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	<title>Blog do Favre &#187; veículos</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Para a indústria automotiva, sem a redução do IPI, o setor teria deixado de vender 200 mil automóveis e demissões em toda a cadeia</title>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2009 16:35:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Veículos: Acumulado do ano, até 25 de maio, mostra avanço de 1,06%
Mercado mantém vigor a um mês do fim do IPI menor

Marli Olmos, de São Paulo &#8211; VALOR
O mercado de veículos continua tão aquecido quanto nos cinco primeiros meses do ano passado. O acumulado das vendas de janeiro até a segunda-feira passada ficou em 1,086 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Veículos: Acumulado do ano, até 25 de maio, mostra avanço de 1,06%</strong><br />
<font size="5"><strong>Mercado mantém vigor a um mês do fim do IPI menor</strong></font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://orkut.mixplanet.com.br/imagens/brasil/brasilorgulho21%2819%29.jpg" alt="http://orkut.mixplanet.com.br/imagens/brasil/brasilorgulho21(19).jpg" width="555" height="251" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Marli Olmos, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>O mercado de veículos continua tão aquecido quanto nos cinco primeiros meses do ano passado. O acumulado das vendas de janeiro até a segunda-feira passada ficou em 1,086 milhão de veículos, incluindo os carros de passeio e comerciais. Trata-se de um volume 1,06% maior do que o total de 1,075 milhão de unidades registrado em igual período de 2008.</p>
<p>O resultado das vendas até o dia 25 mostra que maio atendeu às expectativas dos fabricantes de veículos, que esperavam alcançar o volume de 230 mil unidades no mês. O total de licenciamentos até segunda-feira somou 183.883.</p>
<p>Se a média diária de 11.492 unidades até aqui, for mantida nos quatro últimos dias do mês, maio terminará com a venda de 230 mil veículos. Mas, como lembram os vendedores, o movimento nos últimos dias costuma ser mais intenso, o que indica a possibilidade de um volume ainda maior.</p>
<p>O ritmo das vendas indica que maio será para a indústria automobilística muito semelhante a abril, quando foram licenciados 234,4 mil veículos em todo o país.</p>
<p>Numa comparação de dias úteis acumulados no mês &#8211; 16 até segunda-feira &#8211; com igual quantidade do mês passado, registrou-se em maio um crescimento de 3%. Nos primeiros 16 dias úteis de abril foram emplacados 178,3 mil veículos.</p>
<p>Junho deverá ser ainda mais aquecido, segundo os revendedores, pois trata-se do último mês de incentivo fiscal. Até o dia 30 de junho está valendo o IPI com alíquota zero para carros com motor 1.0 e 50% menor para os modelos com motor entre 1.0 e 2.0.</p>
<p>Oficialmente, os representantes da indústria automobilística dizem trabalhar com a perspectiva do fim do incentivo tributário. Mas representantes das montadoras demonstram interesse em defender a extensão do benefício. Alguns já levantaram a hipótese de o governo concordar com um aumento gradativo da alíquota do imposto.</p>
<p>O principal argumento da indústria é que a redução do IPI foi um instrumento sem o qual o setor teria deixado de vender 200 mil automóveis, o que teria evitado demissões em toda a cadeia.</p>
<p>Na virada do ano, poucos dias depois de o governo reduzir o IPI para automóveis, a indústria tinha mais de 300 mil veículos estocados nas fábricas e nas concessionárias, volume suficiente para dois meses de vendas.</p>
<p>Com o incentivo fiscal pelo menos na primeira metade do ano, os fabricantes estimam vendas totais de 2,7 milhões de veículos em 2009. Isso representará uma queda de 4% na comparação com o mercado de 2008. Mas alguns dirigentes das montadoras dizem que o volume pode ser menor se o incentivo fiscal for retirado em junho.</p>
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		<title>Vendas de veículos novos atingem a marca de 1 milhão</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 14:26:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Apesar da crise, marca foi atingida um dia antes do que no ano passado

Cleide Silva &#8211; O Estado SP
As vendas de veículos novos no País este ano chegaram a 1 milhão de unidades um dia antes de essa marca ter sido atingida em 2008, ano recorde de vendas para a indústria automobilística. Foram necessários [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <font size="4"><strong>Apesar da crise, marca foi atingida um dia antes do que no ano passado</strong></font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://acertodecontas.blog.br/wp-content/uploads/2008/10/montadora.jpg" alt="http://acertodecontas.blog.br/wp-content/uploads/2008/10/montadora.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Cleide Silva &#8211; O Estado SP</p>
<p>As vendas de veículos novos no País este ano chegaram a 1 milhão de unidades um dia antes de essa marca ter sido atingida em 2008, ano recorde de vendas para a indústria automobilística. Foram necessários 91 dias úteis de licenciamentos para alcançar 1,02 milhão de unidades, volume registrado na quinta-feira. No ano passado, sem nenhum sinal de crise financeira, foram 92 dias para atingir esse desempenho.</p>
<p>Na sexta-feira, as vendas acumuladas desde janeiro somavam 1,014 milhão de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, ante 1,032 milhão de unidades no ano passado, uma queda de apenas 1,8%.</p>
