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	<title>Blog do Favre &#187; varejo</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Para a Riachuelo, junho foi um mês &#8220;fantástico&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 13:51:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Varejo

Claudia Facchini, de São Paulo &#8211; VALOR
Na Riachuelo, uma das três maiores redes de vestuário do país, as vendas foram &#8220;fantásticas&#8221; em junho, afastando as nuvens negras que surgiram em abril e maio, segundo afirmou ontem o e gerente de relações com investidores da companhia, Tulio Queiroz, em teleconferência com analistas de investimento.
Como o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <font size="5"><strong>Varejo</strong></font></p>
<p><img src="http://www.sempretops.com/wp-content/uploads/Lojas-Riachuelo.jpg" alt="http://www.sempretops.com/wp-content/uploads/Lojas-Riachuelo.jpg" align="right" /></p>
<p style="background-color: #ffff99">Claudia Facchini, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>Na Riachuelo, uma das três maiores redes de vestuário do país, as vendas foram &#8220;fantásticas&#8221; em junho, afastando as nuvens negras que surgiram em abril e maio, segundo afirmou ontem o e gerente de relações com investidores da companhia, Tulio Queiroz, em teleconferência com analistas de investimento.</p>
<p>Como o consumo manteve-se forte em julho, a varejista enxerga um cenário mais otimista no segundo semestre e já planeja acelerar a expansão em 2010. Para este ano, estão previstas seis inaugurações. No ano que vem, a rede pretende abrir dez ou mais lojas.</p>
<p>Embora a queda das temperaturas nos dois últimos meses tenha favorecido a demanda, a Riachuelo atribui a retomada à uma mudança de atitude dos clientes. &#8220;Em junho e julho, houve uma grande recuperação do nível de confiança dos consumidores&#8221;, disse Queiroz, acrescentando que esses foram os melhores meses do ano para a varejista. Segundo ele, maio havia sido um mês &#8220;difícil&#8221;, sem nenhum dia com baixas temperaturas.</p>
<p>A varejista também passou a ser mais flexível na política de crédito, o que impulsionou as vendas. Os planos com juros (em oito parcelas sem entrada) responderam por 24,2% das vendas pagas com o cartão Riachuelo no segundo trimestre, percentual superior aos 18,8% registrados no primeiro trimestre. Em fevereiro, a varejista baixou os juros de 6,9% para 5,9%.</p>
<p>A concessão de crédito, contudo, ainda não voltou as patamares do primeiro semestre de 2008, quando o planos com juros responderam por 35,3% das vendas feitas com o cartão Riachuelo.</p>
<p>A receita líquida consolidada do grupo, que inclui a rede Riachuelo e a confecção Guararapes, totalizou R$ 527 milhões no segundo trimestre de 2009, cifra 10,2% maior que a registrada em igual período de 2008. As vendas da Riachuelo cresceram 3,4%, totalizando R$ 445,8 milhões. Pelo critério &#8220;mesmas lojas&#8221;, as vendas da varejistas foram 0,3% maiores que no segundo trimestre de 2008.</p>
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		<title>Com forte impulso do consumo, PIB deixa recessão para trás</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 15:04:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[Conjuntura: Previsões mais otimistas apontam para alta de mais de 2% no 2º trimestre
Sergio Lamucci, de São Paulo &#8211; O Estado SP
O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2009 confirmará que a recessão ficou para trás, com um crescimento que pode superar 2% em relação ao trimestre anterior, feito o ajuste [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/07/lula_ok.jpg" title="lula_ok.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/07/lula_ok.thumbnail.jpg" alt="lula_ok.jpg" align="left" /></a><font size="4"><strong>Conjuntura: Previsões mais otimistas apontam para alta de mais de 2% no 2º trimestre</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Sergio Lamucci, de São Paulo &#8211; O Estado SP</strong></p>
<p>O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2009 confirmará que a recessão ficou para trás, com um crescimento que pode superar 2% em relação ao trimestre anterior, feito o ajuste sazonal, segundo as previsões mais otimistas. Divulgados ontem, os números de vendas no varejo de maio reforçaram a avaliação de que o consumo das famílias &#8211; o principal motor da demanda &#8211; avança a um ritmo razoável, impulsionado pela massa salarial, que nos 12 meses até maio ainda cresceu 6,6%, descontada a inflação. A possibilidade de que o PIB tenha uma variação ligeiramente positiva no ano aumentou, embora vários analistas ainda apostem em contração em 2009.</p>
<p>No quarto trimestre de 2008, o PIB recuou 3,6% sobre terceiro, devido ao impacto da crise global. No primeiro trimestre deste ano, houve nova queda, de 0,8%, caracterizando um quadro de &#8220;recessão técnica&#8221;, marcado por duas retrações trimestrais seguidas do PIB.</p>
<p>O economista-chefe do Banco Safra de Investimento, Cristiano Oliveira, diz que, desde o começo de abril, a economia brasileira indica que o pior momento para a atividade ficou para trás. Segundo ele, o grande destaque é o consumo das famílias, que continua a exibir &#8220;uma robustez bastante relevante&#8221;. A queda dos juros, a política fiscal expansionista, a redução de impostos em setores como o automotivo e a desaceleração apenas moderada do ritmo de expansão da massa salarial explicam esse desempenho, diz Oliveira.</p>
<p>Esses fatores impulsionam as vendas no varejo, que em maio cresceram 0,8% em relação a abril, feito o ajuste sazonal. Nesse cenário, Oliveira projeta preliminarmente uma alta de 2,3% para o PIB no segundo trimestre, na comparação com o primeiro.</p>
<p>No começo do mês, ele revisou a sua estimativa para o resultado do ano de crescimento zero para um avanço de 0,3%. &#8220;Outro ponto importante é que o impacto máximo do afrouxamento da política monetária deve ocorrer no quarto trimestre deste ano&#8221;, afirma Oliveira.</p>
