23/06/2009 - 18:50h Porque agora?

Reproduzo a seguir uma analise do jornalista Carlos Brickman sobre a crise no Senado. Cortei a nota na pergunta que ele faz, para convidar os leitores a formular as suas. Nos comentários o resto da nota de Brickman com a suposição dele.

“Não é difícil entender o que acontece no Senado: lá existe uma burocracia que se especializou em buscar benefícios para seus integrantes, de salários e vantagens ao prolongamento indefinido de sua permanência nos cargos. E, para que sua atividade não encontrasse obstáculos, mostrou sua boa vontade também aos nobres parlamentares. Foi de dinheiro a bens e serviços, de artifícios como os atos secretos para ocultar as irregularidades até nomeações à vontade, com bons salários. E, naturalmente, passagens aéreas para qualquer destino, bastando pedir.

Todos são culpados – dos burocratas que agiram à margem da lei aos senadores que, ocupando cargos de chefia, não fiscalizaram seu trabalho, passando pelos parlamentares que nunca estranharam os benefícios que recebiam com dinheiro público. E que ninguém diga que “não sabia de nada”: todos sabem que ter funcionários fantasmas é ilegal. Como alegar ignorância diante de uma funcionária que, recebendo do Senado, mora em outro país com a família?

A propósito, estamos todos escandalizados com o que ocorre no Senado. Mas existem no Brasil a Câmara dos Deputados, 27 Assembléias Legislativas, 5.563 Câmaras de Vereadores. Cada um tem sua burocracia – e seria espantoso se, em nenhuma dessas casas, os burocratas não tenham tido a mesma idéia de seus colegas do Senado. Existem também agências governamentais e empresas estatais da União, Estados e Municípios. O príncipe prussiano Otto von Bismarck costumava dizer que leis são como salsichas. É melhor não saber como são feitas.

O dono da bola

Agaciel Maia, nomeado para o comando da burocracia do Senado por José Sarney, exerceu o cargo por 15 anos. Começou a cair quando se divulgou que tinha uma casa, não-declarada à Receita, no valor de R$ 5 milhões. Ganhava por mês cerca de R$ 31 mil – quando o limite legal dos salários pagos pela União é o dos ministros do Supremo, R$ 24.500. Outros 350 funcionários da burocracia do Senado ganham mais que ministros do Supremo. É um horror – e daí?

A bola do dono

O orçamento do Senado, de R$ 2,7 bilhões, é maior que o de 21 capitais. Só São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Fortaleza, Curitiba e Porto Alegre gastam mais que isso. Com este dinheiro, o Senado atende 81 senadores e 6.500 funcionários. Em dez anos, o orçamento pulou de R$ 882 milhões para os atuais 2,7 bilhões. Um pequeno passo para eles, um grande custo para o Brasil: o gasto triplicou.

Os inocentes

1 – Quem prefacia o livro “Tempo de Transformação”, de Agaciel Maia? O atual ministro da Defesa, e ex-ministro do Supremo, Nelson Jobim.

2 – É curioso, mas a imprensa de Brasília demorou a notar a casa de R$ 5 milhões de Agaciel. Todo mundo sabia onde ele morava, mas os jornalistas não.

3 – A história dos atos secretos que encobriam fartas nomeações, que agora provocou tanto escândalo, tinha sido publicada na Veja de 14 de maio de 1986. Portanto, não foi Agaciel Maia que inventou esse truque. Ele vem de longe!

A grande dúvida

Se todas essas coisas existiam há tempos, se ninguém fazia força para encobri-las, por que só agora provocaram escândalo? (…)

23/06/2009 - 11:39h Mônica Bergamo disse que o senador Arthur Virgílio (PSDB) lotou no seu gabinete e pagava com dinheiro público seu professor de jiu-jítsu, que morava em Manaus? ou eu entendi errado?

