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	<title>Blog do Favre &#187; Socialistas</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>França enfrenta greve geral hoje</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 19:29:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Ben Hall, Financial Times, de Compiègne, França &#8211; VALOR
AP

Empregados da Continental em Grenoble, França, colocam fogo em pneus durante protesto: 
trabalhadores franceses já dão sinais de radicalismo
Após serem atingidos por ovos jogados por trabalhadores que bloqueavam a entrada da fábrica de pneus da Continental às margens do rio Oise, diretores da fábrica foram vistos entrando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><a href="http://www.lemonde.fr/societe/actu-minute/2009/03/19/la-journee-de-mobilisation-du-19-mars_1169837_3224.html" onclick="javascript:xt_med('C','1','Home_Actu_Titres_1','N');"><img src="http://medias.lemonde.fr/mmpub/edt/ill/2009/03/19/h_14_ill_1170035_9517_000_par2465516.jpg" alt="Des responsables de la CFDT, de la CGT, de FO et de la FSU défilent à Paris le 19 mars." title="Des responsables de la CFDT, de la CGT, de FO et de la FSU défilent à Paris le 19 mars. | AFP/JACQUES DEMARTHON" border="0" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99">Ben Hall, Financial Times, de Compiègne, França &#8211; VALOR</p>
<p><em>AP<br />
</em><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002220/imagens/foto19int-subdgreve1-a22.jpg" align="left" border="0" /></p>
<p><em>Empregados da Continental em Grenoble, França, colocam fogo em pneus durante protesto: </em></p>
<p><em>trabalhadores franceses já dão sinais de radicalismo</em></p>
<p>Após serem atingidos por ovos jogados por trabalhadores que bloqueavam a entrada da fábrica de pneus da Continental às margens do rio Oise, diretores da fábrica foram vistos entrando sorrateiramente por uma entrada lateral cujo acesso se dá por barco.</p>
<p>&#8220;As pessoas estão perturbadas&#8221;, afirma Christian Lahargue, um funcionário da Continental que corre o risco de ser demitido. &#8220;Vamos fazer de tudo para manter esta fábrica aberta.&#8221;</p>
<p>Este impasse agressivo no norte da França às vésperas de uma greve nacional sugere que a tensão social está aumentando e contribuindo para a impressão de que o outrora confiante Nicolas Sarkozy, o presidente da França, está perdendo o passo.</p>
<p>A segunda maior economia da zona do Euro deverá enfrentar distúrbios hoje, por causa de uma greve nacional convocada por sindicatos, que deverá contar com centenas de manifestações em protesto contra a política econômica e o programa de reformas de Sarkozy.</p>
<p>Sindicalistas prometeram superar a última greve, feita em janeiro, quando entre 1 milhão e 2,5 milhões de pessoas foram às ruas.</p>
<p>A escala dos protestos de sete semanas atrás pegou o governo de surpresa, forçando-o a oferecer ? 2,6 bilhões (US$ 3,38 bilhões) em pagamentos extras de auxílio-desemprego e corte de impostos para famílias de baixa renda. Mas as concessões não satisfizeram os sindicatos, nem impressionaram a população.</p>
<p>Segundo uma pesquisa de opinião feita pelo instituto Ifop para a revista &#8220;Paris Match&#8221; , 78% dos franceses consideram a greve de hoje justificada. Os franceses &#8220;deram autorização ao movimento sindical para articular sua oposição a Nicolas Sarkozy&#8221;, afirma Stéphane Rozès, presidente-executiva do instituto de pesquisas CSA.</p>
<p>De acordo com outra pesquisa, os franceses acreditam que Olivier Besancenot, o líder trotskista da extrema esquerda, tem tanta &#8220;credibilidade&#8221; quanto o presidente.</p>
<p>Sarkozy está na defensiva desde o começo do ano, com o agravamento da situação da economia. O governo foi lento em reagir a uma greve geral de seis semanas e a tumultos em Guadalupe, um território francês no Caribe.</p>
<p>O presidente vem encontrando oposição dentro de seu partido de centro-direita em uma série de questões, do retorno da França ao comando militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) à redução da carga tributária para os ricos.</p>
<p>Sarkozy foi forçado a recuar na reforma universitária, uma de suas principais medidas de modernização, em meio a temores de que um movimento de protesto estudantil liderado pela extrema esquerda pudesse se tornar violento. A concessão preocupou alguns empresários. &#8220;Os mais radicais estão conseguindo resultados&#8221;, diz Maurice Lévy, presidente-executivo do grupo de propaganda Publicis.</p>
<p>Sarkozy tem motivo para se sentir ressentido. A economia francesa deverá se sair bem melhor que as de seus vizinhos depois que Sarkozy implementou rapidamente um plano de socorro bancário, garantias de empréstimos para pequenas empresas, seguro de crédito comercial bancado pelo governo e outra medidas para manter o crédito fluindo para a economia.</p>
<p>Ele mobilizou o outrora intervencionista e desdenhoso Estado francês e entendeu a mensagem que estava sendo passada pela população com sua crítica ao capitalismo financeiro.</p>
<p>Mas, ao mesmo tempo em que celebra o retorno do Estado, Sarkozy está se agarrando às suas metas de cortar os impostos, diminuir a burocracia do governo e conter os gastos.</p>
<p>É por isso que os franceses acreditam que as políticas de Sarkozy &#8220;não são coerentes, eficientes ou justas&#8221;, diz Rozès. Os franceses sentem que os bancos estão sendo ajudados com poucos limites, enquanto o governo vem dando pouca ajuda às famílias comuns.</p>
<p>A oposição a Sarkozy deverá se concentrar na redução dos impostos para os ricos, o chamado escudo que limita o imposto de renda devido de um indivíduo a 50% da renda. Sindicatos e alguns membros do partido do presidente não querem isso. Sarkozy reage, reforçando sua imagem de amigo dos ricos.</p>
<p>Não está nem um pouco claro se a tensão social vai acabar resultando em um movimento político coerente capaz de paralisar o governo Sarkozy. &#8220;Ele não está numa espiral de queda&#8221;, afirma Zaki Laidi, da Sciences Po, que aponta para a confusão entre os socialistas da oposição e diz que as críticas da população e dos sindicatos ao presidente são bastante difusas. &#8220;Não estamos na iminência de uma greve geral.&#8221;</p>
<p>Mas outros observadores temem a possibilidade de tumultos. &#8220;O verdadeiro problema para qualquer um é saber como a opinião pública vai evoluir&#8221;, diz Lévy. &#8220;Será que as pessoas vão acreditar que com a economia mundial em tamanha dificuldade elas precisam ficar calmas e razoáveis, além de trabalhar juntas para superar tudo isso? Ou será que vai levar as pessoas a atos desesperados? Minha sensação é de que não chegamos lá ainda, mas poderemos nos encontrar em uma situação com as sementes de um descontentamento muito profundo e uma espiral negativa que poderão levar a repetidas greves. Isso iria forçar o governo a desistir.&#8221;</p>
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		<title>Refrão de campanha dá início à aproximação com militância petista</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 12:03:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Paulo de Tarso Lyra, de Brasília &#8211; VALOR
Pré-candidata do PT à presidência, nome preferido de Luiz Inácio Lula da Silva à sua sucessão, executora do principal programa de investimentos do governo federal, a chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, teve integral agenda de candidata nos eventos partidários ao longo desta semana, em Brasília. Inclusive [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac298346,0.htm" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac298346,0.htm');"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.novacorja.org/wp-content/uploads/2008/12/dilma_plastica.jpg" alt="dilma_plastica.jpg" /></div>
<p></a></p>
<p style="background-color: #ffff99">Paulo de Tarso Lyra, de Brasília &#8211; VALOR</p>
<p>Pré-candidata do PT à presidência, nome preferido de Luiz Inácio Lula da Silva à sua sucessão, executora do principal programa de investimentos do governo federal, a chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, teve integral agenda de candidata nos eventos partidários ao longo desta semana, em Brasília. Inclusive com direito a, no jantar comemorativo de 29 anos do PT, ver o seu nome incorporado ao grito de guerra da militância petista na campanha presidencial de 1989. Ao ser chamada ao palco para discursar como maior estrela do evento, Dilma foi recepcionada efusivamente: &#8220;Olê, olê, olá, olá. Dilma, Dilma&#8221;.</p>
<p>A frase é emblemática para o PT, já que sempre impulsionou as aparições de Lula em eventos públicos desde que ele se lançou candidato a presidente pela primeira vez, há quase 20 anos. Ter seu nome incluído em um jingle histórico é, na opinião de um petista com cargo estratégico no Planalto, sinal de que a base petista incorporou o nome da ministra como a candidata petista em 2010. E Dilma começa, cada vez mais, a se sentir à vontade no figurino de presidenciável. Em uma fala rápida, de quase dez minutos, fez questão de elogiar a militância do partido.</p>
