15/11/2008 - 18:49h Os homens que não amavam as mulheres

Nem sabia que o primeiro livro da trilogia de Larsson, Millennium,  já tinha saido aqui no Brasil. Estou na parte final do terceiro livro e só posso adicionar minha voz para recomendar a leitura.
Fiquei sabendo que o livro estava disponível em português no Brasil percorrendo o Blog de Rosane de Olivera, jornalista do Zero Hora. No blog um pequeno vídeo patrocinado pelo jornal gaúcho, convidava a leitura com uma gravação da governadora tucana. Como ninguém é absolutamente ruim, descobri um comum denominador com Yeda Crusius, a paixão pelo mesmo livro. No meu caso essa paixão e semelhante a que tenho pelo piso salarial dos professores aprovado pelo governo federal, que a governadora pretende desvirtuar no seu Estado. E não não é porque não amo as mulheres, bem pelo contrário. LF

Livraria Nobel Perdizes & Vanilla Caffé

 

Crítica Literária: “Os homens que não amavam as mulheres”, Stieg Larsson. Editora: Companhia Das Letras, 2008/1ª edição.

           

            Os homens que não amavam mulheres é o primeiro volume da trilogia Millennium, romance do sueco Stieg Larsson, jornalista e ativista político muito respeitado. Larsson nasceu em 1954, em Skelleftehamn, na Suécia, e foi um dos mais influentes ativistas políticos de seu país. Trabalhou na destacada agência de notícias TT. À frente da revista Expo, fundada por ele, denunciou organizações neofascistas e racistas. É co-autor de Extremhögern, livro sobre a extrema direita em seu país. Por causa de sua atuação na luta pelos direitos humanos, recebeu várias ameaças de morte. Morreu de infarto aos cinqüenta anos, em 2004, e não conheceu seu póstumo e bombástico sucesso.

           


Os homens que não amavam as mulheres

            Acabei de ler o livro (12/10). O que senti ao longo dos capítulos é indescritível. Em nenhum livro anterior, experimentei a vivacidade e a energia dos detalhes, das minúcias das cenas descritas e os horrores sofridos pelos personagens… As pistas a serem seguidas, o suspense a ser desvendado, o final inesperado, é o final mais inesperado de todos os romances que já li, misturado com a complexa personalidade de escoteiro sexy inteligente de Mikael Blomkvist e a perturbada, rebelde e superdotada hacker Lisbeth Salander tornaram um possível livro romance/suspense a um best seller em mais de 10 países (Suécia, Itália, Dinamarca, Alemanha, Noruega, França, Espanha, Inglaterra, Estados Unidos), vendendo mais de 6 milhões e meio de exemplares. Fantástico!

            Fiquei completamente entorpecida, absorvida e impressionada, pois não acreditava que algum livro poderia me surpreender dessa maneira! Já li livros maravilhosos e sou extremamente crítica… Acredito que um livro bom deva prender o leitor de tal maneira a não querer largar o livro até terminá-lo. E foi o que aconteceu. Li Os homens que não amavam as mulheres em 16 horas; o livro tem 528 páginas. Isso foi um não foi um recorde; mas foi um recorde em relação à minha situação atual: estou no meu último semestre de faculdade, fazendo meu projeto de pesquisa, estudando 6 dias da semana, e trabalhando 7 horas por dia! Obviamente li no dia de minha folga, dia das crianças, domingo.

            O diferencial de sua obra é a personagem principal, a heroína Lisbeth Salander, que está longe de ser uma pessoa adequada a viver nos estereótipos de qualquer sociedade e é constantemente julgada por pessoas e por instituições; exceto por três pessoas: Holger Palgren, seu tutor; Dragan Armanskij, seu patrão; e Mikael Blomkvist, seu amante e parceiro. Estimava essas pessoas. Entretanto, não permitia que nenhuma se aproxima e/ou soubesse de seus sentimentos positivos em relação à elas. Somente Mikael Blomkvist.

            Lisbeth Salander é o que toda a mulher não tem coragem de ser. Não de corpo, mas de alma! Uma mulher inteligente, independente, de coragem e fúria extrema, e SEM MEDO. Uma mulher a ser admirada, respeitada. Uma mulher a ser temida. Uma heroína.

