11/09/2008 - 16:42h 11 de setembro

Images & Visions

Nova York, 11 de setembro de 2001
© Foto de Thomas Hoepker. Terroristas jogaram dois aviões contra as torres gêmeas, em Nova York. 11 de setembro 2001.

Essa imagem é considerada como a mais polêmica foto dos atentados de 11 de setembro de 2001, quando terroristas jogaram dois aviões contra as torres gêmeas, em Nova York. A foto é de autoria do fotógrafo alemão Thomas Hoepker. Na imagem aparecem alguns jovens que parecem indiferentes aos acontecimentos, enquanto uma nuvem negra de fumaça cobre os prédios de Manhattan.

Santiago, 11 de setembro de 1973

Foto de autor desconhecido. O sangrento golpe militar dirigido pelo general Augusto Pinochet (preparado e apoiado pela Administração norte-americana através da CIA). 11 de Setembro de 1973

Essa célebre fotografia foi realizada no dia 11 de setembro de 1973, durante o bombardeio do Palácio de la Moneda, em Santiago do Chile. Com o apoio intenso dos EUA, o general Augusto Pinochet comandou um golpe militar sangrento, que derrubou o governo socialista de Salvador Allende, com milhares de mortos e desaparecidos. A foto é de autor desconhecido.

02/07/2008 - 12:06h Petróleo vermelho-sangue

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Bob Herbert* - The New York Times e O Estado de São Paulo

É cada vez mais difícil que continuemos sendo enganados. Há duas semanas, The New York Times noticiou que quatro das maiores petrolíferas do Ocidente estavam prestes a assinar contratos sem licitação que lhes permitirão regressar ao Iraque, onde está a terceira reserva de petróleo mais abundante do planeta. Os acordos, que deverão ser finalizados nos próximos 30 dias, são o tipo de notícia pela qual as grandes petrolíferas vivem.

Podia-se até ouvir executivos cantando Oh, Happy Day (”Oh, Dia Feliz”) nos escritórios da Exxon Mobil, Shell, Total e BP, excluídas do Iraque há 35 anos. Nesta semana, ouvimos falar que um grupo de assessores americanos, orientados por uma equipe do Departamento de Estado, teve atuação importante na elaboração desses contratos entre as companhias e o governo iraquiano. A Chevron e outras empresas também estão prestes a concluir acordos.

Durante muito tempo, o presidente George W. Bush e o vice-presidente Dick Cheney, ambos ex-executivos de petrolíferas, tentaram nos convencer de que a guerra no Iraque foi provocada pelo terrorismo, por armas de destruição em massa, e teria como objetivo levar a liberdade e a democracia ao povo iraquiano - enfim, por causa de tudo, menos do petróleo.

Não se levou em conta o fato de que Saddam Hussein não representava ameaça iminente para os EUA. Nem o fato de que o Iraque não tinha nada a ver com os ataques de 11 de setembro de 2001. No início de 2003, as tropas foram mandadas para a batalha e lá continuam, depois da morte de mais de 4 mil americanos, sem que haja previsão de fim do conflito.

As verdadeiras prioridades dos EUA ficaram evidentes quando começaram as pilhagens, após a queda de Bagdá. No meio da violência e do caos, os soldados americanos receberam a ordem de proteger um alvo particularmente precioso: o Ministério do Petróleo do Iraque. Agora, é muito conveniente a perspectiva de que o governo Bush, obcecado por petróleo, assessore o governo iraquiano na conclusão dos contratos com as petrolíferas!

Os contratos em si não são muito expressivos. Eles são, isto sim, a chave cobiçada que começará a abrir as portas das imensas reservas de petróleo do Iraque. É um prêmio para as petrolíferas. Mas a que custo? Além do preço terrível em termos de soldados americanos e de iraquianos mortos e feridos, a guerra desviou as atenções e os recursos necessários para sanar problemas cruciais nos EUA, onde o mercado da habitação entrou em colapso, a Bolsa de Valores enlouqueceu, a gasolina chegou a custar mais de US$ 4 o galão (3,8 litros), o desemprego aumenta e um número extraordinário de famílias de trabalhadores cheias de dívidas vê à frente o abismo financeiro.

E há ainda a guerra ao terror. As notícias mais recentes informam que a Al-Qaeda se reagrupou nas áreas tribais do Paquistão e recuperou a capacidade de lançar ataques terroristas a partir dali. Para um governo ligado umbilicalmente à indústria petrolífera, o fascínio das enormes reservas do Iraque foi maior até mesmo do que o impulso de aniquilar um inimigo que, no 11/9, assassinou mais de 2.700 civis.

Quem sabe quanto tempo os EUA levarão para desvincular-se de forma significativa do Iraque? O que se pode imaginar é que os EUA não farão grandes avanços em política energética, na cobertura de saúde para todos, na melhoria das escolas públicas ou na redução da dívida pública e privada enquanto não puserem fim ao compromisso ilimitado com uma guerra catastrófica que já consumiu trilhões de dólares. Quanto tempo levará para que os EUA se convençam disso?

*Bob Herbert é colunista do jornal “The New York Times”

10/06/2008 - 15:30h A direita em ação: Berlusconi quer proibir a justiça de autorizar escutas telefônicas contra corrupção

Italia prohíbe a jueces y fiscales las escuchas en casos de corrupción

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MIGUEL MORA - Roma - El País

Berlusconi limitará los ‘pinchazos’ a la mafia y el terrorismo

Cinco años de cárcel para el magistrado que ordene un pinchazo telefónico. Cinco años para quien lo realice y para quien lo filtre, y cinco años para los periodistas que lo publiquen. Ése es el núcleo duro del proyecto de Ley que el Gobierno italiano quiere aprobar el viernes. El primer ministro, Silvio Berlusconi, trata de esta manera de prohibir a jueces y fiscales el recurso de intervenir los teléfonos de sospechosos salvo en los casos de delitos más graves: terrorismo, mafia y violencia sexual. La medida excluiría los pinchazos como método de recogida de pruebas en los procesos que afectan a crímenes de cuello blanco: corrupción, prevaricación, sobornos, extorsión, estafas o delitos empresariales.

Las asociaciones de jueces, editores y la oposición advierten de que si se lleva adelante la reforma, Berlusconi dará el golpe de gracia a la Justicia. El presidente de la Asociación Nacional de Magistrados, Luca Palamara, ha mostrado su perplejidad por el plan y ha señalado que, “si el Gobierno selecciona mucho los delitos susceptibles de ser investigados con escuchas, se empobrecerá el Estado de derecho y se restringirán las posibilidades de investigar”. Palamara sugiere que delitos comunes como la extorsión y la corrupción quedarían de hecho “despenalizados”.

Para el líder de la oposición, Walter Veltroni, las escuchas son “un instrumento fundamental de lucha contra toda forma de actividad ilegal”, aunque se ha mostrado de acuerdo en regular a fondo su publicación en los medios de comunicación.

La Liga del Norte, socio de Berlusconi, ha puesto también reservas a la idea, porque considera que puede dañar la imagen de firmeza del Ejecutivo. Pero el Gobierno ha empezado a preparar a la opinión pública para la reforma con dos argumentos: económico y el respeto a la intimidad.

