30/09/2009 - 18:29h “Serra destruiu a escola de tempo integral em São Paulo. Eu não consigo entender como um governador faz isso com as crianças”, disse Gabriel Chalita

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14/02/2009 - 07:36h “O PT já está resolvido, a Dilma é nossa candidata”

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Ministra diz ser o que PT tem de mais “vívido”

CATIA SEABRA – FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

Ainda alvo de restrições de parcela do partido, Dilma Rousseff negou ontem que sofra resistência de petistas e chegou a dizer que representa o que tem de “mais vívido” no PT. À entrada de um jantar oferecido em São Paulo pela ex-prefeita Marta Suplicy com o objetivo de aproximar a ministra da sigla, ela condicionou sua candidatura ao PT, mas descartou que seja objeto de restrição.
“Não vejo nenhuma resistência, pelo contrário. O PT tem me recebido de forma muito fraterna em todos os lugares a que vou”, disse ela, lembrando que parte substantiva de quem resistiu à ditadura desaguou no PT. “Tenho identificação com o cerne do PT, não é um partido qualquer”, disse.
Pouco antes, ela havia afirmado que sua candidatura dependeria de uma conversa com o presidente Lula e de avaliação do PT. “Como as duas coisas não estão dadas, não posso dizer que sou candidata, ainda.” “Lançada” por Marta como candidata, Dilma lembrou que as mulheres são maioria no país: “Não vejo por que uma mulher não tenha todas as condições [de ser presidente]“.
Apesar de negar a candidatura -”as coisas têm sua hora, a minha não chegou ainda”-, ela reconheceu que essa é sua pretensão. “Minha grande ambição é dar continuidade ao governo do presidente Lula”. O líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), disse que “o PT já está resolvido, a Dilma é nossa candidata”. Ao receber a ministra, Marta disse que o “time de São Paulo está unido para apoiar sua candidatura à Presidência”.
Durante o jantar, segundo o deputado Vicentinho, a ministra disse que se submete ao que o PT decidir e defendeu que o partido tem que se unir porque vai disputar sua primeira eleição presidencial sem Lula. Mais cedo, no Rio Grande do Sul, seu berço político, Dilma atacou a “falta de projeto” da oposição, ao lançar obras do PAC, em resposta às críticas de PSDB e DEM de que Lula estaria usando a máquina do governo para projetá-la à sucessão. “Eles podem falar o que quiserem, mas não me parece que tenham um projeto.”
Dilma chamou de “PAC do Serra” o pacote de R$ 20,6 bilhões anunciados anteontem pelo governador. “Somos a favor de investimento neste momento.”
Ontem, a ministra inaugurou duplicação de avenida, prometeu R$ 1,2 bilhão em obras no Estado e posou para fotos em máquina de perfurar solos em cerimônia do início de ampliação de linha de metrô. Inaugurações, disse ela, são forma de “prestar contas” à população.

Colaborou GRACILIANO ROCHA , da Agência Folha, em São Leopoldo e Novo Hamburgo

12/02/2009 - 10:35h De volta à cena o ex-Campo Majoritário

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Maria Inês Nassif – VALOR

O ex-Campo Majoritário do PT paulista está se articulando rapidamente em torno da candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência da República e de um único nome na disputa para o governo de São Paulo em 2010. Com isso, procura retomar a hegemonia na estrutura nacional do partido e o poder de barganha que tinha no passado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A tentativa do ex-Campo Majoritário, agora distribuído em mais de uma tendência, é para que essa articulação recomponha o equilíbrio de poder interno do PT que deu a vitória ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002. A partir de 1998, e até 2002, prevaleceu um pacto de convivência entre um líder carismático conhecido nacionalmente e uma estrutura burocrática que era forte e capilarizada. Lula usava da estrutura para disputar eleições e sua popularidade contribuia para o crescimento da legenda. Recompor agora com Lula significa proporcionar à Dilma o uso de uma máquina partidária grande – e muito organizada no Estado mais rico da Federação – e capitalizar a excepcional popularidade de Lula. De quebra, a tendência pode ganhar mais densidade num futuro governo Dilma, se ela vencer as eleições.

