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	<title>Blog do Favre &#187; Tarso Genro</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Pesquisa Vox Populi</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Aug 2009 19:44:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<title>A falta que faz o &#8220;Sacro Colégio&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 15:51:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Raymundo Costa &#8211; VALOR
A uma semana do fim do recesso, a crise do Senado continua tão ou mais grave do que antes. E o que é pior: não há ninguém à mão com autoridade política para negociar uma saída institucional satisfatória. Para o Senado e para a opinião pública. Enfraquecido, o atual Congresso está sob [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-RAYMUNDO_COSTA.jpg" alt="Colunista" align="left" border="0" /><span style="background-color: #ffff99"></span></p>
<p style="background-color: #ffff99">Raymundo Costa &#8211; VALOR</p>
<p>A uma semana do fim do recesso, a crise do Senado continua tão ou mais grave do que antes. E o que é pior: não há ninguém à mão com autoridade política para negociar uma saída institucional satisfatória. Para o Senado e para a opinião pública. Enfraquecido, o atual Congresso está sob suspeição para tratar de assuntos que vão afetar as próximas gerações de brasileiros. A regulamentação da exploração das reservas do pré-sal, para citar apenas um exemplo.</p>
<p>A crise do Senado já seria ruim em si mesma, se não houvesse suspeita pior: a de que ela também está sendo manipulada por setores do Executivo e do PT para minar a candidatura da ministra Dilma Roussseff (Casa Civil) a presidente da República. Independente do mérito das denúncias contra o senador José Sarney, é fato que misturaram-se a crise do Senado e a sucessão presidencial de 2010.</p>
<p>É essa urdidura que explica que no Senado oposição &#8211; na guerra para reconquistar o poder perdido em 2002 &#8211; e governistas, esquerda e direita históricos, estejam taticamente do mesmo lado. Não é à toa que a oposição cobra a demissão de Tarso Genro, pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul, do ministério que manda na Polícia Federal (Justiça).</p>
<p>As acusações contra Sarney ocorrem na sequência do escândalo em que envolveu o presidente anterior, Renan Calheiros, enredado numa trama de best-seller com sexo e dinheiro, política e poder. Renan, por seu turno, entrou em cartaz depois dos &#8220;Aloprados&#8221;, pastelão que nem de perto alcançou o sucesso e a bilheteria do &#8220;Mensalão&#8221;.</p>
<p>Estar no Congresso hoje virou demérito. Veja-se a frase do senador Tasso Jereissati à revista Época, edição que está nas bancas: &#8220;Às vezes, eu sinto vergonha de ser senador&#8221;. O senador José Sarney sem dúvida &#8220;se apequenou&#8221;, como afirma Tasso à revista. Era ele quem sempre mencionava o &#8220;Sacro Colégio de Cardeais&#8221;, um grupo de parlamentares de vários partidos que, por sua experiência e responsabilidade, como contou em livro o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, teria uma visão institucional &#8211; na hora das crises, era a eles que se devia apelar. O &#8220;Sacro Colégio&#8221; não há mais.</p>
<p>Era gente como Paulo Brossard, Roberto Campos, Tancredo Neves, Jarbas Passarinho, Delfim Netto (quando o tremor de terra era na economia), o próprio Sarney e &#8211; indo um pouco mais atrás &#8211; Afonso Arinos, para citar apenas alguns nomes.</p>
<p>No Congresso todo podia-se contar uns 50 parlamentares com essa visão institucional acima dos partidos e sectarismos políticos. Sem saudosismos: o radicalismo, o jogo da sobrevivência eleitoral e o patrimonialismo são hoje a regra e contaminam as relações do atual Congresso.</p>
<p>O dr. Ulysses, como era chamado o deputado Ulysses Guimarães, presidente do ex-MDB e do PMDB, um dos cardeais mais influentes do &#8220;Sacro Colégio&#8221; na ditadura e na redemocratização, costumava dizer que uma Legislatura era sempre melhor que a anterior e pior que a próxima (ele falava &#8216;Congresso&#8217;). Muito bom como frase de efeito, provavelmente um exagero, mas desconcertantemente atual, quando se vê o Senado emparedado com as denúncias contra Sarney.</p>
<p>Os cardeais que pontificam a atual crise parecem mais preocupados com os holofotes da TV Senado, quando não estão eles próprios devendo explicação a seus eleitores sobre a extensão do envolvimento de cada um na crise.</p>
<p>O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), ex-candidato a presidente da República, nome acima de suspeitas e educador respeitado, já conseguiu armar uma confusão que levou a uma discussão sobre o fechamento do Senado &#8211; tese, aliás, da corrente no PT do ministro que chefia a PF. Mas Cristovam Buarque também estava na lista dos favores de Agaciel Maia, o ex-todo-poderoso diretor do Senado.</p>
<p>O mesmo aconteceu com Artur Virgílio (AM), o líder do PSDB e o &#8220;ético&#8221; Pedro Simon (RS). Jereissati, que fez um governo premiado no Ceará, anda, também jogado na roda de moer da crise, anda enfurecido, quando poderia ser uma voz de equilíbrio.</p>
<p>O líder do Democratas (DEM), José Agripino, ficou repetitivo. E Eduardo Suplicy (PT-SP)? Tem razão Lula, o grande sustentáculo do presidente José Sarney: como é que ele ficou mais de 18 anos no Senado &#8211; está no 3º mandado &#8211; e não viu nada?</p>
<p>O comportamento errático da bancada do PT no Senado confunde mais do que explica a situação dos partidos na crise. Tendo o senador Aloizio Mercadante (SP) à frente, petistas querem o afastamento de Sarney do cargo. Nisso, estão juntinhos com o Democratas e PSDB, seus adversários na disputa de 2010. O DEM votou declaradamente em Sarney para presidente do Senado; o PSDB, contra. Assim como o PT.</p>
<p>Nem todos os senadores do PT defendem essa posição. Mas, pelo menos até agora, todos foram obrigados a engolir o apoio irrestrito que o presidente Lula deu a José Sarney, aliado de primeira hora de seu governo.</p>
<p>O apoio de Lula a Sarney é registrado nos partidos como resultado de um acordo para o apoio formal do PMDB a Dilma Rousseff nas eleições de 2010. Daí a ofensiva da oposição contra o presidente do Senado, na esperança de dividir os pemedebistas e eles fiquem sem candidato na sucessão presidencial do próximo ano.</p>
