15/08/2008 - 09:52h Trem-bala à vista

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*JILMAR TATTO - O GLOBO

O BNDES divulgará, nos próximos dias, os estudos técnicos sobre o traçado preliminar do primeiro Trem de Alta Velocidade (TAV) no Brasil. Incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sua conclusão poderá ocorrer até a Copa do Mundo de Futebol, em 2014.

Além dos benefícios econômicos que trará, o TAV resgatará do imaginário a antiga mariafumaça e, paradoxalmente, nos remete a uma perspectiva de futuro e desenvolvimento tecnológico.

Poderemos experimentar algo como uma sinfonia que pontuará o trajeto entre a cidade do Rio de Janeiro, do genial Villa-Lobos e seu “O trenzinho do caipira”, e a Campinas do grande Carlos Gomes, o Nhô Tonico, autor do “O guarani”, tendo a capital paulista como uma das suas principais paradas.

O “novo-velho” meio de transporte, nos seus vindouros 550 quilômetros, precisará de um investimento de 17 bilhões de reais, a viagem entre as capitais poderá ser feita em uma hora e dez minutos e terá a capacidade de transportar 17 milhões de passageiros ao ano. Mas tudo isso não bastará se não for garantida a qualidade do serviço ao usuário. Isso significa eficiência, rapidez, conforto e segurança.

Há um segundo ponto importantíssimo: devemos obter a transferência de tecnologia, considerando-se que a execução da obra será aberta, também, a empresas estrangeiras. E o interesse internacional tem sido marcante por parte de empreendedores de Japão, Alemanha, França, Itália, Coréia, entre outros, como foi demonstrado em recente audiência pública ocorrida na Câmara dos Deputados.

A concretização do TAV poderá, ainda, abrir caminho para a construção da ligação férrea entre Belo Horizonte, São Paulo e Curitiba, com 1.150 quilômetros de extensão, embora não haja definição sobre se será um equipamento de alta velocidade. Com este estímulo e a implementação de linhas para o transporte de carga, previstas no Plano Nacional de Viação (PNV), estaremos criando uma verdadeira e produtiva indústria brasileira do trilho.

Exemplos de eficiência nessa modalidade de transporte não faltam para nos inspirar. Na Europa, há 4.000 quilômetros de ferrovias de alta velocidade, com perspectiva de chegar a 9.000 até o ano 2020. No Japão, está o Shinkansen, inaugurado em 1964 por ocasião dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que conta com 2.000 quilômetros de extensão, transporta 340,4 milhões de passageiros por ano e gera US$ 18,6 bilhões de receita.

Se o TAV ainda é estranho para nós, fica ainda mais evidente que temos de buscar a atualização de nossa malha quando nos deparamos com a realidade do modal ferroviário que opera com trens levitando sobre trilhos magnéticos — os maglevs. Em Xangai, na China, este equipamento opera comercialmente em um trecho que permite viagens acima de 400 quilômetros por hora.

Todas as alternativas que garantam nossa mobilidade e a circulação da riqueza que produzimos devem ser consideradas. Com a operação do TAV, que inova e, por isto, desafia, ganharão os usuários do transporte público de passageiros e o país.

*JILMAR TATTO é Deputado Federal (PT-SP)

09/05/2008 - 18:33h Kassab investe pesado… em publicidade!

http://www.fotosdahora.com.br/clipart/cliparts_imagens/06Economia/saco_de_dinheiro_com_asas.gifFoi publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (9) decreto (nº 49.485) destinando R$6.618.500,00 à Secretaria Executiva de Comunicação, órgão subordinado à Secretaria de Governo. O orçamento municipal de 2008 reservou R$34.866.537,00 para a comunicação e com a suplementação prevista no decreto, a área de comunicação terá um crescimento de 19%.

No mesmo decreto, o Expresso Tiradentes perdeu R$10.620.000,00 da verba programada para investimento neste ano, de R$228.955.00,00. Ressalte-se que até abril passado esta importante obra viária, que conta com apoio decisivo do governo federal, o que possibilitou em 2007 a inauguração do trecho Parque D. Pedro II-Sacomã, apresentou uma baixa execução orçamentária em 2008. Dos R$228 milhões, apenas R$83 milhões haviam sido empenhados (comprometido para ser gasto).

O valor total das suplementações feitas através do decreto é de R$106.118.500,00. São retirados recursos da obra do sistema viário Jacu-Pêssego, do Programa Ação Centro-BID, entre outras rubricas.

A denúncia foi feita pelo vereador Arselino Tatto (PT), lider da bancada na Camâra Municipal.

Na saúde a Prefeitura de São Paulo gastou com propaganda das AMAs o mesmo montante que foi investido em todas as obras das unidades de saúde no período, ou seja, R$1,2 milhão. Os dados são da Secretaria da Saúde do município e se referem ao primeiro trimeste deste ano.