El ministro de Justicia Angelino Alfano recordó ayer que en 2007 hubo 125.000 personas espiadas en Italia, y que “prácticamente todo el país habría sido interceptado alguna vez”. Además, declaró que las grabaciones suponen la mitad del total de los gastos judiciales. “Es necesario reducir ese exceso defendiendo la privacidad de los ciudadanos pero sin debilitar a las fuerzas de seguridad”, concluyó Alfano, quien recordó que en EE UU se hacen 1.700 pinchazos anuales y en Suiza 1.300.

Berlusconi siempre ha declarado su antipatía por el Grande Fratello judicial en un país que ha vivido casos tan llamativos como el Manos Limpias que dirigió Antonio di Pietro a principio de los 90. Il Cavaliere “tiene pesadillas con los pinchazos, y todos los días pregunta al ministro Alfano si la ley está lista”, ha contado La Repúbblica, recordando que, en los últimos años, el propio jefe del Gobierno, decenas de sus amigos y miembros de Forza Italia, diputados, senadores, alcaldes y empresarios de todas las tendencias han sufrido pinchazos y han sido, después, procesados.

Aunque la promulgación de diferentes leyes ha ido dilatando hasta el infinito los procesos y una parte importante acaba prescribiendo, Il Cavaliere ha declarado la guerra a un sistema “que no deja vivir en paz a los ciudadanos”. En la campaña prometió acabar con las escuchas.

Algunos medios críticos han apuntado que el proyecto de ley le favorece antes que a nadie a él mismo, ya que está siendo investigado por corrupción en el llamado caso Saccá, conocido a finales de 2007 gracias a la filtración de los pinchazos de decenas de diálogos mantenidos entre Berlusconi y el director de RAI Ficción, Agostino Saccà. Estos revelaron las presiones del entonces líder de la oposición a Saccà para que éste contratase a algunas actrices de su preferencia.

Algunos juristas han advertido de que la reforma impedirá a los jueces, por el principio del tempus regit actum, utilizar las pruebas obtenidas en pinchazos ordenados antes de la entrada en vigor de la ley. Uno de ellos sería, precisamente, el del caso Saccà.

16/05/2008 - 12:52h Rancor por ‘60 anos de opressão’

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Paz - Shalom - Salam

Gilles Lapouge* - O Estado de São Paulo

Israel celebra seu 60º aniversário de fundação. Festas iluminam o país. Personalidades estrangeiras, entre elas o presidente George W. Bush, participam das comemorações. E os palestinos? Para os israelenses, a data é gloriosa. Para os palestinos é de luto, é o “dia da catástrofe”, ou “nakba. Já vimos algum dia um povo celebrar a sua “catástrofe”? O rancor palestino é total.

Até mesmo o moderado e indulgente presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, declarou em Ramallah que não receberia nenhuma delegação. E o premiê palestino, Salam Fayad, também mostrou seu mau humor: “Como vocês podem celebrar esta data enquanto o povo palestino padece sob o jugo de suas colônias e suas ações”, perguntou aos israelenses.

Por toda a parte é o furor. E uma rajada de críticas: a nakba começou em 1948, com a destruição de 400 povoados e o exílio de 760 mil palestinos expulsos de suas terras, enquanto 160 mil ficaram em Israel e se consideram cidadãos de “segunda classe”. Os palestinos forçados ao exílio tornaram-se 5 milhões. Israel proíbe seu retorno a um território que considera seu. Os que permaneceram em Israel, dizem-se vítimas de um apartheid. Mesmo a Corte Suprema de Israel reconheceu que eles eram discriminados.

Quando olhamos para os dois territórios palestinos, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, o quadro é ainda mais terrível. O famoso muro, erguido em 2000, foi sentido pelos palestinos como uma camisa-de-força mortífera com o fim de privá-los de seus campos e poços, para sufocá-los lentamente, matá-los sem muito ruído. Para eles, o objetivo do muro é tornar impossível o retorno dos palestinos às terras das quais foram espoliados.

A isso tudo se juntam os tiroteios, os foguetes, às vezes as bombas. Na quarta-feira, quatro palestinos foram mortos em Gaza. Desde o início das negociações de paz projetadas por Bush em novembro, 467 palestinos foram mortos (bem entendido, a essas acusações os israelenses replicam que foram os palestinos que começaram. Mas hoje fazemos eco das palavras dos palestinos, e não dos israelenses).

Os palestinos são vítimas de uma perseguição similar àquela sofrida pelos judeus nos tempos infames de Hitler. Gaza é “um campo de concentração”. O bloqueio paralisa a região. A vida ali é desumana. Para os palestinos, trata-se de um holocausto cometido pelos antigos mártires judeus.

O estranho é que essas acusações também são feitas por judeus europeus. Em Londres, cem personalidades judaicas assinaram um texto, publicado no jornal The Guardian, em que afirmam: “Nós não celebraremos o aniversário de um Estado criado tendo como base o terrorismo, os massacres e a espoliação das terras de outras pessoas. Um Estado que procede à limpeza étnica e inflige uma monstruosa punição coletiva à população civil de Gaza. É tempo de reconhecer o preço pago por um outro povo pelo anti-semitismo europeu e o genocídio hitlerista.”

* Gilles Lapouge é correspondente em Paris

09/05/2008 - 13:19h Agripino, um amador na inquisição

Recomendo vivamente ler este post de Sergio Leo na integra. Um pedaço da história de latino-américa e do Brasil esta resumida no conteúdo deste artigo. Um bom momento para lembrar que o deputado Agripino Maia, o representante do DEM, ex-PFL, ex-Arena, guarda uma claríssima continuidade com os métodos que defendia no passado. Ele se “saiu mal” porque na sua pergunta mostrou sua identificação com aqueles que também acusavam Dilma Roussef de mentirosa: seus torturadores. Ele ecoou aquele famoso “vamos acabar com essa raça do PT”, do seu correligionário de partido. Eis o que está no coração destes lideres do DEM. LF

Sitio de Sergio Leo

Com essa, nem a Dilma Roussef contava, e os jornais hoje comentam que foi um sucesso a aparição dela para explicar o vazamento de dados sobre despesas no governo FHC, em parte porque ela já saiu marcando gol, graças a uma jogada desastrosa do adversário. O adversário, no caso, era o deputado demo Agripino Maia, e a jogada foi acusar Dilma de mentir, porque ela mesma admitiu que mentiu aos torturadores que a pegaram quando estava na guerrilha. A história está nos jornais; Dilma saiu muito bem e o senador derrapou porque não se tocou com o fato de que eram torturadores aqueles para quem Dilma mentiu (como não ligou para o fato de que seu partido nos anos 70 e 80, a Arena, tinha nos torturadores um apoio no exercício do poder). Agripino deve ter ficado impressionado com a segurança da Dilma, em uma histórica entrevista para o Luis Maklouf de Carvalho, em que a hoje ministra teoriza sobre como mentir em interrogatório:

Pergunta - Como era essa história de mentir diante da tortura?
Dilma - A gente tinha que fazer uma moldura e só se lembrar da moldura, da história que se inventava, e não saía disso. Tinha que ter uma história. Na relação do torturador com o torturado a única coisa que não pode acontecer é você falar “não falo”. Se você falar “não falo”, dali a cinco minutos você pode ser obrigado a falar, porque eles sabem que você tem algo a dizer. Se você falar “não falo”, você diz pra eles o seguinte: “Eu sei o que você quer saber e não te direi”. Aí você entrega a arma pra ele te torturar e te perguntar. Sua história não pode ser “não falo”. Tem que ser uma história e dali para a frente você não sabe mais nada, não pode saber.
Pergunta - É um jogo difícil.
Dilma - É uma arte. A dificuldade é convencê-lo de que você não sabe mais do que aquela moldura. Não é um jogo só de resistência física, é de resistência psíquica. Até porque uma das coisas que você descobre é que você está sozinho.

