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	<title>Blog do Favre &#187; Tucanos</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>&#8220;Serra lidera intenção de voto e Dilma passa Ciro&#8221; ou tentando tapar o sol com a peneira</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 16:02:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[Entre aspas acima a manchete da Folha Online. Como no G1, da Globo, sobre a pesquisa eleitoral CNT-Sensus de hoje.
A constatação procura ocultar a verdadeira notícia trazida pelos números da CNT-Sensus. Serra cai, ou melhor, continua caindo e Dilma sobe, continua subindo.
Segundo o presidente da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), Clésio Andrade, Serra caiu em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entre aspas acima a manchete da Folha Online. Como no G1, da Globo, sobre a pesquisa eleitoral CNT-Sensus de hoje.</p>
<p>A constatação procura ocultar a verdadeira notícia trazida pelos números da CNT-Sensus. Serra cai, ou melhor, continua caindo e Dilma sobe, continua subindo.</p>
<p>Segundo o presidente da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), Clésio Andrade, Serra caiu em média 15 pontos percentuais desde o ano passado &#8211;quando a pesquisa chegou a registrar índices acima de 40% de apoio ao tucano na disputa com os demais candidatos: &#8220;Há queda acentuada do Serra se comparada com listas passadas. Há um ano, ele aparecia com percentuais que variavam de 45% a 49%.&#8221;</p>
<p>Hoje Serra aparece com 31,8% das intenções de voto. A ministra petista Dilma Rousseff (Casa Civil) aparece em segundo, com 21,7% das intenções de voto, seguida pelo deputado Ciro Gomes (PSB-CE), com 17,5%. Marina Silva (PV) tem 5,9% das intenções de voto. </p>
<p>Os resultados de Dilma estão acima das expectativas dos petistas, os de Serra bem abaixo dos desejos de parte da mídia e dos demo-tucanos em geral.</p>
<p>Serra é conhecido, foi candidato a presidente, a governador, a prefeito. Participou de numerosos pleitos eleitorais. Dilma nunca participou de uma eleição, nem é candidata até agora. mas a diferencia de intenção de votos entre eles é hoje pequena. </p>
<p>A candidatura Serra a presidente? Não sei não&#8230; Se continuar assim vai precisar de coragem para ser candidato, característica que poucos atribuem a Serra.</p>
<p>Não sei não&#8230;</p>
<p>LF</p>
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		<title>Mostrando paixão agregadora e forjando biografia. Aécio e Serra travam duelo no rádio</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 15:07:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Aécio Neves]]></category>
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		<description><![CDATA[2010: Autoria polêmica de benefício e discurso agregador marcam inserções


Vandson Lima, de São Paulo &#8211; VALOR
&#8220;Olá, sou Aécio Neves. Talvez, muitos de vocês não me conheçam. Há sete anos, governo Minas Gerais e faço isso de maneira apaixonada.&#8221;
É assim que o governador mineiro se apresenta, em uma das inserções do PSDB no rádio, que começaram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>2010: Autoria polêmica de benefício e discurso agregador marcam inserções</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://muitopelocontrario.files.wordpress.com/2009/09/serra_x_aecio.jpg" alt="http://muitopelocontrario.files.wordpress.com/2009/09/serra_x_aecio.jpg" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Vandson Lima, de São Paulo &#8211; VALOR</span></h2>
<p>&#8220;Olá, sou Aécio Neves. Talvez, muitos de vocês não me conheçam. Há sete anos, governo Minas Gerais e faço isso de maneira apaixonada.&#8221;</p>
<p>É assim que o governador mineiro se apresenta, em uma das inserções do PSDB no rádio, que começaram a ser veiculadas nesta semana. São quatro programas de 30 segundos aproximadamente, tendo Aécio e o governador de São Paulo, José Serra, espaço igualmente dividido, com duas inserções cada, feitos de maneira separada e idealizados por seus respectivos marqueteiros.</p>
<p>Ao se apresentar ao eleitor, Aécio vende a imagem de agregador, ao dizer que política é &#8220;feita com sensibilidade, novas ideias, convocando as pessoas de bem desse país&#8221;. Na outra inserção a que teve direito, o governador mineiro nem sequer aparece. O personagem central é o seu vice e possível candidato ao governo mineiro, Antonio Anastasia.</p>
<p>Já Serra louva conquistas do governo Fernando Henrique Cardoso, do qual fez parte, citando a implantação dos medicamentos genéricos e o programa de combate à AIDS realizações da época em que era ministro da Saúde.</p>
<p>Sempre iniciadas por um locutor, Serra arremata o discurso com frases categóricas como &#8220;seriedade e planejamento, essa é a receita do PSDB para melhorar a saúde no Brasil&#8221;. A inserção do governador paulistano reaviva uma velha celeuma, ao vaticinar: &#8220;Foi durante o governo do PSDB que se criou o seguro-desemprego, maior benefício social do Brasil&#8221;. Na verdade, o seguro-desemprego foi instituído pelo decreto 2.283 de 27 de fevereiro de 1986, pelo então presidente José Sarney. O benefício foi inserido no decreto que criou o Plano Cruzado I. Na Constituinte, o tucano apresentou emenda que criava fonte de financiamento ao benefício.</p>
<p>Na campanha presidencial de 2002, ao citar sua proeminência na criação do seguro-desemprego, Serra foi contestado por Almir Pazzianotto, ex- ministro do Trabalho no governo Sarney.</p>
<p>Em mesmo número e duração, as inserções na tevê terão caráter menos personalista. Segundo interlocutores do partido, que participaram da elaboração dos programas, tanto Serra quanto Aécio tratarão de defender a tese de que o PSDB conta em suas fileiras com gestores competentes, sendo os dois pré-candidatos exemplos das bandeiras defendidas pelo partido. &#8220;Houve um clamor da militância para que mostrássemos nossa maneira de pensar o país, e que esses programas têm de demonstrar que ambos (Serra e Aécio) têm posições parecidas. Nas entrelinhas, tem que ficar claro que o partido está unido&#8221;, diz esse interlocutor.</p>
<p>Para o programa do dia 3 de dezembro, com duração de 10 minutos e ainda não gravado, o PSDB mantém as negociações em aberto. Aécio Neves foi apresentado ontem ao roteiro preparado por Paulo Vasconcellos. Serra deve receber a proposta de Luiz González por estes dias. Ainda que a hipótese de que os dois marqueteiros trabalhem conjuntamente não esteja descartada, ela se torna improvável, já que há dentro do PSDB grande insatisfação com González, em decorrência de manifestação pública do publicitário pela candidatura Serra.</p>
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		<title>A confiança no calendário</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 12:52:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[
O PSDB consumiu todo o ano de 2009 sem avançar um centímetro na busca por métodos consensuais e democráticos para resolver sua disputa interna. O partido parece ter uma fé ilimitada na folhinha
Por Alon Feuerwerker &#8211; Correio Braziliense