<p>Os ataques do PT a Sarney têm o mesmo efeito: enfraquecem a ala mais dilmista do partido (a bancada dos senadores) e também contribuem para que os pemedebistas cheguem rachados à eleição.</p>
<p>Sem porta de emergência, os senadores assistem passivos o esgarçamento das instituições: o Executivo é um poder de um escaninho só, apenas Lula fala; o Congresso está de joelhos, com o presidente do Senado pendurado na corda bamba do que Lula diz, e o Judiciário, quando extrapola sua função para além de interpretar a Constituição.</p>
<p><strong>Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília. Escreve às terças-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail raymundo.costa@valor.com.br</strong></p>
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		<title>RS: Tarso Genro é escolhido candidato por unanimidade</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 15:51:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Sérgio Bueno, de Porto Alegre &#8211; VALOR
Aclamado pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul depois de receber o apoio dos dois adversários no encontro estadual do PT, ontem, o ministro da Justiça, Tarso Genro, ofereceu a vaga de vice ao PDT. Os petistas gaúchos também decidiram buscar a adesão do PSB e do PCdoB [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.tribunadeituverava.com.br/fotos_noticias/1201.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://www.tribunadeituverava.com.br/fotos_noticias/1201.jpg" align="right" /></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/07/rs-tarso-genro-e-escolhido-candidato-por-unanimidade/12373/" rel="attachment wp-att-12373" title="estrela_sobe.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/07/estrela_sobe.jpg" alt="estrela_sobe.jpg" /></a></p>
<p style="background-color: #ffff99">Sérgio Bueno, de Porto Alegre &#8211; VALOR</p>
<p>Aclamado pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul depois de receber o apoio dos dois adversários no encontro estadual do PT, ontem, o ministro da Justiça, Tarso Genro, ofereceu a vaga de vice ao PDT. Os petistas gaúchos também decidiram buscar a adesão do PSB e do PCdoB para recompor a chamada Frente Popular, e sepultaram de vez as esperanças da direção nacional do partido de incluir o Estado na troca de apoios com o PMDB em favor da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República.</p>
<p>Para o ministro, a decisão não atrapalha os planos do PT nacional para Dilma porque o PMDB é &#8220;muito irregular&#8221; no país e em regiões como o Rio Grande do Sul é o &#8220;principal adversário&#8221; do partido. Além disso, os pemedebistas constituem o &#8220;cerne&#8221; do governo de Yeda Crusius (PSDB) e no Estado &#8220;sempre fizeram coalizões de direita&#8221; contra os petistas, explicou. Segundo ele, Dilma terá dois palanques no Estado e não há &#8220;objeção&#8221; a &#8220;qualquer partido&#8221; que queira aderir à sua candidatura.</p>
<p>Quando questionado se a defesa do senador José Sarney, do PMDB não poderia desgastar a candidatura da ministra, Genro afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito um &#8220;esforço&#8221; para garantir a &#8220;estabilidade&#8221; necessária à instituição. &#8220;Isso não significa solidariedade dele com qualquer erro que alguém tenha cometido&#8221;, disse. &#8220;Pelo contrário, a Polícia Federal está trabalhando junto com o Ministério Público e a luta contra a corrupção vai continuar, eu permanecendo ou não no ministério&#8221;, disse. Ele não fixou prazo para deixar o comando da pasta, mas disse que em 30 dias Lula deve &#8220;dar orientação&#8221; a respeito.</p>
<p>Genro também evitou comentar a crise que envolve o governo do Estado em diversas denúncias de corrupção, inclusive de uso de recursos de caixa 2 na campanha de 2006 em benefício pessoal da governadora, porque, na condição de ministro, mantém &#8220;relações institucionais&#8221; com o Executivo gaúcho. &#8220;Só vou fazer quando estiver oficializado como candidato&#8221;, afirmou. &#8220;Não devemos criar polêmicas que atrapalhem os programas federais aqui&#8221;.</p>
<p>Genro iniciou a disputa pela indicação do partido com o apoio de correntes como a Democracia Socialista, Esquerda Democrática e PT Amplo. A expectativa dele era vencer com mais de 70% dos votos, mas ontem seus dois adversários, o deputado estadual Adão Villaverde, do grupo Construindo um Novo Brasil, e o prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, da Articulação de Esquerda, decidiram apoiar o ministro.</p>
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		<title>Base petista segue discurso de Lula pela manutenção de Sarney</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 13:55:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não faço parte da corrente petista Mensagem, de Tarso Genro e José Eduardo Cardoso, mas apoio a postura deles em relação a crise no Senado (ver embaixo). 
O que está em jogo passa bem longe da ética ou da necessária luta contra os privilégios. Os que exigem o afastamento de Sarney em nome dos princípios [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Não faço parte da corrente petista <strong>Mensagem</strong>, de Tarso Genro e José Eduardo Cardoso, mas apoio a postura deles em relação a crise no Senado (ver embaixo). </em></p>
<p><em>O que está em jogo passa bem longe da ética ou da necessária luta contra os privilégios. Os que exigem o afastamento de Sarney em nome dos princípios republicanos só poderiam ser credíveis se exigissem Comissão de Ética para Arthur Virgílo e todos os outros senadores que como ele, mamaram conscientemente nas tetas irregulares desses privilégios. </em></p>
<p><em>Não o fazem porque o que os motiva é outra coisa. Bastaria José Sarney ingressar na ala do PMDB hoje alinhada com José Serra, para que cesse imediatamente a campanha contra ele. Se José Sarney proclamasse uma aliança com seus colegas, o senador Pedro Simon e o ex-governador Orestes Quercia, declarasse com força sua oposição a qualquer CPI do governo gaúcho e denunciasse como &#8220;eleitoreiras&#8221; as denuncias contra Beto Richa, os jornais passariam novamente a reverenciar o autor de <strong><em>Saraminda</em></strong>, considerando um prestigio contar com ele como articulista nas suas páginas.</em></p>
<p><em>Curioso é que os desmandos no senado perdurarem durante 14 anos e só agora à existência dos mesmos e os privilégios da sua burocracia mancomunada com uma parte dos senadores, apareçam a luz do dia. É que procuram cargar nas costas de Sarney, já bastante cargadas pela sua própria história, os desmandos que preexistiam a sua eleição como presidente.</em></p>