“Peguei a mentirosa”, deve ter pensado o senador, que fez pouco caso ou não leu o resto da conversa. Que resto. Torna de uma monstruosidade tacanha usar essa história como arma política para atacar qualquer pessoa:

(more…)

19/04/2008 - 05:30h MAIO 68 - Contestação mundial

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JOSEP RAMONEDA - El País

La efervescencia revolucionaria de 1968 terminó con diferentes derrotas, pero dejó la prevalencia de la cultura de la sospecha y la autonomía del individuo. Cuarenta años después de aquella revuelta civil protagonizada por los jóvenes, el reto de la sociedad global es recuperar las actitudes que permitan enfrentarse a las nuevas formas de autoritarismo.

1 La efervescencia revolucionaria

El 68 fue en diversos lugares del mundo un año de efervescencia revolucionaria. La expresión es de Claude Lefort y me parece que define mucho mejor la realidad de los hechos que la palabra revolución. Ni en Berkeley, ni en Tokio, ni en Roma, ni en Berlín, ni en París, ni en Varsovia, ni en México, por citar los principales escenarios de aquella movida, estuvo en juego el poder político ni su ocupación entraba realmente en las expectativas de quienes llenaban las calles con sus protestas. La única excepción fue Praga, pero no se trataba de un proyecto revolucionario sino de un proceso de cambio desde el poder. Y fue la contrarrevolución ?la ocupación del país por los tanques del Pacto de Varsovia, dirigida desde el Kremlin la que echó a los que pretendían que el socialismo evolucionara hacia formas democráticas, en sintonía con los ciudadanos.

A lo sumo podría hablarse de revolución cultural, como hizo Fernand Braudel, en la medida en que los tres ámbitos principales de la cultura ?la familia, los media y la enseñanza sufrieron una sacudida que les cambiaría profundamente. La gran movida fue breve y en la mayoría de los lugares se impuso el retorno al orden, la reacción restauradora. De forma brutal en Polonia y en Checoslovaquia, de forma democrática en Occidente: basta recordar que en junio el general De Gaulle arrasó en las urnas y en noviembre, Nixon gana las elecciones en Estados Unidos. La revuelta por tanto se saldó con un fracaso. Pero se había puesto en marcha un proceso, lento pero imparable, de cambio de costumbres y modos de vida, cuyos efectos políticos y legales se fueron concretando lentamente. Hoy todavía se está dando cuerpo jurídico (en España en la pasada legislatura, por ejemplo) a derechos y libertades que tienen su origen en aquel impulso. El año 1968 fue el inicio de la transición liberal que culminaría en el año 1989 con la caída de los regímenes de tipo soviético. Después vino la revolución conservadora que ha hecho de la supuesta herencia de mayo el enemigo a batir. Con la cristalización de una nueva hegemonía autoritaria se cierra, a los cuarenta años de su inicio, el paradigma que entonces se abrió.

2 La dimensión universal

Aquella efervescencia revolucionaria mundial tenía obviamente peculiaridades específicas en cada lugar. En plena guerra fría, con el mundo dividido en dos bloques, la gran contestación se enfrentaba a dos formas de poder, el imperialismo americano y el imperialismo soviético. De modo que distintas eran las formas de opresión contra las que se movilizaban unos y otros y distintas eran las condiciones en que la agitación se producía. El periodista polaco Adam Michnick, en una entrevista en Le Monde, lo explicaba así: Los eslóganes que se gritaban en La Sorbona o en Berlín oeste estaban dirigidos contra el capitalismo, la sociedad de consumo, la democracia burguesa y también contra Estados Unidos y la guerra de Vietnam. Para nosotros era una lucha por la libertad en la cultura, en las ciencias, en la memoria histórica, por la democracia parlamentaria y, en fin, especialmente visible en Checoslovaquia, contra el imperialismo soviético, no el americano.

Muchas de aquellas movidas tuvieron su origen en el mundo universitario. Así fue en Berlín, donde desde el año anterior se habían producido múltiples acciones estudiantiles por la reforma de la Universidad, contra la gran coalición que gobernaba Alemania y contra la guerra de Vietnam. Un grave incidente, la muerte de Benno Ohnesorg a tiros de un policía, durante una manifestación, el 2 de junio de 1967, radicalizó el proceso. Los estudiantes lanzaron una dura campaña contra los medios de comunicación del grupo Springer a los que acusaron de manipular los hechos: la prensa entraba en el campo de visión de los contestatarios. Un año más tarde, en abril de 1968, el principal líder del movimiento, Rudi Dutschke, sufrió un atentado perpetrado por un joven ultraderechista, Josef Bachman.

En México, también fueron los estudiantes con voluntad de liberalizar el mundo universitario los que protagonizaron las movilizaciones que acabarían trágicamente el 2 de octubre del 68 con la matanza de la plaza de Tlatelolco, en vigilias de los Juegos Olímpicos. Nunca se ha sabido el número de personas que murieron allí, cuando un Batallón Olimpia progubernamental empezó a disparar contra la multitud. También en Estados Unidos, los estudiantes del campus de Berkeley tuvieron un protagonismo destacado en una movida de carácter contracultural. Pero la guerra de Vietnam y la cuestión de los derechos civiles desbordaron en mucho el ámbito universitario. En 1964, bajo la presidencia de Lyndon Jonson, se aprobó la Civil Rights Act, que reconocía a los negros los derechos de los que estaban desposeídos. Fueron años en que las organizaciones proderechos civiles adquirieron mucha fuerza en la lucha por los derechos de las minorías. Pero el 4 de abril de 1968, Martin Luther King fue asesinado por James Earl Ray en Memphis, un atentado que nunca ha quedado plenamente esclarecido. El 17 de octubre, en los Juegos Olímpicos de México, los atletas americanos Tommie Smith y John Carlos, medallas de oro y bronce en doscientos metros lisos, al subir al podio levantaron el puño con un guante negro, mientras sonaba el himno americano para manifestar su pertinencia al Black Power.

Por supuesto, en París fue la Universidad, Nanterre, concretamente, el motor de la movida por cuestiones que tenían que ver con la liberalización de las costumbres. Las primeras protestas fueron contra la separación de sexos en las habitaciones de la residencia de estudiantes. El 22 de marzo la ocupación de la Universidad acabó con una acción disciplinaria contra algunos líderes estudiantiles. Ante un tribunal universitario, según ha relatado Alain Touraine, que ejerció de defensor, se dio este diálogo entre el presidente y Daniel Cohn-Bendit:

¿Estaba usted el 22 de marzo en la Facultad?

