26/09/2008 - 12:31h O desafio da Copa 2014

Copa 2014 poderá ter hospedagem em navios e, em terra, a volta da classificação de hotéis por estrelas, diz ministro do Turismo, Luiz Barreto

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Ministro de Turismo, Luiz Barreto, presidente Lula e Jeanine Pires, presidente da Embratur, em New York fazendo campanha para o turismo no Brasil

Cristina Massari - O Globo

http://oglobo.globo.com/fotos/2008/09/25/25_MAA_tur_embratur.jpg

RIO - A volta das estrelas para classificar os hotéis brasileiros, a possibilidade de se hospedar num navio de cruzeiro durante a Copa de 2014, a reforma da área portuária do Rio de Janeiro, e a reformulação da gestão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, além da abertura de capital da Infraero são alguns dos temas que ocupam a mente do ministro do Turismo, Luiz Barreto, e entram na agenda do setor para os próximos anos. De Londres, onde fez o lançamento da nova campanha publicitária da Embratur para promover o Brasil no exterior , o ministro recém-empossado formalmente no cargo (estava como interino desde o desligamento de Marta Suplicy, em junho, para concorrer à Prefeitura de São Paulo), concedeu entrevista ao site do Globo.

Com a Copa de 2014 e a campanha para o Rio sediar as Olimpíadas em 2016 no Rio de Janeiro, na mira, o ministro tem aproveitado as viagens que faz para observar soluções e idéias para o planejamento destes eventos, assim como fez em Pequim e na África do Sul, lugares onde esteve recentemente em missão oficial. Esta semana, Barreto esteve em Nova York e Londres. Em seguida, sua trupe ruma para América do Sul. ( veja no YouTube, o filme da campanha publicitária da Embratur )

- Os preparativos para a Copa já são uma agenda nossa. E, mais importante até que o equipamento esportivo são o transporte e a acessibilidade e a infra-estrutura turística. Aqui, vamos à BBC para conhecer o projeto que fizeram com a China, em que eles ensinaram inglês aos chineses, preparando-os para as Olimpíadas. Aproveito também para conhecer as estratégias de promoção destes países e verifico não só as instalações da infra-estrutura esportiva, mas também como estão sendo resolvidas questões como a ampliação da oferta hoteleira durante os eventos.

Usando o Rio, candidata à sede das Olimpíadas como exemplo, Barreto menciona a possibilidade de expansão do parque hoteleiro pela Barra da Tijuca, mas também a necessidade de reforma dos hotéis existentes. E afirma que está buscando linhas de financiamento para isso junto ao BNDES e ao Banco do Brasil:

- É um desafio ter linhas de financiamento mais atrativas para ampliação e reforma do parque hoteleiro. Podemos criar um fundo que reduza o custo dos juros, por parte do governo federal, prefeitura e estadual, com contrapartida do empresário - diz Barreto.

” Voltam as estrelas para a certificação hoteleira, porque é um padrão de aceitação internacional “

Entende-se como contrapartida dos empresários, explicou o ministro, adotar a certificação para a classificação hoteleira:

- A Lei Geral do Turismo (sancionada no dia 17/09 pelo presidente Lula) inclui a classificação hoteleira. Só teria direito a estas linhas de financiamento quem se sujeitasse a certificação do ministério. Voltam as estrelas, porque é um padrão de aceitação internacional.

Considerando que megaeventos geram uma demanda por hotéis que podem não se perpetuar, Barreto cita também a possibilidade de uma oferta hoteleira de ocasião, ou literalmente ‘flutuante’ a partir de exemplos dados por Montreal, no Canadá; em Sydney, na Austrália e Atenas, na Grécia.

- Precisamos pensar em alternativas com sustentabilidade. Aproveitar os leitos de navios em rotas de cruzeiros é um mecanismo como se verificou na Grécia, no Canadá e na Austrália - sugere.

O ministro do Turismo, Luiz Barreto; Lula e Jeanine Pires, em Nova York, no lançamento da campanha publicitária da Embratur em Nova York / Foto: Divulgação Se infra-estrutura é palavra-chave nos preparativos para a Copa, os portos também passam a ser tema da agenda do Ministério do Turismo, à medida que os transatlânticos são vistos como possíveis hotéis flutuantes durante o evento. Barreto vai se reunir com o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, para pensar remodelação do serviço receptivo nos portos.

- Primeiro temos que ver as idéias que já existem. Sem inventar muito. Há os exemplos do Píer 17, em Nova York, de Barcelona, Puerto Madero, na Argentina. E Belém, que é tem experiência interessante. Era uma cidade que vivia de costas par o rio, hoje de frente. E o Rio de Janeiro tem tudo para um grande projeto turístico para transformar toda a área do porto - diz o ministro.

” O Rio de Janeiro tem tudo para um grande projeto turístico para transformar toda a área do porto “

Cauteloso, o novo ministro se esforça para citar a importância de muitos destinos brasileiros, mas como foco das atenções para os dois megaeventos em pauta, o Rio de Janeiro é cidade recorrente no discurso do novo ministro. Com a revisão do compromisso assumido para as Olimpíadas, ano que vem o Rio passa por sua prova de fogo para vencer suas concorrentes Chicago, Madri, Tóquio. E o ministro sabe que a infra-estrutura aeroportuária brasileira é ponto fundamental nesta disputa.

- O BNDES entrega no fim de outubro a primeira versão de um estudo para o modelo de concessão privada para os aeroportos. Galeão e Viracopos serão os pilotos e, além disso, existe o debate sobre a abertura de capital da Infraero - diz, contando como ponto a favor desta campanha, o fato de o presidente Lula ter pedido ao Bndes a elaboração do estudo.

Para tantas realizações, o ministro se mostra otimista com relação aos investimentos privados para a obtenção dos recursos necessários:

- Percebi que na África do Sul, onde a situação do transporte público é dramática, eles estão correndo atrás do tempo. Na China, a situação era parecida, mas muita coisa foi construída. Nos dois casos houve investimento grande com recursos do estado. Mas para a Copa no Brasil, acho que na mescla, o investimento privado será maior.

Do Bolsa Família para o turismo

Em breve, contou o ministro, o turismo se somará à construção civil na iniciativa de dar oportunidades aos inscritos no programa Bolsa Família do governo federal:

- Convencemos o Ministério do Trabalho, a Casa Civil e o Ministério do Desenvolvimento Social a incluir o turismo como possibilidade de porta de saída do Bolsa Família. Serão aplicados recursos do FAT para capacitação na área de gastronomia, artesanato, hotelaria, transportes, feiras, visando também a capacitação do receptivo para a Copa do Mundo. O projeto deverá entrar em execução em 2009 e ficará em vigor até 2014 - disse o ministro.

19/09/2008 - 15:06h Em 4 anos não se construiu um único corredor de ônibus novo na cidade

Congestionamentos
SP chega ao Dia sem Carro com aumento de 20 minutos no tempo perdido no trânsito

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Publicada em 19/09/2008 às 14h40m

O Globo Online

SÃO PAULO - Segunda-feira é o “Dia Mundial sem Carro”. A três dias da data, ainda não se vê nas ruas de São Paulo ampla campanha capaz de estimular o motorista a deixar o carro em casa. Dona de uma frota de 6,1 milhões de veículos, a cidade registra os maiores congestionamentos do país. Por dia, 600 novos carros e 240 novas motos circulam nas ruas. São 35 veículos a mais por hora. É quase o triplo do saldo de novos paulistanos por hora (por dia, São Paulo ganha 316 pessoas, com 491 nascimentos e 175 mortes, em média).

Uma pesquisa a ser divulgada pelo Movimento Nossa São Paulo na segunda-feira, feita pelo Ibope, mostra que passou de 1 hora e 40 minutos em 2007 para 2 horas este ano o tempo que o cidadão leva para se deslocar para sua atividade principal. O aumento é de 20 minutos. Por conta disso, cresceu o número de pessoas que se diz a favor do pedágio urbano - de 13% em 2007 para 24% este ano - e mais da metade dos 805 entrevistados, 54%, declara ser favorável ao rodízio de dois dias.

Apesar de ostentar um índice de 2,7 carros por habitante, a maioria dos moradores não contribui para o caos no trânsito. Eles se locomovem a pé, de bicicleta ou usam o transporte coletivo. Mas na hora de sofrer, todos sofrem com o congestionamento. Pior para quem precisa usar ônibus, que além de lotados emperram no trânsito.

