13/06/2008 - 12:32h A arte no roubo
Folha de São Paulo
di cavalcanti
Picasso inspirou “Mulheres na Janela”, de 1926
FABIO CYPRIANO - FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL
“Mulheres na Janela” (1926) é uma pintura bastante representativa do conjunto da obra de Di Cavalcanti, conhecido por ser o “pintor das mulatas”. Ela foi realizada sob o efeito de sua estada em Paris e revela uma grande influência de Pablo Picasso.
As duas mulatas ocupam o primeiro plano da obra, num tipo de composição que lembra “Les demoiselles d’Avignon” (1907), obra-prima do espanhol, que retrata cinco prostitutas e inaugura o estilo denominado cubismo.
Em sua obra, Di Cavalcanti não é tão radical para distorcer as figuras, mas o tom avermelhado da tela propicia um caráter sensual às mulheres que, com maquiagem carregada e roupas decotadas, sejam possivelmente também prostitutas.
Esse conjunto figurativo contrasta com o fundo geometrizado, que ressalta ainda mais os corpos arredondados das mulatas.
picasso
“Minotauro” e “O Pintor” são de fases distintas
DA REPORTAGEM LOCAL
“Minotauro, Bebedor e Mulheres” (1933) e “O Pintor e seu Modelo” (1963) representam fases distintas na obra do espanhol Pablo Picasso. A primeira aborda a figura mítica, representada pelo minotauro, com quem o artista se identificava.
Esse tema surge em sua obra em 1928 numa convergência de estilos, mas especialmente vinculado com o surrealismo, e suas abordagens do desejo e da sensualidade, que são questões exploradas em suas obras com os minotauros, portadores de forte energia sexual.
Já “O Pintor e seu Modelo” faz parte de um grande ciclo de Picasso, que trata da arte, sua história e seu contexto. Essa fase costuma ser denominada como “Os últimos anos”, quando ele já não tinha mais Paris como seu centro produtor.
Nessa fase, ele recria obras de grandes mestres como “O Piquenique na Relva segundo Manet”, em 1961. (FCY)
segall
“Casal” retrata Lituânia após a 1ª Guerra Mundial
DA REPORTAGEM LOCAL
“Casal” (1919), de Lasar Segall, é uma obra que retrata o ambiente trágico de Vilna, na Lituânia, cidade natal do artista, após a Primeira Guerra Mundial, que ele havia visitado no ano de realização desse guache.
Pessoas com cabeças de dimensões exageradas e expressões trágicas vão compor também outras obras dessa fase, como “Duas crianças” (1920), que também pertence à Coleção Nemirovsky, proprietária de ao menos oito obras do artista.
“Casal” tem as características do movimento denominado expressionismo -a crítica social é uma delas, criado, entre outros, pelo grupo Secessão de Dresden, em 1919, que teve em Segall um de seus fundadores.
Em 1913, seis anos antes de concluir “Casal”, Segall já havia passado pelo Brasil. Suas exposições, então realizadas em São Paulo e Campinas, são consideradas marcos do modernismo no país. (FCY)
07/06/2008 - 14:48h Bravas Guerreiras

do artigo anterior sobre Rosa Montero
“Simone de Beauvoir era altiva e se acreditava superior a quase todo mundo. Não a Sartre, claro, o qual venerava provavelmente muito além dos merecimentos dele. Quando os dois prestaram o exame final de filosofia, ela com 21 anos, ele com 24, Sartre tirou o primeiro lugar e Simone o segundo, mas os membros da banca estavam convencidos de que ”a verdadeira filósofa era ela”. Sartre sempre foi muito mais criativo e Simone, mais rigorosa. Provavelmente, ela deveria ter-se dedicado mais ao ensaio que à narrativa (seus romances são muito frouxos), mas, numa de suas poucas fraquezas tradicionalmente femininas, sempre considerou que a grandeza do pensamento correspondia a Sartre, reservando para si mesma um lugar subsidiário (…) Em sua entrega, em sua aceitação do papel substancial do homem eleito (o homem como o sol, a mulher, um planeta), Simone cumpriu sua herança cultural, as antigas normas do seu sexo.
Frida Kahlo pintava quadros muito pequenos (enquanto seu marido, Diego Rivera, fazia murais enormes) e sempre se mostrou extremamente humilde em relação ao seu trabalho. Durante muitos anos não mostrou suas obras, e só se tornou uma pintora conhecida graças ao empurrão de Rivera, que praticamente a obrigou a expor em Nova York em 1938.