            Ela é o trunfo do livro. O livro tem uma trama excelente: assassinato, desaparecimento, intrigas familiares, tiros, sexo, estupro, ódio, sadismo, corrupção política, prisão, etc.; porém nada seria sem Lisbeth Salander.

            Lisbeth Salander é a guerreira contida dentro de todas nós, mulheres; e Mikael Blomkvist nos mostra que ainda existe homens com caráter íntegro. São personagens ferozes e com almas intensas, seus espíritos são incansáveis. E juntos, Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander, são imbatíveis.

            Comentários sobre o livro de autores renomados e críticas de jornais famosos:

Os homens que não amavam as mulheres é uma fascinante e assustadora aventura vivida por um veterano jornalista e uma jovem e genial hacker cujo comportamento social beira o autismo. A riqueza dos personagens desdobramentos da ágil e inteligente e dos surpreendentes desdobramentos da história formam um conjunto magífico e revelam Stieg Larsson como um grande mestre de literatura suspense.”
- Luiz Alfredo Garcia-Roza

“O problema com Larsson é que, se a gente se aventura e entra na história, está perdido: não tem mais largar o livro. Talvez seja porque os protagonistas são animados por uma paixão que é muito parecido com a que motiva a curiosidade (grande ou pequena) de todos nós: os dois, o jornalista bem-sucedido e a adorável jovem hacker (punk de corpo e espírito), são indivíduos sem família (ou quase), decididos a desvendar, justamente, um segredo de família”.
- Contardo Calligaris

“Um thriller político e jornalístico absolutamente original, que também sabe ser profundo e ético. Apesar dos detalhes lúgrubes, Stieg Larsson escreveu um livro delicioso, com personagens centrais inesquecíveis.”
- Michael Ondaatje

Os homens que não amavam as mulheres é um romance surpreendente. Quando eu imaginava que não despontaria nada de novo no horizonte, surge Stieg Larsson com esta história maravilhosamente original. Fiquei completamente absovirdo.
-Michael Connelly

“O jornalista e a hacker são criações geniais. Um romance surpreendente, cheio de paixão sutil perspicácia ao retratar mentes corruptas e degeradas.”
- The Observer 

“Ao contrário de muitos outros thrillhers, por mais vigorosos que sejam, o de Stieg Larsson é inesquecível.”
- Le Monde 

“Um suspense nórdico realmente suculento.”
- Daily Mail 

“Uma história de arrasar. Acima de tudo, a heroína é esplendidamente original. um livro extraordinário.”
- Literary Review 

“O alvoroço em torno do romance é plenamente justificado. Seu desempenhoé excelente em todos os quesitos - personagens, história, atmosfera.”
- The Times

Recomendo ao leitor se fechar durante um fim de semana, munido de litors de café e alguns suprimentos, para se deliciar com a trilogia Millennium.
- Rolling Stone 

Millennium, a admirável trilogia trilogia do sueco Stieg Larsson, estáse tornando uma obra cult graças a um boca-a-boca entusiasmado e eficaz. Relações amorosas, conflitos profissionais, suspense de tirar o fôlego: entre no mundo de Larsson e você se verá imediatamente capturado!”
- Le Nouvel Observateur 

“O surgimento de mais um grande escritor sueco de mistério é motivo de celebração. O romance oferee um combinação irresistível de jornalismo investigativo, caçada high-tech e drama psicossexual. É uma pena que só tenhamos três livros para ver Lisbeth Salander em ação!”
-
Booklist

Larsson criou dois esplêndidos protagonistas. Ficamos completamente rendidos a eles. A trama é impecável. estamos no território do romance policial inglês clássico, mas com um nota muito mais sombria e sangrenta.”
- The Independent 

            O melhor romance policial: Os homens que não amavam as mulheres! Vale MUITO a pena ler!

Flávia Silva

Observação: Eu gostaria muito de agradecer à editora Companhia das Letras por enviar uma cópia antecipada do livro e especialmente à Edely.