<p>Somente na primeira quinzena de maio foram licenciados 111,4 mil veículos, 18,6% menos que em igual período de abril e 9,7% menor que o resultado do mesmo mês de 2008, de acordo com fontes do setor automotivo com base nos números do Registro Nacional de Veículos (Renavan).</p>
<p>O mercado brasileiro de modelos zero-quilômetro tem sido mantido pelo corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a volta de planos de financiamento com prazos mais longos e juros mais baixos e descontos extras oferecidos pelas montadoras e concessionárias. Essas medidas, porém, não tiveram o mesmo efeito no segmento de caminhões e ônibus, que não está reagindo.</p>
<p>A indústria automobilística projeta para este mês vendas de 230 mil veículos, muito próximo do volume registrado em abril, de 234,4 mil unidades. Para o ano, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) prevê vendas totais de 2,7 milhões de unidades, 4% menos que em 2008, quando foram vendidos 2,82 milhões de veículos.</p>
<p>O presidente da Anfavea, Jackson Schneider, acredita ser possível chegar a esse volume mesmo que a redução do IPI, em vigor desde meados de dezembro para modelos com motores até 2.0, termine em 30 de junho, conforme está previsto pelo governo federal.</p>
<p>As principais montadoras do País &#8211; Fiat, Ford, GM e Volkswagen -, porém, acham que esse volume só será atingido se o governo prorrogar o corte do imposto até o fim do ano. Do contrário, as apostas variam de 100 mil a 300 mil unidades a menos, de 1,4 milhão a 1,6 milhão de veículos. &#8220;A posição que temos até agora é de que o IPI voltará ao normal em 1º de julho&#8221;, disse Schneider. &#8220;É com esse cenário que trabalhamos.&#8221;</p>
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		<title>Montadoras têm melhor trimestre da história</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 11:59:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Com o corte do IPI, as vendas chegaram a 668 mil veículos, alta de 3,14% em relação ao ano passado

Cleide Silva &#8211; O Estado SP
Março foi o segundo melhor mês da história da indústria automobilística brasileira, com vendas de 271,4 mil veículos, incluindo caminhões e ônibus. Em relação ao mesmo mês de 2008, foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <font size="4"><strong>Com o corte do IPI, as vendas chegaram a 668 mil veículos, alta de 3,14% em relação ao ano passado</strong></font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://pitstopbrasil.files.wordpress.com/2008/11/vendasimportados.jpg" alt="http://pitstopbrasil.files.wordpress.com/2008/11/vendasimportados.jpg" width="535" height="335" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Cleide Silva &#8211; O Estado SP</p>
<p>Março foi o segundo melhor mês da história da indústria automobilística brasileira, com vendas de 271,4 mil veículos, incluindo caminhões e ônibus. Em relação ao mesmo mês de 2008, foi registrado crescimento de 16,9%. Na comparação com fevereiro deste ano, o aumento foi de 36,1%. O melhor mês até agora é julho passado, com 288,1 mil carros vendidos.</p>
<p>Empresários do setor admitem que parte do desempenho se deve a antecipação de compras de consumidores que não confiavam na renovação do acordo de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que venceria em 31 de março e foi estendido até 30 de junho, conforme anúncio do governo federal feito na segunda-feira. A medida permite preços entre 5% a 7% mais baixos para modelos com motor 1.0 até 2.0.</p>
<p>De janeiro a março, as vendas somaram 668,3 mil veículos, um aumento de 3,14% ante os mesmos meses do ano passado e o melhor resultado já obtido para esse período. Os dados, na visão de executivos, comprovam as previsões de que o Brasil sofreria menos com a crise internacional. Nos Estados Unidos, as vendas de carros despencaram 40% na comparação com março de 2008.</p>
<p>A ajuda recebida do governo, que além do benefício tributário incluiu a liberação de crédito para financiamento, também foi fundamental para o desempenho. &#8220;O impacto da redução do IPI, no entanto,vai começar a se diluir nos próximos meses&#8221;, diz o presidente da General Motors, Jaime Ardila. Para ele, as vendas nesse trimestre devem ficar na casa das 230 mil unidades ao mês.</p>
<p>Segundo Luiz Carlos Andrade, vice-presidente da Toyota, entre 20% a 30% das vendas em março foram antecipação de compra. &#8220;Abril será um mês morno, maio será mais quente e em junho vamos retomar (as vendas nos níveis do mês passado)&#8221;, prevê o executivo. Ele não quis fazer projeções para o ano. Ardila aposta em vendas de 2,4 milhões a 2,5 milhões de veículos, entre 11% a 15% menor que em 2008 por levar em conta um segundo semestre mais fraco que o anterior.</p>
<p>Só em automóveis e comerciais leves foram vendidos em março 261 mil unidades, 36,4% acima do volume de fevereiro e 11,6% maior que o de igual mês de 2008. No trimestre, as vendas cresceram 3,9% ante o ano passado, para 642,4 mil unidades. Fiat e Volkswagen travam disputa acirrada pela liderança no mercado, com 152,7 mil unidades vendidas pela primeira e 151,7 mil pela segunda. Depois vem a GM, com 123,3 mil veículos.</p>
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		<title>Corte de IPI de carro é prorrogado</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Mar 2009 16:38:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Cleide Silva &#8211; O Estado SP
