07/06/2009 - 16:42h França: recorde de abstenção no escrutino europeu. O partido de Sarkozy obtêm um bom resultado e o PS um forte recuo

AU QG d'Europe Ecologie, on célèbre la troisième place au scrutin européen, dimanche 7 juin.
REUTERS/PHILIPPE WOJAZER – AU QG d’Europe Ecologie, on célèbre la troisième place au scrutin européen, dimanche 7 juin.

Européennes : l’UMP en tête, le PS en fort recul

Première confirmation : la France se dirige vers un nouveau record d’abstention aux élections européennes. Selon les premières estimations, environ 60 % des Français auraient boudé le scrutin.

Les listes UMP arrivent en tête au plan national (28,3 % des voix), devançant largement celles du Parti socialiste, qui ne franchit pas la barre symbolique des 20 % des voix (17,5 %), les listes d’Europe Ecologie (14,8 %) complétant ce trio de tête, selon une estimation TNS Sofres-Logica réalisée pour Le Monde, Le Point, France 2, France 3 et France Inter.

L’UMP réussit son pari. Les leaders de la majorité s’étaient fixé un double objectif : rester le premier parti de France et atteindre la barre des 25 % de suffrages. Avec ses 28,3 %, l’UMP est même au-dessus des estimations les plus favorables. Rachida Dati, élue en Ile-de-France, évoque “un succès pour le président de la République”. Dans la région Sud-Est, l’UMP totalise 29,7 % des voix.

Le PS est deuxième. Mais sans la manière. Martine Aubry espérait un score supérieur à 20 %. Au niveau national, on serait donc à 17,5 %. Le PS n’avait pas vraiment réussi dans la dernière ligne droite de la campagne à faire entendre sa différence avec d’autres listes à gauche qui se définissaient comme les dépositaires d’un “vote sanction”. Comme un symbole de l’effondrement socialiste, dans le Sud-Est, la liste PS, conduite par Vincent Peillon, totalise seulement 15,5 % des voix. Elle est devancée par la liste Europe Ecologie.

Pour François Bayrou, l’échec est encore plus cuisant. Le MoDem serait en dessous de 9 %, loin des 18,57 % obtenus par son leader au premier tour de la présidentielle de 2007. Surtout, la formation centriste ne parvient pas à s’imposer comme le troisième parti de France, une place abandonnée aux écologistes.

Les listes Europe Ecologie emmenées par Daniel Cohn-Bendit, Eva Joly et José Bové réaliseraient près de 15 %. La performance des écologistes en Ile-de-France sera scrutée avec attention : vu le bon score obtenu dans l’Hexagone, il n’est pas impossible que les écologistes franciliens dépassent les socialistes.

Les listes du Front de gauche totalisent 6,3 % des voix. L’association avec le Parti de gauche de Jean-Luc Mélenchon a redonné des couleurs au Parti communiste. Il y a deux ans, Marie-George Buffet totalisait 1,93 % des voix à l’élection présidentielle. Derrière arrivent les listes du Nouveau parti anticapitaliste (NPA) d’Olivier Besancenot, qui, avec 5 %, atteint l’objectif qu’il s’était fixé. Les listes de Lutte ouvrière ferment la marche avec 1,3 %.

A l’extrême droite, le Front national recueille 6,5 % des voix, alors que Libertas (le MPF de Philippe de Villiers et les chasseurs du CPNT) totalise 5 % des voix. Dans la région Sud-Est, Jean-Marie Le Pen, qui conduisait la liste FN, recueille 8,5 % des voix.
Le Monde.fr

07/04/2009 - 20:05h Os limites do bonapartismo

http://www.internationalist.org/sarkozynapoleon.jpg

David Rieff – VALOR

Sarkozy pode se dar ao luxo de dar as costas a seu partido, em vista do colapso total da oposição socialista

Após quatro décadas, a França retornou ao comando militar unificado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). De uma tacada, o presidente Nicolas Sarkozy derrubou um dos pilares da política francesa – e do legado de Charles de Gaulle, fundador do próprio partido político de Sarkozy.

A decisão é coerente com a maneira como Sarkozy governou desde sua eleição em 2007. Quer se trate de buscar uma reforma para o sistema judiciário francês, redesenhar seu mapa administrativo, propor uma nova aliança de países mediterrâneos, ou aparentemente por fim à ambígua política externa francesa – de alinhamento e não alinhamento com os Estados Unidos -, Sarkozy é pura ambição.

O problema é que um número excessivo de decisões de Sarkozy revelaram-se puramente simbólicas, como a malfadada União Mediterrânea; mal concebida, tal como a reforma judiciária, à qual se opõe virtualmente toda a magistratura; ou abertamente motivada por autointeresse, como a reforma administrativa, que de alguma maneira conseguiu abolir apenas os departamentos e administrações regionais controlados pela oposição socialista.

Muita gente no UMP, partido governante de Sarkozy têm se manifestado cada vez mais publicamente, ao expressar sua insatisfação com seu método de tomada de decisões. Na realidade, em vez de conceder séria margem para tomada de decisões a seu primeiro-ministro, François Fillon, ou ao gabinete de Fillon, Sarkozy trouxe praticamente todas as alavancas de poder para si e seus assessores dentro do palácio do Eliseu.

Com efeito, poucas observadores informados duvidam de que Jean-David Levitte, principal assessor de política externa de Sarkozy, tenha influência muito maior do que o ministro de Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner. Analogamente, em questões de política interna, a ministra do Interior, Michele Alliot-Marie, nada tem que se aproxime da agenda poderosa de Claude Guéant, assessor histórico de Sarkozy e diretor-geral do gabinete presidencial.

A despeito dos hábitos autoritários de de Gaulle ou de François Mitterrand, a personalização da presidência por Sarkozy é inédita na história da Quinta República. Sarkozy faz pouco segredo de seu desdém por membros de seu próprio partido, atraindo para seu gabinete socialistas como Kouchner e Rama Yade, vice-ministro para Relações Exteriores, e nomeando socialistas aposentados da cena política, como o ex-primeiro-ministro Michel Rocard, para comandar comissões nacionais e representar a França em negociações de tratados internacionais. Sarkozy pode se dar ao luxo de dar as costas a seu partido, em vista do colapso total da oposição socialista, que quase certamente perderá a eleição em 2012.

Se Sarkozy governasse com eficácia, esses desvios políticos e institucionais poderiam parecer uma lufada de ar fresco em uma sociedade cujas instituições parecem cada vez mais inadequadas diante dos problemas de uma sociedade multiétnica e pós-industrial (ainda que a dirigista França tenha conservado sua base industrial melhor do que muitos outros países ricos).

Foi assim que muitos dos que apoiavam o pleito presidencial de Sarkozy o viam. Apesar das diferenças de políticas, Sarkozy seria para a França o que Margaret Thatcher fora para o Reino Unido: um líder que tiraria o país de seu impasse, conservando os melhores aspectos de dirigismo, mas finalmente dando aos empreendedores espaço para crescer, reprimindo a criminalidade e reformando o ensino.

Mas Sarkozy não governou com eficácia, como deixam abundantemente claro o desencanto de seu partido consigo e dados de pesquisas. O caráter frenético de sua presidência – iniciativa transbordando em iniciativa, cada uma delas sendo a solução transformativa para o problema imediato e toda oposição sendo denunciada como eivada de mentira, ma fé e covardia – desgastou-se.