<p><em>Contrariamente as acusações que agora são lançadas contra Lula e o PT -a de determinar sua postura pelos interesses de Dilma e de 2010-, é precisamente porque os que visam Sarney o fazem exclusivamente pensando em derrotar Dilma e o PT em 2010 e não por ética alguma, que defendo a posição assumida pela corrente de José Eduardo Cardozo e por todo o PT. Trata-se de aproveitar está crise para passar a limpo a instituição, corrigir os desvios, aprimorar os mecanismos de controle e de transparência e acabar com os privilégios. </em></p>
<p><em>A tentativa de desbancar Sarney e debilitar o PMDB que governa com Lula, para depois manter toda essa podridão, mudando de foco para o próximo escândalo, não pode contar com o aval de nenhum militante honesto de qualquer partido.</em></p>
<p><em>Uma filiada ao PSDB fez circular um e-mail que dizia, </em>grosso modo<em>, como vou atacar os outros se &#8220;os nossos&#8221; agem igual (em referência a conduta escandalosa, irregular e vergonhosa do líder do PSDB no senado). A resposta me parece ser dupla: atuar politicamente em favor do fim das irregularidades no funcionamento do Senado e não reeleger Senadores como Arthur Virgílio. Pode juntar ao nome dele a de vários outros preeminentes líderes do seu próprio partido e aí sim, acrescentar o de Sarney e outros que ela considerar igualmente nefastos ao sistema democrático e republicano. </em></p>
<p><em>Perceberá rapidamente que, contrariando um certo niilismo alimentado por uma certa imprensa, encontrará sim no PT, PSDB, PMDB e outros partidos políticos, suficientes nomes para escolher. Pois, contrariamente ao udenismo rasteiro que ocupa o noticiário, a democracia brasileira e seus partidos -assim como as instituições republicanas- estão compostas em sua imensa maioria por homens e mulheres honestos e que agem nos partidos por paixão pela política e os destinos da nação. LF</em></p>
<p><font size="5"><strong><br />
</strong></font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://2.bp.blogspot.com/_ywSvQZuuiEw/SH3m4eo108I/AAAAAAAAEJs/N9rnXh-k7wE/s400/cardozo.jpg" alt="http://2.bp.blogspot.com/_ywSvQZuuiEw/SH3m4eo108I/AAAAAAAAEJs/N9rnXh-k7wE/s400/cardozo.jpg" /><br />
<font size="2">Deputado, José Eduardo Cardoso, dirigente da corrente <strong>Mensagem</strong> <em>&#8220;Não acho que a saída dele (Sarney) neste momento possa resolver o problema&#8221;</em></font></div>
<div style="text-align: center"></div>
<p><font size="5"><strong>Importância de aliança com PMDB é destacada em reunião de corrente de Tarso Genro</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Silvia Amorim &#8211; O Estado SP</p>
<p>O recado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos senadores petistas para que apoiem a permanência de José Sarney (PMDB-AP) na presidência do Senado, em defesa de um projeto vitorioso do PT em 2010, já surtiu efeitos na base do partido. Ontem, em encontro de uma das correntes do PT &#8211; a Mensagem ao Partido &#8211; , em São Paulo, o discurso dominante foi a favor da manutenção de Sarney no cargo.</p>
<p>Lançado oficialmente no fim da manhã como candidato da Mensagem ao Partido à presidência do PT, o deputado José Eduardo Martins Cardozo (SP) pediu uma apuração rigorosa das denúncias envolvendo Sarney e o Senado, mas defendeu a tese de que a crise &#8211; iniciada com o caso dos atos secretos &#8211; não é de uma pessoa, mas da instituição. &#8220;O PT deve ter posição firme para que se apure e puna quem quer que seja. Isso não se discute&#8221;, disse, em entrevista antes da abertura da reunião. &#8220;O que também não se pode imaginar é que a saída pura e simples de quem preside o Senado resolva todo o problema ético. Não acho que a saída dele neste momento possa resolver o problema.&#8221;</p>
<p>O ex-prefeito do Recife João Paulo, uma das lideranças da Mensagem ao Partido, corrente que tem entre seus líderes o ministro da Justiça, Tarso Genro &#8211; que não participou da reunião &#8211; , foi ainda mais enfático. Em discurso, ele disse que o PT não pode trocar &#8220;o acessório pelo essencial&#8221;. &#8220;A manutenção de Sarney (na presidência), pela importância que tem para uma candidatura da ministra Dilma (Rousseff, da Casa Civil), é o essencial. Estamos pagando um preço altíssimo e caríssimo, mas é em função do estratégico&#8221;, afirmou.</p>
<p>Os discursos indicam que o pedido de Lula deverá ser atendido no Senado e, mais importante, que já encontra apoio na militância. A Mensagem ao Partido nem é a ala petista mais ligada a Lula.</p>
<p>Na quinta-feira à noite, o presidente fez em um jantar com os senadores petistas e pediu apoio a Sarney, alegando que a aliança entre PT e PMDB não poderia se romper, sob a ameaça de desestabilizar a candidatura de Dilma ao Planalto em 2010. No dia anterior, parte dos senadores do PT havia se colocado publicamente favorável à saída do peemedebista da presidência.</p>
<p>Na próxima terça-feira, a bancada do PT no Senado fará uma reunião para fechar uma posição em relação a Sarney.</p>
<p><strong>ELEIÇÕES INTERNAS</strong></p>
<p>Se não houver surpresas até o dia 25 de julho, data final para o registro das chapas, cinco candidatos disputarão a presidência do PT. As eleição estão marcadas para novembro.</p>
<p>O favorito é o ex-senador e atual presidente da BR Distribuidora José Eduardo Dutra, nome da corrente Construindo um Novo Brasil, grupo de Lula e do atual presidente Ricardo Berzoini.</p>
<p>Com a bandeira da renovação do partido, Cardozo, hoje secretário-geral do PT, disse que o objetivo da disputa interna não é aprofundar as diferenças. &#8220;A ideia não é fazer uma disputa que desagregue o partido É fazer uma disputa que agregue. Precisamos estar muito coesos para eleger Dilma em 2010.&#8221;</p>
<p>É a segunda vez que o deputado lança uma candidatura à presidência do PT. Na anterior foi derrotado pelo atual presidente, Berzoini.</p>
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		<title>Divisão do PT em eleição interna mantém a salvo apoio a Dilma</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 15:07:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Raymundo Costa, de Brasília &#8211; VALOR