alonfeuerwerker.df@dabr.com.br

O PSDB colhe pelo menos uma vantagem da indefinição sobre a candidatura presidencial: o adversário não sabe por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
<span>O PSDB consumiu todo o ano de 2009 sem avançar um centímetro na busca por métodos consensuais e democráticos para resolver sua disputa interna. O partido parece ter uma fé ilimitada na folhinha</span></strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Por Alon Feuerwerker &#8211; Correio Braziliense</span></h2>
<p><span><a href="mailto:alonfeuerwerker.df@dabr.com.br">alonfeuerwerker.df@dabr.com.br</a></span></p>
<p><img class="alignright" src="http://stat.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20091118/fotos/PRI-1811-ENTRELINHAS.jpg" border="0" alt="" /></p>
<p>O PSDB colhe pelo menos uma vantagem da indefinição sobre a candidatura presidencial: o adversário não sabe por enquanto em quem concentrar o fogo. O PT está como o gato que tem dois ratos a perseguir. Na dúvida, mais provável é que não capture nenhum.</p>
<p>Se o tucano na corrida presidencial for Aécio Neves, o Palácio do Planalto espera a neutralidade de um José Serra ilhado na luta para reeleger-se em São Paulo e ferido em seus brios de líder nas pesquisas — e mesmo assim preterido. Se for Serra, o PT sonha com um Aécio à moda Pilatos, lavando as mãos e deixando em aberto o rico estoque de votos de Minas Gerais — onde Luiz Inácio Lula da Silva fez a festa em 2002 e 2006.</p>
<p>Enquanto não acontece a definição, os canhões palaciano-petistas operam à meia força. Fora isso, amontam os problemas políticos do PSDB. Que se ressente de não ser um partido, mas vários. Ou pelo menos dois. O que define um partido? O líder. Vide o PT. E quem, como o PSDB, tem mais de um líder, na prática não tem líder algum.</p>
<p>Os tucanos podem argumentar que não é bem assim, que ao contrário do PT não são uma legenda controlada por um caudilho. É verdade, o PSDB ainda não chegou a esse estágio. Está num inferior. Tem vários candidatos a caudilho, sem que nenhum mostre força para prevalecer sobre os demais. Força ou habilidade. Aliás, a observação fria leva a concluir que, ali, quem tem força a mais tem habilidade de menos. E vice-versa.</p>
<p>O PSDB consumiu todo este ano de 2009 sem avançar um centímetro na construção de métodos razoavelmente democráticos e consensuais para desfazer o nó. Neste particular, o PT está anos-luz à frente da concorrência. As regras no partido de Lula são claras. Quem tiver pretensões, que trate de arrumar votos e disputar eleições internas. Além de Lula, o PT tem o método. O PT é nosso único partido “americano”. E quando o jogo tem regras claras, a chance de acabar em facada e tiro é menor.</p>
<p>Já o PSDB parece ter eleito o calendário para comandar a legenda. Como se num dia marcado na folhinha os tucanos fossem acordar com todos os problemas resolvidos. Até lá, é cada um por si e — quem sabe? — Deus por todos.</p>
<p>Ontem, Aécio deu uma cartada importante. Recebeu o apoio de Ciro Gomes (PSB). O deputado federal eleito pelo Ceará — mas de título recém-transferido para São Paulo — assumiu na prática o compromisso de apoiar o governador de Minas caso ele ganhe a corrida dentro do PSDB.</p>
<p>É possível que Ciro nutra a esperança de receber ele próprio o aval de Aécio caso a sorte não sorria para o mineiro internamente, mas na política não há gestos inúteis. A política é como um trilho de trem: depois que você começou a rodar numa certa linha, não é tão simples sair dela sem descarrilhar.</p>
<p><span>(&#8230;)</span></p>
<p><span><strong><em>Leia a integra da coluna Entrelinhas, no Correio Braziliense</em></strong><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Serra lembra os &#8220;piores caudilhos&#8221;, diz Cesar Maia</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 11:51:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<category><![CDATA[Aécio Neves]]></category>
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		<description><![CDATA[
Democrata endossa discurso de seu filho de apoio a Aécio
DA REPORTAGEM LOCAL &#8211; FOLHA SP
A relação entre PSDB e DEM sofreu novo abalo ontem. A exemplo do filho, o presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia (RJ), o ex-prefeito do Rio Cesar Maia disse que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), &#8220;lembra os piores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://1.bp.blogspot.com/_7Iu6s1xPt7c/SfSNB4C7PbI/AAAAAAAAAqw/DRsPJdh99Bc/s400/cesar-maia.jpg" alt="http://1.bp.blogspot.com/_7Iu6s1xPt7c/SfSNB4C7PbI/AAAAAAAAAqw/DRsPJdh99Bc/s400/cesar-maia.jpg" /><img src="http://independenciasulamericana.com.br/wp-content/uploads/2009/04/jose_serra.jpg" alt="http://independenciasulamericana.com.br/wp-content/uploads/2009/04/jose_serra.jpg" width="186" height="202" /></p>
<p><strong>Democrata endossa discurso de seu filho de apoio a Aécio</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">DA REPORTAGEM LOCAL &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>A relação entre PSDB e DEM sofreu novo abalo ontem. A exemplo do filho, o presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia (RJ), o ex-prefeito do Rio Cesar Maia disse que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), &#8220;lembra os piores caudilhos&#8221; ao avocar para si a decisão sobre a candidatura do PSDB à Presidência.<br />
Hoje, Serra lidera as pesquisas para presidente. Mas, assim como o filho, Cesar Maia elogia o governador de Minas, Aécio Neves. Em entrevista ao portal iG, Maia chamou Serra de personalista. Procurado pela Folha, reiterou as críticas.<br />
&#8220;O Serra diz que quer ser candidato, que será candidato, que pode ser candidato, e o partido parece não ter nada a ver com isso. É um populismo descarado. Lembra os piores caudilhos. Um caudilho do passado apontava o dedo para o candidato. Agora o próprio candidato aponta o dedo para si&#8221;, disse, queixando-se da disposição de Serra de só se manifestar sobre a eleição em março.<br />
Contrariado, Serra não quis comentar a declaração. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), cobrou um discurso mais construtivo. &#8220;O esforço agora é juntar todas as energias. A contribuição de Maia é fundamental. E isso implica um discurso de maior colaboração e mais construtivo.&#8221;<br />
Em Alagoas, Aécio defendeu que a escolha aconteça até janeiro e disse que &#8220;gostaria muito&#8221; de ter Ciro Gomes (PSB-CE) -desafeto de Serra- como aliado. Afirmou ser &#8220;concreta&#8221; a possibilidade de Serra não concorrer à Presidência.</p>
<p><em>(CATIA SEABRA)</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O estilo Serra</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 11:22:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<category><![CDATA[Walter Ceneviva]]></category>

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		<description><![CDATA[
O articulista da Folha, Walter Ceneviva, não tem dúvida. Para ele o acidente no Rodoanel é resultado de obra apressada e apreçada (o título de seu artigo hoje é &#8220;Obras apressadas e apreçadas&#8221;).