Uma manhã de conversas ao telefone entre sindicalistas, dirigentes de montadoras e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, selou ontem a renovação do acordo de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os carros por mais três meses. O anúncio oficial será feito na segunda ou terça-feira, pois depende [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://portalmie.com/atualidade/wp-content/uploads/2008/11/foto1.jpg" alt="http://portalmie.com/atualidade/wp-content/uploads/2008/11/foto1.jpg" /></div>
<div style="text-align: center"><img src="http://g1.globo.com/Noticias/Carros/foto/0,,16120399-EX,00.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://g1.globo.com/Noticias/Carros/foto/0,,16120399-EX,00.jpg" width="451" height="320" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Cleide Silva &#8211; O Estado SP</p>
<p>Uma manhã de conversas ao telefone entre sindicalistas, dirigentes de montadoras e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, selou ontem a renovação do acordo de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os carros por mais três meses. O anúncio oficial será feito na segunda ou terça-feira, pois depende da agenda dos envolvidos nas negociações.</p>
<p>O governo já vinha manifestando intenção de renovar a medida, que ajudou as montadoras a venderem, em plena crise, mais veículos no primeiro trimestre deste ano do que em 2008. O impasse estava na contrapartida a ser exigida, de manutenção de empregos, sugerida pelas centrais sindicais. Só em janeiro e fevereiro as montadoras cortaram 4 mil vagas.</p>
<p>As fabricantes concordaram, desde que ficassem de fora os trabalhadores com contratos temporários. Os sindicalistas encontraram uma &#8220;frase mágica&#8221; para endossar o acordo, que terá cláusula afirmando que &#8220;os contratos temporários serão cumpridos&#8221;. Ou seja, aqueles que vencerem nos próximos três meses não serão renovados, pois tinham validade por um ano. A abertura de programa de demissão voluntária está liberada.</p>
<p>O corte do IPI em meados de dezembro e com validade inicial até 31 de março foi adotado para reduzir o efeito da crise financeira nas vendas de carros no País, que despencaram nos últimos meses de 2008. Apesar de ter provocado queda de 90% na arrecadação do imposto, a medida é vista como uma das poucas anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com resultado efetivo.</p>
<p>O primeiro trimestre deve ser fechado com vendas próximas a 655 mil veículos, 1% a mais do que em igual período de 2008, quando somaram 647,9 mil unidades. No segmento de automóveis e comerciais leves, o mais beneficiado pela medida, o aumento deve ficar perto de 2%, com 630 mil unidades.</p>
<p>Os estoques nos pátios das fábricas e das revendas, que chegaram a 305 mil veículos em dezembro, equivalentes a 56 dias de vendas, baixaram no mês passado para 181 mil unidades, ou 27 dias de comercialização.</p>
<p>A alíquota do IPI, que era de 7% para carros 1.0, permanecerá isenta. Para modelos 1.4 até 2.0, ficará em 5,5% para motores flex e 6,5% para a gasolina, metade da alíquota normal. Com o novo imposto, os preços dos carros caíram em média de 5% a 7%.</p>
<p><strong>FEIRÕES</strong></p>
<p>Com o anúncio da prorrogação só a partir de 2ª-feira, o governo não vai atrapalhar as campanhas das montadoras neste fim de semana, que usam como atrativo a última oportunidade para comprar carro com IPI reduzido.</p>
<p>A Volkswagen faz feirão hoje e amanhã na fábrica Anchieta e na área ao lado do Playcenter com o slogan &#8220;Último fim de semana de IPI reduzido&#8221;. A Fiat fará ações nas lojas de todo o País e divulga anúncios com a chamada &#8220;Aproveite o último fim de semana com IPI reduzido e condições especiais.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Governo Serra:  ICMS paulista desconsidera desconto na venda de carros</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 13:51:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ricardo Benichio/valor

 Guilherme Silva, da Fazenda: &#8220;Revendedor deve pedir nova lista às montadoras&#8221; 
&#160;
Marta Watanabe, de São Paulo &#8211; VALOR
O alívio de custos trazido pela isenção de IPI concedida pelo governo federal para os automóveis tem sido, na prática, neutralizado em parte para as revendedoras paulistas por uma recente mudança da lei estadual do Imposto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><font size="1"><em>Ricardo Benichio/valor<br />
</em></font><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002226/imagens/foto27bra-guilhedrme-a3.jpg" border="0" /><br />
<font size="1"><em> Guilherme Silva, da Fazenda: &#8220;Revendedor deve pedir nova lista às montadoras&#8221; </em></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99">Marta Watanabe, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>O alívio de custos trazido pela isenção de IPI concedida pelo governo federal para os automóveis tem sido, na prática, neutralizado em parte para as revendedoras paulistas por uma recente mudança da lei estadual do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Desde janeiro, São Paulo impede a restituição do ICMS pago a mais por substituição tributária pelas montadoras, o que tem, segundo o setor, elevado a carga tributária do imposto. Algumas concessionárias já estudam contestar a restrição e outras já foram ao Judiciário.</p>