<p>Segundo a ministra, que chegou a ser criticada até pelo ministro Tarso Genro (Justiça) de não ter vida partidária, os militantes petistas foram fundamentais para que a legenda chegasse ao poder. E foram vitais para que o governo Lula atingisse as marcas e conquistasse as vitórias que alçaram o presidente a uma aprovação pessoal recorde. Em rápidas palavras, enumerou alguns feitos da gestão petista. Nada muito longo, para não entendiar a plateia. &#8220;Discurso de meia hora é só para o Lula&#8221;, brincou um petista com gabinete no quarto andar.</p>
<p>Dilma sabe muito bem das diferenças em relação ao seu mentor político. Mas vem treinando para melhorar. Segundo uma pessoa próxima, ela tem recebido aulas de retórica, para que seus discursos, que carregam sempre um teor administrativo e professoral, penetrem no &#8220;imaginário das pessoas&#8221;. Só assim, reconhecem os petistas, ela poderá ter sucesso em uma campanha eleitoral. &#8220;Não podemos compará-la com o presidente. Isso seria mortal. Aliás, essa comparação é mortal para qualquer político&#8221;, declarou um petista ligado à cúpula partidária.</p>
<p>Um dos escalados para ajudar na campanha presidencial de Dilma, o ex-governador do Acre, Jorge Viana, acha que a ministra tem que viajar mais e, nessas viagens, dialogar mais com os movimentos sociais e com a base petista. &#8220;Diferente de outros colegas, não acho que esta eleição será mais difícil para o PT. Temos um governo para mostrar, um governo que deu certo. Mas Dilma precisa se embrenhar pelos rincões deste país&#8221;, defendeu ele.</p>
<p>Viana sugere algo que reconhece ser muito difícil neste momento: separar a agenda da Dilma ministra e da Dilma candidata. &#8220;Eu sei que é complicado, mas ela tem que dar um jeito. Até o final do ano vamos conseguir isto&#8221;. Um dirigente petista disse que, mesmo que a agenda &#8220;maluca&#8221; da ministra não permita, é preciso aproveitar cada brecha para que ela interaja com os movimentos sociais e com os partidos aliados.</p>
<p>Na noite desta sexta-feira Dilma vai aproveitar uma dessas brechas para se encontrar com um dos grupos mais importantes para que sua campanha presidencial deslanche de fato: os representantes do PT paulista. A ministra da Casa Civil será recebida por Marta Suplicy em um jantar que vai reunir a cúpula do partido no Estado. Estão convidados para o encontro toda a bancada federal e estadual do partido, prefeitos petistas da Grande São Paulo, além dos vereadores da capital. &#8220;É um encontro de aproximação com o PT de São Paulo&#8221;, afirma o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), um dos convidados do jantar.</p>
<p>Um outro caminho a ser percorrido pela ministra é retomar a química com os integrantes do chamado bloquinho de esquerda: PCdoB, PSB e PDT. Para isto, Dilma delineou a estratégia ao declarar, no jantar de aniversário do PT, que o partido tem uma diretriz socialista. Isto aproxima sua candidatura de aliados históricos, não descarta a ala progressista do PMDB e estabelece uma diferenciação clara de outros aliados que sempre provocaram ojeriza a alas petistas: PTB, PR e PP. &#8220;Ela também deve aproveitar seu histórico político de combate à pobreza e à ditadura. Ela dedicou sua vida a isto&#8221;, disse um influente parlamentar petista. (Colaborou Yan Boechat, de São Paulo)</p>
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		<title>Greve geral leva ao menos 1 milhão à rua na França</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jan 2009 11:15:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Corte de postos e insatisfação com reformas trabalhistas são maiores razões de paralisação
Protestos pelo país atraíram funcionários públicos e privados; na educação, adesão foi de pelo menos 50%, segundo o governo
CÍNTIA CARDOSO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE PARIS
Uma quinta-feira negra foi a promessa dos sindicatos que organizaram ontem uma greve geral na França. Cerca de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://medias.lemonde.fr/mmpub/edt/ill/2009/01/30/h_4_ill_1148288_866498.jpg" alt="Des milliers de manifestants rassemblés place de la Bastille à Paris, le 29 janvier 2009." title="Des milliers de manifestants rassemblés place de la Bastille à Paris, le 29 janvier 2009. | AP" width="553" border="0" height="371" /></div>
<p>Corte de postos e insatisfação com reformas trabalhistas são maiores razões de paralisação</p>
<p>Protestos pelo país atraíram funcionários públicos e privados; na educação, adesão foi de pelo menos 50%, segundo o governo</p>
<p>CÍNTIA CARDOSO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE PARIS</p>
<p>Uma quinta-feira negra foi a promessa dos sindicatos que organizaram ontem uma greve geral na França. Cerca de 2,5 milhões de pessoas, segundo os organizadores, e 1 milhão, segundo a polícia, participaram de protestos pelo país.<br />
A lista de reivindicações e queixas dos setores público e privado é heterogênea (veja quadro ao lado). Em comunicado, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse que a inquietação popular era &#8220;legítima&#8221; e prometeu um encontro com sindicalistas em fevereiro para discutir as reformas e a situação econômica do país.<br />
&#8220;A manifestação de ontem mostrou a angústia em relação ao desemprego, à crise mundial e, sobretudo, uma vontade de impedir o desmoronamento da sociedade francesa. Há uma forte crítica da sociedade ao ritmo e ao conteúdo das reformas propostas por Sarkozy&#8221;, avaliou Stéphane Montclaire, professor de Ciências Políticas da Universidade Sorbonne.<br />
O professor afirma que &#8220;faltou didatismo ao governo para explicar a necessidade das mudanças&#8221; trabalhistas implementadas pelo presidente desde que assumiu, em 2007. &#8220;A população fica com a impressão de que os benefícios dos pacotes econômicos são apenas para as elites.&#8221;<br />
Para muitos grevistas, cruzar os braços teve ainda sabor de revanche. No ano passado, durante discurso, Sarkozy gracejou que, no seu governo, &#8220;nem dá mais para perceber quando há greve&#8221;. Uma nova lei estabeleceu a obrigatoriedade de um &#8220;serviço mínimo&#8221; nos transportes e nas escolas públicas.</p>
<p>Melhor que o previsto<br />
Na passeata de ontem que saiu da praça da Bastilha, na capital francesa, cerca de 300 mil pessoas participaram. Outras 200 manifestações foram realizadas pelo interior. Em Toulouse, empregados da Airbus e do setor automotivo, um dos mais afetados pela crise, estavam na linha de frente.<br />
Segundo sondagem publicada pelo jornal &#8220;Le Figaro&#8221;, de centro-direita, 69% dos franceses eram favoráveis à greve.<br />
Na greve dos transportes em novembro de 2007, a circulação de trens, metrôs e ônibus na capital tornou praticamente inviável a rotina dos parisienses. Ontem, porém, o movimento foi mais tranquilo.<br />
No início da manhã, a reportagem da Folha percorreu algumas das estações de maior movimento, e poucas pessoas esperavam nas plataformas. Segundo a RATP (companhia de metrô e trem urbano), a circulação média foi de 80%. Na linha de trem que liga os aeroportos de Orly e Charles de Gaulle, a paralisação foi total. Já nos trens intermunicipais da região da capital, a taxa de circulação foi de 35%, e, no interior, os transportes foram mais penalizados.<br />
Em Orly, 30% dos voos foram cancelados, e no Charles de Gaulle, 10%.<br />
Já a educação pública foi fortemente atingida. O governo citou 50% de adesão, e os sindicatos, 67,5% -em qualquer caso, a taxa supera a de 2007.<br />
Embora alguns analistas atrelem a circulação relativamente normal nos transportes públicos ao fato de muitos trabalhadores terem tirado folga ontem, o professor Montclaire lembra que, com a exigência do &#8220;serviço mínimo&#8221;, o setor deixou de ser um termômetro do sucesso da greve.<br />
&#8220;O indicador mais importante são as manifestações. Vimos ontem que o movimento atingiu não só as metrópoles, mas também os municípios pequenos e médios. Isso mostra que o grau de insatisfação popular é bastante elevado.&#8221;<br />
A insatisfação da população, porém, não encontra porta-voz na oposição. O Partido Socialista, o principal, enfrenta dificuldades internas. Já o Partido Comunista tem um papel marginal na vida política do país, e a extrema esquerda ainda forma um novo projeto.<br />
&#8220;É um período estranho. Não há um partido capaz de canalizar essa angústia. As pessoas vão começar a se expressar por elas mesmas&#8221;, diz Montclaire, lembrando que a saída vai ter que ser negociada -o que não é tradição francesa. &#8220;A França é um país de confronto.&#8221;</p>
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		<title>Somos todos keynesianos</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Dec 2008 13:09:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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John Maynard Keynes e Hyman Minsky, agora &#8220;reabilitados&#8221;
MARTIN WOLF DO &#8220;FINANCIAL TIMES&#8221; &#8211; FOLHA SP
Somos todos keynesianos, agora. Quando Barack Obama assumir a Presidência, proporá um gigantesco pacote de estímulo fiscal. Pacotes semelhantes estão sendo propostos por diversos governos.