Para ele, &#8220;Pelo padrão usual, quando a &#8220;rigorosa investigação&#8221; estiver concluída, ninguém lembrará do que aconteceu com as vigas do Rodoanel. Por exceção, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://hariprado.files.wordpress.com/2009/07/serramira.jpg" alt="http://hariprado.files.wordpress.com/2009/07/serramira.jpg" width="294" height="213" /></p>
<p>O articulista da <em>Folha</em>, Walter Ceneviva, não tem dúvida. Para ele o acidente no Rodoanel é resultado de obra apressada e apreçada (o título de seu artigo hoje é <strong>&#8220;Obras apressadas e apreçadas&#8221;</strong>).</p>
<p>Para ele, <strong>&#8220;Pelo padrão usual, quando a &#8220;rigorosa investigação&#8221; estiver concluída, ninguém lembrará do que aconteceu com as vigas do Rodoanel. Por exceção, todavia, os fatos parecem transparentes: é tempo de campanha. É necessário apresentar obras, com urgência. Meras formalidades legais ou técnicas devem ser esquecidas. &#8220;Depois a gente resolve&#8221;, é a regra.&#8221;</strong> (<em>Folha</em> 17/11/2009).</p>
<p>A conclusão do artigo é que o melhor caminho seria <strong>&#8220;Suspender as obras até que os laudos definitivos sejam aprovados&#8221;.</strong></p>
<p>Walter Ceneviva não é inimigo de Serra e não manifesta simpatias pelo PT. Sua percepção é a do bom senso.</p>
<p>Acontece que para o governador Serra tudo o que contraria seu desejo, no caso acabar a obra antes dele se desencompatibilizar do cargo para concorrer à Presidência, é trololó petista e deve ser tratado como tal. Walter Ceneviva que se cuide.</p>
<p>Não é outro o motivo que leva o <em>Estadão</em> a atribuír ao PT um plano para atrasar a obra do Rodoanel (manchete e lide no <em>Estadão</em> de hoje: <strong>&#8220;PT quer atrasar Rodoanel para atrapalhar Serra. Plano é afundar governo estadual em investigações sobre desmoronamento, para retardar obra e evitar que tucano tire proveito eleitoral dela em 2010.&#8221;</strong>).</p>
<p>Por isso Serra recusou-se ontem a responder aos jornalistas sobre o assunto, esperando com isto que cessem os artigos e a cobertura sobre o acidente no Rodoanel e sobre as 79 irregularidades denunciadas à mais de um ano pelo TCU (ver<big><a title="79 erros graves no Rodoanel, segundo o TCU. Que medidas foram tomadas pelo governador Serra?" rel="bookmark" href="../2009/11/79-erros-graves-no-rodoanel-segundo-o-tcu-que-medidas-foram-tomadas-pelo-governador-serra/"> 79 erros graves no Rodoanel, segundo o TCU. Que medidas foram tomadas pelo governador Serra?</a></big>).</p>
<p>De sorte que Walter Ceneviva, o Ministério Público que vai investigar e qualquer um que vier a provocar &#8220;atraso&#8221; ou simplesmente fazer uma pergunta, será carimbado como petista raivoso.</p>
<p>É o estilo Serra.</p>
<p>LF</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Perolas de Gaspari</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 12:46:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Elio Gaspari
PRIVATARIA
Quando o tucanato vendeu o  patrimônio da Viúva, seus sábios  ensinavam que a entrega das distribuidoras de energia elétrica a  empresas estrangeiras traria  preciosos capitais para Pindorama. Tudo bem. A estatal Cemig  vai comprar a Light, que foi vendida aos franceses da EDF em  1996. Como fez o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: xx-large;"><strong><span style="color: #000080; font-size: xx-large;">Elio Gaspari</span></strong></span></p>
<p><strong>PRIVATARIA</strong><br />
Quando o tucanato vendeu o  patrimônio da Viúva, seus sábios  ensinavam que a entrega das distribuidoras de energia elétrica a  empresas estrangeiras traria  preciosos capitais para Pindorama. Tudo bem. A estatal Cemig  vai comprar a Light, que foi vendida aos franceses da EDF em  1996. Como fez o corsário Duguay-Trouin no Rio no século 18,  a turma da privataria veio, faturou e voltou. Agora verifica-se  que a Eletropaulo, vendida em  1999 para a americana AES, devia R$ 910 milhões à Viúva e  acorreu para baixo do guarda-chuva do Refis. Assim, bombará  o balanço do quarto trimestre  com um lucro líquido de R$ 250  milhões.</p>
<p><strong>PÁREO DURO</strong><br />
Quem sabe ler pesquisa e examinou os números da Vox Populi (36% para Serra e 19% para  Dilma) acha que, em condições  normais de temperatura e pressão, entre o final de janeiro e o  início de março, os dois estarão  emparelhados.</p>
<p><strong>SERRA X AÉCIO</strong><br />
Prospera num pedaço do empresariado a ideia de que é melhor perder a sucessão presidencial com Aécio Neves do que ganhá-la com José Serra. A manobra nasceu no poço de rancor que a ekipekonômica de Fernando Henrique Cardoso cultiva em relação a Serra. Desse núcleo propagou-pela pela banca e pela turma do papelório. A conta é simples: &#8220;Se ganharmos com Aécio, acertamos na loteria. Admitindo-se que para nós tanto faz Dilma como Serra, trocamos um jogo de perde-perde por outro de perde-ganha.&#8221;</p>
<p><span style="font-size: large;"><strong>A arma cinematográfica de Lula e Dilma</strong></span></p>
<table border="0" width="250">
<tbody>
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /><strong><em>O filme &#8220;Lula, o filho do Brasil&#8221; conta uma história real que emociona e incomoda</em></strong></p>
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O filme &#8220;Lula, o filho do Brasil&#8221; estreará em 500 cinemas no dia 1º de  janeiro. As platéias chorarão de emoção e a oposição, de raiva. São  128 minutos de viagem pela história de um garoto que sai do sertão  pernambucano, come o pão que o Diabo amassou, e chega à presidencia da  República. É possível que algumas pessoas comecem a chorar já na fila  para a compra de ingressos. Deliberadamente épico, o filme arranca  até a última lágrima da platéia. A epopéia foi lustrada pelos  roteiristas e pelo diretor Fábio Barreto, mas não foi invenção deles.  Ela está na essencia da história do filho de Dona Lindu.<br />