Em relação a diversas questões, especialmente salários, impera a liberalização do emprego, e a reforma do judiciário e da educação secundária, programas anunciados com tremendo alarde tiveram de ser adiados ou cancelados. Quase invariavelmente, Sarkozy atribuiu a culpa ao ministro em questão, e então avançou para o tema seguinte que atraiu seu interesse. Enquanto isso, sua obsessão com o domínio do ciclo diário de notícias, não importa quão volátil o pretexto, continua inclemente. Ele já chegou a aparecer em cenas de crime – não provocados por distúrbios urbanos, mas de crimes passionais privados, onde nenhuma razão de Estado poderia justificar a presença do presidente da República.

Em vista do estado patético da oposição socialista, é difícil ver que preço, se algum, Sarkozy pagará por seu histórico na presidência. Mas esse estilo de governo – essencialmente uma campanha eleitoral, e não um governo – praticamente assegura que quase nada de real importância poderá ser realizado.

Em recente entrevista coletiva à imprensa, o presidente americano Barack Obama comentou abominar fazer comentários precipitados sobre questões de grande relevância pública antes de ter absoluta certeza de conhecer o assunto em questão – e antes que tivesse segurança de sua opinião sobre o tema. Muitos franceses desejariam que tal autodisciplina pudesse contaminar Nicolas Sarkozy. Dado seu temperamento, porém, isso dificilmente parece provável de acontecer. Em consequência, um governo no qual muitos tinham colocado grandes esperanças está descambando em demagogia e ineficácia.

David Rieff é autor de “At the Point of a Gun: Democratic Dreams and Armed Intervention” (A queima roupa: sonhos democráticos e intervenções armadas). Seu livro mais recente, “Swimming in a Sea of Death: A Son´s Memoir” (Nadando num mar de morte: memória de um filho), trata de sua mãe, a romancista e crítica Susan Sontag. © Project Syndicate/Europe´s World, 2009. www.project-syndicate.org

27/01/2009 - 15:54h Quinta-feira de fortes greves na França

26/01/2009 - 19:56h França: o poder político teme um grande movimento social

Le pouvoir politique redoute un grand mouvement social

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Le Monde

Que faire, face à l’augmentation inéluctable du chômage et à la désespérance qu’elle porte en germe ? Comment éviter que la détérioration du climat social ne se transforme, à l’occasion d’un dérapage ou d’un conflit local dur, en une de ces explosions dont la France a le secret ? Dans un pays qui s’enfonce dans la récession, ces questions taraudent les responsables politiques au plus haut niveau de l’Etat, dans la majorité comme dans l’opposition.

La journée unitaire d’action du jeudi 29 janvier, qui s’annonce très suivie, bénéficie selon deux sondages publiés dimanche 25 (CSA/Le Parisien/Aujourd’hui en France et IFOP/Sud-Ouest) du soutien de près des trois quarts des Français. A quelques jours de son organisation, les débrayages à l’usine Renault de Sandouville à l’annonce de la prolongation du chômage partiel, les mots d’ordre de grève dans les universités, les tensions qui subsistent dans certains lycées, dans l’administration et dans le monde hospitalier ont relancé les craintes d’une possible conjonction des mécontentements. “Je sens une violence en train de naître. Dans les écoles, par exemple, la mobilisation est très forte”, relève Philippe Cochet, député UMP du Rhône.

Début janvier, des élus de la majorité avaient alerté Nicolas Sarkozy sur les risques d’“un grand mouvement social” et du décalage avec l’opinion publique sur le plan de relance. “Les gens ont l’impression que l’argent public est distribué aux banquiers et que rien n’est fait pour eux. Ils approuvent ceux qui descendent dans la rue”, avaient-ils indiqué.

La récession a beau frapper inégalement territoires et entreprises, les remontées du terrain ne sont guère rassurantes. La baisse de l’intérim, la hausse du chômage partiel, la multiplication des plans de départ volontaire ont certes permis, jusqu’à maintenant, d’“étaler les effets dévastateurs de la crise”, analyse Martin Richer, directeur général de la société Secafi (Groupe Alpha), spécialisée dans le conseil auprès des comités d’entreprise. “Mais si la situation dans l’automobile devait préfigurer ce qui se passera dans cinq ou six autres secteurs, la crise prendrait une autre dimension”, dit-il.

Dans les régions industrielles, les syndicalistes décrivent l’anxiété de salariés “K.-O. debout”. “Fin 2008, 134 entreprises avaient fait une demande de chômage partiel et 15 000 salariés ont dû s’arrêter trois semaines pendant les fêtes. On n’avait jamais vu cela”, dit Alain Gatti de l’Union régionale interprofessionnelle CFDT de Lorraine.

Son homologue des Pays de la Loire, Laurent Berger, constate la multiplication des plans sociaux : “En novembre et décembre, les entreprises de la région ont remercié 8 000 intérimaires, mis fin aux contrats à durée déterminée, demandé à leurs salariés de prendre des jours de réduction du temps de travail ou de chômage partiel. Mais, depuis janvier, on tape dans le dur.” Et d’égrener la liste des emplois supprimés en une semaine : 120 dans deux entreprises d’ameublement employant au total 300 personnes, 200 emplois sur 1 200 dans un groupe suédois, et plusieurs dizaines de milliers de salariés désoeuvrés pour cause de chômage technique.

La crise se généralise : automobile, transports, navigation de plaisance, chantiers navals, services informatiques, secteur du nettoyage. “La situation, anxiogène, crée du fatalisme et de la colère chez des salariés qui ont le sentiment de payer les erreurs du capitalisme financier”, note le syndicaliste.

Dans les entreprises en difficulté, la crainte du chômage tétanise. Dans celles qui se portent mieux, les négociations salariales s’annoncent tendues. “Le mécontentement est plus fort dans les groupes qui ne vont pas trop mal, là où les politiques salariales sont jugées insuffisantes”, assure le secrétaire général de la métallurgie CFDT, Dominique Gilliez.

A situation sociale complexe, pronostics nuancés. “Il y a beaucoup de colère rentrée, mais cela ne se traduit pas toujours par de la lutte”, relève Nadine Prigent, secrétaire générale de la CGT santé. “La crise amplifie l’incertitude, exacerbe le ras-le-bol”, ajoute Marcel Grignard, secrétaire national de la CFDT, qui perçoit chez certains l’envie d’en découdre. Directeur d’études d’Entreprise et personnel, une association de DRH, Jean-Pierre Basilien croit plus à la possibilité de conflits locaux durs, là où l’emploi est détruit, qu’à celle d’un mouvement plus général. “Le gouvernement semble très attentif à désamorcer tous les sujets possibles de tensions avec la jeunesse, qui pourraient conduire à des mobilisations plus larges”, analyse-t-il.

La durée et l’ampleur de la récession constituent des inconnues qui vont peser sur le climat social. Raymond Soubie, conseiller de Nicolas Sarkozy pour les questions sociales, ne constate pas, pour l’heure, “de montée de fièvre forte”. Mais, ajoute-t-il prudent, la météo sociale est une science inexacte”.

