20/03/2009 - 11:08h Turismo é a quinta pauta de exportação no Brasil e movimentou US$ 6 bilhões em 2008

http://carollina.files.wordpress.com/2009/01/01-lula-e-luiz-barreto-agora-ministro-do-turismo.jpg
Ministro de Turismo, Luiz Barreto junto ao presidente Lula

O crescimento do turismo no Brasil, as principais medidas para o setor em 2009, incluindo investimentos em infraestrutura, programas e qualificação, foram temas debatidos pelo ministro do Turísmo, Luiz Barretto, na manhã desta quinta-feira (19) em entrevista com âncoras de emissoras de rádio de todo País. Barretto falou ao Bom Dia Ministro, programa produzido pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República e transmitido via satélite. Leia abaixo os principais trechos.

Copa 2014 – “Primeiro, temos que aguardar a definição da Fifa (Federação Internacional de Futebol). Temos quase dois meses para conhecer as 12 cidades definitivas dentre as 17 que desejam sediar a Copa. O governo torce por todas, aguardando a decisão exclusivamente técnica da Fifa. A partir disso, trabalharemos fortemente na preparação da Copa do Mundo de 2014. São cinco anos que cabem perfeitamente para reali zar um grande planejamento, pensar nos desafios de infraestrutura, de qualificação profissional e de promoção do Brasil no exterior. A Copa movimenta mais de meio milhão de turistas, mais de 20 mil jornalistas, e tem um momento prévio que também é muito importante. Há questões específicas, como receber bem uma seleção, a exigência de campos técnicos para fazer os treinos anteriores, uma certa privacidade. A hospedagem de um conjunto grande de jornalistas desses países que ficarão no grupo de Belo Horizonte ou no grupo de Brasília. Portanto, é um desafio, mas tenho certeza que nos próximos anos é possível trabalhar a infraestrutura e todas as questões necessárias. O Ministério está à disposição para realizar os estudos técnicos e fazer as intermediações necessárias no contato com a Fifa e com as seleções. Tenho certeza que a Copa do Mundo é uma grande janela de oportunidades para todo o Brasil.”

Desafios para a Copa – “Temos três grand es desafios: qualificação profissional, infraestrutura turística e hoteleira e a promoção. O da qualificação é um dos temas mais importantes. Assinamos recentemente um primeiro convênio com a Fundação Roberto Marinho, que vai treinar 80 mil jovens nas línguas inglesa e espanhola. São R$ 14 milhões de investimentos nessa área e começaremos por duas capitais brasileiras, Salvador e Rio de Janeiro, estendendo depois para todas as principais cidades indutoras do turismo. Firmamos com a Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, um convênio para tratar do planejamento nosso em relação à Copa do Mundo. Nossa meta é ter 65 destinos de alto padrão de qualidade até 2014. Aplicamos mais de R$ 40 milhões em 2008 no tema da qualificação profissional. Ano passado, mais de cinco milhões de turistas estrangeiros deixaram quase US$ 6 bilhões, consolidando o turismo como a quinta pauta de exportação brasileira. Portanto, temos grandes desafios pela frente, mas tenho certeza que, com muito e sforço, mobilização, parceria com a iniciativa privada, prefeituras e os governos estaduais, vamos vencer esse desafio e transformar a Copa do Mundo não só num sonho, mas numa grande realização para o Brasil e para todo o turismo brasileiro.”

Qualificação – “A qualificação profissional é um desafio permanente. Alcançamos enormes progressos nos últimos anos. Se olharem o que era o turismo brasileiro há 5, 6, 10 anos atrás, vão notar a grande mudança e para melhor. Melhoramos a qualidade do receptivo turístico. Foi feito um conjunto grande de parcerias com os estados e municípios, com os setores hoteleiro e de transporte. Entregamos certificados no ano passado para mais de 500 taxistas que receberam treinamento nessa área.. São Paulo, que é uma grande porta de entrada do turismo de negócios, é hoje a oitava cidade do mundo em captação de eventos e a primeira das Américas. O Brasil se consolida hoje como grande, não só no turismo de lazer, de sol e de praia, mas no turismo de negócios e de eventos. Uma característica que facilita muito é a hospitalidade brasileira, um diferencial no nosso turismo. Mas certamente nesse mundo globalizado, onde a competição é muito grande, precisamos trabalhar permanentemente o tema da qualificação.”

