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	<title>Blog do Favre &#187; soja</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Agricultura se recupera e pode repetir 2008</title>
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		<pubDate>Sun, 10 May 2009 12:59:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Alta de preços agrícolas deve injetar até R$ 12 bi na renda de produtores
Governo e consultorias revertem estimativa de queda de 7% e dizem que a renda do campo pode ser igual à de 2008


Márcia De Chiara &#8211; O Estado SP
A alta recente dos preços dos produtos agrícolas deve injetar pelo menos R$ 6 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <font size="4"><strong>Alta de preços agrícolas deve injetar até R$ 12 bi na renda de produtores</strong></font></p>
<p><font size="4"><strong>Governo e consultorias revertem estimativa de queda de 7% e dizem que a renda do campo pode ser igual à de 2008</strong></font></p>
<p><font size="4"></font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090510/img/capadodia.jpg" width="267" height="472" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Márcia De Chiara &#8211; O Estado SP</p>
<p>A alta recente dos preços dos produtos agrícolas deve injetar pelo menos R$ 6 bilhões de renda no campo neste ano, segundo os cálculos do Ministério da Agricultura. Consultorias privadas preveem um acréscimo de até R$ 12 bilhões na receita em relação às previsões iniciais, que apontavam queda de 7%. Nos últimos 30 dias, as cotações de soja, algodão e açúcar, por exemplo, subiram 13%, 22%, 18%, respectivamente, nas bolsas internacionais. A recuperação de preços trouxe de volta otimismo ao campo e abriu perspectivas mais favoráveis para o plantio da próxima safra.</p>
<p>Em setembro, com o agravamento da crise financeira, os preços das commodities desabaram e as projeções da receita agrícola para este ano também. O Ministério da Agricultura chegou a projetar no início do ano que a renda das lavouras poderia chegar a R$ 150 bilhões em 2009. Agora, prevê que a receita atinja R$ 156 bilhões, resultado apenas 3% menor do que o obtido em 2008, revela um estudo do Ministério da Agricultura a que o Estado teve acesso e será divulgado amanhã.</p>
<p>&#8220;A tendência é de que a renda agrícola de 2009 não sofra uma queda tão grande quanto se previa inicialmente e possa até se igualar à do ano passado, que foi recorde&#8221;, afirma o coordenador-geral de Planejamento do Ministério da Agricultura, José Garcia Gasques. Em 2008, a renda de 20 produtos agrícolas somou R$ 161,1 bilhões.</p>
<p>Segundo Gasques, o que está puxando para cima a receita são os preços. Ele observa que os dados da receita de abril refletem apenas parcialmente esse movimento porque as cotações consideradas são as de março e a escalada das commodities ganhou força em abril.</p>
<p>Consultorias privadas que consideram em seus cálculos os preços deste mês têm projeções mais otimistas. A RC Consultores, por exemplo, refez as contas e prevê que a renda obtida com a venda de grãos, cana, café e laranja atinja R$ 186,9 bilhões em 2009, ante estimativas iniciais que indicavam R$ 174,5 bilhões. A nova projeção é praticamente a mesma receita recorde obtida no ano passado. &#8220;A percepção de renda futura da agricultura mudou&#8221;, diz o diretor da consultoria, Fabio Silveira. Ele acredita que esse resultado possa até ser superado.</p>
<p>&#8220;Estamos contentes, mas preocupados&#8221;, afirma o presidente da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso, Glauber Silveira. Ele explica que a receita com soja pode ser corroída pela valorização do real ante o dólar, apesar de o preço atual do grão, que passa de US$ 11 por bushel na Bolsa de Chicago, superar a média histórica e o esperado diante do cenário de recessão global. O dólar fechou a semana em R$ 2,068, a menor cotação desde outubro do ano passado.</p>
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		<title>China vira principal comprador do Brasil</title>
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		<pubDate>Sun, 03 May 2009 12:44:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Com alta de 61% nas compras, China passa os EUA na lista de importadores
Márcia De Chiara &#8211; O Estado SP
A China está salvando as exportações brasileiras em meio à recessão global. Em março, pela primeira vez o país foi o principal destino dos produtos nacionais, desbancando a liderança histórica dos Estados Unidos. As exportações para [...]]]></description>
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<p><strong>Com alta de 61% nas compras, China passa os EUA na lista de importadores</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Márcia De Chiara &#8211; O Estado SP</p>
<p>A China está salvando as exportações brasileiras em meio à recessão global. Em março, pela primeira vez o país foi o principal destino dos produtos nacionais, desbancando a liderança histórica dos Estados Unidos. As exportações para China no primeiro trimestre cresceram 62,67% em valor e 41,47% em quantidade na comparação com o mesmo período de 2008.</p>
<p>Os principais beneficiados foram os produtores de soja, celulose, minério de ferro e petróleo. Essas quatro commodities respondem por 76,6% da receita de exportações brasileiras para o país, aponta a Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex).</p>
<p>&#8220;No pior dos mundos, o Brasil está melhor&#8221;, afirma Miguel Daoud, economista-chefe da consultoria Global Financial Advisor e especialista em China. Com a crise global, o governo chinês decidiu injetar quase US$ 600 bilhões na economia. O objetivo é estimular os negócios e mudar o modelo de economia exportadora para outro, voltado para o mercado interno. Esse pacote já começou a fazer efeito, com repercussões diretas no Brasil.</p>
<p>Daoud observa que o pacote está concentrado na construção civil. Isso significa maior consumo de aço e, consequentemente, de minério de ferro, a matéria-prima básica da siderurgia. Além disso, o governo chinês traçou um plano para tornar o país autossuficiente em cerca de uma dúzia de produtos agrícolas. Como apenas 10% do território são próprios para a agricultura, a China está aumentando as importações dos produtos que não são prioridade no plano de autossuficiência. É o caso da soja, o principal produto de exportação das lavouras brasileiras.</p>
