30/09/2008 - 17:11h Os problemas de São Paulo no SPTV

16/09/2008 - 13:07h Menino maravilha no país da realidade

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Robert Vieira de Lima é um menino de 8 anos com um sorriso de quem curte a vida. Os franceses usam uma expressão “viver a vida a pleno dente”, ou seja com um sorriso grande, cheio. Assim parece ser Robert, que descobri ontem no SPTV 2° edição e hoje nos principais jornais de São Paulo.

Robert é o menino que ajudou a mãe a dar a luz a sua irmãzinha, no cômodo da casa humilde onde mora, em Cidade Tiradentes, na zona leste.

“Tô me sentindo um herói” declara orgulhoso, enquanto conta que aprendeu nos filmes como retirar a criança com cuidado, após a cabeça sair completamente.

Mas, se Robert pode sentir orgulho, tendo ajudado a mãe em momento tão delicado e difícil, ele também pode sentir orgulho de ter contribuído, talvez sem saber, para sua cidade.

O episódio vivido por Robert, e nisso ele também vai sentir orgulho, desnudou a montanha de propaganda enganosa jogada na TV sobre a saúde demo-tucana.

O pai de Robert tentou acionar o SAMU, as contrações tinham começado as 3 horas da manhã e duas horas depois começaram os sangramentos. Nenhuma resposta do SAMU (Ver aqui SAMU e Farmácia Popular: governo federal entra com a verba e a prefeitura de Kassab com o “trololó”).

Desesperado ele decidiu ir a pé à AMA (carro-chefe da propaganda, provavelmente uma das antigas UBS, renomeadas para vender ilusão). Segundo Luciano, pai do menino Robert, na AMA tinha ambulâncias paradas, mas não tinha motoristas e no atendimento disseram para resolver no 192. Ao cabo de 40 minutos, acompanhado de elementos da GCM, Luciano conseguiu voltar para casa e encontrar mãe, bebê e Robert na melhor situação, vista as circunstâncias.

Segundo Tramontina, do SPTV, a Secretária Municipal de Saúde indagada pela reportagem informou que o horário de atendimento da AMA é 7 horas da manhã e por isso não tinha motorista, mas que ela conta com esse serviço. Nenhuma explicação sobre o SAMU. O jornal AGORA esteve na AMA e foi informado pelos funcionarios que a unidade não oferece esse serviço. Do SAMU, nada.

Evidentemente, emergências, disfuncionamentos, existem nos sistemas mais desenvolvidos. Acontece que no país das maravilhas da propaganda kassabista, a situação do SAMU e a falta de médicos na periferia, inexistem. Como inexiste dinheiro do SAMU aplicado no banco, enquanto as ambulâncias aguardam conserto.

Segundo editorial do jornal O Estado de São Paulo:

“O Serviço de Atendimento Móvel de Emergência (Samu) da cidade de São Paulo deveria ter recebido investimentos de R$ 168,2 milhões desde 2005, mas, desse total, apenas R$ 16,7 milhões foram efetivamente utilizados. Há pouco mais de um ano, o Estado noticiou que pelo menos R$ 35 milhões das verbas destinadas pelo Ministério da Saúde para financiamento dos serviços de socorro urgente a doentes e vítimas de acidentes estavam aplicados no mercado financeiro, enquanto o atendimento de urgência de doentes e acidentados demorava três vezes mais do que o recomendado pelos organismos internacionais. Faltavam motoristas, médicos, enfermeiros e ambulâncias em bom estado de conservação, embora sobrasse dinheiro. A frota de ambulâncias era de 137 veículos, que atendiam, em média, a 800 casos por dia. O tempo de espera variava entre 30 e 40 minutos.” (OESP 14/08/2008).

A família de Robert foi vítima destes fatos, que eles seguramente não leram no jornal, mas que conhecem e conheceram novamente pela experiência que viveram. No caso, nem o editorial do Estadão, nem a família de Robert, vivem no mundo da fantasia onde Kassab e seu boneco tentam enganar a “patuleia”, mas só a “Manhatan paulista” finge que acredita.

Luis Favre

25/08/2008 - 22:28h Marta no SPTV

17/08/2008 - 07:21h Agora o jogo fica mais claro para o eleitor

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Fátima Pacheco Jordão* - O Estado de São Paulo

 

 

Embora só comece oficialmente depois de amanhã, o horário eleitoral no rádio e na televisão já teve um ensaio em agosto. A mídia, tanto impressa como eletrônica, fez uma opção diferenciada de cobertura, tratou de forma mais focada os problemas de eleitores nas suas regiões, elaborou diagnósticos e estimulou os candidatos a oferecer as soluções que propõem.