O fantasma de  (1883-1946), pai da macroeconomia, voltou para nos assombrar. Com ele retornou o de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"> <a href="http://images.google.fr/imgres?imgurl=http://www.mises.org/images4/HymanMinsky.png&amp;imgrefurl=https://mises.org/story/2787&amp;usg=__itxp3xvmk_MC-PXeVNj8jJ8RFos=&amp;h=225&amp;w=220&amp;sz=45&amp;hl=pt-BR&amp;start=1&amp;um=1&amp;tbnid=cSLeX4LH42HP2M:&amp;tbnh=108&amp;tbnw=106&amp;prev=/images%3Fq%3Dhyman%2BMinsky%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26rlz%3D1B3GGGL_frUS225BR226%26sa%3DN"><img src="http://www.liberalhistory.org.uk/uploads/keynes.jpg" alt="http://www.liberalhistory.org.uk/uploads/keynes.jpg" width="194" height="232" /><img src="http://www.mises.org/images4/HymanMinsky.png" alt="http://www.mises.org/images4/HymanMinsky.png" width="225" height="230" /></a><font size="2"><em><br />
John Maynard Keynes e Hyman Minsky, agora &#8220;reabilitados&#8221;</em></font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>MARTIN WOLF DO &#8220;FINANCIAL TIMES&#8221; &#8211; FOLHA SP</strong></p>
<p>Somos todos keynesianos, agora. Quando Barack Obama assumir a Presidência, proporá um gigantesco pacote de estímulo fiscal. Pacotes semelhantes estão sendo propostos por diversos governos.<br />
O fantasma de  (1883-1946), pai da macroeconomia, voltou para nos assombrar. Com ele retornou o de seu mais interessante discípulo, Hyman Minsky. Todos sabemos agora o que quer dizer o &#8220;Momento Minsky&#8221; -o ponto no qual um período de mania financeira se transforma em pânico.<br />
Como todos os profetas, Keynes ofereceu lições ambíguas aos seus seguidores. Poucos ainda crêem na sintonia fina fiscal que seus discípulos propunham nas décadas após a 2ª Guerra. Mas ninguém mais acredita, tampouco, nas metas monetárias propostas pelo celebrado adversário intelectual de Keynes, o americano Milton Friedman (1912-2006). Agora, 62 anos após a morte do economista britânico, numa nova era de crise financeira, é mais fácil compreender o que segue relevante em seus ensinamentos.<br />
Eu vejo três lições amplas.<br />
A primeira, desenvolvida por Minsky, é que não deveríamos levar a sério as pretensões dos financistas. &#8220;Um banqueiro sólido não é aquele que prevê o perigo e o evita, mas o que, quando quebra, quebra ao modo convencional, em companhia de seus pares, de maneira a que ninguém possa culpá-lo.&#8221; Ou seja, o conceito de &#8220;mercados eficientes&#8221; não era com ele.<br />
A segunda lição é a de que a economia não pode ser analisada da mesma maneira que uma empresa individual. Para uma empresa, faz sentido cortar custos. Caso o mundo tente fazê-lo, resultará numa contração da demanda. Um indivíduo pode não gastar toda sua renda, mas o mundo deve fazê-lo.<br />
A terceira e mais importante lição é que a economia não deveria ser tratada como uma narrativa moral. Nos anos 1930, havia duas visões ideológicas opostas em competição: a austríaca e a socialista. Os austríacos Ludwig von Mises e Friedrich von Hayek argumentavam que era necessário purgar os excessos dos anos 1920. Os socialistas argumentavam que o socialismo precisava substituir completamente o capitalismo. As posições se baseavam em religiões laicas concorrentes: a primeira, na idéia de que a busca de vantagem pelos indivíduos garantia uma ordem econômica estável; a segunda, na idéia de que essa motivação só poderia conduzir a exploração, instabilidade e crise.<br />
Keynes foi um gênio peculiarmente inglês, já que insistia em que deveríamos abordar um sistema econômico não como uma narrativa moral, mas como um desafio técnico. Ele desejava preservar o máximo de liberdade, mas reconhecia que um Estado mínimo era inaceitável em uma sociedade democrática e de economia urbanizada. Desejava preservar a economia de mercado, mas não acreditava que o &#8220;laissez-faire&#8221; propicia tudo de melhor no melhor dos mundos possíveis.<br />
Esse mesmo debate moralista retornou, hoje. Os &#8220;liquidacionistas&#8221; insistem em que um colapso resultaria no renascimento de uma economia purificada. Seus oponentes de esquerda argumentam que a era dos mercados acabou. E mesmo eu desejo punição aos alquimistas financeiros que alegavam que dívidas cada vez maiores serviriam para transformar chumbo econômico em ouro.<br />
Para Keynes, abordagens como essas são tolas. Os mercados não são infalíveis ou indispensáveis. Servem de sustentação a uma economia produtiva e às liberdades individuais. Mas também podem sair do rumo, e precisam ser administrados.<br />
A tarefa urgente é restaurar a saúde da economia mundial.<br />
O desafio de prazo mais curto é sustentar a demanda agregada, como Keynes recomendaria. Igualmente importante será o financiamento direto do banco central à captação. Boa parte do ônus caberá aos EUA, em larga medida porque europeus, japoneses e até chineses são inertes demais, complacentes demais ou fracos demais.<br />
Dada a correção do consumo doméstico já em curso nos países com déficits comerciais, é provável que esse período de altos gastos dos governos persista por anos. Ao mesmo tempo, é preciso um grande esforço para purgar os balanços domiciliares e do sistema financeiro. Converter dívida em capital certamente será necessário.<br />
Também pragmática deve ser a tentativa de construir um novo sistema de regulamentação financeira mundial e uma política monetária que contenha os &#8220;booms&#8221; de crédito e as bolhas de ativos. Como Minsky deixou claro, não há resposta permanente. Mas reconhecer a fragilidade sistêmica de um sistema financeiro complexo poderia ser um bom começo.<br />
Como foi o caso nos anos 1930, temos uma escolha: lidar com esses desafios de forma cooperativa e pragmática ou permitir que as viseiras ideológicas e o egoísmo nos obstruam. O objetivo é claro: preservar uma economia mundial aberta e ao menos razoavelmente estável, que ofereça oportunidades à maior proporção possível da humanidade.<br />
Como Oscar Wilde poderia ter dito, na economia a verdade é raramente pura e jamais simples. É a maior lição da crise. E também uma lição de Keynes.</p>
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		<title>A esquerda está nas ruas</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Dec 2008 17:17:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Guy Sorman &#8211; VALOR
A onda de manifestações de protesto nas ruas de toda a Grécia podem ter muitas causas, porém uma delas, raramente mencionada , é a cisão da esquerda grega em duas vertentes: o tradicional partido socialista de George Papandreou (PASOK) e uma facção cada vez mais radicalizada que recusa qualquer acomodação, seja com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://q.liberation.fr/photo/20081213/photo_0302_459_306_18680.jpg" alt="http://q.liberation.fr/photo/20081213/photo_0302_459_306_18680.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Guy Sorman &#8211; VALOR</strong></p>
<p>A onda de manifestações de protesto nas ruas de toda a Grécia podem ter muitas causas, porém uma delas, raramente mencionada , é a cisão da esquerda grega em duas vertentes: o tradicional partido socialista de George Papandreou (PASOK) e uma facção cada vez mais radicalizada que recusa qualquer acomodação, seja com a União Européia ou com a economia moderna. Em graus variados, essa cisão está paralisando os partidos socialistas em toda a Europa.</p>
<p>O fato de a esquerda tradicional estar tão inerte em meio à crise econômica atual é mais do que estranho. Em vez de crescer na onda de renovadas dúvidas sobre o capitalismo, os partidos socialistas europeus não conseguiram quaisquer avanços políticos substanciais. Em países onde detêm o poder, como na Espanha, são atualmente bastante impopulares.</p>
<p>Onde estão na oposição, como na França e na Itália, estão desarticulados, assim como os social-democratas na Alemanha, apesar de fazer parte da Grande Coalizão atualmente no poder. Até mesmo os socialistas suecos, fora do governo, e reunidos em um partido dominante no país por um século, não se beneficiaram da crise. O Reino Unido pode ser a exceção, embora o Partido Trabalhista pró-mercado moldado por Tony Blair não possa mais ser contado como partido de esquerda.</p>
<p>Os socialistas europeus não abordaram a crise convincentemente devido a suas divisões internas. Nascidos anticapitalistas, todos esses partidos (em maior ou menor grau) terminaram por aceitar o livre mercado como fundamento da economia. Além disso, desde 1991, com o colapso do sistema soviético, a esquerda ficou desprovida de um modelo claro com o qual possa se contrapor ao capitalismo.</p>
<p>Mas, apesar de ostensivamente defender o mercado, a esquerda européia continua cindida pela contradição interna entre suas origens anticapitalistas e sua recente conversão à economia de livre mercado. Será a crise atual uma crise do capitalismo ou apenas uma de suas fases? Essa controvérsia mantém intelectuais de esquerda, especialistas e políticos ocupados em programas de entrevistas na TV e em debates nos cafés em toda a Europa.</p>