“Viaja Mais Melhor Idade” – “É um programa muito importante para períodos de baixa ocupação. Criado em 2007, privilegia pessoas acima de 60 anos, aposentadas ou não, com uma grande linha de financiamento através do Banco do Brasil e da Caixa Econômica, entre dez e12 parcelos com juros abaixo de 1%. Conseguimos cadastrar quase dois mil hotéis e meios de hospedagem que ofertam na boca do caixa 50% de desconto. É um programa que veio para ficar. Funciona, e bem, em parceria com a Braztoa, o sindicato das operadoras de turismo. Tínhamos perspectiva de vender 50 mil pacotes ano passado e vendemos mais de 180 mil. É fundamental para rodar a cadeia do turismo nos períodos de baixa ocupação e, por outro lado, beneficiar aqueles cidadãos brasileiros que, ao longo de toda a vida, trabalharam muito e merecem um descanso, uma viagem. Eles podem realizar turismo fora das férias. Portanto, é uma vantagem. Há também uma segunda modalidade desse programa: se a pessoa não quer um pacote, pode ir direto a uma rede de hotéis. No www.viajamais.com.br há todas as informações do programa. Distribuímos também um guia nas agências da Caixa Econômica, que oferece as explicações desse programa. Esse é um programa que trabalha não só com lazer, mas também com a possibilidade da nossa terceira idade se movimentar.”

Brasil no exterior
– “Temos tido êxito na promoção do Brasil no exterior. Houve um crescimento da entrada de turistas ano passado. Foram mais de cinco milhões de estrangeiros que freqüentaram o Brasil e deixaram aqui US$ 5,8 bilhões de entrada de divisas – um recorde. Consolidou o turismo como a quinta principal pauta de exportação brasileira e a primeira na área de serviços. A Embratur tem feito um grande trabalho nos 12 mercados emissores de turistas para o Brasil. A primeira dificuldade é a localização. Embora com belezas naturais, rica cultura e de todas as potencialidades, o Brasil está no Hemisfério Sul. Portanto, entre 10 e 12 horas dos principais emissores de turismo no mundo, que são Europa e os Estados Unidos. Isso já é um limitador. A Organização Mundial do Turismo estima que apenas 30% das viagens do mundo são aquelas acima de cinco horas de vôo. Sendo assim, o Brasil não disputa 100% do mercado mundial, porque está na longa distância. Precisamos atuar, ainda, na infraestrutura aeroportuária. Trabalhamos para aumentar o número de vôos, por que todo turismo de longa distância é feito via aérea. O tema da segurança é outra questão importante e acredito no trabalho dos governadores dos estados para melhorá-la. Vamos trabalhar fortemente a integração com os países da América do Sul. Temos uma vantagem, que é ter um grande mercado interno de quase 100 milhões de consumidores. O Brasil teve um grande crescimento da classe média nos últimos anos, com uma parcela significativa da população que, hoje, pode acessar vários bens de consumo, incluindo turismo.”

Ranking
– “Recentemente, o Fórum Econômico Mundial divulgou o índice de 180 países. O Brasil melhorou bastante de posição. Já é o principal país da indústria do turismo na América do Sul e o segundo das Américas. Tivemos grande crescimento, à frente do México e Argentina e demonstramos que estamos no caminho certo. Ano passado foi aprovada a Lei Geral do Turismo, que é um grande marco regulatório, facilitador dos investimentos privados na área do turismo. Este é um ano excepcional, porque viemos de um grande balanço de 2008, com crescimento de 20% no turismo interno e no doméstico. Agora temos uma grande crise internacional no mercado europeu e americano. Precisamos nos adaptar à crise.”

Jovens carentes – “É uma experiência em parceria com vários municípios. Retiramos jovens das ruas e os qualificamos, dando uma chance para que possam ser inseridos no mercado de trabalho. No caso do turismo, é muito importante que se tenha trabalho com guias, com receptivo turístico, algo que faz parte do jeito hospitaleiro do brasileiro. O projeto qualifica, dá uma função. O treinamento em línguas inglesa e espanhola é muito importante para receber turistas internacionais. É uma grande experiência que tem de ser reproduzida nas principais regiões metropolitanas do País. Hoje a competição no mundo globalizado é muito difícil e não adianta ter apenas belezas naturais. É necessário se qualificar para enfrentar a grande competição mundial e só é possível fazer esse trabalho com grandes parcerias. Louvo as parcerias estabelecidas pelo Ministério com prefeituras e governos estaduais, que demonstram que é possível agir em prol do turismo bras ileiro e em prol da meninada brasileira, que precisa de uma profissão.”