No, no estaba en la Facultad.

¿Dónde estaba entonces?

En mi casa.

¿Y que hacía usted en su casa a las tres de la tarde?

Hacía el amor, señor presidente, algo que a usted seguramente no le ha ocurrido nunca.

Después el movimiento iría creciendo, ocupó La Sorbona, se hizo fuerte en las calles y callejuelas del Barrio Latino, consiguió la alianza con los trabajadores que dio lugar a una huelga general sorpresa y a la gran manifestación del 13 de mayo.

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Incluso en Polonia, el origen de las movilizaciones estuvo en los estudiantes y los intelectuales. Fue la suspensión de la representación teatral de una obra de Adam Mickiewicz, el más reconocido de los autores polacos, en el Teatro Nacional de Varsovia, la que desencadenó un movimiento contra la dictadura comunista que fue liquidado en tres semanas con una fuerte represión.

Pero con todas sus peculiaridades y diferencias, había un doble factor común a casi todas estas contestaciones, que es el que permite hablar de una gran contestación liberal: la crítica al autoritarismo y el antisovietismo. Y una doble novedad: el protagonismo de los jóvenes y el carácter civil alejado de las estructuras de poder de la revuelta.

3 El nuevo sujeto político

Por primera vez, los jóvenes, en diversos lugares del mundo asumían el papel de sujetos del cambio social. Sin duda, tiene ello que ver con el bienestar de los años de posguerra, con la demografía que consolidaba la juventud como un periodo singularizado de la vida y con la extensión social de la enseñanza superior. Casi todas las movidas del 68 tienen en las universidades su punto de partida. Casi todas ellas eran la reacción frente a formas cristalizadas de autoritarismo.

Hay cierta tradición filosófica que explica la sociedad como un compuesto de tres partes: el ámbito familiar (la vida privada); el espacio intermedio en que los individuos tejen relaciones e intercambian mercancías e ideas (lo que se acostumbra a denominar como sociedad civil) y el ámbito del poder político (el espacio público por antonomasia). La contestación del 68 fue un intento, desde este espacio civil intermedio, de romper la presión asfixiante de un espacio familiar y un espacio político claramente retardatarios, que empezaban a ser un obstáculo para el desarrollo de las sociedades modernas. Estados Unidos y Europa vivían momentos de expansión económica. Una generación de jóvenes se encontraba ante la posibilidad de pensar en algo más que los problemas de subsistencia, pero chocaba con una cultura y unas costumbres muy rígidas a derecha e izquierda (la moral de la cultura comunista, incluso en Europa occidental, no era menos restrictiva que la moral de la cultura conservadora). Las universidades crecían y se masificaban y el choque entre los estudiantes y el viejo orden académico era inevitable. La sociedad cambiaba pero el mundo familiar y el mundo político se regían por normas cada vez más obsoletas. Los estudiantes buscaban crear espacios libres donde romper los esquemas de la moral dominante. El Barrio Latino parisino se convertía así en una metáfora topológica: un lugar común en el que cada cual pudiera actuar con plena autonomía. La contestación terminó mal en todas partes, pero la liberalización de las costumbres, la desjerarquización de las relaciones sociales y la consolidación de los movimientos en defensa de los derechos civiles no dejaron de hacer camino desde aquel momento.

Es verdad que en las movidas europeas había un importante componente anticapitalista en el discurso y una empanada ideológica en la que coincidían los acentos libertarios con diversas familias de extrema izquierda, desde el trotskismo hasta el maoísmo, con discursos situacionistas y con muchas dosis de espontaneísmo crítico. Pero el principal elemento común era el antiautoritarismo, en todos los ámbitos: familiar, social y político. Lo que se traducía en una desconfianza en las instituciones, empezando por el Estado. Naturalmente, en los países comunistas el antiautoritarismo apuntaba directamente a los regímenes de tipo soviético y el marco de la contestación era la respuesta desesperada a la opresión totalitaria. Pero en Europa occidental, donde la revolución, como dijo Raymond Aron, tenía algo de quermés, el antisovietismo acompañaba al discurso anticapitalista, especialmente en aquellos países en que los partidos comunistas eran muy fuertes como Italia y Francia y se les consideraba parte del mismo establishment retardatario contra el que iban las movilizaciones. En ambos países, los partidos comunistas jugaron un papel fundamental en la restauración del orden.

4 Las derrotas

La contestación terminó mal en todas partes. Si de una revolución convencional se hubiese tratado, habría que decir que la derrota fue total y absoluta. Puesto que distintas eran las circunstancias, distintas fueron las derrotas y sus consecuencias.

En los países del Este se impuso la represión. Pero en Varsovia, aunque el movimiento fue desmantelado en sólo tres semanas, aquellas movilizaciones están en el inicio de lo que después sería el sindicalismo cristiano tan decisivo en la caída del régimen comunista. En Checoslovaquia, el retroceso fue extraordinario. La sustitución de Dubcek por el colaboracionista Husak un año después de la entrada de los tanques impuso una brutal normalización que hundió al país en una especie de purgatorio. Pero Checoslovaquia era realmente diferente de los demás porque allí sí que lo que estaba en juego era el poder, el intento de transformar el socialismo iniciado por un grupo de dirigentes comunistas.

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En Estados Unidos, la tensión se desplazó a la guerra de Vietnam. 1968 fue el año de la matanza de My Lai. La tremenda herida, todavía hoy no suturada, del desastre de Vietnam marcó un par de generaciones americanas. La movilización universitaria perdió fuerza y los movimientos de derechos civiles también. La victoria electoral de Nixon cerró las esperanzas de una década que había empezado con el optimismo kennedyano. Los setenta fueron años muy amargos en Norteamérica.

Los acuerdos entre el Gobierno y los sindicatos dinamitaron Mayo del 68 en Francia al sacar a los trabajadores de la movida. La derecha ganó arrolladoramente las elecciones, después de una masiva manifestación de apelación al orden en cuya primera fila resulta todavía hoy llamativa la presencia de un rebelde convertido al gaullismo como André Malraux. De Gaulle, herido de muerte, se fue un año más tarde. Y con él quizás el símbolo más imponente de la vieja cultura social y política. Una parte de los jóvenes de Mayo alimentó a los partidos de extrema izquierda, que todavía hoy tienen presencia electoral en Francia. Algunos grupúsculos desaparecieron pronto, como los encuadrados en el delirio maoísta, pero nos dejaron la imagen de Sartre inculpado por vender La Cause du Peuple y una frase memorable del general De Gaulle: ?No se puede condenar a Voltaire?. Otros buscaron la ruptura con la sociedad en el mundo rural, donde todavía quedan restos de las comunas de la época. La violencia política no cuajó. Action Directe, el grupúsculo terrorista más importante, tuvo vida efímera. La mayoría se incorporó paulatinamente a la normalidad democrática.

Donde el día después resultó más doloroso fue en Alemania y, especialmente, en Italia. En Alemania, la Baader-Meinhoff puso el terrorismo en escena, aunque fue un fenómeno limitado a un número pequeño de personas. Italia viviría la experiencia de los años de plomo, en que la violencia de extrema izquierda y de extrema derecha hizo estragos en una espiral que degradó profundamente la vida civil y alcanzó las tripas del Estado italiano, ya por sí muy corrupto.