Em São Paulo esse processo foi ainda mais sofisticado, organizações civis até encaminharam aos candidatos perguntas sobre metas a serem alcançadas em cada distrito da cidade. Ou seja, há uma percepção geral de que o eleitor busca respostas mais precisas dos candidatos. E é nesse tom que o horário oficial eleitoral que começa vai ser formatado.

A sintonia dos candidatos com esta pauta pôde ser acompanhada no noticiário de maior audiência na cidade - o SPTV2, da TV Globo. Na última semana, estimulados pela emissora, os candidatos discutiram saúde, coleta de lixo e segurança nos bairros.

Este ensaio prévio já rendeu resultados. Marta Suplicy, a primeira a apresentar programa completo de governo, virou o jogo antes da entrada do novo tempo da campanha. A pesquisa do Ibope, publicada ontem, mostra que ela ganhou pontos em quase todos os segmentos pesquisados e se coloca na perspectiva de poder ganhar a eleição no primeiro turno. O que seria inédito para essa complexa cidade, com seus graves problemas que todos sabem.

Os números mostram, efetivamente, uma forte aceleração das decisões na cabeça dos eleitores: os que não declinam nomes espontaneamente eram, em junho e julho, 40%. Caíram agora, nesta pesquisa Ibope, para 33%. Ou seja, cresce a parcela de eleitores com declaração de voto mais convicta, porque espontânea.

Quase todos os que consolidaram sua posição foram para Marta, que cresceu de 22% para 29%. Seus concorrentes mais diretos não mudaram. Alckmin fica no patamar anterior de 14% e Kassab no de 6%.

Ou seja, apenas Marta Suplicy aproveitou as novas características da cobertura da mídia e consolidou, entre indecisos, boa parcela de votos. Ela respondeu mais convincentemente às questões sensíveis aos eleitores.

O mesmo ocorreu nas taxas de voto estimulado. Entre julho e agosto a dupla situacionista Kassab e Alckmin tinha 42% (média das pesquisas publicadas) e perdem agora 8 pontos (34%). Marta, com 41% agora, aumenta a distância de Alckmin para 15 pontos, claramente assumindo a liderança. Mais ainda, pela primeira vez na série publicada de pesquisas, ela tem taxas superiores a Alckmin nas projeções de segundo turno (47% a 42% respectivamente).

Os segmentos que mais mudaram de posição corroboram a hipótese de que a petista teve um desempenho, na mídia de massa, mais focado nos problemas da cidade e que fez uso mais produtivo do seu tempo na mídia. Seus concorrentes ainda perderam espaço para discutir quem tem o apoio de quem e vazaram para o eleitor tensões internas de seus partidos, gerando obviamente insegurança no eleitorado.

Observando o comportamento de diferentes segmentos através do voto espontâneo, a candidata do PT avança 5 pontos no total e soma 29% do eleitorado, cresce 13 pontos entre os menos escolarizados, segmento que já liderava - chega agora a 38%; cresce 8 pontos entre mulheres (antes liderado por Alckmin) e acumula 30% e ainda cresce 8 pontos (chega a 33%) entre jovens eleitores, até então majoritariamente indefinidos.

Quanto ao voto estimulado, em que o entrevistado lê um cartão com a lista de candidatos, a petista ganha 7 pontos, tirando-os de Alckmin e Kassab, e avança mais nos segmentos já citados. Estes saltos são coerentes com a ampliação da campanha na mídia de massa, a incorporação ao debate dos segmentos de mais baixa renda ou escolaridade e a falta de foco no eleitor dos seus principais oponentes.

Marta consegue uma superação notável, entre eleitoras, segmento que Alckmin ainda sustentava. Esta rodada da pesquisa Ibope mostra um giro importante entre as mulheres, passa de um empate anterior (Alckmin 35%, Marta 32%) para uma liderança considerável (Marta 43%, Alckmin 28%).

Os segmentos onde Marta mais cresceu são os mais estratégicos porque tradicionalmente mantêm taxas mais altas de indefinição até as vésperas da eleição e só consolidam sua escolha com o horário eleitoral no rádio e na TV.

Neste ano não será diferente, pesquisas qualitativas em curso têm captado esta tendência. Ninguém brinca em serviço nesta fase da campanha.

Marta e Kassab têm mais tempo de rádio e de televisão e ambos, administradores testados na cidade, têm mais o que defender, propor e contrapor. A comparação de suas administrações será o grande referencial na cabeça do eleitor.

Alckmin, com menos tempo, vai precisar ampliar para argumentos de ação e de propostas o pilar que mais o sustenta até o momento: uma boa imagem pessoal - o menos rejeitado dentre os candidatos.

O jogo não está todo na mesa, mas vai agora depender da tela.