Uma das áreas mais sacrificadas é o Programa de Saúde da Família (PSF), do qual 144 equipes estão sem médico de saúde da família, conforme apurou o mandato do vereador Carlos Neder.

Não deu no New York Times e não terá uma linha em nenhum jornal de São Paulo. O silêncio faz parte da propaganda.

26/03/2008 - 00:11h Governo Lula investe no Metrô de São Paulo

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A Bancada do PT fez um ato simbólico ontem, no plenário da Câmara Municipal, para registrar uma boa notícia para o transporte público de São Paulo. O Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acaba de liberar uma parcela de R$ 189 milhões para a ampliação do Metrô.

O dinheiro federal será empregado na ampliação da Linha 2 Verde (Vila Madalena-Oratório/Tatuapé), para implantar o trecho Alto do Ipiranga-Vila Prudente.

O presidente Lula está destinando no total R$ 270 milhões para a obra, conforme convênio entre a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), estatal vinculada ao Ministério das Cidades, e a Companhia do Metropolitano. O convênio (nº 610977) foi assinado em dezembro de 2007. A contrapartida do Metrô no projeto é de R$ 81 milhões.

A Bancada PT exibiu no plenário, durante o ato, um cheque simbólico do Banco do Brasil com o valor repassado pela CBTU ao Metrô.

O líder do PT, vereador Arselino Tatto, destacou a importância da ajuda do governo Lula ao transporte coletivo de São Paulo, que há meses passa por uma séria crise e que se agravou agora por falta de ação e investimento da administração municipal PSDB/DEM na melhoria do serviço.

“O PT sempre se preocupou em investir no transporte coletivo, porque é um serviço importante que beneficia toda a população, tanto para quem usa quanto quem não usa. Os tucanos e democratas, que estão no comando dos governos estadual e municipal, têm que explicar agora por que o trânsito piorou em São Paulo. O transporte coletivo, que era bem avaliado, caiu no conceito da população”, afirmou o vereador.

Tatto lembrou que esta não é a primeira vez que o governo Lula ajuda o transporte na capital paulista. O Fura-Fila, que também já se chamou Paulistão e agora é conhecido como Expresso Tiradentes, foi concluído e entrou em funcionamento em março de 2007 graças a recursos federais. Entre 2005 e 2007 foram empenhados mais de R$ 200 milhões da União para o projeto. Fonte liderança do PT na Câmara Municipal SP.

12/02/2008 - 12:16h “É a luta política, estúpido”

Coluna (Nas entrelinhas) publicada hoje (12/02/2008) no Correio Braziliense.

A profusão de textos a respeito da tal “refundação” do PT já há muito tempo deveria ter contribuído para agravar o aquecimento global (por meio da combustão) ou, numa hipótese ecologicamente mais correta, para embrulhar peixe

Alon Feuerwerker
alon.feuerwerker@correioweb.com.br

Deu a lógica no PT. O antigo Campo Majoritário, atual Construindo um Novo Brasil (CNB), está firme e forte no comando da legenda. Já havia emplacado o deputado federal Ricardo Berzoini (SP) na presidência da sigla e agora obteve a hegemonia absoluta na comissão executiva nacional. Para alcançar esse objetivo, o CNB aliou-se exatamente ao grupo Mensagem ao Partido (MP), que sob o comando do ministro da Justiça, Tarso Genro, agrupou-se lá atrás para supostamente “refundar” o PT e livrá-lo da hegemonia do Campo Majoritário. Em resumo, e para ficar bem claro, os candidatos a “refundadores” do PT deram os votos decisivos na direção nacional para enterrar qualquer veleidade de reforma estrutural no PT. Em troca, ganharam uma suculenta fatia do poder partidário. E a vida segue.

Para sorte dos jornalistas que ainda escrevem em papel impresso, a profusão de textos a respeito da tal “refundação” já há muito tempo deveria ter contribuído para agravar o aquecimento global (por meio da combustão) ou, numa hipótese ecologicamente mais correta, para embrulhar peixe. Menos mal. Já passou da hora de os jornalistas entenderem que na política tudo se subordina à luta pelo poder. Inclusive e, principalmente, as idéias. E também já passou da hora de o jornalismo recusar-se a reproduzir candidamente aspas proferidas apenas para obter algum efeito político imediato. A frase clássica de James Carville, adaptada, merece estar obrigatoriamente exposta em cartazes onde houver atividade jornalística: “É a luta política, estúpido”.