Por essa época ela conheceu André Breton, o principal teórico do surrealismo, que ficou fascinado por aquela pintora que era surrealista “sem saber”. Em 1930 expôs em Paris e foi considerada mais ou menos incluída nesse movimento estético. Anos mais tarde, sobre a febre stalinista, Frida repudiaria o surrealismo por ser este “uma decadente manifestação da arte burguesa”. Mas para chegarmos a isso, ao fanatismo final pró-soviético, devemos contar a parte mais amarga, mais terrível desta história. O corpo de Frida foi-se desfazendo: o pé ulcerava, a coluna entortava, ela ansiava ter filhos e não podia.
Agatha Christie passou a vida ocultando as coisas, dissimulando defeitos, alterando virtudes, construindo de sim mesma uma comovedora personagem imaginária. De fato, ela foi uma grande farsante, uma sutilíssima impostora. Fingia, por exemplo, um aspecto de completo e sereno domínio sobre a existência, e até de frieza e desapego, quando na verdade era uma mulher cheia de fogo e de terrores. Aparentava não dar nenhuma importância às sua literatura e considerá-la um divertimento modestíssimo, mas era uma escritora de vocação intensa que depois defendia ferozmente suas obras. Falsificava seu sorriso sem dentes e, a partir dos 63 anos, tentou evitar que a fotografassem: inquietava-se ao ver-se como era, sua imagem mutável e progressivamente envelhecida, e não a pulcra e estática imagem de grande dama que ela cultivava em seus retratos publicitários. E todo mundo a considerava uma senhora muito decente e prestativa.”
03/06/2008 - 19:03h Apresentando o Surrealismo
Achado no Youtube: Breve apresentação do Surrealismo, sua histórias e principais aspectos
16/05/2008 - 16:52h Sous les galets, la plage
12/05/2008 - 08:41h Maio 68: Um ano que continua a resistir a qualquer teoria ou interpretação

No campo da memória, cada pessoa colore os eventos de Maio de 68 com os próprios pincéis
Gilles Lapouge - O Estado de São Paulo
Estamos em maio, esse belo mês, com sua suave luminosidade, os lírios do campo, o verde, as rosas e, como acontece a cada dez anos, as comemorações do Maio de 68, as amplas revoltas estudantis que não conseguiram demolir o governo francês mais poderoso e mais respeitável do século, o governo do general De Gaulle.
Nenhuma cerimônia de aniversário, mas muitas reuniões, artigos, livros, um “espírito da época”. Por que tantos discursos? Em primeiro lugar, porque 40 anos se passaram. Um lapso de tempo que dá àqueles eventos um “ar histórico”.
Além disso, o presidente Nicolas Sarkozy, quando ainda era um homem “glorioso” e não um “ineficaz” (ou seja, há um ano), definiu-se como “o homem que ia liquidar Maio de 68”. Bravo Nicolas! (alguns meses depois, Sarkozy casou-se com uma espécie de ressurreição dos estudantes de Maio de 68, a bela Carla Bruni, “queridinha” da “esquerda festiva”, superlativamente).
E, de novo, percebe-se que Maio de 68 continua rebelde a todas as interpretações, teorias e recuperações. Cada um colore Maio de 68 com os próprios pincéis, com cores que, segundo o caso, são ou anarquistas, ou festivas, utópicas, tirânicas, sexuais, dirigistas, individualistas, comunitárias, etc.
Maio de 68 é um episódio incompreensível sobre o qual todos os modelos apenas resvalam. Mesmo com 40 anos de distância, ninguém sabe realmente o que foi exatamente. É um “objeto histórico não identificado”, não identificável; não se parece com nada. E nada do que se faz ou do que se pensa hoje poderia se dizer que é um eco, um reflexo, mesmo deformado, de Maio de 68.
Por exemplo, hoje, nesta primavera de 2008, as ruas de Paris ferveram, com alunos, estudantes, professores, gritando. Imediatamente, os jornais evocaram uma espécie de “prolongamento” ou um obscuro “retorno” de Maio de 68. Ora, basta ouvir os slogans gritados hoje para compreender que são antípodas daqueles de 68.