&#8220;O Filho do Brasil&#8221; baseia-se no livro do mesmo título, de Denise  Paraná, lançado em 2002. Ele reúne uma longo depoimento de Lula à  autora, mais entrevistas com seus três irmãos, três irmãs e a mulher,  Marisa. Quem o leu viu uma parte da alma de Nosso Guia, acompanhou as  vicissitudes de sua família e admirou a altivez das irmãs Marinete,  Maria e Tiana, duas empregadas domésticas e uma operária.<br />
A crítica a &#8220;Lula, Filho, do Brasil&#8221; correrá em duas pistas. Uma,  estética, discutirá o filme. Outra, política, cuidará da narrativa e  seus efeitos num ano de eleição presidencial. Só Deus sabe o tamanho  do benefício que o sucesso do filme levará aos companheiros. Olhado  sob esse prisma, é um exemplar de realismo petista. Retrata com  fidelidade quase todos os fatos que conta, mas constrói um herói  implausível, sem defeito nem deslize. Pena, porque aos 29 anos, Lula  abandonou uma companheira grávida de seis meses com quem planejava  viver. Foi o caso de Miriam Cordeiro, mãe de Lurian. (Essa história  está bem contada, por ele, no depoimento que deu ao projeto &#8220;ABC de  Luta&#8221;: &#8220;Eu até compreendo o ódio que [ela] tem de mim&#8221;). Situações  desse tipo refletem a complexidade, as tensões e os sofrimentos da  vida dos mortais. Tirá-las da narrativa, como fizeram, empobrece o  personagem e ilude a platéia.<br />
É comum ver adversários de Lula torcendo o nariz sempre que ele  relembra as dificuldades por que sua família passou. As desgraças  mostradas no filme são uma pequena e contida amostra do que eles  penaram. Fábio Barreto não filmou a cena em que o menino Lula pede um  chiclete mastigado a um amigo. Ficou de fora também a morte, sem  qualquer assistência médica, de um casal de gemeos de Dona Lindu,  recem-nascidos em São Paulo. A doença e morte de Lurdes, primeira  mulher de Lula, grávida de oito meses, vai mostrada em cenas breves,  quase secas. A tragédia que se vê na tela choca e emociona, mas não  exagera. Aquilo foi o que aconteceu no Hospital Modelo em 1971.<br />
Um episódio pouco conhecido da vida de Lula foi sovieticamente  alterado pela arquitetura da construção do herói implausível. No filme  um operário é assassinado durante uma greve e seus colegas atiram o  empresário (ou gerente) do alto de um passadiço da fábrica. Lula  assistiu a cena de longe e, indignado, reclamou com seu irmão. Falso.  Nosso Guia contou o caso a Denise Paraná e ele está na página 80 de  seu livro. (Paraná é co-roteirista do filme.) O episódio ocorreu em  1962, o dono de uma pequena confecção baleou um grevista e seus  colegas atiraram-no do alto de um sobrado e lincharam-no. É Lula quem  narra: &#8220;O pessoal chutou ele&#8221; (à) &#8220;Acho que ele morreu&#8221; (à) &#8220;Eu achava  que o pessoal estava fazendo justiça&#8221;.<br />
&#8220;Lula, o filho do Brasil&#8221; ajudará, e muito, as campanhas de Dilma  Rousseff e do PT. Se Luís Inácio da Silva visse esse filme em 1968,  quando era um peão que só pensava em futebol, votaria no PT, em Dilma  e nos candidatos indicados por aquele filho porreta de Dona Lindu.<br />
Nenhum dos ingredientes que o levariam a tomar essa decisão seria  inteiramente falso. Noves fora a trapaça do linchamento e alguns  retoques, o que aparece na tela aconteceu na vida real.<br />
Como Tarzan, Rocky Balboa ou até mesmo o esplendido Napoleão de Abel  Gance, o herói implausível de &#8220;Lula, o filho do Brasil&#8221;, encanta,  comove, e só. Torce-se por ele, mais nada. Saudades de Erin Brokovich  (Julia Roberts) e de George Patton (George C. Scott), filmes que  enriquecem quem os vê.</p>
<p>Leia a integra da coluna de Elio Gaspari na Folha de São Paulo</p>
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		<title>79 erros graves no Rodoanel, segundo o TCU. Que medidas foram tomadas pelo governador Serra?</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/79-erros-graves-no-rodoanel-segundo-o-tcu-que-medidas-foram-tomadas-pelo-governador-serra/</link>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 08:08:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[acidente]]></category>
		<category><![CDATA[estradas]]></category>
		<category><![CDATA[governo SP]]></category>
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		<description><![CDATA[Ontem formulei, aqui no blog, algumas perguntas que me pareciam básicas, sobre o acidente no Rodoanel. Hoje os jornais voltam a tratar do relatório do TCU e das irregularidades por ele destacadas. Volto a reproduzir minha nota e a seguir artigo do jornal O Estado SP sobre o mesmo assunto. Com a palavra o governador. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ontem formulei, aqui no blog, algumas perguntas que me pareciam básicas, sobre o acidente no Rodoanel. Hoje os jornais voltam a tratar do relatório do TCU e das irregularidades por ele destacadas. Volto a reproduzir minha nota e a seguir artigo do jornal O Estado SP sobre o mesmo assunto. Com a palavra o governador. LF</strong></p>
<h2><small>14/11/2009 &#8211; 11:05h</small></h2>
<p><big><a title="Serra cobra investigação sobre o Rodoanel" rel="bookmark" href="../2009/11/serra-cobra-investigacao-sobre-o-rodoanel/">Serra cobra investigação sobre o Rodoanel</a></big></p>
<p><em>Segundo a <strong>Folha Online</strong> o governador José Serra cobrou investigação sobre o Rodoanel. O jornal <strong>O Estado de São Paulo</strong> reproduz relatório do TCU de maio de 2008, um ano e meio atrás, onde aponta irregularidade na construção precisamente das vigas. </em></p>
<p><em>A denuncia do TCU foi objeto de alguma investigação? Alguma sindicância foi realizada? </em></p>
<p><em>O jornal lembra que um acidente com características semelhantes já tinha se produzido no Fura-Fila, o que devia ter reforçado a fiscalização, ainda mais depois do alerta feito pelo TCU.</em></p>