<p>O salto chinês nas compras do Brasil chama ainda mais atenção pelo fato de as exportações brasileiras terem registrado no primeiro trimestre do ano um recuo de mais de 19% em relação ao mesmo período de 2008. As importações também caíram, mas um pouco mais: 21,6%. Apesar das quedas, a balança comercial brasileira registrou superávit de 9% no trimestre.</p>
<p>Estrela do comércio exterior, a China importou US$ 3,395 bilhões do Brasil no primeiro trimestre e foi praticamente o único país que ampliou significativamente as compras de produtos brasileiros, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A China respondeu por 47% das exportações para a Ásia, que ultrapassou a América Latina como bloco comercial no primeiro trimestre, segundo o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Welber Barral.</p>
<p>&#8220;As exportações para a Ásia vêm aumentando, apesar da crise. Tirando o Japão, o bloco tem um potencial comercial muito grande a ser explorado&#8221;, diz Barral.</p>
<p>Sem o robusto crescimento das vendas para a China, o superávit da balança comercial brasileira de US$ 3 bilhões no trimestre encolheria US$ 1,8 bilhão, calcula o vice-presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.</p>
<p>A liderança da China nas compras brasileiras não é transitória e deve se repetir nos próximos meses, prevê Daoud. Ele diz, no entanto, que com uma taxa de crescimento do PIB de 6% para este ano, o país não vai puxar o crescimento mundial, mas será &#8220;importantíssimo&#8221; para o Brasil.</p>
<p>&#8220;A China tem um papel muito importante em relação ao Brasil como um grande demandante de commodities&#8221;, diz o economista-chefe da Funcex, Fernando Ribeiro. Mas ele discorda de Daoud sobre o impacto da economia chinesa como motor do crescimento global e sobre a manutenção da liderança das compras de produtos brasileiros.</p>
<p>Ribeiro diz que não tem dúvida de que a China exerce um papel crucial na recuperação mundial, mesmo crescendo 6% em 2009. Ele prevê que o país continue ganhando importância nas exportações brasileiras nos próximos meses. Mas, para o ano como um todo, deve encostar nos EUA, que, na sua opinião, vai continuar liderando as compras do Brasil.</p>
<p>Castro, da AEB, lembra que o governo brasileiro temia o déficit na balança comercial no primeiro trimestre. Tanto que chegou a baixar medidas de licença não automática para importações, depois revogadas. &#8220;Mas o cenário mudou completamente e a balança comercial registrou déficit apenas em janeiro.&#8221;</p>
<p>O vice-presidente executivo da AEB se diz surpreso com as taxas de crescimento dos volumes exportados para a China. A quantidade vendida de celulose, por exemplo, aumentou 650% no primeiro trimestre ante o mesmo período de 2008. No caso do ferro fundido, da soja e do minério de ferro, houve crescimento de 700%, 120% e 40%, respectivamente, nas quantidades exportadas entre janeiro e março.</p>
<p>&#8220;Essas taxas de crescimento são desproporcionais&#8221;, diz o economista. Na análise de Castro, esse ritmo de crescimento de compras não deve se manter, mesmo com a China crescendo 6% ao ano.</p>
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		<title>Melhora no interior</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Apr 2009 12:36:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Celso Ming, O Estado SP


&#160;
celso.ming@grupoestado.com.br


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A depender das estimativas oficiais e dos analistas independentes, o tombo da safra 2008/2009 não será tão grande quanto se esperava há apenas um mês. É mais um elemento que parece mostrar que as condições da economia brasileira não estão tão ruins como pareciam há dois meses.
Terça-feira, tanto o IBGE como [...]]]></description>
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<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/04/colheita_milho1.jpg" alt="colheita_milho1.jpg" /></div>
<p></a></h3>
<p style="background-color: #ffff99"><font style="background-color: #ffff99" size="4">Celso Ming, O Estado SP</font></p>
</div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="fonte">celso.ming@grupoestado.com.br</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>A depender das estimativas oficiais e dos analistas independentes, o tombo da safra 2008/2009 não será tão grande quanto se esperava há apenas um mês. É mais um elemento que parece mostrar que as condições da economia brasileira não estão tão ruins como pareciam há dois meses.</p>
<p>Terça-feira, tanto o IBGE como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reviram suas expectativas de produção para cima. Passaram de uma queda de 7,3%, estimada em março, para 6,5%, no caso do IBGE, e de 6,1% para 4,5%, nos números da Conab.</p>
<p>Isso parece indicar que a economia do interior deve se recuperar mais rapidamente do que se esperava, o que também deverá reanimar tantas administrações municipais afundadas na redução da arrecadação.</p>
<p>Para o analista de mercado da Agroconsult, Marcos Rubin, o pico das projeções mais pessimistas se deu nos primeiros dois meses do ano porque havia muita incerteza sobre os efeitos da forte estiagem que atingiu as plantações em novembro e dezembro passados, principalmente na Região Sul do País. Calculadas as perdas das safras de verão, o produtor pode ter visto nas culturas de inverno (milho e trigo) uma oportunidade de recuperação.</p>
<p>No caso do milho, que possui importante ciclo de inverno, a soma de preços melhores e de uma redução nos custos incentivou os produtores a aumentar a área de plantio, mas que, ainda assim, é inferior à registrada na safra passada. &#8220;O cenário geral, em comparação ao que se viu no início deste ano, está melhor&#8221;, diz Rubin.</p>
<p>E há outro fator positivo: os custos médios de produção, que, no caso da soja cultivada na região de Mato Grosso, tiveram um aumento de 82% na safra 2008/2009 em relação à anterior, já começam a cair.</p>
<p>O analista da Agroconsult calcula que, para a próxima safra, a redução do custo médio dos fertilizantes para a soja será de 13% e a do custo total de produção, de 8%. O milho, cujo aumento médio nos custos de produção nesta safra foi de 25%, terá queda de 11% na próxima.</p>
<p>Os dados da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda) mostram que a relação de troca do milho (quantidade de sacas de 60 quilos do produto necessária para a compra de uma tonelada de fertilizante) caiu de 51,0 em 2008 para 47,7 no primeiro bimestre deste ano, e a da soja, de 26,3 para 24,6.</p>