<p>O ICMS por substituição tributária sobre automóveis é antecipado pelas indústrias com base nos preços sugeridos pela fábrica. Até o ano passado, quando o valor de venda efetivo ao consumidor estava abaixo do da tabela, a concessionária conseguia de volta o imposto que havia sido pago a mais na antecipação da indústria. A partir de janeiro, porém, essa restituição não é mais concedida pela Fazenda de São Paulo aos varejistas. A mudança afetou especialmente as concessionárias de veículos.</p>
<p>O problema é que em função das ofertas e feirões que jogaram para baixo os preços dos veículos no varejo, a defasagem entre o preço sugerido pela montadora e o efetivamente cobrado do consumidor final aumentou. Como resultado, aumentou a diferença entre o ICMS antecipado com base no preço sugerido e o que seria efetivamente devido de acordo com o preço da concessionária. Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, (Fenabrave), os valores de veículos novos atualmente estão 10% abaixo do que era praticado em setembro. O Estado de São Paulo participa com 61% da venda de veículos novos em todo o país.</p>
<p>&#8220;Como essa diferença não é mais restituível, a carga tributária das concessionárias, na prática, aumentou. É como se tivessem elevado a alíquota de ICMS em São Paulo&#8221;, diz Sérgio Reze, presidente da Fenabrave. &#8220;Como é impossível repassar esse custo ao consumidor neste momento, as revendedoras estão realmente pagando um ICMS maior.&#8221;</p>
<p>Algumas concessionárias já foram ao Judiciário para questionar a restrição. Uma revendedora da marca Fiat que questionou o assunto alegou defasagem de preços de R$ 2 mil a R$ 5 mil por veículo, conforme o modelo de carro. Tal defasagem foi apontada por pesquisa de preços divulgada em publicação especializada e também alegada no processo com base nas notas de entrada e saída da concessionária.</p>
<p>A empresa conseguiu liminar na 1ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo. O advogado Almério Antunes de Andrade Júnior, do escritório Andrade e Gattás Advogados, que já entrou com oito ações contestando a mudança, alega que a diferença de valores entre o preço da fábrica e o cobrado pela varejista configura confisco. A liminar foi dada pelo juiz levando em consideração a anterioridade de 90 dias que não teria sido respeitada pela Fazenda. Por essa regra, as medidas que resultem em aumento do imposto só podem fazer efeito 90 dias após a sua publicação.</p>
<p>Douglas Rogério Campanini, da ASPR Auditoria e Consultoria, diz que a medida afeta sensivelmente a carga de ICMS do segmento. Uma pequena revendedora que o escritório atende, por exemplo, vendeu no mês de fevereiro um total de 29 automóveis. O total da diferença entre o preço praticado ao consumidor e o valor sugerido e usado como cálculo do imposto antecipado foi de R$ 212 mil. Isso quer dizer que cada veículo foi vendido, em média, a um preço R$ 7,3 mil menor do que o usado para antecipação do ICMS.</p>
<p>A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo diz que a legislação em vigor determina que o ICMS antecipado por substituição sobre automóveis deve ser calculado sobre o preço sugerido pela fábrica. &#8220;Essa é a determinação da regulamentação em vigor no Estado&#8221;, diz Guilherme Rodrigues Silva, coordenador adjunto de administração tributária da Fazenda. Segundo ele, os preços fornecidos pelas montadoras podem ser alterados a qualquer momento. &#8220;Caso a defasagem esteja acontecendo, as revendedoras devem pleitear às indústrias a revisão dos preços de suas tabelas.&#8221; Silva diz ainda que São Paulo está apenas seguindo uma prática já adotada pelos demais Estados, de não conceder a restituição do ICMS antecipado por substituição tributária.</p>
<p>Para o tributarista Marcelo Botelho Pupo, do escritório Queiroz e Lautenschläger Advogados, que estuda o assunto para algumas concessionárias, a sugestão da Fazenda não é tão simples de ser acatada. &#8220;As concessionárias não têm grande poder de negociação com montadoras e os preços são sugeridos pelas fábricas de acordo com o nicho de mercado que as indústrias querem atingir com cada modelo.&#8221;</p>
<p>Pupo acredita que a restrição à restituição pode ser questionada judicialmente. O grande entrave é a existência de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, ainda em julgamento no Supremo Tribunal Federal, que analisa se a vedação à restituição é válida ou não. No caso de São Paulo, porém, acredita ele, seria possível o questionamento porque a legislação permite o ressarcimento para os casos em que o ICMS é definido de acordo com preços de pauta fiscal, uma outra forma de aplicação da substituição tributária. Um argumento possível, portanto, seria de que a lei traz tratamento desigual.</p>
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		<title>Venda de veículos no primeiro trimestre vai superar 2008</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 13:33:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Anna Carolina Negri / Valor

 Baltar Jr, gerente de marketing da Ford: &#8220;o IPI reduzido tirou as incertezas e trouxe energia para o mercado&#8221;
&#160;
Marli Olmos, de São Paulo &#8211; VALOR
As vendas de veículos neste trimestre ficarão acima das registradas no mesmo período do ano passado. Além disso, a indústria automobilística terá de manter o ritmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><font size="1"><em>Anna Carolina Negri / Valor<br />