<p><em>O TCU não paralisou a obra do Rodoanel, sobre a qual pesa segundo o próprio tribunal superfaturamento, além do problema apontado sobre as vigas. Mas o relatório merecia mesmo assim uma atitude de fiscalização redobrada. O governador diligenciou alguma medida após o relatório do TCU? </em></p>
<p><em>Eis algumas questões as quais o governador Serra responderá, para permitir que a investigação, por ele cobrada, avance rapidamente. LF</em></p>
<h1>Empreiteira do Rodoanel mudou vigas para reduzir custos</h1>
<p>Substituição foi apontada em relatório do TCU como um dos 79 erros graves do projeto</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;"><span style="color: #000000;">Bruno Tavares e Diego Zanchetta, de O Estado de S. Paulo</span></span></h2>
<p>SÃO PAULO - Com o objetivo de baratear custos, o consórcio formado pelas empreiteiras OAS, Mendes Júnior e Carioca usou vigas pré-moldadas não previstas para os novos viadutos do Trecho Sul do Rodoanel. Pelo projeto básico, deveriam ser colocadas fundações de concreto conhecidas como tubulões, material mais caro que o usado hoje pelo consórcio na sustentação dos vãos livres. A troca foi uma das 79 irregularidades classificadas como &#8220;graves&#8221; em relatório emitido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em setembro. As auditorias foram realizadas em 2007 e 2008, nos cinco lotes da obra.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Veja também:</strong></p>
<p><strong><img src="http://render.estadao.com.br/ext/selos/icone-foto.gif" border="0" alt="mais imagens" /> </strong><a href="javascript:window.open('http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowGaleria.action?idGaleria=2397','galeria','scrollbars=0,menu=0,tollbar=0,directories=0,resizable=0,width=740,height=690');void(O);"><strong>Galeria de fotos</strong></a></p>
<p><strong>Veja outros acidentes com obras públicas em São Paulo:</strong></p>
<p><a href="http://www.estadao.com.br/especiais/a-maior-tragedia-do-metro,9535.htm"><strong><img src="http://render.estadao.com.br/ext/selos/icone-infografico.gif" border="0" alt="especial" />A maior tragédia do Metrô</strong></a><a href="http://www.estadao.com.br/cidades/not_cid149040,0.htm"><strong><img src="http://render.estadao.com.br/ext/selos/icone-bullet.gif" border="0" alt="link" />Obra do Expresso Tiradentes cede e atinge viaduto em SP</strong></a></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://www.estadao.com.br/fotos/rodoanel600.jpg" alt="" width="555" height="370" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Foto: Felipe Rau/AE &#8211; 14.11.2009</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>Não se sabe se a troca do material tem relação direta com o desabamento de três vigas sobre a Rodovia Régis Bittencourt (BR-116) na noite de sexta-feira, que deixou três pessoas feridas. Ontem, o governo do Estado disse desconhecer as causas do acidente na maior obra viária em andamento no País. A investigação será feita por técnicos da Dersa, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e peritos do Instituto de Criminalística. Para o diretor de Engenharia da Dersa, Paulo Vieira de Souza, o problema ocorreu na execução do projeto. Uma das hipóteses citadas por ele foi a de falhas na fixação das vigas.</p>
<p>Em 29 de setembro, quase dois meses antes do acidente, o TCU relatou que o consórcio responsável pelo lote 5, onde houve o desabamento, fez alterações nos materiais e no projeto da obra, a fim de reduzir custos. O TCU apontou, por exemplo, o uso de estacas de tamanhos inferiores aos previstos no projeto básico. Também estava prevista a instalação de sete vigas de sustentação a cada vão livre formado pelos novos viadutos. Na execução, contudo, foram empregadas 5 ou 6 vigas a cada vão livre. O uso de um número menor de vigas também foi detectado no lote 4.</p>
<p>Como consequência dessas e de outras mudanças nos outros cinco lotes, o TCU apontou indícios de superfaturamento nas medições dos serviços das empreiteiras que totalizaram R$ 184 milhões. Para a Corte, foi reduzida a quantidade de material de construção usada na obra, mas os preços repassados ao Estado foram mantidos. No lote 1, o índice de sobrepreço foi de 105%; no 2, 111,5%; 29,4% no lote 3; 104,5% no lote 4; e 76,2% no lote 5. O TCU também afirma que as empreiteiras alteraram o método de medição das obras. O critério de medição passou a ser feito por meio dos avanços físicos da obra, substituindo o critério anterior, realizado com base nas quantidades unitárias, como metros e quilômetros. &#8220;Com a mudança, a medição quantitativa dos principais serviços prestados tornou-se inviável, impossibilitando calcular se os pagamentos efetuados refletem o que foi, efetivamente, projetado e executado&#8221;, adverte o relatório do TCU.</p>
<p>A destinação de verbas da Dersa para a escavação de rochas foi outro problema verificado pelos auditores do tribunal. Os cinco lotes recebiam o repasse para o serviço até julho deste ano. Apenas o lote 1 (Andrade Gutierrez/Galvão), porém, cujo trecho vai da Via Anchieta à Avenida Papa João XXIII, em Mauá, no ABC, realizava essas escavações.</p>
<p>As mudanças nas obras, segundo o TCU, resultaram numa &#8220;combinação altamente danosa às finanças&#8221; da União – a obra de R$ 3,6 bilhões é resultado de uma parceria entre os governos federal (R$ 1,2 bilhão) e estadual (R$ 2,4 bilhões).</p>
<p>Apesar das objeções feitas pelos auditores, o TCU não recomendou a paralisação da obra ou o bloqueio dos repasses federais. A decisão de prosseguir com os trabalhos foi tomada com base em despacho emitido pelo ministro João Augusto Nardes.</p>