Rémi Barroux, Claire Guélaud et Sophie Landrin

23/05/2008 - 11:09h Greve geral é novo golpe para Sarkozy

Paralisação convocada por maiores centrais sindicais protesta contra plano de aumentar tempo de contribuição para aposentadoria

Apesar de adesão parcial, organizadores dizem que 700 mil foram às ruas; atos têm o apoio de 60% da população, afirma enquete


Manifestantes protestam em Paris contra projeto do governo de aumentar o tempo de contribuição para a aposentadoria na França

CÍNTIA CARDOSO

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM PARIS

Centenas de milhares de franceses pararam de trabalhar e saíram às ruas ontem contra o projeto do governo de Nicolas Sarkozy de aumentar de 40 para 41 anos o tempo de contribuição para a aposentadoria. As cinco principais centrais sindicais do país convocaram greve geral e protestos disseminados.

A CGT, principal entidade sindical, estimou em 700 mil os manifestantes que saíram às ruas para protestar. Só em Paris, dizem terem sido 70 mil -já a polícia fala em 28 mil.

O governo francês argumenta que a combinação do déficit das contas públicas e o aumento da esperança de vida da população torna imprescindível a mudança no sistema previdenciário. O regime único de aposentadoria tem um rombo de 4,6 bilhões.

Uma sondagem divulgada pelo jornal “Libération” mostra que 60% dos entrevistados apóiam a greve de ontem e 36% são contra. Os franceses, no entanto, estão divididos quanto à necessidade de reformas.

Para 49%, inevitavelmente a França será obrigada a adotar um regime de aposentadoria inspirado do modelo americano. Ou seja, onde cada empregado é responsável pelo pagamento de sua própria aposentadoria.

Paradoxalmente, apenas 22% concordam com um período mais longo de contribuição. O engenheiro de sistemas Samuel Marchand é um dos partidários da mudança. “Eu comecei a contribuir aos 25 anos. Acho justo ter que contribuir mais tempo, mas me preocupo com a questão do desemprego na faixa dos 50 anos. Não adianta nada eu ter disposição para trabalhar e perder o emprego quando ficar mais velho”, afirmou.
Essa , aliás, parece ser uma das principais preocupações de Xavier Bertrand, ministro do Trabalho. O governo determinou que, até o fim de 2009, as empresas assinem acordos de compromisso para aumentar a participação de empregados entre 55 e 64 anos.

O gesto, entretanto, não foi suficiente para acalmar os ânimos. As centrais argumentam que é injusto elevar os anos de contribuição com base em cálculos da expectativa de vida porque um operário vive, em média, menos tempo do que um executivo.

Uma das centrais, a CFDT, apóia o princípio de prolongamento da contribuição, mas afirma que é inútil passar de 40 anos para 41 anos com uma taxa de emprego de apenas 38% entre os trabalhadores entre 55 e 64 anos. Já as centrais CGT e FO discordam das propostas do governo. Esse cisma sindicalista parece ter sido sentido na taxa de adesão à greve. A média nacional entre os funcionários públicos foi de 8%, chegando a 25% em alguns setores, como o ferroviário.

Os representantes sindicais, porém, minimizaram esses dados. Em comunicado, as centrais afirmaram que o mais importante foi a mobilização nas ruas. Além da manifestação na praça da Bastilha, em Paris, também foram realizados protestos em outras 80 cidades. (leia mais na Folha SP)

saiba mais

Apoio cai entre população e partidários

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

As greves na França ocorrem em um momento em que o presidente Nicolas Sarkozy enfrenta dificuldades para melhorar sua popularidade. Pouco mais de um ano após subir ao poder, sondagem divulgada pelo instituto Ipsos revela que só 40% dos entrevistados aprovam o governo, contra 58% de julgamentos desfavoráveis.
Esses percentuais são próximos aos verificados em abril. No governo havia a expectativa que, após a entrevista televisiva em 24 de abril, houvesse uma recuperação dos índices.
No centro do descontentamento, está o poder aquisitivo em queda ou estagnado. Sarkozy, na campanha, fez da promessa de recuperação da economia o pilar do seu discurso. Mas o balanço dos últimos 12 meses mostra uma economia morosa sob um cenário internacional adverso de alta do petróleo. As reformas propostas pelo presidente, potencialmente impopulares, tornam-se ainda mais indigestas com uma economia lenta.
A personalidade de Sarkozy também afeta a opinião publica. Os franceses parecem ter enjoado da superexposição de sua vida pessoal, das amizades com milionários e da aparição freqüente em revistas de celebridades.
Os baixos índices resvalam no premiê, François Fillon, que vê o sua aprovação, hoje em 50%, seguir uma trajetória de queda.
Não bastassem os dissabores da opinião pública, Sarkozy passa por uma crise dentro do próprio partido. Projeto de lei de regulamentação de organismos geneticamente modificados foi derrotado no Parlamento com o apoio do UMP, e grandes nomes de sua bancada, como o ex-premiê Jean-Pierre Raffarin, criticam abertamente o presidente por tentar passar reformas sem consultar o partido.
Com esse clima, Sarkozy antevê dificuldades para passar projetos mais difíceis -como a abolição da jornada de 35 horas. (CC)

29/04/2008 - 16:57h Sarkozy: o mais impopular presidente da França desde De Gaulle

Par Julien Martin | Rue89

En chute libre dans les sondages, Nicolas Sarkozy est devenu lundi le président le plus impopulaire de la Ve République.

Nicolas Sarkozy vendredi à Monaco (Eric Gaillard/Reuters)

“Je m’imaginais bien que je ne passerais pas cinq ans à commenter des sondages excellents.” Nicolas Sarkozy avait vu juste. Mais sa prévision, confessée jeudi au cours de son interview télévisée, était encore en dessous de la réalité. Ce sont des sondages toujours plus bas qu’il a à affronter depuis plusieurs mois. Les plus bas de l’histoire du baromètre politique!

La dernière étude en date est même la plus catastrophique pour un président de la Ve République depuis la systématisation des sondages d’opinion. D’après le sondage BVA-Orange-L’Express publié ce lundi, 64% des personnes interrogées disent avoir une opinion négative du chef de l’Etat, contre 55% au mois de mars. Jusque-là, le record d’impopularité, depuis la création du baromètre BVA en 1981, était détenu par François Mitterrand en mars 1992. Quelques jours plus tard, le président socialiste congédiait sa très contestée chef du gouvernement, Edith Cresson.

La cote de popularité de Nicolas Sarkozy (DR)

A cette époque, l’impopularité du Premier ministre entraînait la chute dans les sondages du Président. Le premier faisait office de fusible, et le second remontait. Aujourd’hui, le schéma s’est inversé du fait de l’omniprésidence de Nicolas Sarkozy. François Fillon a longtemps résisté à la dégringolade du chef de l’Etat, avant de plonger à son tour au mois d’avril, avec 46% de mauvaises opinions, soit dix point de plus qu’au mois de mars.

Pour remonter dans l’estime des Français, le Premier ministre a opté pour le mea culpa. “J’assume ma part d’erreur”, s’est-il exclamé dans une interview accordée ce week-end au JDD. Pas sûr toutefois que la stratégie soit payante. Le Président a usé de la technique jeudi, reconnaissant sa “part de responsabilité” dans le mécontentement grandissant, ce qui n’a convaincu que 36% des Français, selon un autre sondage réalisé le lendemain.