02/03/2009 - 08:08h Hoje é o Dia nacional do Turismo

http://www.arcruise.com/cms/uploads/NOVOS/turismo%20MPA.jpghttp://3.bp.blogspot.com/_fOJD67rCP10/R_837LydnhI/AAAAAAAAGuA/Y4FmruvWMSA/s400/pampas_brasil_postais.jpg

Data comemorativa

LUIZ BARRETTO
1/3/2008
No Dia Nacional do Turismo, comemorado amanhã, o país tem o que comemorar, como o aumento de 20% no fluxo turístico interno

NA CHINA, para expressar a ideia de crise, são necessários dois ideogramas: um significa perigo, e o outro, oportunidade. Esse conceito milenar atravessou fronteiras e conquistou o Ocidente.
Aqui, foi incorporado ao mundo dos negócios, batizou livros e virou até lugar-comum. Nunca, porém, uma imagem serviu tanto ao turismo brasileiro como agora. Neste Dia Nacional do Turismo, celebrado amanhã, 2 de março, o país tem motivos para comemorar. Dados preliminares de segmentos que compõem o setor apontam para o aumento de 20% no fluxo turístico interno no verão 2008/2009 em relação à temporada anterior.
As operadoras de turismo venderam 15% mais pacotes de viagem em dezembro e janeiro últimos em relação ao mesmo período de 2007 e de 2008. A locação de veículos para lazer cresceu, em média, 40% -em Fortaleza e em Salvador, o aluguel de carros dobrou. Nas palavras do presidente do Conselho Nacional da Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis, José Adriano Donzelli, “foi o melhor verão dos últimos dez anos”.
Em janeiro de 2009, o número de passageiros em voos nacionais cresceu em média 10% em relação ao mesmo mês de 2008. No dia 4 de janeiro, a TAM registrou recorde histórico no transporte de passageiros: 112,5 mil pessoas. O recorde anterior havia sido registrado na Páscoa de 2008, quando 100 mil passageiros foram transportados em um único dia. Os números da rede hoteleira também reforçam essa tendência. Em São Paulo, a ocupação cresceu 5% em janeiro em relação ao primeiro mês de 2008. Dois dias antes do início do Carnaval, a ocupação dos hotéis do Rio de Janeiro chegou a 82%, índice maior do que o registrado no ano passado.
Em Salvador, a ocupação aumentou 5% antes de a festa começar. Os cruzeiros marítimos cresceram 25% na comparação com o verão 2007/2008. Até o final desta temporada, em abril, 500 mil passageiros terão viajado pelos cruzeiros que percorrem 24 destinos na costa brasileira. Na temporada passada, foram 396 mil passageiros em 18 destinos. O câmbio foi um dos fatores que contribuíram para o incremento do turismo doméstico neste verão. A valorização do dólar fez com que os brasileiros viajassem pelo país.
O gasto dos viajantes nacionais no exterior caiu 23,8% quando comparados os meses de janeiro de 2009 e de janeiro de 2008, segundo o Banco Central. Embora a entrada de dólares gerados pelo turismo também tenha caído quando se comparam os dois meses, em 2008 o crescimento do gasto do turista estrangeiro no Brasil foi de 16,8%, de acordo com o último Barômetro do Turismo Mundial, divulgado em janeiro pela OMT (Organização Mundial do Turismo). O crescimento médio mundial foi de 2%.
A publicação também afirma que em 2009 as viagens para destinos domésticos ou mais próximos do país de origem devem prevalecer sobre as de longa distância. Com menos dinheiro no bolso, os turistas se divertirão perto de casa. Essa sinalização fortalece os investimentos do Ministério do Turismo na diversificação de roteiros e na promoção do Brasil no próprio país e nos vizinhos sul-americanos.
Em novembro, já prevendo o aumento no fluxo turístico interno, antecipamos o lançamento da campanha “Se você é brasileiro, está na hora de conhecer o Brasil”, que ficou no ar até o Carnaval. Em 2009, promoveremos ações pontuais antes de cada feriado nacional para estimular os brasileiros a conhecerem o próprio país. O governo federal tem um conjunto de políticas de fortalecimento do setor, desenvolvidas e progressivamente ampliadas desde 2003, quando a pasta foi criada. Um bom exemplo disso é o programa Viaja Mais Melhor Idade, que ajuda a manter o fluxo turístico nos períodos de baixa ocupação.
Criado há dois anos, o programa encerrou 2008 com 180 mil pacotes vendidos, sendo que a meta inicial era comercializar 50 mil pacotes para aposentados e brasileiros com mais de 60 anos de idade. É certo, contudo, que sem o trabalho integrado entre a esfera pública e a cadeia produtiva do turismo seria impossível superar os entraves e impulsionar o turismo no país. Os desafios ainda são muitos. Até 2014, o Brasil terá que investir em infraestrutura, qualificação e capacitação profissional nas capitais que vão receber os jogos da Copa do Mundo.
No próximo dia 20, a Fifa anuncia as 12 cidades-sedes. O governo federal já está comprometido com um programa de ações que levará a elas os investimentos necessários. O caminho é longo, mas o bom desempenho alcançado até agora nos incentiva a seguir em frente.