Em Maio de 68, os estudantes se manifestaram contra a disciplina, contra os mestres que impunham uma ordem austera, contra as faculdades onde os professores, os “mandarins”, davam seus cursos em toga e arminho. Maio de 68 queria, ao contrário, que as obrigações e as lições desaparecessem, que os exames fossem abolidos, que os professores se recolhessem no seu canto, que as idéias se fizessem sozinhas, por partenogênese, por qualquer um e por todo o mundo.
Em 2008, os netos dos magníficos doidivanas de 68 são sérios como cardeais. Invadem a rua para reclamar o contrário da liberdade cara a seus “jovens avós” de 1968: eles querem mais professores, mais lições para “decorar”, mais disciplina, mais exames, mais seriedade.
Os manifestantes de 68 eram alegres como as borboletas, os loucos, os malabaristas. Os de 2008 são circunspectos, angustiados. Têm medo de seus estudos, da profissão que não vão encontrar, da sociedade macilenta que os aguarda.
Salvo alguns casos um pouco patológicos, os estudantes de 2008 não falam em revolução, mas de ordem, regulamentos. Empreendem um combate corporativista, sem jamais questionar as estruturas da sociedade presente. Querem apenas melhorar as engrenagens e, sobretudo, que os mestres os façam trabalhar, que os preparem para a sua futura inserção, sem dramas, na sociedade liberal.
Em Maio de 68, o termo “revolução” estava em todas as bocas. E cada grupo desse “conjunto em fusão”, como disse Sartre, produzia o próprio modelo de revolução. Cada um tentava trazer novamente à tona uma antiga revolução fracassada ou subvertida.
Era a “tomada da Bastilha” em 1789, Lenin dançando na neve de Moscou em 1905 durante a revolução bolchevique (fracassada), ou a Comuna de Paris (anarquista) em 1871, a revolução literária do surrealismo em 1920, ou mesmo a revolução de Mao Tsé-tung.
Por isso, houve tantas barricadas nas ruas de Paris: como os estudantes souberam que, em julho de 1848, e na primavera de 1871, os insurgentes erigiram barricadas com paralelepípedos, resolveram fazer a mesma coisa, numa imitação um tanto supersticiosa e nostálgica, atirando-os contra os pobres policiais.

Mas, mesmo quando invocavam esta ou aquela antiga revolução, torciam o seu sentido. Era uma referência mais “literária” do que “política”. Maio de 68 não pretendia tanto repensar a sociedade, mas mudar a visão do mundo, inventar uma nova filosofia. Os estudantes apostavam que, após a sua revolução, uma outra sociedade, como nunca houve até então na história, aliás bastante imprecisa, seria construída com base naquela nova visão do homem.
Por isso, a herança mais concreta de 1968 se inscreve menos no âmbito da política e mais no campo dos costumes, quase da filosofia. A primeira centelha de Maio de 68 não foi uma reivindicação financeira ou de uma alternativa à sociedade capitalista: foi um pedido apresentado pelos estudantes para se permitir que os rapazes fossem ao quarto das meninas no campus da universidade de Nanterre.
E o mesmo para convidar os professores das faculdades a sacudirem a poeira na qual dormitavam há dois séculos, a virem se juntar à “modernidade”. Pouco tempo depois de Maio de 68, assistimos a um espetáculo extraordinário: um professor chegou à sala de aula em “jeans” (da marca Lévi Strauss 501, aliás impecável), na faculdade revolucionária de Vincennes. Era o grande lingüista americano Noam Chomsky.
Inútil dizer que as mudanças desencadeadas por Maio de 68 em relação aos costumes, no cotidiano, na “visão do mundo”, são uma das maiores heranças desse mês extraordinário: a permissão de as mulheres usarem calças compridas, a fraternidade, a simplicidade, a liberação sexual, o direito ao aborto, o reconhecimento dos casais homossexuais, tudo isso foi efeito direto, às vezes tardio, de 68.
Com os dias passando, esse movimento lúdico constatou com espanto que aquela agitação se comunicava por si só: de amigo para amigo, ela foi para outras universidades e depois passou para a França inteira e foi além. Os estudantes viram que, sem que fosse aquele o objetivo, tinham adquirido um enorme contrapoder que fez vacilar o majestoso e brilhante general De Gaulle.