Considerada a frota total de 14.982 ônibus divulgada pela SPTrans, São Paulo tem um ônibus para atender 433 pessoas, contando aí apenas a população com idade entre 18 e 59 anos (6.489.907). Cada ônibus tem capacidade para 70 pessoas em média, sendo 33 sentados e 37 em pé (6 por metro quadrado).

Logicamente, nem toda essa gente usa os coletivos e os ônibus dividem o serviço com o metrô e trens.

Um estudo da Comunidade de Metrôs (CoMet) mostrou que o metrô de São Paulo já está entre os mais lotados do mundo. Nos horários de pico, 8,6 passageiros se espremem por metro quadrado, quando o limite considerado “suportável” internacionalmente é de 6 pessoas por metro quadrado. A lotação fez o metrô reduzir a velocidade dos trens em 10% e aumentar o tempo de viagem em até 4 minutos, diz a CoMet. Nos trens, a superlotação não é diferente.

Um terço anda a pé

Nada menos do que um terço da população da Região Metropolitana circula à pé. A maioria percorre distâncias pequenas, mas 5% caminham simplesmente porque o consideram o transporte público caro, segundo pesquisa recém-divulgada pelo Metrô. O aumento no uso do transporte público, dizem os analistas, ocorreu principalmente por conta do Bilhete Único, que permite pagar uma só passagem e pegar mais de um ônibus num período de 3 horas.

Para se ter uma idéia do custo de andar de ônibus na cidade, basta saber que circular de moto é mais barato - apesar de muito mais arriscado. A tarifa do ônibus custa R$ 2,30 e um motoqueiro gasta apenas R$ 1,43 a cada 7 km (o valor leva em conta combustível e gastos com manutenção).

Carro é mais caro, porém confortável

Usar o carro é de longe mais confortável do que enfrentar ônibus e metrô lotados. Porém, custa muito mais caro. O gasto do automóvel a gasolina é de R$ 6,26 a cada 7 quilômetros. O custo do carro a álcool é de R$ 5,39 para percorrer a mesma distância, de acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Públicos.

A pesquisa do Metrô mostrou que 55% dos deslocamentos são feitos de ônibus, metrô ou trem. As viagens de carro representaram 45% do total, invertendo um movimento de crescimento do uso de automóvel que perdurou até o início desta década. Até 2002, o transporte público vinha sendo deixado de lado e o particular crescia e representava 53% do total.

Enquanto as viagens com carros aumentaram 13% nos últimos 10 anos, praticamente igual à média de crescimento da população, que foi de 15%, o aumento no uso do transporte público chegou a 30%.

No ano passado, pesquisa do Movimento Nossa São Paulo mostrou que 37% dos usuários pediam mais linhas de ônibus e 33% reclamavam do tempo de espera no ponto. Nada menos do que 26% pediam redução no preço da tarifa de ônibus.

Marta no SPTV - Globo

12/09/2008 - 10:16h O anteparo ideológico afronta a inteligência

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O jornal O Estado de São Paulo produziu várias das melhores matérias sobre o metrô de São Paulo, que foram reproduzidas aqui no blog. Os jornalistas do Estadão mostraram que a rede de metrô na cidade é pequena, menor que a de Santiago de Chile, por exemplo, que tem metade dos habitantes de São Paulo. O metrô começou no mesmo ano que aqui, hoje eles tem 85 quilômetros de malha e nós 61 Km. (Se continuar do jeito que vai…).

Foi também no jornal O Estado de São Paulo que os leitores ficaram sabendo que o metrô aqui é o mais lotado do planeta e um dos que tem a tarifa mais cara (Metrô de SP é o mais lotado do mundo, afirma CoMET; Não foi um negocio da China). Foram nas páginas do jornal que apareceu a falta de fiscalização do metrô entre as causas que explicam o desabamento da linha 4 com a morte de 7 pessoas (Metrô falhou na fiscalização). Foi também no Estadão que teve amplo destaque as acusações de pagamentos de propina da empresa Alstom para contratos com o metrô de São Paulo, incluindo políticos tucanos (Linha 4-Amarela: mais cara e demorada).

Este resumo de fatos objetivos, incontestes, que os jornalistas do Estadão levaram para suas páginas permite, neste momento de debate eleitoral, que os leitores avaliem os problemas do transporte público na cidade com elementos claros de julgamento. Tanto sobre o que não foi feito, ou planejado e o que deveria ser feito para responder aos desafios e a delicada situação gerada pela falta de previsão, de investimento e de prioridade no transporte público.

Pois bem, nas páginas reservadas para expressar as opiniões do jornal, O Estado de São Paulo publica hoje um editorial sobre a questão do metrô, onde tudo o que resumi acima é jogado fora.

O metrô de São Paulo é o mais lotado do mundo, segundo os editores do Estadão, porque tem muitos passageiros. E o metrô tem muitos passageiros porque o Bilhete-Único facilitou o uso do transporte público e a culpa disto é de… Marta!

Sim, vocês leram bem. O jornal esconde a informação que o Bilhete-Único só foi introduzido na cidade depois que Marta acabou com o transporte clandestino, obrigou a renovação da frota de ônibus, construiu mais de 100 quilômetros de corredores, fez vários terminais modernos e finalmente introduziu o Bilhete-Único permitindo um retorno dos passageiros ao sistema de transporte coletivo, assegurando um direito essencial do cidadão. O editorial omite que esse esforço não foi prosseguido, mesmo tendo publicado ontem no próprio jornal que em 4 anos Kassab ainda não fez licitação para construir um único corredor (Único corredor de Kassab, Celso Garcia vai atrasar). Nem uma palavra sobre o fato que em 14 anos de governo tucano a expansão do metrô foi menor que 1 km por ano.

O editorial está reproduzido a seguir e configura um concentrado da má fé, onde o anteparo ideológico afronta a inteligência.

Luis Favre

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Editorial do Estadão
O metrô mais lotado do mundo

Entre as 11 maiores redes de metrô do mundo, a de São Paulo ocupa dois extremos: é a mais congestionada de todas, transportando 10 milhões de passageiros por quilômetro de linha, embora seja a menor delas, com apenas 61,3 quilômetros divididos por quatro linhas. Conforme dados da CoMET - entidade criada em 1992 para assistir as principais redes metroviárias do planeta, permitindo a troca de experiências entre elas -, nos horários de pico, cada metro quadrado dos vagões do metrô de São Paulo é ocupado por 8,6 passageiros, quando o limite do suportável é de 6 pessoas.

Tamanha lotação obrigou a Companhia do Metropolitano a reduzir em 10% a velocidade média das composições, o que aumentou em até 4 minutos o tempo de viagem. Nas plataformas de embarque, o empurra-empurra é tal que impede a abertura e fechamento das portas das composições no intervalo adequado, o que consome 26% do tempo de viagem. Paradas que deveriam durar 20 segundos ultrapassam os 37 segundos em muitas estações.

Na análise de especialistas em transporte público, como o professor Telmo Giolito Porto, do Departamento de Transportes da Escola Politécnica da USP, o metrô paulistano foi asfixiado pela demanda. Uma demanda que cresceu absurdamente, em grande parte, por interesses políticos.

O déficit do transporte público na região metropolitana se transformou em bandeira eleitoral nas últimas campanhas de candidatos à Prefeitura e ao governo do Estado. Em vez de políticas abrangentes, medidas eleitoreiras foram sendo adotadas para oferecer ônibus e trens para a população mais carente, sem que as autoridades se preocupassem com os limites da capacidade dos sistemas em operação.

Na cidade, um novo modelo de transporte por ônibus foi planejado na administração de Marta Suplicy (2001-2004). Previa construção de corredores de ônibus em toda a cidade, estações de transferência dotadas de alta tecnologia, terminais, distribuição da demanda em linhas estruturais e locais atendidas por veículos de grande e pequeno portes, e a integração entre os sistemas de ônibus, metrô e trens por meio do bilhete único.

Pouco do que se previu em termos de infra-estrutura para o transporte foi realizado. Mas tudo se fez para a adoção do bilhete único, que só deveria ter acontecido no fim da reforma do sistema. Às vésperas das eleições de 2004, os passageiros passaram a realizar quatro viagens com tarifa única no período de duas horas.

