01/12/2008 - 09:01h “Fusão partidária implicita”: equilibro DEM-PSDB na Prefeitura de SP e união do centro-direita pela candidatura Serra em 2010

DEM equipara-se ao PSDB na Prefeitura de SP

Caio Junqueira, de São Paulo - VALOR

A formação da equipe do segundo mandato do prefeito eleito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), equiparou forças entre seu partido e o PSDB na estrutura da prefeitura. Em 2005, na posse do tucano José Serra com Kassab na vice, o Democratas ocupou duas Pastas, Educação e Habitação, enquanto Serra colocou onze secretários ligados ao seu partido. As nomeações feitas pelo prefeito até agora equilibraram o jogo. Cada uma das duas legendas detém, por enquanto, sete secretarias.


gustavo lourenção/valor

Kassab e Serra: fortalecimento do DEM mantém núcleo de poder do PSDB na prefeitura e reforça unidade com projeto serrista para 2010

A mais recente indicação foi a de Orlando de Almeida (DEM), secretário de Habitação, para uma nova secretaria, batizada por ora de Secretaria de Controle Urbano. Será responsável pelo Departamento de Controle de Uso de Imóveis (Contru) e pelo Programa de Silêncio Urbano (Psiu), os dois órgãos fiscalizadores que mais diretamente interferem na vida dos paulistanos, com ações como concessões de alvarás e controle de horários de funcionamento de bares. Com a saída de Almeida da Habitação, seu adjunto, Elton Santa Fé, deve assumir, mantendo a Pasta com o DEM.

Trata-se de mais uma movimentação em que Kassab, habilmente, aumenta o poder de seu partido sem afetar seu principal aliado. Isso já havia ocorrido em duas situações antes das eleições. Em março, quando criou a Secretaria Especial de Desburocratização e nomeou para ocupá-la Rodrigo Garcia (DEM) , seu amigo e ex-presidente da Assembléia Legislativa paulista. Nesse caso, o prefeito ajudou Garcia, que estava desgastado entre os deputados estaduais por liderar um movimento de bastidores que o elegeu presidente da Assembléia em 2005, desbancando o candidato do então governador Geraldo Alckmin, ao qual era aliado.

Também ocorreu em julho de 2007 quando levou aos Transportes Alexandre de Moraes (DEM), seu conhecido desde a juventude quando praticavam esportes no Clube Pinheiros. Frederico Bussinger, ligado a Serra, ocupava a pasta e saiu sob a promessa de criação de uma agência municipal de transportes, o que não ocorreu. Serra, então, criou a Companhia Docas de São Sebastião e colocou Bussinger na sua presidência.

Moraes terá em 2009 cerca de R$ 1,3 bilhão, o terceiro Orçamento da cidade depois de Educação e Saúde, para gastar em uma das áreas mais críticas de São Paulo. Promotor, foi Secretário de Justiça e presidente da Fundação Casa (ex-Febem) durante o governo Geraldo Alckmin (PSDB), trazido pelo vice-governador Cláudio Lembo (DEM), outro figurão do partido que foi nomeado na semana passada para a Secretaria de Negócios Jurídicos. A vinda de Lembo, porém, tem a função maior de trazer para a máquina um dos principais conselheiros políticos do prefeito.

Outro que deve consolidar sua influência no novo governo é o secretário de Infra-Estrutura Urbana, Marcelo Branco. Muito próximo a Kassab, sua ascensão no primeiro mandato foi rápida. Assumiu em janeiro de 2005 a chefia de gabinete da Secretaria de Habitação. Depois, foi diretor da Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab), secretário-adjunto de Habitação, atuou em alguns conselhos municipais e, com a posse de Lembo no Bandeirantes, foi nomeado secretário estadual adjunto de Habitação, chegando a presidir a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), autarquia estadual. Depois Kassab o trouxe para ser secretário de Infra-estrutura Urbana e presidir a Empresa Municipal de Urbanização (Emurb).

No comando de relevantes setores, esses três secretários - Moraes (Transportes), Almeida (Controle Urbano) e Branco (infra-Estrutura Urbana) serão o bastião do DEM na gestão Kassab. O número pode aumentar com a provável saída de Andrea Matarazzo da Coordenação de Subprefeituras. Nome de peso no primeiro mandato, perdeu força ao não se envolver na campanha à reeleição do prefeito. Em seu lugar, são cotados Marcos Penido, adjunto de Marcelo Branco, e Ronaldo Camargo, adjunto de Matarazzo e ligado a Walter Feldmann (Esportes).

A sucessão na Coordenação das Subprefeituras é tida como exemplo por integrantes do DEM e tucanos de que a ocupação de espaços dentro do segundo governo Kassab transcende a disputa partidária. Tanto um lado quanto o outro não exige que ela seja ocupada por um correligionário. Isso se dá porque as duas siglas hoje em São Paulo compõem um grupo político uniforme, ou, nas palavras de um alto integrante deste grupo, uma “fusão partidária implícita”, cuja meta imediata é fazer com que Serra seja presidente em 2010 e que faça seu sucessor no governo do Estado. O PSDB não abrirá mão da candidatura ao governo do Estado, mas Kassab é visto pelo grupo como opção para disputas futuras depois de seu mandato na Prefeitura de São Paulo.

Para tanto, a costura política realizada foi de que os tucanos cedam mais espaço ao DEM na prefeitura e que os demistas não façam exigências nas composições das chapas de Serra em 2010 - o que abre espaço para uma composição “puro sangue” com o governador de Minas, Aécio Neves- e do sucessor de Serra no Bandeirantes. Na prática, permite ao DEM realizar um laboratório de formação política com seus quadros na prefeitura, e dar autonomia ao PSDB na definição das chapas em 2010.

Dentro do PSDB paulista, o crescimento da participação do DEM é considerado natural conquanto foi o candidato do seu partido que recebeu os 2,1 milhões de votos no primeiro turno e 3,7 milhões no segundo. Tendo, ademais, enfrentado uma candidatura do PSDB, ainda que rachada entre serristas e alckmistas.

Esses, por sua vez, podem ser novamente o grande entrave aos planos de Serra em 2010. Embora não tenham cobrado participação na gestão Kassab, afirmam não anuir com qualquer acordo político entre Serra e Kassab e aguardam o apoio do governador à candidatura Alckmin ao Bandeirantes em 2010. Argumentam que seu poder de fogo é a capacidade de Alckmin de aglutinar setores nacionais do PSDB anti-Serra, conseguindo, desse modo, prejudicar a disputa interna que o governador paulista pode vir a travar com Aécio. O candidato de Serra a sua sucessão, porém, é seu chefe da Casa Civil, Aloisio Nunes Ferreira (PSDB). Serristas dizem que, caso Alckmin queira se candidatar em 2010, deve antes consultar Serra.

Muito embora Kassab esteja fortalecendo a participação do DEM na prefeitura, os tucanos ainda comandam as duas maiores secretarias, Educação (Fernando Scheneider) e Saúde (Januário Montone), e cargos estratégicos ocupados por pessoas diretamente ligadas a Serra, como Planejamento (Manuelito Guimarães), Casa Civil (Clóvis Rossi) e Esportes (Feldmann). Esses três nomes formaram o núcleo duro do primeiro mandato e nele continuarão no segundo, agora ampliado com o DEM.

São essas pessoas que devem ajudar o prefeito a escolher o eventual sucessor de Matarazzo para a Coordenação da Subprefeituras. A Pasta, entretanto, deve perder força a partir de 2009, quando o prefeito pretende reforçar o poder das subprefeituras com mais autonomia e capacidade de gestão. Essa descentralização chegou a ser feita por Marta e também era defendida por Serra, mas quando ele assumiu resolveu centralizar a coordenação de todas as 31 subprefeituras em uma única e poderosa pasta. Agora, a expectativa é retomar o projeto inicial e ampliar o poder a essas unidades locais de definirem suas obras e ações até mesmo em saúde e educação. A Pasta também perderá força com a saída do Programa de Silêncio Urbano (Psiu) de suas atribuições, que passará à Secretaria de Controle Urbano.