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18/12/2007 - 08:46h Reeleito, Berzoini diz que PT terá candidato próprio em 2010

Paulo de Tarso Lyra

Valor

Ricardo Marques/Folha Imagem


Berzoini: “Seria absolutamente incongruente
que um partido com o nosso histórico de disputas
e a experiência de governar o país
não apresentasse candidato

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18/12/2007 - 08:39h Reeleito, Berzoini diz que PT terá candidato próprio em 2010

Paulo de Tarso LyraValor

Ricardo Marques/Folha Imagem


Berzoini: “Seria absolutamente incongruente
que um partido com o nosso histórico de disputas
e a experiência de governar o país
não apresentasse candidato

Pouco mais de um ano depois do escândalo dos aloprados - que o afastou temporariamente da presidência do partido - o deputado Ricardo Berzoini foi reeleito para presidir o PT no biênio 2008/2009. Com mais de 75% das urnas apuradas, Berzoini liderava com folga a disputa, com 62,03% dos votos válidos, contra 37,97% do também deputado Jilmar Tatto (SP). O novo presidente do PT, que foi convencido pelo Palácio do Planalto a disputar a reeleição após o veto do campo majoritário a Marco Aurélio Garcia, teve sua candidatura fortalecida com o apoio explícito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E terá como principal missão preparar o partido para a primeira eleição presidencial sem Lula candidato. “A política é feita de liderança pessoal, mas também de coletivo, é feita de programas”, afirmou.

Apesar do desejo expresso de Lula de não antecipar o debate sucessório e da torcida para um consenso entre os aliados em 2010, Berzoini deixou claro, ontem, que não faz sentido o PT abrir mão da candidatura própria. “Um partido do nosso tamanho, com o perfil ideológico do PT, o histórico de disputas presidenciais que tivemos nos últimos cinco embates - o que significa todas as eleições após a redemocratização -, aliado à experiência de governar o país com o presidente Lula durante 8 anos, seria absolutamente incongruente não apresentar candidato em 2010″. Até ser eleito presidente do PT Berzoini vinha defendendo que o PT apresentasse um nome aos aliados, para disputar a indicação com os candidatos dos outros partidos da base de Lula.

Berzoini não quer, contudo, adiantar os nomes que poderão disputar a sucessão presidencial pelo PT. Para ele, o momento é de fortalecimento partidário e elaboração de um programa político para o partido. “Não podemos ficar presos apenas aos nomes, mas trabalhar um programa político que seja capaz, por exemplo, de dar consistência para um arco de alianças políticas”.

Essa escolha de qual será o candidato do PT em 2010 - pesquisas recentes reforçaram que o partido não tem um nome forte para suceder Lula - caberá, segundo Berzoini, à direção partidária que assumir a legenda daqui a dois anos. “A direção do PT que for eleita em 2009 terá que receber o trabalho feito. A preparação dos nomes e a administração de um programa político. Ela vai fazer as conversas com todos os partidos para as composições”.

O petista nega que a legenda esteja com uma postura arrogante, apesar de integrar uma coalizão governamental com outros 10 partidos. “O PT terá candidato em 2010 porque construiu uma história para isso. Outros partidos poderão ter também e nós, partidos da coalizão, podemos não estar todos unidos. É desejável que estejamos? É desejável. Mas sabemos que essa não é tarefa e caminho fácil”, disse.

Ele lembra que nas eleições de 2006, com Lula candidato, alguns partidos optaram por projetos políticos próprios e, temendo os efeitos da verticalização, não compor oficialmente a chapa presidencial. Uma dessas legendas é o PSB. “A complexidade do sistema partidário brasileiro se torna um obstáculo alto para composição. O PSB, que tinha ministros importantes como Ciro Gomes, Sérgio Rezende, que teve o governador Eduardo Campos como ministro, não compôs aliança formal”.

Mas se as alianças acontecerem, o presidente reeleito do PT afirmou que a tendência é de que elas privilegiem as legendas com as quais o PT tem maior afinidade: justamente o PSB, PC do B e PDT. Essas três romperam com o PT - não com o governo - após o acordo firmado entre os petistas e o PMDB na eleição de Arlindo Chinaglia (SP) para a presidência da Câmara, em fevereiro de 2007 e formaram o chamado “bloquinho de esquerda”.

Berzoini reconhece que um empecilho para a aproximação é o projeto político eleitoral desses partidos, sobretudo um dos fiéis mais históricos, o PCdoB. “O PC do B preparou nomes para lançar em várias capitais. Em alguns locais, eles estão tendo sucesso em reproduzir o bloco de esquerda e em outros, estão com dificuldades. Em algumas capitais têm aproximação mais histórica conosco. Já fiz contatos antes das eleições para buscar ampliar esse diálogo”, declarou ele.

Para 2008, o PT deve mesclar o lançamento de candidatos próprios com as alianças envolvendo os demais partidos da coalizão. “A decisão vai depender de cada município. O PT tem tido a tradição de lançar candidatos nas grandes capitais. E isso tem dado um resultado positivo”. Berzoini acredita que, após administrar capitais importantes, como Belo Horizonte, Recife, Vitória, Fortaleza, Palmas, Rio Branco e Porto Velho, o PT conseguiu amadurecer sua atuação como gestor municipal. “O fundamental é, onde tivermos chance de lançar um candidato ou chances de fazer o PT crescer, lançar e disputar, porque candidato próprio sempre enseja a apresentação do programa do partido”.