LUIZ BARRETTO , 46, sociólogo, é ministro do Turismo. Foi secretário-executivo do ministério, de março de 2007 a junho de 2008, e gerente nacional de marketing e comunicação do Sebrae Nacional.

04/04/2008 - 07:14h Ministério do Turismo lança Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem

Ministério do Turismo lança Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem Guarujá (04/04) - O Ministério do Turismo lança, às 16h de hoje, no Guarujá (SP), o Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem. Na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra Marta Suplicy apresenta a ampliação das ações da Pasta para o público da terceira idade. A novidade é que, agora, essa parcela da população poderá contar com desconto de 50% na tarifa cobrada por meios de hospedagem credenciados no programa Viaja Mais Melhor Idade. O desconto será válido para o ano inteiro, vinculado à baixa ocupação nos estabelecimentos.

Na prática, o Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem é uma ação que amplia os produtos do Viaja Mais Melhor Idade, programa lançado em 2007, voltado ao público da terceira idade e que oferece pacotes turísticos em períodos de baixa ocupação, com serviços diferenciados e a possibilidade de serem parcelados.

As ações de venda de pacotes turísticos e de oferta de descontos na hospedagem para a terceira idade são meios para atingir objetivos contemplados no Plano Nacional de Turismo 2007-2010: promover inclusão social e fortalecer o turismo no mercado interno, reduzindo impactos da sazonalidade no setor e, ao mesmo tempo, gerando mais empregos e renda.

Em dezembro passado, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, assinou um acordo com a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), Associação Brasileira de Resorts (ABR) e Federação Nacional de Bares, Restaurantes, Hotéis e Similares (FNHRBS) para oferecer desconto de 50% no preço das diárias para o público da melhor idade, durante a baixa ocupação nos estabelecimentos.

Turismo está na direção das metas do PNT

Brasília (03/04) – Os esforços para alcançar as metas do Plano Nacional de Turismo 2007-2010 estão gerando bons resultados. É o que demonstrou, ontem (02), em Brasília, o secretário Nacional de Políticas do Turismo, Airton Pereira, durante a 20ª Reunião Conselho Nacional de Turismo (CNT). Airton, que também é secretário-Executivo do CNT, apresentou aos integrantes do Conselho indicadores positivos e em consonância com as metas do Plano. Entre elas a de criar 1,7 milhão de novos empregos e ocupações no turismo. “De 2006 a 2007 tivemos aumento de 19,66%. Isso significa que, em 2007, 280 mil pessoas estavam trabalhando no setor, contra 234 em 2006”, disse o secretário.Outro indicador positivo está relacionado à meta de gerar 7,7 bilhões de dólares em divisas por meio do turismo. Em 2007, US$ 5 bilhões ingressaram no Brasil e, em 2006, esse número foi de US$ 4,3 bilhões – um aumento de 15,85%. “A meta para o ano passado era de 5,1 bilhão. Podemos dizer que estamos cumprindo o que foi proposto”, afirmou Airton. Em 2007, o desembarque de turistas estrangeiros foi de 5,03 milhões.