Nas outras áreas, o investimento em educação, que no primeiro mandato focou a ampliação da Rede CEU (Centro Educacional Unificado) e a construção e reforma de escolas, deve priorizar agora a qualidades de ensino. Na saúde, além de novas AMAs (Atendimento Médico Ambulatorial), a prioridade será as AMAs Especialidades, para atender pacientes com necessidades específicas em áreas como neurologia e urologia. Um programa que pode crescer de importância nesse segundo mandato é o Clube-Escola, tocado pela Secretaria de Esportes e que visa adequar 450 equipamentos esportivos da cidade em extensões das escolas paulistanas e de seus 2,3 milhões de alunos e suas famílias. Atualmente 100 deles já estão sendo utilizados, com alcance de 300 mil pessoas. Nesses três setores que integrantes da gestão esperam ser vitrines de Kassab, os secretários responsáveis são todos do PSDB.

Aos aliados, foi dada a Secretaria de Trabalho ao vice-presidente da Fundação Getúlio Vargas e vereador eleito pelo PR, Marcos Cintra, que participou da gestão Paulo Maluf (PP) como secretário de Planejamento, em 1993. A Pasta que irá assumir, a exemplo do que foi feito no governo do Estado por Serra, e entregue a Guilherme Afif Domingos, terá a função de “Trabalho e Desenvolvimento Econômico”, traçando planos de desenvolvimento regional via incentivos fiscais para áreas com pouca presença de empresas, como a zona sul e leste. A idéia é que Cintra, que assume a secretaria amanhã, mapeie iniciativas dispersas entre as diferentes secretarias e formalize uma proposta de desenvolvimento regional. Também pretende aumentar relacionamento com o Ministério do Trabalho.

O PR também deve se manter na presidência da Câmara, com Antonio Carlos Rodrigues. Uma compensação à legenda, já que a promessa quando o acordo eleitoral foi firmado era de que o partido ficaria com Transportes e Esportes. A primeira ficou com o DEM, a segunda com o PSDB. A Assistência Social foi dada à vice-prefeita eleita, Alda Marco Antonio (PMDB), que ocupou o mesmo cargo no final da gestão Celso Pitta, em 1999 e 2000. Antes, foi secretária do Menor dos ex-governadores Orestes Quércia (PMDB) e Fleury (PTB).

Seu maior desafio é implementar na cidade os Conselhos Regionais de Assistência Social (Cras), previsto no Plano Nacional de Assistência Social em vigência desde 2005 e que tem sido implementado por outras grandes prefeituras, como Rio e Belo Horizonte. O PV permanece no meio Ambiente e o PPS deve ser mantido em Serviços, além de ganhar a subprefeitura de Cidade Tiradentes, a ser ocupada por Soninha Francine.

28/11/2008 - 08:12h Prefeito recriará a Secretaria da Segurança


Folha SP

O prefeito reeleito Gilberto Kassab (DEM) recriará a Secretaria da Segurança, extinta na gestão de José Serra (PSDB), e oferecerá hoje ao PV a Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida.
Também desmembrará a Secretaria de Planejamento para criar, a partir dela, a de Planejamento Urbano, e dará ao deputado democrata José Aristodemo Pinotti o comando de uma secretaria especial da Prefeitura.
Embora a atual Coordenadoria de Segurança ganhe status de secretaria, ela continuará sob o comando de Edsom Ortega.
Já a nova secretaria de Planejamento Urbano será ocupada por Miguel Luiz Bucalem, técnico que já integra a gestão e é da cota pessoal do prefeito. Com a divisão, a nova estrutura ficará responsável pelas políticas de ocupação do solo. O Orçamento ficará a cargo da pasta antiga.
Kassab se reúne com dirigentes do PV hoje, quando fará o convite para que o partido integre sua equipe.
As mudanças sugerem uma disposição de Kassab de “desidratar” a influência do PSDB em seu segundo mandato -em conversas, o prefeito argumenta, porém, que só está formalizando o que já acontece na prática.
Kassab já confirmou a criação de uma pasta exclusiva para fiscalização, a Secretaria de Controle Urbano, o que deve esvaziar, a médio prazo, a Coordenação de Subprefeituras.
Os atuais titulares do Planejamento, Manuelito Magalhães, e de Subprefeituras, Andrea Matarazzo, são tucanos. Os das novas pastas, Bucalem e Orlando Moraes, são do DEM. Manuelito e Matarazzo, homens de confiança do governador, ficaram na equipe de Kassab quando Serra deixou a prefeitura para disputar o governo, em 2006.
Reeleito com apoio tucano só no segundo turno, Kassab delegará mais poder a seus colegas de partido, como Moraes, Bucalem e Cláudio Lembo, recém-anunciado na pasta de Negócios Jurídicos.

Soninha
Em reunião anteontem com dirigentes do PPS, Kassab revelou seu desejo de ver a candidatada derrotada do partido à prefeitura, Soninha Francine, em uma subprefeitura no novo mandato.
O PPS pleiteava mais uma pasta, mas o prefeito afirmou que o espaço atual do partido é suficiente: ocupa uma secretaria, a de Serviços, e uma subprefeitura, a de Casa Verde. Os dirigentes querem, agora, negociar as condições com Soninha para que ela integre a administração. O subprefeito do partido, Marcos Gadelha, terá de sair.
(CATIA SEABRA, CONRADO CORSA LETTE e FÁBIO TAKAHASHI)

27/11/2008 - 11:31h Pequena recompensa por serviços prestados

Kassab acerta com PPS e Soninha será subprefeita

Vereadora deve ir para Cidade Tiradentes; prefeito escolheu ex-governador Claudio Lembo (DEM) para Negócios Jurídicos

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Eduardo Reina e Diego Zanchetta - O Estado SP

A vereadora Soninha Francine (PPS), de 41 anos, deve integrar a gestão Gilberto Kassab (DEM) a partir de 2009. O cargo da ex-VJ da MTV será uma subprefeitura na capital, provavelmente a de Cidade Tiradentes, no extremo leste. A ida de Soninha para o governo vem sendo costurada há 20 dias entre a cúpula do PPS paulistano e o Executivo e foi praticamente ratificada numa reunião ontem na Prefeitura entre Kassab e integrantes do PPS municipal.

Quarto lugar nas eleições à Prefeitura de São Paulo, com 266.978 votos, Soninha afirmou ontem não ter recebido ainda o convite, mas que ”adoraria o desafio de comandar uma subprefeitura”. Eleita vereadora em 2004 pelo PT e uma das que criticaram a gestão atual na Câmara, Soninha diz não temer ser chamada de incoerente ao compor com um governo do DEM.

”Se eu tiver a certeza de que poderei realizar um bom trabalho, que poderei ter uma experiência desafiadora, aceitarei sim. Eu sou budista, não tenho problema em abrir mão do prestígio. Não posso pensar no que vão falar mal de uma coisa da qual eu tenho convicção”, argumentou a parlamentar, também simpática a movimentos sociais ligados à esquerda.