<p>O estrategista-chefe do BNP Paribas, Alexandre Lintz, elevou ontem a sua projeção para a alta do PIB no segundo trimestre de 1,1% para 1,4%. A revisão foi motivada pelo desempenho favorável das vendas no varejo. Ele esperava estabilidade em relação a abril, mas houve uma expansão de 0,8%. Para o segundo trimestre, Lintz projeta crescimento de 1,6% do consumo das famílias.</p>
<p>Com isso, Lintz também mudou a sua estimativa para o PIB no ano. Em vez de uma queda de 1,2%, ele passou a projetar retração de 0,9%. Um dos problemas é que a &#8220;herança estatística&#8221; (o carry over) que 2008 deixou para 2009 é muito negativa, de 1,5%. Isso significa que, se a economia se mantivesse no nível do fim do ano passado, o PIB encolheria 1,5% neste ano. Mas há outros motivos para a cautela de Lintz: a massa salarial vai perder fôlego ao longo do ano e o setor automotivo terá um quarto trimestre mais fraco do que os anteriores, já que a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de veículos vai aumentar gradualmente a partir de outubro. Além disso, o impacto da redução do esforço fiscal do governo tende a ser menor daqui para frente.</p>
<p>A economista Silvia Ludmer, do Banco Fator, estima uma alta de 1,5% para o PIB no segundo trimestre. Segundo ela, o consumo mostrou um resultado mais positivo no semestre, enquanto a produção industrial teve um comportamento fraco, ainda influenciado pelo processo de redução de estoques. Para o PIB do ano, ela espera uma retração de 0,1%. &#8220;Se houver alguma revisão, ela tende a ser para cima.&#8221; Silva acha que o consumo deve reservar menos surpresas positivas daqui para frente, dada a perspectiva menos favorável para a massa salarial. Na indústria, pode haver alguma recuperação mais expressiva nos próximos meses, encerrada a desova de inventários.</p>
<p>Os economistas do Bradesco , por sua vez, apostam numa alta de 2,2% para o PIB no segundo trimestre. &#8220;Há uma perspectiva de continuidade do crescimento do setor de serviços, pelo lado da oferta&#8221;, apontam os analistas do banco, ressaltando os bons resultados do comércio varejista e os sinais de que o setor de intermediação financeira também foi bem, graças à recuperação do crédito, especialmente para a pessoa física. Para o ano, o Bradesco projeta queda do PIB de 0,5%, em grande parte devido ao efeito estatístico negativo.</p>
<p>A economista Marcela Prada, da Tendências Consultoria, estima crescimento no segundo trimestre de 0,5% em relação ao primeiro, mas diz que o número pode ser revisado para cima, com a incorporação dos resultados do varejo.</p>
<p>Já a situação na indústria é mais complicada, observa ela. De janeiro a maio, houve recuperação em relação aos meses imediatamente anteriores, mas o nível de produção ficou bem abaixo do registrado nos mesmos períodos de 2008. Para junho, estimativas com base na produção de automóveis, consumo de energia e fluxo de veículos pesados apontam um resultado menos favorável à produção industrial. O BNP Paribas projeta queda de 0,3% em relação a maio e de 11,3% sobre junho de 2008.</p>
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		<title>Varejo vai à Justiça para reaver ICMS da substituição tributária praticada por Serra</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 19:45:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Rogerio Pallatta/ Cia de Foto/Valor

 Otavio Fineis Junior, da Fazenda de SP: substituição é instrumento legítimo
&#160;
Marta Watanabe e Guilherme Manechini, de São Paulo &#8211; VALOR
A substituição tributária do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) foi levada à Justiça por vários segmentos varejistas do Estado de São Paulo. O dispositivo questionado é o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><font size="1"><em>Rogerio Pallatta/ Cia de Foto/Valor<br />
</em></font><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002295/imagens/foto08bra-idcms-a2.jpg" border="0" /><br />
<font size="1"><em> Otavio Fineis Junior, da Fazenda de SP: substituição é instrumento legítimo</em></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99">Marta Watanabe e Guilherme Manechini, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>A substituição tributária do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) foi levada à Justiça por vários segmentos varejistas do Estado de São Paulo. O dispositivo questionado é o que tira o direito desse segmento comercial de ter a restituição do ICMS pago a mais quando as margens de lucro usadas para o cálculo do imposto antecipado dão origem a um valor maior do que o preço efetivo na venda ao consumidor final.</p>
<p>Foram à Justiça grandes varejistas como Wal-Mart e empresas ligadas ao grupo Pão de Açúcar &#8211; além da própria Companhia Brasileira de Distribuição, Sé Supermercados e Barcelona Comércio Varejista e Atacadistas, a rede Assai. O comércio do setor de veículos também questiona o assunto. Concessionárias procuraram individualmente o Judiciário e a Associação Brasileira de Distribuidores Volkswagen (Assobrav) ajuizou ação para pedir o direito à restituição do ICMS. A substituição também levou indústrias do setor de informática ao Judiciário. Elas querem prazo de 90 dias para a mudança no cálculo do imposto (ver texto abaixo).</p>
<p>Idealizada para eliminar a sonegação fiscal, a substituição tributária é um regime pelo qual a indústria antecipa à Fazenda o recolhimento de ICMS que seria feito normalmente pelos atacadistas e varejistas. Esse pagamento antecipado da indústria é feito com base em preços resultantes da aplicação de margens estimadas de valor adicionado. O fabricante antecipa o ICMS, que é adicionado ao preço da mercadoria adquirida por atacadistas e varejistas.</p>
<p>O problema ocorre quando o valor resultante da aplicação da margem é maior do que o preço efetivamente cobrado na venda ao consumidor final. Quando isso acontece, o recolhimento de ICMS é maior do que o imposto que seria pago com base no preço de venda do varejista.</p>