La matanza de la plaza de las Tres Culturas de México fue en cierto modo el anuncio de una enorme contracción autoritaria en América Latina.

5 Las herencias

La gran contestación del 68 fue una sorpresa. Había una cierta sensación de estancamiento, de inmovilismo, en la Europa de las treinta gloriosas, un balneario protegido por el paraguas nuclear de la guerra fría. De maneras distintas, Daniel Bell y Herbert Marcuse habían advertido sobre la capacidad del sistema de integrar sus contradicciones. El desenlace de la efervescencia revolucionaria del 68 confirmó sus hipótesis. El sistema fue perfectamente capaz de asumir, trillar y triturar aquella negatividad que por unos meses alimentó el sueño del gran cambio. Y el proceso de liberalización que se puso entonces en marcha siguió caminos a veces contradictorios y, a menudo, lejanos de aquel impulso inicial. El discurso del 68 tenía mucho de libertario y de crítico con el Estado, más tarde la crítica del Estado, en manos de los liberales conservadores que pusieron en marcha la revolución de los ochenta y noventa ésta sí que concernía directamente a la conquista del poder se convirtió en desprestigio y debilitación del Estado en lo económico y en despliegue del control social en lo político.

La amalgama ideológica era tal que se hace difícil establecer los referentes ideológicos de aquellas movidas. Las apelaciones al marxismo, al trotskismo y al leninismo eran abundantes. Pero fue significativo el énfasis en la relación entre sexo, psicología y política que llevó a nombres como Freud o Reich. También el situacionismo tuvo su voz. Y en América cuajó la vía contraculturalista que acompaña a la cultura hippy. Herbert Marcuse por sus análisis de la relación entre economía, tecnología, cultura y subjetividad y por su crítica al marxismo ortodoxo fue considerado uno de los referentes. Raymond Aron habla de Les heritiers, de Pierre Bourdieu, como libro de cabecera de la movida francesa. También de la noción de grupo de fusión de la Crítica de la razón dialéctica, de Sartre. En cualquier caso, los filósofos de la sospecha, el trío Marx-Freud-Nietzsche, articularon, especialmente en Francia, buena parte del pensamiento de la época.

Aquella experiencia marcó a la generación de los que el año 1968 rondábamos la veintena. Por un lado, pesó sobre nosotros lo digo así, porque es mi generación el habernos autoungido como la generación moderna por excelencia. Ha costado entender que el tiempo pasa para todos y que la patente de modernidad no tiene dueño. Por otra parte, la pulsión antiautoritaria probablemente la mejor herencia de aquellos años también generó monstruos. He dicho, a veces, que fuimos mucho mejores hijos en la medida en que supimos plantar cara a nuestros padres, que padres, en la medida en que no hemos osado plantar cara a nuestros hijos. Con nuestra actitud y la potencia integradora de las contradicciones que el capitalismo tiene, les hemos dejado sin espacio para la transgresión. Otros perdedores, víctimas de cierta frivolidad que acompañó a la contestación, de los que nunca se habla, son la generación de la droga, los que pensaron que la fiesta continuaba en la heroína y lo pagaron con la vida.

El paradigma que se abrió hace cuarenta años con la contestación de las formas de autoridad dominantes, a uno y otro lado de la guerra fría, se ha agotado. La transición liberal culminó con el hundimiento de los sistemas de tipo soviético y con la fantasía de que el triunfo de la democracia liberal significaba el fin de la historia. Después vino la restauración conservadora que se estrelló en la guerra contra Irak tras imponer el discurso de la seguridad como forma del autoritarismo en la sociedad de la información. Como ha escrito Fred Halliday, la invasión norteamericana de Irak en 2003 supuso para los ideales y para la legalidad de la intervención humanitaria lo mismo que supuso la invasión de Hungría en 1956 y de Checoslovaquia en 1968 para el comunismo internacional?. Un ciclo se cierra.

Para mí, lo mejor de la herencia del 68 es la cultura de la sospecha, la actitud que consiste en poner siempre en cuestión cualquier enunciado que se nos ponga por delante y no dar nunca por definitivas las ideas recibidas; y el acento libertario, la autonomía del individuo frente a todas las promesas comunitaristas, culturales o religiosas. Cuarenta años después estas dos actitudes se echan de menos a la hora romper las nuevas formas de autoritarismo basadas en el triángulo que forman la seguridad como ideología, la competitividad como principio de vida y el sálvese quien pueda como destino.

04/11/2007 - 10:10h Botero Sees the World’s True Heavies at Abu Ghraib

In a series of paintings and drawings, artist Fernando Botero reflects on the 2004 prisoner abuse scandal at Iraq's Abu Ghraib prison.
In a series of paintings and drawings,
artist Fernando Botero reflects on the 2004
prisoner abuse scandal at Iraq’s Abu Ghraib prison.

 

By Erica Jong

Special to The Washington Post
Sunday, November 4, 2007

When we think about the Colombian artist Fernando Botero, most of us visualize his roly-poly people flaunting their fat, their fashionable headgear, their cigarettes and cigarette holders, their excess. I never thought of these as political images until I saw Botero’s Abu Ghraib series in which hooded men dangle, upside down, and hideous dogs claw and growl at manacled prisoners arranged into pyramids and bleeding on each other.

Held by their hair, their hands, their manacles, the prisoners seldom come face-to-face with their torturers. They are beaten by hands outside the picture frame, urinated on by men whose faces rarely appear. A bound prisoner wears red panties and a bra — obviously against his will. The torture is anonymous and masked. Even the prisoners are masked so the torturers cannot be identified. But Botero knows who they are. They are the same fat people whose antics he has previously appeared to delight in.

As a result of this astonishing series of drawings and paintings, we know he was not celebrating these people, only waiting for an opportunity to show their true nature. They are cannibals who feed off their brothers. They deal in the anguish of human flesh.

Fernando Botero, whose Abu Ghraib pictures will be on view at American University starting this week, read about the torturers of Abu Ghraib in the New Yorker, and made his own record of the horrors. He did not invent anything that was not described, but because he is an artist, we feel the terror of the tortured rather than the gloating of the torturers — so present in the photographs they took of themselves at play in the blood of others.

Botero calls art “a permanent accusation,” but his Abu Ghraib series seems to me more than an accusation. Rather, it constitutes a complete revision of whatever we have previously thought of Botero’s work. (He refuses to sell these works because he doesn’t want to profit from the pain of others. He plans to donate them to museums.)

What is this need people have to abuse each other, then boast about it? What is this need to make others powerless before them, to see them bleed and scream and beg for mercy? Psychologists theorize that torturers are repeating their infantile impotence by inflicting it on others. That seems glib to me. Empathy is a rare human quality, but it is essential to our humanity.

But American torture is different from other tortures because of the high opinion we have of our country and ourselves. Torture is something others do. We are above that. We are reasonable people governed by a great Enlightenment document we call The Constitution. We help, not hurt people all over the world. It is the incongruity of our image of ourselves versus the reality of our behavior that stings most.