<p>Em setembro, os envolvidos na obra do Trecho Sul do Rodoanel assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público Federal em São Paulo no qual abriram mão de receber R$ 265 milhões em aditivos contratuais considerados ilegais pelo TCU. O pagamento de aditivos permitia aceleração das obras, uma vez que o dinheiro servia para embutir serviços não previstos inicialmente. O maior deles, de R$ 10,1 milhões, havia sido assinado com o consórcio responsável pelo lote 5. No TAC, as partes se comprometeram a não mais celebrar &#8220;quaisquer termos aditivos e modificativos&#8221;.</p>
<p>Procuradas ontem , as empreiteiras do lote 5 não se manifestaram até as 20 horas.</p>
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		<title>Aparelhamento tucano: Para mais votado a reitor da USP, fatores não acadêmicos prevaleceram</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 12:31:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
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		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Glaucius Oliva]]></category>
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		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
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		<category><![CDATA[Tucanos]]></category>
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		<description><![CDATA[

Tucanos ligados a novo reitor influenciaram na decisão, afirma Glaucius Oliva
&#8220;Não tive a oportunidade de  apresentar meu projeto nem  para o governador nem para  pessoas próximas&#8221;, diz  diretor de física de São Carlos

DA REPORTAGEM LOCAL &#8211; FOLHA SP
Preterido pelo governador  José Serra (PSDB) apesar de  ter sido o mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: large;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p><span style="font-size: x-large;"><strong>Tucanos ligados a novo reitor influenciaram na decisão, afirma Glaucius Oliva</strong></span></p>
<p><strong>&#8220;Não tive a oportunidade de  apresentar meu projeto nem  para o governador nem para  pessoas próximas&#8221;, diz  diretor de física de São Carlos</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/foto/0,,26412531-EX,00.jpg" alt="http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/foto/0,,26412531-EX,00.jpg" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">DA REPORTAGEM LOCAL &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>Preterido pelo governador  José Serra (PSDB) apesar de  ter sido o mais votado na USP,  Glaucius Oliva diz lamentar  que &#8220;fatores não acadêmicos  prevaleceram&#8221; na decisão final  para escolha do reitor.<br />
Diretor do Instituto de Física  de São Carlos, Glaucius, 49, entende que perdeu o posto devido à pressão de tucanos aliados  ao novo reitor e por seu nome  ter sido ligado na campanha ao  da atual reitora, Suely Vilela. O  governador e Vilela têm relações estremecidas.  Glaucius diz não ter sido procurado pela equipe de Serra.<br />
&#8220;Não tive a oportunidade de  apresentar meu projeto nem  para o governador nem para  pessoas próximas a ele. Lamento que tenha sido assim.&#8221;<br />
Abaixo, a entrevista com  Glaucius, cientista renomado,  que dirige a unidade com a  maior produção científica da  universidade. <strong> (FT) </strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Como o sr. se sente?<br />
GLAUCIUS OLIVA -</strong></em> Desapontado.  Entendo que são as regras do  jogo. Mas não tive a oportunidade de apresentar meu projeto nem para o governador nem  para pessoas próximas a ele.  Ter a voz do governador ao final do processo significa que se  deveria avaliar os projetos. Isso  ficou à margem. O processo me  leva a crer que foram fatores  não acadêmicos que prevaleceram na decisão.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Que fatores?<br />
GLAUCIUS -</strong></em> Pressão política. E  pelo fato de meu nome ter sido  ligado ao da reitora. É preocupante que coisas como essas sejam decisivas numa decisão que  deveria considerar os projetos  para o crescimento da USP.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O sr. acha que haverá uma  cisão na universidade?<br />
GLAUCIUS -</strong></em> Vai ter muita gente  desapontada, como eu estou.  Meu projeto não era um projeto pessoal, mas de expectativas  da comunidade [acadêmica].  Espero que não haja riscos para  a USP. A universidade está acima disso. Agora, segue a vida.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O sr. aceitaria participar da  nova gestão?<br />
GLAUCIUS -</strong></em> Não vejo possibilidade. O reitor precisa ter próximo a ele pessoas com grande  afinidade. No grupo dele, há  muitas pessoas capacitadas.  E a minha candidatura não  era um projeto pessoal, de luta  pelo poder. Era coletiva.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; De que forma o apoio da  reitora pesou negativamente na decisão do governador?<br />
GLAUCIUS -</strong></em> Se isso teve peso  grande, foi uma forma muito pequena de julgar a universidade,  que tem tantos desafios. Era o  julgamento da gestão que começa em 2009, não da que acaba.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O sr. já pensa na próxima  eleição? Poderia se candidatar novamente para reitor?<br />
GLAUCIUS -</strong></em> Não pensei. Quatro  anos é muito tempo, muita coisa pode mudar até lá.</p>
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		</item>
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		<title>Convergência de interesses entre o PSDB e o PT</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/convergencia-de-interesses-entre-o-psdb-e-o-pt/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 11:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Agenda]]></category>
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		<description><![CDATA[por Rubens Barbosa* &#8211; O Estado SP
O artigo do Presidente FHC sobre o autoritarismo popular e os termos da entrevista de Caetano Velloso de apoio a Marina Silva são os primeiros exemplos de que há perspectivas de uma nova linguagem no discurso oposicionista. O Presidente Lula e o PT reagiram de forma igualmente dura.