<p>Até o ano passado, essa diferença de ICMS pago a mais era restituída pela Fazenda. Mas uma lei editada em dezembro derrubou a devolução desses valores. Para os tributaristas, a nova regra prejudicou os varejistas. &#8220;Há casos em que as margens da substituição estão menores do que as praticadas. Mas na maioria das vezes o varejista perde porque as margens da substituição estão mais altas&#8221;, diz Perón. Ele diz que o problema se agrava com segmentos varejistas muito competitivos, onde há frequente variação de preços e margens menores.</p>
<p>O Estado de São Paulo tende a concentrar as grandes discussões dos varejistas. &#8220;Em São Paulo pesam não só as margens altas mas também o alto nível de consumo&#8221;, diz Júlio de Oliveira, do escritório Machado Associados.</p>
<p>Foi exatamente a representatividade no mercado paulista na venda total de veículos que levou a Assobrav, que reúne distribuidores da marca Volkswagen, a pleitear a devolução da diferença de ICMS na Justiça. O diretor-jurídico da associação, Mauro Imperatori, explica que o imposto por substituição sobre veículos é recolhido pelas montadoras com base na tabela de preços sugeridos pelo fabricante. &#8220;Em São Paulo o mercado é muito competitivo e frequentemente os carros são vendidos a valores abaixo da tabela&#8221;, explica. Antes, lembra Imperatori, as concessionárias demoravam para ter o ICMS de volta, mas, agora, essa diferença virou perda definitiva.</p>
<p>Existem setores, porém, que preferiram mudar sua forma de organização e evitar o Judiciário. No caso da indústria de autopeças, a substituição provocou aumento do número de centros de distribuição pelo comércio varejista, numa tentativa de simplificar o planejamento tributário das revendas. George Luiz Rugitsky, diretor do Sindipeças, entidade que reúne indústrias do setor, explica que agora, com a substituição, o fabricante recolhe antes o ICMS e o distribuidor fica em desvantagem se for vender em outro Estado.</p>
<p>Otavio Fineis Junior, coordenador de administração tributária da Secretaria da Fazenda de São Paulo, diz que o Supremo Tribunal Federal tem várias decisões a favor do fisco concluindo que a substituição tributária é um instrumento legítimo e não cabe, em caso de diferenças de valores, restituição do imposto ou cobranças suplementares.</p>
<p>Ele diz que as margens para cálculo da substituição são definidas com base em pesquisas que indicam valores médios de mercado e, por isso, há situações em que a Fazenda recolhe mais e, outras, em que recolhe menos. &#8220;Dessa forma, na média, o valor transferido para o setor público é o justo.&#8221;</p>
<p>Segundo Fineis, a restituição do imposto na substituição causava distorções no mercado. Os grandes supermercados que mantêm postos de gasolina, por exemplo, praticavam preços menores e compensavam o ICMS antecipado sobre combustíveis com o imposto devido sobre os demais produtos vendidos na loja. Os postos de gasolina que não estavam ligados a supermercados, porém, não tinham essa vantagem. Outro setor, é o de automóveis, diz Fineis. Segundo ele, as concessionárias manipulavam o valor do carro usado que era dado em troca. Assim, conseguiam baixar o preço declarado do veículo novo e ter direito a uma restituição maior.</p>
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		<title>Poder de compra do mínimo sobe</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 12:27:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Sergio Lamucci, de São Paulo &#8211; VALOR
O gordo reajuste do salário mínimo e a queda da inflação levaram neste ano a um novo aumento do poder de compra de quem vive do piso no país. Na média de janeiro a maio, um mínimo equivalia a 1,89 cesta básica, mais que o 1,74 da média de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://www.tvi24.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/9811757/318" alt="http://www.tvi24.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/9811757/318" align="left" /></p>
<p style="background-color: #ffff99">Sergio Lamucci, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>O gordo reajuste do salário mínimo e a queda da inflação levaram neste ano a um novo aumento do poder de compra de quem vive do piso no país. Na média de janeiro a maio, um mínimo equivalia a 1,89 cesta básica, mais que o 1,74 da média de 2008, segundo cálculos da RC Consultores. Essa melhora ajuda a explicar o desempenho razoável do consumo em 2009, sendo um dos fatores por trás da demanda firme por alimentos e bebidas, os principais produtos consumidos por quem recebe o mínimo. Nos quatro primeiros meses do ano, as vendas de super e hipermercados cresceram 6,2% em relação ao mesmo período de 2008, mais que os 4,5% registrados por todo o comércio varejista.</p>
<p>O salário mínimo subiu 12% neste ano, para R$ 465, chegando ao bolso dos beneficiados em março, um mês antes do que em 2008. Para completar, a inflação de alimentos e bebidas está cedendo, num cenário de desaquecimento da atividade econômica e preços de commodities mais baixos do que no primeiro semestre de 2008.</p>
<p>Para 2009, os analistas esperam uma alta bem mais fraca das cotações de produtos alimentícios. No ano passado, elas subiram com força, corroendo parte do poder de compra do mínimo. Segundo os números calculados pelo economista-chefe da RC, Marcel Pereira, o piso salarial do país, que em 2007 comprava o equivalente a 1,93 cesta básica, passou a equivaler ao já citado 1,74 em 2008.</p>
<p>O economista Fábio Romão, da LCA Consultores, estima que o grupo alimentos e bebidas vai subir 5,2% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano, bem abaixo dos 11,1% de 2008. &#8220;Essa é uma das principais fontes de alívio para a inflação.&#8221; Ele projeta alta de 4,5% para o IPCA em 2009 &#8211; no ano passado, o indicador subiu 5,9%.</p>
<p>A economista Marcela Prada, da Tendências Consultoria Integrada, vê um tombo maior de alimentos e bebidas, apostando que esses produtos vão ter alta de 3,6% neste ano. Para o IPCA &#8220;cheio&#8221;, ela projeta variação de 4,1%. &#8220;No ano passado, houve um choque das cotações de alimentos por causa da alta dos preços internacionais, algo que não está se repetindo neste ano.&#8221;</p>