Naquele ano, as viagens gratuitas - para os passageiros, mas pagas pela Prefeitura - passaram de 3 milhões, em maio, para 50 milhões, em novembro. Antes do bilhete único, as chamadas gratuidades não passavam de 80 mil por mês. O resultado foi o aumento substancial dos subsídios repassados pela Prefeitura ao setor e cortes nos investimentos em obras, como os corredores exclusivos de ônibus.

No metrô, não foi diferente. O bilhete único causou forte impacto nas contas da Companhia do Metropolitano e provocou superlotação excepcional dos trens. Em 2006, com a implantação do cartão magnético, o metrô passou a receber mais 300 mil passageiros por dia. Segundo a Pesquisa Origem-Destino do metrô, em 2007, os trens passaram a receber 750 mil novos passageiros por dia, estimulados pelo bilhete único.

Apesar do aumento de 35% da oferta de lugares na última década, o ritmo de expansão da malha metroviária não consegue acompanhar a demanda. O metrô avança 1,5 quilômetro por ano apenas e ainda que os planos do governador José Serra sejam cumpridos, com a inauguração da Linha 4-Amarela, que ligará a Vila Sônia à Luz, e a extensão da Linha 2-Verde até a Vila Prudente, a capital deverá ter apenas 80,5 quilômetros de linhas até 2010.

Diante do crescimento da demanda, além dos investimentos na expansão da malha, o governo estuda reduzir o intervalo entre trens, renovar a frota e explorar a malha já existente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

O metrô de São Paulo precisa voltar a ser exemplo de boa gestão, de limpeza, segurança e organização.

17/08/2008 - 10:24h Serra promete fazer o que Alckmin não fez

Do Grajaú à Sé, mais de 2 horas sobre os trilhos

Alterações em linhas de trem e metrô prometem reduzir em até 75% o tempo das viagens

A imagem “http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/05/cptm_pane1.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

Eduardo Reina - O Estado de São Paulo

São Paulo é a quarta maior metrópole mundial, mas tem apenas 61,3 quilômetros de metrô e 260 quilômetros de ferrovias, com pouca conexão. Resultado: o paulistano fica horas dentro transporte público. Para um trabalhador sair de casa no Grajaú, na zona sul, e ir até a Praça da Sé, região central, e depois voltar para casa, leva 244 minutos, no mínimo, utilizando trem e metrô. São mais de quatro horas perdidas diariamente.

É tempo suficiente para assistir ao clássico E o Vento Levou, e ainda sobram 22 minutos. Ou mesmo participar de um curso qualquer, com aulas diárias. Já o cidadão que mora no Butantã, zona oeste, e vai até a Luz e volta à tarde, por trem, gasta 120 minutos de seu dia, tempo de um jogo inteiro de futebol mais a prorrogação.

Uma projeção feita pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos, baseado no plano de expansão a ser concluído até 2010, promete ganhos de até 75% no tempo das viagens sobre trilhos, com novas linhas de metrô, transformação de linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em metrô de superfície, início de operação do Expresso Aeroporto, Expresso ABC e Expresso Leste ampliado, além da ampliação de corredores de trólebus e ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU).

Para elaborar o estudo, a secretaria reuniu um grupo de usuários do sistema metroferroviario. Desde julho, o tempo de viagem habitual desses passageiros está sendo monitorado por técnicos. O trajeto Grajaú-Praça da Sé, por exemplo, deve ter ganho de 52,4% no tempo de deslocamento hoje registrado na viagem de trem e metrô. Passará dos atuais 244 minutos por dia para 116 minutos/dia, um salto estimado de 128 minutos/dia. De acordo com o governo estadual, esse ganho será proporcionado com a conclusão da ampliação da Linha 9 - Esmeralda, sua transformação em metrô de superfície, somado à mudança do sistema de sinalização e comunicação, além da reforma dos trens. O usuário sairá do Grajaú e desembarcará na Estação Pinheiros, Linha 4 do Metrô, seguindo até a Estação Luz. De lá, ele embarcará para a Estação Sé, utilizando a Linha 1-Azul, explicam os técnicos da secretaria.

O tempo que se ganhará no trajeto - 116 minutos - é quase o mesmo utilizado hoje no trajeto entre a Luz e a cidade de Poá, no extremo leste da região metropolitana, ida e volta. O estudo prevê diminuição de 24,5% no tempo de deslocamento assim que o Expresso Leste, Linha 11-Coral, estiver pronto e as melhorias na linha concluídas.

Para moradores de Santo André, no ABC, o tempo perdido hoje nos bancos dos trens deve diminuir de 92 minutos diários, ida e volta, para uma hora no trajeto até a Estação Barra Funda da CPTM, onde há integração com o metrô. No novo esquema, o usuário utilizará o Expresso ABC - serviço que será implantado na mesma Linha 10-Turquesa - e desembarcará no Brás. Dali, migrará para a Linha 3-Vermelha do Metrô até a Barra Funda.

15/08/2008 - 10:57h Pedágio, uma palavra que dá água na boca dos demo-tucanos

Motociclistas terão que pagar pedágio em rodovias de SP em 2009


Governo vai revogar decreto de 1977 que isenta as motos da cobrança.


Motos deverão pagar metade do valor cobrado dos carros de passeio.

Da Agência Estado - G1 - SPTV

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Março 2008

 

 

 

O governo do estado de São Paulo vai revogar o Decreto 9.812, de 1977, que isenta as motocicletas da cobrança de pedágio, sob alegação de que é necessário compensar o aumento de custos no atendimento a motociclistas acidentados nas rodovias paulistas.

A previsão é de que em 2009, depois da privatização das Rodovias Raposo Tavares, Marechal Rondon, Ayrton Senna, Carvalho Pinto e D. Pedro I, já tenha início a cobrança de pedágio dos motociclistas. Embora o valor ainda não tenha sido definido, a Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) espera que o leilão da privatização defina preços de pedágio mais baixos nessas rodovias. As motos deverão pagar metade do valor cobrado dos veículos de passeio.

Mesmo participando apenas de 13% dos acidentes, as motos representam 18% das vítimas fatais e 32% do total de feridos. Sem contar que 84% desses acidentes resultam em vítimas. A média de acidentes por mês também deu um salto na rede concedida, passando de 132 para 470 entre 2000 e 2007. As concessionárias alegam aumento nos custos de operações nas rodovias, por causa do crescimento da frota de motocicletas.

Para a Associação Brasileira de Motociclistas (Abram), a cobrança do pedágio é um “presente de grego”, uma vez que a categoria comemora neste domingo (27) o Dia Nacional do Motociclista. “A medida vai penalizar os trabalhadores, cerca de 70% da frota de 13 milhões de motos do estado”, diz Lucas Pimentel, presidente da Abram.

Segundo Pimentel, o Seguro para Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) pago pelas motocicletas é de R$ 255,13, o triplo do valor pago pelos carros, de R$ 84,87.

 

A prefeitura e o pedágio urbano

A Prefeitura de São Paulo reencaminhou na tarde de ontem à Câmara Municipal o projeto de lei sobre a Política Municipal de Mudanças Climáticas, que previa a adoção do pedágio urbano na cidade. Na nova redação, que deve ser publicada hoje no Diário Oficial da Cidade, o governo suprimiu as 43 palavras que versavam sobre a cobrança de taxas em vias congestionadas. Ainda assim, o projeto continua a prever no seu artigo sexto a “restrição gradativa e progressiva do acesso de veículos de transporte individual ao centro, considerando a oferta de outros modais de viagens”.

O pacote de meio ambiente foi discutido durante um ano e contou com a participação de todas as secretarias. O texto final foi desenvolvido após estudos da Fundação Getúlio Vargas e da Iclei (organização mundial especializada em sustentabilidade para cidades). O projeto, que agora vai ser votado na Câmara, atinge dezenas de áreas, reafirmando a restrição aos caminhões, criando bolsões para ônibus fretados e entrepostos de abastecimento e apostando em trólebus. Especialistas em Direito Administrativo afirmam que o projeto de lei reenviado ontem contém basicamente normas programáticas, que dão diretrizes sobre trânsito, saúde e construção, sendo que muitos itens são “vagos”. Por causa dessa falta de precisão, será necessária uma extensa e detalhada regulamentação da lei, principalmente se o objetivo for criar futuramente o pedágio urbano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

 

Projeto prevê mais restrição a carro no centro

Kassab retirou ontem projeto para reencaminhá-lo à Câmara, excluindo o item referente ao pedágio urbano

Eduardo Reina e Rodrigo Brancatelli - O Estado de São Paulo

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), reencaminhou na tarde de ontem à Câmara Municipal o projeto de lei sobre a Política Municipal de Mudanças Climáticas, que previa a adoção do pedágio urbano na cidade. Na nova redação, que deve ser publicada hoje no Diário Oficial da Cidade, o governo suprimiu as 43 palavras que versavam sobre a cobrança de taxas em vias congestionadas. Ainda assim, o projeto continua a prever no seu artigo sexto a “restrição gradativa e progressiva do acesso de veículos de transporte individual ao centro, considerando a oferta de outros modais de viagens”.