No momento em que o PSDB não consegue superar a divisão interna, a consolidação da candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) uniu o PT e devolveu ao partido a expectativa de manter o poder, o que não dispunha, de fato, até bem pouco tempo. O resultado é que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99">Raymundo Costa, de Brasília &#8211; VALOR</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/divisao-do-pt-em-eleicao-interna-mantem-a-salvo-apoio-a-dilma/11866/" rel="attachment wp-att-11866" title="estrela_sobe1.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/06/estrela_sobe1.jpg" alt="estrela_sobe1.jpg" align="left" /></a>No momento em que o PSDB não consegue superar a divisão interna, a consolidação da candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) uniu o PT e devolveu ao partido a expectativa de manter o poder, o que não dispunha, de fato, até bem pouco tempo. O resultado é que a lógica de fração que preside a sigla deve prevalecer na renovação do comando partidário, em 22 de novembro, mas esta será uma eleição em que os petistas devem demonstrar um raro entendimento entre suas tendências.</p>
<p>&#8220;Agora temos um candidato de verdade&#8221;, diz o líder na Câmara, Cândido Vacarezza (SP). Há até quem defenda a formação de uma chapa única com base na proporção de cada grupo na última eleição, caso do deputado José Genoino (SP). &#8220;Então nós transformaríamos o dia da eleição num grande evento de unidade política&#8221;, diz o deputado.</p>
<p>É difícil, como reconhece o próprio candidato do grupo majoritário, o presidente da BR Distribuidora, José Eduardo Dutra. Integrante da tendência Construindo um Novo Brasil (CNB), Dutra tem o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e já abriu negociações com as demais tendências do PT, inclusive a segunda maior delas, a Mensagem, que tem como líder o ministro Tarso Genro e deve concorrer com o deputado José Eduardo Cardozo (SP). Dutra acha que a lógica de fração deve se manter em mais essa eleição: é a maneira que os grupos petistas têm de medir sua força &#8211; &#8220;contar as garrafas&#8221;, como dizem os petistas históricos. Afastado há sete anos da rotina petista, Dutra procura agora restabelecer a convivência partidária para se favorito.</p>
<p>Uma demonstração do novo clima vivido pelo PT é o apoio dado pelo ex-ministro José Dirceu ao candidato Dutra, embora o ex-presidente da Petrobras não seja o seu candidato dos sonhos. O governador Marcelo Déda, que encampou a tese de refundação do ministro Tarso Genro, na crise do mensalão, apoia a candidatura do aliado, que antes do governo Lula era senador por Sergipe. Dutra agora conversa com outras três tendências que já haviam fechado com a CNB, se o candidato fosse Gilberto Carvalho (Lula não liberou seu chefe de gabinete): Novo Rumo, do líder na Câmara, Cândido Vacarezza (SP), que deve apoiá-lo, PT de Lutas de Massa, do deputado Jilmar Tatto (SP) e Movimento PT, capitaneada pelo deputado Arlindo Chinaglia (SP). &#8220;Já tivemos uma conversa. Mas no momento a posição que prevalece é a que foi tirada em encontro nacional pela candidatura própria&#8221;, diz Chinaglia.</p>
<p>Vacarezza acredita que &#8220;essa eleição não será ditada pela lógica das tendências&#8221;, isso porque o partido fechou com Dilma e pelo fato de as pesquisas indicarem que a candidatura da ministra é viável. E expectativa de manter o poder era algo que o PT não tinha, a ponto de o partido namorar com a ideia do terceiro mandato: Genoino é o relator da emenda que tramita no Congresso e pretende apresentar seu parecer na próxima quinta-feira ou, no máximo, na terça-feira 23. &#8220;No mérito eu sou contra, mas a fundamentação lá na CCJ tem de ser de técnica, e eu ainda não escrevi o parecer&#8221;, diz o deputado. De fato, cabe à Comissão de Constituição e Justiça apenas se manifestar sobre a constitucionalidade da emenda e não sobre seu mérito.</p>
<p>Para o líder na Câmara, a consolidação da candidatura Dilma permitiu dois movimentos ao PT, um ofensivo, no sentido da unidade, e outro defensivo, pois fica claro ao partido que &#8220;se nós começarmos a brigar entre nós, vamos ter problemas&#8221;. Integrante do Diretório Nacional, o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh lista os aspectos em torno dos quais se costura a unidade petista, no momento: &#8220;A candidatura Dilma, a defesa do governo e a política de alianças&#8221;. Vacarezza acrescenta mais um: &#8220;Os elementos já postos para a campanha da Dilma, como a continuidade com mudanças&#8221;, diz. Ou seja, &#8220;a correção de eventuais erros e o aprofundamento dos acertos&#8221;, acentua Vacarezza.</p>
<p>O reconhecimento da viabilidade da candidatura Dilma, no entanto, não ilude o candidato favorito para presidir o PT, José Eduardo Dutra: &#8220;Vai ser uma eleição polarizada com o Serra (José Serra, governador de São Paulo) e muito difícil, mas temos todas as condições de vencer&#8221;, diz ele. O PT celebra uma pesquisa que encomendou ao instituto Vox Populi, na qual aparece com 29% dos 49% dos eleitores que declararam ter preferência partidária, muito à frente do PMDB, com 8% e do PSDB, com 7%. Outra medição: o PT é o partido com maior &#8220;recall&#8221;, com 35%, enquanto o PSDB parece em terceiro, com 14%, atrás do PMDB e seus 24%. E caiu por terra a percepção de que o PT atrapalhava o governo Lula: 70% responderam que o partido ajuda no país a crescer.</p>
<p>Apesar do otimismo sobre a unidade manifestado pelos petistas, no entanto, pelo menos um aspecto da lista de convergências já está dando problemas: a política de alianças. Todos concordam que a aliança nacional deve reger os acordos regionais. Dutra inclusive acredita que pode formalizar a coligação com o PMDB, de vez que na próxima eleição não haverá mais verticalização (a lei que condicionava as coligações estaduais à coligação nacional). O problema é que cada petista concorda com a tese da aliança ou prioridade de coligação com o PMDB desde que seja no Estado vizinho.</p>
<p>No Rio Grande do Sul, o argumento é que PT e PMDB são partidos que, tradicionalmente, polarizam as eleições gaúchas. Em Minas Gerais, são dois os candidatos de porte desavindos desde a eleição municipal: o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e o ex-prefeito Fernando Pimentel &#8211; mas é Hélio Costa (PMDB) quem está na frente das pesquisas. No Rio de Janeiro o PT quer quebrar o acordo com o PMDB.</p>