A palavra até então acorrentada se soltou, como louca, meio embriagada. Todo mundo falava com todo mundo. As barreiras sociais, cívicas, educacionais, geracionais, os códigos glaciais de comportamento, tudo desmoronou… Paris falava, falava, como um ébrio. Falava-se qualquer coisa, uma profusão de besteiras e algumas idéias inspiradas.
Com o passar do tempo, conceitos mais nitidamente políticos se insinuaram, tanto mais que o movimento se ampliou de tal maneira que contagiou outras classes, além da estudantil: operários, patrões, médicos, cineastas, todo o mundo. O movimento, ao crescer, se politizou.
E desse segundo capítulo, mais político, o que restou? Aparentemente nada. A sociedade se reconstituiu com seus altos edifícios, suas cidadelas, seus softwares. Ela se desenvolveu ao contrário das esperanças de 68, com Reagan, Thatcher, a ordem moral, etc…
Mas, na realidade, assim mesmo Maio de 68 se inscreveu na “política”. Para mim, um dos momentos mais bizarros dessas jornadas bizarras foi o grande desfile organizado no coração de Paris, em torno da praça Denfert-Rochereau.
Era um início de tarde. Nessa praça há uma estátua de um grande leão de bronze. Os manifestantes afluem de todas as partes, em grupos distintos: libertários, poetas, comunistas, vândalos, maoístas, arruaceiros, anarquistas, tipos divertidos.
Um jovem escala a estátua do leão. É um ruivo. Chama-se Daniel Cohn-Bendit. Parece um duende. É ele quem vai organizar o imenso cortejo. Com um megafone, chama os diferentes grupos: libertários, “fourieristas”, trotskistas, etc. E termina, gritando: “… e a crápula stalinista, no fim do cortejo!” Nesse dia, alguma coisa se passou no fundo das consciências. Maio de 68 permitia à juventude, pela primeira vez e solenemente, ser ao mesmo tempo “de esquerda” (pois Maio de 68 foi um movimento de esquerda) e, no entanto, ferozmente anti-stalinista, anticomunista, anti-soviética.
Não vamos dizer que Maio de 68 prefigurou os tremores de terra que se verificaram 20 anos depois e que derrubaram a fortaleza soviética. Pelo menos, precisamos reconhecer que, nessa ocasião, esses revoltosos, um pouco loucos e um pouco infantis, de Maio de 68, alguns dias antes de serem rechaçados ao seu silêncio pelo retorno triunfal de De Gaulle, pressentiram os enormes abalos que se seguiram, do arquipélago de Gulag às pregações do papa João Paulo II, da glasnost de Gorbachev às revoltas, também corajosas e grandiosas, das populações de Varsóvia ou de Berlim Oriental, cujo resultado seria a morte do comunismo, nos anos 90.
29/04/2008 - 00:48h Dali et l’argent

Dali de dos peignant Gala de dos éternisée par six cornées virtuelles provisoirement réfléchies par 6 vrais miroirs, peinture 1972-1973
Salvador Dali est né le 11 mai 1904 sous le signe du taureau. Son père était un homme autoritaire, on a dit qu’il aurait été responsable de la mort du frère, né en 1901 également nommé Salvador ???
Dali aura une sœur Anna Maria, née en 1908.
À sept ans, Salvador rêve de devenir Napoléon.

Autoportrait dans l’atelier, peinture 1919
11/04/2008 - 19:14h O realismo mágico dos dias gigantescos
04/04/2008 - 11:10h No MASP de São Paulo
Max Ernst: Bryce Cânion Translation
A imagem do mestre surrealista alemão não representa, mas evoca o objeto por meio das texturas e dos acidentes provocados pelas próprias matérias. Desmoronamentos, abismos, fendas, pontas, agulhas sugerem a paisagem mágica de um Novo Mundo fantástico, transformando em ambíguas figuras a geologia do cânion americano. Aparece uma multidão pétrea fervilhando, trasladada para novos ínferos depois do dilúvio da Segunda Guerra Mundial. A obra fez parte de um portfólio dedicado aos parques nacionais dos Estados Unidos pela revista Fortune em 1947.