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Mônica Bergamo

bergamo@folhasp.com.br

PANELA DE PRESSÃO
O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) diz ter recebido vários “recados” de pessoas ligadas ao ex-diretor do Senado Agaciel Maia que o levaram a concluir que estava sendo pressionado para se “acoelhar” [tornar dócil] em relação a abusos no parlamento. Um deles dizia respeito a Oswaldo Alves, treinador de jiu-jítsu que foi seu professor e estava lotado em seu gabinete, mas morava em Manaus. “Quiseram dizer que ele era meu personal. Mas ele era a minha referência na juventude do Amazonas. Lá, o jiu-jítsu é mais popular que futebol.” O funcionário pediu demissão do gabinete

19/03/2009 - 17:26h “Erro é grave” disse Haddad

O Estado de São Paulo

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08/04/2008 - 04:35h Marta lidera corrida eleitoral em São Paulo

Ibope aponta ministra com 8 pontos à frente de Alckmin nas intenções de voto

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Guilherme Scarance – O Estado de São Paulo

A ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), lidera a corrida eleitoral para a Prefeitura de São Paulo, com 31% das intenções de voto, revelou pesquisa Ibope/Associação Comercial de São Paulo (ACSP) divulgada ontem. Em segundo lugar, vem o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), com 23%, seguido pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), com 14% dos votos.

A consulta lista ainda o ex-prefeito Paulo Maluf (PP), com 11% da preferência dos paulistanos; Luiza Erundina (PSB), 5%; o deputado e sindicalista Paulinho da Força (PDT), 2%, e a vereadora Soninha (PPS), 2%. A ex-deputada Zulaiê Cobra (PHS) e o ex-presidente da Câmara Aldo Rebelo (PC do B) não pontuaram. Votariam em branco ou anulariam o voto 9% dos entrevistados e 3% não souberam ou não quiseram opinar.

Em outra simulação, com Alckmin fora, Marta sobe um pouco mais e garante 33% das intenções de voto. Kassab vai a 19%, superando Maluf (13%), Erundina (10%), Paulinho (5%), Soninha (2%), Zulaiê e Aldo (1%). Excluindo-se Alckmin e Erundina da briga, Marta iria para 35% e Kassab, para 16%. Os demais não ultrapassariam 4%.

Esse é o primeiro levantamento feito pelo Ibope neste ano sobre a sucessão paulistana. Foram ouvidas 805 pessoas, entre os dias 20 e 23 de março. A margem de erro é de 3 pontos.

“A pesquisa mostra apenas uma inclinação inicial do eleitor”, destaca a diretora do Ibope, Márcia Cavallari. “Ainda há um índice alto de desconhecimento de quem serão os candidatos. É um ponto de início, mas ainda não indica tendências.”

SEGUNDO TURNO

Há três simulações de segundo turno: Marta versus Kassab, Alckmin contra Kassab e Marta contra Alckmin. A briga mais acirrada é entre a petista e o tucano: ela está com 45% das intenções de voto, enquanto o ex-governador tem 44%. A diferença configura empate técnico.

Se enfrentasse o atual prefeito no segundo turno, a petista venceria por margem maior – 49% a 35% dos votos. No embate entre Alckmin e o prefeito, o tucano venceria por 57% a 22%.

O Ibope avaliou, ainda, a rejeição aos pré-candidatos. o resultado para a pergunta – “de todos estes candidatos, em qual ou quais o(a) sr(a) não votaria de jeito nenhum para prefeito de São Paulo?” -, foi: Maluf (55%), Marta (29%), Kassab (28%), Erundina (24%), Paulinho, Soninha, Zulaiê e Aldo (todos com 15%). Alckmin tem a menor: 13%.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, sob o protocolo 00500108-SPPE.

03/04/2008 - 05:01h Operação tucana

a foto do dia

Álvaro Dias divulgou dossiê do governo contra FHC


Foto: Leopoldo Silva / Agência Senado

 

Senador Álvaro Dias (PSDB-PR) conversa com Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Tião Viana (PT-AC). O blog revelou mais cedo que foi a oposição que divulgou dossiê do governo contra FHC. Logo em seguida, Álvaro Dias subiu à tribuna do Senado para comentar a matéria, mas não revelou quem foi sua fonte.

Reproduzido do Blog de Noblat.

Vacina e veneno

por Luis Favre

Começa a ficar desvendada a operação “Dossiê FHC”. O blogueiro Noblat noticiou que o senador Álvaro Dias, do PSDB, foi quem “vazou” o suposto documento.

Qual era o objetivo do senador tucano?

Ele era duplo. De um lado, uma vacina preventiva. Colocando alguns dados inócuos sobre gastos de FHC e sua esposa, transformar um eventual questionamento da natureza destes gastos na CPI em “ação ilegal”. De outro lado, utilizar o falso dossiê como instrumento de ataque contra a ministra Dilma Roussef.

Para que a “vacina” e o “veneno” funcionem a contento era necessária a ação de um “portador” cúmplice. A Veja foi a escolhida para a operação de destabilização e de proteção.