<p>Em conseqüência, irrompeu uma luta por poder. Na França e na Alemanha, uma nova extrema esquerda &#8211; composta de trotskistas, comunistas e anarquistas &#8211; está erguendo-se das cinzas e tornando-se novamente uma força política. Esses fantasmas rejuvenescidos assumem a forma do partido de esquerda de Oskar Lafontaine na Alemanha, bem como vários movimentos revolucionários na França; um deles recém-denominou-se Partido Anticapitalista. E seu líder, um ex-carteiro, diz que nas atuais circunstâncias, faz parte de uma &#8220;resistência&#8221;, uma palavra alusiva ao embate antifascista na era Hitler. Ninguém sabe qual a efetiva alternativa ao capitalismo que essa extrema-esquerda busca.</p>
<p>Em face desse novo radicalismo, que está atraindo alguns socialistas tradicionais, o que devem fazer os líderes socialistas mais respeitados? Quando inclinam-se para os trotskistas, perdem apoio dos &#8220;burgueses&#8221;; quando buscam o centro, como o SDP na Alemanha, o partido de esquerda cresce. Em conseqüência desse dilema, os partidos socialistas em toda a Europa parecem paralisados.</p>
<p>E estão. De fato, é difícil encontrar alguma análise convincente da esquerda sobre a atual crise, além de slogans anticapitalistas. Os socialistas culpam financistas gananciosos, mas quem não os culpa? Em termos de corretivos, os socialistas oferecem nada mais do que as soluções keynesianas hoje propostas pela direita.</p>
<p>Desde quando George W. Bush apontou o caminho para estatização de bancos, enormes gastos públicos, operações de salvamento a setores da economia e déficits orçamentários, os socialistas ficaram sem espaço para se mexer. O presidente francês Nicolas Sarkozy tenta reaquecer o crescimento mediante a defesa protecionista de &#8220;indústrias nacionais&#8221; e enormes investimentos em obras de infra-estrutura pública; assim, o que mais podem os socialistas pedir? Além disso, muitos socialistas temem que gastos públicos excessivos possam provocar uma disparada na inflação, e que suas bases de apoio principais venham a ser suas primeiras vítimas.</p>
<p>Num momento em que a direita passou a ser estatizante e keynesiana, quando os verdadeiros crentes no livre mercado estão marginalizados, e quando o anticapitalismo ao velho estilo parece arcaico, deveríamos nos perguntar: qual o possível significado de socialismo na Europa?</p>
<p>O futuro do socialismo europeu também é tolhido, estranhamente, pela União Européia. É impossível, hoje, construir o socialismo num só país porque todas as economias européias são hoje interdependentes. Último líder a tentar implantar o socialismo isoladamente, o presidente francês François Mitterrand, em 1981, rendeu-se às instituições européias em 1983.</p>
<p>Essas instituições, baseadas em livre-comércio, competição, déficits orçamentários limitados e moeda sólida, são fundamentalmente pró-mercado; há menos margem de liberdade em seu âmbito para um socialismo doutrinário. É por isso que a extrema esquerda é anti-européia.</p>
<p>Os socialistas europeus também estão encontrando dificuldades para se distinguir no terreno das relações exteriores. Eles costumavam ser automaticamente pró-direitos humanos, bem mais do que os partidos conservadores. Mas desde que George W. Bush incluiu essas idéias como parte de suas campanhas de fomento à democracia, os socialistas europeus assumiram maior cautela em relação a essas posições.</p>
<p>Além disso, sem a União Soviética (URSS), os socialistas europeus têm poucas causas internacionalistas que possam abraçar: poucos compreendem a Rússia de Putin, e a atual China totalitária-capitalista é muito distante e demasiado estranha. E desde a eleição de Barack Obama o antiamericanismo deixou de ser maneira viável de reunir apoio. Os velhos dias em que trotskistas e socialistas encontravam terreno comum para atacar os EUA acabaram.</p>
<p>A fragilidade e cisão ideológicas da esquerda, evidentemente, não a excluirá do poder. A esquerda pode manter-se no poder, com estão fazendo José Zapatero na Espanha e Gordon Brown no Reino Unido. A esquerda poderá até mesmo vencer eleições gerais em outros países se a nova direita keynesiana revelar-se incapaz de pôr fim à crise. Mas, seja na oposição ou no poder, os socialistas não têm uma agenda diferenciada.</p>
<p>A lição da Grécia, porém, é que o que os socialistas europeus mais deveriam temer é o gosto e talento da extrema-esquerda para agitação. Pois o esvaziamento do socialismo tem uma conseqüência. Para parafrasear Marx, um espectro ronda a Europa &#8211; o espectro do caos.</p>
<p><strong>Guy Sorman, filósofo e economista francês, é o autor de &#8220;Empire of Lies&#8221;(Império de mentiras). © Project Syndicate/Europe´s World, 2008. www.project-syndicate.org</strong></p>
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		<title>Trilhando a América nos vagões da miséria</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Dec 2008 16:45:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Jack London, vagabundo errante da crise de 1893, continua a ganhar discípulos

Sérgio Augusto &#8211; O Estado de São Paulo
Daquela vez, a crise veio de trem. Precedida por um surto de pânico em 1873, a grande crise financeira de 1893 foi a maior que a América até então enfrentara. Culpa da bolha ferroviária e, a exemplo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Jack London, vagabundo errante da crise de 1893, continua a ganhar discípulos</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.californiahistoricalsociety.org/exhibits/jack_london/img/layer_jack.gif" alt="http://www.californiahistoricalsociety.org/exhibits/jack_london/img/layer_jack.gif" width="279" height="294" /><img src="http://www.sebodomessias.com.br/loja/imagens/produtos/produtos/50598_548.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.sebodomessias.com.br/loja/imagens/produtos/produtos/50598_548.jpg" width="212" height="295" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Sérgio Augusto &#8211; O Estado de São Paulo</p>
<p>Daquela vez, a crise veio de trem. Precedida por um surto de pânico em 1873, a grande crise financeira de 1893 foi a maior que a América até então enfrentara. Culpa da bolha ferroviária e, a exemplo das seguintes, do estrangulamento do crédito. As ferrovias haviam se expandido de forma desordenada (11 bitolas diferentes, excesso de companhias operando nos mesmos trechos) e, antes do fim da linha, 15 mil empresas e 500 bancos descarrilaram, deixando na mão 18% da força de trabalho.</p>
<p>Seus efeitos ainda eram sentidos por todo o país quando, em 1895, estreou na Broadway a peça The War of Wealth (A guerra da riqueza). Tema: a desesperada corrida aos bancos de dois anos antes. O público fez sua catarse e o autor do espetáculo, C.T. Dazey, engordou sua poupança.</p>
<p>Jack London não teve a mesma sorte. Também inspirado pela crise econômica, escreveu um livro, The Road, de imperceptível repercussão popular e tépida recepção crítica. Mas, seis ou sete décadas atrás, a peça de Dazey já caíra no esquecimento enquanto o livro de London ia acumulando admiradores, sobretudo entre os ficcionistas que se confessavam discípulos do andarilho número 1 da literatura americana e sua viagem pela deprimida América de 1894. The Road foi para a crise de 1893 o que As Vinhas da Ira seria, mutatis mutandis, para a Depressão de 1929.</p>
<p>London tinha apenas 18 anos. Intensamente bem vividos, na Califórnia. Impedido pela pobreza de estudar de forma adequada, caiu cedo no mercado de trabalho. Foi entregador de jornais, faxineiro, arrumador de pinos de boliche, operário de uma fábrica de enlatados. Meteu-se com foras-da-lei (os piratas de ostras da Costa Oeste), que a seguir ajudou a combater, e, aos 17, alistou-se como aprendiz de marinheiro numa escuna rumo ao Japão e à Rússia. Queria fugir do inferno em que a quebradeira de ferrovias e bancos mergulhara a América. Quando voltou, a crise, como o célebre dinossauro de Antonio Monterosso, ainda estava lá.</p>
<p>Leitor compulsivo (adorava os contos de Washington Irving, os relatos de aventuras marítimas, o Herman Melville de Typee, Joseph Conrad), na certa devorou, como todo americano, Walden ou A Vida nos Bosques, de Henry David Thoreau, mas desconheço se a pinimba do filósofo naturalista com o símbolo máximo do progresso e da integração territorial da América o deixara de rabo em pé.</p>
<p>&#8220;Não andamos sobre a estrada de ferro, ela é que anda sob nós&#8221;, objetara Thoreau, em 1854, 24 anos depois da inauguração da primeira linha de passageiros do país, ligando Baltimore a Ohio. Receava que o transporte ferroviário viesse a exercer daninha influência sobre seus usuários, demarcando com suas chegadas e partidas o dia das pequenas cidades, cujos relógios passaram a ser acertados pelos apitos dos trens. Se bem administradas, as ferrovias podem regular o país inteiro, profetizou Thoreau. Como foram mal administradas, apenas desregularam a economia do país inteiro às vésperas do século 20.</p>
<p>Ao tomar conhecimento de que um jovem gráfico e sindicalista chamado Charles Kelly organizara, nos arredores de São Francisco, um &#8220;exército&#8221; de desempregados para marchar até Washington e exigir do governo medidas efetivas para debelar a crise, London arrumou a trouxa, e, de carona em carona de trem, incorporou-se ao grupo no meio do caminho. Mas afinal o abandonou no Missouri, convicto de que protestar contra as injustiças econômicas o interessava muito menos do que experimentar, livremente, como era ser pobre na América.</p>