<p>Certo, mesmo, parece ser a adesão do PMDB paulista a Serra e a convicção da cúpula petista de que poderá convencer Ana Júlia Carepa que ela não tem chance de reeleição ao governo do Pará, se não se aliar ao deputado Jader Barbalho, mais forte pemedebista no Estado.</p>
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		<title>Aliança reabre rixa entre Genro e Dirceu</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 13:59:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sérgio Bueno, de Porto Alegre &#8211; VALOR
Sérgio Lima/Folha Imagem &#8211; 28/4/2009

 Tarso Genro: petistas alinhados à corrente de Berzoini e Dirceu defendem a candidatura própria do PT gaúcho
A decisão do PT gaúcho de definir o candidato ao governo do Rio Grande do Sul já em julho, antes do congresso nacional do partido que, em fevereiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99">Sérgio Bueno, de Porto Alegre &#8211; VALOR</p>
<p align="center"><em><font size="1">Sérgio Lima/Folha Imagem &#8211; 28/4/2009<br />
</font></em><img src="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/foto/0,,14325092-EX,00.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/foto/0,,14325092-EX,00.jpg" width="96" height="126" /><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002251/imagens/foto06pol-tadrso-a6.jpg" border="0" /><img src="http://1.bp.blogspot.com/_GgI7-2UIpiU/Sb0B0Mwt63I/AAAAAAAAN74/mKsEDBmhn_8/s400/dirfeu.jpg" alt="http://1.bp.blogspot.com/_GgI7-2UIpiU/Sb0B0Mwt63I/AAAAAAAAN74/mKsEDBmhn_8/s400/dirfeu.jpg" width="169" height="127" /><br />
<font size="2"><em> Tarso Genro: petistas alinhados à corrente de Berzoini e Dirceu defendem a candidatura própria do PT gaúcho</em></font></p>
<p>A decisão do PT gaúcho de definir o candidato ao governo do Rio Grande do Sul já em julho, antes do congresso nacional do partido que, em fevereiro do ano que vem, vai oficializar a política de alianças em torno da candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República, colocou novamente em confronto dois velhos adversários petistas: o ministro da Justiça, Tarso Genro, e o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que já haviam medido forças durante o escândalo do mensalão, em 2005.</p>
<p>Agora a briga envolve uma eventual aliança com o PMDB no Estado, algo impensável para a maior parte dos petistas gaúchos devido à rivalidade local histórica entre os dois partidos. A polêmica começou quando o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, da corrente Construindo um Novo Brasil, a mesma de Dirceu, criticou o calendário estabelecido pelo diretório estadual. Segundo o dirigente, a decisão do partido no Rio Grande do Sul é informal e a definição de nomes deverá se subordinar à estratégia nacional de alianças, que é &#8220;prioridade&#8221; para o PT.</p>
<p>A declaração, dada ao jornal gaúcho &#8220;Zero Hora&#8221; na semana passada, foi entendida como um recado para os petistas gaúchos apoiarem um candidato do PMDB no Estado em troca do apoio dos pemedebistas à candidatura de Dilma ao Planalto. Genro, um dos três pré-candidatos do PT ao governo gaúcho, logo reagiu e disse em entrevista ao mesmo jornal que a manifestação de Berzoini foi &#8220;infeliz&#8221; porque desconsiderava a polarização local com o PMDB e &#8220;o fato de termos um partido programático, politizado e ético&#8221;.</p>
<p>Genro chegou a exigir um pedido de desculpas públicas de Berzoini, mas ontem foi a vez de Dirceu entrar na briga em defesa do presidente nacional da sigla. Em sua página na internet, ele negou participar de qualquer &#8220;manobra&#8221; da cúpula nacional para interferir na decisão do diretório gaúcho e disse que o ministro da Justiça tratou as divergências internas &#8220;de forma desrespeitosa&#8221;, mas deixou bem clara sua posição.</p>
<p>&#8220;Defendo, sim, o diálogo com o PMDB, com os outros aliados, e a abertura para alianças no Estado, sem pré-condições e sem ilusões. Se dialogamos com o PTB e o PDT, com o PP, inclusive, e fazemos alianças nos municípios, por que não dialogar com o PMDB, nosso principal aliado em nível nacional?&#8221;, escreveu. Segundo ele, todos os Estados, &#8220;inclusive o Rio Grande do Sul&#8221;, deverão aguardar a acatar a &#8220;tática&#8221; eleitoral que será definida pelo diretório nacional.</p>
<p>Em 2005, Genro assumiu interinamente a presidência nacional do PT e, para disputar a eleição para permanecer no cargo, exigiu a saída de Dirceu, da chapa do então Campo Majoritário (hoje Construindo um Novo Brasil), devido ao envolvimento dele com a crise do mensalão. O ex-ministro, que havia deixado a Casa Civil em junho para retornar à Câmara dos Deputados (onde foi cassado em dezembro em função do escândalo) negou-se a atender e ganhou a queda-de-braço contra Genro, que desistiu da disputa.</p>
<p>Mas agora Genro não está sozinho. O próprio deputado estadual Adão Villaverde, pré-candidato pela mesma corrente de Berzoini e Dirceu, afirmou ontem que &#8220;é muito difícil&#8221; uma coalizão com o PMDB no Estado. &#8220;O PMDB participa do núcleo do governo tucano de Yeda Crusius&#8221;, afirmou o parlamentar. &#8220;Tudo indica que aqui a saída será ter dois palanques para a ministra Dilma&#8221;.</p>
<p>O pré-candidato da corrente Articulação de Esquerda, Ary Vanazzi, disse que o PT &#8220;não pode abrir mão&#8221; da candidatura própria ao governo do Estado, até para reacender a militância e fortalecer a ministra Dilma na disputa pela Presidência. &#8220;O PMDB daqui nunca foi aliado do presidente Lula&#8221;, afirmou. De acordo com ele, é &#8220;irreal&#8221; se pensar em qualquer tipo de apoio do PT ao PMDB no Rio Grande do Sul.</p>
<p>Genro não quis comentar o assunto ontem. Um dos articuladores da pré-candidatura do ministro da Justiça, o ex-prefeito de Bagé, Luis Fernando Mainardi, porém, disse que o PT gaúcho vive uma situação &#8220;surreal&#8221;, com seu principal nome para 2010, que lidera as pesquisas de intenção de voto, instado pelo presidente nacional do partido a abrir mão da disputa em favor do PMDB. &#8220;Os dois partidos sempre estiveram em polos opostos da política no Estado&#8221;, comentou.</p>
<p>Para Mainardi, que não vê problemas na existência de dois palanques para Dilma no Estado em 2010, só quem está &#8220;absolutamente&#8221; alheio ao contexto local pode imaginar uma aliança entre o PT e o PMDB no Rio Grande do Sul. &#8220;Não existe nenhuma possibilidade de o PT apoiar o PMDB aqui&#8221;, reforçou o secretário geral do partido, Carlos Pestana, da corrente Democracia Socialista, que tem cerca de 24% das cadeiras no diretório estadual e já declarou apoio a Genro. Segundo ele, as tendências Rumo Socialista (17% do diretório), PT Amplo (10%) e Esquerda Democrática (8%) também apoiam o ministro da Justiça.</p>