A radicalização [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="alignleft" src="http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/528/imagens/somos1.jpg" alt="http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/528/imagens/somos1.jpg" /><span style="background-color: #ffff99;">por Rubens Barbosa* &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>O artigo do Presidente FHC sobre o autoritarismo popular e os termos da entrevista de Caetano Velloso de apoio a Marina Silva são os primeiros exemplos de que há perspectivas de uma nova linguagem no discurso oposicionista. O Presidente Lula e o PT reagiram de forma igualmente dura.<br />
A radicalização das posições durante a campanha eleitoral tenderá a dificultar a aprovação, no inicio do novo governo, de uma agenda que responda aos desafios da próxima década.<br />
Há consenso no sentido de que algumas reformas estruturais não podem mais ser adiadas para permitir que a economia possa crescer de forma sustentável, com taxas acima de 5%. A polarização política até outubro de 2010 aumentará, culminando com uma eleição apertada, que deixará  feridas e ressentimentos. Nesse cenário não pareceria haver espaço para qualquer entendimento. Quem quer que vença a eleição não terá maioria absoluta no Congresso para aprovar as legislações reivindicadas pela sociedade e, mais uma vez, terá de recorrer a um governo de coalizão.<br />
O Professor Renato Janine Ribeiro, no último número da Revista Interesse Nacional, publicou instigante artigo sobre uma possível aliança entre o PSDB e o PT. Realista, o autor reconhece que uma aliança entre os dois partidos é muito difícil e que nenhum movimento nesse sentido pode acontecer antes da eleição de 2010.<br />
Não creio que a idéia de uma aliança possa prosperar, visto que o ideário dos dois partidos tem origens bastante distintas e, sob muitos aspectos, são irreconciliáveis. Penso, contudo, que deveria ser estimulada uma convergência de atitudes e de ações para depois das eleições, seja qual for o resultado, com vistas a avançar uma agenda consensual em favor do Brasil.<br />
Cada partido vai disputar a eleição, áspera e acirradamente, segundo sua visão de mundo e suas prioridades internas. Quem vencer, a partir de 2011, deverá buscar consolidar a estabilidade da economia, a democracia, os avanços no campo social e a projeção externa do país. Com uma pesada agenda de reformas internas e de negociação externa, o novo governo, apesar do capital político inicial, terá pouco tempo para negociar junto ao Congresso as mudanças que se impõem. Por não ter força política para aprová-las no Legislativo, o futuro presidente terá de formar uma nova coalizão com outros partidos. Se o impasse institucional persistir, é possível prever uma paralisia política que comprometerá os esforços para manter o crescimento e cumprir a vasta agenda interna, para melhorar a competitividade do país e atender os compromissos externos.<br />
Nesse contexto, cabe lembrar o exemplo parlamentar da Alemanha. As coalizões entre dois dos principais partidos – o CDU e o SPD – sempre se deram depois das eleições, depois das lideranças reconheceram que ninguém tinha maioria absoluta e nenhum entendimento com os partidos menores daria estabilidade ao governo. Assim apesar da dura disputa eleitoral, sempre foi possível uma convergência em torno de um objetivo maior: o interesse do povo alemão.<br />
Dentro dessa visão, talvez não seja uma utopia pensar em uma possível ação convergente entre o PSDB e o PT, durante os primeiros 100 dias de governo, com vistas a aprovar uma agenda mínima que, por uma serie de razões, vem sendo adiada há mais de quinze anos.<br />
Um entendimento desse tipo, no qual os dois partidos deverão fazer concessões, representaria uma vitoria de todos e minimizaria o desgaste de medidas impopulares que terão, em algum momento, de ser enfrentadas por um futuro governo. O PMDB e os demais partidos acrescentariam os votos necessários para uma maioria qualificada, sem o custo político e outros, que os governos FHC e Lula tiveram de incorrer.<br />
Não se trata de formar um governo de unidade nacional ou de adesão da oposição. Cada partido manterá sua independência no governo ou na oposição, mas haveria uma trégua com prazo definido com o compromisso de se chegar a um entendimento para aprovação de uma agenda de efetivo interesse do país.<br />
Evidentemente, a operacionalização de um entendimento desse tipo não é fácil e enfrenta algumas questões que deveriam ser esclarecidas. Em primeiro lugar, quem seriam os negociadores de um pacto dessa relevância? Não parece prudente que sejam os candidatos, mas personalidades representativas dos dois partidos que gozem da confiança deles. Em segundo lugar, quando começariam as conversas? O normal seria que fossem iniciadas logo depois das eleições, quando o quadro eleitoral estiver definido, mas antes da posse.<br />
O maior desafio, contudo, será a definição da agenda comum entre o PSDB e o PT. Os dois partidos concordam quanto às prioridades das reformas estruturais que melhorarão a competitividade dos produtos brasileiros e simplificarão a vida do cidadão comum e das empresas brasileiras: política, tributária, trabalhista e da previdência social, em especial.<br />
A dificuldade vai ser o que incluir em cada uma delas. Os entendimentos devem mostrar que mesmo nos detalhes, em larga medida, haverá consenso. Os pontos mais sensíveis e controvertidos deveriam ser resolvidos pelo presidente eleito, em consulta com o partido que perder a eleição.<br />
Com vontade política, os interesses do Brasil poderão ser colocados acima de diferenças e rivalidades menores.<br />
Chegou a hora de se pensar de maneira ousada e criativa. Não acho que buscar essa aparente utopia seja ingenuidade, que minimiza as dificuldades e os riscos, nem excesso de otimismo, que imagina estar o objetivo facilmente ao alcance da mão.<br />
A convergência entre o PSDB e o PT, depois das eleições, será a grande novidade da política brasileira. Se isso ocorrer, tornará mais próximo e mais viável o grande sonho de um Brasil moderno e desenvolvido.</p>
<p><em>*Rubens Barbosa, ex-embaixador em Washington e em Londres</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A &#8220;gestão&#8221; tucana e o ambiente para os negócios</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 14:56:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[Na campanha eleitoral de 2004, José Serra acusava a administração municipal de Marta, por emperrar os negócios e as empresas em São Paulo, com excesso de burocracia. Já na época a principal responsabilidade recaía sobre o governo estadual e sua burocracia, administrada pelo PSDB. 