<p>Teso, passou a viver, como Blanche Dubois, da caridade de estranhos. Mendigou esmolas e comida, testemunhou a violenta repressão do governo Cleveland aos milhares de esfomeados que tentaram bater à porta da Casa Branca, deslocou-se de trem, barco e a pé, calçado e descalço, e acabou preso por vadiagem durante 30 dias, já na Costa Leste.</p>
<p>Tudo o que viu e vivenciou no interior da América, em parte do Canadá, e no cárcere de Nova York, anotou a lápis num diário de 83 páginas. Pretendia configurá-lo como um ensaio a quatro mãos sobre, entre outras coisas, a generosidade e hospitalidade dos americanos mais pobres e a mesquinhez dos mais ricos. Mas o projeto gorou, e London foi destilar sua indignação contra &#8220;as iniqüidades do sistema&#8221; nas páginas do diário San Francisco Chronicle, da cadeia Hearst. Publicadas em capítulos na revista Cosmopolitan, suas memórias estradeiras só ganhariam lombada na primavera de 1907, acrescidas de fotos posadas, feitas pelo autor.</p>
<p>Àquela altura, London já lançara meia dúzia de livros, três dos quais perenes best sellers: Call of the Wild (que Monteiro Lobato traduziu como O Grito da Selva, mas também é conhecido aqui como O Chamado da Floresta e O Chamado Selvagem), O Lobo do Mar e Caninos Brancos. Mal The Road chegou às livrarias, London largou o Partido Socialista, ao qual se filiara ao voltar à Califórnia, e, desiludido com &#8220;o estado geral do país&#8221;, embarcou em seu iate, o Snark, e zarpou para os Mares do Sul, onde pretendia navegar durante sete anos. Foi em suas águas que escreveu Martin Eden, romance algo autobiográfico sobre um escritor que, desavindo com a fama e &#8220;a fatuidade burguesa&#8221;, suicida-se no Pacífico.</p>
<p>O relativo fracasso comercial de The Road, que alguns anos atrás a L&amp;PM traduziu como De Vagões e Vagabundos e a Boitempo acaba de editar, com um enriquecedor prefácio de Luiz Bernardo Pericás e um título fiel ao original, A Estrada, foi uma anomalia no venturoso currículo de London, o primeiro americano a ganhar US$ 1 milhão com o ofício de escrever livros. Seu público, imenso e internacional, sempre preferiu suas ficções globe-trotters, cheias de coragem, compaixão e romantismo, todas vazadas num certo tipo de realismo cujo domínio dizia ter adquirido durante seu &#8220;aprendizado na indigência&#8221;. Para conseguir um prato de comida, viu-se muitas vezes obrigado a contar histórias que soassem verdadeiras. &#8220;O realismo é a única coisa que se pode trocar na porta da cozinha por um prato de comida.&#8221;</p>
<p>Foi London quem pôs nos trilhos a literatura &#8220;on the road&#8221; americana e a mística do &#8220;hobbo&#8221;, o vagabundo errante. De Ernest Hemingway (o jovem Ernest, disfarçado de Nick Adams, atravessando o país nas décadas de 1920 e 1930) a Jack Kerouac (que até cita London nominalmente em seu clássico On the Road, aqui Pé na Estrada, prestes a virar filme, dirigido por Walter Salles), todos comeram na marmita de The Road.</p>
<p>London também influenciou George Orwell. Seu &#8220;aprendizado na indigência&#8221;, tanto nas estradas americanas e como no East End londrino do início do século passado (pano de fundo de O Povo do Abismo-Fome e Miséria no Coração do Império Britânico, traduzido pela Perseu Abramo em 2004), serviu de inspiração para as experiências relatadas por Orwell em Na Pior em Paris e Londres (Cia. das Letras, 2006).</p>
<p>Não há por que duvidar que a jornalista e ensaísta Barbara Ehrenreich tenha sido influenciada por London ao planejar seu estudo sobre os que viviam à margem da exuberância econômica da Era Clinton. Para descobrir como era ser pobre e desempregado na América de dez anos atrás, Ehrenreich passou meses morando precariamente e ganhando entre dois e sete dólares por hora como garçonete, arrumadeira de hotel, faxineira e ajudante de enfermagem em asilos. Detalhes em Nickel and Dimmed.</p>
<p>No ano seguinte ao lançamento de The Road, London publicou outra obra de notável influência sobre Orwell e quem mais tenha se exercitado na fabulação distópica: O Tacão de Ferro (Boitempo, 2003). Ambientado numa América protofascista, onde o controle dos cidadãos por uma oligarquia não é menor que o imposto pelo Big Brother de 1984, O Tacão de Ferro virou livro de cabeceira de Lenin, Trotski e outros radicais de esquerda. Mas não só nessa seara arrebanhou admiradores. Kurt Vonnegut estreou na literatura com um pesadelo futurista, Piano Player, confessadamente marcado pela leitura de The Iron Heel. E o mesmo se pode dizer de outro precursor de Vonnegut: Sinclair Lewis, o de You Can?t Happen Here</p>
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		<title>Martine Aubry est élue première secrétaire du Parti socialiste</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 00:35:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Le Monde
Après quatre jours de confusion totale, le conseil national du Parti socialiste a validé, mardi 25 novembre, l&#8217;élection de Martine Aubry au poste de premier secrétaire. Avec 159 voix pour, 76 contre et deux abstentions, le rapport de la commission chargée de statuer sur les litiges entourant le scrutin de vendredi dernier a été [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://medias.lemonde.fr/mmpub/edt/ill/2008/11/25/h_9_ill_1123127_816486.jpg" alt="Martine Aubry à Reims, le 15 novembre 2008." title="Martine Aubry à Reims, le 15 novembre 2008. | AFP/DENIS CHARLET" width="300" border="0" height="200" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Le Monde</p>
<p>Après quatre jours de confusion totale, le conseil national du Parti socialiste a validé, mardi 25 novembre, l&#8217;élection de Martine Aubry au poste de premier secrétaire. Avec 159 voix pour, 76 contre et deux abstentions, le rapport de la commission chargée de statuer sur les litiges entourant le scrutin de vendredi dernier a été entérinée. &#8220;Je veux dire à Ségolène qu&#8217;on va ensemble gagner pour les Français&#8221;, a déclaré la maire de Lille à la tribune du conseil national, quelques minutes après le vote des responsables du PS.</p>
<p>Avant de prononcer son discours, la maire de Lille était allée embrasser Ségolène Royal, assise, impassible, au premier rang du palais de la Mutualité.  Samedi, après une nuit électorale à rebondissements, Martine Aubry avait été déclarée gagnante avec 42 voix d&#8217;écart, suscitant de nombreuses contestations du camp de l&#8217;ancienne candidate à la présidentielle. Pour sa part, Ségolène Royal a appelée, mardi, à &#8220;l&#8217;unité&#8221; et au <em>&#8220;rassemblement&#8221;. </em><em>&#8220;Nous ferons en sorte d&#8217;être une force de transformation à l&#8217;intérieur du PS&#8221;</em> et <em>&#8220;nous allons continuer à nous investir dans le PS dont nous représentons la moitié des forces militantes&#8221;</em>, a-t-elle ajouté après avoir rendu hommage à son équipe.<em> &#8220;Chaque fois que la nouvelle direction prendra des décisions qui vont dans le sens de ce que nous avons défendu nous la soutiendrons. Chaque fois qu&#8217;elle n&#8217;ira pas dans ce sens nous essaierons de la convaincre&#8221;</em>, a ajouté l&#8217;ex-candidate à la présidentielle.</p>
<p><strong>&#8220;DÉNI DE JUSTICE&#8221;</strong></p>
<p>Malgré tout, dans son camp, des voix continuent de s&#8217;élever contre le dénouement du vote. Jean-Louis Bianco appelle à un nouveau scrutin : <em>&#8220;Nous continuons à demander à la nouvelle direction d&#8217;accepter au moins la proposition de Robert Badinter qu&#8217;il y ait un nouveau vote dans les endroits où il y a un problème, </em><em>si nous n&#8217;obtenons pas satisfaction, nous ferons un recours en justice&#8221;. </em>Un autre fidèle de M<sup>me</sup> Royal, Manuel Valls, va dans le même sens, assurant que<em> &#8220;des tribunaux seront évidemment saisis&#8221; </em>pour répondre au <em>&#8220;déni de justice&#8221; </em>que constitue, selon lui, l&#8217;élection de Martine Aubry.<br />
<em><br />
</em>De son côté, Jean-Noël Guérini, patron de l&#8217;importante fédération des Bouches-du-Rhône et partisan de Ségolène Royal, a affirmé qu&#8217;il <em>&#8220;ne fera rien pour empêcher&#8221;</em> Martine Aubry<em> &#8220;de travailler&#8221;</em>. M. Guérini qui, comme les autres partisans de M<sup>me</sup> Royal, a voté contre le rapport de la commission a conclu : <em>&#8220;Il y a une première secrétaire, une majorité et une opposition.&#8221;</em></p>
<p><strong>&#8220;RETROUVER LA GAUCHE&#8221;</strong></p>
<p>Dans un souci d&#8217;appaisement, Martine Aubry a lançé à l&#8217;adresse des militants ayant choisi l&#8217;ancienne candidate à l&#8217;Elysée : <em>&#8220;Chacun connaît la ténacité et le talent du chef pour lequel ils ont voté.&#8221; </em>Prenant les rênes du PS à la suite de François Hollande, qui quitte son poste après onze ans, Martine Aubry a précisé qu&#8217;elle présenterait son équipe de direction du PS lors d&#8217;un conseil national samedi 6 décembre. Signe qu&#8217;elle estimait sa victoire acquise de longue date, elle s&#8217;est tournée vers le premier secrétaire sortant pour lui dire, c&#8217;est <em>&#8220;comme nous en avons parlé ce matin&#8221;</em>.</p>
<p>Mais après une nomination dans la difficulté, Martine Aubry reconnaît que <em>&#8220;les conditions dans lesquelles le vote a eu lieu, de manière serrée ne </em>[lui]<em> donnent que des devoirs. Mon premier devoir, si elle l&#8217;accepte, est de rencontrer Ségolène et de lui dire moi, j&#8217;ai entendu comme toi ce que les militants veulent (&#8230;) nous voulons retrouver la gauche&#8221;</em> a lancé Martine Aubry.<em> &#8220;Je dis à la droite, riez encore quelques jours car dès la semaine prochaine le Parti socialiste est de retour dans la proposition.&#8221;</em></p>