Foram os integrantes do ex-grupo chamados por Lula no Palácio do Planalto, no começo do ano, e encarregados de transitar internamente o nome da ministra Dilma Rousseff como candidata à sua sucessão, em 2010. Os ex-prefeitos Marta Suplicy (SP) e Fernando Pimentel (MG) e o deputado João Paulo (SP) foram os encarregados da tarefa. Os paulistas articularam-se rapidamente. Venceram a resistência de José Dirceu. O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, já deu uma declaração pública em favor da ministra – com a ressalva implícita de que a candidatura tem que obrigatoriamente passar pelo partido. Amanhã, haverá uma reunião de Dilma com os petistas paulistas, na casa da ex-prefeita. Simultaneamente, fecharam um acordo entre os três postulantes ao governo – Marta Suplicy, o ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia e o ex-ministro Antonio Palocci – e vão se entender em torno de um único candidato. Isso levará um grupo grande e coeso para a candidatura de Dilma e fortalecerá a sua posição no Diretório Nacional.

No período que antecedeu ao escândalo do mensalão, o Campo Majoritário paulista era hegemônico, tanto na tendência como no partido. Enfraqueceu-se devido ao envolvimento de vários de seus integrantes no escândalo do mensalão, em 2005, e dividiu-se. O grupo perdeu posições no partido – apesar da eleição para a presidência nacional do deputado Ricardo Berzoini – e no governo, com a queda dos dois ministros mais poderosos do primeiro mandato de Lula: José Dirceu, da Casa Civil, e Antonio Palocci, da Fazenda. São Paulo perdeu espaço para outros líderes que cresceram na contramão das agruras sofridas principalmente por líderes que irradiavam do Estado a sua influência para o resto do país. O presidente Lula distanciou-se da legenda e garantiu uma reeleição quase que apenas contando com a sua popularidade. É certo, usou a estrutura partidária, mas sem estabelecer uma relação orgânica com o seu partido.

Dilma, no pontapé inicial de sua candidatura, conta com a popularidade de Lula, mas não conseguirá se viabilizar sem uma relação estreita com o PT, que continua grande e capilarizado mesmo depois de passar pelos revezes de 2005. Vai definir suas relações com o PT pelas mãos do ex-Campo Majoritário. O grupo que tenta se reunificar conta com a sua experiência de articulação interna, que lhe dá rapidez, e com a concordância tácita das outras tendências de que a candidatura deve ser a da ministra. Segundo um dos petistas envolvidos na articulação, para qualquer dos grupos é vantajoso que o partido capitalize a popularidade de Lula. Como é importante que o partido continue sendo governo, onde todos estão representados na estrutura ministerial.

Ao que parece, o ex-Campo retoma suas articulações com a força que tinha antes. Mostra-se capaz de passar como um trator por interesses que contrariem a sua estratégia. A vitória de dois peemedebistas para a presidência da Câmara e do Senado passa por uma articulação já em andamento para negociar, com cada diretório regional do PMDB, a aliança com Dilma. Na Câmara, o grupo lutou até o último minuto para conseguir a vitória do deputado Cândido Vaccarezza (SP) como líder. O outro candidato, Paulo Teixeira (SP), era aliado do ministro da Justiça, Tarso Genro (RS), que vê a sua postulação à Presidência da República reduzir-se a pó.

Maria Inês Nassif é editora de Opinião. Escreve às quintas-feiras

E-mail maria.inesnassif@valor.com.br

24/03/2008 - 07:19h Com aval de Lula, aliança com tucanos é submetida ao PT

Paulo de Tarso Lyra, de Brasília – VALOR

estrela_pt.jpgCom a cúpula dividida, o Diretório Nacional do PT realiza reunião, hoje, em Brasília, para deliberar sobre coligações nas eleições municipais. No foco do debate estão as alianças com os adversários PSDB e DEM e, principalmente, o caso da prefeitura de Belo Horizonte. Na capital mineira o petista Fernando Pimentel uniu-se ao governador tucano Aécio Neves para apoiar o atual secretário de desenvolvimento econômico de Minas, Márcio Lacerda, um aliado de Ciro Gomes, do PSB. Opiniões manifestadas antes da reunião revelam que a aliança em Minas já está adiantada demais e teve o beneplácito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, razões suficientes para ser aceita pelo diretório.

Como regra geral, porém, a maioria vem pedindo preferência para coligações com partidos aliados no plano nacional.

