18/09/2009 - 15:08h “Uma nação em marcha”

Toda Mídia

NELSON DE SÁ – nelson.sa@grupofolha.com.br

Folha SP

O francês “Le Monde” publicou, com eco nos portais brasileiros, que Lula estava certo ao “prever com ironia” que no Brasil o tsunami da crise não passaria de marolinha, “vaguelette”.
O espanhol “El País” cravou o título “Brasil derrota a crise” e observou que “nem o proverbial otimismo de Lula foi capaz de prever recuperação tão rápida”.
E o site MarketWatch, do “Wall Street Journal”, postou uma longa análise sobre o avanço da JBS, da Petrobras, da Embraer, também da Bolsa e do PIB, citou até a Copa de 2014, para alertar que “os brasileiros estão chegando e eles estão comprando”. No título, “uma nação em marcha”.

(…)

E VEM INVESTIMENTO
Ontem no “WSJ”, “Investimento externo global deve crescer em 2010″, segundo a Unctad, órgão de comércio e desenvolvimento da ONU. “Países em desenvolvimento estarão entre os mais beneficiados. Brasil, Rússia, Índia e China vão atrair parcela cada vez maior.
Segundo o Valor Online, já no levantamento de 2008, também divulgado ontem pela Unctad, “Brasil sobe quatro posições”, passando Alemanha e Japão.

BOLSA TAMBÉM QUER
No mesmo “WSJ”, ontem, a breve reportagem “Bolsa do Brasil busca abrir as portas da região”, em acordos com congêneres nos países andinos Colômbia inclusive, mas não a Venezuela. Diz um diretor que o projeto é criar “um sistema de comércio com a Bovespa no centro”.

“THE PARTY’S BACK”
A Bloomberg deu no fim do dia que um banco de investimento avalia, como a Unctad, que o Brasil “verá mais entradas” de investimento. Comenta diretor: “Investidores têm memória curta, todos pensam que a festa voltou”. Ontem, a Bovespa caiu, em “realização de lucros”.


“BÉLGICA, SAIA DA FRENTE”
Em editorial e reportagem, a “Economist” elogia fartamente a atual gestão do FMI, que “Voltou dos mortos”, mas “ainda não está pronto para o futuro”.
Saúda as contribuições financeiras de “potências em alta como China, Índia e Brasil”, mas sublinha, sob o enunciado “Move over, Belgium”, que persiste o desequilíbrio. “Países ricos, sobretudo da Europa, têm poder desproporcional” em relação aos mesmos emergentes. “A Bélgica tem mais votos que o Brasil”, alerta, cobrando a mudança no encontro do G20, nos EUA.(…)

05/05/2009 - 08:53h V de vitória?

Toda Mídia

NELSON DE SÁ – FOLHA SP

nelsondesa@folhasp.com.br

Começou com blogs registrando à tarde que a Bolsa havia voltado aos 50 mil pontos. Daí para manchetes de sites e portais, noite adentro com números finais e enunciados como “salta” ou “dispara 6,59%” e “fecha acima dos 50 mil” e “no maior nível desde setembro”, com eco depois nos telejornais. Para a Folha Online, “a euforia veio da China”.
No “Financial Times”, o editor de mercados citou Brasil e outros para dizer que “os mercados acreditam que a China realizou de algum jeito uma recuperação em forma de V”. Bateu no fundo e voltou, como um “sinal de vitória” da China. Na reportagem, o “FT” destacou que as “exportações do Brasil saltaram” com a China. “Wall Street Journal” e Bloomberg também vincularam a reação à China.

PENSANDO BEM
Ato contínuo, “analistas esperam que o PIB do Brasil encolha menos do que haviam previsto anteriormente, pelos sinais de recuperação”, deu a Bloomberg. É o resultado de uma nova enquete do Banco Central nas finanças.

PERDAS APAGADAS
Na manchete on-line do “New York Times”, no final do dia, Wall Street “apaga as perdas de 2009 com salto das ações”. No “WSJ”, “sobe em 2009″. Para o “NYT”, “uma marca que era impensável” até semanas atrás.