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		<title>Partido Socialista francês confirma vitória de Aubry</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 22:45:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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AE-AP &#8211; Agencia Estado
PARIS &#8211; A ex-ministra do Trabalho da França Martine Aubry, que ajudou a aprovar a jornada semanal de trabalho do país com 35 horas, foi confirmada hoje como a líder do Partido Socialista Francês, após uma disputa acirrada com sua rival, a ex-candidata socialista à presidência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://www.lemonde.fr/politique/article/2008/11/25/martine-aubry-est-elue-premiere-secretaire-du-parti-socialiste_1123129_823448.html#ens_id=910156" onclick="javascript:xt_med('C','1','Home_Actu_Titres_1','N');" rel="nofollow"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://medias.lemonde.fr/mmpub/edt/ill/2008/11/25/h_14_ill_1123130_635386.jpg" alt="Avec 159 voix pour, 76 contre et deux abstentions, le rapport de la commission chargée de statuer sur les litiges entourant le scrutin de vendredi dernier a été entérinée." title="Avec 159 voix pour, 76 contre et deux abstentions, le rapport de la commission chargée de statuer sur les litiges entourant le scrutin de vendredi dernier a été entérinée. | REUTERS/BENOIT TESSIER" width="416" border="0" height="208" /></div>
<p></a><a href="http://www.lemonde.fr/politique/article/2008/11/25/martine-aubry-est-elue-premiere-secretaire-du-parti-socialiste_1123129_823448.html#ens_id=910156" onclick="javascript:xt_med('C','1','Home_Actu_Titres_1','N');" rel="nofollow">      </a></p>
<p>AE-AP &#8211; Agencia Estado</p>
<p>PARIS &#8211; A ex-ministra do Trabalho da França Martine Aubry, que ajudou a aprovar a jornada semanal de trabalho do país com 35 horas, foi confirmada hoje como a líder do Partido Socialista Francês, após uma disputa acirrada com sua rival, a ex-candidata socialista à presidência da França, Ségolène Royal. As eleições ocorreram na sexta-feira e a apuração mostrou que Aubry venceu por apenas 42 votos de vantagem, em um total de 135 mil sufrágios. Os partidários de Royal disseram que houve irregularidades e pediram uma recontagem dos votos. Hoje, o partido anunciou que Aubry venceu por uma vantagem um pouco maior: 102 votos.</p>
<p>&#8220;Vamos nos unir em uma linha à esquerda, mas também ao redor de uma renovação que está próxima&#8221;, afirmou Aubry, após ser confirmada na chefia dos socialistas. A próxima eleição presidencial francesa ocorrerá em 2012, mas a disputa interna dá aos socialistas um novo fôlego para conquistar mais apoio junto ao eleitorado. Em 2009, os franceses elegerão seus representantes no Parlamento Europeu e, em 2010, o país terá eleições municipais.</p>
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		<title>Los resultados del recuento, según un comunicado del partido, dan una ventaja de sólo 42 votos a Martine Aubry frente a Ségolène Royal</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 18:36:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Noche de angustia en las elecciones de los socialistas franceses
François Hollande convoca el Consejo Nacional socialista para validar los resultados
EL PAÍS &#8211; AGENCIAS &#8211; París &#8211; 22/11/2008
Martine Aubry ha sido la ganadora de la presidencia del partido socialista francés por una apretada victoria de 42 votos sobre su competidora, la ex candidata presidencial Ségolène Royal, [...]]]></description>
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<div style="text-align: center"><img src="http://www.rue89.com/files/20081122PSpupitreinside.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.rue89.com/files/20081122PSpupitreinside.jpg" width="258" height="388" /></div>
<p><strong>Noche de angustia en las elecciones de los socialistas franceses</strong></p>
<p><strong>François Hollande convoca el Consejo Nacional socialista para validar los resultados</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">EL PAÍS &#8211; AGENCIAS &#8211; París &#8211; 22/11/2008</p>
<p>Martine Aubry ha sido la ganadora de la presidencia del partido socialista francés por una apretada victoria de 42 votos sobre su competidora, la ex candidata presidencial Ségolène Royal, según ha explicado el propio partido en un comunicado hecho público a primera hora de hoy. De esta manera, Aubry se convierte en la primera mujer que dirigirá el principal partido de la izquierda francesa. Tras conocer el resultado, los seguidores de Royal han pedido una nueva votación.</p>
<p>El ajustado recuento de la segunda vuelta de las elecciones para elegir al nuevo líder de los socialistas franceses ha convertido la madrugada de este sábado en una noche de angustias en el seno del partido, sobre todo después de que los equipos de las dos candidatas en liza, Martine Aubry y Ségolène Royal, se lanzaran a reinvicar la victoria sin que nada estuviera confirmado.</p>
<p>Según los datos ofrecidos por la dirección del partido, Martine Aubry ha logrado el 50,02% de los votos de los militantes del partido, frente al 49,98% de su rival, lo que da a la primera una ventaja de sólo 42 votos. Ante este margen tan estrecho, François Hollande ha anunciado la convocatoria del Consejo Nacional del partido para validar los resultados de los comicios internos &#8220;a mitad de la próxima semana&#8221;, previsiblemente el miércoles. &#8220;Lo mejor para que el resultado sea lo más indiscutible posible es que sea ratificado por un Consejo Nacional&#8221;, ha señalado el dirigente socialista, quien ha adelantado que se analizarán todas las denuncias y los recursos posibles. Una vez se haya hecho ese análisis, ha añadido Hollande, se decidirá si se valida el resultado o se plantean otros procedimientos.</p>
<p>La nueva presidenta es la alcaldesa de Lille, en el norte de Francia, además de ser la hija de Jacques Delors, ministro de Finanzas y presidente de la Comisión Europea. Aubry estudió en la elitista École Nationale d&#8217;Administration (ENA), en la que suelen formarse los cuadros de mando de empresas e instituciones francesas, y ha sido ministra de Trabajo, durante la presidencia de Gobierno de Édith Cresson, y de Empleo y Solidaridad, junto a Lionel Jospin. Durante este periodo ella fue la encargada de diseñar y aprobar la jornada laboral de 35 horas en 2000, que Nicolás Sarkozy ha desmantelado prácticamente en los últimos 18 meses.</p>
<p>Una noche de muchas emociones</p>
<p>La noche fue larga y estuvo llena de tensión. Primero fue el entorno de Aubry el que, alrededor de la una de la madrugada, proclamó la victoria de la alcaldesa de Lille. La diputada Claude Bartolone aseguró entonces que esta candidata &#8220;no puede ser batida&#8221;, pues según sus cifras obtendría el 50,28 % de los votos, frente al 49,72 % de Ségolène Royal.</p>
<p>Como respuesta, el entorno de Ségolène Royal recordaba que el recuento seguía abierto y su brazo derecho, Manuel Valls, llegaba incluso a cuestionar los resultados de Aubry en la federación Norte, donde se daba casi seguro que la alcaldesa ganaría por mayoría. &#8220;No nos dejaremos robar la victoria&#8221;, advirtió Valls.</p>
<p>El pulso era tan reñido, que la dirección del partido tuvo que salir al paso y asegurar que no podía anunciar el resultado de un escrutinio &#8220;extremadamente reñido&#8221;, apelando a los partidarios de ambas candidatas a abstenerse de realizar &#8220;declaraciones apresuradas&#8221;.</p>
<p>Por si fuera poco, Ségolène Royal pedía poco después una nueva votación el miércoles próximo tras constatar &#8220;irregularidades&#8221; que pueden entrañar problemas a la hora del recuento y la verificación de las papeletas, algo que su adversaria, Martine Aubry, ha rechazado de pleno. &#8220;Un tercer escrutinio no tiene razón de ser&#8221;, ha dicho la alcaldesa de Lille.</p>
<p>Ségolène Royal y Martine Aubry se enfrentaban a la decisiva segunda vuelta de las votaciones internas del PS, cuyos afiliados estaban llamados ayer a elegir entre las dos mujeres a la que será su líder en sustitución de Francois Hollande, tras una primera vuelta celebrada el pasado jueves en la que ninguna de ellas consiguió mayoría suficiente para declararse ganadora.</p>
<p>En la primera ronda, las bases del partido colocaron en cabeza a Royal con un 42,51% de los votos, mientras que Aubry logró un 34,70% y el tercer rival en liza, el joven eurodiputado Benoît Hamon, fue desbancado de la segunda ronda al quedarse con un 22,79% de los sufragios de la militancia. Hamon pidió para Aubry el voto de sus partidarios en la segunda vuelta.</p>
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		<title>França: Dossier sobre as eleições internas do Partido Socialista</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 17:49:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PS : Royal en pôle, mais face au ticket Aubry-Hamon

Par Julien Martin &#124; Rue89 &#124; 21/11/2008 &#124; 03H44


Les militants ont placé Ségolène Royal en tête du vote pour le Premier secrétaire, mais un second tour aura lieu ce vendredi.