15/09/2008 - 16:23h Festival abre espaço para filmes raros de Bergman

Seleção da Mostra apresentará obras indisponíveis no país, em cópias novasRetrospectiva terá longas como “Crise”, o primeiro do cineasta sueco, e uma exposição fotográfica; autobiografia é relançada

O sueco Ingmar Bergman, em 1967; ele faria 90 anos em 2008

LEONARDO CRUZ - FOLHA SP  EDITOR-ASSISTENTE DA ILUSTRADA

Bergman morreu. Viva Bergman. Um ano após a morte do cineasta sueco, quando ele completaria 90 anos, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo prepara um tributo à altura do mestre europeu: uma retrospectiva de filmes raros, uma exposição fotográfica e, em parceria com a editora Cosac Naify, o relançamento de uma autobiografia do diretor.
“Os 90 anos são uma boa desculpa para homenagear Ingmar Bergman. Ele é um autor eterno. Sempre que o revemos, descobrimos novos elementos, novas nuances em sua obra”, afirma  Leon Cakoff, diretor da Mostra, que fará sua 32ª edição de 16 a 30 de outubro.
A retrospectiva trará ao Brasil filmes atualmente indisponíveis em DVD no país. “Nosso critério de seleção privilegiou obras pouco vistas por aqui, difíceis de encontrar”, diz Renata de Almeida, co-diretora do festival. Ou seja, ficam de fora clássicos como “O Sétimo Selo” (1956), “Morangos Silvestres” (1957) e “Gritos e Sussurros” (1973), títulos sempre presentes em ciclos dedicados ao cineasta. E entram longas como “Crise” e “Chove em Nosso Amor”, ambos de 1946, os primeiros dirigidos por Bergman.
“No começo, Bergman tentou vários estilos, mas a linguagem que predomina nos anos 40 e 50 é mais expressionista, inspirada por Michael Curtiz [”Casablanca”, 1942], entre outros. É um cinema de sombras e fortes contrastes entre branco e preto, especialmente em interiores”, analisa Fredrik Gustafsson, coordenador da obra de Bergman no Instituto Sueco, órgão público de difusão da cultura sueca no mundo.
Em 2007, Gustafsson supervisionou a produção de cópias novas, em 35 mm, de todos os filmes do cineasta. “Só não fizemos de um, “Isto Não Aconteceria Aqui”, thriller de espionagem de 1950 que Bergman sempre detestou e que ele dizia que nunca deveria ser mostrado.”
São essas cópias que virão ao Brasil. Até o momento, dez títulos estão confirmados (veja quadro ao lado), mas outros devem entrar, inclusive uma divertida série de comerciais que o diretor fez para a marca de sabonete Bris em 1951.
Além dos longas, a Mostra apresentará a exposição “Meus Encontros com Bergman”, seleção de registros que o fotógrafo sueco Ove Wallin fez do cineasta entre as décadas de 50 e 80 -sempre durante filmagens. A série foi exibida pela primeira vez em junho, em Estocolmo, e ficou em cartaz em Tóquio no mês seguinte.

“Lanterna Mágica”
Ainda durante a Mostra de SP, voltará às livrarias “Lanterna Mágica”, obra de memórias de 1987 em que Bergman escreve sobre episódios como a infância conturbada, o contato com a Alemanha nazista na adolescência, as crises amorosas, o trabalho no teatro. Focada na vida pessoal, é peça obrigatória para entender os temas centrais da obra do cineasta.
A primeira edição brasileira, lançada em 1988 pela Guanabara, está esgotada há mais de uma década. A nova terá tradução a partir dos originais suecos por Magali Garcindo de Sá, imagens do cineasta em locações e, provavelmente, artigos de Woody Allen e Mikael Timm, autor de uma biografia de Bergman. Com capa dura e 320 páginas, editado pela Cosac Naify em sua coleção da Mostra, o livro custará R$ 59.

Sétimo Selo


por Sylvia Manzano


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A Morte joga xadrez com o cavaleiro Antonius em cena antológica.

O Sétimo Selo

Direção: Ingmar Bergman

Sinopse: Antonius Block retorna das cruzadas e encontra sua vila destruída pela peste negra. Depois disso passa a refletir sobre o sentido da vida, mas a Morte (Bengt Ekerot) aparece para levá-lo. Porém, Block se recusa a morrer sem ter entendido o sentido da vida e propõe um jogo de Xadrez, onde se ele ganhar continua a viver. Apesar de perder o jogo, a Morte continua a perseguí-lo enquanto viaja pela Suécia medieval.