Para especialistas e pessoas ligadas ao governo, isso significa que a Prefeitura ainda não encerrou a discussão sobre a adoção do pedágio urbano. Mas a implantação nesta gestão está de fato descartada. Ao longo de sua gestão, Kassab sempre defendeu que se debatesse o assunto publicamente. Ontem, discordou da cobrança: “Nós somos contra o pedágio urbano, até porque isso é privilegiar os ricos, e as pessoas não têm a alternativa de um transporte público de qualidade.”

O pacote de meio ambiente foi discutido durante um ano e contou com a participação de todas as secretarias - o ponto de partida foi uma reunião de Kassab com prefeitos das 40 maiores cidades do mundo, onde foi definida a adoção de providências para tentar reduzir o aquecimento global. O texto final foi desenvolvido após estudos da Fundação Getulio Vargas e da Iclei (organização mundial especializada em sustentabilidade para cidades). O projeto, que agora vai ser votado na Câmara, atinge dezenas de áreas, reafirmando a restrição aos caminhões, criando bolsões para ônibus fretados e entrepostos de abastecimento e apostando em trólebus. “O projeto é mais amplo do que esse ponto (pedágio urbano)”, diz o secretário do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge. “Não vamos ?tomar a nuvem por Juno?. A retirada do artigo, entre outros 50 artigos, não diminui a importância do projeto nem o descaracteriza.”

Especialistas em Direito Administrativo afirmam que o projeto de lei reenviado ontem contém basicamente normas programáticas, que dão diretrizes sobre trânsito, saúde e construção, sendo que muitos itens são “vagos”. Por causa dessa falta de precisão, será necessária uma extensa e detalhada regulamentação da lei, principalmente se o objetivo for criar futuramente o pedágio urbano.

EMPRESAS SE ANTECIPAM

O líder do governo na Câmara, José Police Neto (PSDB), disse ontem que a retirada da alínea que previa o pedagiamento urbano não encerra a discussão sobre o tema. “A retirada não reduz a importância desse debate, pois o Plano Diretor já apontava para isso”, diz. Mesmo sem as linhas que previam a adoção da cobrança de taxas em vias congestionadas, várias empresas continuam atuando nos bastidores para uma futura adoção da cobrança. A concessionária CCR, por exemplo, que administra rodovias no Estado, já estuda diversos projetos de cobrança de pedágio urbano na capital. A unidade de Novos Negócios acredita que o sistema de cobrança de pedágio “Sem Parar”, feito por meio de um dispositivo eletrônico instalado nos veículos, poderia agilizar e monitorar a cobrança do pedágio dentro do perímetro urbano.

Segundo a Assessoria de Imprensa do prefeito, o projeto de lei havia sido mandado com uma redação antiga para a Câmara, o que gerou toda a confusão - Kassab já havia pedido o corte da proposta sobre o pedágio à Secretaria de Assuntos Jurídicos, mas não foi atendido “por um erro de comunicação”.

AS PROPOSTAS

O que foi retirado: Planejamento e implantação de sistemas de tráfego tarifado, devendo a arrecadação ser usada obrigatoriamente para ampliação da oferta de transporte público

O que ficou: Restrição gradativa e progressiva do acesso de veículos de transporte individual ao centro, considerando a oferta de outros modais

Restrição à circulação de veículos automotores pelos períodos necessários a se evitar a ocorrência de episódios críticos de poluição

Ampliação da oferta de transporte público e estímulo ao uso de meios de transporte com menor potencial poluidor, com ênfase na rede ferroviária, metroviária, do trólebus e outros meios

Estímulo ao transporte não motorizado, com ênfase na implementação de infra-estrutura e medidas operacionais para o uso da bicicleta, valorizando a articulação entre modais de transporte

Implantar medidas de atração do usuário de automóveis para a utilização do transporte coletivo

Implantar corredores segregados e faixas exclusivas de ônibus coletivos e trólebus

Regulamentar a circulação, parada e estacionamento de ônibus fretados e criar bolsões de estacionamento ao longo do sistema de metrô e ferroviário

Planejamento e implantação de faixas exclusivas para veículos com duas ou mais pessoas; incentiva carona solidária

17/06/2008 - 17:12h Ministério do Turismo promove maior evento do setor no Brasil

Maior evento de turismo do Brasil começa na quarta-feira Exposição realizada em São Paulo reúne atrativos turísticos de todos os estados brasileiros, onde serão apresentados 81 novos roteiros

Começa nesta terça-feira (17), em São Paulo, o 3º Salão do Turismo – Roteiro do Brasil. Trata-se do maior evento do setor no País, onde estarão reunidos representantes dos 26 estados e do Distrito Federal, distribuídos por 35 mil metros quadrados do parque de Exposições do Anhembi. A exposição será inaugurada pelo ministro do Turismo, Luiz Barreto.

O visitante irá conhecer os melhores roteiros turísticos do País, a diversidade da gastronomia, as manifestações artísticas e culturais, o artesanato e os produtos da agricultura familiar. Até domingo, será possível fazer uma “Viagem por todo o Brasil em um só lugar”, como sugere o tema desta edição do salão. “Na área de omercialização vão estar à disposição do turista as operadoras, agências de viagens, hotéis, locadoras de automóveis, empresas de transporte aéreo, enfim, todos os setores que ajudam a fortalecer o nosso produto turístico, para que o visitante do Salão programe sua próxima viagem”, afirma Barreto.

Novos roteiros - O Salão, uma iniciativa do Ministério do Turismo, foi criado como estratégia para impulsionar o Programa de Regionalização do Turismo – Roteiros do Brasil. É considerado o maior evento do setor do País por reunir os atrativos turísticos de todos os estados brasileiros, incluindo roteiros, gastronomia, manifestações culturais e artesanato. Além disso, promove negócios e, nesta edição, o visitante poderá comprar pacotes, a preços e condições especiais, para sua próxima viagem. Serão apresentados 81 novos roteiros espalhados pelas cinco regiões do Brasil.

A expectativa do Ministério do Turismo é de que essa edição supere o público de 109,4 mil visitantes registrado no segundo salão, em 2006. O público poderá ainda assistir palestras de temas ligados à cadeia do turismo, que emprega hoje mais de seis milhões de pessoas.

A primeira edição do Salão do Turismo foi realizada em 2005. Na montagem de 2006, o evento apresentou ao público 396 roteiros (de 149 regiões turísticas e 1.027 municípios), identificados pelas Unidades da Federação, sob a orientação do MTur. Para saber mais, acesse a programação do Salão no site www.salao.turismo.gov.br.

Embratur - Sempre com foco na promoção do Brasil no exterior, a Embratur (Instituto Brasileiro do Turismo) preparou uma série de ações que acontecem durante o Salão do Turismo. O objetivo é mostrar os destinos e a infra-estrutura turística nacional para jornalistas e operadores estrangeiros, além de apresentar aos brasileiros o que o Instituto tem feito para promover o país no exterior.

Uma das principais ações da Embratur durante o evento é a exposição “O Brasil Sensacional pelo olhar do turista estrangeiro”, que ficará aberta durante todo o evento e levará o público, através de uma linha do tempo, a evolução das ações de promoção internacional do Brasil desde 2003. A idéia é mostrar como o turista estrangeiro enxerga o Brasil e como a Embratur trabalhou as mensagens de comunicação para este público no período de 2003 a 2007. Fonte Portal do governo federal.

11/06/2008 - 12:18h Em debate: Propostas para enfrentar o caos atual no trânsito de São Paulo (2)

Marta Suplicy e o deputado federal Carlos Zarattini na mesa do seminário sobre transporte
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“O segundo ponto que queremos discutir é a GESTÃO DO TRANSPORTE PÚBLICO. Aqui, apontamos três medidas.