<p>A queda da inflação de alimentos beneficia especialmente a população de baixa renda, que gasta boa parte de seu salário com esses produtos, como nota Pereira. No Índice de Preços ao Consumidor &#8211; classe 1 (IPC-c1), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que mede a inflação para quem ganha entre 1 e 2,5 mínimos, o peso da alimentação é de 39,62% na cesta de consumo. É um percentual bem superior aos 27,49% do IPC-BR, que analisa a evolução dos preços para quem recebe de 1 a 33 salários mínimos. Nos 12 meses até maio, a inflação de alimentos no IPC-c1 ficou em 4,95%, bem abaixo dos 12,14% registrados em 2008 inteiro.</p>
<p>Pereira diz que houve uma forte recomposição do poder de compra do salário mínimo nos últimos 15 anos. Em 1994, ano da implementação do Plano Real, um mínimo comprava menos de uma cesta básica &#8211; 0,88. De lá para cá, o piso salarial subiu 116%, descontada a inflação, afirma ele. &#8220;Com o plano, a garantia da estabilidade de preços permitiu uma recuperação de valor, o que teve papel fundamental na melhoria do poder de compra da população de baixa renda.&#8221;</p>
<p>No primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, entre 1995 e 1998, o crescimento real do mínimo foi de 5,5% ao ano, ritmo que caiu para 3,9% no segundo, entre 1999 e 2002. No governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o mínimo passou a crescer a uma velocidade mais expressiva: 5,9% ao ano entre 2003 e 2006 e 5,8% entre 2007 e 2009. Com isso, o salário mínimo compra hoje quase duas cestas básicas, o que permite à população de baixa renda adquirir um número maior de produtos além dos destinados à alimentação.</p>
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		<title>Substituição tributária de Serra dificulta combate a crise</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 12:28:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;A substituição tributária não é uma medida contracíclica contra a crise.&#8221; 

Amir Khair, especialista em contas públicas
&#160;
Mantega culpa Estados por repasse limitado aos preços
Segundo ministro, mudança tributária imposta por governadores reduziu o caixa das empresas
Edna Simão, Renato Andrade e Raquel Landim &#8211; O Estado SP
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, jogou sobre o governo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://images.google.fr/imgres?imgurl=http://www.valoronline.com.br/images/edicoes/ed_0002068/imagens/foto_11bra-amirklair-a4.jpg&amp;imgrefurl=https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2008/8/11/aumenta-fatia-da-grande-empresa-na-arrecadacao/&amp;usg=__r5YKX3ZUF4Ybgccbf2-Bs5HY9Qs=&amp;h=161&amp;w=220&amp;sz=10&amp;hl=pt-BR&amp;start=29&amp;um=1&amp;tbnid=fwmc5EKSC1arKM:&amp;tbnh=78&amp;tbnw=107&amp;prev=/images%3Fq%3DAmir%2BKhair%26ndsp%3D18%26hl%3Dpt-BR%26rlz%3D1B3GGGL_frUS225BR226%26sa%3DN%26start%3D18%26um%3D1"><img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:fwmc5EKSC1arKM:http://www.valoronline.com.br/images/edicoes/ed_0002068/imagens/foto_11bra-amirklair-a4.jpg" style="border: 1px solid " width="107" align="right" height="78" /></a><em><strong><font size="5">&#8220;A substituição tributária não é uma medida contracíclica contra a crise.&#8221; </font></strong></em></p>
<div align="right"></div>
<p align="center"><font size="4"><strong>Amir Khair, especialista em contas públicas</strong></font></p>
<p align="right">&nbsp;</p>
<p><font size="4"><strong>Mantega culpa Estados por repasse limitado aos preços</strong></font></p>
<p><strong>Segundo ministro, mudança tributária imposta por governadores reduziu o caixa das empresas</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Edna Simão, Renato Andrade e Raquel Landim &#8211; O Estado SP</p>
<p>O ministro da Fazenda, Guido Mantega, jogou sobre o governo de São Paulo e de outros Estados a responsabilidade pelos problemas no repasse aos consumidores da isenção do imposto incidente na produção de geladeiras, fogões e máquinas de lavar, a chamada linha branca.</p>
<p>Durante o anúncio do novo pacote de medidas para estimular a economia, o ministro afirmou que o efeito da desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nos últimos três meses sobre esses produtos foi limitado, porque alguns governadores promoveram, ao mesmo tempo, uma substituição tributária, transferindo para a indústria a responsabilidade pelo recolhimento do ICMS , antes mesmo da venda do produto no varejo.</p>
<p>A decisão dos governadores, na avaliação do ministro, reduziu o capital de giro das empresas, impedindo uma queda mais brusca dos preços. Segundo levantamento do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), apresentado por Mantega, nos meses de abril e maio, o preço médio do fogão recuou 0,7%, o do refrigerador caiu 5% e o da máquina de lavar 6,4%. &#8220;Há espaço para uma redução maior dos preços&#8221;, afirmou o ministro.</p>
<p>O governo federal reduziu o IPI em 5 pontos porcentuais para fogões e em 10 pontos porcentuais para refrigeradores e máquinas de lavar.</p>
<p>As vendas de produtos de linha branca cresceram consideravelmente após o estímulo. Somente de geladeiras, a expansão das vendas foi de 26% em maio na comparação com o mesmo mês do ano anterior.</p>
<p>Com a renovação da isenção do IPI até o fim de outubro, Mantega vai convocar os governadores para discutir a questão. &#8220;Foi feito em São Paulo e em outros Estados. Vou conversar com os governadores que de certa forma se aproveitaram&#8221;, disse. Ele frisou que &#8220;não tem nada contra a substituição tributária&#8221; e acrescentou que o momento é que foi &#8220;errado&#8221;.</p>