“O Sétimo Selo revela uma alegoria em preto e branco sobre a busca infinita pelo sentido em um mundo caótico: o mundo do século XIII, devastado pela Peste Negra.
Antonius Block (Max Von Sydow) retorna das Cruzadas e encontra sua vila destruída pela doença. A Morte aparece para levá-lo, mas Block se recusa a morrer sem ter entendido o sentido da vida. Propõe então um jogo de xadrez, em uma tentativa de burlar a única certeza que o habita.
Apesar de perder o jogo de xadrez, a Morte continua a perseguí-lo enquanto viaja pela Suécia medieval. Block descobre os aspectos mais repugnantes do fervor religioso: a tortura, a caça às bruxas, o espectro da Morte alimentando-se da fraqueza humana. “
Se a busca infinita pelo sentido em um mundo caótico, existiu no século XIII, hoje isso parece completamente fora de moda.
O que existe hoje é a busca infinita pelo interior de nosso corpo e haja raio-x, tomografia, exames de laboratório e sei lá mais o quê.
Hoje é como se fôssemos apenas corpo e a alma, essa que se dane.
O psiquismo? Oras, o que é isso?
As memórias, as lembranças? A falta de um pai, o excesso de mães?
Oras, o que é isso?
Somos corpo e se o corpo adoece é só o corpo que adoeceu.
Sinto saudades desse momento do século XIII, saudades de um tempo em que havia a busca infinita pelo sentido da vida e posso ser uma pessoa completamente fora de moda hoje em dia, mas minha vida ainda se resume nisso: pela busca infinita pelo sentido da vida, corpo, alma, mente e psiquismo.
Dia e noite percorro labirintos dentro de mim, que vão ficando cada vez mais claros e luminosos, à medida que os encaro e não fujo deles.
Cachoeiras me habitam, posso me sentar à sombra de frondosas árvores, saborear os frutos sazonados da maturidade e depois arrotar de felicidade, porque como já disse em texto anterior, na sofreguidão de viver, como sem mastigar e depois fico “empachada”.
Sempre, porém, vou atrás de meus recursos.
Era o que eu tinha a dizer por este mês.
No próximo mês tem mais.
escrito por Sylvia Manzano

05/11/2007 - 10:41h Instituto sueco diz estar perto de vacina contra a Aids

da BBC Brasil

Cientistas do Instituto Karolinska da Suécia, uma das mais respeitadas instituições de pesquisa do mundo, anunciaram na TV sueca que esperam obter uma vacina eficaz contra o vírus da Aids dentro de dois a três anos.

Os testes clínicos da vacina –fruto de um estudo iniciado há sete anos– mostraram que 97% dos 40 voluntários inoculados desenvolveram resposta imunológica contra o vírus HIV.

A vacina agora está sendo testada em 60 voluntários na Tanzânia, e os primeiros testes indicam a possibilidade de obter resultados semelhantes aos alcançados na Suécia.

“Os resultados das fases 1 e 2 dos testes têm sido extremamente promissores”, disse em entrevista à BBC Brasil a cientista Britta Wahren, responsável pelo projeto da vacina no Instituto Karolinska.

Durante os últimos 20 anos, cerca de 200 vacinas foram desenvolvidas em diferentes países, mas nenhuma conseguiu, até agora, obter resultados eficazes nos testes com humanos em larga escala.

Em setembro passado, foram suspensos os testes de uma vacina experimental que era considerada uma das mais avançadas, após falhas registradas nos resultados preliminares.

O estudo, conduzido pelo laboratório Merck em nove países, incluindo o Brasil, mostrou depois de 13 meses de testes que a vacina não conseguiu impedir a contaminação de voluntários com o vírus HIV.

Em princípio, diz Britta Wahren, os estudos para o desenvolvimento de vacinas contra o vírus HIV são semelhantes, mas a cientista aponta duas particularidades no projeto sueco: “O vírus da Aids é um vírus cruel, que possui vários subtipos. Por isto, decidimos criar uma vacina contra vários tipos do vírus HIV”.