<p>O analista Pedro Collussi, da AgraFNP, aponta outros motivos para o otimismo: &#8220;Em março, os produtores, influenciados por um relatório mais otimista de estimativa de produção de milho nos Estados Unidos, resolveram plantar de última hora.&#8221; A estimativa da redução de área cultivada, que era de 18%, passou a 9,5%.</p>
<p>Em relação ao trigo, cujo plantio se inicia agora, poucas mudanças devem ocorrer. Rubin explica que, por se tratar de uma cultura de rotação, sua decisão de plantio é técnica, também por causa da antecipação dos contratos de venda. &#8220;Mesmo com a quebra de produção na Argentina, os preços não mudaram aqui. Pode ser que, no período de colheita, que deve ocorrer no terceiro trimestre, eles estejam mais altos.&#8221;</p>
<p>Apesar da queda desta safra, ela ainda deverá ser a segunda maior da história, perdendo apenas para a 2007/2008, que somou 144,1 milhões de toneladas.</p>
<p><strong>COLABOROU NÍVEA TERUMI</p>
<p>Confira</strong></p>
<p>Melhora &#8211; Ainda é cedo para afirmar que a crise já passou. Mas esta já é uma boa aposta, com base em alguns indícios. Aqui vão três:</p>
<p>As vendas de produtos que não dependem de crédito parecem bem melhores. Os supermercados, por exemplo, faturaram 1,7% a mais nos dois últimos meses. E o consumo físico de energia elétrica cresceu 3,3% no mesmo período.</p>
<p>E, anteontem, a Associação Brasileira de Papelão Ondulado comunicou que as vendas do produto, muito usado em embalagens, cresceram 16,4% em março, quando comparadas com os números de fevereiro.</p></div>
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		<title>Valor da terra surpreende e volta a subir</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 12:31:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[agrofolha

  Com alta da soja e maior interesse de investidor estrangeiro, preço médio do hectare no país bate novo recorde nominal
Cotação chega a R$ 4.373; desvalorização do real dá competitividade a produtos de exportação e contribui para recuperar mercados
  
GITÂNIO FORTES &#8211; FOLHA SP
  DA REDAÇÃO 
Nada de crise no preço das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font size="+2" color="#000080">agrofolha</font></strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.agrisus.org.br/foto/38_colheita_de_soja_e_plantio_de_milho_31032004_sorriso_MT_Grupo_Pinesso.g.jpg" alt="http://www.agrisus.org.br/foto/38_colheita_de_soja_e_plantio_de_milho_31032004_sorriso_MT_Grupo_Pinesso.g.jpg" /></div>
<p><font size="5"></font>  <strong>Com alta da soja e maior interesse de investidor estrangeiro, preço médio do hectare no país bate novo recorde nominal</p>
<p>Cotação chega a R$ 4.373; desvalorização do real dá competitividade a produtos de exportação e contribui para recuperar mercados</strong></p>
<p><strong>  <span style="background-color: #ffff99"></span></strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>GITÂNIO FORTES</strong> &#8211; FOLHA SP</p>
<p><font size="-1">  DA REDAÇÃO </font></p>
<p>Nada de crise no preço das  terras. A valorização das commodities neste começo de ano e  a retomada do interesse de investidores internacionais, que  voltaram a prospectar negócios, repercutiram favoravelmente no mercado. A média  nacional do preço do hectare,  que ensaiou retração na virada  de 2008 para 2009, surpreendeu com registro de alta.<br />
De acordo com o mais recente Relatório de Terras, divulgado bimestralmente pela consultoria AgraFNP há mais de  três anos, o preço médio do  hectare no país alcançou o recorde nominal de R$ 4.373.<br />
No último bimestre do ano  passado, a cotação era de  R$ 4.330, menor que os R$  4.341 de setembro/outubro.<br />
Jacqueline Bierhals, gerente  da AgraFNP, aponta a volta do  investidor estrangeiro, que se  retraiu no fim de 2008, como  um dos principais fatores para  a valorização. Segundo ela, no  começo deste ano, comitivas de  empresários chineses, americanos, alemães e holandeses visitaram as principais regiões  produtoras de grãos do país.<br />
Não há registro de que negócios tenham sido fechados  -até pela época, de proximidade da colheita da safra de verão.  Os agricultores se concentram  na produção e deixam para depois o investimento em novas  áreas ou a análise de propostas  pelas suas propriedades.<br />
Ainda de acordo com a  AgraFNP, a recuperação dos  preços agrícolas devolveu vigor  ao mercado de terras.<br />
A valorização da soja na Bolsa de Chicago no primeiro bimestre, em relação aos dois  meses anteriores foi de 1,95%.  No mercado interno, chegou a  7,45%, afirma Bierhals.</p>
<p><strong>Novo patamar</strong><br />
A diferença se explica pela  mudança de patamar do real  ante o dólar desde setembro do  ano passado, com o agravamento da crise financeira.<br />
Para quem conseguiu escapar dos problemas climáticos  -também eles um dos motivos  para que os preços agrícolas se  recuperem- e manter a produtividade, cada saca de produto  exportado agora propicia obter  mais reais que antes.<br />
O dólar atualmente na casa  de R$ 2,20 nem se compara às  mínimas de 2008, quando ficou  abaixo de R$ 1,60.<br />
O presidente da Sociedade  Rural Brasileira, Cesário Ramalho, afirma que era de esperar outro comportamento do  mercado. A expectativa era a de  quedas abruptas no valor do  hectare, principalmente pelas  restrições de crédito, capazes  de inibir o financiamento para  a aquisição de novas áreas.<br />
&#8220;Mas, com a soja na faixa de  R$ 40 a R$ 42, a saca e produtividade de 50 sacas por hectare,  é possível obter renda acima do  custo de produção&#8221;, diz o presidente da Rural. Com isso, tornou-se natural que o preço da  terra se sustente.<br />
Ramalho ressalva que a valorização, no entanto, não se dá  em todos os lugares.<br />
Perto de Bauru e Marília, no  interior paulista, região em que  o espaço agrícola se divide entre grãos, cana-de-açúcar, pastagens e reflorestamento, os  preços não se mostram tão firmes, afirma ele.<br />
Frederico Fonseca Lopes, sócio da Markestrat, centro de  pesquisas de Ribeirão Preto  (SP), afirma que no interior  paulista há poucos negócios,  principalmente em áreas destinadas para a citricultura e a cana-de-açúcar, lavouras que já  passaram por períodos de preços mais favoráveis.</p>
<p><font size="5"></font></p>
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		<title>Commodities agrícolas seguirão acima da média histórica, projeta USDA</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 13:25:47 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[