A estruturação de 65 destinos turísticos também é uma meta cuja execução apresenta bons resultados. Nessas localidades, foram qualificadas, em 2006, 46 mil pessoas. Em 2007, houve um aumento de 175,81%, com a qualificação de 126,87 profissionais. Os serviços turísticos cadastrados no MTur também registraram aumento (15,62%). “Isso significa que os prestadores de serviços turísticos começam a perceber que trabalhar de acordo com as políticas do MTur é sinal de qualidade”, explicou o secretário.

A reunião do Conselho Nacional de Turismo é um espaço para que governo e representantes das entidades que compõem esse órgão colegiado possam debater temas em prol do desenvolvimento da atividade turística. No encontro de hoje, os conselheiros deliberaram, entre outras coisas, sobre a necessidade de apoiar iniciativas para a retomada do turismo rodoviário e sobre a adesão de mais uma entidade ao Conselho. O CNT acatou o interesse de a Associação de Marketing Promocional compor o órgão. Agora, em vez de 65 entidades, contanto com o MTur, o Conselho tem 66 representantes.

03/04/2008 - 11:26h Acima de 60 anos, hotéis com 50% de desconto

terceira_idade.jpg

Brasília (03/04) – O Ministério do Turismo lança nesta sexta (4), no Guarujá (SP), o Viaja Mais Melhor Idade para Hotéis. Na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra Marta Suplicy vai apresentar a ampliação das ações do ministério para o público da melhor idade. A novidade é que agora essa parcela da população poderá contar também com desconto de 50% na tarifa cobrada pelos hotéis cadastrados no programa.

Em 2007, o MTur lançou o Viaja Mais Melhor Idade, desenvolvido em parceria com entidades do setor turístico, oferecendo pacotes adaptados às necessidades da terceira idade, com preços atrativos e oferta de crédito consignado, para aposentados e pensionistas do INSS. Em 2008, a ação está ampliada. O desconto de 50% será válido para o ano inteiro, desde que o destino escolhido esteja em período de baixa ocupação. Ao contrário dos pacotes comercializados no programa Viaja Mais Melhor Idade, que tem períodos pré-determinados para as viagens.

A partir do dia 7 de abril, o público poderá consultar a lista dos hotéis cadastrados no site do Programa Viaja Mais (www.viajamais.com.br) e no Portal de Hospedagem (www.portaldehospedagem.com.br), um guia on-line de informações sobre os meios de hospedagem do país criado pelo SEBRAE Nacional e pelo Ministério do Turismo, sob a gestão do Instituto Marca Brasil. Também há uma opção gratuita para informações por meio do telefone 0800 77 07 202.

Até o dia 01 de abril, o programa contava com 1.126 hotéis cadastrados distribuídos em 281 cidades espalhadas por todos os estados e Distrito Federal. Esse número atualiza-se diariamente.

Reunião do Conselho Nacional de Turismo

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, convidou os integrantes do Conselho Nacional do Turismo (CNT) a participarem do lançamento do Programa Viaja Mais Melhor Idade para Hotéis, que acontece nesta sexta-feira (04) no Guarujá (SP), às 16h, na presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O convite foi feito durante a 20ª Reunião do CNT, na tarde desta quarta-feira (2) em Brasília. O Viaja Mais Melhor Idade Hotel é uma ampliação dos produtos ofertados pelo Viaja Mais Melhor Idade, e, com ele, pessoas acima de 60 anos, aposentados e pensionistas terão, durante a baixa ocupação, desconto de 50% na tarifa cobrada pelos hotéis credenciados.

Durante a reunião do CNT, a ministra também destacou o aumento nos repasses previsto pelo Orçamento Geral da União para o turismo. “Conseguimos a aprovação, no Congresso Nacional, de um orçamento recorde para o turismo: R$ 2,641 bilhões. Para se ter uma idéia, o valor saltou de R$ 372 milhões em 2003 para os números atuais”, destacou a ministra. Segundo ela, os investimentos serão de R$ 456 milhões em promoção internacional e nacional; R$ 1,812 bilhão em infra-estrutura; R$ 187,8 milhões no Prodetur; R$ 42,3 milhões em qualificação; e mais R$ 142 milhões em outras ações, como apoio a eventos.