Soninha voltou a dizer que gostaria de ser, na verdade, prefeita, mas que a experiência em uma subprefeitura seria ”fantástica”. Moradora da Pompéia, na zona oeste, disse não considerar fundamental o subprefeito ser da mesma região na qual atua. ”Imagina ser subprefeita de Cidade Tiradentes? Poderia trabalhar com moradia, educação, meio ambiente, seria sensacional ouvir a população, trabalhar em conjunto com a comunidade…”

A Subprefeitura de Cidade Tiradentes é hoje ocupada pelo tucano Renato Barreiros, indicado por Andrea Matarazzo, secretário de Coordenação das Subprefeituras. O martelo só não foi batido em relação a Soninha pela resistência de alguns integrantes do próprio PPS. A Assessoria de Imprensa do prefeito não confirmou nem desmentiu o convite a Soninha.

Kassab confirmou ontem a criação da Secretaria Municipal de Controle Urbano, com Orlando Almeida à frente, e a nomeação do ex-governador Cláudio Lembo para a Secretaria Municipal de Assuntos Jurídicos, no lugar de Ricardo Dias Leme. ”Quero dar continuidade ao bom trabalho da atual gestão e trabalhar em conjunto com as demais secretarias, para dar o suporte jurídico necessário aos projetos do governo”, afirmou Lembo. O prefeito repetiu que Matarazzo não será exonerado. A permanência do secretário foi um pedido do governador José Serra (PSDB).

31/10/2008 - 14:28h “É dando que se recebe”

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A festa de Babette

 

O loteamento na prefeitura de São Paulo avança a todo vapor.

Enquanto a Soninha brada por uma secretaria em retribuição aos serviços prestados, Orestes Quercia manifesta um interesse menor na máquina municipal e procura compromisso público de apoio a sua candidatura ao senado em 2010. Acontece que a equação no campo demo-tucano é muito mais complexa, que no campo do PT. Tem Afif, tem Alckmin, tem Goldman, tem Kassab, tem Aluisio Nunes, tem…

No aguardo, Alda Marcoantonio não vê graça nenhuma na assistência social e almeja um cargo mais suculento.

Na Câmara o “centrão” aguarda, arma ao pé, as subprefeituras que serão atribuídas ao grupo enquanto prepara a eleição do presidente do legislativo.

A mídia acompanha as negociações políticas entre os partidos aliados, com objetividade. Aqui não tem interesses menores, boquinhas, cargos e loteamento.

Em paralelo, o governo estadual anuncia obras na marginal e ninguém pergunta se as pistas que serão reformadas e a nova pista prevista serão pedagiadas. Cada coisa em seu tempo e no seu devido lugar.

Quando o governador decidirá informar, a mídia transmitirá.

Luis Favre

29/10/2008 - 12:30h PMDB quer de Kassab a CET, que controla R$ 700 milhões

Getúlio Hanashiro, ex-secretário de Pitta e Maluf, é sugerido para estatal ou SPTrans

Silvia Amorim, Ricardo Brandt e Roberto Almeida - O Estado SP

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O PMDB, peça decisiva na reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM), está de olho no comando de duas grandes empresas da prefeitura na próxima gestão: a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) ou a São Paulo Transporte (SPTrans), que terão orçamentos de R$ 700 milhões ou R$ 1,3 bilhões, respectivamente, em 2009. Os peemedebistas já apontam Getúlio Hanashiro, ex-secretário de Transporte nas gestões Celso Pitta e Paulo Maluf, como um indicado a assumir qualquer uma delas.

A aliança com o PMDB, que indicou a vice Alda Marco Antônio na chapa, garantiu a Kassab o maior tempo de propaganda no rádio e na TV no primeiro turno, 8 minutos e 44 segundos, o que facilitou o trabalho do marketing na tarefa de transformar a aprovação de governo em votos.

Apesar do acordo feito com o ex-governador Orestes Quércia, de que a aliança seria condicionada ao apoio a seu nome como candidato ao Senado em 2010, o plano inicial do PMDB era conseguir a Secretaria de Transportes. Mas após a declaração de anteontem de Kassab confirmando a permanência do titular, Alexandre de Moraes, na pasta os peemedebistas já pensam num plano B.

Ontem, uma das lideranças da sigla procurou agendar uma primeira conversa oficial com o prefeito sobre a participação do PMDB no governo. A expectativa é de que a reunião seja marcada para esta semana.

O presidente municipal do PMDB em São Paulo, Bebeto Haddad, disse que “nada foi pedido e nem será” a Kassab, mas não escondeu o interesse do partido em atuar em áreas onde possam pensar “políticas para a cidade”. “Claro que o partido tem expectativas. Ninguém entra para uma eleição sem vontade de estar junto numa administração”, afirmou. “Não vinculamos nosso acordo de aliança a isso. Mas temos, sim, expectativas de sermos convidados para alguma coisa.”

O nome da vice de Kassab também tem sido mencionado para a pasta de Assistência e Desenvolvimento Social, mas Alda, que comandou a mesma secretaria no governo Pitta, teria dito ao partido que não tem interesse em reassumi-la.

MAIS FATURAS

Outro aliado, o PV, também apresentará a fatura da eleição quando for chamado por Kassab. O partido, que já tem a Secretaria do Meio Ambiente, pede agora a pasta de Esportes, hoje comandada pelo tucano Walter Feldman.

Quer ainda maior controle na Subprefeitura da Lapa, com a troca do subprefeito, uma vez que perderá a Subprefeitura de Parelheiros. Mira também a Subprefeitura da Mooca. Kassab teria ficado descontente com o desempenho do atual subprefeito de Parelheiros, Walter Tesch, filiado ao PV, por causa da inexpressiva votação que teve na região. Marta Suplicy (PT) recebeu 76% dos votos válidos e ele, 23%. Essa é a primeira movimentação dada como certa para a próxima administração. Vereadores que atuam na zona sul, como Goulart (PMDB) e Milton Leite (DEM), esperavam a mudança.

O PPS, que já integra o governo comandando a Secretaria de Serviços e ocupando cargos no segundo escalão, espera uma posição de Kassab sobre a entrada da candidata derrotada à prefeitura Soninha Francine no governo. Vereadora, ela ficará sem cargo público a partir de janeiro.

O presidente municipal do PPS, Carlos Fernandes, espera um movimento do prefeito, mas não apresentará pedidos específicos de pastas. “Ainda não fomos procurados por ninguém, mas acreditamos que, até a próxima semana, seja marcada uma conversa.”

Kassab nega que tenha acertado qualquer mudança em seu secretariado. Mas sabe que terá um desafio pela frente para acomodar os aliados que embarcam agora na prefeitura (PMDB e PR) e os antigos parceiros (PV e PPS) que esperam uma maior participação.

Para abrigar todos, Kassab terá que trocar algumas cadeiras dentro do primeiro escalão. Isso significa que o PSDB, o seu aliado mais importante, deverá perder espaço.

Hoje os tucanos controlam 10 das 22 secretarias municipais. O DEM, partido do prefeito, tem apenas 5.

Dois nomes que devem deixar suas pastas são Ricardo Dias Leme, Negócios Jurídicos, e Andrea Matarazzo, Subprefeituras. No caso do segundo, porém, a troca estaria condicionada ao aval do governador José Serra (PSDB).

Para Negócios Jurídicos ainda não se fala em nomes, mas no caso da Secretaria de Subprefeituras, um dos possíveis substitutos seria o atual secretário de Esportes, Walter Feldman - um dos maiores defensores da reeleição de Kassab dentro do PSDB. Há especulações de que ele poderia assumir a Secretaria de Saúde, no lugar de Januário Montone, que iria para a mesma pasta no governo do Estado. Do aeroporto, minutos antes de embarcar para uma viagem de 10 dias ao Japão, Feldman negou a pretensão de trocar de pasta e disse não ter ouvido qualquer palavra do prefeito sobre o assunto.