</em></font><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002226/imagens/foto27bra-antdonio-a3.jpg" border="0" /><br />
<font size="1"><em> Baltar Jr, gerente de marketing da Ford: &#8220;o IPI reduzido tirou as incertezas e trouxe energia para o mercad</em></font>o&#8221;</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99">Marli Olmos, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>As vendas de veículos neste trimestre ficarão acima das registradas no mesmo período do ano passado. Além disso, a indústria automobilística terá de manter o ritmo de produção acelerado em abril porque o apelo do IPI mais baixo fez os estoques baixarem a um volume inferior ao necessário para as montadoras poderem trabalhar sem filas de espera nas revendas.</p>
<p>Do início de janeiro até o dia 25 deste mês foram vendidos no país 606,7 mil veículos, o que representou elevação de 2,8% na comparação com igual período de 2008. Mantida a média diária de vendas &#8211; uma projeção modesta para um fim de mês &#8211; o trimestre fechará com pelo menos 653 mil veículos vendidos. Nos primeiros três meses de 2008, o volume somou 647,9 mil unidades.</p>
<p>O consumidor não arriscou contar com a prorrogação do IPI reduzido para além do dia 31, como determina o decreto que concedeu o benefício fiscal, em meados de dezembro. Muitos anteciparam compras que fariam mais tarde. É o caso da publicitária paulista Cibele Adriana. Ela conta que pretendia comprar um novo automóvel no fim do ano, seguindo a sua rotina de trocar o carro a cada quatro anos. Mas não resistiu à oferta de um preço mais baixo por conta do IPI.</p>
<p>Cibele trocou sua Ecosport 2005, pela qual pagou R$ 50 mil à época, por outra do mesmo modelo novinha, com motor mais potente, assentos em couro e ainda o sonho da publicitária: um câmbio automático. Preço da nova: R$ 57 mil. &#8220;Quando voltei de férias e soube da redução do IPI decidi antecipar a compra&#8221;, conta.</p>
<p>A maior surpresa de Cibele foi constatar que a prestação do financiamento do carro novo baixou R$ 100 em relação ao que ela pagava no antigo. Ambos foram financiados em 48 meses.</p>
<p>A época em que o IPI baixou coincidiu com melhores oportunidades para o financiamento, o que deu ainda mais força ao ritmo das vendas. Quando a crise no crédito se agravou, os bancos resistiam aos pedidos de financiamentos mais longos. No último bimestre de 2008, a maior parte dos contratos era fechada com prazos entre 24 e 36 meses. Mas agora ficou mais fácil encontrar financiamento em 48 e até 60 meses. &#8220;Planos de 48 meses são o nosso best-seller&#8221;, afirma o gerente de marketing da Ford, Antonio Baltar Jr.</p>
<p>Quando há oportunidades de prazos mais longos, o vendedor acaba estimulando o cliente a optar por esses planos para convencê-lo a levar um modelo mais caro ou um zero-quilômetro no lugar de um usado.</p>
<p>Na primeira quinzena deste mês, as vendas da Ford cresceram 47,3% na comparação com igual período de 2008. Baltar lembra que agora a empresa não está mais presa aos problemas de capacidade que encontrava antes da crise, quando o ritmo de vendas estava muito mais acelerado que o de hoje. Com mais fôlego, a montadora conseguiu elevar a sua participação no mercado de 10% para 12%.</p>
<p>As melhores condições para o financiamento começaram a atrair também locadoras de veículos, que haviam suspendido as compras desde o fim do ano passado. Paulo Soares, franqueado da rede Avis em Salvador, costumava comprar carros todos os meses para renovar a frota. Mas a crise no crédito o levou a suspender as compras. &#8220;Agora os bancos sinalizam querer voltar a emprestar&#8221;, diz. &#8220;Chegou a hora de voltar ao mercado&#8221;, completa.</p>
<p>Soma-se a isso uma reação na valorização do carro seminovo, fator importante para ativar o mercado dos modelos novos</p>
<p>Pode ser até que a velocidade nas vendas diminua, a partir de agora, com a perspectiva de o IPI reduzido ser estendido por mais três meses. Mas, mesmo assim, a indústria terá de manter a produção acelerada, porque os estoques baixaram nos últimos dias. O número de veículos nas concessionárias e pátios das fábricas está hoje em torno de 175 mil unidades. Isso equivale a 20 dias de vendas, volume considerado baixo pelo setor, que precisa contar com folga maior para evitar a falta de modelos nas lojas.</p>
<p>O estoque está bem abaixo daquele que levou montadoras e fabricantes de autopeças a recorrer a férias coletivas e corte de pessoal para baixar a produção, no final do ano passado.</p>
<p>Em dezembro, os estoques passavam das 305 mil unidades, o que equivale dizer que a indústria poderia vender sem produzir por mais de 50 dias. Na sequência, os volumes em estoque baixaram para mais de 200 mil e agora caíram mais ainda. É por isso que algumas empresas tiveram de antecipar a volta de empregados que estavam em casa, em licença remunerada.</p>
<p>A necessidade agora de abastecer a rede de concessionárias se reflete na cadeia de fornecedores. A TRW trabalha hoje num ritmo equivalente a 80% do que estava um ano atrás, conta o diretor Wilson Rocha.</p>
<p>O bom desempenho do mercado interno em março foi uma das causas da queda nos estoques. Até o dia 25 deste mês, foram vendidos no país 209,9 mil veículos. Levando em conta a média de vendas ao longo do mês, de 11, 6 mil unidades por dia, março fechará com um volume em torno de 256 mil unidades, o que equivale a um crescimento em torno de 10% em relação a igual mês de 2008.</p>