A ministra lembrou ainda que, além destes valores, em março também foi lançado o Prodetur Nacional, uma linha de crédito de US$ 1 bilhão disponibilizada pelo BID, iniciando um novo conceito no programa, com maior abrangência, agora para todo o país, e com um novo formato, onde estados e municípios com mais de um milhão de habitantes, poderão solicitar os recursos diretamente ao BID, dentro de suas respectivas capacidades de endividamento. “São recursos que vão garantir mais infra-estrutura e mais qualificação aos destinos brasileiros e, na ponta, mais capacidade de competição no mercado internacional e no próprio Brasil”, explicou a ministra.

A viagem feita à China no final do mês de março também mereceu destaque na fala da ministra. Ela contou que participou de encontros, reuniões e seminários, com autoridades, empresários e profissionais do turismo. Segundo ela, foi possível perceber que existe interesse numa aproximação maior com o Brasil. “E um dos bons resultados que colhi nesta viagem foi a obtenção do apoio à nossa proposta de instalação de um escritório da Embratur no país”, contou a ministra, destacando as ações do Ministério para atrair parte dos mais de 44 milhões de turistas chineses que viajaram para o exterior em 2007. “Nós já temos várias ações para mostrar nosso país a esses viajantes, como a inserção de filmes nas transmissões de TV do Campeonato Brasileiro de Futebol para a Ásia, que é um acordo que fizemos com o Clube dos 13. A Embratur tem marcado presença em feiras na China. E, é claro, nossas ações antes e durante as Olimpíadas de Pequim, em parceria com o COB – Comitê Olímpico Brasileiro”, afirmou a ministra.

Para aumentar o número de turistas vindos da China, há o entendimento que é preciso contar com mais vôos entre os dois países. Atualmente, existem três freqüências semanais (terças, quintas e domingos), com saídas de São Paulo. A boa notícia é que há o interesse das autoridades chinesas na ampliação dos vôos, e as negociações para tanto estão em estágio avançado. Fonte MinTur.

13/03/2008 - 16:44h US$ 1 bilhão do BID para o turismo do Brasil

marta_turismo2.jpg

Ministério do Turismo lança Prodetur Nacional

Brasília (13/03) – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, e o representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil, José Luis Lupo, assinaram nesta quinta-feira, memorando de entendimento para linha de crédito de US$ 1 bilhão, a ser acessada por estados e municípios. A cerimônia, da qual participaram também os governadores do Ceará, Cid Gomes, do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria, e de Goiás, Alcides Filho, além de autoridades estaduais e parlamentares, marcou o lançamento de um novo modelo do Programa de Desenvolvimento do Turismo, de abrangência nacional, o Prodetur Nacional.

“Estamos dando início a uma proposta única em âmbito nacional, em função do valor do financiamento a ser alocado, da amplitude de sua atuação e do modelo de desenvolvimento proposto. O programa leva a marca da inovação e não há dúvidas que o Prodetur Nacional abre um novo capítulo no desenvolvimento do turismo brasileiro”, afirmou a ministra Marta Suplicy.

Por meio do programa, estados e municípios brasileiros – estes desde que tenham mais de um milhão de habitantes –, poderão solicitar recursos diretamente ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), dentro de suas respectivas capacidades de endividamento e critérios acordados entre o MTur e o banco. Para acessar a linha de crédito, as propostas têm de ser aprovadas pela Comissão de Financiamentos Externos do Ministério do Planejamento (Cofiex), por meio de cartas-consulta. Nestas, deverão ser identificadas as modalidades de turismo que serão desenvolvidas, bem como os mercados, segmentos e áreas geográficas alvos das intervenções.

“Estamos consolidando um caminho que passa pela integração das políticas públicas, do investimento privado, da capacitação do trabalhador brasileiro, da geração de renda e de empregos, principalmente para a população mais pobre do nosso país. Muitas pessoas têm idéia de que esses investimentos são para infra-estrutura, mas é importante saber que são também para qualificação”, ressaltou a ministra do Turismo.