1946 / Ernst,Max
Bryce Canion Translation
50 x 39 / Óleo sobre tela
10/03/2008 - 18:18h Lá no céu e aqui na terra: o mundo mágico de René Magritte
Pintado em 1935, a Magia Negra é uma das mais surpreendentes deste pintor surrealista. O realismo da imagem é confrontado com a ilusão provocada pelo contraste entre o céu e o “autorizado”, de um lado, e o real porem geralmente “ocultado”, do outro. Ficamos enfeitiçado pela magia negra, subjugados pelo mistério e encantados com a audácia imaginativa. Mas para você talvez seja diferente. Trata-se de sensações, sentimentos, fantasmas, desejos e vivências. As do artista, as minhas e as de cada um de vocês.
05/03/2008 - 22:23h Refrescante, Dali
05/03/2008 - 18:46h Uma manha e El cuadrado de la hipotenusa (espanhol)


Desenho de Benjamin Péret feito por Toyen
Por Benjamin Péret
EU SUBLIME
UMA MANHÃ
Há gritos que não acabam mais
berros de terra agitada como um leque
desmantelado
por topeiras em conserva
por soluços de tábuas que alguém estripa
longos como uma locomotiva que vai nascer
por convulsões de árvores revoltadas que não querem
deixar subir a seiva
tanto como o metrô não aceita transportar avestruzes
nos seus túneis de barba mal-escanhoada
há gritos
aranhas de vitríolo que engulo sem perceber
perto desse rio gasto saído de um bocal de cachimbo
que não passa de um longo focinho
um pouco quente
um pouco mais resmungão que um caldeirão quase
vazio
este no que tu não vês como não vês a poeira de uma
hóstia
que o vento misturou
com a poeira do vigário semelhante ao sulfato de cobre
e à da igreja mais torta que um velho
saca-rolha
pois não estás mais aí do que não estou aí sem ti
e com isso o mundo fica todo descabelado.
PÉRET, Benjamin. Amor sublime: ensaio e poesia. Organização: Jean Puyade. Tradução: Sérgio Lima, Pierre Clemens. São Paulo: Brasiliense, 1985.
28/02/2008 - 22:42h Invenção coletiva, de René Magritte

Esta pintura não é muito conhecida, mas René Magritte foi um dos mestres do surrealismo. Nascido na Bélgica (1898-1967), como Devaux, é hoje um dos pintores mais conhecidos do século XX. Suas pinturas combinam magia e realismo, numa subjetividade muito peculiar, entre sonho e devaneio.
25/02/2008 - 19:32h E por falar em surrealismo, que tal o homem da rua, de Paul Delvaux
25/02/2008 - 17:53h Surrealismo e Design

Labios Sofá de Mae West , Salvador Dalí, 1938-1939
Coisas do surrealismo é uma das exposições mais ambiciosas da temporada européia em 2008. Organizada pelo Victoria and Albert Museum de Londres e coproduzida pelo Museu Guggenheim de Bilbao, se trata da primeira mostra que examina a influência de este movimento no amplo mundo do desenho, através de uns 250 objetos em meios como pintura, teatro, interiores, mobiliário, moda, cinema, publicidade e arquitetura.

A exposição é dividida em cinco seções temáticas: O balé; O Surrealismo e o objeto; O interior ilusório; A natureza se volve estranha e A exibição do corpo. A mostra -que poderá ser vista em Bilbao a partir do 29 de fevereiro- também proporciona um contexto histórico para o surrealismo, indicando as exposições e eventos mais relevantes, ressaltando as obras posteriores dos artistas e desenhistas surrealistas com carreiras além deste movimento.
Analisa, por sua vez, como os artistas surrealistas abraçaram o mundo dos “designers” e como, ao mesmo tempo, o Surrealismo foi fonte de inspiração para muitos desenhadores.
A exibição, que tem como eixo a obra de Dalí e sua relação com Peggy Guggenheim, propõe um particular recorrido pelas peças mais singulares de seus principais protagonistas além de Dalí, com obras de René Magritte, Joan Miró, Giorgio de Chirico, Elsa Schiaparelli, Jean Michel Frank, Frederick Kiesler e Max Ernst, muitas delas mostradas ao público pela primeira vez.
Tradução LF
18/01/2008 - 23:00h Sem cabeça
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Esta meditada locura de de Chirico puede ser calificada de surrealista pero quizá le queda mejor genial como adjetivo.
