15/08/2008 - 17:09h “O crime em São Paulo aumentou a taxas extravagantes” segundo dados publicados por César Maia (DEM)

O prefeito do Rio, Cesar Maia é demo. Kassab é demo também. O governador José Serra é tucano e o Estado de São Paulo é governado pelos demo-tucanos faz 14 anos.

Cesar Maia tem um ex-blog onde expõe suas opiniões. No de hoje, ele fez uma comparação entre a criminalidade no Rio e em São Paulo. Segundo ele, e segundo seus dados, a criminalidade está igual a antes no Rio, mas aumentou uma barbaridade em São Paulo. Ele diz que só os homicídios em SP diminuíram, por conta da centralização do crime organizado numa única fração, o PCC. Há controvérsia sobre os homicídios. Ver aqui  em Maquiagem

Reproduzo alguns dados do texto de César Maia que concernem a cidade de São Paulo. Motivo de inquietação sobram. LF


“(…) Em SP, a média mensal de roubos de 2007 foi de 11.935 roubos e passou em 2008 para 24.160.(…)

(…) Finalmente o Total de Registros de Ocorrência. Em 2007, SP tinha taxa maior que o RIO em 26%. Mas no primeiro trimestre de 2008 a diferença pró-SP foi de 146%. No Rio 1.282,1 por 100 mil habitantes e em SP foram 3.155,9 por 100 mil habitantes. Em 2007 houve em SP 688.419 ocorrências e em 2008 se anualizarmos, serão 1.373.384, seguindo a mesma tendência, ou 2,65 por minuto.

(…) O Rio não melhorou, ficou na mesma. SP piorou e muito e a taxas extravagantes. As tabelas entre 2005 e 2008 mostram que os delitos (não homicídios) em SP são sistemática e cronicamente maiores que os do Rio, por 100 mil habitantes. O que houve agora foi uma abertura gigantesca nesta diferença. (…)

(…) O crime não diminuiu em SP-Capital, ao contrário.(…)”

02/08/2008 - 15:25h Desenvovimento SP: no centro e mirando ao sul

Após ter abordado a questão do desenvolvimento da Zona Leste (Desenvolver a Zona Leste é uma prioridade para São Paulo), no artigo a seguir B.K. aborda a questão do Centro e da Zona Sul. Aqui uma introdução que será continuada com artigos mais pormenorizados sobre o Centro e a Zona sul. LF

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As edições do Estadão de sábado (02/08) e do Valor de sexta (01/08) trazem informações que merecem a reflexão dos paulistanos.

O Estadão, repercutindo pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação (Brasscom), anuncia a necessidade de 33 mil novos programadores até 2009, dos quais quase metade demandados na Região Metropolitana de São Paulo (15.746). O Valor por seu lado, em matéria sobre o perfil dos jovens estilistas da indústria de moda global destaca uma elogiada grife francesa de sapatos (I and D) criada por dois jovens designers brasileiros (Regina Dabdab e Jean Philippe Gawronski), cuja vida profissional foi impulsionada pelos serviços prestados para empresas paulistanas de moda como Fórum, Cori e MOfficer.

O que tem as tecnologias da informação e a moda em comum? Ambas são áreas da economia que emergiram nos últimos 20 anos como setores de alto crescimento global, graças à capacidade de oferecer inovações sistemáticas aos seus usuários. A primeira na forma de softwares e objetos eletrônicos que ampliam nossa capacidade de acessar e transmitir dados (informações e idéias). A segunda em produtos que fazem do vestuário, dos calçados e outros acessórios símbolos das mudanças culturais do mundo contemporâneo, inspiradores de novos comportamentos e valores estéticos. Ambas exigem profissionais criativos, tem como valor econômico principal o conhecimento (das matemáticas ao design) e, por serem inovadoras, precisam de ambientes sociais dinâmicos para a captação de novas idéias.

E o que isso tem a ver com a Cidade de São Paulo? O fato de serem indústrias altamente concentradas no Município em termos quantitativos (número de empregos e firmas) e qualitativos (talento dos profissionais e empresas inovadoras). Além disso, estão aglomeradas no interior ou na proximidade de duas grandes regiões da cidade que ocupam junto com a Zona Leste os debates sobre o futuro da economia da cidade e de sua configuração urbana: a Zona Sul (as TIs, Tecnologias de Informação) e o Centro (a Moda). Por fim uma e outra têm na força de trabalho jovem e na diversidade econômica e cultural da Metrópole, a fonte de novos talentos e de novas idéias.

Juntando as duas questões, estes dois setores de grande potencial de crescimento na economia local e global, concentrados em regiões da cidade em que degradação e dinamismo convivem lado a lado e de grande presença de população jovem podem servir de alavanca para mudanças sociais e urbanas. Em contraste com a Zona Leste, que concentra quase 40% da população da cidade e apenas 8% de sua economia, estas duas regiões têm força econômica o que as torna candidatas a políticas públicas centradas na economia do conhecimento, no talento da juventude e na solidariedade a espaços e populações deserdadas.