<p>Fabíola Xavier, diretora do IDV, que representa varejistas como Casas Bahia, Magazine Luiza e Carrefour, confirmou que a substituição tributária impediu o repasse integral da redução do IPI para os preços pagos pelo consumidor nas lojas. &#8220;Temos a mesma opinião do ministro. Deixamos de pagar imposto para o governo federal para pagar para o estadual&#8221;, disse. Ela afirmou que o varejo é a favor da substituição tributária, porque combate a sonegação, mas o problema é que as medidas foram &#8220;simultâneas&#8221;. O setor pediu ao governo paulista a revisão das margens de lucro utilizadas para o cálculo.</p>
<p>Lourival Kiçula, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Eletroeletrônicos (Eletros), afirmou que o repasse do IPI foi feito integralmente pela indústria e que o problema ocorreu depois.</p>
<p>Por meio de uma nota, a secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo informou que o prazo para o pagamento do imposto pode chegar a 90 dias e que o objetivo foi neutralizar eventual impacto no fluxo de caixa das empresas. O governo estadual argumenta ainda que a medida foi discutida com as entidades de classe.</p>
<p>A Receita Estadual de Minas Gerais também informou que o efeito da substituição tributária é &#8220;neutro&#8221; para o repasse do IPI ao consumidor. O órgão disse que o IPI faz parte da base de cálculo do ICMS, logo se o primeiro é reduzido, o segundo é &#8220;automaticamente&#8221; alterado.</p>
<p>Para Amir Khair, especialista em contas públicas, o problema é exclusivamente de &#8220;capital de giro&#8221;. Ele disse que, ao antecipar a arrecadação do imposto, o Estado se apodera de um capital que estaria disponível para o varejo. Khair ressalta que as pequenas varejistas operam com margens apertadas. &#8220;A substituição tributária não é uma medida contracíclica contra a crise.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Substitução tributária de Serra neutraliza as desonerações do governo federal</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 13:24:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mantega faz críticas a mudanças no ICMS
Para ministro, substituição tributária neutraliza medidas do governo federal
Guido Mantega diz que antecipar cobrança é correto porque evita sonegação, mas que medida não deve ser adotada em meio à crise
 


Joedson Alves &#8211; 16.jun.09/Folha imagem

&#160;


Guido Mantega, da Fazenda; IPI menor pode ser prorrogado
    VERENA FORNETTI
  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"><strong>Mantega faz críticas a mudanças no ICMS</strong></font></p>
<p><strong>Para ministro, substituição tributária neutraliza medidas do governo federal</strong></p>
<p><strong>Guido Mantega diz que antecipar cobrança é correto porque evita sonegação, mas que medida não deve ser adotada em meio à crise</strong></p>
<p><!--Fotografia/Auto/Inicio--> <!--FOTO--></p>
<table width="320">
<tr>
<td><font size="-2">Joedson Alves &#8211; 16.jun.09/Folha imagem</font><br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/b2706200901.jpg" border="0" /></td>
<td valign="bottom">&nbsp;</td>
</tr>
</table>
<p><font size="-1"><em>Guido Mantega, da Fazenda; IPI menor pode ser prorrogado</em></font></p>
<p><!--/FOTO--> <!--Fotografia/Auto/Final-->  <strong> VERENA FORNETTI</strong><br />
<font size="-1">  COLABORAÇÃO PARA A FOLHA </font></p>
<p>O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que conversará com governadores de Estados que adotam a substituição tributária -antecipação da cobrança do ICMS para o início da cadeia produtiva-, como São Paulo e Rio, e pedirá que revejam esse mecanismo.<br />
O ministro se reuniu com representantes do varejo, entre eles executivos das redes Casas Bahia, Livraria Cultura, Fnac, Wal-Mart e C&amp;C (Casa &amp; Construção), e afirmou que uma das conclusões do encontro foi que a substituição tributária neutraliza as ações do governo federal para desonerar o setor.<br />
&#8220;Tecnicamente, a substituição tributária é correta porque diminui a sonegação, mas fazer isso neste momento, durante a crise, e nos produtos que estamos desonerando, é uma contramedida&#8221;, disse o ministro.<br />
Embora não gere aumento de imposto, afirmou Mantega, a antecipação da cobrança eleva os custos para os empresários. Mas os varejistas não reduzem suficientemente os preços na mesma proporção, disse o ministro.<br />
&#8220;As medidas anunciadas pelo governo são colocadas em prática mas não dão resultado por causa das características da cadeia produtiva&#8221;, acrescentou Maria Luiza Trajano, da rede varejista Magazine Luiza.<br />
A executiva contestou, porém, a afirmação de que as redes não repassam os descontos nos impostos aos seus clientes.<br />
Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que é melhor empregar recursos públicos em programas de transferência direta de dinheiro aos pobres do que adotar mecanismo de desoneração tributária. Para o presidente, a renúncia fiscal não se traduz em queda de preço ao consumidor.<br />
Trajano afirmou que mostrou números ao ministro que comprovam que os preços caíram para o consumidor com a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para itens da linha branca -geladeira, máquina de lavar e fogão.<br />
Segundo a empresária, os varejistas pediram ao ministro a prorrogação da redução do imposto, válida até o dia 17 de julho para itens da linha branca e até terça-feira para veículos.<br />
Mantega destacou que &#8220;manterá a colaboração&#8221; ao varejo e que, se depender do governo, o setor continuará ampliando as vendas e o número de trabalhadores empregados. Não revelou, entretanto, se a desoneração será renovada.</p>
<p><strong>Aumento das vendas</strong><br />
A executiva do Magazine Luiza disse que as vendas das linhas beneficiadas pela redução do imposto cresceram de 20% a 25%. De acordo com ela, as vendas devem cair em percentuais similares caso a desoneração não seja prorrogada.<br />
Trajano disse também que a redução do IPI para o varejo não foi zerada e que ainda é alta para alguns produtos. &#8220;A lavadora de roupas é um bem social, que poupa quatro horas de trabalho para a dona de casa, mas o IPI para o produto passou de 20% para 10%, alíquota que não é tão baixa assim.&#8221;</p>