Hoje, após 14 anos de governo tucano no Estado e quase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Na campanha eleitoral de 2004, José Serra acusava a administração municipal de Marta, por emperrar os negócios e as empresas em São Paulo, com excesso de burocracia. Já na época a principal responsabilidade recaía sobre o governo estadual e sua burocracia, administrada pelo PSDB. </em></p>
<p><em>Hoje, após 14 anos de governo tucano no Estado e quase 6 anos na prefeitura, a situação só piora. </em></p>
<p><em>Segundo o artigo do <strong>Estadão</strong>, &#8220;</em>o governo paulista tem consciência do problema<em>&#8220;, ah bom&#8230; LF</em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-large;">***</span></p>
<p style="text-align: center;"><em><br />
</em></p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>Burocracia emperra negócios em SP</strong></span></p>
<p>Distrito Federal, Amazonas e Minas lideram ranking de melhor ambiente para negócios, enquanto SP aparece em 11º lugar</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Renée Pereira &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>O excesso de burocracia tem castigado os investidores que decidem fazer negócios em São Paulo, a principal economia do Brasil. Hoje, é mais fácil tirar um projeto do papel na Bahia, no Maranhão, em Santa Catarina e em Mato Grosso do Sul do que em território paulista, mostra levantamento da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), com base em dados do Banco Mundial.</p>
<p>No ranking geral, o Estado ocupa apenas a 11ª posição no quesito melhor ambiente de negócios, que considera tempo e custo de abertura de empresa e registro de propriedade e garantias, além de procedimentos para recolhimento de impostos, carga tributária e cumprimento de contratos. As três primeiras posições são do Distrito Federal, Amazonas e Minas Gerais (onde é mais rápido abrir uma empresa no Brasil).</p>
<p>&#8220;Apesar das várias medidas que começam a ser tomadas, São Paulo ainda é um Estado muito burocrático&#8221;, avalia o diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho. Na opinião dele, por causa da melhor infraestrutura em relação ao resto do País, São Paulo se esforça pouco para atrair investimentos. &#8220;Nos demais locais, a necessidade de capital novo tem incentivado a simplificação dos processos para ganhar competitividade.&#8221;</p>
<p>Um dos principais pontos fracos do Estado é a demora na abertura de empresas, três vezes maior que a média nacional. O advogado José Samurai Saiani, do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice, conta que recentemente gastou seis meses na montagem de uma indústria automotiva no Estado para um investidor europeu. &#8220;Eles ficam incrédulos com a burocracia e a falta de conexão entre os órgãos públicos.&#8221;</p>
<p>Na avaliação dele, mais complicado que conseguir o CNPJ e a Inscrição Estadual é obter licenças de instalação e operação das empresas. Isso porque há uma sobreposição de avaliações entre as esferas municipal, estadual e federal. &#8220;E nem sempre há consenso entre os órgãos. Por isso, alguns processos se arrastam por um ano.&#8221;</p>
<p>A advogada Eleonora Altruda de Faria, da Advocacia Celso Botelho de Moraes, teve de recorrer à Justiça para fazer um registro de mudança societária na Junta Comercial de São Paulo. &#8220;Eles pediam documentos que não tinham nenhuma relação com o processo. Levamos três meses para efetuar o registro. Isso depois de conseguir uma liminar.&#8221;</p>
<p>O governo paulista tem consciência do problema. Exemplo disso é que lançou o Programa Estadual de Desburocratização (PED) para reduzir os prazos de abertura de empresas e concessão de licenças. Até o fim do ano, a expectativa é lançar o Sistema Integrado de Licenciamento (SIL), que unificará os processos.</p>
<p>&#8220;No caso de atividade de baixo risco, o empreendedor receberá um alvará provisório enquanto as vistorias não são feitas dentro de, no máximo, seis meses&#8221;, diz o secretário do Emprego e Relação do Trabalho de São Paulo, Guilherme Afif Domingos. Ele afirma que o governo trabalha na criação de um Poupatempo para pessoa jurídica. A intenção é permitir que requerimentos sejam feitos via internet, possibilitando a abertura de empresa em 15 dias.</p>
<p>Responsável por mais de um terço do Produto Interno Bruto (PIB) do País, São Paulo ajuda a puxar para baixo a posição brasileira no ranking dos mais burocráticos do mundo. No último relatório Doing Business, do Banco Mundial, o Brasil aparece em 129º lugar &#8211; dois a mais que na pesquisa anterior.</p>
<p>&#8220;A burocracia é uma epidemia nacional. Está no DNA do País&#8221;, critica o presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco), André Franco Montoro Filho.</p>
<p>Para ele, um dos principais problemas está na burocracia tributária, que eleva a informalidade da economia e aumenta a sonegação. Isso sem contar a complexidade no recolhimento dos impostos. De acordo com o levantamento da Fiesp, entre 13 Estados, Minas Gerais e São Paulo impõem maior dificuldade para o pagamento dos tributos. A Bahia tem o melhor sistema para recolher tributos, ao lado de Rondônia e Mato Grosso do Sul.</p>
<p>Em recente evento, Jorge Gerdau, presidente do conselho de administração do Grupo Gerdau, contou que sua empresa conta com 200 pessoas no Brasil para controlar a área tributária, enquanto no Canadá precisa de apenas &#8220;meia pessoa&#8221; para a mesma função.</p>
<p>Tudo isso provoca um gasto adicional equivalente a 5% do PIB, conforme cálculos do próprio governo federal. &#8220;Os estrangeiros estão muito interessados em investir no Brasil, mas reclamam muito da burocracia e da carga tributária&#8221;, destaca a advogada Eleonora.</p>
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