<p>Março foi um bom período para a venda de automóveis. Além do apelo do IPI menor, o mês teve 22 dias úteis, o que é melhor para as vendas do que meses como abril, em que o número de dias úteis diminuirá por conta dos feriados.</p>
<p>&#8220;O IPI reduzido tirou as incertezas, trouxe energia para o mercado&#8221;, destaca Baltar, da Ford. O benefício também fez os executivos trabalharem mais. &#8220;Em 30 anos de indústria nunca pilotei tão rápido como agora. Em apenas três meses mudamos a programação oito vezes&#8221;, conta o diretor de marketing da Renault, Cássio Pagliarini.</p>
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		<title>Inventário sobre emissão de gases será concluído este ano</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 13:02:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Fabio Feldmann, do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade: distorções no inventário
&#160;
Daniela Chiaretti, de São Paulo &#8211; VALOR
Até o fim deste ano o Brasil deverá conhecer seu perfil real de emissões de gases do efeito-estufa. É este o prazo para que saia o segundo inventário nacional, uma espécie de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><em><font size="1">Carol Carquejeiro / Valor<br />
</font></em><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002219/imagens/foto_18bra-fabio-a10.jpg" border="0" /><em><font size="1"><br />
Fabio Feldmann, do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade: distorções no inventário</font></em></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99">Daniela Chiaretti, de São Paulo &#8211; VALOR</p>
<p>Até o fim deste ano o Brasil deverá conhecer seu perfil real de emissões de gases do efeito-estufa. É este o prazo para que saia o segundo inventário nacional, uma espécie de retrato da contribuição do país ao aquecimento global, por setores e por volume. O estudo traçará um panorama de 1990 a 2005, mas no caso do desmatamento os dados chegarão apenas até 2002.</p>
<p>O anúncio foi feito ontem por Newton Paciornik, o coordenador técnico do primeiro inventário de emissões de gases-estufa brasileiro lançado em 2004, e responsável pela nova edição. &#8220;Estamos em pleno andamento do trabalho&#8221;, disse a uma plateia de técnicos reunidos no auditório da Cetesb, a agência ambiental paulista, durante seminário sobre o tema. &#8220;Até meados do ano queremos ter todos os pareceres, colocá-los em discussão nacional e a expectativa é termos o inventário no fim do ano.&#8221;</p>
<p>Segundo Paciornik, os dados relativos à mudança no &#8220;uso da terra&#8221; &#8211; o jargão que define as alterações na cobertura vegetal natural causadas, por exemplo, pela pecuária ou agricultura &#8211; só chegarão até 2002, porque &#8220;temos que otimizar os recursos, que são limitados, e distribuí-los da melhor maneira possível&#8221;. O desmatamento é o ponto fraco do Brasil quando se trata de aquecimento global e o único inventário brasileiro traz dados de 1994. Foi ali que se cravou a informação que o desmatamento responde por 75% das emissões brasileiras. &#8220;Só acho 2002 muito defasado&#8221;, reagiu Fabio Feldmann, secretário-executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade. &#8220;Teremos distorções no inventário em função disso.&#8221;</p>
<p>Todos os países signatários da Convenção do Clima têm que apresentar inventários de emissões de gases-estufa. As nações ricas, com metas de corte de emissões definidas no Protocolo de Kyoto, devem fazer este relato todos os anos; os países em desenvolvimento, como o Brasil, apenas periodicamente. Contam, para isso, com recursos do GEF, um fundo financiado pelas nações industrializadas. Com este dinheiro produzem o inventário e também a Comunicação Nacional, uma informação mais ampla onde se tornam conhecidas todas as ações que um país está tomando para combater a mudança climática. Paciornik, do Ministério da Ciência e Tecnologia, adiantou que &#8220;já estamos negociando com o GEF os valores para a 3ª Comunicação Nacional&#8221;, o que atualizaria os dados.</p>
<p>O inventário é fundamental para que se entenda quem contribui com o quê e, assim, traçar políticas públicas que procurem reduzir as emissões. Um estudo bem feito, num país das dimensões do Brasil, é complexo. O Estado de São Paulo está iniciando o seu, que deve ficar pronto só em 2010. &#8220;Estamos fazendo uma mera lição de casa que, francamente falando, talvez já devêssemos ter feito&#8221;, disse, numa espécie de autocrítica, o secretário estadual do Meio Ambiente, Francisco Graziano. &#8220;Fico impressionado com a fragilidade das nossas teses em função da precariedade das nossas bases de dados.&#8221;</p>
<p>Um exemplo está na dificuldade de definir as emissões de gases-estufa produzidas no tratamento de resíduos e efluentes. Pelos dados do IBGE, o Brasil produz 228 mil toneladas de resíduos por dia. Pelas estatísticas da associação das empresas do setor, a Abrelpe, o volume é de 140 mil toneladas. &#8220;Os dados do IBGE, neste caso, não são a melhor informação&#8221;, diz João Wagner da Silva Alves, responsável pela análise do setor na Cetesb.</p>
<p><font size="5"><strong>Protocolo de Montreal ajudou o de Kyoto</strong></font></p>
<p>O Protocolo de Montreal, que cuida de banir os gases que destroem a camada de ozônio da Terra e, desta forma, aumentam a incidência de casos de câncer de pele, fez mais para o clima do planeta do que o próprio Protocolo de Kyoto, este sim, o documento internacional que procura reduzir a emissão de gases que provocam o aquecimento da Terra.</p>