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		<title>Brasil é o 8º melhor país do mundo para o varejo</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 16:29:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Setor de vestuário tem melhores oportunidades, mostra estudo
Reuters &#8211; O Estado SP
O Brasil ocupa a 8ª posição no ranking global de oportunidade de investimento para empresas de varejo e é o primeiro do mundo em atratividade no setor de vestuário, segundo pesquisa da consultoria A.T. Kearney, divulgada ontem. O levantamento existe desde 2003, mas o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Setor de vestuário tem melhores oportunidades, mostra estudo</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Reuters &#8211; O Estado SP</p>
<p align="left"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/06/brasil_olho.jpg" title="brasil_olho.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/06/brasil_olho.thumbnail.jpg" alt="brasil_olho.jpg" align="left" /></a><img src="http://www.sdr.com.br/negocios1.gif" alt="http://www.sdr.com.br/negocios1.gif" width="143" align="left" height="89" />O Brasil ocupa a 8ª posição no ranking global de oportunidade de investimento para empresas de varejo e é o primeiro do mundo em atratividade no setor de vestuário, segundo pesquisa da consultoria A.T. Kearney, divulgada ontem. O levantamento existe desde 2003, mas o Brasil só conseguiu entrar na lista dos 30 países mais atraentes para investimento de varejo em 2005, ocupando o 29º lugar. No ano passado, o país estava na 9ª posição.</p>
<p>Os 10 primeiros colocados do ranking em 2009 são Índia, Rússia, China, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Vietnã, Chile, Brasil, Eslovênia e Malásia. Em 2008, os quatro primeiros eram Vietnã, Índia, Rússia e China. Markus Stricker, vice-presidente da A.T. Kearney, acredita que o Brasil não ficará entre os três primeiros, uma vez que seu varejo já é mais consolidado que o de muitos países, mas considera a posição ocupada pelo País extremamente positiva.</p>
<p>&#8220;Estar entre os três primeiros é improvável, mas, mesmo sendo um mercado tão bem estruturado (com menos espaço para crescer por investimento estrangeiro), ele está entre os 10 primeiros, e isso é importante&#8221;, disse Stricker.</p>
<p>Essa estrutura faz com que o Brasil viva uma segunda onda de investimentos. Na primeira onda, grande parte dos imóveis nas grandes cidades já foi comprada e associações entre grandes empresas &#8211; como a da rede francesa Casino com a brasileira Pão de Açúcar &#8211; já foram feitas.</p>
<p>Nesta segunda onda, há oportunidades de investimento em outras cidades. Celso Durazzo, diretor da consultoria, lembra que o estudo apurou que cerca de 20 cidades brasileiras têm mais de 1 milhão de habitantes, um ponto positivo para o país. &#8220;Não existe mais oportunidade de investimento maciço no Brasil, que estava no pico em 2007 e agora está na maturidade. Nessa maturidade é hora de (as empresas estrangeiras de varejo) inovarem quando investirem aqui&#8221;, disse.</p>
<p>Além do vestuário, outras oportunidades no varejo do País são os setores de eletrodomésticos e de alimentos e bebidas. O Brasil lidera o ranking do vestuário por igualar-se a países desenvolvidos: 40% das vendas de vestuário no País são feitas com cartão de crédito, patamar similar a de Estados Unidos e Grã-Bretanha, e as duas principais redes do país, Riachuelo e C&amp;A, já emitiram mais cartões próprios de crédito que as operadoras Visa e Mastercard.</p>
<p>Outros pontos positivos são a população jovem, que consome muita roupa &#8211; mais de 60% dos brasileiros estão abaixo dos 30 anos &#8211; e o gasto médio com vestuário é de cerca de US$ 450 por ano, valor seis vezes superior ao da China.</p>
<p>Segundo Durazzo, a Índia liderou a pesquisa da A.T. Kearney porque, com a crise global, os preços dos imóveis despencaram e os varejistas locais se enfraqueceram, tornando-se alvos de aquisição em um país com uma população consumidora bastante volumosa.</p>
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		<title>Supermercados sustentam vendas no comércio</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 16:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PEDRO SOARES &#8211; FOLHA SP
DA SUCURSAL DO RIO
Com o rendimento ainda em alta apesar da crise, as famílias foram às compras na Páscoa e garantiram crescimento de 6,9% nas vendas, em volume, do comércio varejista em abril ante o mesmo período de 2008, segundo o IBGE. É a maior taxa desde outubro de 2008 (9,8%), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99"><strong>PEDRO SOARES &#8211; FOLHA SP</strong></p>
<p>DA SUCURSAL DO RIO</p>
<p>Com o rendimento ainda em alta apesar da crise, as famílias foram às compras na Páscoa e garantiram crescimento de 6,9% nas vendas, em volume, do comércio varejista em abril ante o mesmo período de 2008, segundo o IBGE. É a maior taxa desde outubro de 2008 (9,8%), quando o comércio não havia sido ainda abalado pela turbulência externa.<br />
Com a inflação menor neste ano e com o reajuste real do salário mínimo antecipado, os supermercados e as demais lojas de alimentos inflaram as vendas do varejo, beneficiadas pelo calendário. A Páscoa caiu em março em 2008 e em abril neste ano. Com disso, o setor supermercadista vendeu 14,1% a mais do que em abril de 2008.<br />
Apesar do desempenho em abril, as vendas do varejo como um todo tiveram a pior performance no acumulado do primeiro quadrimestre do ano desde 2004, início da pesquisa. Subiram 4,5% no período.<br />
Na comparação livre de influências sazonais com março, as vendas do comércio caíram 0,2%, num sinal de estabilidade, na avaliação do IBGE.<br />
Segundo Nilo Lopes de Macedo, técnico do IBGE, o rendimento continua em expansão, mas as famílias estão menos confiantes com a manutenção do emprego e com o futuro da economia. Preferem, diz, gastar com itens mais baratos e evitar &#8220;dívidas de mais longo prazo&#8221;, apesar da melhora do crédito a partir de abril.<br />