Javier Blas, Financial Times, de Washington &#8211; VALOR
As cotações das commodities alimentícias deverão permanecerão acima de níveis históricos em 2009, afetando os países pobres pelo terceiro ano consecutivo, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
A previsão da conferência anual do USDA em Washington aponta para preços mais baixos do que no primeiro semestre do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.defesacivil.rs.gov.br/comunicacao/noticia/20061003-162937/milho2.jpg" alt="http://www.defesacivil.rs.gov.br/comunicacao/noticia/20061003-162937/milho2.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Javier Blas, Financial Times, de Washington &#8211; VALOR</strong></p>
<p>As cotações das commodities alimentícias deverão permanecerão acima de níveis históricos em 2009, afetando os países pobres pelo terceiro ano consecutivo, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).</p>
<p>A previsão da conferência anual do USDA em Washington aponta para preços mais baixos do que no primeiro semestre do ano passado, quando commodities como milho, trigo, soja e arroz atingiram máximas históricas. Joseph Glauber, economista-chefe do USDA, disse que o impacto da crise econômica sobre o consumo de alimentos deprimiu temporariamente os preços das commoditie agrícolas, mas advertiu que os preços deverão permanecer bem acima da média nos oito anos desde 2000.</p>
<p>Glauber disse que as perspectivas são &#8220;de um retorno de preços mais altos&#8221;, pois algumas das pressões que motivaram os aumentos no ano passado e um crescimento relativamente forte em mercados emergentes &#8220;voltarão a desempenhar um papel importante&#8221; neste ano ou no início de 2010. &#8220;Este será novamente um ano difícil [para países pobres]&#8220;, disse ele.</p>
<p>O USDA prevê que os preços do trigo na porteira, nos EUA, ficarão abaixo do nível recorde em 2008, mas acima da média do biênio 2006-2007, quando as cotações começaram a subir e chegaram a desencadear uma crise alimentícia mundial.</p>
<p>A perspectiva de preços mais altos era uma particular preocupação para países em desenvolvimento exatamente no momento em que a crise econômica impactou suas perspectivas, foi dito à conferência. Os comerciantes de alimentos advertiram que alguns países africanos estão defrontando-se com dificuldades para garantir suas importações de commodities alimentícias em meio a um crédito apertado.</p>
<p>Christopher Delgado, um consultor para políticas agrícolas no Banco Mundial, advertiu a conferência que, apesar de uma queda nos preços dos alimentos, os preços do milho estão pelo menos 40% acima da média do período 2003-2006, e os preços do arroz estão 100% mais altos. &#8220;A crise de alimentos não foi embora&#8221;, disse ele. &#8220;Na realidade, ela está voltando&#8221;.</p>
<p>O número de pessoas famintas no mundo, no ano passado, saltou para quase 1 bilhão, devido ao impacto da crise mundial de alimentos, quando foram registrados preços recordes para commodities agrícolas e manifestações de protesto nas ruas contra a falta de alimentos em vários países &#8211; do Haiti a Bangladesh. O impacto de longo prazo da crise de alimentos deverá induzir os países a adotarem políticas alimentícias mais protecionistas.</p>
<p>Uma preocupação central continua a ser com as proibições a exportações que alguns grandes vendedores de commodities agrícolas impuseram nos últimos 18 meses. O Vietnã, segundo maior exportador de arroz do mundo, anunciou na na semana passada uma proibição de quatro meses à vendas de arroz no exterior. Na Argentina, cresceram as especulações de que o governo poderá criar um &#8220;diretoria de comércio&#8221; para grãos e sementes oleaginosas, visando assumir maior controle sobre um setor da economia crucial na geração de receitas e permitir ao governo estabelecer pisos para os preços.</p>
<p>Wayne Jones, diretor de mercados agrícolas e alimentícios na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCED), disse que os países em desenvolvimento estão migrando &#8220;de importação para terceirização&#8221; da produção em terras agrícolas, e de &#8220;intervenções privadas para públicas nos mercados&#8221;. &#8220;Para países de baixa renda e importadores de alimentos, essa [transição rumo a preços mais altos de produtos agrícolas] é assustador&#8221;, disse ele.</p>
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		<title>China: menor apetite chinês vai tirar US$ 1,5 bi da exportação brasileira</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 16:47:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Menor apetite chinês vai tirar US$ 1,5 bi da exportação brasileira
Raquel Landim, de São Paulo &#8211; VALOR
Um dos países mais beneficiados pelo voraz apetite chinês por commodities, o Brasil vai sofrer com a desaceleração do gigante asiático. O país deve perder pelo menos US$ 1,5 bilhão em vendas de apenas três produtos &#8211; soja, minério [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://inovacao.scielo.br/img/revistas/inov/v2n4/a08img04.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://inovacao.scielo.br/img/revistas/inov/v2n4/a08img04.jpg" width="200" height="289" /><img src="http://a.abcnews.com/images/Technology/ap_china_pollution_071218_ms.jpg" alt="http://a.abcnews.com/images/Technology/ap_china_pollution_071218_ms.jpg" width="323" height="242" /></div>
<p><strong>Menor apetite chinês vai tirar US$ 1,5 bi da exportação brasileira</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Raquel Landim, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>Um dos países mais beneficiados pelo voraz apetite chinês por commodities, o Brasil vai sofrer com a desaceleração do gigante asiático. O país deve perder pelo menos US$ 1,5 bilhão em vendas de apenas três produtos &#8211; soja, minério de ferro e petróleo &#8211; para os chineses este ano. Especialistas em comércio exterior acreditam que a China está trocando os banquetes de commodities por uma dieta mais equilibrada. Por isso, além desta perda, investimentos futuros com alvo no mercado chinês devem ser bem estudados, dizem os analistas.</p>