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		<title>PT: sucessão no RS põe Tarso e Berzoini em conflito</title>
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		<pubDate>Tue, 05 May 2009 14:05:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Clarissa Oliveira &#8211; O Estado SP
Os preparativos para a corrida eleitoral de 2010 no Rio Grande do Sul abriram no último fim de semana uma crise pública entre o presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), e o ministro da Justiça, Tarso Genro (RS). O conflito começou após Berzoini afirmar, em entrevista ao jornal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/foto/0,,14325092-EX,00.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/foto/0,,14325092-EX,00.jpg" width="241" height="318" /><img src="http://4.bp.blogspot.com/_GgI7-2UIpiU/R1zZbFd9GxI/AAAAAAAACrM/Wjipfxxd7hE/s320/tarso.jpg" alt="http://4.bp.blogspot.com/_GgI7-2UIpiU/R1zZbFd9GxI/AAAAAAAACrM/Wjipfxxd7hE/s320/tarso.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Clarissa Oliveira &#8211; O Estado SP</p>
<p>Os preparativos para a corrida eleitoral de 2010 no Rio Grande do Sul abriram no último fim de semana uma crise pública entre o presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), e o ministro da Justiça, Tarso Genro (RS). O conflito começou após Berzoini afirmar, em entrevista ao jornal Zero Hora, que considera &#8220;prematuras&#8221; decisões sobre candidaturas nos Estados ainda este ano.</p>
<p>link Confira a íntegra da entrevista</p>
<p>A declaração foi feita em referência ao fato de Tarso ter registrado oficialmente no PT sua pré-candidatura ao governo gaúcho, no final do mês passado. Um dia após tomar conhecimento das declarações do presidente do PT, Tarso veio a público para cobrar um pedido de desculpas. &#8220;As declarações são constrangedoras e ofendem todo o partido no Estado&#8221;, declarou o ministro,ao mesmo jornal.</p>
<p>Ontem, em entrevista à TV Estadão, Berzoini não aceitou a cobrança. Questionado se acredita que deve desculpas a Tarso, rebateu: &#8220;Temos de trabalhar com tranquilidade. Esse tipo de debate público não interessa ao PT nem ao ministro.&#8221;</p>
<p>Ainda assim, ele reafirmou as declarações do fim de semana. Disse que a prioridade no partido é o calendário para a eleição presidencial de 2010, que prevê definições como a política de alianças nacional. &#8220;Qualquer decisão antes disso, seja sobre política de alianças ou sobre candidaturas, é uma decisão provisória&#8221;.</p>
<h1 class="titulo"><span id="Titulo">Berzoini: Tarso deve respeitar prazos para candidatura</span></h1>
<p><br clear="all" /></p>
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</div>
<p align="center"><span id="creditoDestaque">TV Estadão | 4.5.2009 </span></p>
<p><span id="linhaFina">O presidente do PT, Ricardo Berzoini, rebate críticas do ministro da Justiça Tarso Genro, que havia anunciado a pré-candidatura ao governo gaúcho. Berzoini disse que anúncio era &#8220;prematuro&#8221; </span></p>
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		<title>Rigotto descarta aliança entre PMDB e PT no RS em 2010</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 13:50:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Ruy Baron/Valor &#8211; 6/3/2008





 Rigotto: PMDB gaúcho fecha portas para negociações em torno de um palanque aliado para a candidatura Dilma


Sérgio Bueno, de Porto Alegre &#8211; VALOR
As articulações do PT para formar palanques únicos com o PMDB nos Estados para a campanha da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República devem ir [...]]]></description>
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<tr>
<td><span class="autorMateriaNova">Ruy Baron/Valor &#8211; 6/3/2008</span></td>
</tr>
<tr>
<td><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002229/imagens/foto01pol-rigodtto-a5.jpg" border="0" /></td>
</tr>
<tr>
<td style="font-style: italic; font-weight: bold"><span class="autorMateriaNova"> Rigotto: PMDB gaúcho fecha portas para negociações em torno de um palanque aliado para a candidatura Dilma</span></td>
</tr>
</table>
<p style="background-color: #ffff99">Sérgio Bueno, de Porto Alegre &#8211; VALOR</p>
<p>As articulações do PT para formar palanques únicos com o PMDB nos Estados para a campanha da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República devem ir por água abaixo no Rio Grande do Sul diante da determinação dos pemedebistas gaúchos de bancar a candidatura própria ao governo estadual. Segundo o ex-governador Germano Rigotto, que junto com o prefeito reeleito de Porto Alegre, José Fogaça, é um dos mais cotados para a disputa, o PMDB gaúcho não vai cometer o mesmo &#8220;erro&#8221; do partido em nível nacional, de ficar &#8220;a reboque&#8221; do PT ou do PSDB em nome dos interesses de uma &#8220;cúpula totalmente distanciada da base e que se preocupa muito mais em obter favores e espaços&#8221; no governo federal.</p>
<p>Incansável defensor da candidatura própria do PMDB à Presidência, Rigotto não exclui terminantemente a possibilidade de ser o candidato ao governo, mas prefere concorrer a senador em uma chapa com Fogaça para governador e ainda com o PTB e o PDT, que indicariam os candidatos a vice e à segunda vaga ao Senado &#8211; &#8220;E isso não significa que não devemos buscar outros partidos, como o PP, o PPS e o DEM&#8221;. Dos três senadores gaúchos, dois (Paulo Paim, do PT, e Sérgio Zambiasi, do PTB) encerram seus mandatos em 2010, enquanto Pedro Simon (PMDB) terá mais quatro anos pela frente.</p>
<p>Rigotto reconhece que Fogaça age certo em não assumir agora a candidatura ao governo, para não se expor poucos meses após a reeleição à prefeitura. Mas, além de facilitar a coligação com o PTB, que participa do governo municipal, e do PDT, que tem a vice-prefeitura e assumiria a administração em caso de vitória da chapa, o prefeito está presente na memória dos eleitores por conta da eleição passada e tem níveis de popularidade melhores do que no primeiro mandato. Segundo pesquisa do instituto Datafolha divulgada dia 22 de março, Fogaça estaria em segundo lugar na disputa pelo governo estadual, com 27% das intenções de voto, apenas três pontos atrás do provável candidato do PT, o ministro da Justiça, Tarso Genro.</p>