Et la côte de Nicolas Sarkozy ne semble pas prête de repartir à la hausse. Son effondrement trouve sa source dans les principaux soutiens qui l’ont porté à l’Elysée: les sympathisants UMP (75% de bonnes opinions en avril, au lieu de 86% en mars), ainsi que les retraités (55% de mauvaises opinions en avril, alors qu’elles étaient de 45% le mois précédent). L’inquiétude liée aux tensions sociales -notamment le mouvement lycéen, soutenu par 65% des Français- semble donc avoir gagné toutes les couches de la population.

Les cotes de popularité des présidents de la Ve République (DR)

L’Etat de grâce n’aura été que de courte durée pour Nicolas Sarkozy. Les courbes de mauvaises et de bonnes opinions se sont croisées dès le mois de janvier, soit à peine huit mois après son élection. Visite de Kadhafi, rapport Attali, bouleversements conjugaux… Le Président de la “rupture” a décroché. François Mitterrand avait lui “tenu” deux ans après sa première élection, en 1981, puis un peu plus de trois ans après sa réélection en 1988. Quant à Jacques Chirac, il n’aura bénéficié de la bienveillance post-électorale qu’après sa réélection en 2002 -mais pendant deux ans-, le début de son premier mandat ayant été plombé d’entrée par l’opposition à la réforme des retraites initiée par Alain Juppé.

Une solution existe néanmoins à la chute de popularité du Président: la cohabitation. Mise à part l’élection ou la réélection, la seule et unique solution qui a fonctionné depuis 1981 est en effet l’installation d’un Premier ministre issu de l’opposition. Chirac sous Mitterrand en 1986, Balladur sous Mitterrand en 1993 et Jospin sous Chirac en 1997. Trois cohabitations durant la Ve République. Trois remontées dans l’opinion.

Nicolas Sarkozy s’en inspira-t-il? Le cas de figure n’apparaît que très peu probable, particulièrement avec l’instauration du quinquennat. Bien que les tensions entre les deux têtes de l’exécutif se fassent de plus en plus nombreuses, chacun loue publiquement les qualités de l’autre et souligne la complémentarité. Le Président n’entend pas même changer de Premier ministre dans l’immédiat, ni dissoudre l’Assemblée nationale. Au risque de devenir le chef de l’état de disgrâce.

16/03/2008 - 17:29h “Rééquilibrage” contre “carton rouge”

Par La rédaction du Post

A droite et à gauche, on n’a pas la même analyse des résultats du 2e tour.

François Fillon et Ségolène Royal
François Fillon et Ségolène Royal
REUTERS/© Jean-Marc Loos / Reuters / PIERRE ALAIN/epa/Corbis/PIERRE ALAIN

François Hollande, PS
“Le constat, c’est que la gauche est majoritaire en voix et elle sera majoritaire en nombre de villes”, dit François Hollande, sur TF1.

“La conclusion, pour le président: il avait lui-même dit qu’il entendrait le message des Francais. La conclusion du président doit être de corriger la politique qu’il a conduite”, dit-il encore.

“Le premier remaniement qu’il devrait faire, c’est le remaniement de lui même.”

François Fillon, UMP:
Le Premier ministre François Fillon a affirmé dimanche sur France 2 qu’il était “malvenu de tirer de ce scrutin des leçons nationales”, après le second tour des municipales et des cantonales, en appelant à ne pas “instrumentaliser” le vote des Français.

“Nous n’esquiverons pas les difficultés. Nous respecterons nos engagements”, ajoute-t-il, après avoir reconnu que “même s’il est diffus et éparpillé, il se dégage un message”, citant notamment le “fort taux d’abstention”.

Xavier Bertrand, UMP
“Ce n’est pas le match retour de la présidentielle. (…) Ce sont toujours des élections locales”, répond Xavier Bertrand, le ministre.

“Nous payons le prix des divisions” (de la droite), dit-il encore, citant le cas de Reims. “C’est un rééquilibrage par rapport à 2001″, minimise-t-il.

“Les Français veulent plus de réformes”, croit encore Xavier Bertrand.

François Bayrou, MoDem
Le président du MoDem a affirmé dimanche que les bons résultats de la gauche montraient qu’il y avait en France “une instabilité politique”, un “mouvement de balancier”, qui nécessitait de “construire un centre fort”. Parce que, entre la présidentielle et aujourd’hui, le PS n’a “rien changé”.

Hervé Morin, du Nouveau Centre, rallié à Sarkozy: “Le centre ne peut pas être nulle part.” “Il faut un centre qui participe à l’effort de changement du pays.”

14/03/2008 - 19:28h França vota de novo domingo: a direita ainda vai sofrer

Municipales: alors… vague rose ou pas?

Par La rédaction du Post , le 14/03/2008

Le 9 mars, les listes de gauche ont obtenu au total 47% des suffrages contre 45% à la droite.
Urne électorale
“Vote sanction” pour la gauche, limiter les dégâts pour la droite. Après le premier tour des municipales et cantonales qui a donné un net avantage à la gauche, la droite espère au second tour limiter les dégâts et conserver des villes-phare telles que Marseille, face à une opposition qui prône un “vote sanction”.

Les villes en balance. Montauban, Narbonne, Cahors, Millau, Quimper, Vannes, Briançon, Roanne, Sens sont au nombre des villes menacées à droite. A contrario, Mont-de-Marsan, Agen ou Calais, administrées par la gauche, pourraient basculer.

Faible participation. Chaque camp appelle depuis sans relâche à la “mobilisation”, la participation ayant été la plus faible enregistrée à des municipales depuis 1959, avec l’espoir d’en profiter.
Très discret avant le 1er tour, Nicolas Sarkozy a d’ailleurs jugé de son “devoir” d’exhorter les abstentionnistes à reprendre le chemin des urnes, lors de son unique intervention d’entre-deux-tours, mardi à Toulon.

Bertrand Delanoë.

Bertrand Delanoë

Marseille et Toulouse sous les projecteurs.Tous les regards seront braqués dimanche sur Marseille et Toulouse, où la gauche espère l’emporter. Le PS a déjà conservé Lyon dès le premier tour, et à Paris Bertrand Delanoë semble promis à une large victoire. Quant à la droite, après le triomphe d’Alain Juppé à Bordeaux, elle compte bien garder ces deux municipalités pour amortir une défaite redoutée au plan national.

La place du MoDem. A Marseille et à Toulouse, comme dans beaucoup d’autres communes, le MoDem fait figure d’arbitre. Objet de toutes les convoitises, il a, au nom de son “indépendance”, opté pour des alliances à géométrie variable, à droite ou à gauche, semant le trouble dans les deux camps.

Patrick Devedjian Patrick Devedjian

Patrick Devedjian

La droite inquiète. La droite ne fait pas mystère de son inquiétude. D’ailleurs, le secrétaire général de l’UMP Patrick Devedjian a prédit un second tour “difficile”.

Certains ministres aussi. 8 des 22 ministres candidats aux municipales restent soumis au verdict du second tour, notamment le ministre de l’Education Xavier Darcos, en difficulté pour sa réélection à Périgueux.

(Avec AFP)

09/03/2008 - 23:17h França: não foi um tsunami, mas a onda rosa é bem forte

Le résultat des municipales en un coup d’œil

Pierre Haski (Rue89)

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défaite de la droite et de Sarkozy au premier tour de municipales

Vous vous réveillez lundi matin sans avoir écouté les infos, et vous voulez avoir une vision rapide et synthétique du premier tour des élections municipales? Rue89 a pensé à vous.