* Socióloga

15/08/2008 - 19:38h Marta abre vantagem de 15 pontos sobre Alckmin, diz pesquisa Ibope

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15/08/2008 - 19h24 - da Folha Online

A ex-ministra Marta Suplicy (PT) lidera a disputa pela Prefeitura de São Paulo, com 41% das intenções de voto, segundo pesquisa Ibope divulgada hoje pelo SPTV –a pesquisa foi encomendado pela Rede Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. Na pesquisa a anterior, Marta aparecia com 34% da preferência.

O tucano Geraldo Alckmin aparece com 26% das intenções de voto –ele tinha 31% no levantamento anterior, realizado em julho.

Com isso, a vantagem de Marta sobre Alckmin passou de três para 15 pontos percentuais de um levantamento para outro. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na nova pesquisa, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, aparece com 8% das intenções de voto –ele tinha 10% na pesquisa anterior.

O candidato do PP, Paulo Maluf, tem 9% da preferência –mesmo percentual registrado na pesquisa anterior. Soninha Francine (PPS) também se mantém com 2%. Ciro Moura (PTC) oscilou de 1% para zero. Ivan Valente (PSOL) oscilou de zero para 1%.

Segundo turno

Num eventual segundo turno entre Marta e Alckmin, a pesquisa aponta para um empate técnico: a petista aparece com 47% contra 42% do tucano. Contra Kassab, Marta venceria com 55% das intenções de voto contra 30% do democrata.

Em outro cenário, entre Alckmin e Kassab, o tucano venceria com 57% da preferência, contra 20% do prefeito de São Paulo.

A pesquisa Ibope foi realizada entre terça-feira e ontem com 805 moradores da cidade de São Paulo. A foi registrada na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo sob o número 01700108-SPPE.

04/08/2008 - 20:16h SPTV eleições: violência e medo atingem todas as classes e bairros da capital

29/07/2008 - 17:31h Mais luz no apagão demo-tucano

A imagem “http://nsj.no.sapo.pt/astro/imagens/LuzAmarela2.jpg” contém erros e não pode ser exibida.Favre, vi a reportagem do SPTV sobre a iluminação da cidade. Gostaria aportar algumas informações para completar as que a rede Globo forneceu com muita objetividade.

Como disse Chico Pinheiro, a iluminação pública é a líder do ranking de reclamações da ouvidoria municipal. Não sem razão. Todo o trabalho de recuperação e ampliação da iluminação publica em São Paulo, realizado no governo da prefeita Marta, foi abandonado ou conduzido, como é de hábito neste governo, com muito vagar.

Em 2004 foram licitados 40 mil novos pontos de luz para serem instalados em 2 anos, mas hoje, 4 anos mais tarde, eles mal passam de 20 mil.

Porém, pior é o que ocorreu com o Reluz. Programa de eficiência energética financiado pelo governo federal, que consiste na troca de lâmpadas de mercúrio pelas de sódio, 35% mais econômicas e com maior luminosidade (na reportagem da Globo esta troca de lâmpadas é mostrada na Av. Rebouças). Pois bem, apesar da obstrução demo-tucana no Senado, querendo impedir que São Paulo à época da prefeita Marta pudesse ter esse financiamento, ele foi assinado em 2004, e previa a troca de mais de 420 mil pontos de luz. Passados quatro anos, também a cidade paga pela incompetência demo-tucana nesse quesito.

trocaram pouco mais de 100 mil lâmpadas e não conseguiram levar adiante o programa que acabou parado.

O motivo? É que a prefeitura de São Paulo está INADIMPLENTE com a Receita Federal.

O acordo da dívida (aquele assinado pelo Pitta e por FHC) exige que 13% de todas as receitas correntes da prefeitura sejam pagas mensalmente como amortização da dívida do município com a União. Ocorre que no inicio da gestão demo-tucana em São Paulo, a administração das contas bancárias da prefeitura foi leiloada e arrematada por 500 milhões de reais pelo Itaú, e portanto a Prefeitura devia pagar a União o equivalente de 65 milhões. Eles não pagaram e a Receita está cobrando e até eles não regularizarem a situação o dinheiro do Reluz não vêm para a cidade. Vale lembrar que o financiamento do Reluz é de mais de 150 milhões de reais.

No governo do Estado, com a aquisição das contas por 2 bi pela Nossa Caixa, Serra ao contrário de Kassab, pagou 270 milhões de reais ao governo federal e o Estado tem sua situação normal com a Receita Federal.

Pois é os demo-tucanos, que deixaram o país no apagão, repetem a dose na prefeitura de São Paulo. A população é que paga a conta deste descaso.

Vereador Antonio Donato (PT)

22/07/2008 - 20:33h Transporte público no SP-TV da rede Globo - Segunda Parte

22/07/2008 - 20:00h Transporte público no SP-TV da rede Globo