<p>&#8220;É uma candidatura para ganhar&#8221;, afirma Rigotto, que na mesma pesquisa do Datafolha aparece com 18% contra 32% de Tarso. Ao mesmo tempo, uma eventual eleição para o Senado daria ao ex-governador mais visibilidade e condições de influenciar as decisões da cúpula nacional do partido e se apresentar, aí sim, como alternativa em 2014 para o Planalto. &#8220;Se eu tivesse vencido a eleição no Rio Grande do Sul ninguém me tiraria a candidatura à Presidência hoje&#8221;, diz o ex-governador. Em 2006, ele também chegou a disputar prévia contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, mas depois o PMDB optou por não sair com candidato próprio.</p>
<p>Agora, diz, urge recuperar-se da derrota de 2006 com a candidatura ao Senado &#8211; &#8220;Em Brasília posso influir na agenda nacional, nas reformas estruturais e nas mudanças pelas quais o PMDB precisa passar&#8221;. Um eventual retorno ao governo, diz, retardaria esse processo.</p>
<p>Se os planos de Rigotto para a composição da chapa à eleição estadual forem bem sucedidos, o Rio Grande do Sul seria um laboratório para o papel de &#8220;terceira via&#8221; entre o PT e o PSDB que ele defende para o PMDB. Segundo ele, o partido deve deixar os cargos que ocupa na administração da governadora tucana Yeda Crusius até setembro. Na pesquisa do Datafolha, Yeda aparece apenas em terceiro lugar, com 8% ou 9% das intenções de voto, dependendo do cenário apresentado.</p>
<p>O ex-governador sabe que a tese da candidatura própria do PMDB para a Presidência em 2010 não vai prosperar e que os líderes do partido, inclusive no Rio Grande do Sul, vão se dividir entre Dilma e o candidato do PSDB, possivelmente o governador de São Paulo, José Serra. Mesmo assim, e ainda que não passasse do primeiro turno, ele acredita que um eventual candidato pemedebista movimentaria o partido e o ajudaria a se descolar do rótulo fisiologista adquirido ao longo dos anos.</p>
<p>Rigotto cita como bons nomes para a disputa à Presidência o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e os governadores Sérgio Cabral (RJ), Paulo Hartung (ES), Luiz Henrique da Silveira (SC), Roberto Requião (PR) e Eduardo Braga (AM). Todos têm visibilidade e condições de crescer no processo eleitoral, mas o problema é que ninguém se apresenta porque sabe que não terá a sustentação efetiva da cúpula partidária, admite o ex-governador gaúcho.</p>
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		<title>Tarso desmente jornal e diz que apoio de Lula à candidatura de Dilma é &#8220;vantagem&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Feb 2009 20:49:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Tarso Genro ontem em Madrid.- Foto Luis Sevillano

da Folha Online
O ministro da Justiça (Tarso Genro) desmentiu trecho da entrevista publicada pelo jornal &#8220;El País&#8221; nesta quinta-feira. Em nota, o ministro negou que tivesse afirmado que o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) fosse um obstáculo para a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center">
<p align="center"><em><font size="1">Tarso Genro ontem em Madrid.- Foto Luis Sevillano<br />
</font></em><img src="http://www.elpais.com/recorte/20090219elpepuint_2/LCO340/Ies/Tarso_Genro_ministro_Justicia_Brasil_ayer_Madrid.jpg" alt="Tarso Genro, ministro de Justicia de Brasil, ayer en Madrid" title="Tarso Genro, ministro de Justicia de Brasil, ayer en Madrid" width="340" height="462" /></div>
<p>da Folha Online</p>
<p>O ministro da Justiça (Tarso Genro) desmentiu trecho da entrevista publicada pelo jornal &#8220;El País&#8221; nesta quinta-feira. Em nota, o ministro negou que tivesse afirmado que o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) fosse um obstáculo para a sua candidatura.</p>
<p>Em nota, o ministro disse que a palavra &#8220;vantagem&#8221; foi entendida equivocadamente pelo jornalista como &#8220;obstáculo&#8221;.</p>
<p>&#8220;Em entrevista ao jornalista Javier Lafuente declarei que o apoio do presidente Lula à ministra Dilma Rousseff seria a maior &#8216;vantagem&#8217; que alguém poderia ter numa campanha presidencial. Utilizei a palavra &#8216;handcap&#8217;, que no Brasil tem uma conotação positiva. No entanto, ela foi interpretada por Lafuente como &#8216;obstáculo&#8217; &#8211;um sentido completamente oposto ao que me referi&#8221;, diz o ministro em nota enviada ao &#8220;El País&#8221; e distribuída para a imprensa brasileira.</p>
<p>De acordo com o &#8220;El País&#8221;, Tarso disse que a ministra chefe da Casa Civil &#8220;é uma boa candidata, tem boa capacidade de gestão, mas, sobretudo, tem o maior obstáculo que algum candidato à Presidência pode ter: o apoio de Lula&#8221;.</p>
<p>O jornal diz que parece uma &#8220;incongruência que ter o respaldo do líder mais carismático da América Latina seja contraproducente&#8221;.</p>
<p>O ministro da Justiça solicitou a correção do equívoco por meio de carta ao jornal. &#8220;Uma vez que se trata de um dos principais jornais do mundo, a matéria publicada no &#8216;El País&#8217; teve imediata repercussão na imprensa brasileira. Gostaria, por gentileza, que o equívoco fosse desfeito de alguma forma&#8221;, diz a nota de Tarso.</p>
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		<title>TARSO GENRO Ministro de Justicia de Brasil: &#8220;El gran obstáculo de Dilma Rousseff es el apoyo de Lula&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Feb 2009 14:57:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tarso Genro, ministro de Justicia de Brasil, ayer en Madrid.- Foto Luis Sevillano

JAVIER LAFUENTE &#8211; Madrid &#8211; El País
El ministro de Justicia de Brasil, Tarso Genro (1947), suspira cuando se para a pensar en los dos intensos años de actividad política que se le vienen encima. A los acontecimientos previstos, como las elecciones presidenciales de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><em><font size="1">Tarso Genro, ministro de Justicia de Brasil, ayer en Madrid.- Foto Luis Sevillano<br />
</font></em><img src="http://www.elpais.com/recorte/20090219elpepuint_2/LCO340/Ies/Tarso_Genro_ministro_Justicia_Brasil_ayer_Madrid.jpg" alt="Tarso Genro, ministro de Justicia de Brasil, ayer en Madrid" title="Tarso Genro, ministro de Justicia de Brasil, ayer en Madrid" width="340" height="462" /></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>JAVIER LAFUENTE &#8211; Madrid &#8211; El País</strong></p>