Un premier tour marqué par une vague rose bien réelle, sensible dans la plupart des grandes villes à commencer par Paris et Lyon, un désaveu du gouvernement qui s’accompagne toutefois d’une bonne résistance individuelle de certaines personnalités de droite, comme Alain Juppé à Bordeaux (la seule grande ville qui reste solidement ancrée à droite ce dimanche soir), et de certains membres du gouvernement, comme Laurent Wauquiez et Luc Chatel qui font de belles prises à la gauche.

S’y ajoute un MoDem placé de manière ambiguë en position d’arbitre dans plusieurs villes, et qui devra se prononcer plus clairement dans les prochains jours, et enfin une extrême gauche vigoureuse dans plusieurs villes. Etat des lieux.

(mais…)

09/03/2008 - 18:01h Sarkozy é reprovado no primeiro teste

sarko_agricola.jpgReali junior, correspondente do jornal O Estado de São Paulo e fino conhecedor da política francesa resumiu a situação as vésperas do primeiro turno das eleições municipais na França: Sarkozy, entre o desastre e a derrota.

O que indica a boca-de-urna deste domingo é uma derrota da direita, porem aparentemente não um desastre. O próximo domingo acontece o segundo turno nas cidades que não elegeram uma chapa majoritária já no primeiro, ele poderá mostrar a amplidão desta derrota e se acabará sendo um desastre ou uma derrota municipal. O Partido Socialista sai vencedor deste primeiro round, com 47% contra 40% a UMP, o partido de Sarkozy e várias cidades passaram das mãos da direita para a esquerda. É o caso de Tourcoing, antes governada pela direita. Em outras cidades os socialistas podem ganhar no segundo turno. As contas definitivas ficam para a próxima semana, mas a derrota da direita é o fato maior deste primeiro teste eleitoral de Sarkozy. LF

09/03/2008 - 16:44h Onda rosa na França e na Espanha?

O PSOE sob a direção de Zapatero estaria bem mais a frente que a direita do PP, segundo pesquisa após o voto. Isto daria uma maior representação parlamentar a esquerda, perto de conquistar uma maioria absoluta no parlamento.

Na França, pesquisa de boca-de-urna anuncia o Partido Socialista com 47% e a direita da UMP, o partido de Sarkozy, com 40%. (instituto CSA).

A cidade de Rouen passa a mãos da esquerda. Em várias outras cidades importantes o segundo turno se apresenta favoravelmente aos socialistas, é o caso de Caen e de Lille com Martin Aubry. Paris e Lyon continuaram governadas pela esquerda.

“Un vote sanction à amplifier”

Par La rédaction du Post , le 09/03/2008
C’est ce que dit Ségolène Royal sur TF1. L’UMP réplique.

Nicolas sarkozy (archives)

Nicolas sarkozy (archives)
Reuters/JACKY NAEGELEN

Ségolène Royal, du PS: C’est un “vote sanction” pour le pouvoir qui doit “s’amplifier au deuxième tour”, a-t-elle dit sur France 2.

“J’ai vu monter très fortement la désillusion et même la colère.”

“Il faut que ce vote sanction s’amplifie dimanche prochain sinon rien ne changera”, a-t-elle poursuivi.

Elle demande aussi au Premier ministre Fillon de “renoncer” au paquet fiscal.

Rama Yade, de l’UMP: “Le vote sanction n’a pas eu lieu”, rappelant qu’il y avait 80 % de participation en 1983, donc beaucoup plus.

Le premier secrétaire du PS pavane
Il salue la “volonté de participation” des électeurs, et la “volonté d’espoir dans une gauche capable d’être utile”.

Mais surtout, parle de “la volonté d’avertir le président Nicolas Sarkozy, sur la politique qui est menée depuis 9 mois, notamment sur le pouvoir d’achat.”

“Tout reste ouvert, rien n’est gagné, dit encore celui qui est réélu à Tulle et va présider le conseil général de Corrèze.

Les électeur ont voulu “faire bouger Sarkozy”, dit-il. “Au second tour, il va falloir faire bouger le président. Ce serait très grave qu’il ne se passe rien.”

Roselyne Bachelot, ministre de la Santé réplique
Elle appelle sur France 3, la gauche à “se garder de tout triomphalisme”, ne voyant “absolument pas” de sanction à l’égard du président de la République.

Rachida Dati: “pas de chèque en blanc au PS”
La garde des Sceaux Rachida Dati a appelé les électeurs à ne “pas donner de chèque en blanc au Parti socialiste” dimanche sur TF1.

La N°2 du MoDem, Marielle de Sarnez:
Elle y voit le signe d’un “désenchantement pour le gouvernement”, tout en estimant que la “sanction” du gouvernement exprimée par les électeurs n’est pas non plus “une adhésion” à la gauche.

09/03/2008 - 08:27h Sarkozy, entre o desastre e a derrota

Eleição municipal reflete situação delicada da direita francesa, cuja maior esperança é a popularidade de Fillon

Reali Júnior – O Estado de São Paulo

François Fillon, Primeiro-Ministro é a esperança perante o desabamento da popularidade de Sarkozy

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Dez meses após a nítida vitória de Nicolas Sarkozy, a direita francesa encontra-se numa situação delicada. No dia das eleições municipais, ela é levada a optar entre a derrota ou o desastre, segundo revelam de forma quase unânime os institutos de pesquisas de opinião.

Trata-se de uma derrota prevista, porém de conseqüências ainda desconhecidas, por ser uma eleição municipal com aspectos nacionais. A relação de forças atual favorece os socialistas, com 44% das intenções de votos, enquanto os conservadores têm 41%.

O próprio Sarkozy, para reduzir os efeitos de uma derrota, decidiu antecipar algumas das decisões previamente anunciadas, como desmentir que prepara um rigoroso plano econômico. Ele afirma também que acelerará seu programa de reformas para o país e promete levá-lo até o fim, seja qual for o resultado da votação municipal.

Esse é o primeiro teste eleitoral de Sarkozy, cuja popularidade está fortemente abalada não apenas por ele não ter cumprido suas principais promessas eleitorais, mas também por seu comportamento político e privado – com um casamento com a cantora Carla Bruni apenas três meses após divorciar-se de Cécilia. Esses episódios prejudicaram a imagem de Sarkozy e contribuíram para a inversão de posição em relação a seu premiê, François Fillon, que tem 55% de popularidade, enquanto o presidente não ultrapassa os 38%.

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07/03/2008 - 17:40h França pesquisas: a esquerda favorita nas eleições municipais de domingo

Municipales: la gauche peut être confiante

Le bras de fer PS/UMPLa gauche part largement favorite avant le premier tour des élections municipales en France dimanche et elle est en position de prendre à la droite plusieurs grandes villes, dont Marseille, confirment plusieurs sondages publiés vendredi.

Alors, ils disent quoi les sondages ?
Quelques 32% des Français disent souhaiter l’élection d’un candidat de gauche, contre 27% qui optent pour un candidat de droite et 21% un autre candidat, selon une enquête Opinionway pour Le Figaro.