Botero’s Abu Ghraib series has been shown before, but never in Washington. It is a moment: The people who got us into Abu Ghraib can contemplate what went on there.

I dare them to look at these images and be unmoved.

The series’s entry into the visual world has not been easy. In the Bay Area, they were shown not in a museum, but in a library at the University of California at Berkeley. Still 15,000 people saw them.

Susan Sontag wrote that the Abu Ghraib photographs showed “the reigning admiration for unapologetic brutality.” Is this true?

I doubt it. I think that most of the people who see these Botero images will be as horrified as I am. Complicity in torture is invisible to most people. They do not know what they can do to prevent it — hence their passivity.

Botero, inspired by Picasso’s “Guernica,” broke through his passivity by making these works. Many people have contrasted them with his supposedly “happy” fat people. I don’t think Botero’s fat people are happy at all. I think they are also political — the haves fattening on the invisible have-nots.

“The whole world and myself were very shocked that the Americans were torturing prisoners in the same prison as the tyrant they came to remove,” Botero said to the San Francisco Chronicle. “The United States presents itself as a defender of human rights and of course as an artist I was very shocked with this and angry. The more I read, the more I was motivated. . . . I think Seymour Hersh’s article was the first one I read. I was on a plane and I took a pencil and paper and started drawing. Then I got to my studio and continued with oil paintings. I studied all the material I could. It didn’t make sense to copy, I was just trying to visualize what was really happening there.”

What will be our reaction to his visualization? Will we continue in passivity? Will we deny that such horrors still take place? Or will Botero’s art have the power to change us?

We might also ask what power art can have in general. Did Goya stop cruelty in his time, or Picasso in his? No. But the role of the artist in raising our consciousness and bearing witness is essential. The artist makes us open our eyes to our own cruelty, our own passivity, our own indifference.

For that alone, his witnessing matters.

I am looking at another recent work by Botero in which a roly-poly woman is stuffing her face with an apple as if she were a Christmas pig. Before the Abu Ghraib series I would have shrugged off this image. Now I see all Botero’s work as a record of the brutality of the haves against the have-nots. I would be surprised if the Abu Ghraib series of images did not completely change our view of Botero as an artist.

Novelist, poet and nonfiction writer Erica Jong wrote a catalogue essay for the Milan exhibition of Botero’s Abu Ghraib pictures and has a Botero sculpture of Eve with a snake and an apple in her apartment in New York. Her most recent book is “Seducing the Demon: Writing for My Life.”

If you go: “Fernando Botero: Abu Ghraib” opens Tuesday at the American University Museum at the Katzen Arts Center, at the intersection of Massachusetts and Nebraska avenues NW. Through Dec. 30. Open Tuesday-Sunday 11 a.m.-4 p.m. Free. 202-885-1300.

25/10/2007 - 13:08h Terceirização

por Luiz Fernando Verissimo

Quem diz que nunca houve matança sistematizada de judeus, ciganos e incapazes na Alemanha tem razão: Auschwitz, Treblinka, Sobibor e os outros campos de extermínio nazistas ficavam na Polônia. A Polônia anexada pelo Reich era uma extensão do solo alemão e os campos eram construídos e geridos por alemães, mas isto é detalhe para quem pretende a inocência pelo distanciamento formal. Os americanos que hoje levam suspeitos de terrorismo para serem interrogados em países onde a tortura é comum, longe dos Estados Unidos, também pretendem a absolvição pela geografia.

Tem-se discutido muito no Congresso, na imprensa e nos tribunais americanos os limites do permitido na busca da informação antiterrorista depois do 11/9, mas os escrúpulos quanto à tortura chegam atrasados. Torturar pela mão dos outros é uma prática antiga dos Estados Unidos, mais notoriamente — no que nos diz respeito — nas atividades da “School of the Americas” onde policiais e militares latino-americanos iam aprender métodos de interrogatório e contra-insurgência para combater o comunismo no continente.

A Escola das Américas chegou a ser chamada ironicamente de anexo da Escola de Chicago, produzindo técnicos em repressão para garantir os teóricos do neoliberalismo que saíam do Departamento de Economia da universidade onde o Milton Friedman era a estrela, para nos catequizar. É bom lembrar, nestes tempos de entusiasmo das platéias pelo fascismo contra o crime e de reacionarismo ostensivo e festejado, no que deu tudo aquilo.

Coisas como a “Operação Bandeirantes”, a aliança de empresários paulistas com policiais e militares na caça, literalmente, à esquerda, que deixou mortos e mutilados por toda parte — menos, aparentemente, na consciência dos responsáveis, ou, presumivelmente, no livro de realizações dos formandos da Escola das Américas. Que continua no mesmo lugar, Fort Benning, na Geórgia, agora com o nome mais específico de Instituto de Cooperação para a Segurança do Hemisfério Ocidental. Não se sabe se o currículo ainda é o mesmo.

Do Iraque chega a notícia de outro exemplo de distanciamento remissor.

Neste caso, uma novidade — a terceirização da guerra. A ocupação do país está sendo um grande negócio não só para a Halliburton e outras empreiteiras superfaturadoras mas para empresas paramilitares, exércitos privados que substituem a tropa normal em certas tarefas e que já têm quase tanta gente no Iraque quanto o exército regular, com contratos milionários.

Há dias uma dessas empresas, a Blackwater, que pertence a um conhecido financiador das campanhas do Bush e do Cheney, se viu envolvida na morte de civis iraquianos.

A Blackwater não está sujeita nem às leis do Iraque, nem às leis dos Estados Unidos e nem aos estatutos militares americanos. Só precisou pedir desculpas.

03/10/2007 - 17:57h La gauche mexicaine cherche une stratégie, par Joëlle Stolz

L‘irruption tonitruante, sur la scène politique mexicaine, d’une guérilla d’extrême gauche capable de réaliser des attentats dévastateurs pour l’économie a sonné l’alarme au sommet de l’Etat, déjà confronté aux narcotrafiquants. Mais elle ébranle aussi une gauche tiraillée entre un courant qui veut négocier son appui aux réformes du président Felipe Calderon, et un autre qui maintient une ligne de rupture avec le gouvernement conservateur. L’explosion, les 5 et 10 juillet, puis avec plus d’ampleur le 10 septembre, de charges placées à des points vulnérables des canalisations de la Pemex, la société nationale d’hydrocarbures, a été revendiquée par l’Armée populaire révolutionnaire, l’EPR.

Apparu en 1996, l’EPR est l’héritier d’un mouvement plus ancien, le Parti révolutionnaire ouvrier clandestin-Union populaire, que l’on soupçonne d’avoir abattu des militants qui avaient renoncé à la lutte armée. Ces dernières années, l’EPR ne s’était manifestée que par des communiqués et des bombes rudimentaires, déposées dans des lieux publics à des heures où elles ne risquaient pas de faire de victimes.