Ségolène Royal a raté jeudi son train vers Paris, mais pas le premier tour de l&#8217;élection du premier secrétaire du PS. Mais le [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 class="title">PS : Royal en pôle, mais face au ticket Aubry-Hamon</h1>
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<div class="submitted">Par Julien Martin | Rue89 | 21/11/2008 | 03H44</div>
<div class="item-list"></div>
</div>
<p><!-- google_ad_section_start --><strong>Les militants ont placé Ségolène Royal en tête du vote pour le Premier secrétaire, mais un second tour aura lieu ce vendredi.</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.rue89.com/files/20081118PS3Inside2.jpg" title="Ségolène Royal, Martine Aubry et Benoît Hamon (Audrey Cerdan/Rue89)." alt="Ségolène Royal, Martine Aubry et Benoît Hamon (Audrey Cerdan/Rue89)." width="450" height="156" /></div>
<p>Ségolène Royal a raté jeudi son train vers Paris, mais pas le premier tour de l&#8217;élection du premier secrétaire du PS. Mais le premier tour seulement, car il y en aura bien un second. La présidente de la région Poitou-Charentes n&#8217;obtient pas la majorité absolue face à Martine Aubry et Benoît Hamon.</p>
<p>Des résultats officiels, mais pas encore totalement définitifs, annoncés à 1h30 au siège du Parti socialiste par Bruno Le Roux, secrétaire national aux élections. A noter, une participation plus forte de près de 7000 militants par rapport au <a href="http://www.rue89.com/blog-ps/2008/11/07/ps-royal-devant-mais-on-est-tous-minoritaires">vote du 6 novembre sur les motions</a>. <em>(Voir la vidéo)</em></p>
<ul>
<li>Ségolène Royal: 42,45%</li>
<li>Martine Aubry: 34,73%</li>
<li>Benoît Hamon: 22,83%</li>
</ul>
<p><center></p>
<div width="420" height="336">
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<p align="left">C&#8217;est depuis la Maison de la région que Ségolène Royal commentera vendredi midi ce score. Et livrera sa réflexion avant le second tour qui l&#8217;opposera le soir-même à la maire de Lille, qui a reçu le soutien du député européen.<strong>&#8220;Nous sommes confrontés à un choix de culture&#8221;</strong>Les deux conceptions du parti distinguées depuis plusieurs semaines s&#8217;affronteront donc. Chaque camp insiste sur son point fort. Le &#8220;renouvellement&#8221; pour les partisans de Ségolène Royal. Idem, mais ce sera plus difficile à faire entendre, pour ceux de Martine Aubry et Benoît Hamon, qui savent qu&#8217;ils devront davantage miser sur &#8220;l&#8217;ancrage à gauche&#8221;.Benoît Hamon, l&#8217;homme le plus attendu de la soirée. Il appelle pourtant sans surprise à voter pour Martine Aubry, celle qui a déjà le soutien de Bertrand Delanoë, et avec qui il avait déjà réussi à s&#8217;accorder sur un texte commun, sans pour autant dégager un seul et même candidat. Aujourd&#8217;hui, le ralliement est aussi rapide que limpide:</p>
<div align="left">
<blockquote><p>&#8220;Je pense que nous sommes confrontés, comme il nous en arrive tous les dix ou vingt ans, à un choix qui est un choix de culture. (&#8230;) Moi, aujourd&#8217;hui, j&#8217;ai fait le choix, en toute transparence et en responsabilité, de demander aux 30 000 militants socialistes, dont je ne suis pas propriétaire mais qui m&#8217;ont fait confiance, de se reporter massivement vers le vote en faveur de Martine Aubry.&#8221; <em>(Voir la vidéo)</em></p></blockquote>
</div>
<p><center></p>
<div width="420" height="336">
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<div style="text-align: center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" width="414" height="332"><param name="width" value="414" /><param name="height" value="332" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.dailymotion.com/swf/k6ehXnk3CUKt0NQExJ&amp;related=0&amp;canvas=medium" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="414" height="332" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" src="http://www.dailymotion.com/swf/k6ehXnk3CUKt0NQExJ&amp;related=0&amp;canvas=medium"></embed></object></div>
<p align="left">30 000 militants qui le placent en position d&#8217;arbitre. Mais un arbitre qui a rapidement pris position et que l&#8217;on pourrait retrouver à un poste de premier secrétaire délégué si la maire de Lille l&#8217;emportait. Un poste pourtant <a href="http://www.rue89.com/blog-ps/2008/11/19/vente-du-siege-du-ps-facebook-socialiste-ce-que-royal-prepare">récemment inventé par Ségolène Royal</a> et d&#8217;ores et déjà distribué à Vincent Peillon en cas de victoire&#8230;<strong>&#8220;Les militants ne changent pas d&#8217;un jour sur le lendemain&#8221;</strong>De ce ralliement, Martine Aubry s&#8217;est dite aussitôt &#8220;heureuse&#8221;, depuis Lille. Et ses lieutenants y croient, Pascal Lamy en tête. Il est ce jeudi soir la voix de Martine Aubry à Solférino. 34,73% + 22,83% = 57,56%. L&#8217;optimisme est de mise:</p>
<div align="left">
<blockquote><p>&#8220;La voie du rassemblement est en marche et donc il y a toutes les raisons de penser que demain nous avons la capacité de gagner. Nous sommes ici dans un scrutin entre militants socialistes (&#8230;) qui ne changent pas d&#8217;un jour sur le lendemain.&#8221; <em>(Voir la vidéo)</em></p></blockquote>
</div>
<p><center></p>
<div width="420" height="336">
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<div style="text-align: center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" width="414" height="332"><param name="width" value="414" /><param name="height" value="332" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.dailymotion.com/swf/k4HND8F6NinG3EQEA2&amp;related=0&amp;canvas=medium" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="414" height="332" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" src="http://www.dailymotion.com/swf/k4HND8F6NinG3EQEA2&amp;related=0&amp;canvas=medium"></embed></object></div>
<p align="left"><strong>&#8220;Ce n&#8217;est pas l&#8217;arithmétique qui fait le vote&#8221;</strong>Soutien de Ségolène Royal, David Assouline rétorque: &#8220;Ce n&#8217;est pas l&#8217;arithmétique qui fait le vote.&#8221; Avant d&#8217;insister encore et encore sur la notion de &#8220;renouvellement&#8221;, accompagnée de tous ses synonymes. Sans oublier de faire un clin d&#8217;oeil aux militants ayant voté pour Benoît Hamon:</p>
<div align="left">
<blockquote><p>&#8220;Dans ce vote du premier tour, une fois de plus, on voit qu&#8217;une majorité de militants nette -et ça se voit aussi avec le score de Benoît Hamon- est pour un changement profond du Parti socialiste, pour un renouvellement, pour une refondation. (&#8230;) Nous sommes absolument confiants.&#8221; <em>(Voir la vidéo)</em></p></blockquote>
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<div style="text-align: center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" width="420" height="336"><param name="width" value="420" /><param name="height" value="336" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.dailymotion.com/swf/k2Ced8jJN0kHajQEC0&amp;related=0&amp;canvas=medium" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="420" height="336" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" src="http://www.dailymotion.com/swf/k2Ced8jJN0kHajQEC0&amp;related=0&amp;canvas=medium"></embed></object></div>
<p align="left">Les royalistes le martèlent: au second tour non plus, &#8220;ce ne sera pas encore une arithmétique&#8221;. Ils en veulent pour preuve les résultats de ce premier tour dans la section du XVIIIe arrondissement de Paris. La section de Lionel Jospin et Bertrand Delanoë. Ségolène Royal l&#8217;a emporté avec 53,6% des suffrages, devant Martine Aubry (28%). Le 6 novembre, elle était loin derrière le maire de Paris (43% contre 26,5%).Les partisans des uns et des autres ne s&#8217;attardent toutefois pas à Solférino, et partent une question -irrésolue- en tête: les voix de Benoît Hamon se reporteront-elles en masse sur Martine Aubry ou Ségolène Royal parviendra-t-elle à en capter suffisamment pour convertir sa pôle position en victoire?Quelle que soit la réponse ce vendredi soir des militants socialistes, ils placeront une femme à la tête d&#8217;un parti qui ne sera toujours pas parvenu à se doter d&#8217;une majorité forte.</p>