Sergio Lima / Folha Imagem

Vaccarezza: “Nossas alianças com PSDB e DEM são mais comuns do que parece”

Em jantar, na semana passada, o grupo ligado ao ex-ministro José Dirceu fechou posição contra qualquer tipo de aliança. Mas petistas de outras correntes, como o secretário-geral José Eduardo Cardozo (SP), da mensagem ao partido, e o deputado Cândido Vacarezza (SP), do grupo martista, acreditam que exceções como Belo Horizonte e outras devem ser levadas em conta no debate.

O antigo campo majoritário busca uma definição mais nítida. O grupo, rebatizado de Construindo um Novo Brasil, marcou uma reunião para a manhã de hoje para fechar questão contra alianças com tucanos e democratas. Aniversariante da semana passada, Dirceu reuniu em sua casa ministros como Dilma Roussef, José Múcio Monteiro, Orlando Silva e até o vice-presidente José Alencar. Uma parte do grupo manifestou-se contra a parceria com o PSDB.

A polêmica dividiu o partido em três grupos: há os que são radicalmente contra, entre eles um bom número de comandantes do campo majoritário; há aqueles que apóiam a aliança com os adversários no plano federal, como Pimentel, Jaques Wagner, Jorge Viana; e aqueles que estão evitando tomar posição oficial e pública, e esperam ficar assim. O presidente Lula estaria inserido nesse último grupo. Lula foi consultado por Pimentel antes da questão ser levada ao diretório estadual de Minas. Recebeu sinal verde para a aliança com Aécio, um tucano bem próximo do Planalto.

Para o secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo (SP), a tendência do Diretório deve ser priorizar alguns aliados como PSB, PCdoB e PDT, e analisar algumas situações excepcionais, como Belo Horizonte. “A linha geral é não desvirtuar a trajetória para 2010. Mas não creio que esse encontro vá colocar o dedo na ferida desde já, acho que os diretórios estaduais terão peso importante nesse debate”, afirmou.

Nas contas de alguns petistas, BH é praticamente favas contadas. “O Pimentel não é um irresponsável. Conseguiu o apoio da base do partido no Estado. Não há como o Diretório Nacional reverter esse cenário”, acredita o deputado Cândido Vacarezza (SP), um dos parlamentares mais próximos de Dirceu na bancada petista. Existe ainda um complicador nessa discussão: se os aliados preferenciais são PSB, PCdoB e PDT, como vetar Márcio Lacerda, filiado ao PSB?

“O Brasil é grande demais e as coligações com tucanos e democratas são mais comuns do que parece”, reforçou Vacarezza. Estima-se que elas sejam mais ou menos 70 em todo país – apenas em São Paulo são mais de 30. “Em vários municípios o PSDB e o DEM têm posições políticas mais próximas de nós do que muitos aliados do plano nacional”, afirmou Vacarezza, que é ligado à ministra do Turismo, Marta Suplicy.

Segundo informou um petista, o grupo de José Dirceu terá que se render às alianças. “Tem aliados dele na mesma situação em São Paulo”, disse um petista da Executiva.

03/08/2007 - 17:32h PT realiza encontro estadual este fim de semana

Deputado Federal Cândido Vaccarezza


03/08/2007
PT realiza Congresso Estadual neste final de semana

Neste final de semana (3 a 5 de agosto) acontece a etapa estadual do 3º Congresso do PT. Os militantes elegeram 1500 delegados para o Congresso Estadual e cerca de 70 para o Nacional. Do encontro em São Paulo espera-se que sejam escolhidos cerca de 300 representantes, além dos 70, para o Congresso Nacional, onde os paulistas devem representar cerca de 40% do total de delegados.

Para o deputado federal Cândido Vaccarezza, esta é uma oportunidade de suma importância para que sejam discutidas as questões internas do partido e situação econômica e política do país e a participação dos filiados é fundamental.

“Temos que definir qual será a posição política do PT para os próximos 10 anos. Isso passa pelo debate aprofundado das teses que iremos apresentar no Congresso Nacional. Pensar no pós-governo Lula, o que tem muito a ver com a construção partidária. Por isso, é necessária a antecipação do PED – Processo de Eleições Diretas do PT para este ano ainda”, explica o deputado.