Ontem, enquanto o ex-presidente do partido, José Genoino (SP) e o ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha (SP) faziam depoimento à Justiça Federal acusados de envolvimento com o escândalo do mensalão, Berzoini confirmava a criação do código de ética do partido. Disse que as punições permanecerão as mesmas e que o objetivo é fazer com que episódios como a crise de 2005 não se transformem meramente em “disputa política interna”. Sobre o fato de sua vitória representar ou não a superação da montagem de falsos dossiês contra adversários eleitorais do PT, que agiam na campanha de 2006 sob sua coordenação, Berzoini disse que, como em todo veículo, “temos de ter um retrovisor para olhar bem o passado, mas também olhar bem para a frente, senão desgovernamos o carro”.

Para Tatto, centro petista sai fortalecido

Caio Junqueira - Valor

Embora as urnas não o tenham feito presidente do PT, o deputado federal Jilmar Tatto (SP) apontou ontem o que considera duas vitórias políticas do seu grupo no processo eleitoral interno da legenda: o fortalecimento do centro do partido e o afastamento da hipótese do apoio do partido a uma não-candidatura petista à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Uma das marcas da nossa campanha foi a candidatura própria para 2010. Demos ênfase muito grande a essa questão e é evidente que, nesse particular, o debate político nós ganhamos. Todos os candidatos acabaram defendendo isso”, afirmou.

Tatto rechaçou a possibilidade de que o vencedor da disputa, o também deputado federal Ricardo Berzoini (SP), abra mão da candidatura petista em prol de um nome da base governista, como o do deputado Ciro Gomes (PSB-CE). “Ele defendeu no processo eleitoral que o PT tem que ter candidatura própria. A militância ficará vigilante em relação a isso para que não aconteça uma negociação por cima onde o PT ficaria vendido. Mas a dinâmica que imprimimos no debate interno leva para uma candidatura própria. Isso é muito bom, tem um ganho político muito forte.”

O petista é um crítico do comportamento dos aliados, em especial na derrota da votação da CPMF. “Se não for para votar com o governo nas matérias que tem dificuldade não tem sentido estar na base e ter espaço no governo. Deveria dar o exemplo e demitir três ou quatro desses para aprenderem. O PT deveria ter um papel mais estratégico nesse processo. É um partido solidário, dá exemplo de unidade e de compromisso com o governo e muitas vezes não temos isso em relação aos outros partidos.”

Ontem pela manhã o partido confirmou a vitória de Berzoini, mesmo sem a totalidade dos votos apurados. Na terceira parcial divulgada, ele alcançou 62,2 % dos votos (69.869), contra 37,7 % (42.292) de Tatto. Foram apurados 118.499 votos (65% do total estimado de petistas que votaram). De acordo com a Secretaria Nacional de Organização da sigla, com essa projeção não haveria mais a possibilidade de reversão do resultado. Das 81 cadeiras do diretório nacional, 34 foram ocupadas pelo grupo de Berzoini, o antigo Campo Majoritário, 16 vão para a tendência de Tatto e duas outras para os que o apoiaram. Outras 14 cadeiras foram para o grupo Mensagem ao Partido, cujo candidato a presidente era o deputado José Eduardo Cardozo (SP).

Com essa configuração, Tatto disse que se consolidou no partido um grupo de centro, capitaneado por três forças políticas: o seu, PT de Lutas e de Massas, que tem como principal figura a ministra do Turismo, Marta Suplicy; o dos deputados federais paulistas Cândido Vaccarezza, Carlos Zarattini, Devanir Ribeiro e José Mentor e estadual Rui Falcão, intitulado Novos Rumos; e o Movimento PT, encabeçado em São Paulo pelo presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia.

“O centro do partido sai fortalecido nesse processo eleitoral. Houve um deslocamento de forças que se agrupou na minha candidatura, mas que na verdade sao três forças política que estão construindo um centro político no PT muito importante e que consegue dialogar com as outras correntes”, afirmou.

17/12/2007 - 13:43h Ricardo Berzoini é reeleito presidente nacional do PT para o biênio 2008/2009



Com 62% dos votos ( o resultado é aproximado) Ricardo Berzoini foi eleito presidente nacional do PT. Jilmar Tatto obteve 38% e já cumprimentou o novo presidente, reconhecendo assim os resultados.