“Nossa vacina foi desenvolvida de forma a proteger as pessoas contra as variantes mais comuns do vírus em circulação na África e no Ocidente como um todo”, explicou Wahren à BBC Brasil.

“Outro diferencial é que a vacina é complementada por um segundo tipo de vacina, que aumenta a resposta imunológica do paciente. Este princípio foi demonstrado em diversos estudos pré-clínicos “, acrescentou.

A vacina desenvolvida pelo Instituto Karolinska, em cooperação com o Instituto Sueco para Controle de Doenças Infecciosas (SMI), combina, portanto, dois tipos de vacinação.

Primeiro, o paciente recebe várias doses de uma vacina elaborada a partir de genes de diversas variantes do vírus HIV em circulação no mundo. Em seguida, é aplicada uma segunda vacina, destinada a ampliar a resposta imunológica.

Esta segunda vacina contém um vírus vaccinia - usado para erradicar a varíola - modificado e outros genes do vírus HIV. A segunda vacina foi produzida pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, e doada para utilização no estudo sueco.

No próximo ano, o estudo sueco entrará na chamada Fase 2-B, com os testes clínicos em larga escala.

Será uma fase crucial, com duração prevista de dois anos. A etapa final será a Fase 3, que vai determinar o grau de proteção da vacina.

Para Eva Maria Fenyö, do Departamento de Microbiologia e Virologia da conceituada Universidade de Lund, no Sul da Suécia, a vacina representa uma nova esperança para conter a propagação da Aids.

“O estudo do Instituto Karolinska combina todo o conhecimento atual e tenta diferentes vias de administração da vacina”, disse a pesquisadora à BBC Brasil.

As diferenças em relação à vacina desenvolvida pelo laboratório Merck são muitas, observa Fenyö.

“Por exemplo, na vacina da Merck um vírus diferente (adenovirus) carregava os genes do HIV-1, e uma ou duas doses eram aplicadas. O estudo do Karolinska aplica três doses iniciais com diversos subtipos de vírus HIV-1, seguidas por uma segunda vacina destinada a reforçar a resposta imunológica”, ressaltou a pesquisadora.

Contactado pela BBC Brasil, o Diretor Médico do laboratório Merck na Suécia, Roger Juhlin, não quis comentar o projeto sueco.

“Todos nós temos esperanças de que uma vacina eficaz seja descoberta. Mas em nossa empresa, adotamos a prática de não comentar outros projetos desenvolvidos nesta área”, disse Juhlin.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a Aids já provocou mais de 20 milhões de mortes, e hoje cerca de 40 milhões de pessoas são portadoras do vírus HIV no mundo - 70% delas no continente africano.

No Brasil, uma estimativa da Organização Mundial da Saúde feita em 2006 diz que cerca de 620 mil pessoas vivem com o HIV.

16/10/2007 - 17:37h El ‘test’ europeo de la inmigración

 

Una familia de inmigrantes

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Una familia de inmigrantes- GORKA LEJARCEGI

Un estudio realizado en 28 países destaca que España es el segundo de la UE donde los inmigrantes tienen más facilidades para acceder al mercado laboral después de Suecia

ANA CARBAJOSA - Bruselas - El País

España es el segundo país de la UE en el que los inmigrantes disfrutan de más facilidades para acceder al mercado laboral, por detrás de Suecia. Es uno de los resultados del segundo estudio comparativo que analiza la integración de los inmigrantes en Europa, realizado por el British Council y el Migration Policy Group (Grupo sobre la Política de Inmigración) y presentado ayer en Bruselas. En general, España figura en el puesto décimo de la tabla que aglutina todos los factores que favorecen la integración de los inmigrantes, y es el segundo donde éstos tienen más facilidades para acceder al mercado laboral tras Suecia.

El acceso al mercado laboral, la participación política y las facilidades para obtener un permiso de residencia son algunos de los elementos que los autores del informe consideran clave para trazar la radiografía de la integración de los que llegan a Europa en busca de una vida mejor.