<p>Conforme a estimativa do Conselho Brasil-China, as exportações para o país asiático de soja, minério de ferro e petróleo vão cair 12%, de US$ 12,7 bilhões em 2008 para US$ 11,2 bilhões em 2009. Essas commodities representam 77% da pauta de exportação do Brasil para a China. As projeções apontam queda de 19,4% nas vendas de soja para a China em 2009, 46,4% no petróleo, e alta de 13,7% no minério de ferro. O conselho parte da premissa que as exportações serão prejudicadas apenas pela queda de preços, porque os volumes de soja e petróleo vão se manter constantes, enquanto o do minério pode subir 10% graças ao pacote de estímulo fiscal chinês . A hipótese é considerada otimista por outros analistas, para quem a queda das exportações para a China pode ser ainda mais significativa.</p>
<p>&#8220;A corrente comercial entre os dois países inevitavelmente vai cair. Vamos enfrentar uma redução substancial em valor com a queda dos preços das commodities, mas o volume dificilmente será afetado&#8221;, disse Rodrigo Tavares Maciel, secretário-executivo do conselho. Maurício Moreira Mesquita, economista do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), discorda e avalia que a tendência é de queda para as exportações brasileiras para a China, não apenas em preço, mas também em volume. &#8220;Se a desaceleração da economia chinesa se aprofundar, o impacto para a América Latina vai ser severo&#8221;, ponderou.</p>
<p>Em seis anos, os chineses quintuplicaram a compra desses produtos no Brasil. As exportações brasileiras de soja para a China saltaram de US$ 1,3 bilhão em 2003 para US$ 5,3 bilhões em 2008. No minério de ferro, as vendas saíram de US$ 765 milhões para US$ 4,9 bilhões no período. O petróleo &#8211; que sequer aparecia entre os principais produtos de exportação para a China em 2003 &#8211; rendeu US$ 1,7 bilhão ao país em 2008.</p>
<p>Dois fatores aplacaram a sofreguidão dos chineses por commodities brasileiras: a desaceleração do crescimento da economia do país &#8211; provocada pela crise global e pela fraqueza das exportações &#8211; e a consolidação da sua indústria pesada. O ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da China desacelerou de 13% em 2007 para 9% em 2008 e deve ficar em 8% em 2009 nas expectativas otimistas. A indústria pesada chinesa está contaminada pelo excesso de produção, o que vai exigir a consolidação em empresas maiores e mais competitivas e limitar a construção de novas plantas. A preocupação do país com a poluição também deve desestimular investimentos.</p>
<p>&#8220;A posição de exportadores de commodities como o Brasil é mais forte que uma década atrás, mas planos de expansão baseados no ritmo de crescimento dos últimos anos têm que ser revistos&#8221;, disse ao Valor Arthur Kroeber, diretor-executivo da Dragonomics, consultoria especializada em economia chinesa, sediada em Pequim. Kroeber avalia que a &#8220;chave&#8221; é que a demanda da China por commodities brasileiras vai seguir forte, mas a taxa de crescimento será bem menor, derrubando preços.</p>
<p>É o contrário do ciclo que levou as commodities às alturas. Entre 2003 e 2007, o crescimento da China saltou de 8% para 12% e a capacidade da indústria intensiva em recursos naturais aumentou muito. Como resultado, os preços de commodities como soja e petróleo saltaram 115% e 213%, respectivamente, entre 2003 e 2007, mas parte desses ganhos já foi devolvida. Desde 2008, as cotações da soja e do petróleo caíram 20,5% e 58,2%. No minério de ferro, que subiu mais de 70% só no ano passado, as siderúrgicas chinesas e a mineradora brasileira Vale estão travando uma queda-de-braço para definir o preço de 2009. A expectativa é de pelo menos 30% de queda.</p>
<p>O minério de ferro é bom exemplo das mudanças que estão ocorrendo na China e vão atingir o Brasil. Em 2000, a China produzia 100 milhões de toneladas de aço. Graças ao forte crescimento da economia local, chegou a um ritmo anualizado de 570 milhões de toneladas no início de 2008, quatro vezes mais do que em 2000. Preocupado com a inflação, o governo chinês introduziu medidas para desacelerar a economia. Em conjunto com a crise global, as medidas derrubaram a produção de aço para 420 milhões de toneladas no fim de 2008. Os analistas estimam que a China vai seguir produzindo entre 420 milhões e 450 milhões de toneladas de aço por ano, volume acima do de 2000, mas praticamente estável na comparação com o fim de 2008.</p>
<p>A demanda chinesa por soja &#8211; outro importante item da pauta de exportação do Brasil pela China &#8211; deve ser menos afetada. Para Trevor Houser, pesquisador do Instituto Peterson para Economia Internacional, o consumo de commodities agrícolas não sofre como as metálicas, já que a dieta alimentar da população varia muito menos que os ciclos de investimento. A soja é um produto importante na alimentação chinesa e sua substituição por outros alimentos é complicada. Os preços do grão, porém, devem permanecer baixos por conta da crise financeira, que reduziu a liquidez dos mercados.</p>
<p>O pacote de estímulo fiscal da China e a recuperação do mercado imobiliário local podem ajudar a sustentar o consumo de aço, cimento e cobre em 2009, evitando uma queda mais brusca da demanda pelo minério de ferro brasileiro. Mas o tamanho do impacto depende da eficácia do pacote, o que divide os analistas. O governo chinês anunciou US$ 586 bilhões em gastos para estimular a economia. Boa parte do investimento será destinado à infraestrutura, à recuperação das áreas afetadas pelo terremoto de Sichuan e à construção de casas populares.</p>
<p>&#8220;O declínio da demanda chinesa não será tão forte quanto alguns especulam, mas não é razoável esperar que os preços permaneçam no mesmo patamar dos últimos anos, porque os fundos de investimento inflaram as commodities&#8221;, disse Li Gang Liu, economista-chefe do BBVA do departamento de pesquisa econômica da China e ex-funcionário do Banco Central de Hong Kong. Para Houser, o Brasil deve se preocupar mais com o colapso dos preços nos últimos seis meses do que com uma eventual queda de demanda, que levaria à redução do volume exportado. &#8220;Os preços devem continuar fracos até que o apetite chinês se recupere, o que ainda pode demorar um ano.&#8221;</p>
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		<title>Alheias à crise, commodities sobem em janeiro</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Feb 2009 11:18:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Fernando Lopes e Mônica Scaramuzzo, de São Paulo &#8211; VALOR
Com forte influência dos chamados fundamentos, todas as oito principais commodities agrícolas negociadas pelo Brasil no mercado internacional encerraram o mês de janeiro com preços médios superiores aos de dezembro de 2009.