28/10/2008 - 15:30h Quércia espera apoio de Serra para disputar Senado

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Quercia, Kassab e Bornhausen - Foto: José Luiz Conceição / Agência Estado

Cristiane Agostine, VALOR

O PMDB de São Paulo, controlado pelo ex-governador Orestes Quércia, espera um aceno do governador José Serra (PSDB) à sua candidatura ao Senado, em 2010, para depois negociar a participação do partido no governo do prefeito reeleito Gilberto Kassab (DEM). Os pemedebistas esperam também ampliar sua presença no governo estadual, articulada pelo governador tucano.

Na negociação feita pelo PMDB com o DEM, com aval de Serra, Quércia colocou sua candidatura ao Senado, com apoio dos tucanos, como condição. “Fizemos um acordo mais político do que administrativo com Kassab, visando 2010″, comentou Quércia. Segundo o pemedebista, a garantia de apoio na próxima eleição pesará mais do que os cargos que Kassab deverá abrir para participação. “Nós já temos a vice de Kassab e não vamos reivindicar muitos cargos. Mas a participação no governo estadual é uma questão a ser analisada”, disse Quércia.

Kassab anunciou que manterá os secretários de Governo, Saúde, Educação e Finanças. Ontem, disse que fará poucos ajustes na equipe e o coordenador da campanha de Kassab, Guilherme Afif Domingos, disse que o governo abrirá espaço aos aliados: PMDB, PR, PV, PPS e PSC. “A participação do DEM não muda. A vitória consolidou não o partido, mas a aliança”, afirmou.

O PMDB deve ficar com Assistência Social ou Trabalho, com a indicação da vice, Alda Marco Antônio. Enquanto o PR e o PPS tentam garantir uma maior participação nas secretarias e nas subprefeituras, o DEM deverá abrir espaço maior para a participação de aliados tucanos, como o secretário municipal Walter Feldman e o vereador Gilberto Natalini. Feldman deve ir para a secretaria de Subprefeituras, que ocupou no início da gestão José Serra/ Gilberto Kassab, no lugar de Andrea Matarazzo. O PPS deve ficar com uma secretaria, de Cultura, e cogita a candidata do partido derrotada no primeiro turno, vereadora Soninha.

A perspectiva de Kassab é de ter uma relação ainda mais fácil com os vereadores. A oposição, na próxima legislatura, será menor. Hoje, o PT tem 13 vereadores e na próxima legislatura terá 11.

06/10/2008 - 00:29h Marta ou Kassab

marta_kassab.jpg

Com 99,69% dos votos apurados

  * Válidos 6.351.680 (77,48%)
* Nulos 315.901 (3,85%)
* Brancos 230.081 (2,81%)
* Abstenção 1.276.378 (15,57%)

Nome do candidato (partido) % válidos votos válidos

Gilberto Kassab (DEM)
33.61% 2.134.851

Marta (PT)
32.79% 2.082.523

Geraldo Alckmin (PSDB)
22.47% 1.427.501

Maluf (PP)
5.92% 375.736

Soninha (PPS)
4.19% 266.155

Ivan Valente (PSOL)
0.67% 42.467

04/10/2008 - 20:24h IBOPE: Marta 35%; Kassab 27% e Alckmin 17%

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Ibope:Kassab atinge 27% e deve ir ao 2º turno com Marta

EQUIPE AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição pelo DEM, Gilberto Kassab, subiu 2 pontos porcentuais - de 25% para 27% - na mais recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), contratada pelo jornal “O Estado de S.Paulo” e Rede Globo, e deve disputar o segundo turno com a candidata do PT, Marta Suplicy, que manteve 35% e continua liderando as intenções de voto. O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, teve oscilação negativa de 3 pontos porcentuais, de 20% para 17%, na corrida à Prefeitura de São Paulo. Na sondagem anterior, divulgada em 27 de setembro, Kassab e Alckmin estavam tecnicamente empatados, uma vez que a margem de erro é de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos. Agora, com 11 pontos de diferença, Kassab se descolou.

O deputado Paulo Maluf, candidato do PP, oscilou 1 ponto, de 7% para 6%. A vereadora Sonia Francine, a Soninha, candidata do PPS, subiu 1 ponto e agora está com 5%. Considerando a margem de erro da pesquisa, ambos estão em empate técnico.

O deputado Ivan Valente, candidato do PSOL, obteve 1%. Os candidatos Anai Caproni (PCO), Ciro Tiziani Moura (PTC) e Levy Fidelix (PRTB) tiveram menos de 1%. Edmilson Costa (PCB) e Renato Reichmann (PMN) constavam do disco da pesquisa estimulada, mas não foram citados pelos eleitores entrevistados. Os votos em branco e nulos somaram 6% e os que não sabem em quem votar ou não responderam totalizaram 3% dos eleitores.Os números levam em conta os votos totais.

Considerando apenas os votos válidos - a proporção do candidato sobre o total de votos, excluídos os brancos, nulos e indecisos -, a pesquisa de intenção de voto aponta Marta com 38%, Kassab com 30% e Alckmin com 19%. Maluf aparece com 7%, Soninha, com 5%, e Ivan Valente, com 1%. Os demais não pontuaram.

A pesquisa do Ibope foi realizada entre quinta-feira, dia 2, e hoje. Foram entrevistados 1.204 eleitores. O levantamento foi registrado na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, sob o número 034.001.08-SPPE.

Histórico

Nas cinco pesquisas Ibope anteriores, também contratadas por Estado e TV Globo, Marta e Kassab apresentaram trajetórias bem diferentes. Marta liderou desde a primeira pesquisa, divulgada em 18 de julho, com 34%, mas em empate técnico com Alckmin, com 31%, e Kassab bem longe, com apenas 10%. Na época, a diferença de 21 pontos porcentuais que Alckmin impunha ao atual prefeito deu a impressão de que o segundo turno já estava definido. Kassab chegou a amargar um quarto lugar, atrás de Maluf, na pesquisa divulgada em 15 de agosto, mas passou a subir gradativamente a partir do programa eleitoral gratuito no rádio e na TV, iniciado a 19 de agosto, até superar Alckmin.

04/10/2008 - 20:10h Pesquisa Datafolha: Marta Suplicy (PT) tem 36% dos votos válidos, contra 30% de Gilberto Kassab (DEM), segundo a pesquisa. Geraldo Alckmin (PSDB) aparece com 21% dos votos válidos.

Eleições2008 -  04/10/2008

Na véspera do primeiro turno da eleição, Marta tem 36% e Kassab atinge 30% dos votos válidos




A ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, do PT, e o atual ocupante do cargo, Gilberto Kassab, do DEM, vão disputar o segundo turno da eleição para prefeito, no dia 26 de outubro, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha na sexta, dia 3, e no sábado, dia 4 de outubro, véspera do primeiro turno. Se a eleição fosse hoje, Marta teria 36% dos votos válidos e Kassab ficaria em segundo lugar, com 30% dos válidos. Geraldo Alckmin, do PSDB, com quem o democrata travou uma acirrada disputa pela segunda colocação, ficaria em terceiro, com 21% dos votos válidos. O Datafolha ouviu 5153 eleitores, a partir dos 16 anos de idade, e a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Ainda levando-se em consideração os votos válidos, Paulo Maluf (PP) atinge 7%, e empata com Soninha (PPS), que obtém 5%. Ivan Valente teria hoje 1% dos votos válidos. Anaí Caproni (PCO), Ciro (PTC), Edmilson Costa (PCB), Levy Fidelix (PRTB) e Renato Reichmann (PMN) foram citados, mas não atingem 1% dos votos válidos.

A Justiça Eleitoral divulga os resultados oficiais da eleição com base nos votos válidos, excluindo brancos, nulos e abstenções. Para o cálculo destes votos, o Datafolha exclui da amostra, além dos votos brancos e nulos, os eleitores que se declaram indecisos.