Nesse contexto, os supermercados, ramo de maior peso no varejo, leva vantagem e lidera o crescimento. De acordo com a Apas (Associação Paulista de Supermercados), as vendas se mantiveram em maio e nos primeiros dias de junho no mesmo ritmo de abril.</p>
<p><strong>Câmbio</strong><br />
&#8220;Além de não ter havido perda de renda, muitas pessoas ressabiadas com a crise cortaram custos supérfluos e reduziram a alimentação fora do lar e compram mais alimentos para consumir dentro da casa&#8221;, diz Martinho Moreira, presidente da Apas.<br />
O dólar, cuja cotação voltou a cair, também impulsionou as vendas de produtos importados e beneficiou o setor de supermercados. &#8220;Sempre que o dólar cai, o comércio melhora&#8221;, diz Carlos Thadeu de Freitas, economista da CNC (Confederação Nacional do Comércio).<br />
É que, além da redução direta de artigos importados, muitos alimentos e outros produtos são feitos com matérias-primas vindas do exterior ou cotadas em dólar.<br />
O câmbio deu um impulso também às vendas de artigos de informática e comunicação, barateados com a valorização do real. As vendas cresceram 27% em abril, em níveis próximos à fase anterior à crise externa.<br />
O retorno do crédito também ajudou o setor, segundo Freitas. Esse efeito, no entanto, não beneficiou o ramo de móveis e eletrodomésticos, dependente dos negócios a prazo.<br />
As vendas de móveis e eletrodomésticos recuaram 10% na comparação com abril de 2008. Nesse caso, os consumidores postergaram suas compras à espera da redução do IPI para produtos da linha branca (fogões, lavadoras e geladeiras), que só veio na segunda metade de abril. &#8220;A redução do IPI só vigorou em dez dias de abril. Em maio, os números vão ser bem melhores&#8221;, diz Luiz Góes, sócio da consultoria Gouvêa de Souza, especializada em varejo.</p>
<p>Ver também <big><big><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/alta-do-comercio-e-crescimento-das-receitas-do-setor-mostra-a-forca-do-mercado-interno-e-das-medidas-de-desoneracao-do-governo-federal/" title="Alta do comércio e crescimento das receitas do setor mostra a força do mercado interno e das medidas de desoneração do governo federal" rel="bookmark">Alta do comércio e crescimento das receitas do setor mostra a força do mercado interno e das medidas de desoneração do governo federal</a></big></big></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Faltam automóveis nas lojas</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/faltam-automoveis-nas-lojas/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 15:26:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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		<description><![CDATA[ Perto do fim do prazo de redução do IPI, faltam automóveis nas lojas
Modelos de maior saída só têm entrega prevista para julho, quando termina oficialmente a redução do imposto
Cleide Silva &#8211; O Estado SP
A duas semanas do fim do prazo oficial de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, modelos de maior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://www1.bestgraph.com/gifs/transport/voitures/voitures-05.gif" alt="http://www1.bestgraph.com/gifs/transport/voitures/voitures-05.gif" align="left" /><strong>Perto do fim do prazo de redução do IPI, faltam automóveis nas lojas</strong></p>
<p><strong>Modelos de maior saída só têm entrega prevista para julho, quando termina oficialmente a redução do imposto</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Cleide Silva &#8211; O Estado SP</p>
<p>A duas semanas do fim do prazo oficial de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, modelos de maior saída desapareceram das concessionárias. A maioria dessas versões só tem entrega prevista para julho, quando o benefício terá acabado, caso o governo decida suspender a medida que zerou a alíquota do imposto para modelos 1.0 e cortou à metade a de carros com até 2.0 de potência.</p>
<p>A redução, em vigor desde dezembro, inicialmente teria validade por três meses, mas foi prorrogada por mais três, com prazo de vencimento em 30 de junho. Agora, o governo estuda se mantém o corte &#8211; que reduziu os preços dos carros novos entre 5% e 7% -, se aumenta o IPI gradualmente ou se retoma a alíquota normal, de 7% a 13%.</p>
<p>O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, voltou ontem a dizer que é contra a nova prorrogação e a retomada gradual das alíquotas. Ele defendeu a manutenção do corte apenas para o setor da construção civil, pois a medida iria ao encontro do programa do governo de construção e financiamento de casas populares.</p>
<p>O ministro admitiu, porém, que negociações sobre o tema entre governo, montadoras e sindicatos ainda não começaram, o que deve ocorrer na última semana do mês. &#8220;Até o último momento vou dizer que sou contra a prorrogação&#8221;, disse Miguel Jorge, ao citar representantes do setor automobilístico que alegam que &#8220;toda vez que se fala em prorrogação, diminuem as vendas&#8221;.</p>
<p>Na dúvida, os consumidores tentam antecipar compras, mas enfrentam falta de produtos. &#8220;Quase todos os modelos têm fila de espera de 20 a 30 dias, com exceção de Palio Fire e Mille Fire&#8221;, informou Daniel Queiroga, gerente da revenda Fiat Amazonas, grupo que tem seis lojas na capital paulista.</p>
<p>Na concessionária Toyota Caltabiano, na zona oeste, quase toda a linha Corolla e Hilux só tem entrega para daqui a 30 ou 45 dias, admitiu a gerente Maria de Lourdes Gameiro. &#8220;Para pronta entrega só temos algumas versões de menos saída, como Corolla XEi com câmbio mecânico, que custa cerca de R$ 64 mil&#8221;. Versões mais sofisticadas, como a de câmbio automático e banco de couro estão em falta. Essa versão está com preço reduzido em R$ 3,2 mil após o corte do IPI e é vendida a R$ 72,4 mil.</p>
<p>Na linha Volkswagen, a maior espera é pelo Voyage 1.0, de 20 a 25 dias, segundo o gerente da Amazon, na zona leste, Marcos Leite. &#8220;A fábrica está produzindo o que pode, fazendo horas extras aos sábados, mas não dá conta da demanda&#8221;, disse. &#8220;Muitos clientes pedem para eu garantir o preço reduzido até a entrega, mas não posso.&#8221;</p>