Tal &#8220;alinhamento positivo&#8221;, exposto por cálculos do Valor Data baseados nas médias mensais dos contratos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.defesacivil.rs.gov.br/comunicacao/noticia/20061003-162937/milho2.jpg" alt="http://www.defesacivil.rs.gov.br/comunicacao/noticia/20061003-162937/milho2.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Fernando Lopes e Mônica Scaramuzzo, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>Com forte influência dos chamados fundamentos, todas as oito principais commodities agrícolas negociadas pelo Brasil no mercado internacional encerraram o mês de janeiro com preços médios superiores aos de dezembro de 2009.</p>
<p>Tal &#8220;alinhamento positivo&#8221;, exposto por cálculos do Valor Data baseados nas médias mensais dos contratos futuros de segunda posição de entrega (normalmente os de maior liquidez) transacionados nas bolsas de Chicago (soja, milho e trigo) e Nova York (açúcar, café, cacau, suco de laranja e algodão), não era visto desde junho de 2008, em plena inflação global dos alimentos.</p>
<p>Ainda que o nervosismo nos mercados mundiais tenha sido muitas vezes exacerbado pelas notícias de desaceleração econômica tanto em países desenvolvidos quanto em emergentes em janeiro, provocando movimentações financeiras que ajudaram a influenciar as commodities, o resultado não foi negativo para as cotações como muitos analistas temiam no fim de dezembro, em meio a um cenário de muitas incertezas.</p>
<p>Tragadas pelo aprofundamento da crise americana a partir de setembro, as cotações internacionais dos produtos agrícolas registraram queda ab-rupta até o fim do ano passado. Especialistas já alertavam que as relações de oferta e demanda não justificavam tamanha desvalorização, apesar da tendência de desaceleração. Com os fundamentos em geral &#8220;altistas&#8221; do mês passado, houve espaço para correções.</p>
<p>Vinícius Ito, analista da Newedge, corretora baseada em Nova York, lembra que um forte movimento de desova de posições por parte de investidores até o fim de 2008 colaborou sobremaneira para as fortes quedas observadas. Em janeiro, diz, muitos deles renovaram as apostas, fortalecidas pelos fundamentos.</p>
<p>No caso dos grãos negociados em Chicago, pesaram as quedas de produção na América do Sul por causa da seca, principalmente na Argentina, e o aquecimento da demanda de países consumidores importantes como a China, que decidiu recompor seus estoques com os preços mais em conta do que nos três primeiros trimestres do ano passado.</p>
<p>Nesse cenário, as cotações da soja foram as que mais subiram. Segundo o Valor Data, a média de janeiro atingiu US$ 9,9745 por bushel, 14,29% acima que a média de dezembro. A valorização do trigo, por sua vez, chegou a 9,49% na mesma comparação, e o bushel foi negociado, em média, por US$ 6,0168. O preço médio do milho subiu 7,11%, para US$ 4,0179 por bushel.</p>
<p>Ito acredita que, se depender apenas dos fundamentos, as cotações dos grãos poderão se estabilizar em torno desses patamares. Pelo critério dos preços médios, soja e milho estavam em baixa em Chicago desde julho de 2008; o trigo, desde agosto.</p>
<p>Não foram muito diferentes as equações que definiram as cotações das chamadas &#8220;soft commodities&#8221; em Nova York em janeiro. Os fundamentos prevaleceram também para esses produtos. &#8220;Se fizermos uma análise do mercado, nada efetivamente mudou muito. O mercado de crédito continua limitado, ainda sem fluir como deveria. A volatilidade também se manteve em janeiro e o dólar ficou mais firme, o que ajuda a pressionar as cotações&#8221;, explicou Rodrigo Costa, da Newedge.</p>
<p>No entanto, os preços das commodities fecharam firmes em janeiro, respaldados pelos fundamentos já conhecidos de cada commodity. Nenhum fator novo modificou o rumo do açúcar, café, suco, algodão e cacau. Para o açúcar, os preços refletem o primeiro déficit global depois de três anos de superávit mundial. A média de janeiro atingiu 12,62 centavos de dólar por libra-peso, 6,41% acima que a média de dezembro.</p>
<p>No café, a menor colheita no Brasil em 2009, resultado da bianualidade da safra (produtividade baixa a cada dois anos) também tem dado sustentação aos preços. O grão acumulou valorização de 7,22% em janeiro, com preços médios de US$ 1,1871 por libra-peso. A queda da produtividade dos países da América Central também tem ajudado a dar suporte às cotações.</p>
<p>As previsões de geadas sobre os pomares da Flórida, segundo maior produtor mundial de suco de laranja, embora não tenham ainda provocado danos às regiões produtoras dos EUA, deram sustentação ao produto no mês passado. Os riscos de estragos não se concretizaram, mas foram suficientes para elevar os preços do suco, que em janeiro acumularam alta de 2,61%, com preços médios de 76,88 centavos de dólar por libra-peso.</p>
<p>O algodão também subiu, apesar da baixa demanda global por têxteis. Segundo Fernando Martins, da Newedge, a menor área plantada para a pluma nos EUA sustentou as cotações. No mês o produto acumula alta de 8,68%, com preço médio de 49,57 centavos de dólar. O cacau subiu 6,06% no mês, negociado a US$ 2.591,20 a tonelada, por conta dos problemas na produção na Costa do Marfim e Gana e atraso da chegada da amêndoa até os portos.</p>
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		<title>Exportação de agronegócio é recorde</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 14:01:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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As exportações do agronegócio do Brasil totalizaram recorde de US$ 71,9 bilhões em 2008, alta de 23% em relação a 2007, informou o Ministério da Agricultura. O superávit da balança comercial do setor também obteve recorde, de US$ 60 bilhões, e a participação do agronegócio nas exportações totais brasileiras foi de 36,3%. O complexo soja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.portosdoparana.pr.gov.br/arquivos/Image/fotos_materias/2008/05.2008/26_05_2008_soja/085aa.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://www.portosdoparana.pr.gov.br/arquivos/Image/fotos_materias/2008/05.2008/26_05_2008_soja/085aa.jpg" width="554" height="354" /></div>
<p>As exportações do agronegócio do Brasil totalizaram recorde de US$ 71,9 bilhões em 2008, alta de 23% em relação a 2007, informou o Ministério da Agricultura. O superávit da balança comercial do setor também obteve recorde, de US$ 60 bilhões, e a participação do agronegócio nas exportações totais brasileiras foi de 36,3%. O complexo soja (óleo, farelo e grão) registrou crescimento de 58% e o setor de carnes teve alta de 29%.</p>
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		<title>Safra menor no Brasil é mais um problema para economia mundial</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 11:48:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Lauren Etter, The Wall Street Journal &#8211; VALOR
Num momento em que o mundo precisa de mais comida, os efeitos da crise global do crédito sobre o Brasil aumentam o risco de falta de alimentos.
