04/02/2008 - 17:23h A euforia com Strauss-Kahn

Vale a pena ler o artigo de Ribamar Oliveira. Ele acerta quando afirma que a situação hoje no Brasil não pode ser equiparada à da crise nos EUA e que aplicar as mesmas receitas (keynesianas) aqui seria contraproducente. Porém ele deixa de explicar por que, nos períodos de recessão ou quase, no Brasil ou em qualquer outro país, incluso europeu, o FMI apregoou redução do gasto público, redução do endividamento, venda do patrimônio público e condenou toda e qualquer política keynesiana. Agora nos EUA todos aplaudem a intervenção estatal e uma injeção de recursos públicos para evitar a recessão. Trata-se sim de uma reviravolta, aliás bem-vinda. LF

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03/02/2008 - 11:06h FMI dá aval a aumento do gasto público para combater a recessão e nos EUA, ‘heterodoxia’ do Fed põe de lado guerra à inflação

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Dominique Strauss-Khann, Diretor-geral do FMI

Interessante estes artigos do Estadão. Como se sabe o jornal não gosta ouvir falar em gasto público, por isso os artigos são um longo porém. Isto não anula a constatação evidente: o déficit fiscal dos EUA é gigante e mesmo assim o FED abaixa os juros e fecha os olhos para um eventual repique da inflação. Para o FMI esse é o caminho, a contra-mão do que sempre apregoaram para os nossos países. É que em ambas situações se trata de ajudar os mesmos, os que dominam a economia mundial: os EUA. Neste caso, até agora, o esforço tem sido insuficiente. Agir para evitar a recessão nos Estados-Unidos é bom para todos, mas é bom não esquecer que alguém vai financiar o déficit e o endividamento norte-americano. O resto do mundo será quem arcará com o ônus. LF

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