A GESTÃO E FISCALIZAÇÃO DOS CORREDORES: temos que adotar várias medidas para recuperar a velocidade nos corredores de ônibus. A primeira delas é garantir uma gestão e uma fiscalização eficientes, para garantir cumprimento de horários, a não invasão de veículos particulares, etc.

ESTRATÉGIAS OPERACIONAIS: a principal delas é garantir que o acompanhamento do trânsito nas ruas e nos corredores seja feito em tempo real, por uso de câmeras e radares. Isso garante muito mais agilidade na tomada de decisões.

BILHETE ÚNICO: com os atuais níveis de congestionamento, os benefícios oferecidos pelo Bilhete Único foram diluídos. Estamos estudando medidas como aumentar o tempo de duração do bilhete ou o número de viagens permitidas. Também está sendo avaliada a criação de bilhetes com validade diária, mensal e até anual.

MODERNIZAÇÃO DOS CORREDORES EXISTENTES: essa é outra providência que não pode ser adiada. O fundamental, aqui, é identificar os atuais gargalos dos corredores e tomar as providências necessárias para eliminá-los, como criar passagens elevadas e realizar obras de alargamento.

QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL: a meta é treinar cobradores e motoristas para que eles possam atender melhor o usuário que tem dúvida sobre em que ponto descer, qual ônibus tomar, etc.

INFORMAÇÃO AO USUÁRIO: a idéia, aqui, é que os terminais e os próprios ônibus possam a oferecer todas as informações necessárias para a orientação dos usuários, como mapas, horários de chegadas, etc.” (da contribuição de Marta Suplicy ao seminário do PT sobre transporte e mobilidade urbana).

27/05/2008 - 09:44h Turismo e política industrial

NEGÓCIOS & cia

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Flávia Oliveira - O Globo

Fora da política industrial

O turismo ficou fora do programa de política industrial recém-lançado pelo governo federal. A ministra Marta Suplicy, às vésperas de deixar a pasta para concorrer à prefeitura de São Paulo, garante que é questão de tempo. O conjunto de medidas pró-setor produtivo passará por uma revisão em dois meses, diz. Nela, a indústria turística será contemplada. Marta conta que, pouco antes de a política industrial ser lançada, apresentou aos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Miguel Jorge (Desenvolvimento) um projeto propondo desoneração tributária aos parques temáticos. Os empresários do setor, contudo, lamentam a exclusão e reivindicam um plano de redução tributária e estímulo às atividades exportadoras, o segmento receptivo.
Em 2007, o déficit da conta turismo cresceu 125%, somando US$ 3,25 bilhões, apesar de os gastos de estrangeiros no país terem chegado a US$ 4,9 bilhões, segundo pesquisa da FGV para a Embratur. A ministra e representantes da Abav (agentes de viagem) e da ABIH (hoteleiros) falaram a “Negócios&Cia” sobre o tema.

MARTA SUPLICY, ministra do Turismo: “Apresentei um projeto para desoneração de parques temáticos no país aos ministros Guido Mantega e Miguel Jorge poucas semanas atrás. Não há como renovar brinquedos e repor peças com os altos custos atuais. O Brasil tem imenso potencial para desenvolver o setor de parques temáticos e aquáticos, mas falta capital de giro para isso. O projeto será analisado. Há outros setores produtivos do país que, assim como o turismo, não foram incluídos na política industrial e que serão apreciados em dois meses. Existe a questão do câmbio, mas eu aprendi a não dar murro em ponta de faca. Não vai se mexer no câmbio para melhorar o desempenho do turismo. É preciso encontrar outros caminhos para garantir o crescimento do setor. É o que estamos fazendo com o Orçamento.”

CARLOS ALBERTO FERREIRA
, presidente da Abav: “Fomos pegos de surpresa pela não inclusão (do turismo) no plano. Com a criação do Ministério do Turismo pelo governo Lula, em 2003, confiamos que o setor havia ganho espaço definitivo na agenda nacional. De um lado, é preciso reconhecer que pode ter havido uma certa falta de articulação dos agentes de viagens para cobrar medidas de estímulo ao turismo. Mas é também fundamental que o governo trabalhe para garantir condições ao crescimento do setor. Nesse sentido, um projeto de desoneração tributária e incentivo à exportação é fundamental. Com a valorização do real, o Brasil virou um destino muito caro no exterior. E os brasileiros saem cada vez mais do país.
Para atrair estrangeiros, além de preço competitivo, precisamos de melhor infraestrutura aeroportuária.”

ALEXANDRE SAMPAIO
, diretor Financeiro da ABIH: “A hotelaria é geradora de divisas e grande empregadora no país.
Mas vem acumulando perdas com a queda do dólar. Ano passado, essas perdas garfaram 23% do faturamento dos hotéis brasileiros. Não esperamos que o governo anuncie um pacote cambial. Por isso, estamos num grande esforço para fazer com que o turismo receptivo seja reconhecido como grupo exportador. Há dois anos discutimos o assunto dentro da formulação da Lei do Turismo (que será tema de audiência pública hoje, na Câmara). O governo rejeita esse pleito. Diárias e pacotes para o mercado internacional são cotados em moeda estrangeira e têm preços defasados. Os grandes destinos de exportação, como Rio, Foz do Iguaçu e o Nordeste, estão perdendo competitividade para outros, internacionais.”

08/05/2008 - 17:29h Saiba mais sobre o Viaja Mais Jovem

 

Brasília (07/05) - O Viaja Mais Jovem foi lançado na manhã desta quarta-feira (7) no auditório do Ministério do Turismo, em Brasília. O programa é um projeto piloto que será realizado no Acre. Veja abaixo a apresentação feita pelo secretário de Turismo do Acre, Cássio Marques.

Os secretários Airton Pereira (secretário Nacional de Políticas de Turismo) e Cassiano Marques (secretário de Turismo do Acre), explicam objetivos e detalhes do Viaja Mais Jovem. Contam como foi estruturado o programa, seus alcances e metas em relação ao Turismo no País e no Acre, onde começa a ação em projeto piloto.
(more…)

08/05/2008 - 15:05h Viaja Mais Jovem começa pelo Acre

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Vale do Acre

Brasília (07/05) – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, ao lado dos secretários Nacional de Políticas de Turismo, Airton Pereira, e estadual de Turismo do Acre, Cassiano Marques, lançou o programa Viaja Mais Jovem, em cerimônia realizada nesta manhã (7), no auditório do Ministério. No evento, que contou com o senador Sibá Machado, representando o governador do Acre, Arnóbio Marques de Almeida Júnior, e o presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados, Albano Franco, entre outras autoridades, a ministra destacou que a ação é como uma “semente a ser desenvolvida, que vai crescer e florescer”.

“Começa pelo Acre, mas beneficiará o Brasil todo. Vai beneficiar o estudante que não consegue, não pode ou ainda não teve a oportunidade de viajar. E é mesmo muito bom começar pelo Acre, que tinha interesse comum ao nosso em desenvolver turismo e educação.”. Marta Suplicy afirmou que o próximo passo do Ministério do Turismo será avançar o programa atendendo alunos do ensino médio de Brasília. E ressaltou: “O estado que quiser (implantar o programa) é só vir ao Ministério, que começaremos a trabalhar juntos”.

O Viaja Mais Jovem começa com um projeto piloto voltado ao público estudantil do Acre, numa parceria entre o MTur e o governo do Estado, por meio das secretarias estaduais de Educação e de Turismo (a apresentação do piloto está disponível no site do MTur, clique aqui ). O MTur e o Governo do Acre investem no piloto R$ 400 mil, que proporcionarão a 600 estudantes e 45 professores de escolas públicas acreanas o acesso a viagens de estudo gratuitas dentro do estado.

A primeira fase do piloto será realizada na região do Vale do Acre, que inclui as Regionais do Baixo e Alto Acre, entre maio deste ano e junho de 2009. As viagens ocorrerão a partir de outubro, com alunos e professores da rede pública do estado. Os municípios de origem e de destino dos estudantes serão delimitados em um raio de até 300 quilômetros de distância nesta primeira fase. O objetivo é dar oportunidade a jovens estudantes para que tenham contato direto com a diversidade histórica, cultural, geográfica, social e educacional do país e, com isso, contribuir de forma significativa para a formação adequada dos estudantes. De acordo com o secretário Nacional de Políticas de Turismo, Airton Pereira, “a proposta é fazer com que alunos da capital conheçam melhor o interior do Acre, e vice-versa”.