Les listes soutenues par la gauche obtiendraient 44% des voix au premier tour contre 41% à la droite, 7% au Modem, 2% à l’extrême-gauche, 2% au FN et 4% aux autres listes, selon une enquête CSA-Dexia pour Europe 1 et Le Parisien.

Elections à Paris, Lyon et Marseille.

Elections à Paris, Lyon et Marseille.

Et à Paris, cela donne quoi ?

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07/03/2008 - 17:18h Los ministros franceses ven en peligro sus feudos municipales

 

Nicolas Sarkozy, con estudiantes

Sarkozy visita hospital – escola. Ninguém quer aparecer na campanha municipal com ele

Los socialistas pretenden recuperar 30 grandes ciudades perdidas en 2001

Críticas crecientes a la acumulación de cargos políticos

J. M. MARTÍ FONT – París – EL PAÍS de Espanha

Los 21 ministros del Gobierno francés son candidatos en las elecciones municipales de los próximos 9 y 16 de marzo; 11 de ellos como cabezas de lista. La tradición política francesa de la acumulación de cargos consiste, literalmente, en añadir a la condición de diputado o senador la de alcalde, presidente de región o de comuna municipal y, eventualmente, la de ministro. Los expertos constitucionalistas la señalan como uno de los vicios que más empobrece la labor parlamentaria. Pero los políticos, por más que cuando están en campaña se muestran dispuestos a revisar esta práctica, a la hora de la verdad se cierran en banda a renunciar a uno sólo de sus cargos.

En determinadas ocasiones, esta práctica tiene riesgos. El desplome de la popularidad del presidente Nicolas Sarkozy ha dotado a estos comicios de una dimensión nacional, lo que pone realmente en peligro las ambiciones locales de los miembros de su Gobierno y de su partido, la Unión por un Movimiento Popular (UMP) y sus aliados.

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01/03/2008 - 16:02h Paris, eleições municipais: 57% de votos para Delanoë segundo uma pesquisa

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Faltam 8 dias para o primeiro turno das eleições municipais na França. Em Paris o atual prefeito, Bertrand Delanoë do Partido Socialista, é favorito a reeleição.

Le post

57% d’intentions de vote pour Delanoë au second tour

Selon un sondage CSA, Bertrand Delanoë l’emporterait largement à Paris.

Les listes de Bertrand Delanoë (PS) arriveraient très largement en tête du premier tour des municipales avec 43% d’intentions de vote et remporteraient le second tour avec un large majorité de 57%, selon un sondage CSA à paraître jeudi dans Paris-Obs et qui sera diffusé par la chaîne de télévision Paris Cap.

Les listes UMP conduites par Françoise de Panafieu seraient distancées de 13 points pour le premier tour (30%) et de 14 points le 16 mars à 43%, selon cette enquête. Le MoDem emmené par Marielle de Sarnez réaliserait le 9 mars 9% sur tout Paris, devançant de 4 points les Verts dont le chef de file est Denis Baupin (5%).

Interrogés sur les alliances qu’ils préféreraient voir nouer dans l’entre deux tours, les Parisiens mettent en tête celle de Bertrand Delanoë avec à la fois le MoDem et les Verts (27%).

Une alliance avec les seuls Verts vient ensuite (25%). Un accord avec les seuls partisans de François Bayrou est choisi par 15% des personnes interrogées. 21% répondent ni les uns, ni les autres, 12% ne se prononcent pas.

Questionnés sur les principaux points de désaccord entre le maire socialiste et ses alliés Verts, les Parisiens se disent favorables à 83% à la construction de nouveaux parkings en sous-sol (les Verts sont contre ces parkings). A 55% ils se disent, comme les élus écologistes, opposés à la construction de tours, 43% étant d’un avis inverse.

La suppression des murets séparant les voies bus-vélo des automobiles, cheval de bataille de Mme de Panafieu, divise l’opinion en camps égaux: 47% pour, 47% contre. Sondage réalisé par téléphone du 19 au 21 février auprès de 813 personnes inscrites sur les listes électorales à Paris (méthode des quotas). Notice détaillée disponible auprès de la Commission nationale des sondages.

Source : le parisien

26/02/2008 - 16:41h França: Os candidatos de direita nas municipais não querem Sarkozy por perto

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Sarkozy e seu Primeiro-Ministro Fillon

“Les candidats de droite aux municipales ne souhaitent pas la visite de Nicolas Sarkozy”

O jornal Le Monde organizou um bate-papo com seus leitores, como faz as vezes aqui a Folha de São Paulo, para debater as eleições municipais do mês próximo na França. Como convidado para animar o debate o professor D. Reynié. Para os que querem entrar no debate francês do momento e leem a lingua de Molière, uma discussão muito interessante.

Chat modéré par Raphaëlle Besse Desmoulières

Dominique Reynié, professeur à l’IEP de Paris, estime dans un “chat” sur Le Monde.fr que “s’il devait y avoir une vraie défaite aux municipales, l’UMP demanderait des comptes à Nicolas Sarkozy”.

gr : Dans quelle mesure l’impopularité de Nicolas Sarkozy au niveau national peut-elle ressurgir sur des choix électoraux locaux comme cela est le cas lors des municipales ?

Dominique Reynié : Le fait d’aller voter aux élections municipales est d’abord déterminé par les enjeux locaux. Ces élections sont particulièrement localisées par les électeurs. Donc il y a une dimension locale qui est sans doute la part principale dans le choix électoral. En même temps, évidemment, une élection n’est jamais indépendante du climat dans lequel elle se déroule, et là, nous sommes dans une situation inédite.

Ce n’est pas l’impopularité qui est inédite, c’est le fait qu’il y a impopularité en raison de la personnalité du chef de l’Etat et de son style. Et non pas en raison d’une réforme particulière, qui aurait par exemple mobilisé les Français. J’insiste sur ce point, car pour les électeurs de droite mécontents, c’est une chose de ne pas être satisfaits de la manière dont Nicolas Sarkozy est président, c’en est une autre d’aller voter socialiste… Comme il n’y a pas de grandes réformes en cours, les Français ne sont pas affectés dans un intérêt particulier.

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04/12/2007 - 18:26h 73% de parisienses aprovam o prefeito de Paris, Bertrand Delanoë

 

 

73% des Parisiens

C’est le nombre de Parisiens qui s’estiment satisfaits de la politique de Bertrand Delanoë en tant que maire.

A quelques mois des élections municipales, un sondage CSA révèle que la côte de Bertrand Delanoë est en hausse (+8 points par rapport à janvier 2006) Bertrand Delanoë est candidat à sa propre succession. (photo d'archives)|© Stephane Reix/For Picture/Corbis/Stephane Reix

Bertrand Delanoë est candidat à sa propre succession. (photo d’archives)

© Stephane Reix/For Picture/Corbis/Stephane Reix

Le duel
Alors que le maire de Paris recueille 77% d’opinions favorables auprès des Parisiens, son adversaire UMP Françoise de Panafieu en est à 44% d’opinions favorables.
Les armes de campagne sont affûtées, à vos vidéos… prêts… grimpez dans les sondages!

Par La rédaction du Post

01/12/2007 - 18:10h L’état de grâce de Sarkozy est terminé, c’est Le Figaro qui le dit

“Cette fois, l’état de grâce a bel et bien pris fin”: ce commentaire sur la cote de confiance de Nicolas Sarkozy ne provient pas d’un dangereux opposant, mais …du Figaro! Dans le baromètre Sofres/Figaro Magazine de décembre, le président de la République passe en effet pour la première fois sous la barre des 50% dans la confiance des Français, rejoignant le premier ministre François Fillon qui se trouvait déjà sous cette barre symbolique.

