Kirchner le devolvió al sillón de Rivadavia una estatura, una jerarquía que en la Argentina no había. Gobierna la política. Y hay que discutirles la agenda a los medios, que no pueden ser los partidos opositores.</p>
<p><strong>-¿En qué medida el populismo tiene que ver con el peronismo?</strong></p>
<p>-En mucho. El peronismo fue una experiencia populista fuerte, que generó formas de actuación y, sobre todo, una relación con la idea de pueblo, de sociedad, que en la Argentina es muy precisa. El peronismo santificó al pueblo. Para bien o para mal, lo puso como una figura donde acontece la verdad. Esto es típico del populismo: la idea de que el pueblo tiene la verdad. Hoy los medios inventaron una palabra: lagente . Es la gente la que tiene la verdad. Eso es lo que yo llamo populismo y hoy podríamos decir que todos somos populistas. Hay una historia latinoamericana muy fuerte en relación con los caudillos, la constitución de la política a través de la figura, la masa, el síganme. Yo defiendo el populismo latinoamericano más allá de sus errores porque pienso que es la única historia popular que tuvo América latina.</p>
<p><strong>-¿Y el kirchnerismo?</strong></p>
<p>-El kirchnerismo es un populismo que trata de dejar atrás el populismo. Es muy difícil situarse dentro del peronismo sin plantearse las viejas formas populistas que constituyen la historia. Hay una intencionalidad, pienso, de organizar el Partido Justicialista en términos más modernizados, con internas Creo que le conviene al país que el peronismo se discipline, se parezca un poco a un partido socialdemócrata, porque sino, es un movimiento imprevisible.</p>
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