Para a ministra do Turismo, a ação, conforme planejada, “abre uma janela de oportunidades” para os jovens. Destacou também a importância de estimular conhecimento e criar a cultura da viagem entre os brasileiros, em consonância com as diretrizes de trabalho do MTur. Aliar essa possibilidade à educação é um grande acerto, segundo a ministra: “Estamos começando essa ação por alunos da 6ª série do Ensino Fundamental, uma série em que verificamos taxas altas de abandono e repetência. Estamos agindo, portanto, para atingir a criança na hora em que queremos reforçar que ela fique na escola e avance nos estudos. E o método é o de Paulo Freire. Ele ensina que, se o assunto é perto da tua realidade, você se interessa e aprende muito mais rápido. E é isso que vamos ver acontecer com esses alunos.”

A ministra lembrou que o Acre tem se notabilizado justamente por vir melhorando seus índices na educação. Há 10 anos, ocupava a penúltima posição em qualidade de ensino no contexto nacional. “Hoje, o Acre ocupa o 11º lugar e tem o professor mais bem pago do Brasil. Portanto, é importante firmar com o Acre um projeto que é do turismo, mas também é da educação. Na hora em que um estudante do Acre que mora na capital, em Rio Branco, puder ir até Xapuri conhecerá parte importante da história do nosso país, a história de Chico Mendes. Depois, vai voltar para a sala de aula com a professora podendo trabalhar o que ele viu e aprendeu. Isso é muito bom. E, de outro lado, em casa, os jovens vão ser multiplicadores da informação da viagem. Vão incentivar o interesse da família, e dinamizar o turismo”.

Primeira fase –
O secretário de Turismo do Acre, Cassiano Marques, apresentou o projeto piloto na cerimônia do Viaja Mais Jovem e explicou os critérios e alcances da ação. Segundo ele, no primeiro momento, a proposta é voltada aos alunos das escolas públicas. Mas ainda neste ano haverá possibilidade de escolas particulares participarem da ação, contando com pacotes de viagens oferecidos pelo mercado com preços reduzidos.

Na primeira fase, metade das vagas para viagens será destinada a alunos das escolas da capital e o restante para alunos das escolas dos municípios com os menores Indicadores de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), calculado com base em informações de rendimento escolar e desempenho em exames padronizados realizados pelo Inep. Para participar, a escola precisa estar entre os quatro municípios com Ideb mais baixo na Região do Vale do Acre, além da capital. Também precisa ter turma de 6ª série do Ensino Fundamental em curso e manifestar interesse em participar do projeto.

A segunda fase do projeto, prevista para ter início em junho de 2009, deverá ser realizada nas Regionais do Juruá e Tarauacá-Envira. Os municípios de origem e de destino dos estudantes serão delimitados em um raio de até 500 quilômetros de distância. A partir da Fase 2, ampliam-se as oportunidades para a iniciativa privada começar a adaptar o produto Viaja Mais Jovem para outros públicos estudantis.

Na terceira fase, prevista para 2010, os estudantes acreanos poderão fazer viagens entre diferentes regiões do estado. Por exemplo, alunos da Região do Vale do Acre visitam a Região do Juruá, Tarauacá-Envira e Purus e vice-versa. Nessa etapa, participam, pela primeira vez, estudantes da Regional do Purus. Caso a Rodovia InterOceânica, que interliga Rio Branco/AC ao litoral do Peru, esteja concluída no início de 2010, será possível realizar convênio com governos e escolas peruanas para que o Estado receba estudantes daquele país. Poderão ainda ser desenvolvidas oportunidades para se trabalhar com estudantes de temas mais específicos, tal como universitários das áreas de humanas, biológicas ou exatas. Também poderão ser criados programas específicos de apoio à pesquisadores, mestrandos e doutorandos em áreas de grande potencial do Acre.

O Viaja Mais Jovem se enquadra no Turismo Pedagógico, conhecido também como Estudo do Meio ou Visitas de Estudo, que consiste em viagens de alunos e professores para aulas vivenciais fora da escola. Nessas viagens-aulas, podem ser abordados temas de todos os campos do conhecimento utilizando-se o turismo como um tema transversal, prática que se orienta pelos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs/MEC. É mais uma ação dentro do Programa Viaja Mais, que desde o ano passado tem trabalhado com o público da terceira idade, por meio do Viaja Mais Melhor Idade.

Para o público da terceira idade, são duas linhas de ação: oferta de pacotes turísticos em períodos de baixa ocupação, com serviços diferenciados e a possibilidade de serem parcelados e desconto de 50% na tarifa cobrada por meios de hospedagem credenciados no programa. Essa última possibilidade – dos descontos na hotelaria – foi lançada dia 4 de abril, no Guarujá (SP). Desde então, informou a ministra, durante a cerimônia de lançamento Viaja Mais Jovem, houve 360 mil acessos à página do Portal de Hospedagem (guia on-line de informações sobre os meios de hospedagem do país, na Internet). “Tivemos 1.850 reservas”, comemorou a ministra. Participam dessa ação cerca de 1.500 hotéis em todo o país.

Fonte MinTur

08/05/2008 - 12:28h Turismo: Viaja Mais Jovem incentiva turismo educativo

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Programa começa no Acre

O Viaja Mais Jovem começa com um projeto-piloto voltado ao público estudantil do Acre, numa parceria entre o Ministério do Turismo e o governo estadual. O investimento de R$ 400 mil permitirá que 600 estudantes e 45 professores de escolas públicas façam viagens de estudo gratuitas dentro do estado. Segundo a ministra Marta Suplicy, o programa irá atender em seguida alunos do ensino médio de Brasília. “O estado que quiser (implantar o programa) é só vir ao Ministério, que começaremos a trabalhar juntos”, disse a ministra durante a cerimônia, nesta quarta-feira (7).

O Programa se enquadra no conceito de Turismo Pedagógico, conhecido também como Estudo do Meio ou Visitas de Estudo, que consiste em viagens de alunos e professores para aulas vivenciais fora da escola. Nessas viagens-aulas, podem ser abordados temas de todos os campos do conhecimento utilizando-se o turismo como um tema transversal, prática que se orienta pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs/MEC). É mais uma ação dentro do Programa Viaja Mais, que desde o ano passado tem trabalhado com o público da terceira idade, por meio do Viaja Mais Melhor Idade.

A primeira fase será realizada na região do Vale do Acre, que inclui as Regionais do Baixo e Alto Acre, entre maio deste ano e junho de 2009. As viagens ocorrerão a partir de outubro, com alunos e professores da rede pública de municípios que ficam num raio de até 300 quilômetros de distância do destino. O objetivo é dar oportunidade a jovens estudantes para que eles tenham contato direto com a diversidade histórica, cultural, geográfica, social e educacional do País e, com isso, contribuir de forma significativa para a formação adequada dos estudantes.

Além de criar a cultura da viagem entre os brasileiros, o programa busca estimular conhecimento. As primeiras classes beneficiadas são as da 6ª série do Ensino Fundamental, nas quais é verificada uma taxa alta de abandono e repetência, para reforçar nas crianças o desejo de ficar na escola e avançar nos estudos.

O Acre tem investido para melhorar seus índices na educação. Há dez anos, ocupava a penúltima posição em qualidade de ensino no contexto nacional. Hoje, ocupa o 11º lugar e tem o professor mais bem pago do Brasil.

Primeira fase – Segundo o secretário de Turismo do Acre, Cassiano Marques, a proposta agora é voltada aos alunos das escolas públicas, mas, ainda neste ano, haverá a possibilidade de escolas particulares participarem, contando com pacotes de viagens oferecidos pelo mercado com preços reduzidos.

Na primeira fase, metade das vagas para viagens será destinada a alunos das escolas da capital e o restante para alunos das escolas dos municípios com os menores Indicadores de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), calculado com base em informações de rendimento escolar e desempenho em exames padronizados. Para participar, a escola precisa estar entre os quatro municípios com Ideb mais baixo na Região do Vale do Acre, além da capital. Também precisa ter turma de 6ª série do Ensino Fundamental em curso e manifestar interesse em participar do projeto.