La crise déclenchée par le scrutin présidentiel du 2 juillet 2006 - la gauche refusant de reconnaître la victoire de M. Calderon - a remis sur le pied de guerre la petite dizaine d’organisations clandestines qui coexistaient au Mexique, dans les Etats déshérités d’Oaxaca et du Guerrero, ainsi qu’autour de la capitale. Après l’étouffement par les forces fédérales de la “Commune d’Oaxaca”, fin novembre 2006, elles ont fait le constat que “la voie pacifique” pour une transformation de la société semblait “définitivement bloquée”. Le conflit d’Oaxaca reste un foyer mal éteint : l’EPR présente sa nouvelle offensive comme une réaction à la disparition de deux de ses membres, fin mai à Oaxaca, et désigne comme responsable le gouverneur de cet Etat, Ulises Ruiz.

Les attentats de l’été, commis dans les Etats centraux de Guanajuato et de Queretaro, puis dans celui de Veracruz, sur la côte atlantique, indiquent un changement d’échelle. Jamais l’EPR n’avait agi si loin de ses bases ni fait preuve d’une telle sophistication. Ce saut qualitatif a nourri bien des hypothèses, depuis des complicités à l’intérieur de la Pemex jusqu’à une opération de la CIA pour “déstabiliser” le voisin immédiat des Etats-Unis - sans doute la dernière chose que souhaiterait Washington -, en passant par une diversion favorable aux “narcos”.

Selon une source proche des enquêteurs, les récents attentats, réalisés avec des explosifs disponibles dans le secteur de la construction, portent la patte de l’EPR, même s’ils supposent un entraînement spécial. Par des membres de l’ETA basque réfugiés au Mexique ? Des guérilleros colombiens ? D’anciens militaires mexicains ? L’unique certitude est l’impact obtenu : pas un blessé, mais un maximum de dégâts matériels, entraînant pendant une semaine une baisse de 25 % de l’approvisionnement en gaz et la paralysie de milliers d’entreprises, jusqu’aux usines sidérurgiques de la côte pacifique. L’EPR y a gagné en notoriété, notamment auprès des secteurs de l’opinion qui croient que seule la lutte armée peut aboutir à un réel changement, soit 15 % des Mexicains, selon un sondage de 2006. Même s’il faut relativiser aujourd’hui ce chiffre, il révèle un réservoir de sympathie pour la guérilla parmi ceux qui avaient voté pour le candidat présidentiel de la gauche, Andrés Manuel Lopez Obrador, dit “Amlo”.

Signe des temps, l’Armée zapatiste de libération nationale, l’EZLN du “sous-commandant” Marcos, en net retrait depuis plus d’un an, a exprimé sa solidarité avec l’EPR tout en dénonçant avec virulence la gauche “institutionnelle, qui n’est qu’une droite honteuse”, et la complicité de celle-ci, au Chiapas, avec le harcèlement des communautés zapatistes. “Amlo”, qui sillonne le pays pour fédérer les mécontents, a réitéré son attachement à une opposition non violente. Se gardant de l’attaquer, l’EPR a concentré ses critiques contre la présidente de la Chambre des députés, Ruth Zavaleta, membre comme “Amlo” du Parti de la révolution démocratique (PRD), mais figure de proue du courant prêt à composer avec le gouvernement. Le fossé se creuse entre une gauche institutionnelle, engagée dans la dynamique du travail parlementaire, et la base “lopezobradoriste” qui l’accuse de “traîtrise”.

CONTRE LES “CHUCHOS”

La première, autour du courant Nouvelle Gauche, dit des “Chuchos”, domine la direction nationale du PRD, et contrôle les groupes parlementaires fédéraux (Sénat et Chambre des députés) et l’Assemblée législative de la capitale. Elle se targue d’avoir négocié avec la droite, en échange de la réforme fiscale, une loi qui rogne l’influence des chaînes de télévision commerciale et autorise les candidatures indépendantes. Et elle a obtenu le remplacement des conseillers de l’Institut fédéral électoral, dont l’opposition avait blâmé la partialité durant la crise de 2006.

Mais ses adversaires viennent de lancer la bataille : c’est un proche d’”Amlo”, Alejandro Encinas, qui briguera contre les “Chuchos” la direction du PRD lors de son prochain congrès, en mars 2008. Il a reçu le soutien du maire de Mexico, Marcelo Ebrard, fort de l’énorme appareil de la capitale. Malgré tout, M. Encinas croit possible de préserver un front commun. Après l’élection frauduleuse du président Carlos Salinas en 1988, “le salinisme a réussi à incorporer des forces de gauche” à son projet de libéralisation économique, rappelle-t-il. “Je ne vois rien de tel aujourd’hui”, ajoute-t-il. M. Encinas minimise la demi-douzaine de défaites subies par son parti depuis un an dans des scrutins régionaux, la plus significative étant celle d’Oaxaca, où ses représentants se sont laissé corrompre par M. Ruiz, et où l’opposition a choisi l’abstention massive. Le PRD risque même de perdre, le 11 novembre, son bastion du Michoacan, fief de la famille Cardenas.

L’opposition voit surtout lui échapper une partie de son argumentaire, intégré à la rhétorique gouvernementale. M. Calderon a pris soin de se réconcilier avec Cuba et le Venezuela de Hugo Chavez, deux images sensibles pour la gauche. Le 21 septembre, il a asséné à des chefs d’entreprise médusés un discours stigmatisant les fortunes “construites sur le sang et la douleur de la moitié des Mexicains”, ou encore la “médiocrité” d’élites auto-satisfaites. Prise entre le feu de la guérilla et l’onction du langage présidentiel, la gauche mexicaine peine à arrêter une stratégie qui ne soit pas seulement la politique du pire : miser sur l’échec des réformes.

Joëlle Stolz

26/09/2007 - 09:59h Kirchner, muy duro con Irán: dijo que no colaboró en la causa AMIA

El Presidente les pidió “a todas las naciones del mundo” que intercedan ante Teherán para que colabore con los jueces que investigan el atentado. Cumplió así con la promesa que le había hecho a la comunidad judía.

NESTOR KIRCHNER, AYER, EN NUEVA YORK,
AL DAR SU ULTIMO DISCURSO COMO PRESIDENTE ARGENTINO
ANTE LA ASAMBLEA DE LAS NACIONES UNIDAS.


Walter Curia NUEVA YORK ENVIADO ESPECIAL CLARÍN
wcuria@clarin.com

En un escenario altamente sensibilizado por la amenaza de una nueva guerra en el Golfo Pérsico, el presidente Néstor Kirchner cumplió su compromiso con la comunidad judía argentina: denunció ayer a Irán ante la ONU por su falta de colaboración con la Justicia argentina en la causa que investiga el atentado contra la AMIA y pidió “a todas las naciones del mundo” que intercedan ante el gobierno de Teherán para que cumpla con ello.

En su último mensaje ante la Asamblea General -el quinto como jefe de Estado argentino- Kirchner despejó cualquier duda sobre la fortaleza con que asumiría ese reclamo. Los dos párrafos que siguen son textuales del Presidente:

“Quiero dejar sentado aquí, en el seno de las Naciones Unidas y ante el resto de los países del mundo, que hasta hoy, lamentablemente, la República Islámica de Irán no ha brindado toda la colaboración requerida por la Justicia argentina para el esclarecimiento de los hechos.”

“Esperamos que la República Islámica de Irán, en el marco del derecho internacional aplicable, acepte y respete la jurisdicción de la Justicia argentina y colabore eficazmente con los jueces argentinos para lograr el sometimiento a juicio de las personas imputadas en aquellos hechos.”