No que diz respeito ao total de votos, Marta oscilou de 35% das intenções de voto no levantamento realizado nos dias 29 e 30 de setembro para 34% hoje. Kassab segue tendência ascendente desde o final de julho, quando tinha 11% das preferências. Em relação ao levantamento anterior, o atual prefeito oscilou de 27% para 28%. Alckmin se manteve com 19%.

O percentual de intenção de voto em Maluf (PP) oscilou de 7% para 6% e a taxa dos que pretendem votar em Soninha (PPS) variou de 4% para 5%. Ivan Valente (PSOL) atinge 1% das intenções de voto. Anaí Caproni (PCO), Ciro (PTC), Edmilson Costa (PCB), Levy Fidelix (PRTB) e Renato Reichmann (PMN) foram citados, mas não atingem 1% das menções.

Na véspera do primeiro turno da eleição 6% dos eleitores paulistanos não têm candidato a prefeito: 4% votariam em branco ou anulariam o voto e 2% se dizem indecisos.

Gilberto Kassab também mostra uma consistente ascensão no que diz respeito à intenção de voto espontânea. Em relação ao levantamento anterior, a taxa dos que dizem, espontaneamente, que vão votar pela reeleição do atual prefeito subiu de 22% para 25%, seu melhor resultado nessa série de pesquisas. O percentual dos que dizem espontaneamente, antes da apresentação dos nomes dos candidatos, que vão votar em Marta se manteve em 28%. A intenção de voto espontânea em Geraldo Alckmin se manteve em 14%, pela quarta vez seguida.

A taxa dos que não sabem dizer espontaneamente em quem vão votar para prefeito oscilou de 22% para 20%.

A vantagem de Gilberto Kassab sobre Marta Suplicy na simulação de segundo turno subiu de cinco pontos na pesquisa realizada nos dias 29 e 30 de setembro para nove pontos hoje. No levantamento anterior, o atual prefeito atingia 49%, contra 44% da candidata do PT. Se uma segunda votação fosse realizada hoje, 50% dos eleitores paulistanos votariam pela reeleição do democrata, ante 41% que optariam pela petista.

Se o segundo turno fosse realizado hoje, Kassab teria o voto de 67% dos eleitores que declaram intenção de votar em Geraldo Alckmin no primeiro turno; 21% desses eleitores afirmam que votariam em Marta. O atual prefeito contaria com o apoio de 62% dos eleitores de Maluf . Os eleitores que pretendem votar em Soninha no primeiro turno se mostram divididos: 43% votariam no democrata e 39% dariam seu voto à petista.

O percentual de eleitores que pretendem votar em Kassab e que sabem dizer o número a ser digitado na urna eletrônica para confirmação de sua vontade no dia da eleição é de 75%. Entre os eleitores que pretendem votar em Alckmin, a taxa dos que respondem corretamente o número do candidato é de 69%. Marta é a candidata com maior percentual de eleitores que sabem seu número: 83% respondem corretamente quando consultados a respeito.

Na véspera da eleição, 13% dos eleitores paulistanos que declaram intenção de votar em um candidato ou que pretendem votar em branco ou anular afirmam que ainda podem mudar de idéia.

Entre os que têm intenção de votar em Geraldo Alckmin, a taxa dos que dizem que seu voto ainda pode mudar é de 14%. Desses, 7% afirmam que, em caso de mudança, Gilberto Kassab seria o candidato que teria mais chance de receber seu voto; 3% citam Marta.

O percentual de eleitores que pretendem votar em Kassab e admitem que seu voto mudar é de 13%, dos quais 6% afirmam que, caso mudem, provavelmente votarão em Alckmin; 4% optariam por Marta.

Entre os eleitores que têm intenção de votar em Marta, 12% afirmam que seu voto ainda pode mudar. Desses, 5% dizem que Kassab seria o candidato que teria mais chance de receber seu voto em caso de mudança; 4% citam Alckmin.

A maioria (58%) dos eleitores paulistanos ainda não decidiu seu voto para vereador. Já tomaram sua decisão sobre em quem vão votar para a Câmara Municipal 42%.

São Paulo, 4 de outubro de 2008.

01/10/2008 - 08:52h Kassab abre oito pontos sobre Alckmin. Petista, com 38% dos votos válidos, e democrata, com 29%, iriam para o segundo turno, se eleição fosse hoje

Pesquisa realizada pelo Datafolha nos dias 29 e 30 de setembro, a cinco dias do primeiro turno da eleição para prefeito de São Paulo, mostra que o candidato à reeleição, Gilberto Kassab, do DEM, abre oito pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Geraldo Alckmin, do PSDB, e fica igualmente a oito pontos da primeira colocada na disputa pela prefeitura, a petista Marta Suplicy.

Em comparação com o levantamento anterior, realizado nos dias 25 e 26, a taxa de intenção de voto em Marta oscilou dois pontos percentuais para baixo, de 37% para 35%, enquanto Kassab ganhou três pontos, passando de 24% para 27% das preferências. Alckmin se manteve com 19%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Se o primeiro turno da eleição fosse realizado hoje, Marta Suplicy teria 38% dos votos válidos, e iria para o segundo turno com Gilberto Kassab, que atingiria 29% dos válidos. Geraldo Alckmin ficaria em terceiro, com 20%.

A Justiça Eleitoral divulga os resultados oficiais da eleição com base nos votos válidos, excluindo brancos, nulos e abstenções. Para o cálculo destes votos, o Datafolha exclui da amostra, além dos votos brancos e nulos, os eleitores que se declaram indecisos.

O ex-prefeito Paulo Maluf (PP) oscilou de 6% para 7% das preferências e Soninha (PPS) se manteve com 4%. Ivan Valente (PSOL) atinge, pela quarta vez consecutiva, 1% das intenções de voto. Anaí Caproni (PCO), Ciro (PTC), Edmilson Costa (PCB), Levy Fidelix (PRTB) e Renato Reichmann (PMN) foram citados, mas não atingiram 1% das menções. Os eleitores sem candidato são 7%: votariam em branco ou anulariam o voto 4%, e não saberiam em quem votar 3%.

A pesquisa também mostra que o prefeito chega às vésperas do primeiro turno com 49% de aprovação. Em relação à pesquisa da semana passada, essa taxa oscilou um ponto para cima. O percentual dos que consideram o desempenho de Kassab ruim ou péssimo oscilou de 15% para 13% e a taxa dos que consideram seu desempenho variou de 35% para 36%. A nota média atribuída ao prefeito, em uma escala de zero a dez, é de 6,2.

Foram ouvidos 1954 eleitores da cidade de São Paulo, a partir dos 16 anos de idade.

Gilberto Kassab ganhou três pontos no que diz respeito à intenção de voto espontânea, passando de 19% para 22%, seu melhor resultado nessa série de pesquisas. Já o percentual dos que dizem espontaneamente, antes da apresentação dos nomes dos candidatos, que vão votar em Marta Suplicy, oscilou um ponto para baixo, de 29% para 28%. A intenção de voto espontânea em Geraldo Alckmin se manteve em 14%.

A taxa dos que não sabem dizer espontaneamente em quem vão votar para prefeito em 5 de outubro, oscilou de 25% para 22%, menor taxa registrada nessa série de pesquisas do Datafolha.

Marta perde para Kassab e para Alckmin em simulações de segundo turno

Se o segundo turno fosse realizado hoje, a líder na disputa pelo primeiro turno, Marta Suplicy, seria derrotada tanto por Gilberto Kassab quanto por Geraldo Alckmin. É a primeira vez nessa série de pesquisas do Datafolha que Kassab assume a liderança nas simulações de segundo turno, com vantagem que supera a margem de erro.

