13/08/2009 - 10:51h Para a Riachuelo, junho foi um mês “fantástico”

Varejo

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Claudia Facchini, de São Paulo – VALOR

Na Riachuelo, uma das três maiores redes de vestuário do país, as vendas foram “fantásticas” em junho, afastando as nuvens negras que surgiram em abril e maio, segundo afirmou ontem o e gerente de relações com investidores da companhia, Tulio Queiroz, em teleconferência com analistas de investimento.

Como o consumo manteve-se forte em julho, a varejista enxerga um cenário mais otimista no segundo semestre e já planeja acelerar a expansão em 2010. Para este ano, estão previstas seis inaugurações. No ano que vem, a rede pretende abrir dez ou mais lojas.

Embora a queda das temperaturas nos dois últimos meses tenha favorecido a demanda, a Riachuelo atribui a retomada à uma mudança de atitude dos clientes. “Em junho e julho, houve uma grande recuperação do nível de confiança dos consumidores”, disse Queiroz, acrescentando que esses foram os melhores meses do ano para a varejista. Segundo ele, maio havia sido um mês “difícil”, sem nenhum dia com baixas temperaturas.

A varejista também passou a ser mais flexível na política de crédito, o que impulsionou as vendas. Os planos com juros (em oito parcelas sem entrada) responderam por 24,2% das vendas pagas com o cartão Riachuelo no segundo trimestre, percentual superior aos 18,8% registrados no primeiro trimestre. Em fevereiro, a varejista baixou os juros de 6,9% para 5,9%.

A concessão de crédito, contudo, ainda não voltou as patamares do primeiro semestre de 2008, quando o planos com juros responderam por 35,3% das vendas feitas com o cartão Riachuelo.

A receita líquida consolidada do grupo, que inclui a rede Riachuelo e a confecção Guararapes, totalizou R$ 527 milhões no segundo trimestre de 2009, cifra 10,2% maior que a registrada em igual período de 2008. As vendas da Riachuelo cresceram 3,4%, totalizando R$ 445,8 milhões. Pelo critério “mesmas lojas”, as vendas da varejistas foram 0,3% maiores que no segundo trimestre de 2008.

17/06/2009 - 13:29h Brasil é o 8º melhor país do mundo para o varejo

Setor de vestuário tem melhores oportunidades, mostra estudo

Reuters – O Estado SP

brasil_olho.jpghttp://www.sdr.com.br/negocios1.gifO Brasil ocupa a 8ª posição no ranking global de oportunidade de investimento para empresas de varejo e é o primeiro do mundo em atratividade no setor de vestuário, segundo pesquisa da consultoria A.T. Kearney, divulgada ontem. O levantamento existe desde 2003, mas o Brasil só conseguiu entrar na lista dos 30 países mais atraentes para investimento de varejo em 2005, ocupando o 29º lugar. No ano passado, o país estava na 9ª posição.

Os 10 primeiros colocados do ranking em 2009 são Índia, Rússia, China, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Vietnã, Chile, Brasil, Eslovênia e Malásia. Em 2008, os quatro primeiros eram Vietnã, Índia, Rússia e China. Markus Stricker, vice-presidente da A.T. Kearney, acredita que o Brasil não ficará entre os três primeiros, uma vez que seu varejo já é mais consolidado que o de muitos países, mas considera a posição ocupada pelo País extremamente positiva.

“Estar entre os três primeiros é improvável, mas, mesmo sendo um mercado tão bem estruturado (com menos espaço para crescer por investimento estrangeiro), ele está entre os 10 primeiros, e isso é importante”, disse Stricker.

Essa estrutura faz com que o Brasil viva uma segunda onda de investimentos. Na primeira onda, grande parte dos imóveis nas grandes cidades já foi comprada e associações entre grandes empresas – como a da rede francesa Casino com a brasileira Pão de Açúcar – já foram feitas.

Nesta segunda onda, há oportunidades de investimento em outras cidades. Celso Durazzo, diretor da consultoria, lembra que o estudo apurou que cerca de 20 cidades brasileiras têm mais de 1 milhão de habitantes, um ponto positivo para o país. “Não existe mais oportunidade de investimento maciço no Brasil, que estava no pico em 2007 e agora está na maturidade. Nessa maturidade é hora de (as empresas estrangeiras de varejo) inovarem quando investirem aqui”, disse.

Além do vestuário, outras oportunidades no varejo do País são os setores de eletrodomésticos e de alimentos e bebidas. O Brasil lidera o ranking do vestuário por igualar-se a países desenvolvidos: 40% das vendas de vestuário no País são feitas com cartão de crédito, patamar similar a de Estados Unidos e Grã-Bretanha, e as duas principais redes do país, Riachuelo e C&A, já emitiram mais cartões próprios de crédito que as operadoras Visa e Mastercard.

Outros pontos positivos são a população jovem, que consome muita roupa – mais de 60% dos brasileiros estão abaixo dos 30 anos – e o gasto médio com vestuário é de cerca de US$ 450 por ano, valor seis vezes superior ao da China.

Segundo Durazzo, a Índia liderou a pesquisa da A.T. Kearney porque, com a crise global, os preços dos imóveis despencaram e os varejistas locais se enfraqueceram, tornando-se alvos de aquisição em um país com uma população consumidora bastante volumosa.