<p>Em outras revendas Volkswagen consultadas pelo Estado, também há fila de até 30 dias para a versão mais barata do novo Gol. A General Motors informou que &#8220;há espera em algumas lojas de 15 a 20 dias para Celta, Classic e Prisma&#8221;, mas revendas consultadas informaram que também faltam Meriva e Vectra. Na Ford, a espera para Fiesta, Ka e EcoSport é de 10 a 15 dias.<br />
<strong><br />
VENDAS EM ALTA</strong></p>
<p>Na primeira quinzena de junho foram vendidos 117,8 mil veículos. Só em automóveis e comerciais leves foram 113,3 mil unidades, 6,4% a mais que em igual período de maio e cerca de 1% acima do volume do mesmo período de 2008. No acumulado do ano, foram vendidos 1,267 milhão de veículos, 3 mil a mais em relação ao ano passado.</p>
<p>A indústria trabalha com expectativa de vendas de cerca de 270 mil veículos até o fim do mês, volume próximo ao de março, quando também houve corrida às lojas por receio do fim da redução do IPI.</p>
<p>A medida foi adotada em meados de dezembro, quando as vendas despencaram em consequência da crise internacional e da falta de crédito. Desde então, as vendas estão praticamente empatadas com as do ano passado, quando não havia crise. O crédito também voltou ao bancos.</p>
<p>Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou a vontade de tornar a redução do tributo uma política permanente para o setor automotivo. Miguel Jorge, porém, acredita que a intenção de Lula é de um plano mais amplo de redução de impostos, mas sem esperar a reforma tributária, ainda longe de solução. O ministro quer ainda que seja tratada de forma isolada a discussão sobre a redução do IPI para carros, produtos da linha branca e material de construção.</p>
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		<title>Venda de produtos da linha branca cresce 30%</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 15:06:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Márcia de Chiara, Rodrigo Petry, Cleide Silva &#8211; O Estado SP
As vendas de eletrodomésticos da linha branca, que tiveram Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) reduzido, cresceram no varejo até 30% em resposta à queda nos preços e alguns modelos de máquinas de lavar roupas e geladeiras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/venda-de-produtos-da-linha-branca-cresce-30/11907/" rel="attachment wp-att-11907" title="geladeira_empurrando.gif"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/06/geladeira_empurrando.gif" alt="geladeira_empurrando.gif" align="left" /></a><strong>Problema da falta de produtos não atingiu todas as redes</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Márcia de Chiara, Rodrigo Petry, Cleide Silva &#8211; O Estado SP</p>
<p>As vendas de eletrodomésticos da linha branca, que tiveram Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) reduzido, cresceram no varejo até 30% em resposta à queda nos preços e alguns modelos de máquinas de lavar roupas e geladeiras já começaram a faltar nas lojas, informam varejistas.</p>
<p>No Magazine Luiza, por exemplo, faltam geladeiras e máquinas de lavar, conta a presidente da rede, Luiza Helena Trajano. &#8220;A indústria já está aumentando sua produção para atender aos pedidos do varejo. Estamos com um crescimento médio de 25% dos produtos da linha branca que tiveram redução de IPI.&#8221;</p>
<p>Nas Lojas Cem, falta um ou outro modelo, principalmente de lavadoras, diz o diretor de Relações com o Mercado, Valdemir Colleone. &#8220;Não chega a ser um desabastecimento.&#8221; A maior dificuldade ocorre nos modelos de eletrodomésticos intermediários, como lavadoras de 10 quilos, cita o executivo. Ele conta que, após o corte no IPI, as vendas da rede cresceram 30% em maio ante o mesmo mês de 2008.</p>
<p>A dificuldade de abastecimento não atinge todas as redes. As Casas Bahia, maior varejista do setor, informam que não faltam produtos da linha branca e que têm estoques para 30 dias.</p>
<p>O Wal-Mart, que registrou um acréscimo de 30% nos itens da linha branca desde o corte de IPI, informa que está abastecido, mas ressalta que o prazo para atender os novos pedidos colocados pelo varejo está maior.</p>
<p>Para o diretor das Lojas do Baú, Décio Thomé, com a substituição tributária para os eletrodomésticos que passaram a recolher, a partir deste mês, imposto na indústria, aumentou a burocracia. E, segundo, essa mudança está emperrando o fluxo de mercadorias. &#8220;Para a minha rede não existe falta de produto. Nem pontual.&#8221;</p>
<p>INDÚSTRIA</p>
<p>&#8220;Faltando produto não está, mas todos os varejistas estão pedindo na mesma hora&#8221;, conta Patricio Mendizábal, presidente da Mabe, donas das marcas GE e Dako. Segundo ele, no caso de alguns modelos de geladeiras e lavadoras, a entrega leva entre dois a quatro dias, o que significa de um a dois dias de atraso do produto para o varejo. &#8220;Os estoques estão baixos e estamos acelerando a produção com horas extras.&#8221;</p>
<p>Lourival Kiçula, presidente da Eletros, que reúne a indústria de eletrodomésticos, admite que possa ocorrer a falta de um ou outro modelo. &#8220;Mas o abastecimento está absolutamente normal.&#8221; Segundo ele, o varejo trabalhou com estoques baixos no primeiro trimestre e a indústria com nível baixo de produção. Com o corte de IPI, as vendas cresceram 20% em maio e começou a corrida para repor os estoques.</p>
<p>&#8220;A indústria de eletrodomésticos não estava preparada para o grande aumento de vendas que se verificou após a redução do IPI&#8221;, disse ontem o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge. Ele acha que o setor repetiu o erro da indústria automobilística. Quando houve a redução do IPI, as montadoras tinham mais de 300 mil veículos em estoque. Muitas fábricas deram férias coletivas por longos períodos e, com o aquecimento das vendas, faltaram produtos.</p>
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