No caso de uma segunda votação entre Kassab e Marta, o atual prefeito teria 49% do total de votos, cinco pontos a mais do que a petista, que ficaria com 44%. Na pesquisa da semana passada, o democrata estava numericamente à frente (47% a 46%), pela primeira vez, mas ocorria empate, dentro da margem de erro.
Se o segundo turno fosse entre Alckmin e Marta, os percentuais seriam idênticos aos registrados no confronto entre o democrata e a petista: 49% votariam no tucano e 44% dariam seu voto à candidata do PT. Na pesquisa anterior, os dois empatavam, com, respectivamente, 48% e 45%.

A simulação de um pouco provável segundo turno entre Alckmin e Kassab mostra o democrata cinco pontos à frente do peessedebista (46% a 41%). Na pesquisa anterior, os dois empatavam, e o candidato tucano estava numericamente à frente (44% a 42%).

Se disputasse um segundo turno contra Marta hoje, Kassab teria o voto de 72% dos eleitores que declaram intenção de votar em Geraldo Alckmin no primeiro turno. Apenas 18% dos eleitores do tucano afirmam que votariam na petista. O democrata contaria ainda com o apoio da maioria dos eleitores de Maluf (61%). Entre os que pretendem votar em Soninha no primeiro turno, 44% votariam no atual prefeito e 39% dariam seu voto à candidata do PT.

Caso a disputa ficasse entre Geraldo Alckmin e Marta, o tucano contaria com o apoio da maioria dos eleitores que declaram votar no primeiro turno em Kassab (76%), e em Paulo Maluf (63%). Metade (50%) dos eleitores que pretendem votar em Soninha optariam por Alckmin; 36% votariam em Marta.

Taxas de rejeição se mantém estáveis; conhecimento do número de Kassab chega a 70% entre seus eleitores

O percentual de eleitores que não votariam de jeito nenhum em Marta Suplicy no primeiro turno da eleição para prefeito se manteve em 35%; ou seja, a taxa de rejeição à petista é idêntica à que ela obtém de intenção de voto.

A taxa dos que não votariam de jeito nenhum em Gilberto Kassab se manteve em 21% e a taxa dos que descartam votar em Geraldo Alckmin oscilou de 18% para 17%.

A taxa de rejeição a Paulo Maluf oscilou de 58% para 59%.

Vêm a seguir Soninha (18% de rejeição), Levy Fidelix (16%), Ciro (14%), Anaí Caproni (13%), Edmilson Costa, Ivan Valente (12%, cada) e Renato Reichmann (11%).

Votariam em qualquer um dos candidatos 1%, e não votariam em nenhum deles 2%.

Há 12 dias, 70% dos eleitores que tinham intenção de votar em Gilberto Kassab não sabiam dizer o número a ser digitado na urna eletrônica para confirmação de sua vontade no dia da eleição; 26% citavam corretamente o número 25. Uma semana depois, a taxa dos que respondiam corretamente o número do democrata dobrou, chegando a 52%. Hoje ela é de 70%, próxima aos percentuais de respostas corretas registrados entre os que eleitores de Marta (75%) e Alckmin (72%).

Dizem que o voto ainda pode mudar 19% dos que têm intenção de votar em Alckmin,
14% dos que votariam em Kassab e 12% dos eleitores de Marta

A cinco dias do primeiro turno da eleição para prefeito de São Paulo, 16% dos eleitores paulistanos que declaram intenção de votar em um candidato ou que pretendem votar em branco ou anular afirmam que ainda podem mudar de idéia até o próximo domingo.

Entre os que têm intenção de votar em Geraldo Alckmin, a taxa dos que dizem que seu voto ainda pode mudar passou de 22% na pesquisa concluída na última sexta-feira para 19% hoje. Desses, 9% afirmam que, em caso de mudança, Gilberto Kassab seria o candidato que teria mais chance de receber seu voto; 5% citam Marta Suplicy.

O percentual de eleitores que pretendem votar em Kassab e admitem que seu voto mudar passou de 18% para 14%, dos quais 9% afirmam que, caso mudem, provavelmente votarão em Alckmin; 4% optariam por Marta.

Entre os eleitores que têm intenção de votar em Marta, a taxa dos que afirmam que seu voto ainda pode mudar passou de 17% na pesquisa da semana passada para 12% hoje. Desses, 5% dizem que Kassab seria o candidato que teria mais chance de receber seu voto em caso de mudança; 4% citam Alckmin.

Taxa dos que defendem apoio de Serra a Alckmin cai de 63% em julho para 52% hoje

A maior parte dos eleitores paulistanos continua acreditando que o governador José Serra , do PSDB, deveria apoiar seu colega de partido, Geraldo Alckmin, na eleição para prefeito de São Paulo. No entanto, o percentual dos que pensam assim caiu de 63% no começo de julho para 52% hoje. Em contrapartida, a taxa dos que opinam que o governador tucano deveria apoiar Gilberto Kassab, do DEM, subiu de 24% para 36%. Kassab foi candidato a vice-prefeito em chapa encabeçada por Serra, e assumiu a prefeitura quando o tucano deixou o cargo para disputar o governo do Estado, em 2006.

Para 42%, Serra está de fato apoiando Geraldo Alckmin. Na opinião de 26%, o tucano está apoiando Gilberto Kassab. Um quarto (25%), no entanto, não sabe dizer quem o governador está apoiando.

Entre os que têm intenção de votar em Alckmin, 47% acham que Serra está apoiando seu colega de partido e 23% acreditam que ele torce pelo candidato democrata. Entre os eleitores de Kassab, os percentuais são parecidos: 44% acham que o governador tucano apóia Alckmin e 26% afirmam que o voto do governador vai para o atual prefeito. Nada muito diferente do que pensam os que pretendem votar em Marta: para 42% deles, o governador está apoiando Alckmin e na opinião de 26% ele apóia Kassab.

São Paulo, 30 de setembro de 2008. Datafolha

27/09/2008 - 12:33h Datafolha: Intenção de voto para prefeito de Sao Paulo

 

Ver também no blog meus comentários sobre as pesquisas Ibope e Datafolha, em Pesquisas mostram disputa acirrada pelo segundo lugar e Marta consolidada na liderança

Datafolha

A nove dias do primeiro turno da eleição para prefeito de São Paulo, o atual ocupante do cargo, e candidato à reeleição, Gilberto Kassab, do DEM, chega a 24% das intenções de voto e abre uma vantagem de quatro pontos percentuais sobre Geraldo Alckmin, do PSDB, que tem 20% das preferências. Ocorre um empate, em razão da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Porém, como o empate se dá no limite da margem de erro, a probabilidade de Kassab estar à frente é maior. Marta Suplicy, do PT, continua liderando, com 37%.

Em comparação com o levantamento anterior, realizado há uma semana, nos dias 17 e 18, foram registradas oscilações dentro da margem de erro. A taxa de intenção de voto em Marta permaneceu idêntica, e Alckmin oscilou dois pontos para baixo (tinha 22%). Kassab oscilou dois pontos para cima (atingia 22%).

Gilberto Kassab é, entre os três primeiros colocados na disputa, o único candidato que ganhou pontos após o início do horário eleitoral. No final de julho, o democrata tinha 11%, e estava em terceiro lugar, 21 pontos atrás de Geraldo Alckmin, que tinha 32%, e dividia a liderança com Marta que, na ocasião, tinha 36%. A primeira pesquisa realizada após o início da transmissão do horário eleitoral, realizada nos dias 21 e 22 de agosto, mostrava Marta com 41%, Alckmin com 24% e Kassab com 14%. O prefeito oscilou positivamente a cada pesquisa: ele obteve 16% no final de agosto, foi a 18% no começo de setembro, a 21% em levantamento dos dias 11 e 12 desse mês, a 22% na semana seguinte e chega hoje a 24%. Ou seja, depois do horário eleitoral, a candidata do PT se manteve estável, o candidato tucano perdeu 12 pontos percentuais e Kassab ganhou 13 pontos.