Moins de sept mois après son élection, et après avoir engrangé une popularité supérieure à son score électoral pendant plusieurs mois, Nicolas Sarkozy décroche: -4 points, à 49% de confiance. Un résultat paradoxal au lendemain de la grève des transports, alors que de nombreux commentateurs avaient conclu à une victoire aux points de Nicolas Sarkozy face à un mouvement social “impopulaire”. Ainsi, dans Les Echos de jeudi, un article sur la stratégie de communication du Président pendant la grève conclue que le choix du silence “lui a permis de gagner”. L’article décrit ainsi le publicitaire Jacques Séguéla, “enthousiaste”, qui prend un ton mitterrandien pour exliquer que Sarkozy a laissé “du temps au temps” là où tout le monde l’attendait “excité”.

De fait, à regarder de plus près le sondage du Figaro, le chef de l’Etat semble conserver le soutien de l’électorat de droite, en particulier celui de l’UMP, alors que son soutien au sein de l’électorat de gauche est tombé à 16%. Oubliée la magie de l’”ouverture”, et le trouble qu’elle a suscité à gauche. Cet électorat a donc retiré sa confiance au leader de l’UMP, alors même que la gauche reste inaudible dans son opposition au gouvernement.

Ce “score” n’empêchera sans doute pas Nicolas Sarkozy de dormir. Il devrait toutefois commencer à s’inquiéter car c’est de confiance qu’il s’agit. En six mois d’hyperactivité et de réformes lancées dans toutes les directions, il n’a visiblement pas réussi à convaincre au-delà de son “camp”. En intervenant jeudi soir sur la question du pouvoir d’achat, sujet de préoccupation numéro un des Français, il sait qu’il doit désormais faire face au scepticisme d’une bonne partie de l’électorat. Comme dit justement Le Figaro, l’état de grâce est terminé, les Français jugent sur pièces.

► Sondage TNS Sofrès, effectué les 21 et 22 novembre auprès d’un échantillon national de 1000 personnes représentatif de l’ensemble de la population âgée de 18 ans et plus, interrogées en face-à-face à leur domicile.

16/10/2007 - 18:38h "ÇA S’APPELLE LES DROITS DE L’HOMME"

Bayrou prêt à signer avec la gauche un recours devant le Conseil constitutionnel

Le Monde

‘avais indiqué dès dimanche au Zénith que je signerai le recours au Conseil constitutionnel”, a indiqué, mardi 16 octobre, François Bayrou, président de l’UDF-MoDem, confirmant ainsi qu’il s’associerait au recours que compte déposer la gauche devant le Conseil constitutionnel une fois le projet de loi sur l’immigration adopté, en raison de la disposition sur les tests ADN.

“J’espère que beaucoup d’autres le signeront, tous ceux qui ont indiqué que cette disposition pose un problème de conscience et de valeurs pour la société française”
, a ajouté le député des Pyrénées-Atlantiques. “Ce genre de texte met en cause des choses beaucoup plus profondes que les clivages politiques. C’est pourquoi je signerai, si j’en ai la possibilité, le recours”, a-t-il ajouté alors que la commission mixte parlementaire a maintenu, mardi, l’amendement ADN tel que l’a voté le Sénat.

“ÇA S’APPELLE LES DROITS DE L’HOMME”

De son côté, l’UMP François Goulard, qui avait participé au meeting de la gauche dimanche au Zénith, s’est vivement fait rappeler à l’ordre mardi par le premier ministre. François Fillon a en effet tancé le député du Morbihan, lors de la réunion heddomadaire du groupe UMP de l’Assemblée nationale, à laquelle ce dernier n’a pas pris part, ont rapporté plusieurs députés ayant assisté à la réunion.

Le député “villepiniste”, qui avait soutenu la candidature de François Bayrou lors de l’élection présidentielle, a également très fortement critiqué l’amendement permettant le recours aux tests ADN dans le cadre du regroupement familial. “Il y a des choses qui nous dépassent, qui appartiennent à tous les Français, à tous les hommes et femmes de cette planète : ça s’appelle les droits de l’homme”, avait-il fait valoir dimanche pour expliquer sa présence à la tribune d’un meeting organisé par Libération et Charlie Hebdo contre les tests ADN.

“Pour un gouvernement qui prône l’ouverture, pour un président de la République qui a répété qu’il aimerait qu’il y ait davantage d’ouverture, je ne vois pas comment on peut s’étonner qu’un membre de l’UMP aille avec des gens dont il ne partage pas les idées”, a répondu, mardi, François Goulard.

17/06/2007 - 20:58h Le MoDem aide la gauche à contenir la victoire de l’UMP


Le second tour des élections législatives n’a pas amplifié les résultats du premier tour. La droite sort victorieuse de ces élections mais subit une érosion en nombre de sièges. La gauche résiste à la vague bleue annoncée, profitant notamment d’un bon report de voix des électeurs du MoDem.

Malgré sa victoire, il y aura moins de députés de droite dans la nouvelle Assemblée que dans celle de 2002. Avec environ 340 députés, contre 370 en 2002, la majorité perd environ 30 sièges. C’est sa première contre-performance, après la large victoire de Nicolas Sarkozy à la présidentielle et au premier tour des élections législatives, où elle avait recueilli près de 46 % des voix et envoyé plus de cent élus dans l’Hémicycle sans passer par le second tour.

 

De son côté, la gauche a bien résisté dans les circonscriptions qu’elle détenait et progresse dans les circonscriptions détenues par la droite. Elle recueillerait près de 220 sièges dans la nouvelle Assemblée, soit 40 de mieux que dans la Chambre sortante. Suite…

10/06/2007 - 22:03h La majorité présidentielle plébiscitée, le nouveau calendrier électoral sanctionné

Une élection sanctionnée. Après avoir frôlé le record de la participation à une élection présidentielle il y a un mois, la France enregistre un record absolu d’abstention pour une élection législative sous la Ve République. Après l’engouement des électeurs pour le débat public qui a marqué la campagne présidentielle de 2007, il serait cependant excessif de parler de désaffection démocratique ou de crise civique. Ce sont les “nouvelles élections législatives” que les électeurs ont sanctionnées en s’abstenant massivement. Avec la réforme du quinquennat et l’inversion du calendrier électoral, ces élections qui se tiennent dans la foulée de l’élection présidentielle sont désormais ressenties comme une formalité destinée à donner une majorité au gouvernement.

 

Pour la droite, l’amplification de la présidentielle. Nicolas Sarkozy est assuré de disposer d’une large majorité. Avec un score d’environ 43 %, l’UMP et ses alliés (40,9 % pour l’UMP et 2,2 % pour le Nouveau Centre) remportent une large victoire en voix qui amplifie considérablement le score de leur candidat au premier tour de la présidentielle (31,2 %). C’est à la fois la traduction de l’état de grâce qui a caractérisé les premier pas du nouveau président, la confirmation d’un choix cristallisé à l’occasion d’une très longue campagne et l’amplification logique de sa victoire liée au mode de scrutin majoritaire. La popularité de Nicolas Sarkozy depuis son élection combinée à sa stratégie d’occupation tous azimuts de l’espace politique dès les premiers jours de sa présidence ont rencontré dans l’opinion un accueil favorable que les résultats du premier tour viennent confirmer. La passion et l’intérêt qui ont accompagné la longue campagne pour l’élection présidentielle autour des projets des candidats ont surtout permis aux électeurs d’effectuer un vrai choix politique ; la cristallisation issue de ce processus ne pouvait être remise en cause à l’occasion de ces élections législatives.