Los países nórdicos -sobre todo Suecia- y los Países Bajos figuran a la cabeza de la lista que mide los diferentes factores de integración de los inmigrantes. Francia aparece, sin embargo, en el undécimo puesto, junto a Eslovenia, y saca una nota especialmente mala en el capítulo de acceso al mercado laboral, una de las causas a la que los expertos atribuyeron la explosión de la crisis de los barrios periféricos en 2005. “Un demandante de empleo con apellido norteafricano tiene el doble de posibilidades de ser rechazado que un candidato similar con un nombre francés”, dice el informe. Y explica, además, que en Francia decenas de perfiles profesionales están reservados a ciudadanos de la UE tanto en el sector público como en el privado.

El Índice de políticas de integración de inmigrantes, cofinanciado por la Comisión Europea, destaca que España, pese a ser un país que ha comenzado a acoger inmigrantes hace pocos años, en seguida se ha convertido en uno de los destinos preferidos. Y explica que aunque en España tienen más posibilidades, a la hora de encontrar un empleo, que los propios españoles, tienen sin embargo el doble de probabilidad de tenerse que conformar con trabajos temporales.

De los 28 países analizados -Noruega, Suiza y Canadá, además de todos los de la UE, excepto Rumania y Bulgaria-, España es el segundo mejor en cuanto al acceso de los inmigrantes al mercado laboral. Destaca el estudio la seguridad a la hora de encontrar un empleo en el mercado de trabajo español y los derechos asociados al empleo. “La mayoría de los permisos de trabajo son renovables, y los inmigrantes pueden quedarse en España para encontrar un nuevo trabajo cuando termina su contrato. Pueden afiliarse a un sindicato y cambiar rápidamente de trabajo, empleador, profesión o tipo de permiso”, reza el texto, de 190 páginas.

A la hora de evaluar el grado de participación de los inmigrantes en la vida política española o de las dificultades para obtener la nacionalidad, España sale bastante peor parada (puesto 14º). Y desciende hasta el puesto 17º en cuanto a la puesta en marcha de políticas de lucha contra la discriminación y el racismo.

Toda la UE saca muy mala nota en cuanto a la participación política de los inmigrantes, según explicó Jan Niessen, del Migration Policy Group. El experto indicó que hasta 11 de los países analizados no garantizan el derecho al voto de los extranjeros asentados en esos países.

08/10/2007 - 17:45h Usar celular por mais de 10 anos ‘eleva risco de câncer’, diz estudo

BBC Brasil

O uso constante de telefone celular por dez anos ou mais aumenta o risco de câncer no cérebro, segundo uma pesquisa realizada por cientistas suecos e publicado no jornal acadêmico Occupational Environmental Medicine.

O risco é ainda maior, segundo a pesquisa, no lado do cérebro onde o celular é normalmente usado.

Os pesquisadores afirmam que crianças são mais vulneráveis, já que têm um crânio mais fino e o sistema nervoso ainda em desenvolvimento.

O grupo de cientistas da Orebro University, na Suécia, avaliou os resultados de 16 estudos realizados sobre o assunto ao redor do mundo - três dos Estados Unidos, quatro da Dinamarca, um da Finlândia, cinco da Suécia, um da Grã-Bretanha, um da Alemanha e um do Japão.

Desses estudos, onze levavam em conta o uso prolongado do celular por pelo menos dez anos.

Uma associação entre o uso do celular e o desenvolvimento de neuromas do acústico - tumores do nervo auditivo - foi encontrada em quatro estudos.

Em seis estudos, os dados indicaram uma incidência maior de câncer no cérebro.

Levando em consideração todos os estudos avaliados e a exposição à radiação no lado onde o celular é colocado, os pesquisadores suecos chegaram à conclusão de que o uso prolongado do celular aumenta em duas vezes e meia o risco de neuromas do acústico e em duas vezes o risco de glioma (tumor maligno que afeta células do cérebro).

Os cientistas suecos querem uma revisão dos padrões internacionais de controle de emissão de radiação por celulares e outras fontes.

Há três semanas, um estudo apresentado na conferência anual da Academia Americana de Otorrinolaringologia, em Washington, afirmou que usar o telefone celular mais de uma hora por dia pode causar danos à audição.