19/03/2008 - 23:40h O que diz PHA

ESCLARECIMENTO II
O Conversa Afiada ficou fora do ar por 08 horas e 58 minutos.

Breve, escreverei um Máximas e Mínimas para tentar explicar o que aconteceu.

O iG se limitou a enviar uma notificação assinada por Caio Túlio Costa, para avisar que o contrato se rescindia de acordo com clausula que previa um aviso prévio.

Não é a primeira vez que me mandam embora de uma empresa jornalística.
Só o Daniel Dantas me “tirou do ar” duas vezes: na TV Cultura e no Uol.
E ele sabe que não vai me tirar, nunca …

Com isso, se encerrou a vida deste blog num portal da internet.
Nenhum blog de relevância política nos Estados Unidos, por exemplo, está pendurado num portal.

Clique aqui para ver: http://www.huffingtonpost.com ou http://www.talkingpointsmemo.com, para ficar em dois dos melhores exemplos.

Essa é a virtude a internet: último reduto do jornalismo independente.

Assim, se você acha que o Farol de Alexandria e o presidente eleito são dois impostores; se você gosta do Festival do Tartufo Nativo; se acha que o PIG, além de ilegível, não tem salvação; que os portais da internet brasileira são uma versão – para pior – do PIG; que a Veja é a última flor do Fascio; que o Ministro (?) Marco Aurélio de Mello deveria ser impeached; que Daniel Dantas deveria estar na cadeia;que Carlos Jereissati e Sergio Andrade vão ficar com a “BrOi” sem botar um tusta; que a “BrOi” significa que o Governo Lula vai tirar Dantas da cadeia; que chega de São Paulo, porque está na hora de um presidente não-paulista etc etc etc … se você acha tudo isso, continue a visitar o Conversa Afiada neste novo e renovado espaço.

Em tempo: o Conversa Afiada anuncia publicamente que não é candidato a nada no iBest. Nunca levou isso a sério. Não vai ser agora que vai levar.

Muitas novas atrações virão.

Até já !

Paulo Henrique Amorim

12/03/2008 - 15:03h O Quinta Coluna

O blog do jornalista Sérgio Leo é um dos meus favoritos, não só pelos equilibrados comentários que acompanham suas ponderações sobre política externa, especialidade dele, e que regularmente reproduzo aqui. Ele também tem um olhar crítico particularmente aguçado quando se trata de tartufos. No artigo a seguir ele farejou um demo-tartufo fenomenal.

Convém acrescentar que a leviandade do histriónico êmulo do personagem de Molière, não coincide com o que O Globo têm noticiado ao seu respeito sobre a cidade da música, por exemplo, obra orçada pela prefeitura de Rio inicialmente em R$ 80 milhões e que já custa aos cofres públicos R$ 461,5 milhões.

Sitio de Sérgio Leo

Visto por dentro, o mundo da política é mesmo um cada qual por si e salve-se quem puder, mas o César Maia, na propaganda eleitoral do DEM, que ouvi ontem na CBN, mostrou que é mesmo do balacobaco. Graças à eficiência e ao combate à corrupção, explica ele, as obras contratadas no Rio de Janeiro tem preços, no mínimo, inferiores em 30% às de “qualquer outro lugar no país”.A fala bacana do prefeito maluquinho é seguida de outra do correligionário José Roberto Arruda, governador do GDF, anunciando obras e obras no metrô de Brasília, onde pretende derramar mais R$ 600 milhões ou quantia parecida.

Pelo que indica César Maia, Rio à parte, há superfaturamento nas obras de todas as outras cidades e nos Estados brasileiros. Pela lógica maiista, nós cidadãos de Brasília deveríamos cobrar do Arruda um corte de, pelo menos, uns R$ 180 milhões nesse metrô anunciado na propaganda do DEM.

Mal posso esperar pela próxima propaganda com novas revelações do César Maia,grande cara, sobre os descaminhos das administrações do partido dele no país.

posted by Sergio Leo

14/02/2008 - 13:45h Tartufo: é bom para o Brasil farejar a hipocrisia

Tenho falado sobre a utilização de porcos na procura de trufas e Mino Carta, sempre esclarecedor e de grande cultura, indica que para trufas brancas utilizasse cães farejadores. É também o caso hoje com a trufa preta, a francesa, que dispensou os porcos em favor dos cachorros.

Talvez intuindo este fato de substituição, denominei um artigo recente “Latem, Sancho, sinal que cavalgamos”, expressão originária do mestre da literatura espanhola Miguel de Cervantes, o autor do Dom Quixote.