O ex-prefeito Paulo Maluf (PP) oscilou de 7% para 6% das preferências e Soninha (PPS) oscilou de 3% para 4%. Ivan Valente (PSOL) se mantém com 1% das intenções de voto. Anaí Caproni (PCO), Ciro (PTC), Levy Fidelix (PRTB) e Renato Reichmann (PMN), foram citados, mas não atingiram 1% das menções. O nome de Edmilson Costa (PCB) constava do cartão circular apresentado aos entrevistados, mas ele não foi citado.

Se a eleição fosse hoje, 4% votariam em branco ou anulariam o voto, e 3% não saberiam em quem votar.

Foram ouvidos 1658 eleitores da cidade de São Paulo, a partir dos 16 anos de idade, nos dias 25 e 26 de setembro.

A taxa dos que dizem espontaneamente, antes da apresentação dos nomes dos candidatos, que vão votar em Marta Suplicy para prefeita, é hoje de 29%. Há uma semana, eram 28%. Gilberto Kassab atinge sua maior taxa de intenção de voto espontânea, 19% (eram 17% no levantamento anterior). Geraldo Alckmin é citado de maneira espontânea por 14%, mesmo percentual registrado na semana passada. Não sabem dizer, espontaneamente, em quem vão votar para prefeito em 5 de outubro, 25%, menor taxa registrada nessa série de pesquisas do Datafolha.

Em simulação de segundo turno contra Marta, Kassab tem 47%, e a petista, 46%

As três simulações de segundo turno feitas pelo Datafolha mostram empates, em razão da margem de erro, de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Pela primeira vez a simulação de um segundo turno entre Marta Suplicy e Gilberto Kassab mostra o democrata numericamente à frente da petista: se uma segunda votação fosse realizada hoje, 47% votariam em Kassab, e 46% dariam seu voto a Marta. Na pesquisa da semana passada era a ex-prefeita quem estava numericamente à frente (46% a 45%).

Se o segundo turno fosse entre Marta e Geraldo Alckmin, 48% votariam no tucano e 45% optariam pela candidata do PT. As quatro últimas pesquisas mostravam os dois rigorosamente empatados, com 47% das preferências, cada, nos três últimos levantamentos, e com 46%, cada, no final de agosto.

A simulação de um segundo turno entre Alckmin e Kassab, hipótese hoje pouco provável, mostra o peessedebista com 44% e o democrata com 42% das intenções de voto. Na pesquisa anterior, o candidato tucano estava sete pontos à frente (47% a 40%).

Rejeição a Kassab oscila para baixo e empata com a de Alckmin; Marta é rejeitada por 35%

A rejeição a Gilberto Kassab, que tinha subido na última pesquisa, voltou a oscilar para baixo. O percentual dos que não votariam de jeito nenhum no democrata no primeiro turno da eleição para prefeito passou de 24% na semana passada para 21% hoje. Assim, o democrata volta a empatar com Geraldo Alckmin no ranking de rejeição; a taxa dos que descartam votar no tucano oscilou de 17% para 18%. Marta, por sua vez, atinge a maior taxa de rejeição nessa série de pesquisas: 35% afirmam que não votariam na ex-prefeita de forma alguma no primeiro turno da eleição. Na pesquisa da semana passada eram 34%.

Paulo Maluf continua sendo o candidato com maior taxa de rejeição: 58% dos eleitores paulistanos não votariam de jeito nenhum no ex-prefeito, taxa idêntica à registrada no levantamento anterior.

Vêm a seguir Soninha (17% de rejeição), Levy Fidelix (16%), Ciro (13%), Anaí Caproni, Ivan Valente (12% de rejeição, cada), Edmilson Costa (11%) e Renato Reichmann (10%).

Votariam em qualquer um dos candidatos 2%, mesmo percentual dos que não votariam em nenhum deles.

24/09/2008 - 13:42h Não sabe

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Jornal da Tarde (JT)

18/09/2008 - 19:50h Datafolha: Marta continua na liderança, com 37%; Alckmin e Kassab estão empatados, com 22%

Datafolha

Eleições2008 -18/09/2008

Faltando 17 dias para o primeiro turno da eleição para prefeito de São Paulo, Marta Suplicy, do PT, continua em primeiro lugar na preferência dos eleitores paulistanos, com 37% das intenções de voto, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha nos dias 17 e 18 de setembro. O segundo lugar segue sendo disputado por Geraldo Alckmin, do PSDB, com 22% das preferências, e pelo atual prefeito, Gilberto Kassab, do DEM, que obtém percentual idêntico ao obtido pelo tucano. Em comparação com o levantamento anterior, realizado há uma semana, nos dias 11 e 12, foram registradas oscilações dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A taxa de intenção de voto em Marta se manteve idêntica. Kassab oscilou um ponto para cima (atingia 21%) e Alckmin teve uma variação positiva de dois pontos percentuais (tinha 20%). É a primeira vez, desde o final de julho, que o candidato tucano obtém uma oscilação positiva.

O ex-prefeito Paulo Maluf (PP) oscilou de 8% para 7% das preferências e Soninha (PPS) oscilou de 4% para 3%. Ivan Valente (PSOL) atinge 1% das intenções de voto. Anaí Caproni (PCO), Ciro (PTC), Edmilson Costa (PCB) e Renato Reichmann (PMN), foram citados, mas não atingiram 1% das menções. O nome de Levy Fidelix (PRTB) constava do cartão circular apresentado aos entrevistados, mas ele não foi citado.

Se a eleição fosse hoje, 4% votariam em branco ou anulariam o voto, mesmo percentual dos que não saberiam em quem votar.

Foram ouvidos 1666 eleitores da cidade de São Paulo, a partir dos 16 anos de idade.

O levantamento também mostra pequenas variações no que diz respeito à intenção de voto espontânea, às simulações de segundo turno e às taxas de rejeição dos candidatos.

Cerca de um terço (28%) diz, espontaneamente, antes da apresentação dos nomes dos candidatos, que gostariam de votar em Marta Suplicy para prefeita, taxa idêntica à registrada no levantamento da semana passada. O percentual dos que mencionam Gilberto Kassab espontaneamente oscilou de 15% para 17%, seu melhor índice até o momento. Geraldo Alckmin é citado de maneira espontânea por 14%, taxa que era de 12% no levantamento anterior. Não sabem dizer, espontaneamente, em quem vão votar para prefeito em 5 de outubro, 28% (eram 31% na pesquisa anterior).

Simulações de segundo turno mostram empate entre Marta e seus possíveis adversários

Se o segundo turno fosse realizado hoje, entre Marta Suplicy e Gilberto Kassab, 46% dos eleitores da capital paulista votariam na candidata do PT, e 45% optariam pela reeleição do democrata. Ocorre, portanto, empate entre os dois, em razão da margem de erro de dois pontos percentuais. Há uma semana, Marta obtinha 48% e Kassab atingia 44%.

Dos que declaram intenção de votar em Geraldo Alckmin no primeiro turno, 72% votariam em Kassab em uma segunda votação; 18% dariam seu voto a Marta. A maior parte dos eleitores que têm intenção de votar em Paulo Maluf (53% deles) daria seu voto ao democrata; 31% votariam na petista.

A simulação de uma disputa entre Marta e Geraldo Alckmin continua mostrando um empate entre os dois: 47% votariam na petista e percentual idêntico optaria pelo candidato tucano. O resultado é idêntico ao registrado há uma semana.