<p>El ministro de Justicia de Brasil, Tarso Genro (1947), suspira cuando se para a pensar en los dos intensos años de actividad política que se le vienen encima. A los acontecimientos previstos, como las elecciones presidenciales de 2010 o la reforma política que le encargó el pasado año el presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se le ha unido la crisis económica global y, entre otros asuntos espinosos, el conflicto diplomático que mantienen con Italia, después de que Roma llamase a consultas a su embajador en Brasil por conceder asilo y no extraditar al escritor y ex terrorista Cesare Battisti.</p>
<p>Célebre por crear, como alcalde de Porto Alegre, el presupuesto participativo; histórico líder del gobernante Partido de los Trabajadores (PT), del que llegó a ser presidente, Tarso Genro se reunió ayer en Madrid con su homólogo Mariano Fernández Bermejo, con quien firmó un acuerdo para agilizar la extradición de delincuentes, un texto que también respaldaron los Gobiernos de Argentina y Portugal.</p>
<p><strong>Pregunta. </strong> El próximo año habrá elecciones en su país. ¿Qué Brasil le espera al primer presidente de la era post-Lula?</p>
<p><strong>Respuesta. </strong> Una gran conquista del presidente Lula es haber conseguido que todo el mundo comprenda que las decisiones democráticas están consolidadas. Difícilmente, hoy, una persona comprometida con la democracia, con la transparencia, que no esté comprometida en la lucha contra la corrupción, que tenga una visión personalista, es muy difícil que llegue a la magistratura de la república.</p>
<p><strong><strong>P.</strong></strong> Usted, durante mucho tiempo, ha estado situado como posible candidato a suceder a Lula. ¿Cómo recibió la decisión de nombrar a Dilma Rousseff como candidata del PT?</p>
<p><strong>R.</strong> Me sentó normal. Soy un político con cierta experiencia. Yo sé que estas cuestiones no se resuelven por una relación personal. En los últimos 15 meses he verificado que Lula pretendía una candidatura que no supusiera una polarización dentro del PT. Y yo, junto a cuatro o cinco compañeros, tuvimos una oposición muy fuerte a la anterior dirección del partido. Entiendo perfectamente su opción; nunca hago una romantización de las posiciones políticas a partir de relaciones personales de amistad. Yo me siento muy valorado por el presidente. He ocupado cuatro ministerios, ocupé la presidencia del PT en un momento de crisis&#8230;</p>
<p><strong>P.</strong> ¿Le hubiese gustado optar a la presidencia?</p>
<p><strong>R.</strong> Cualquier político con prestigio nacional, que tenga amor por su país, tiene la aspiración, un día, de ser presidente.</p>
<p><strong>P.</strong> ¿Ha desistido entonces de lograrlo?</p>
<p><strong>R.</strong> No es una cuestión, sinceramente, a la que dedique mucho tiempo. Estoy pensando mucho más en cómo afrontar las decisiones y las tareas pendientes en el Ministerio de Justicia.</p>
<p><strong>P.</strong> ¿Cómo ve a Dilma Rousseff en la carrera hacia la presidencia?</p>
<p><strong>R.</strong> Es una buena candidata, tiene buena capacidad de gestión, pero, sobre todo, tiene el obstáculo más grande que pueda poseer alguien que opte a la presidencia: el apoyo del presidente Lula. Creo que le va a afectar mucho. Además, la oposición tiene constancia de eso. Ninguno de los candidatos que se presentan dicen que lo hacen contra Lula, sino que lo hacen para gobernar post-Lula. Es una señal de la importancia que tiene el presidente.</p>
<p><strong>P.</strong> ¿Qué posibilidades tiene entonces para convertirse en presidenta?</p>
<p><strong>R.</strong> Hay que tener un respeto por nuestros rivales, porque tienen un candidato fuerte que es el senador Jose Serra [actual gobernador del Estado de São Paulo, y uno de los pesos pesados del Partido de la Social Democracia Brasileña (PSDB)], una persona que, por su visión, se encuadra en lo que siempre se ha considerado como el sector más de centro izquierda del anterior Gobierno de Fernando Henrique Cardoso, que, por cierto, tuvo el mérito de dar solidez a la democracia en Brasil, pero que en el terreno de reconstrucción de proyectos de desarrollo, en el terreno del reforzamiento de las políticas públicas, no tuvo éxito.</p>
<p><strong>P.</strong> El pasado fin de semana, una menor brasileña estuvo retenida más de 29 horas en el aeropuerto de Barajas; el número de brasileños expulsados no ha cesado. ¿Teme que se vuelva a repetir el conflicto diplomático con España del pasado año?</p>
<p><strong>R.</strong> Es un asunto que depende más del Ministerio de Relaciones Exteriores. Pero son cuestiones muy fáciles de resolve<strong>R.</strong> No creo que éste sea un problema político entre los dos Estados; es más una cuestión puntual.</p>
<p><strong>P.</strong> ¿No le dan entonces mucha importancia a lo sucedido?</p>
<p><strong>R.</strong> Esperemos que no. Pero, por si acaso, nuestra Cancillería está hablando nuevamente para verificar por qué se ha dado esta nueva situación, que no es buena ni para Brasil ni para España.</p>
<p><strong>P.</strong> ¿Cómo le han sentado las críticas, por parte de Italia, al no extraditar a Césare Battisti?</p>
<p><strong>R.</strong> No voy a responder a las críticas que parten de algunos ministros italianos, como el de Defensa. No estamos acostumbrados, en nuestras relaciones internacionales, a utilizar cierto tipo de lenguaje; tenemos una educación política en América Latina que no nos permite dirigirnos a un ministro de otro país de una manera desairosa, maleducada. El caso Battisti es una cuestión jurídico política y de soberanía. En última instancia se trata de verificar si los delitos imputados a Battisti en Italia son aceptados en Brasil como delito político. Yo creo que sí, en base a cuatro decisiones del Tribunal Supremo, que puede ahora cambiar su posición. No hay ningún interés en Brasil en elevar la temperatura de las relaciones con Italia.</p>
<p><strong>P.</strong> ¿Les ha sorprendido la actitud de Roma?</p>
<p><strong>R.</strong> A mí sí me sorprendió su actitud. No creo que sean lenguajes adecuados para el entendimiento entre naciones. Estamos acostumbrados, insisto, en América Latina, a tener relaciones entre Gobiernos y ministros de distintas ideologías políticas un nivel mucho más elevado que la forma con la que lo han tratado algunos ministros italianos.</p>
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