Ricardo Berzoini teve o apoio nas urnas do grupo de Tarso Genro (no primeiro turno Berzoini obteve 43% e o grupo de Tarso e Cardoso 19%). Jilmar Tatto obteve o apoio da corrente de Valter Pomar (no primeiro turno Tatto teve 20% e o grupo de Pomar 12%)
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17/12/2007 - 13:00h Ricardo Berzoini é reeleito presidente nacional do PT para o biênio 2008/2009


Com 62% dos votos ( o resultado é aproximado) Ricardo Berzoini foi eleito presidente nacional do PT. Jilmar Tatto obteve 38% e já cumprimentou o novo presidente, reconhecendo assim os resultados.

Ricardo Berzoini teve o apoio nas urnas do grupo de Tarso Genro (no primeiro turno Berzoini obteve 43% e o grupo de Tarso e Cardoso 19%). Jilmar Tatto obteve o apoio da corrente de Valter Pomar (no primeiro turno Tatto teve 20% e o grupo de Pomar 12%)

Mesmo com menor participação no segundo turno em relação ao primeiro, a realização do PED, nome da escolha pelos filiados das suas direções, foi um triunfo para o PT pois a participação no processo mostrou uma vitalidade muito acima do que a mídia esperava, tendo participado mais filiados que na eleição anterior em 2006.

O debate interno, por sua vez, mostrou que longe do “internismo” ou da guerra intestina, o PT soube levar a discussão, mesmo com insuficiências, para o terreno das relações governo-partido, 2008 e 2010, política de alianças e programa.

Isto foi facilitado pelo processo de convergência manifestado pelas diferentes correntes internas, com destaque para a postura do grupo de Tarso Genro que mostrou sua capacidade para se unir ao antigo campo majoritário, do qual em aparência era seu crítico feroz.

Mas, fundamentalmente, porque os dois candidatos do segundo turno representam correntes majoritariamente identificadas com a política implementada pelo governo federal, não só no que concerne seus projetos sociais, mas essencialmente com a política econômica implementada desde 2003, as alianças decorrentes da governabilidade e uma maior combatividade em relação aos adversários da oposição.

A eleição do presidente após o segundo turno, ao mesmo tempo que assegura uma representatividade ao eleito, pois permite um voto majoritário, confirmou um reequilíbrio de forças e mudanças nas composições partidárias. Isto pode permitir a construção de novos consensos majoritários no PT dando maior peso ao partido em seu conjunto, tanto em relação ao governo, como em relação aos seus aliados.

O presidente Lula, Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, saem deste processo fortalecidos e o PT em melhores condições de unidade para enfrentar as eleições municipais de 2008.

Luis Favre

17/12/2007 - 08:46h Escolha de dirigentes do PT antecipa 2008

João Cruz/ABr

Bem na foto: assim como Lula,

Marta aparece bem em pesquisa.
Datafolha mostra a ministra na liderança em SP

César Felício
Valor

O Partido dos Trabalhadores já deu o primeiro passo para definir seus candidatos a prefeito de capital com a eleição interna de seus diretórios municipais, estaduais e nacional no último dia 2. Ontem os militantes votaram em segundo turno para a escolha da direção nacional, disputada entre os deputados Ricardo Berzoini (SP) e Jilmar Tatto (SP), além de nove comandos estaduais (Pernambuco, Maranhão, Piauí, Espírito Santo, Ceará, Distrito Federal, Santa Catarina, Amazonas e Rio Grande do Norte) e diversos municipais. Mas as candidaturas regionais se alinharam com os pré-candidatos em 2008 nas principais cidades do país.
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17/12/2007 - 08:35h Escolha de dirigentes do PT antecipa 2008

João Cruz/ABr

Bem na foto: assim como Lula,

Marta aparece bem em pesquisa.
Datafolha mostra a ministra na liderança em SP

César Felício
Valor

O Partido dos Trabalhadores já deu o primeiro passo para definir seus candidatos a prefeito de capital com a eleição interna de seus diretórios municipais, estaduais e nacional no último dia 2. Ontem os militantes votaram em segundo turno para a escolha da direção nacional, disputada entre os deputados Ricardo Berzoini (SP) e Jilmar Tatto (SP), além de nove comandos estaduais (Pernambuco, Maranhão, Piauí, Espírito Santo, Ceará, Distrito Federal, Santa Catarina, Amazonas e Rio Grande do Norte) e diversos municipais. Mas as candidaturas regionais se alinharam com os pré-candidatos em 2008 nas principais cidades do país.

O controle dos diretórios regionais é estratégico para a definição eleitoral: dele depende a formalização de alianças e a própria estruturação da campanha. E a consulta direta aos filiados para a escolha das direções equivale a uma prévia da prévia eleitoral. Tornou-se uma ocasião para os pré-candidatos petistas medirem forças.

Em Curitiba, por exemplo, a pré-candidata a prefeita, Gleisi Hoffmann, a esposa do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, foi eleita presidente do diretório paranaense com 82% dos votos dos filiados do partido. Dificilmente sofrerá um revés na prévia municipal que deverá disputar com o deputado estadual Tadeu Veneri. A situação é semelhante em Porto Alegre, onde o novo desenho partidário favorece o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, ante a deputada federal Maria do Rosário.