Muitos produtores brasileiros tinham a esperança de que a alta no mercado de grãos os ajudaria a pagar as dívidas e se [...]]]></description>
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<p style="background-color: #ffff99"><strong>Lauren Etter, The Wall Street Journal &#8211; VALOR</strong></p>
<p><strong>Num momento em que o mundo precisa de mais comida, os efeitos da crise global do crédito sobre o Brasil aumentam o risco de falta de alimentos.</strong></p>
<p>Muitos produtores brasileiros tinham a esperança de que a alta no mercado de grãos os ajudaria a pagar as dívidas e se tornarem mais competitivos em relação aos produtores americanos, que há muito são os líderes mundiais em produtividade agrícola. Agora, porém, com falta de capital, os brasileiros estão reduzindo o tamanho das plantações e até deixando de pagar dívidas. A acentuada a queda nos preços de diversos produtos no mercado mundial e o aumento no custo dos suprimentos agrícolas, combinados com o aperto no crédito, estão reduzindo o ritmo de um dos fornecedores de alimentos que mais cresce no mundo.</p>
<p>O desaquecimento do cinturão agrícola brasileiro pode afetar toda a economia do país, a maior da América Latina e que vinha, ao lado de Rússia, China e Índia, puxando o crescimento do mundo emergente.</p>
<p>Nos últimos anos, com o aumento da demanda global por grãos, os produtores brasileiros cultivaram a terra a um ritmo febril para plantar soja; estradas foram abertas no interior do país para transportar a produção. O aumento no preço dos grãos em todo o primeiro semestre de 2008 acelerou essa expansão.</p>
<p>Agora, os produtores estão tendo dificuldade de conseguir empréstimos para cobrir o alto custo dos fertilizantes, pesticidas e sementes. Para esses empréstimos, eles sempre dependeram muito de um punhado de cerealistas multinacionais, como Archer-Daniels-Midland Co., Bunge Ltd. e Cargill Inc.</p>
<p>Ao contrário dos Estados Unidos, onde os fazendeiros dependem de empréstimos do governo e de bancos privados, no Brasil até 40% do financiamento vêm de empresas agrícolas. Essa porcentagem pode cair para até 25% este ano, segundo o ex-ministro da Agricultura Marcus Vinicius Pratini de Moraes, hoje conselheiro independente do JBS SA.</p>
<p>Agora que a volatilidade no mercado de commodities e a crise financeira global aumentaram os riscos e os custos de fazer negócios no Brasil, as grandes empresas cerealistas estão freando o os empréstimos.</p>
<p>&#8220;Cada empresa está tentando garantir o máximo possível de capital (para suportar) os efeitos de longo prazo da crise do crédito&#8221;, diz Stefano Rettore, gerente-geral da CHS Brasil. &#8220;Isso está deixando menos capital disponível para financiar a agricultura brasileira.&#8221;</p>
<p>Esse aperto deve contribuir para uma queda de 2% na produção brasileira de soja para a safra de 2008-2009, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA.</p>
<p>Na última quarta-feira, a fabricante americana de equipamentos agrícolas Deere &amp; Co. divulgou sua previsão de que as vendas desses equipamentos na América do Sul cairão em até 20% no ano que vem, em parte devido à &#8220;difícil situação do crédito no Brasil&#8221;, diz Susan Karlix, diretora de comunicações, em uma teleconferência com os investidores.</p>
<p>A Bunge, um dos maiores processadores mundiais de soja, cortou em 70% os pagamentos adiantados em dinheiro aos produtores agrícolas brasileiros desde o final do ano passado, segundo informes da empresa. A Bunge, tal como outras cerealistas, concede empréstimos e pagamentos adiantados em dinheiro aos produtores, em troca de entregas futuras de cereais.</p>
<p>&#8220;Basicamente, estamos sendo mais seletivos&#8221;, disse Stewart Lindsay, porta-voz da Bunge, &#8220;a fim de gerir melhor nosso capital de giro em um nível global, e sermos prudentes em termos de risco, em um ambiente de preços que já demonstrou ser volátil&#8221;.</p>
<p>As americanas ADM e Cargill informam que aumentaram o volume total de crédito disponível para os produtores brasileiros. Mesmo assim, os fazendeiros dizem que os empréstimos não bastam para cobrir seus custos cada vez maiores.</p>
<p>Na última década, o financiamento privado para os fazendeiros incentivou o rápido crescimento da agricultura e da infra-estrutura na região Centro-Oeste, ajudando o país a tornar-se um dos maiores produtores agrícolas mundiais. Hoje o Brasil é o maior produtor de soja depois dos EUA, respondendo por uma quarta parte da produção mundial desse grão.</p>
<p>Ao longo dos anos, os fazendeiros brasileiros acumularam vultosas dívidas depois de uma série de colheitas fracas e de taxas de câmbio desfavoráveis, no início da década. Essas dívidas estão fazendo com que muitos encontrem dificuldade para tomar novos empréstimos.</p>
<p>O custo total da produção das três principais lavouras de Mato Grosso &#8211; soja, milho e algodão &#8211; deve aumentar 42% este ano em relação ao ano passado diz Michael Cordonnier, presidente da consultoria americana Soybean &amp; Corn Advisor.</p>
<p>Agora, além de economizar com fertilizantes e insumos &#8211; o que aumenta o risco de redução da safra -, muitos produtores estão deixando de pagar dívidas e equipamentos importantes para garantir produtividade estão sendo retomados pelos bancos. Mais de cem máquinas como tratores e colheitadeiras confiscadas nos últimos dias no Mato Grosso, o campeão nacional da produção de soja, diz Glauber Silveira, presidente da Aprosoja, Associação dos Produtores de Soja do Mato Grosso.</p>
<p><strong>(Colaborou Tony Danby)</strong></p>
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		<title>O que fazer com a China na crise</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 14:13:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Sergio Leo &#8211; VALOR
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<p style="background-color: #ffff99"><strong>Sergio Leo &#8211; VALOR</strong></p>