DE VOLTA À CHINA

Na página 3 do “China Daily”, junto à reportagem sobre o pacote asiático contra a crise, “Visita do presidente do Brasil vai expandir vínculos”. Era uma entrevista com o embaixador Clodoaldo Hugueney, prevendo “resultados em todas as áreas, comércio, investimento, cooperação” -e dizendo que as reuniões entre os dias 18 e 20 abrem caminho para “um acordo de cinco anos”. A visita de 2004, sublinha o jornal estatal, foi seguida do “boom” no comércio. Mas o embaixador cobrou mais investimento, ainda “muito pequeno”.Leia a integra da coluna de Nelson de Sá na Folha de São Paulo

09/06/2008 - 08:47h Uma volta ao globo em oito notas

Toda Mídia

NELSON DE SÁ – nelsondesa@folhasp.com.br

Brics e a crise do Ocidente Jim O’Neill falou novamente. Dias atrás, à Folha, deu o Brasil como seu Bric favorito. Ontem, em fórum na Rússia, o criador do acrônimo declarou às agências que a crise financeira “definitivamente permite aos Brics se desenvolverem mais rápido“. Afinal, “esta é uma crise do Ocidente”, que ele entende apenas por EUA e Europa, “e a maior parte dos seis bilhões de pessoas do mundo não será afetada por ela”.
Sobre o clube Bric que Brasil, Rússia, Índia e China lançaram dias atrás, em encontro na mesma Rússia, opinou o economista do Goldman Sachs: “Espero que os líderes do Ocidente tenham prestado atenção àquele encontro e comecem a acelerar sua inclusão no G8 e no FMI… Penso que a falta de avanço do G8 e dos líderes ocidentais na mudança é realmente ruim e um dos maiores problemas no mundo, hoje”.

O FUNDO, AFINAL
O “Financial Times” publica hoje e já destacava ontem, no alto da home, entrevista em que Guido Mantega anuncia o fundo soberano do país, a ser enviado ao Congresso. Deve “começar pequeno”, mas crescer rapidamente para “US$ 200 bilhões ou US$ 300 bilhões em três a cinco anos” conforme “o petróleo começar a entrar”, referência a Tupi e os outros campos.
Sexta, no dia de recorde do petróleo, o Market Watch voltou a se aprofundar na “série de descobertas do Brasil”.

ADMIRADORES ETC.
De um lado, o “FT” adiantou ontem e publica hoje uma longa reportagem sobre como “o novo status do Brasil”, com o grau de investimento, “ganha admiradores”. Entrevista nos EUA uma série de fundos institucionais para retratar tais admiradores e as apostas de aplicação por aqui.
De outro, o site do mesmo “FT” posta nota de outro correspondente, dizendo que “um consultor de São Paulo” não identificado aposta que a valorização da moeda do país já teria atingido seu pico.

AGORA, A ESTRADA
Jornais britânicos ecoaram no fim de semana a multa que o Ibama aplicou em Johan Eliasch, o sueco “consultor de Gordon Brown” e dono de terras na Amazônia. Uma “fonte próxima” sem identificação disse à AFP que as provas do Ibama são “falsas, politicamente motivadas”.
Enquanto isso, um artigo ontem no “New York Times” abriu outra frente, apelando às fotos da tribo “isolada” do Acre para questionar “uma nova estrada” no Estado.

UM MÊS DEPOIS

jornalnacional.globo.com
 

William Bonner, ao noticiar o caso Alstom

Por qualquer razão, o “Jornal Nacional” deu o caso Alstom na sexta, exatamente um mês depois de sair em manchete no “Wall Street Journal”. Citou por fonte “a bancada do PT”. E nada de mencionar PSDB ou o governo paulista, só o Metrô, “sob suspeita” por um “contrato de 1994″. Não entrou na escalada de manchetes.
Sábado, mais Metrô. Fora da escalada e sem citar governo, o “JN” deu que o IPT culpa “sucessão de erros” pelas mortes na Linha Amarela.

“YEDA, DO PSDB”
Também o escândalo no Rio Grande do Sul chegou ao “JN”, enfim, no sábado. No caso, com escalada e menção a “Yeda, do PSDB” e seu vice “do Democratas”. Mas nada do PPS do chefe da Casa Civil, flagrado no áudio falando do financiamento de legendas via estatais gaúchas.

RS URGENTE
Nada, também, da oferta de “uma coisa concreta” ao vice, feita na mesma gravação. Para tanto, era preciso acompanhar o blog gaúcho RS Urgente, de Marco Aurélio Weissheimer, que dá o escândalo desde seus primeiros passos, ainda no ano passado. Está lá a oferta, em podcast.