A segunda fase do projeto, prevista para ter início em junho de 2009, deverá ser realizada nas Regionais do Juruá e Tarauacá-Envira. Os municípios de origem e de destino dos estudantes serão delimitados em um raio de até 500 quilômetros de distância. A partir da Fase 2, ampliam-se as oportunidades para a iniciativa privada começar a adaptar o produto Viaja Mais Jovem para outros públicos estudantis.

Na terceira fase, prevista para 2010, os estudantes acreanos poderão fazer viagens entre diferentes regiões do estado. Por exemplo, alunos da Região do Vale do Acre visitam a Região do Juruá, Tarauacá-Envira e Purus e vice-versa. Nessa etapa, participam, pela primeira vez, estudantes da Regional do Purus. Caso a Rodovia InterOceânica, que interliga Rio Branco (AC) ao litoral do Peru, esteja concluída no início de 2010, será possível realizar convênio com governos e escolas peruanas para que o Estado receba estudantes daquele país. Poderão ainda ser desenvolvidas oportunidades para se trabalhar com estudantes de temas mais específicos, como universitários das áreas de humanas, biológicas ou exatas. Também poderão ser criados programas específicos de apoio à pesquisadores, mestrandos e doutorandos em áreas de grande potencial do Acre.

Fonte “em questão”, Editado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

07/05/2008 - 15:18h Governo da Bahia lança São João como produto turístico nacional

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de esq. a dir. Fatima Wagner, primeira-dama da Bahia, Domingos Leonelli, secretário de turismo (Bahia), Jaques Wagner governador do Estado e Marta Suplicy, ministra do Turismo

 

São Paulo (06/05) – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, disse, hoje à noite, durante o lançamento dos festejos de São João como produto turístico nacional, evento realizado pelo governo da Bahia, em São Paulo, no Armazém da Vila Olímpia, que “a Bahia faz mais um gol”. “O Forró é extremamente apreciado e a possibilidade de levar turistas para Ilhéus, Porto Seguro e Salvador, numa época em que menos turistas viajam para essas regiões, é uma descoberta”, afirmou.

Segundo a ministra, a parceria do governo da Bahia com a CVC fará “com que a roda do turismo e a da economia gire”. “Temos a expectativa de que aconteçam 1.700 viagens de ônibus no Estado e 417 municípios estejam festejando.”

A estratégia do governo da Bahia de ir a São Paulo para realizar o lançamento foi considerada mais um acerto, uma vez que se trata do maior emissor de turistas para o Estado. A ministra também observou: “O Carnaval da Bahia já é referência nacional, e o forró nós podemos construir. E é preciso dizer que a Bahia tem sido pioneira em coisas muito diferentes, como, por exemplo, no turismo étnico de afro-descendentes, que o Ministério está ajudando.”

A ministra lembrou que o governador Jacques Wagner tem procurado atrair mais vôos dos Estados Unidos para a Bahia e que a secretária de estado norte-americana, Condollezza Rice, quando esteve no Estado, também disse que se empenharia por isso. Resumindo o que pensa, a ministra enfatizou: “O fato é que a Bahia tem características especiais, e algumas só ela tem.”

O governador Jacques Wagner destacou que o Ministério do Turismo tem sido parceiro da Bahia. E que é importante o estímulo para que se faça mais um produto baiano, para o turismo brasileiro. De acordo com Jacques Wagner, as comemorações de São João envolvem 417 municípios e mais fortemente próximo de 100, onde há festas organizadas pelas prefeituras.

“Esta é uma época boa para a gente lançar um novo produto porque, tenho certeza, o paulista, o carioca e o goiano vão gostar de ter, em Salvador, a praia, o sol, mas também de contar com a possibilidade de ouvir uma quadrilha, ou um trio, de dançar a quadrilha, ou de comer milho cozido e de viver uma tradição belíssima. São João é uma festa que se espalha por toda a Bahia. Além do Axé, de Gilberto, de Glauber, de Caetano, também temos forrozeiros importantes, que tocam um belo acordeon, um triângulo e uma zabumba”, enumerou Jacques Wagner.

Fonte MinTur

30/04/2008 - 19:14h Estadão reconhece: “nunca antes neste País…”

Como o presidente sempre diz, ‘nunca antes neste País…’

Emprego, renda, consumo, entre outros, vêm batendo recordes consecutivos e explicam popularidade de Lula

Da Redação do portal O Estado de São Paulo

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SÃO PAULO - O governo Lula atingiu nos três primeiros meses de 2008 a melhor avaliação positiva desde o início do primeiro mandato, em 2003. O motivo, segundo analistas, seria a seqüência de indicadores socioeconômicos positivos divulgados nos últimos meses. De fato, índices como emprego, renda, consumo, entre outros, vêm batendo recordes consecutivos, numa série de “nunca antes na história desse País” que não parece ter data para terminar. Confira alguns desses recordes:

EMPREGO

A economia brasileira abriu 204,9 mil novos empregos com carteira assinada em fevereiro, um resultado 38,5% superior ao saldo de fevereiro de 2007. Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. O resultado do mês passado é o novo recorde da série histórica, iniciada em 1992, para os meses de fevereiro.

No primeiro bimestre do ano, estão acumuladas 347,9 mil novas vagas, um saldo 37% maior que o verificado no mesmo período do ano passado. As melhores marcas de geração de empregos formais, tanto em fevereiro quanto no bimestre, eram de 2006. Com as novas vagas abertas em fevereiro, o estoque de empregos formais da economia cresceu 0,7%, para 29,3 milhões de postos.

O Caged é um registro feito pelo Ministério do Trabalho com base nas informações mensais sobre contratações e demissões repassadas por todas as empresas que seguem as regras da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

Todos os setores da economia tiveram resultados positivos em fevereiro, com destaque para os serviços, que criaram 74,4 mil vagas. A indústria, que abriu 46,8 mil, ficou em segundo lugar, seguida da construção civil, com 27,5 mil empregos. Entre os serviços, o segmento ligado ao ensino. O reinício do período letivo permitiu a criação de 31,5 mil empregos. São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul apresentaram os melhores desempenhos.

RENDA

Em 2007, 96% das 715 negociações salariais acompanhadas pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) asseguraram, no mínimo, a incorporação das perdas desde a data-base anterior. É o quarto ano consecutivo em que em mais de 70% das negociações analisadas houve reposição segundo a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Entre 2006 e 2007, a inflação média acumulada foi inferior de 3,9%. Das 715 negociações, apenas em 29 não houve reposição da inflação.

COMÉRCIO

Janeiro de 2008 foi o melhor para o comércio varejista em sete anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As vendas do varejo aumentaram 1,8% ante dezembro e 11,8% ante igual mês do ano passado, a maior variação para o primeiro mês do ano desde o início da série da pesquisa, em 2001. Todas as atividades pesquisadas mostraram crescimento nas vendas ante igual mês de 2007.

O maior impacto no resultado total foi dado por hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo. O grupo tem forte peso na pesquisa e teve expansão de 8,4% nessa base de comparação. A segunda principal influência veio de móveis e eletrodomésticos, que prosseguem mostrando fôlego surpreendente, com crescimento de 16%, uma forte aceleração sobre a alta de 12% de dezembro ante igual mês de 2007. Essas duas atividades responderam por 6,7 ponto porcentual, ou 57% do aumento total de 11,8% do varejo.

CONSUMIDOR

Impulsionado pelo bom momento da economia e aumento na intenção de compras para os próximos meses, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) disparou em março, com alta de 3,5% ante fevereiro. Em janeiro, havia caído 0,4%. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pelo estudo, a confiança do consumidor em março foi a maior da série histórica, iniciada em setembro de 2005.

ELEVADOR SOCIAL

Pesquisa O Observador Brasil 2008, feita pela financeira francesa Cetelem com o instituto de pesquisas Ipsos Public Affairs, revela que a classe C já é a maioria da população. No ano passado, 46% dos brasileiros pertenciam a essa camada social, ante 36% e 34% em 2006 e 2005, respectivamente. Ela também foi a única que aumentou de tamanho no último ano. De 2006 para 2007, quase 20 milhões de pessoas ingressaram nesse estrato social, um número cinco vezes maior que no período anterior. A classe C reúne hoje 86,2 milhões de brasileiros com renda média familiar de R$ 1.062.

A maior parte do contingente que engordou a classe C vem da base da pirâmide populacional, as classes D e E, perto de 12 milhões de pessoas. Outros 4,7 milhões vieram das camadas A/B, que perderam poder aquisitivo. O restante é proveniente do crescimento vegetativo da população.