Reproduzo a seguir a nota de Mino Carta, que junto com Paulo Henrique Amorim, saiu à caça dos tartufos. Viraram uma sorte de “Tartufo-busters”, os “Caça-Tartufos”. Mino Carta, jornalista de primeiríssimo time é um grande farejador da hipocrisia humana, independentemente da cor política… da trufa.

Mais esclarecimentos

Um navegante esclarece que tartufo é vocábulo da língua portuguesa e significa, justamente, hipócrita. Entrou na língua por causa da peça de Molière. Tudo certo. Só que o grande Poquelin, não sei por quais cargas d’água (a minha ignorância não tem limites) tomou emprestada a palavra do italiano. Outro internauta anota que as trufas são procuradas pelos suínos e visualiza neste fato uma prazerosa coincidência. A bem da verdade factual, os porcos eram empregados pelos franceses (e não sei se ainda o são) na busca das trufas pretas, de qualidade inferior em relação às brancas, que os italianos colhem orientados pelo faro de cães treinados para a tarefa. A branca vale de seis a sete vezes mais que a preta, e um bom cão trufeiro chega a ser cotado a 20 mil dólares.
enviada por mino

12/02/2008 - 19:22h «Cachez ce sein que je ne saurais voir!», disse Tartufo

Em momentos em que uma boa parte da mídia, alguns ilustres senadores e deputados, ex-alguma coisa e coroinhas com tradição, família e soberba peroram sobre ética pública, saúdo a iniciativa de Mino Carta e Paulo Henrique Amorim de criar o prêmio Tartufo.

Como contribuição, reproduzo a seguir o resumo feito sobre a obra de Molière pelo Wikipédia.

Nem Molière, falecido há tempo, nem o Wikipédia, têm a dimensão do fenômeno da tartufice tupiniquim.

Não confundir o Tartufo de Molière com il tartufo bianco d’Alba, as trufas de Alba, tão ou mais caras que uma garrafa de Romanée-Conti. As trufas são um fungo, mas que diferentemente do champignon ou de nossos tartufos emplumados, não proliferam em abundância e por isso são tão caros. Para localizar as trufas usasse porcos, já para tartuficar basta repetir com o dedo em riste: uma coisa é o cartão de crédito e outra, muito distinta, o cartão de débito. LF

Aqui vai o Wikipédia e depois o post de Mino Carta:

Tartufo, em ilustração do séc. XIX (III ato, cena 3)


Tartufo, em ilustração do séc. XIX (III ato, cena 3)

Tartufo (em francês Le Tartuffe) é uma comédia de Molière, e uma das mais famosas da língua francesa em todos os tempos. Sua primeira encenação data de 1664 e foi quase que imediatamente censurada pelos devotos religiosos que, no texto, foram retratados na personagem-título como hipócritas e dissimulados.

Os devotos sentiram-se ofendidos, e a peça quase foi proibida por esta razão, pelos tribunais do rei Luís XIV de França, onde tinham grande influência.

Na língua portuguesa, o termo tartufo, como em outro idiomas, passou a ter a acepção de pessoa hipócrita ou falso religioso, originando ainda uma série de derivados como tartufice, tartúfico ou ainda o verbo tartuficar – significando enganar, ludibriar com atos de tartufice.

Para animar os eleitores, Mino Carta

A tartufaria verde-amarela transborda e nos motiva, a Paulo Henrique Amorim e a mim, na determinação de organizar a grande festa do Tartufo Nativo, em homenagem a Molière e à própria trufa. Não é de se excluir, e sublinho para animar os eleitores, que a solenidade de entrega dos prêmios semestrais terá algum parentesco com a cerimônia do Oscar. Hollywood docet, ensina. Aproveito a oportunidade para recordar que os Tartufos são de Tungstênio, de Aço Molibdênio e de Ferro Gusa, para primeiro, segundo e terceiro colocados, respectivamente. Falei em eleitores, e esclareço: todos os navegantes podem participar com seu voto espontâneo. Não há uma lista de candidatos previamente selecionados, de nomitations, para ser mais claro, e tampouco uma divisão por categorias. Exemplo: o escolhido tanto pode ser Fernando Henrique Cardoso, ou a Folha de S.Paulo, ou o senador Arthur Virgílio ou as Organizações Globo, um editorialista escolhido a dedo ou um empresário, ou uma figura religiosa, que deitam falação. O elo entre o escolhido, personalidade ou corporação, pessoa física ou jurídica, é a política nacional. Vale a opinião dos navegantes sobre a postura tartufesca do eleito. A votação começa desde já e a primeira premiação se dará obviamente em agosto próximo, o mês historicamente fatídico. Este é um teaser. Mais informações ainda hoje.
enviada por mino