APARÊNCIAS
O blog de José Dirceu, dado por todo lado como próximo das duas fontes das denúncias contra Dilma Rousseff, os petistas José Aparecido e Denise Abreu, citou pela primeira vez o caso Varig. Postou que “a Casa Civil” não perdoou a dívida da empresa, como noticiado, pois “não havia sucessão das dívidas”. Na aparência, defendeu Dilma.

17/04/2008 - 07:00h Brasil, uma potência global?

Toda Mídia

NELSON DE SÁ – nelsondesa@folhasp.com.br

Shutterstock/economist.com
 

Um oceano de petróleo? Enquanto Haroldo Lima se explica na manchete do site Vermelho, do PC do B, a “Economist”, a “Forbes”, a “BusinessWeek” tentam dar sentido à barafunda criada pelo diretor da Agência Nacional de Petróleo.
“Tem mesmo um oceano de petróleo no Brasil?”, pergunta-se a “Economist”, com a ilustração acima. As três revistas, em textos adiantados ontem nos sites, respondem em graus diferentes que tem, sim, muito petróleo. Mas deve demorar, é de difícil acesso. Não faltam referências ao país como uma “petropotência”.
E agências diversas, noticiando relatório do Credit Suisse, destacaram no fim do dia a avaliação de que o campo não é tão grande, mas “como parte de uma área maior ele pode, de fato, conter 33 bilhões de barris”.

UMA POTÊNCIA GLOBAL

guardian.co.uk
 

O britânico “Guardian” deu página para a “descoberta surpresa” que, destaca, “pode confundir os profetas do apocalipse do petróleo” -que vêem a produção em queda sem fim. E o espanhol “El País” deu em editorial que, se confirmado, o campo “fará do Brasil uma potência global”

31/03/2008 - 03:18h Tupi e mais tupi

Toda Mídia

NELSON DE SÁ – nelsondesa@folhasp.com.br

MAIS…
O “Washington Post” de ontem noticiou a conclusão de Elliott Gue, editor da “Energy Strategist”, que deu o petróleo em águas profundas como “a última fronteira” no setor e o Brasil como “um dos atores dominantes nos próximos anos”, com a descoberta da reserva de Tupi.
Segundo Gue, a Petrobras é “reputada amplamente como a estatal de petróleo mais bem gerenciada” e “está na dianteira de novo boom de produção”. Em suma, diz o “WP”, “fique de olho no Brasil”.

… E MAIS TUPI
Na mesma linha, Bloomberg e outras agências ecoaram no fim de semana que a Petrobras fez novo achado, agora “ao sul de Tupi”.

31/01/2008 - 11:14h É novamente a economia, estúpido

UOL teve a boa iniciativa de traduzir o artigo que reproduzi do Financial Times neste blog na terça-feira, em inglês. Graças a coluna do sempre antenado Nelson de Sá, TODA MÍDIA, na Folha de hoje, fiquei sabendo da tradução e estou postando ela aqui. Para quem quiser a versão em inglês é só clicar no link embaixo. No TODA MÍDIA têm outros links para a campanha nos EUA.

Terca-feira, 29/01/2008 – 19:45

Back to ‘the economy, stupid’: How a slowdown will influence America’s presidential contest

barack-obama-hillary-clinton.jpg

Este artigo vale a pena, apesar de cumprido e só acessível a quem lê inglês. Ele permite acompanhar a evolução do processo eleitoral norte-americano e sua relação com o impacto da crise econômica na população do pais. Ele reforça minha convicção que um presidente democrata será eleito em novembro, mas muito dependerá da mensagem sobre a crise. Por enquanto, se como mostra o artigo, os candidatos Republicanos estão fora da realidade, os principais candidatos democratas permanecem com posições vagas. Os Estados-Unidos vão precisar muito mais que generalidades e os eleitores estarão muito sensíveis aos efeitos da crise. LF

By Edward Luce

Toda Mídia

Nelson de Sá

É a economia, de novo

No capítulo de ontem, por TVs e sites americanos, europeus, brasileiros, saíram os quase figurantes John Edwards e Rudolph Giuliani, após nova derrota.
Ao fundo, como na análise “Retorna “é a economia, estúpido’”, do “Financial Times”, traduzida no UOL, vai se estabelecendo que a crise deve definir a eleição. O texto, ironizando o republicano John McCain por admitir que “economia não é algo que eu entenda tão bem quanto deveria”, arrisca que a desaceleração vai eleger um democrata. Outro texto, de um professor de Berkeley, diz que a classe média “não dá mais conta”, já exauriu os meios com que contornava os problemas econômicos no país, e olha “ansiosa” aos candidatos.

(mais…)