Citado como possível pré-candidato petista à prefeitura de São Paulo, o deputado José Eduardo Martins Cardozo, o terceiro colocado na eleição para a presidência petista, ficou com apenas 2,3 mil votos na capital, ante 12,8 mil de Jilmar Tatto, um aliado incondicional da ministra do Turismo, Marta Suplicy, ex-prefeita da cidade. A maioria absoluta obtida por Tatto deve desencorajar a realização de prévias dentro do PT paulistano.

Ainda que Marta não seja candidata a prefeita, algo hoje pouco provável, dificilmente deixará de ter controle absoluto sobre a decisão do PT. E neste cenário, a única alternativa é a do presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (SP), que aliou-se a Tatto na eleição nacional.

Em vários Estados, a escolha dos novos diretórios antecipou uma competição pela candidatura que deveria ser resolvida apenas nas prévias partidárias no próximo ano. As candidaturas às presidências dos diretórios estaduais e das capitais se atrelaram aos grupos que já lutam para garantir a candidatura eleitoral.

“A disputa pela eleição candidatura em 2008 guiou este ano a escolha dos dirigentes”, constatou por exemplo o deputado federal Pedro Eugênio (PE), que havia se apresentado como pré-candidato à prefeitura do Recife. Segundo o parlamentar, caso a ala comandada pelo prefeito do Recife, João Paulo, consiga uma vitória clara no segundo turno da eleição para o diretório estadual, deve haver uma retirada de candidaturas, esvaziando a possibilidade de prévias. “A coisa deverá ser resolvida por consenso”, comentou.

A relação entre a eleição para a escolha dos dirigentes petistas e a luta pelas candidaturas em 2008 não ocorre em algumas capitais. Em Santa Catarina, por exemplo, a esquerda do partido, refratária a alianças, monopolizou a disputa do segundo turno petista, entre a ex-deputada Luci Choinacki e o deputado Claudio Vignatti. Mas a chapa mais votada foi a do antigo Campo Majoritário, hoje “Construindo um Novo Brasil” (CNB). Isto fará que o futuro presidente do PT catarinense não tenha maioria no diretório local e não controle a negociação de candidaturas e alianças em Florianópolis, Joinville e Blumenau.

Nas capitais em que o PT governa, a escolha dos dirigentes também não influi no cenário de 2008 porque o prefeito é candidato natural à reeleição. Em Fortaleza, tanto Joaquim Cartaxo quanto Ilário Marques, que foram ao segundo turno na disputa pelo diretório estadual, pertencem ao CNB, mas isto não ameaça a candidatura à reeleição da prefeita Luizianne Lins, da ala esquerda do partido. Do mesmo modo as candidaturas à reeleição em 2008 de João Coser, em Vitória; Roberto Sobrinho, em Porto Velho, Raimundo Angelim, em Rio Branco e Raul Filho, em Palmas ficaram acima das disputas pelos comandos regionais e municipais do partido.

16/12/2007 - 10:20h Berzoini e Tatto disputam segundo turno para presidência do PT neste domingo

O Globo Online Os deputados Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, que disputam a presidência nacional do PT em segundo turno, durante debate organizado pelo partido - Givaldo Barbosa/ O Globo

RIO - Os deputados federais por São Paulo Ricardo Berzoini (Construindo um Novo Brasil) e Jilmar Tatto (Partido é pra Lutar) disputam neste domingo o segundo turno da eleição que vai escolher o presidente do PT para os próximos dois anos. No primeiro turno, votaram 326.147 militantes, e Berzoini teve 131.699 votos, contra 61.440 de Tatto. A expectativa é de que o número de eleitores seja até 50% menor. O resultado deve sair até quarta-feira. A votação começou às 9h (horário de Brasília) e vai até as 17h.

Os candidatos das tendências esquerdistas devem apoiar Tatto, porém, a corrente Mensagem ao Partido, do ministro da Justiça, Tarso Genro, e de José Eduardo Cardozo, terceiro colocado no turno inicial com 57.964 votos, liberou o voto dos militantes. A expectativa é que a maioria vote em Berzoini, atual presidente e favorito no pleito deste domingo.

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16/12/2007 - 10:20h Berzoini e Tatto disputam segundo turno para presidência do PT neste domingo

O Globo Online

Os deputados Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, que disputam a presidência nacional do PT em segundo turno, durante debate organizado pelo partido - Givaldo Barbosa/ O Globo

RIO - Os deputados federais por São Paulo Ricardo Berzoini (Construindo um Novo Brasil) e Jilmar Tatto (Partido é pra Lutar) disputam neste domingo o segundo turno da eleição que vai escolher o presidente do PT para os próximos dois anos. No primeiro turno, votaram 326.147 militantes, e Berzoini teve 131.699 votos, contra 61.440 de Tatto. A expectativa é de que o número de eleitores seja até 50% menor. O resultado deve sair até quarta-feira. A votação começou às 9h (horário de Brasília) e vai até as 17h.