Kirchner repasó los últimos trámites de la causa judicial y reclamó a Interpol que ratifique su recomendación de noviembre pasado para dar prioridad a la captura internacional de cinco ciudadanos iraníes y un libanés sospechados de decidir y planificar el atentado. Irán apeló ante Interpol por la situación de sus ciudadanos, algunos de ellos ex diplomáticos. El organismo deberá definir su situación en su próxima asamblea en Marruecos, en noviembre próximo.

“Estamos pidiendo que la República Islámica de Irán colabore en la aplicación de las normas del derecho internacional para posibilitar arribar a la verdad. Nada más. Pero tampoco nada menos”, afirmó.

El mensaje de Kirchner fue seguido por representantes de organizaciones judías argentinas, especialmente invitadas por el Presidente a asistir a la Asamblea junto a la delegación oficial argentina. Kirchner mencionó que entre ellos estaban presentes un grupo de familiares de las víctimas.

El discurso fijó la posición de su Gobierno sobre una vasta agenda de cuestiones internacionales, con la que el Presidente pareció querer saldar cierta deuda personal con esos temas en sus cuatro años de gestión. Multilateralismo; la situación en Irak; la reforma de la ONU; las distorsiones en el comercio internacional, el cambio climático y la situación de los derechos humanos en el mundo estuvieron en su discurso.

Sin embargo, la cuestión iraní apareció como la de mayor potencia. Kirchner fue sucedido en el estrado por el presidente de Irán, Mahmud Ahmadinejad, que generó una situación de histeria colectiva desde su llegada el lunes a Nueva York.

Conviene rescatar una frase de su mensaje en farsí: Ahmadinejad habló de la llegada de un “dulce aroma de justicia” y una era de “brillo” para la humanidad, en la que “América y Europa se verán librados de las presiones ejercidas por los sionistas”. La senadora Cristina Kirchner y el canciller Jorge Taiana permanecieron en el recinto de la Asamblea mientras duró el discurso de Ahmadinejad.

Kirchner llegó hasta esta Asamblea en medio de presiones cruzadas de la comunidad judía argentina y el gobierno iraní sobre la cuestión AMIA.

Como anticipó este diario en los últimos días, la AMIA aumentó su demanda al Gobierno de un explícito reclamo a Irán, y llegó a poner en duda su presencia aquí. Del otro lado, el encargado de Negocios iraní en Buenos Aires, Mohsen Baharvand, advirtió en una entrevista con Clarín que un reclamo de Kirchner a Irán ante el mundo “sería interpretado como que la Argentina está a favor de la guerra”. La Cancillería citó al diplomático y le transmitió que consideraba “inaceptables” esas declaraciones.

Aún con la potencia del reclamo, fue visible la búsqueda de Kirchner de cierto equilibrio entre los reclamos a Irán y las posiciones tradicionales de la política exterior argentina, en medio de los vientos de guerra que sacuden el Golfo Pérsico.

Una alta fuente de la delegación argentina lo expuso de esta manera: “El Presidente no politizó el reclamo. Puso blanco sobre blanco el asunto y pidió algo. No veo, eso sí, cómo se nos responderá en la práctica”.

24/09/2007 - 13:37h Processos contra aéreas do 11 de setembro


Mais de um terço dos casos de processos abertos por parentes de vítimas dos atentados de 11 de setembro chegaram a termos de acordos com as companhias aéreas e as empresas seguradoras, a menos de uma semana do início das primeiras audiências finais sobre o caso. Quatorze dos 35 casos remanescentes, incluindo a ação aberta pela viúva de Patrick Driscoll, um dos passageiros do vôo United 93 - derrubado na Pensilvânia. O caso de Driscoll seria o primeiro a chegar a um tribunal, em uma audiência marcada para hoje. Donald Migliori, advogado da família e de outros impetrantes, afirmou que uma das exigências do acordo era a de justamente não revelar o valor do montante acertado como indenização.

O ponto essencial para o acordo sobre Driscoll foi a autorização do juiz que preside o caso para que fosse apresentada na corte a transcrição das gravações do Cockpit Voice Recorder dos momentos finais do United 93. Se o desespero dos passageiros tentando retomar o controle do jato, em poder do terrorista Ziad Jarrah, foi um décimo do que vi no filme de Paul Greengrass, são gravações horripilantes. O Boeing foi jogado verticalmente ao solo por Jarrah ao perceber que os passageiros iriam conseguir invadir a cabine.

De 21 casos remanescentes, três são relativos a passageiros do vôo American Airlines 11, e dois do United Airlines 175, que se chocaram contra as torres Norte e Sul do World Trade Center, respectivamente. Outros 15 casos são relativos a passageiros do American 77, que se chocou contra o Pentágono (algo que, pelas imagens que não canso de ver na internet, me parece inverossímil).

Inicialmente, 96 famílias processaram as companhias aéreas e as empresas de segurança a elas ligadas por terem permitido que os 19 terroristas comandados pelo saudita Mohammed Atta entrassem nos aviões com armas. Esse grupo optou por não fazer parte do fundo especial de compensação às vítimas criado pelo congresso americano. Ao todo, US$ 5,99 bilhões serão distribuídos entre 2.880 famílias de vítimas do atentado. Fonte Slot do JB

22/09/2007 - 20:48h Kirchner le exige a Irán que "respete el estado de derecho"

Es en respuesta a las críticas del encargado de Negocios de Teherán por la posibilidad de que el Presidente reclamara a su país en la ONU por el ataque a la AMIA. “Se tienen que contestar las rogatorias que se piden”, dijo el mandatario que esta noche viaja a Nueva York para hablar ante de la Asamblea del organismo.

El Gobierno salió hoy a defender el pedido que realizará ante la Asamblea de la ONU para que se esclarezca el atentado de la AMIA. El Presidente Néstor Kirchner, que esta noche viaja a Nueva York para participar de la Asamblea del orgnismo, le exigió a Irán que respete el “Estado de Derecho”. Las declaraciones son en respuesta a las críticas de Teherán ante la posibilidad de que el mandatario cuestionara a ese país por su falta de colaboración en la investigación.

“La convivencia de los países en el mundo hace necesario que se respete el Estado de Derecho”, dijo Kirchner a la agencia estatal Télam. Y agregó que “se tienen que contestar los rogatorias que se piden”, en referencia al cruce diplomático de los últimos días con Irán sobre la investigación del atentado a la AMIA.

“Así como defiendo fuertemente el multiralateralismo y rechazo fuertemente la invasión a Irak, también pido que entre todos los países la justicia pueda funcionar”, dijo el mandatario.

En tanto, el Gobierno citó al encargado de Negocios de Irán en Buenos Aires, Mohesen Baharvand, para transmitirle que la Argentina considera “inaceptables” las observaciones del diplomático en una entrevista a Clarín.

12/09/2007 - 00:25h Tribute in flowers September 11

 

 

The sixth anniversary of the Sept. 11, 2001 attacks was marked by ceremonies near ground zero in New York, at the Pentagon and in Shanksville, Pa. Firefighters in Lower Manhattan passed by a small reflecting pool where mourners placed flowers.

Photo: Pool photograph by Susan Watts