<p>&#8220;Dependendo do país, os cortes de emissões de gases que arruinam a camada de ozônio, respondem por 3% a 5% das emissões de gases do efeito-estufa&#8221;, disse, em São Paulo, Roberto de Aguiar Peixoto, membro do comitê de opções técnicas em refrigeração e ar condicionado do PNUMA, o Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente. Trata-se de uma constatação curiosa &#8211; o mundo, tentando equacionar um problema, o da camada de ozônio, acabou acertando outro, o do aquecimento da Terra.</p>
<p>Nos anos 80, um erro comum era confundir um fenômeno com outro. O buraco na camada de ozônio é causado pelos gases CFCs, os clorofluorcabonos, que a humanidade decidiu banir há 20 anos, com a Convenção de Viena e o Protocolo de Montreal. Os CFCs eram muito utilizados em geladeiras e aparelhos de ar-condicionado, mas quando escapavam à atmosfera, destruíam a camada de ozônio, uma proteção natural para os raios ultravioleta. Com a camada de ozônio rarefeita, a radiação é mais intensa e aumentam os casos de câncer de pele e catarata. Desde 1999 não se produzem mais veículos com estes gases no Brasil e, desde 2001, nenhuma geladeira. Os CFC ainda são utilizados no Brasil em aerossóis para asmáticos.</p>
<p>O efeito estufa, por outro lado, é um desafio bem mais complicado. O fenômeno é provocado por gases provenientes da queima de combustíveis fósseis ou de desmatamento, a humanidade tenta resolver o problema através da Convenção-Quadro de Mudanças Climáticas e do Protocolo de Kyoto &#8211; e agora, de um esperado acordo em Copenhague, no fim deste ano. O efeito disso é o aquecimento da Terra. &#8220;Acontece que existe uma ponte entre estas duas questões ambientais&#8221;, diz Peixoto.</p>
<p>A ponte são os chamados gases fluorados (HFCs, PFCs e SF6, substitutos dos velhos CFCs, mas que são gases do efeito-estufa e muito nocivos para o aquecimento global. Os HFCs também têm prazo para serem substituídos, pelo bem-sucedido Protocolo de Montreal. &#8220;Eliminá-los é também um benefício para o clima. É preciso uma convergência das duas convenções&#8221;, defende Peixoto. (DC)</p>
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		<title>Água abaixo</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 12:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[DE CARRO NA ENCHENTE
DIRIGINDO NA CHUVA
Se você estiver na rua no meio de uma chuva forte, procure parar em um local seguro, numa posição mais alta
Evite cruzar vias inundadas, pois elas podem conter buracos encobertos pela água
Não tente dar a partida se o carro “morrer” na água. O motor pode aspirar líquido e com isso, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.jt.com.br/" id="capa"><img src="http://www.estadao.com.br/fotos/imagem%28100%29.jpg" width="150" align="left" height="265" /></a><font class="not"><strong>DE CARRO NA ENCHENTE</strong></font></p>
<p><font class="not">DIRIGINDO NA CHUVA</font></p>
<p><font class="not">Se você estiver na rua no meio de uma chuva forte, procure parar em um local seguro, numa posição mais alta</font></p>
<p><font class="not">Evite cruzar vias inundadas, pois elas podem conter buracos encobertos pela água</font></p>
<p><font class="not">Não tente dar a partida se o carro “morrer” na água. O motor pode aspirar líquido e com isso, ficar danificado</font></p>
<p><font class="not">Se a água da enchente cobrir aproximadamente 3/4 da roda, já há o risco de o veículo boiar</font></p>
<p><font class="not">DEPOIS DA ENCHENTE</font></p>
<p><font class="not">Se o carro foi alagado em um enchente, faça uma pesquisa de preços antes de mandá-lo para o conserto. Os valores cobrados variam entre as oficinas e conforme o estrago do veículo</font></p>
<p><font class="not">Nos casos mais simples, deve-se trocar o forro embaixo do carpete. Quanto mais cedo for feito o serviço, mais fácil será remover o mau cheiro </font></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/agua-abaixo/10178/" rel="attachment wp-att-10178" title="kassab_enchentes_jt.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/agua-abaixo/10178/" rel="attachment wp-att-10178" title="kassab_enchentes_jt.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/kassab_enchentes_jt.jpg" alt="kassab_enchentes_jt.jpg" /></a></div>
<p align="center">clique na imagem a direita para ampliar e ler<a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/agua-abaixo/10181/" rel="attachment wp-att-10181" title="kassab_enchentes_ausente.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/kassab_enchentes_ausente.jpg" alt="kassab_enchentes_ausente.jpg" width="261" align="left" height="337" /></a><br />
<a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/kassab_enchentes2_jt.jpg" title="kassab_enchentes2_jt.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/kassab_enchentes2_jt.jpg" alt="kassab_enchentes2_jt.jpg" width="161" height="188" /></a></p>
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		<title>No ponto do ônibus</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 14:09:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Matthew Shirts &#8211; O Estado SP
Dá uma satisfação sair de casa a pé pela manhã. Moro numa ruazinha escondida, habitada em boa parte por cachorros, mas próxima do bochincho de Pinheiros e da Vila Madalena. A meio quarteirão do meu portão encontro trânsito. Tudo travado logo cedo.