A maioria (70%) dos eleitores que votariam em Kassab no primeiro turno optaria por Geraldo Alckmin no segundo; 23% votariam em Marta. Entre os potenciais eleitores de Maluf, 66% votariam no peessedebista e 26% optariam pela petista.

Se a disputa fosse entre Alckmin e Kassab, o tucano, com 47% do total de votos, venceria o oponente democrata, que teria 40%.No começo do mês, o peessedebista tinha 18 pontos de vantagem sobre o atual prefeito (52% a 34%).

Nesse caso, metade (49%) dos que pretendem votar em Marta no primeiro turno ficaria com Geraldo Alckmin; um terço (32%) optaria pela reeleição do atual prefeito. A maioria (54%) dos eleitores de Maluf ficaria com o tucano, ante 32% que dariam seu voto ao democrata.

Rejeição a Kassab pára de diminuir

A rejeição a Kassab, que vinha caindo a cada pesquisa, oscilou para cima: o percentual dos que não votariam de jeito nenhum no democrata no primeiro turno da eleição para prefeito passou de 22% na semana passada para 24% hoje. Essa taxa continua inferior à obtida por Marta Suplicy, que oscilou de 33% para 34%, e superior à que obtém Geraldo Alckmin, que se manteve em 17%.

Paulo Maluf segue liderando o ranking de rejeição, com 58% de eleitores que não votariam de jeito nenhum no ex-prefeito. Essa taxa era de 57% no levantamento anterior.

Vêm a seguir Levy Fidelix, Soninha (17% de rejeição, cada), Ciro (15%), Ivan Valente (13%), Anaí Caproni , Edmilson Costa e Renato Reichmann (12% de rejeição, cada).

Votariam em qualquer um dos candidatos 2%, mesmo percentual dos que não votariam em nenhum deles.

São Paulo, 18 de setembro de 2008

DATAFOLHA

15/09/2008 - 17:26h Cresce o desequilibrio da cobertura dos jornais nas eleições em São Paulo

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O Observatorio Brasileiro de Mídia publica semanalmente um relatório com base nas reportagens dos jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário de S. Paulo, Agora São Paulo e Jornal da Tarde sobre a cobertura dos candidatos Marta Suplicy, Geraldo Alckmin, Gilberto Kassab, Paulo Maluf, Soninha Francine e Ivan Valente. Também foram observadas as reportagens referentes ao prefeito Kassab.

O número de reportagens dedicadas aos candidatos tem sido equilibrado? Quem tem tido mais matérias favoráveis, desfavoráveis, ambíguas e equilibradas?

Em relação às três principais candidaturas segundo as pesquisas de intenção de voto, a cobertura feita pelos jornais observados teve as seguintes características:

1 - Aumentou o viés desfavorável do conjunto da cobertura feita pelos jornais da candidatura da petista Marta Suplicy: o percentual de reportagens desfavoráveis aumentou de 40,8% para 44,7% e o percentual de favoráveis caiu de 32,6% para 10,6%.
Nas últimas quatro semanas, o percentual de reportagens favoráveis à candidatura da petista diminuiu de 45,7% para 10,6%, sem que tenha acontecido alguma mudança significativa nos índices de intenção de voto, no apoio do presidente Lula, no programa eleitoral da candidata, que segundo as pesquisas divulgadas tem sido bem avaliado. A arrecadação e as condições estruturais da campanha também têm se mantido sem alterações;

2 - A candidatura do tucano Geraldo Alckmin voltou a ter cobertura com tom desfavorável: alto índice de reportagens desfavoráveis, 49,1% e baixo percentual de reportagens favoráveis, 9,1%; revertendo tendência de queda dos percentuais de textos desfavoráveis, 35,6% e de alta do índice de reportagens favoráveis, 24,4% observados na semana passada. A cobertura da candidatura tucana voltou a ser caracterizada pelo ambiente de crise: troca de marketeiro e adesão tímida do governador José Serra à campanha do candidato do PSDB;

3 - O candidato à reeleição Gilberto Kassab continuou a ter um ambiente favorável à cobertura de sua candidatura que teve aumento de 1,5 ponto percentual no índice de reportagens favoráveis, 53,8%. A candidatura Kassab teve 13,5% de reportagens desfavoráveis, aumento de 4,4% ponto percentual em relação à semana passada. A divisão entre os tucanos e o apoio que o candidato do DEM tem de setores do PSDB junto com a divulgação das pesquisas eleitorais publicadas no dia 08/09 impulsionaram a cobertura com tom francamente favorável ao candidato Gilberto Kassab.

Leia o relatório completo

23/08/2008 - 13:05h Pesquisa Datafolha

 

Eleições2008 - 23/08/2008 - Texto do Datafolha

Marta abre 17 pontos de vantagem sobre Alckmin
Diferença de Alckmin para Kassab diminui de 21 para 10 pontos percentuais


A candidata do PT à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, atinge 41% das intenções de voto, e abre uma vantagem de 17 pontos percentuais sobre o segundo colocado, Geraldo Alckmin, do PSDB, que obtém 24% das preferências, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha nos dias 21 e 22 de agosto, a 44 dias do primeiro turno da eleição. No levantamento anterior, realizado nos dias 23 e 24 de julho, Marta e Alckmin empatavam, em razão da margem de erro da pesquisa, de três pontos percentuais: a petista atingia 36% e o tucano obtinha 32% das intenções de voto. Em um mês, a ex-prefeita ganhou cinco pontos percentuais, enquanto o candidato do PSDB perdeu oito.

A pesquisa, a primeira após o início da exibição do horário gratuito dos candidatos a prefeito na TV, no dia 20, também mostra que Marta empata com Alckmin em simulação de segundo turno, além de crescimento na taxa de intenção de voto espontânea e ligeira variação na taxa de rejeição à petista.

O atual prefeito, Gilberto Kassab, oscilou três pontos para cima: o candidato à reeleição pelo DEM passou de 11% para 14% das preferências. Paulo Maluf oscilou de 8% para 9% das preferências. Assim, se mantém o empate entre os dois candidatos. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, Kassab pode ter entre 11% e 17% das intenções de voto. Maluf, por sua vez, pode ter entre 6% e 12% das preferências.

Soninha (PPS) se manteve com 2% das intenções de voto. Ciro (PTC) e Ivan Valente (PSOL), que na pesquisa anterior obtinham 1% das menções, cada, embora citados, não atingiram esse percentual no atual levantamento. Edmilson Costa (PCB) e Levy Fidelix (PRTB) foram citados, mas não atingem 1%, como ocorria na pesquisa de julho. Anaí Caproni (PCO) e Renato Reichmann (PMN), cujos nomes constavam do cartão circular apresentado aos entrevistados, não receberam nenhuma menção.

Se a eleição fosse hoje, 5% votariam em branco ou anulariam o voto. Não saberiam em quem votar 4%.
Foram ouvidos 1093 eleitores da cidade de São Paulo, a partir dos 16 anos de idade.

Outro dado da pesquisa demonstra a consolidação da liderança de Marta: a intenção de voto espontânea. O percentual dos que dizem, antes da apresentação dos cartões circulares com os nomes dos candidatos, que gostariam de votar na petista para prefeita, subiu oito pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, passando de 22% para 30%. Citam Geraldo Alckmin de maneira espontânea 14%; eram 13% na pesquisa anterior. A taxa de menções espontâneas a Gilberto Kassab oscilou de 7% para 10%. Paulo Maluf é citado espontaneamente como seu candidato a prefeito por 5%.

O percentual dos que não sabem dizer espontaneamente em quem gostaria de votar para prefeito caiu 11 pontos percentuais, de 43% para 32%. A taxa dos que afirmam de maneira espontânea que pretendem votar em branco ou anular oscilou de 7% para 5%.

São Paulo, 22 de agosto de 2008