Outro dado positivo da pesquisa foi o aumento da renda disponível das classes C e D/E nos dois últimos anos. Em 2005, faltavam R$ 17 para o consumidor da classe D/E pagar as contas no fim do mês. No ano passado, sobraram R$ 22.

Na classe C também houve ganho de renda. Em 2007, sobraram R$ 147, ante uma folga de R$ 122 em 2005. Já para a classe A/B a fôlego diminuiu de R$ 632 em 2005 para R$ 506 em 2007. A renda disponível é a que sobra após os gastos obrigatórios. A enquete mostra que o ritmo acelerado de consumo deve continuar este ano. Celular, computador, itens de decoração e a casa própria tiveram os maiores acréscimos na intenção de compra.

CRÉDITO

A despeito da preocupação do governo, o crédito continua em expansão. Em fevereiro, aumentou 1,1% ante janeiro e atingiu R$ 957,5 bilhões, equivalente a 34,9% do Produto Interno Bruto (PIB), maior marca desde maio de 1995. O Banco Central (BC) estima que chegue a 40% do PIB até o fim do ano.

INADIMPLÊNCIA

Outro motivo para a avaliação positiva é que a inadimplência continua baixa. Em fevereiro, 4,3% dos empréstimos apresentavam atraso superior a 90 dias. O porcentual é ligeiramente menor que o de janeiro, de 4,4%. No caso das pessoas físicas, a taxa de fevereiro manteve-se nos mesmos 7,1% de janeiro e ficou abaixo dos 7,3% de fevereiro de 2007.

DÓLAR BAIXO, BRASILEIROS VIAJAM MAIS

Os brasileiros gastaram como nunca em viagens internacionais nos últimos 12 meses. As despesas com viagens internacionais somaram US$ 8,925 bilhões, enquanto os gastos de estrangeiros no País foram de US$ 5,245 bilhões. Os dados se referem ao período entre março de 2007 e fevereiro de 2008 e são os maiores registrados para um período de 12 meses desde o início da série do Banco Central (BC), em 1947. Nem na época do “populismo cambial”, quando o dólar custava menos de R$ 1, a gastança internacional foi tão elevada. Dois fatores impulsionam as viagens ao exterior: o dólar barato e o aumento da renda do brasileiro.

PAÍS AGORA É CREDOR INTERNACIONAL

O Brasil fortaleceu sua condição de credor internacional, mesmo com a piora no quadro econômico internacional. Segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC), o volume de reservas cambiais e outros ativos superava o da dívida externa em US$ 18,807 bilhões em fevereiro. Na prática, é como se o Brasil fosse credor do mundo nesse valor. Em janeiro, a posição credora era de US$ 6,983 bilhões. Os números de janeiro e fevereiro são preliminares. Em dezembro de 2007, o último dado fechado, a posição credora líquida estava em US$ 10,846 bilhões.

INDÚSTRIA

O faturamento da indústria de transformação - que reflete as vendas reais - cresceu 10,5% em janeiro ante o mesmo mês de 2007. É a maior taxa de expansão na comparação com o mesmo período mensal do ano anterior desde agosto de 2004. O conjunto dos indicadores industriais de janeiro, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), também é o melhor para meses de janeiro nos últimos três anos.

As montadoras vão investir US$ 4,9 bilhões no Brasil este ano, o maior montante já gasto pelo setor em um único ano. A maior parte será aplicada no aumento da capacidade produtiva, que passará dos atuais 3,5 milhões de veículos para 3,85 milhões. Em 2009, a capacidade anual chegará a 4 milhões de unidades, um acréscimo de 500 mil veículos em dois anos.

Juntando empresas de autopeças, o investimento chegará a US$ 20 bilhões até 2010. O triênio anterior que teve maior aporte dos dois segmentos foi de 1996 a 1998, quando foram inauguradas 13 novas fábricas, entre marcas que passaram a produzir localmente e filiais das empresas já instaladas no País. Naquele período, foram investidos US$ 11,7 bilhões.

O anúncio da soma dos investimentos e da nova capacidade produtiva ocorre num momento em que o setor registra sucessivos recordes de vendas e há filas de espera de até três meses para alguns automóveis e de nove meses para caminhões.

29/04/2008 - 18:06h Cresce o ingresso de divisas deixadas pelos turistas estrangeiros no Brasil

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A queda acentuada do dólar e o fato do Real estar muito valorizado tem como uma das suas conseqüências a queda no turismo em direção ao Brasil. Lógico, não?

Mas a melhora na oferta do turismo brasileiro faz que esta lógica se manifesta só parcialmente e a eventual queda no número global de turistas estrangeiros é compensada pelo aumento das suas despesas no país.

Isto explica o aumento de 20,7% no dinheiro que os turistas estrangeiros deixaram no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo periodo de 2007.

No primeiro trimestre, esses estrangeiros deixaram US$ 1,608 bilhão no país. Uma boa notícia para setor do turismo e para o emprego e a renda nesse setor.

“As despesas continuam crescendo, mas as receitas crescem também”, diz o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, referindo-se às despesas feitas por turistas estrangeiros em viagem ao Brasil.

Para Lopes, o crescimento dos gastos desses visitantes estrangeiros reflete uma melhora na infra-estrutura do turismo no Brasil, já que, em tese, a forte valorização do real ocorrida nos últimos anos torna as viagens ao país mais caras.

Graças a esse movimento, o efeito que as despesas de turistas brasileiros no exterior têm sobre as contas externas é reduzido, pois é compensado, em parte, pela receita proporcionada pela chegada de viajantes estrangeiros no Brasil. LF

Fonte Folha de São Paulo

28/04/2008 - 19:59h Alta de preços dos alimentos e petróleo esfria turismo mundial, mas no Brasil crescerá 5,8% este ano

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CÁSSIO AOQUI
Enviado especial da Folha de S.Paulo a Dubai

A alta dos preços de alimentos e do petróleo já apresenta desdobramentos negativos no setor de turismo. Para este ano, o crescimento da indústria de viagens no mundo deverá ser menor do que o do ano passado –de 3%, contra 4,1% em 2007.

Outros fatores que agravam o cenário são o enfraquecimento do dólar, o esfriamento da economia norte-americana, a volatilidade do mercado de capitais e, a longo prazo, as conseqüências do aquecimento global. Os dados são do estudo “Travel & Tourism Satellite Accounting”, realizado pela consultoria Accenture a pedido do WTTC (Conselho Mundial de Viagens e Turismo).

Os impactos no Brasil, porém, demorarão mais para serem sentidos. O crescimento previsto para esse setor no país é de 5,8% neste ano. Para os próximos dez anos, o índice médio cai para 4,8% –ainda assim, trata-se do maior crescimento na América Latina.

Segundo o estudo, a indústria de turismo no Brasil deverá movimentar, direta ou indiretamente, R$ 173 bilhões em 2008 –o equivalente a 6,2% do PIB nacional. Também será responsável por 5,9% (5,5 milhões) do total de empregos –1 em 17 postos de trabalho–, alta de 5,5% em relação a 2007.

Apesar de ser a 14º maior economia do turismo entre 176 países no ranking do WTTC, o Brasil é apenas o 41º em termos de previsão de crescimento. Quando analisada a contribuição do setor de turismo no PIB nacional, o país cai para 140º.

Escritório no Brasil

O esfriamento da economia e seus impactos na indústria do turismo foram os carros-chefes na Conferência Mundial de Viagens e Turismo, maior encontro de empresários do setor e governantes, que aconteceu na semana passada, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

A preocupação acerca do crescimento sustentável foi ou tópico em pauta. Paralelamente ao evento, o governo dos Emirados anunciou a transferência da capital, hoje em Abu Dhabi, para uma cidade planejada em seu entorno e um plano para a criação de 20 mil quartos em hotéis em Abu Dhabi.

De olho no crescimento do número de turistas brasileiros nos Emirados, o governo de Dubai deverá criar, em São Paulo, um escritório de representação ainda neste ano.

“Visamos estimular não apenas o turismo, alavancado com a abertura recente do vôo direto entre São Paulo e Dubai pela Emirates, mas também os investidores brasileiros por aqui”, revelou, em entrevista à Folha, o diretor do Departamento de Turismo, Marketing e Comércio de Dubai, Hamad Morammed bin Mejren.