Os candidatos das tendências esquerdistas devem apoiar Tatto, porém, a corrente Mensagem ao Partido, do ministro da Justiça, Tarso Genro, e de José Eduardo Cardozo, terceiro colocado no turno inicial com 57.964 votos, liberou o voto dos militantes. A expectativa é que a maioria vote em Berzoini, atual presidente e favorito no pleito deste domingo.

A sede nacional do PT, em Brasília, promoveu debate entre os dois candidatos nesta reta final de campanha. Durante mais de uma hora, eles apresentaram suas propostas e posicionamentos políticos com relação à condução do PT nos próximos dois anos.

Berzoini e Tatto destacaram o acúmulo político conquistado pelo PT, principalmente nas eleições de 2006, com a reeleição de Lula à presidência da República, a maior votação para deputados federais entre todas as legendas e a conquista de cinco governos estaduais.

Tanto Berzoini como Tatto consideram a preparação do PT para a disputa das eleições presidenciais em 2010 um dos grandes desafios para o partido.

Para Tatto, o PT deve trabalhar para consolidar uma candidatura própria em 2010, com a apresentação de um programa que defenda o governo Lula e da negociação de uma aliança com os partidos de centro-esquerda que já fazem parte da coalizão atual.

Berzoini afirmou que não existem argumentos contra uma candidatura própria do partido para a sucessão de Lula, mas adiantou que para isso é necessária a construção de um cenário político favorável, com a elaboração de um programa que não tenha apenas o apoio dos partidos aliados, mas do conjunto da sociedade brasileira.

Candidatos debateram muito a relação do PT com os movimentos sociais

A relação do PT com os movimentos sociais do país foi bastante debatida pelos dois candidatos. Tatto acredita que o partido precisa mudar a sua agenda política para resgatar o diálogo com os movimentos popular e sindical, para atuar na defesa de questões como a implantação das 40 horas semanais e o debate em torno de uma educação pública de qualidade. Ele defende uma relação mais direta entre o governo Lula e os movimentos.

Para Berzoini, o partido não se afastou dos movimentos sociais porque existem diversos petistas atuando na organização da sociedade civil e em diversas frentes de luta. Ele afirmou que o petista que atua no movimento está investido de poder para reivindicar melhorias, enquanto que os que estão no governo federal estão investidos da condição de realizar políticas de Estado. Na sua opinião, as contradições resultantes deste processo são naturais, principalmente para um partido que tem projeto de poder como o PT.

16/12/2007 - 09:44h Berzoini e Tatto fazem hoje embate do 2º turno

de esq. a dir. Marco Aurelio Garcia, Jilmar Tatto e Ricardo Berzoini

Disputa define novo comando do PT e dá largada para eleições de 2008

Clarissa Oliveira - O Estado de São Paulo

Filiados do PT em todo o País retornam hoje às urnas para escolher um novo presidente nacional da legenda. Depois do primeiro turno, que atraiu mais de 326 mil petistas no último dia 2, a disputa agora será travada entre o atual presidente, deputado Ricardo Berzoini (SP), e o deputado Jilmar Tatto (SP).

Mais do que definir quem estará no topo da burocracia partidária, a escolha da nova direção petista dá a largada para a corrida municipal de 2008. Encerrada a apuração, o novo presidente do PT terá de conduzir as prévias para a escolha de candidatos, liderar o debate sobre a política de alianças e coordenar o relacionamento com partidos da base. Para completar, atuará como uma espécie de embaixador das lideranças municipais junto ao governo, protagonizando o leva-e-traz de cobranças de investimentos e pedidos de declarações de apoio.

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16/12/2007 - 09:38h Berzoini e Tatto fazem hoje embate do 2º turno

de esq. a dir. Marco Aurelio Garcia, Jilmar Tatto e Ricardo Berzoini

Disputa define novo comando do PT e dá largada para eleições de 2008

Clarissa Oliveira - O Estado de São Paulo

Filiados do PT em todo o País retornam hoje às urnas para escolher um novo presidente nacional da legenda. Depois do primeiro turno, que atraiu mais de 326 mil petistas no último dia 2, a disputa agora será travada entre o atual presidente, deputado Ricardo Berzoini (SP), e o deputado Jilmar Tatto (SP).