A programação do Congresso está disponível no www.pt-sp.org.br. Leia mais


Programas de transferência de renda
reduziram em 21% a desigualdade no país

Os programas de transferência de renda, hoje reunidos no Bolsa-Família, foram responsáveis pela redução de 21% da desigualdade de renda no Brasil, segundo estudo divulgado esta semana pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Segundo os pesquisadores, o grande trunfo dos projetos é o foco em quem realmente precisa. Entre os aspectos mais elogiados nos programas está o fato de que, em geral, 60% dos recursos são direcionados aos 20% mais pobres da população. No caso do Bolsa Família especificamente, 80% dos recursos são destinados aos 40% mais pobres. Este ano, o programa brasileiro tem reservados R$ 8,7 bilhões para 11 milhões de famílias com renda per capita mensal de até R$120. Leia mais


Produção industrial cresce 4,8% no semestre, diz IBGE
Em junho, a alta foi de 1,2% em relação a maio. Foi o nono aumento consecutivo nesse tipo de comparação. Já estão excluídos fatores sazonais (interferências específicas de determinados períodos do ano). Diante de junho do ano passado, houve elevação de 6,6%, a mais expressiva desde dezembro de 2004 (8,3%), segundo o IBGE. Leia mais


Para saber mais sobre o trabalho do deputado e as principais notícias políticas e econômicas, acesse diariamente www.vaccarezza.com.br

Assessoria de Comunicação
Deputado Federal Cândido Vaccarezza

17/07/2007 - 00:00h Ciro Gomes ganha ‘afagos’ e ‘resistência’ do PT, após entrevista

BRASÍLIA – Após a afirmação de que não aceita ser vetado como possível candidato da coalizão governista, em 2010, o ex-ministro e deputado Ciro Gomes (PSB-CE) recebeu no domingo, 15, afagos diplomáticos de alguns petistas e enfrentou resistência de outros.

O ministro Luiz Dulci, chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, considerou que “não existe veto” e que “não é apenas que não exista veto. É melhor que isso. Ciro é um interlocutor importante do PT e uma das principais lideranças da coalizão”, afirmou.

Em entrevista publicada no domingo, 15, pelo Estado, Ciro declarou que a escolha do candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à sucessão não pode ser feita com base em vetos.

O ex-ministro disse que, da mesma forma, não tem o direito de vetar nenhum nome. Também cobrou a discussão de um projeto para o País depois do governo Lula e sustentou a tese de que o presidente não fará o sucessor se ficar amparado apenas nas realizações do primeiro mandato. Ciro fez duras críticas e cobrou avanços em setores como educação, saúde e segurança pública.

O presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), reiterou que “da parte do PT, não há veto ao Ciro”. Embora tenha ressalvado que a discussão sobre a sucessão presidencial é precoce, o dirigente petista foi além e incluiu Ciro na lista de possibilidades da coalizão. “Ciro Gomes é uma liderança que tem que ser levada em consideração para a Presidência da República”, disse Berzoini.

Tanto o presidente do PT quanto o ministro da Secretaria Geral elogiaram a “lealdade” de Ciro ao presidente Lula. “As pessoas o respeitam muito dentro do PT pela trajetória progressista e pela lealdade ao presidente Lula”, afirmou Dulci.

PT e PMDB

Houve, no entanto, quem insistisse em um nome do PT para a sucessão de Lula. O deputado petista Cândido Vaccarezza (SP) apontou como “natural” um candidato do PT à presidência e do PMDB à vice, embora tenha defendido a presença do PSB de Ciro em uma grande aliança. Vaccarezza ressalvou que “é cedo para as pessoas lançarem candidaturas, vetarem ou não”.

O deputado petista defendeu que, em 2010, todos os partidos que integram a coalizão, “estejam unidos em torno da aliança central PT/PMDB”. “O PSB é integrante dessa grande coalizão. Esse grupo deve discutir um nome. Defendo que seja do PT e acho que é o mais provável. Vamos buscar um nome que unifique e que tenha condição de ganhar a eleição. Na minha avaliação, o vice tem que ser do PMDB. O PT foi o partido mais votado e o PMDB o segundo partido mais votado nas últimas eleições. É natural que a aliança central seja PT/PMDB”, sustenta Vaccarezza.

O deputado diz, porém, que a prioridade dos petistas agora são as eleições municipais, em que buscarão vencer nas principais capitais e, ao mesmo tempo, garantir peso eleitoral e político em cidades menores do interior do País.

O ex-ministro José Dirceu comentou em seu blog a entrevista de Ciro Gomes ao Estado. Considerou-a “simples, direta e objetiva”. E elogiou: “Ele coloca o dedo nos graves problemas do Brasil. Esse é o Ciro Gomes. Uma entrevista à altura de um dos prováveis candidatos à Presidência da República em 2010.”