La gauche historiquement faible.
Avec un total de 36 % des voix, la gauche parlementaire (PS-PC-Verts et divers gauche) se situe paradoxalement à un niveau très faible pour des élections législatives mais améliore néanmoins de près de 7 points son score par rapport au premier tour de la présidentielle (29,1 % pour le total des voix de Royal, Buffet et Voynet). Le Parti communiste, avec 4,5 % (contre 1,9 %), fait la meilleure opération grâce à sa bonne implantation locale. Le Parti socialiste, avec un score de 28,5 %, améliore très légèrement le score de Ségolène Royal (25,9 %) mais se situe proche de son résultat aux législatives de 2002, qui avait suivi le séisme du 21 avril 2002 (28 % des suffrages exprimés). Stable voire en léger progrès électoralement, mais défaite politiquement, la gauche parlementaire profite naturellement du mode de scrutin majoritaire qui marginalise les petits courants mais subit la vague bleue qui accompagne la victoire de la droite à la présidentielle. Elle est handicapée par un niveau global historiquement faible : avec 39 % – en comptant l’extrême gauche – contre 36 % à la présidentielle de mai, la gauche aborde en position défavorable le second tour et les prochaines échéances, se trouvant contrainte de composer avec un centre qui même faible lui barre désormais la route à toute victoire sans une nouvelle définition de sa ligne et de ses alliances.

Le Modem, siphonné mais vivant.
Avec 7 % des suffrages exprimés pour le MoDem, François Bayrou échoue en partie à implanter dans le paysage politique l’existence d’un centre autonome. Son faible enracinement local et la logique majoritaire des législatives lui interdisent de jouer le rôle de troisième force que son score à l’élection présidentielle faisait miroiter (18,7 %). En cinq semaines, le Mouvement démocrate a perdu près de cinq millions de voix par rapport au socle électoral du candidat béarnais, dans un scrutin certes moins mobilisateur et difficile pour une formation émergente. Preuve que le succès de Bayrou ne résidait pas seulement dans son positionnement mais aussi dans une équation personnelle que les candidats fraîchement investis du MoDem n’ont pas su imposer dans leur circonscription respective. Faute de trouver une traduction en sièges parlementaires, l’influence de François Bayrou sur la vie politique au cours des cinq prochaines années sera limitée. Il devra trancher l’aporie d’une ligne autonome dans un paysage fortement polarisé qui profite à un homme lors de l’élection présidentielle mais qui n’assure pas d’élus dans sa foulée. En revanche, sa présence électorale, faible mais réelle, reste une force de nuisance surtout pour la gauche, qui se doit de trouver une solution à son existence comme la droite avait dû le faire à propos du Front national.

Le Front national étranglé.
La rebipolarisation du paysage politique et l’accentuation de la victoire de l’UMP ont fait une autre victime : le Front national, qui recule de plus de cinq points par rapport au score de Jean-Marie Le Pen à l’élection présidentielle, recueillant son résultat le plus faible depuis sa percée électorale au milieu des années 1980. Le voilà ramené à des scores jamais enregistrés depuis plus de vingt ans, qui confirme l’essoufflement de la dynamique Le Pen. Le FN est certes habitué aux reflux liés au système majoritaire : à chaque législative, il perd environ un tiers de ses suffrages. Aujourd’hui il perd la moitié de son socle présidentiel, se repliant sur le noyau dur de l’extrême droite (Tixier-Vignancourt avait obtenu 5 % des voix à l’élection présidentielle de 1965). Le résultat de Nicolas Sarkozy le 22 avril avait contenu Jean-Marie Le Pen. La domination de l’UMP étrangle aujourd’hui le FN.

Philippe Chriqui et Pierre Christian, expression-publique.com pour lemonde.fr

08/06/2007 - 17:01h Présidentielle 2007 : les leçons d’une victoire

Le Monde

M. Sarkozy est parvenu à réunifier les droites françaises

Nicolas Sarkozy a été choisi par 18 983 138 électeurs (53,06 % des suffrages exprimés, 42,68 % des électeurs inscrits) au second tour de l’élection présidentielle, le 6 mai, avec 2 192 698 voix d’avance sur sa rivale socialiste (soit une avance de 6,12 % des suffrages exprimés et de 4,93 % des inscrits). Cette victoire nette a entraîné une dynamique politique sensible à la fois dans l’ouverture politique du gouvernement Fillon, la popularité de la nouvelle équipe au pouvoir et des mesures qu’elle avance et, enfin, la forte majorité législative que laissent présager les sondages à l’issue de la consultation des 10 et 17 juin.

Les principaux éléments explicatifs de cette étonnante dynamique sont à chercher dans l’analyse du moment fondateur qu’a été la victoire électorale du 6 mai. Celle-ci a été d’une ampleur peu commune, elle s’est fondée sur une capacité à unifier au fond des urnes toutes les droites, à en dépasser ensuite les limites pour renouer, au-delà des décennies, avec la dimension syncrétique du gaullisme.

Une forte victoire. L’ampleur de la victoire est évidente au regard des affrontements passés entre gauche et droite au second tour de l’élection présidentielle sous la Ve République. Le niveau atteint par Nicolas Sarkozy est le deuxième meilleur niveau atteint par un candidat de droite face à un candidat de gauche : seul Charles de Gaulle, avec 55,20 % des suffrages, avait fait mieux en 1965. Cette large victoire, qui peut donner l’impression que le sarkozysme électoral renoue avec certaines des caractéristiques du gaullisme électoral, a été construite par une étonnante dynamique sensible dès le premier tour de l’élection présidentielle et qui s’est amplifiée au second.

L’unification des droites. Au premier tour, avec 31,18 % des suffrages, le candidat de l’UMP reprend pied au coeur du dispositif électoral des droites, alors que, depuis 1974, le candidat du gaullisme ou de son héritage oscillait entre 15,11 % (Jacques Chaban-Delmas en 1974) et 20,84 % (Jacques Chirac en 1995). Cette émancipation par rapport à une droite néo-gaulliste condamnée à n’attirer jamais plus que le cinquième des électeurs du premier tour a constitué la base de la dynamique sarkozyste. Ce passage d’un cinquième à presque un tiers de l’électorat s’est fait grâce à une captation d’une partie non négligeable des électeurs de l’UDF et à une conquête massive d’électeurs du Front national. Dès le premier tour, Nicolas Sarkozy est au centre d’une coalition des droites allant du centre droit à la droite extrême en passant par la droite néo-gaulliste. Il parachèvera cette coalition au second tour en s’attaquant à ce qui reste du lepénisme électoral et aux nouveaux adeptes du centrisme autonome de François Bayrou. Comment Nicolas Sarkozy est-il passé de 11 448 663 voix au premier tour à 18 983 138 au second, soit une progression de 7 534 475 voix ? Suite…