Mais do que definir quem estará no topo da burocracia partidária, a escolha da nova direção petista dá a largada para a corrida municipal de 2008. Encerrada a apuração, o novo presidente do PT terá de conduzir as prévias para a escolha de candidatos, liderar o debate sobre a política de alianças e coordenar o relacionamento com partidos da base. Para completar, atuará como uma espécie de embaixador das lideranças municipais junto ao governo, protagonizando o leva-e-traz de cobranças de investimentos e pedidos de declarações de apoio.

“ O PT é um partido trabalhoso”, diz Berzoini, que no primeiro turno ficou com os votos de 43,4% dos militantes. Tatto, que obteve 20,2%, reconhece que a tarefa exigirá união interna e cuidado na avaliação da realidade partidária em cada região.

Antes de encerrada, a eleição do PT já está cercada de pretendentes para a disputa do ano que vem. Derrotado no primeiro turno, o deputado José Eduardo Martins Cardozo (SP) oficializou nos últimos dias seu desejo de concorrer à Prefeitura de São Paulo. “Em princípio, meu nome está colocado.”

Tatto aparece também entre os cotados para a corrida municipal. A tendência, entretanto, é de que fique fora do páreo, mesmo se for derrotado por Berzoini na eleição de hoje. Dentro do partido, espera-se que ele retribua o apoio que recebeu na eleição interna de outro interessado na prefeitura: o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (SP).

Os três têm outro ponto em comum além do interesse em comandar a capital paulista - qualquer pretensão só será levada adiante se a ex-prefeita e atual ministra do Turismo, Marta Suplicy, não entrar na briga. “Tenho dito que o melhor nome para a Prefeitura de São Paulo é Marta Suplicy”, afirma Tatto. “Se ela optar pela candidatura, acho difícil outro nome atrair tanto apoio”, completa Martins Cardozo. Chinaglia diz partilhar da opinião e acrescenta: “Quanto mais tempo demorar, mais ela é candidata. Não se constrói um nome alternativo de uma hora para a outra.”

Sem Marta, Chinaglia admite encarar a disputa. “Temos de trabalhar por um nome que aglutine. Se meu nome tiver essa capacidade, claro que eu disputaria”, afirma. Marta é também o nome favorito de Berzoini. Nesse caso, a desistência da ex-prefeita tende a conduzir os votos do deputado e seu grupo para Martins Cardozo.

Apesar de preferida, Marta manifestou a aliados nos últimos dias que, em tese, prefere não concorrer. Apesar disso, não descartou a possibilidade. Se depender da avaliação dos colegas, ela só disputará o cargo se for a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

08/12/2007 - 11:22h PT: 17 presidentes eleitos


CORREIO BRAZILIENSE

Diretórios estaduais terminam contagem de votos. Para analistas, vitórias no 1º turno desmonstram a força das lideranças partidárias em busca de consenso


Izabelle Torres
Da equipe do Correio As eleições para a presidência do PT nos diretórios regionais já foram decididas em 17 estados brasileiros. Em Pernambuco, o nome do novo presidente do partido só será conhecido depois do julgamento de recursos judiciais. Minas Gerais também iniciou uma disputa jurídica, mas ontem o candidato Durval Ângelo retirou a sua candidatura e Reginaldo Lopes tornou-se o vencedor, com 49,61% dos votos. Nos demais estados e no diretório nacional, as disputas foram para o segundo turno e as campanhas seguem até o próximo dia 16, quando acontece a eleição. Para o cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB) David Fleisher é possível fazer uma ligação entre os candidatos eleitos em primeiro turno e a força das lideranças partidárias que o apoiaram. “O consenso em torno de um nome pode demonstrar quem são as lideranças políticas com maior força entre os militantes”, analisa.Para o Fleischer, um exemplo de vinculação entre o candidato eleito e os caciques petistas pode ser notado na eleição do diretório do partido em São Paulo. Na disputa, o candidato Zico Prado, apoiado pelo presidente nacional da sigla, Ricardo Berzoini, e pelos deputados João Paulo Cunha e Cândido Vacarezza, foi derrotado por Edinho Silva, que teve como principais cabos eleitorais o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, e a ministra do Turismo, Marta Suplicy. “Com a proximidade das eleições municipais, creio que vale uma análise sobre as forças partidárias que estavam por trás de cada candidato eleito nos estados”, disse o professor.O placar das decisões em primeiro turno demonstra que houve disputas mais acirradas, como em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde os candidatos eleitos obtiveram 56% e 52,8% dos votos, respectivamente. Em outras regiões, como o Acre, a vitória foi folgada. O candidato Léo Brito obteve 91,3% dos votos. Os estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e o Distrito Federal realizam segundo turno no próximo dia 16. No mesmo dia, o diretório nacional do partido decide a eleição entre os candidatos Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, que obtiveram 43,42% e 20,25% dos votos, respectivamente.

Leia também: PT: Se espelhar no exemplo de São Paulo

 

Leia o artigo de Luis Favre, militante do PT de São Paulo, sobre a realização do segundo turno da eleição presidencial nacional