<p>O Brasil tem dois tipos de preocupações em relação à China, que, apesar do tamanho, é um participante discreto das reuniões de cúpula convocadas para evitar uma ameaçadora recessão mundial. Analistas buscam na peculiar macroeconomia chinesa pistas da reação do país à crise e da capacidade de ajudar o mundo a atravessá-la. Ao mesmo tempo, o Brasil debate a melhor estratégia para lidar com a crescente voracidade chinesa no mercado internacional.</p>
<p>Em Brasília, as autoridades esperam receber neste mês um sinal de como a China vai combinar a retração dos mercados consumidores e as sensibilidades afetadas pelo apetite dos exportadores chineses. Vence em dezembro o prazo combinado na OMC para que os países sócios pudessem impor salvaguardas contra produtos têxteis chineses. Com a extinção das salvaguardas hoje aplicadas pelo Brasil, estará liberada a entrada de têxteis da China no mercado brasileiro, o que apavora os concorrentes nacionais. O governo brasileiro sugeriu uma alternativa às salvaguardas; os chineses fazem mistério.</p>
<p>O Brasil quer um &#8220;mecanismo de consultas&#8221; entre os setores privados dos dois países, sob a supervisão dos governos: sempre que houver alta muito forte nas vendas chinesas ao Brasil, se não houver acordo privado para evitar danos sérios aos concorrentes nacionais, o governo brasileiro poderia adotar &#8220;medidas administrativas&#8221; contra as &#8220;distorções&#8221; no comércio.</p>
<p>&#8220;É um mecanismo muito mais suave do que existe hoje&#8221;, defende o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Ivan Ramalho, que não dá detalhes sobre as &#8220;medidas administrativas&#8221; cogitadas. Os chineses temem criar precedentes contra as próprias importações e estão calados desde meados de outubro, quando receberam respostas a pedidos de esclarecimento sobre a proposta brasileira.</p>
<p>Neste ano, haverá déficit recorde no comércio com a China. As compras de produtos chineses vão superar em mais de US$ 2 bilhões as vendas do Brasil àquele país. Até outubro, mesmo com menor ritmo de crescimento, o déficit já chegou perto do alcançado em 2007 (US$ 1,87 bilhão): as importações brasileiras foram quase US$ 1,8 bilhão superiores às vendas para aquele mercado. &#8220;Precisamos diversificar a pauta de exportações para a China, que importa muitos manufaturados, mas não do Brasil&#8221;, diz Ramalho.</p>
<p>No último trimestre, houve aumento forte no ritmo de aumento das vendas à China, e uma redução do ritmo de crescimento das compras. Mas os negócios com grãos e óleo de soja são os maiores responsáveis pelo melhor desempenho, e representam, sozinhos, 42,5 % das exportações brasileiras à China. Com as exportações de minério, somam 70% do total. No caso da soja, pelo menos, é boa notícia o fato de que se destinam ao mercado consumidor interno, como reflexo da melhoria nas condições locais de alimentação e urbanização &#8211; algo que a recessão mundial não abalará muito..</p>
<p>O governo prepara um esforço de exportação para a China e, baseado nas estatísticas de comércio, já identificou setores como máquinas para têxteis e couros, autopeças e motores, preparações alimentícias e equipamentos diversos que os chineses compram de outros países. &#8220;Estamos na fase de identificar, no caso de máquinas e equipamentos, que produtos são comprados, de quem e por quê&#8221;, relata Ramalho. No próximo ano, missões comerciais para vender manufaturados serão enviadas à China.</p>
<p>O secretário-executivo da Câmara de Comércio Brasil-China, Rodrigo Maciel, argumenta que o principal fator responsável pelo aumento de importações de produtos da China são as compras feitas pela própria indústria brasileira, de máquinas e equipamentos. Essas importações de bens de capital representam, há anos, mais de 50% do total das importações, e o crescimento até setembro de 2008 chegou a 78% em relação ao mesmo período do ano passado, lembra ele.</p>
<p>As vendas chinesas de têxteis ao Brasil aumentaram 50%, mas perderam espaço no total das importações originadas na China, pela primeira vez nos últimos anos, de 7,9% para 7%. As de brinquedos também decresceram de 2% do total para 1,2% do total (o aumento das exportações de brinquedos em relação a 2007 foi de quase 35%). Maciel desdenha dos temores de uma invasão potencial de produtos chineses deslocados pela recessão dos mercados desenvolvidos. &#8220;O esforço estratégico das exportações chinesas para diversificar mercados já aconteceu e eles ocuparam o que podiam&#8221;, argumenta. &#8220;O Brasil foi um dos países para os quais mais cresceram as vendas da China.&#8221;</p>
<p>&#8220;Os chineses estão aumentando o valor agregado dos produtos vendidos para cá e isso preocupa cada vez mais setores industriais&#8221;, responde o presidente do Conselho d e Comércio Internacional da Fecomercio, Mario Marconini, que, amanhã, promove um seminário em São Paulo dedicado às conseqüências da crise para a China e o Brasil. &#8220;Todos precisamos da China, para dar fôlego ao mercado mundial. A a questão é como irão reagir à crise&#8221;, acrescenta.</p>
<p>Muito do que acontecerá no comércio com os chineses dependerá da reação da China ao desaquecimento na economia mundial. Até setembro, apesar da redução no ritmo de crescimento, as exportações chinesas aos EUA continuam firmes, e mesmo os bancos mais expostos a maus negócios no mercado americano mostraram bons resultados no terceiro trimestre, segundo a consultoria GaveKalDragonomics. O setor imobiliário contraiu-se com as medidas oficiais de restrição de crédito, e a produção industrial perde fôlego, mostrando sinais de acúmulo de estoques.</p>
<p>Ainda não se sabe se são estoques de bens intermediários, sinal de gestão de preços nas indústrias, ou de bens finais, que mostrariam preocupante retração na demanda tradicional por mercadorias chinesas. Na semana passada, as autoridades locais anunciaram liberação de quase US$ 600 milhões para incentivar o mercado interno. Mas a resposta chinesa ainda é um dos maiores enigma da crise.</p>
<p><strong>Sergio Leo é repórter especial em Brasília e escreve às segundas-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail: sergio.leo@valor.com.br</strong></p>
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