A mídia transformou rapidamente o governo e a Dilma em culpada, FHC em “vítima” e o assunto julgado.

Falou-se em “quebra do sigilo” e “ação criminosa”. Pois bem, os mesmos deveriam cobrar agora do Ministério Público e do STF uma ação contra o autor conhecido do vazamento: o senador do PSDB.

O conluio do senador tucano e a Veja não surpreende. Mas, será que o senador agiu sem consultar ninguém?

Artur Virgilio, normalmente bem informado, nada sabia?

E o presidente do PSDB?

Que um senador tucano vaze um dossiê que supostamente implicaria um alto cacique tucano como FHC, devia servir qual outro objetivo, se não o aqui exposto? FHC estava a par da operação?

O ato não deveria ser apreciado pela Comissão de Ética do senado? a do PSDB?

Luis Favre

02/04/2008 - 06:06h PT aguarda definição de Marta

Partido espera decisão da ministra do Turismo sobre disputar a sucessão do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e ter tempo suficiente para alianças, planejamento de campanha e elaborar programa de governo

Alessandra Pereira – Correio Braziliense

Celso Júnior/AE – 13/3/08
Ministra durante reunião do Conselho Nacional de Turismo. Expectativa é que o anúncio da candidatura ocorra ainda neste mês

São Paulo – Preocupados com a guerra por aliados nos bastidores e com a crescente disposição da militância, que não vê a hora de colocar o bloco em campanha nas ruas, dirigentes petistas aguardam ansiosos pela definição da ex-prefeita e ministra do Turismo, Marta Suplicy, que ainda não assumiu publicamente se será a candidata do partido à prefeitura paulistana. Depois de uma viagem de trabalho pela China, Marta desembarcou ontem em São Paulo, onde manteve agenda pessoal com espaço para poucos contatos políticos. Já em Brasília, ela participa hoje da reunião do Conselho Nacional de Turismo.

Enquanto a ex-prefeita toca normalmente seus projetos no ministério, lideranças regionais da legenda ficam em compasso de espera. A expectativa interna é de que Marta anuncie a candidatura até meados deste mês, para que haja tempo suficiente para fazer alianças, planejar táticas de campanha e concluir um bom programa de governo. Embora ninguém no PT queira pressionar Marta, que recebeu do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva carta branca para pensar com calma no assunto, os petistas sabem que não há tempo a perder. “Esta eleição já pegou fogo de um jeito que cada dia é um dia perdido, precisamos trabalhar forte”, diz um deputado estadual do PT.

O entusiasmo cresceu internamente a partir da divulgação de pesquisas de intenção de voto, no último fim de semana, nas quais Marta aparece ligeiramente à frente do virtual candidato tucano, o ex-governador Geraldo Alckmin. “Estamos concentrados em dois momentos. O primeiro será agendar uma reunião entre os dirigentes e Marta apenas para conversar. Depois, havendo uma confirmação de candidatura, vamos tentar formalizar alianças”, diz o presidente estadual do PT e prefeito de Araraquara, Edinho Silva. A idéia é convencer Marta a falar com o ex-governador Orestes Quércia — o PMDB é considerado um aliado com peso decisivo na corrida petista pela reconquista da prefeitura paulistana.

A interlocutores, a ex-prefeita tem demonstrado estar em dúvida sobre candidatar-se ou não, porque gosta do trabalho que vem fazendo no Ministério do Turismo. Marta investiu cerca de R$ 40 milhões em um ano, constrói marcas pessoais na pasta e, ainda esta semana, estará no Guarujá, no Litoral Sul paulista, para lançar um programa especialmente desenvolvido para os turistas da chamada terceira idade. O presidente Lula é convidado da ministra para o evento, marcado para sexta-feira. Caso ele confirme participação na atividade de Marta, há quem diga que a definição sobre a candidatura poderá estar mais próxima. Pelo menos é o que esperam os petistas. “Esperamos apenas um avanço significativo nas conversas já para a próxima semana”, despista Edinho.