<div align="left"></div>
<hr align="left" />
<div align="left"> <strong>Alors que les militants socialistes s&#8217;exprimaient lors de ce premier tour, Rue89 vous proposait un dernier regard sur le vote pour le premier secrétaire du PS.</strong></div>
<div align="center"><img src="http://www.rue89.com/files/20081118PS3Inside.jpg" title="Ségolène Royal, Martine Aubry et Benoît Hamon (Audrey Cerdan/Rue89)." alt="Ségolène Royal, Martine Aubry et Benoît Hamon (Audrey Cerdan/Rue89)." width="470" height="158" /></div>
<div class="content">
<style>.grosinter {margin-bottom:10px; line-height:22px; font-weight: bold; font-size: 19px; color: #d463a6; border-bottom: 2px solid lightgrey}</style>
<div class="grosinter">Derniers meetings</div>
<p align="left">Banlieue parisienne, Paris et Bretagne. Telles étaient les dernières destinations mercredi soir des trois candidats en lice. Craignant les séquelles et les divisions durables à l&#8217;issue du scrutin, tous ont appelé au rassemblement:</p>
<div align="left"></div>
<ul>
<li>
<div align="left"><strong>Martine Aubry (à Aubervilliers):</strong> &#8220;Nous sommes dans le même parti, nous devons être unis et travailler ensemble.&#8221;</div>
</li>
<li>
<div align="left"><strong>Ségolène Royal (à Paris):</strong> &#8220;Dès lundi, pas un socialiste ne doit manquer pour se battre contre la politique de Sarkozy.&#8221;</div>
</li>
<li>
<div align="left"><strong>Benoît Hamon (à Brest):</strong> &#8220;J&#8217;ai essayé d&#8217;éviter de faire une campagne contre les autres dans une logique d&#8217;empêchement, je ne suis pas là pour empêcher Ségolène Royal ou Martine Aubry.&#8221;</div>
</li>
</ul>
<div class="grosinter">Dernières vidéos</div>
<p align="left">Ségolène Royal, Benoît Hamon et, dans une moindre mesure, Martine Aubry la jouent propagande lors de l&#8217;ultime journée de cette campagne interne. Chacun des trois candidats a dégainé sur son site un clip mêlant discours et musique. Discours du congrès de Reims pour les deux premiers, discours du dernier meeting pour la troisième. <em>(Voir les vidéos)</em></p>
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<div width="420" height="336">
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<div name="movie" value="http://www.dailymotion.com/swf/k3f4Nbg2DnRDwQQyIg&amp;related=1&amp;canvas=medium"></div>
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<div name="allowScriptAccess" value="always"></div>
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<p></center></p>
<div class="grosinter">Derniers textes</div>
<p align="left">Trois jours avant le vote, Ségolène Royal, Benoît Hamon et Martine Aubry ont envoyé <a href="http://www.rue89.com/blog-ps/2008/11/18/royal-aubry-et-hamon-professent-leur-foi-a-gauche">leur profession de foi</a> aux militants. Si tous prônent un &#8220;renouvellement&#8221; du parti, avec un net virage à gauche, l&#8217;éventuelle alliance avec le MoDem fait toujours débat.</p>
<p align="left"><img src="http://www.rue89.com/files/20081118HamonPetit.jpg" align="left" hspace="7" /><strong>Benoît Hamon</strong> plus que les autres, puisque c&#8217;est son credo depuis l&#8217;annonce de sa candidature le 23 septembre, et que les autres empiètent aujourd&#8217;hui sur ses plates-bandes. &#8220;L&#8217;ancrage à gauche&#8221;, il le réclame à trois reprises dans sa profession de foi.</p>
<p align="left"><img src="http://www.rue89.com/files/20081118AubryPetit.jpg" align="left" hspace="7" /><strong>Martine Aubry</strong> aussi exige un &#8220;parti fermement ancré à gauche&#8221;. Précision et explication à l&#8217;appui de l&#8217;ancienne ministre de l&#8217;Emploi et de la Solidarité: un parti &#8220;ancré dans la gauche efficace, crédible&#8221;, parce que &#8220;face à une droite dure, il faut une gauche forte&#8221;.</p>
<p align="left"><img src="http://www.rue89.com/files/20081118RoyalPetit.jpg" align="left" hspace="7" />Quant à <strong>Ségolène Royal</strong>, elle se pose également comme le meilleur recours pour ceux qui veulent plus de gauche. &#8220;Les Français nous attendent. La gauche nous attend&#8221;, écrit la présidente de la région Poitou-Charentes, sans en rajouter.</p>
<div class="grosinter">Dernier pointage</div>
<p align="left"><a href="http://www.rue89.com/blog-ps/2008/11/19/qui-preferez-vous-comme-premier-secretaire-au-ps">Rue89 a interrogé, mercredi et jeudi,</a> ses riverains pour savoir quel premier secrétaire ils préféraient pour le Parti socialiste. 2077 ont voté. Martine Aubry a été placée largement en tête, devant Ségolène Royal, puis Benoît Hamon.</p>
<p><a href="http://www.rue89.com/blog-ps/2008/11/19/qui-preferez-vous-comme-premier-secretaire-au-ps"></a></p>
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<div style="text-align: center"><a href="http://www.rue89.com/blog-ps/2008/11/19/qui-preferez-vous-comme-premier-secretaire-au-ps"><img src="http://www.rue89.com/files/20081118PS3Sondage.png" /></a></div>
<p></center></p>
<div class="grosinter">Dernier vote</div>
<p align="left">Les 233 000 adhérents socialistes, même si tous ne sont pas à jour de cotisations, ont déjà été appelés à voter le 6 novembre dans les quelque 3 200 sections en France. Il s&#8217;agissait cette fois d&#8217;un vote sur les motions. 130 486 militants se sont exprimés. <a href="http://www.rue89.com/blog-ps/2008/11/17/ps-les-resultats-officiels-du-vote-sur-les-motions-enfin-devoiles">Les résultats étaient les suivants:</a></p>
<ul>
<li>
<div align="left">Motion A (Bertrand Delanoë): 25,24%</div>
</li>
<li>
<div align="left">Motion B (Pôle écologique): 2,59%</div>
</li>
<li>
<div align="left">Motion C (Benoît Hamon): 18,52%</div>
</li>
<li>
<div align="left">Motion D (Martine Aubry): 24,32%</div>
</li>
<li>
<div align="left">Motion E (Ségolène Royal): 29,08%</div>
</li>
<li>
<div align="left">Motion F (Utopia): 1,25%</div>
</li>
</ul>
<p align="left"><a href="http://www.rue89.com/files/20081118ResultatsPSFederations.pdf" target="_blank"><img src="http://www.rue89.com/files/20081118ResultatsPSFederationsLogo.png" align="right" hspace="7" /></a>Les  <a href="http://www.rue89.com/files/20081118ResultatsPSFederations.pdf" target="_blank">résultats détaillés</a>, fédération par fédération, permettent eux de savoir pour qui ont voté les onze plus grosses fédérations socialistes:</p>
<div align="left"></div>
<ul>
<li>
<div align="left">Quatre pour la motion E (Ségolène Royal): Bouches-du-Rhône (73,04%), Hérault (53,46%), Rhône (40,92%) et Essonne (34,93%).</div>
</li>
<li>
<div align="left">Quatre pour la motion D (Martine Aubry): Nord (57,87%), Pas-de-Calais (48,52%), Seine-Maritime (66,62%) et Hauts-de-Seine (30,33%).</div>
</li>
<li>
<div align="left">Trois pour la motion A (Bertrand Delanoë):<br />
Haute-Garonne (29,66%), Gironde (32,50%) et Paris (36,75%).</div>
</li>
<li>
<div align="left">Zéro pour la motion C (Benoît Hamon).</div>
</li>
<li>
<div align="left">Zéro pour la motion B (Pôle écologique).</div>
</li>
<li>
<div align="left">Zéro pour la motion F (Utopia).</div>
</li>
</ul>
<p align="left">Pour rappel, Bertrand Delanoë a appelé &#8220;à voter massivement&#8221; en faveur de Martine Aubry (mais les tenants de sa motion n&#8217;ont pas tous fait de même, François Hollande en tête, qui est resté neutre). Le Pôle écologique a apporté son soutien à Ségolène Royal. Et le mouvement Utopia s&#8217;est rangé derrière Benoît Hamon.</p>
</div>
</div>
<p></center></div>
<p></center></div>
<p></center></div>
<p></center></p>
]]></content:encoded>
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