Giorgio de Chirico (Grecia, 1888-Italia,1978) fue el gran pintor metafísico del siglo XX. Estudió arte en Atenas y en Munich, donde recibió una gran influencia de las obras alegóricas del pintor suizo del siglo XIX Arnold Böcklin. En 1911se instaló en París donde pintó paisajes urbanos. Estas primeras obras metafísicas evocan un mundo onírico misterioso y amenazador a través de acentuados contrastes de luces y sombras y de una perspectiva exagerada.
16/12/2007 - 12:52h Fernando Lemos e o surrealismo
O Menino Imperativo do Vespeira, 1949/52-05
(© Fernando Lemos)
Andava de um lado para outro a compilar informação sobre Fernando Lemos e dei de caras com um filme sobre o artista, captado por ocasião da exposição Fernando Lemos e o Surrealismo, no antigo Museu de Arte Contemporânea de Sintra.
Não era preciso dizer, mas garanto-vos que vale bem a pena esperar uns minutos até as imagens carregarem até ao fim. O filme foi feito por Pedro Aguilar e Pedro Almeida.
Sérgio B. Gomes
16/12/2007 - 12:37h Fernando Lemos e o surrealismo
O Menino Imperativo do Vespeira, 1949/52-05
(© Fernando Lemos)
Andava de um lado para outro a compilar informação sobre Fernando Lemos e dei de caras com um filme sobre o artista, captado por ocasião da exposição Fernando Lemos e o Surrealismo, no antigo Museu de Arte Contemporânea de Sintra.
Não era preciso dizer, mas garanto-vos que vale bem a pena esperar uns minutos até as imagens carregarem até ao fim. O filme foi feito por Pedro Aguilar e Pedro Almeida.
Sérgio B. Gomes
Para ver o filme clique aqui.
Pôr do Sol e Alvorada, 1949/52-05
(© Fernando Lemos)
Fernando Lemos and Surrealism exhibition held at the Sintra Museum of Modern Art - Berardo Collection in November of 2005.
The exhibition, Fernando Lemos and Surrealism, included an important selection of works from international Surrealism, as well as a series of pieces by major Portuguese artists, thus accomplishing the collector’s main objective.
When José Berardo began this collection of modern art, he was full of intention and desires. His passion for art and the possibility of sharing its enjoyment with the public at large joined his founding dream of giving Portuguese artists the opportunity of exhibiting their works side by side with major international masters.
Fernando Lemos, an active participant of the surrealist movement in Portugal, is author of a series of photographs, created between 1949 and 1952, before his Brazilian exile, which have since gained a place in Art History as major examples of the surrealist aesthetics. The recent incorporation of these pieces in the Berardo Collection aims at complementing our overview of Surrealism with the work of this extraordinary artist, who is fully the equal, in terms of quality and innovation, of the great names of universal art.
This led to two exhibitions, shown for the first at the Sintra Museum of Modern Art – Berardo Collection in November of 2005, which combined several strands of surrealist thought to divulge the history of this movement and its protagonists. Then later exhibited at the colossal Centro das Casa das Mudas, recently built on Madeira Island.
These exhibitions were an opportunity to bring the work of Fernando Lemos into dialogue with other Portuguese and foreign artists, one of the main objectives of the Berardo Collection. Thus presented for the first time were some of the most famous Surrealist artists – Salvador Dali, Max Ernst, Man Ray, Joan Miró, André Masson, Matta, in “open conversation” with Portuguese Surrealists like Mário Cesariny, Cruzeiro Seixas, Mário-Henrique Leiria and many others.
08/12/2007 - 14:11h Les femmes extraordinaires sont dangereuses
Amateur d’art par Lunettes Rouges
Lee Miller (au V&A Museum à Londres, jusqu’au 6 Janvier) fut sans le moindre doute une femme extraordinaire. Sa beauté, d’abord était étonnante, depuis son plus jeune âge jusqu’à ses 70 ans : une beauté pure, altière, sculpturale. Les hommes tombaient sous son charme, Man Ray, Picasso, Robert Penrose et tant d’autres. Elle eut cent vies, fut modèle, photographe, journaliste. Elle connut le tragique (un viol à 7 ans, la mort soudaine de son petit ami sous ses yeux à 18 ans) et le joyeux. Elle navigua entre le surréalisme, la mode, la guerre et tant d’autres mondes. Elle co-inventa, avec Man Ray, la solarisation, et, nous informe dûment un panneau de l’exposition, réalisa elle-même l’installation électrique de son studio (!).