31/03/2008 - 03:08h Aprovação a Lula atinge 55% e bate recorde desde Collor

lula_positivo.jpg Aumento foi de 5 pontos em relação a novembro; desaprovação também cai, para 11%

Recuperação da aprovação no Sul, que subiu 11 pontos, e ampliação de prestígio do petista no Nordeste (68%) alavancaram popularidade

RANIER BRAGON – FOLHA DE SÃO PAULO

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva alcançou a maior popularidade em seus cinco anos e três meses de governo, atingindo índice que supera com folga o obtido por todos os seus antecessores desde Fernando Collor (1990-1992), pelo menos, mostra pesquisa nacional realizada pelo Datafolha. A aprovação de Lula é de 55%, apesar de a saúde ter sido eleita a área em que o governo apresenta seu pior desempenho.
Os números da pesquisa -feita entre os dias 25 e 27 com 4.044 entrevistados em 24 Estados, mais o Distrito Federal- indicam que a popularidade recorde do petista foi alavancada por uma recuperação da aprovação no Sul, tradicionalmente uma das regiões mais críticas a ele (aprovação subiu 11 pontos percentuais, para 52%), e pela ampliação do seu prestígio no Nordeste, onde alcançou 68% de avaliação positiva.
É o Nordeste a região mais atendida proporcionalmente pelo Bolsa Família -31,3% das famílias da região recebiam o benefício em 2006, contra média nacional de 14,9%. No Sul, um fator que pode explicar o desempenho de Lula é a recuperação do setor agrícola.
Em relação à última pesquisa Datafolha, de novembro, Lula obteve crescimento de cinco pontos percentuais em sua avaliação positiva (50% à época), o que mostra que a crise dos cartões corporativos não representou abalo na imagem do presidente ou do governo.
A desaprovação também é uma das menores em todo o governo: só 11% consideram seu desempenho ruim ou péssimo. O governo obteve nota média 7 dos entrevistados -melhor resultado desde quando assumiu.
Pesquisa do Ibope divulgada na quinta apontou igualmente índice recorde de aprovação do governo -58% contra 50% da anterior, de dezembro.

Antecessores
A análise do desempenho do governo Lula por meio das pesquisas Datafolha, desde sua posse (2003), mostra que o período em que a aprovação ficou mais ameaçada foi na crise do mensalão, no final de 2005, quando o seu índice de “ótimo e bom” atingiu o nível mais baixo, 28%, e chegou a ser superado pelos que consideravam o governo ruim ou péssimo, 29%.
Desde então, houve uma recuperação que tomou corpo na campanha eleitoral de 2006.
Em março de 2000, quando o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso completava também cinco anos e três meses, o Datafolha registrava só 18% de aprovação a FHC (e 43% de reprovação), um terço do que Lula alcança agora.
Na ocasião, FHC começava uma lenta recuperação da popularidade abalada por causa da crise econômica que se seguiu à desvalorização do real, em 1999. Ele deixou o governo, em 2002, com 26% de aprovação -o pico foi em 1996 (47%).
O antecessor, Itamar Franco (1992-1994), teve a mais alta popularidade justamente ao deixar o governo -41%. Fernando Collor, cassado sob acusação de corrupção, nunca atingiu índice superior a 36%. O Datafolha começou em 1990 a fazer pesquisas nacionais de avaliação do governo federal.

Pontos fracos
O Sudeste foi a única região em que Lula não teve crescimento de popularidade -o índice dos que consideram o governo “bom ou ótimo” só oscilou de 46% para 47%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O índice de aprovação também subiu menos nas regiões metropolitanas (de 45% para 49%) do que nas cidades do interior, de 54% para 60%.
Em relação à escolaridade, a avaliação positiva subiu sete pontos entre os que têm ensino médio (chegando a 52%) ou ensino superior (47%). Levando-se em conta a renda, a maior alta foi alcançada entre os que ganham de cinco a dez salários mínimos (de 43% a 50%).

26/01/2008 - 14:07h O bico dos tucanos é uma boquinha


De Alckmin para Serra

Caneta na mão. A nota que sinaliza preferência pela reeleição de Gilberto Kassab, divulgada pela bancada do PSDB na Câmara de São Paulo, reflete uma preocupação concreta: se Geraldo Alckmin entrar na disputa, os vereadores terão de entregar seus cargos nas subprefeituras, máquinas eleitorais poderosas. (PAINEL da FOLHA).


De Serra para Alckmin

Serra e a turma da boquinha
De José Serra, sobre as reclamações da turma de Geraldo Alckmin de que teria demitido o grupo do ex-governador quando assumiu o governo de São Paulo: “Quem presta do PSDB está no meu governo. Os que não estão são a turma da boquinha. (RADAR da VEJA)