Atravesso a rua com certa leveza no passo, negociando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.sptrans.com.br/clipping_anteriores/2004/abril2004/clipping140404/IMGs/cronica1.jpg" alt="http://www.sptrans.com.br/clipping_anteriores/2004/abril2004/clipping140404/IMGs/cronica1.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Matthew Shirts &#8211; O Estado SP</p>
<p>Dá uma satisfação sair de casa a pé pela manhã. Moro numa ruazinha escondida, habitada em boa parte por cachorros, mas próxima do bochincho de Pinheiros e da Vila Madalena. A meio quarteirão do meu portão encontro trânsito. Tudo travado logo cedo.</p>
<p>Atravesso a rua com certa leveza no passo, negociando os espaços entre os automóveis parados. Tenho a sensação de levar vantagem. Sinto-me quase malandro por estar a pé.</p>
<p>Antigamente, quem estava de carro tinha pena dos pedestres. Monteiro Lobato escreve a respeito no Presidente Negro. Hoje, a equação se inverteu, pelo menos em São Paulo. Vou avançando a pé pelo trânsito. Deixo os veículos para trás. No primeiro farol costuma haver brigas e buzinaços. Às vezes faço gestos pedindo uma trégua nas buzinadas enquanto espero a iluminação do homenzinho ficar verde. Os motoristas detestam minha gesticulação, que me confere um ar de maluco, reconheço. Gesticulam de volta solicitando compreensão para o desespero da sua situação. Compreendo. Não é fácil o trânsito.</p>
<p>Busco o ponto de ônibus na Cardeal. Há algum tempo pesquiso a sociologia desse marcador geográfico. De onde vêm os passageiros? Para onde vão? O papel do vendedor de balas, águas e porcarias ali. Meu olhar de estrangeiro é fisgado pela falta de sinalização. Não há placas explicativas no ponto, apenas aquele pau descascado e solitário. Nenhuma instrução por escrito. Como as pessoas sabem qual ônibus tomar?</p>
<p>Desde que voltei a andar de busão, faz um ano ou dois, estou com bronca dos condutores. Eles dirigem sem levar em conta o conforto dos seus passageiros. São apressados. Trocam de marcha com agressividade. Ultrapassam sem necessidade. Há exceções que comprovam a regra. Peguei um, dia desses, com longo rabo-de-cavalo, zen, calmo, na linha Butantã-USP, claro. Foi uma delícia. Deu para ler meu livro tranquilamente.</p>
<p>Mas por outro lado, mesmo os motoristas broncos revelam paciência surpreendente para fornecer informações de itinerários. Aí está o segredo, pensei um dia desses. É assim que os passageiros se informam. Ficam parados ali na porta da frente do veículo, três ou quatro pessoas trocando ideias com o condutor. Quanto mais vivo no Brasil, mais me chama a atenção a oralidade da cultura. É na conversa e no contato pessoal que se aprende e se vive.</p>
<p>Nisso, o Brasil é diferente dos Estados Unidos, quase uma imagem invertida (para variar). Lá, os motoristas de ônibus dirigem mais tranquilos, auxiliados, é verdade, por asfalto liso, câmbios automáticos e equipamentos mais novos. Mas eles têm pouca paciência para explicar trajetos. Nesse quesito, seus colegas brasileiros são mais prestativos.</p>
<p>Ensina Sérgio Buarque de Holanda, em seu insuperável Raízes do Brasil: &#8220;Já se disse, numa expressão feliz, que a contribuição brasileira para a civilização será de cordialidade &#8211; daremos ao mundo o &#8216;homem cordial&#8217;. A lhaneza no trato, a hospitalidade, a generosidade, virtudes tão gabadas por estrangeiros que nos visitam, representam, com efeito, um traço definido do caráter brasileiro, na medida, ao menos, em que permanece ativa e fecunda a influência ancestral dos padrões de convívio humano, informados no meio rural e patriarcal.&#8221;</p>
<p>Minha tese é a de que tal cordialidade é apagada pela impessoalidade do trânsito. Daí a agressividade dos condutores. Entre veículos não há lhaneza no trato, para repetir a ótima expressão de Sérgio Buarque. Descobri, aliás, ao procurar a palavra no dicionário, que &#8220;lhaneza&#8221; é de origem tibetana. Lhano, pelo que entendo, é sinônimo de afável. Poderia render uma campanha publicitária: &#8220;Lhaneza no trânsito.</p>
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		<title>Mercado volta a crescer na China</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 13:34:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Tian Ying, Bloomberg, de Pequim &#8211; VALOR
As vendas de veículos na China dispararam 25% em fevereiro, a primeira alta em quatro meses, depois que o governo reduziu os impostos sobre alguns modelos, o que contribuiu para que o país aumentasse a sua vantagem como o maior mercado de automóveis do mundo este ano.
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://pitstopbrasil.files.wordpress.com/2008/12/fabrica-mazda-china.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://pitstopbrasil.files.wordpress.com/2008/12/fabrica-mazda-china.jpg" width="540" height="385" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Tian Ying, Bloomberg, de Pequim &#8211; VALOR</strong></p>
<p>As vendas de veículos na China dispararam 25% em fevereiro, a primeira alta em quatro meses, depois que o governo reduziu os impostos sobre alguns modelos, o que contribuiu para que o país aumentasse a sua vantagem como o maior mercado de automóveis do mundo este ano.</p>
<p>As vendas de carros de passageiros, ônibus e caminhões cresceram para 827,6 mil unidades, informou em Pequim a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis. O cômputo nos dois primeiros meses do ano cresceu 2,7%, para 1,56 milhão de unidades, em comparação com a queda de 39%, para 1,35 milhão de unidades, ocorrida nos EUA.</p>
<p>A China reduziu à metade os impostos sobre as vendas de carros de pequeno porte e tem planos de subsidiar veículos nas áreas rurais, para revitalizar a demanda, depois de as vendas de automóveis terem atingido o menor crescimento em uma década, no ano passado. Junto com o pacote de estímulo econômico do país, de 4 trilhões de yuan (US$ 585 bilhões), as políticas do governo fizeram com que a General Motors (GM) dobrasse, grosso modo, a sua projeção de crescimento das vendas de veículos na China para este ano.</p>
<p>&#8220;Os consumidores estão recuperando a confiança, devido ao pacote de estímulo&#8221;, disse Ricon Xia, analista do Instituto de Pesquisas Daiwa em Xangai. &#8220;Mesmo assim, as vendas de veículos deverão flutuar nos próximos meses.&#8221;</p>
<p>A alta nas vendas de fevereiro, a maior em 18 meses, foi ajudada pelo fato de neste ano o feriado do Ano-Novo Lunar ter caído no mês anterior. Em fevereiro de 2007, o feriado, aliado às nevascas, contribuiu para reduzir as vendas de veículos. A GM elevou a sua projeção de vendas de automóveis na China para 5% a 10%, em comparação com a projeção anterior, de menos de 3%.</p>
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