Em termos práticos e já num balanço das iniciativas recentes da Prefeitura. TIs na Cracolândia é uma idéia louvável, mas difícil. Por razões históricas este setor se aglomerou no eixo da Marginal do Pinheiros e se expande até a região da Avenida Jurubatuba, ainda uma importante Zona Industrial que se diversifica em seu uso. As atividades presentes neste eixo têm afinidade com tecnologia e com mão de obra jovem. Por outro lado, o setor mais dinâmico da economia do centro é a indústria e o comércio do vestuário (Brás e Bom Retiro), as ruas de atacado especializado (25 de março, Florêncio de Abreu e Santa Ifigênia). Soma-se a isto um insistente burburinho cultural e jovem que toma algumas áreas do centro histórico (Galeria do Rock, Olido) e recentemente a Rua Augusta a partir da Paulista até a Praça Roosevelt.

O que a Prefeitura pode fazer a respeito? Em primeiro lugar não atrapalhar, guardar distância do dirigismo burocrático e considerar com humildade e respeito todas as iniciativas espontâneas, inovadoras e em geral inesperadas dos inúmeros grupos sociais que compõem nosso mundo urbano.

Em segundo lugar contribuir com políticas públicas que, ao visarem o fortalecimento da economia da cidade, mirem também a redução de suas desigualdades sociais e espaciais. O crescimento econômico do país consolidado pelo governo Lula, a gama mais ampla de programas disponíveis no nível federal (Bolsa Família, PAC, Univ. Feds, CEFETs), as possibilidades de parceria com a esfera estadual (Ensino Profissional e Superior, Pesquisa e Infra-estrutura Metropolitana) e as receitas crescentes do município criam um ambiente favorável à cidade, sem paralelo em sua história recente.

Concretamente, sobre o Centro:

1) Iniciativas de valorizar e estimular os investimentos em moradia no centro são corretas. Há um consenso supra-ideológico e partidário de que seu foco deve ser a população de baixa renda. Mas é preciso ir além, pois jovens de classe média (em diversos níveis de renda) podem ter no Centro uma opção primeira de residência, considerando as atividades profissionais já existentes, preços razoáveis e possibilidades de moradia dotadas de atributos arquitetônicos e urbanos básicos(garagem, bons espaços e segurança).

2) Cultura, moda e vida noturna parecem boas escolhas, combinadas ao que já existe em termos de economia. Para tal, instrumentos de natureza fiscal e urbanística podem ser mobilizados. No primeiro caso, o incentivo às reformas, garagens e fachadas pode funcionar muito bem. No segundo, a liberalização seletiva de índices de ocupação de categorias de uso idem. Uma nova e ampliada Operação Urbana do Centro é certamente bem-vinda.

3) Os investimentos mais importantes são na área de manutenção, conservação e segurança diante de um ambiente arquitetônico de grande riqueza e de uma infra-estrutura quase completa (viário, transporte de massa, comunicação e urbanização).

Sobre a Zona Sul:

1) Tal como na Zona Leste, as infra-estruturas de ligação regional e urbana são essenciais à redução dos tempos de acesso ao trabalho e ao ensino. Sugerimos o pólo Jurubatuba como um novo centro regional e urbano que combine a indústria já instalada (metal-mecânica), os serviços de TI e o ensino (SENAC) num espaço intermediário entre a periferia pobre da Zona Sul (Grajaú, Capão, Capela, Parelheiros etc). Uma Operação Urbana e investimentos em sistema viário e transporte neste pólo, harmonizados à já existente Operação Urbana das Águas Espraiadas e uma lei de incentivos fiscais seletivos são iniciativas imprescindíveis.

2) A contribuição do investimento público para o incentivo à formação do jovem em áreas da economia do conhecimento pode ser mais importante e decisiva. Sabemos que a população jovem e de baixa renda está sobre-representada na Zona Sul. Não por outra razão todos os tipos de violência se manifestam com maior força aí ou a partir dessa região. Iniciativas federais e estaduais se justificariam apenas pela simples consideração da precariedade urbana e social e pela população mais de 800 mil jovens entre 16 e 25 anos, em condições de elevado desemprego.

3) A questão ambiental aí é das mais importantes. Mananciais (Billings Guarapiranga e Bacias), matas e serra no extremo sul do Município colocam o dilema preservação em oposição ao uso econômico e social. Devemos pensar em restrição absoluta ou considerar um equilíbrio de usos que busque conciliar as disputas de ocupação do solo numa sociedade de interesses tão díspares? Um novo Governo Municipal teria a responsabilidade e o desafio de novas propostas e políticas.
BK

07/03/2008 - 11:26h Protesto contra o péssimo transporte público em São Paulo

Cansados com o descaso da administração DEM-PSDB com o transporte público na cidade de São Paulo, centenas de moradores da zona sul fazem protesto violento.

Fonte TV Globo

11/01/2008 - 18:03h A desigualdade social, essa é a questão

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Faltou dizer que São Paulo tem 2 milhões e meio de favelados

PIB paulistano supera o de 22 Estados norte-americanos, diz pesquisa
da Folha Online


O PIB (Produto Interno Bruto) da capital paulista –US$ 102,4 bilhões– supera a riqueza gerada por 22 Estados norte-americanos, entre eles Hawai, Georgia e New Hampshire, quando analisados individualmente, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira pela Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).

Segundo o estudo, se a cidade de São Paulo fosse um país, ele estaria entre as 50 maiores economias do mundo, no 47º. lugar, à frente do Egito (15% maior) e do Kwait (27% maior) e na mesma dimensão da Nova Zelândia e da Hungria. Além disso, a riqueza gerada pela capital paulistana corresponde a quase 85% da economia de Israel.

O levantamento de dados econômicos e de outras áreas, além de variedades, foi elaborado pela Fecomercio-SP em função da comemoração dos 454 anos da capital paulista.

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