Presidentes – Os presidentes das comissões de Turismo da Câmara e do Senado também participaram da cerimônia de lançamento do Prodetur Nacional. A senadora Lúcia Vânia (PSDB/GO) lembrou a experiência “bem-sucedida” do Prodetur Nordeste e do Viaja Mais. “Agora, com o lançamento do Prodetur Nacional, temos certeza de que o Ministério continua atendo à realidade dos estados e municípios. Assim como essa iniciativa, outras ações do MTur dão credibilidade e, acima de tudo, demonstram uma sensibilidade intensa. O Viaja Mais é um exemplo de preocupação social, pois dá oportunidade para que os idosos consigam usufruir o turismo”.

O novo presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara, Albano Franco (PSDB/SE), falou da sua condição de ex-governador de Sergipe para ressaltar a importância de se investir nos estados. “No meu estado, o turismo foi incrementado com a realização de obras no aeroporto e a recuperação do Centro Histórico de Aracaju, que são alguns exemplos que só se tornaram possível com os recursos do Prodetur Nordeste. A criação do Prodetur Nacional demonstra que o empenho da ministra Marta Suplicy na execução desse programa é gratificante para o setor”, revelou.

Crédito – Os estados e municípios interessados em acessar a linha de crédito contarão com recursos e assistência técnica do MTur para elaboração das propostas com intuito de garantir que elas estejam de acordo com Plano Nacional de Turismo 2007-2010. No âmbito do programa a contrapartida é da ordem de US$ 667 milhões, contando com recursos federais, estaduais e municipais. E os estados e municípios terão até 10 anos para aplicar os recursos no desenvolvimento do turismo.

A linha de crédito financiará ações relacionadas com a recuperação e valorização de atrativos turísticos públicos, com objetivo de promover e consolidar a imagem de destinos e aumentar a competitividade dos mesmos. Também beneficiará investimentos em infra-estrutura e transporte. Mais uma aplicação é na preservação do meio ambiente.

Atualmente, cerca de 20 estados já manifestaram interesse em participar do Prodetur Nacional, sendo que Santa Catarina, Ceará, Goiás, Rio Grande do Norte, Pará e Mato Grosso do Sul já apresentaram suas propostas para aprovação da Cofiex (veja tabela abaixo).

Amapá, Pernambuco, Tocantins, Espírito Santo, Sergipe, Piauí, Paraíba e Rio de Janeiro já estão elaborando suas cartas-consulta com o apoio técnico do MTur.

Os governadores Cid Gomes (CE), Wilma de Faria (RN) e Alcides Filho (GO) prestigiaram hoje a cerimônia de lançamento do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) Nacional. Eles pertencem ao grupo de seis estados que já solicitaram recursos do programa para aplicar em ações voltadas para o desenvolvimento do turismo em suas regiões. O lançamento foi marcado pela assinatura de memorando pela ministra Marta Suplicy e o representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento no Brasil, José Luis Lupo, para linha de crédito de US$ 1 bilhão a ser acessada por estados e municípios.

“Não há duvidas que o Prodetur Nacional abre um novo capítulo para o desenvolvimento do turismo brasileiro, pois é um instrumento eficaz, colocado à disposição de estados e municípios pelo MTur e pelo BID, visando facilitar o planejamento e o desenvolvimento do turismo em todos os cantos do país”, afirmou a ministra Marta Suplicy, em seu discurso.

O representante do BID lembrou que a instituição trabalha com a linha de crédito por meio do Prodetur desde 1992 na América Latina. “No Brasil, muitos estados brasileiros, especialmente do Nordeste, puderam triplicar os investimentos no turismo. O Brasil é um país rico em matéria-prima no setor e esses investimentos possibilitam transformar os destinos brasileiros em um produto pronto para o consumo”.

Governadores - A governadora do Rio Grande do Norte ressaltou a importância de se investir em turismo. “Uma cidade boa para se visitar é uma cidade boa para se viver. Por isso, oferecer possibilidades de investimento como essa também beneficia a população local. Além disso, desde que o Rio Grande do Norte passou a investir no turismo, o estado cresceu econômica e socialmente”.

O governador do Ceará, Cid Gomes, lembrou o esforço do MTur para destravar o Prodetur Nordeste e as expectativas com o novo programa. “A atuação do Ministério do Turismo foi fundamental para dar agilidade à liberação dos recursos por meio do Prodetur. A experiência e o bom desempenho obtidos com o Prodetur Nordeste vão se repetir nesse Prodetur Nacional”.

Já o governador de Goiás, Alcides Rodrigues Filho, reforçou a importância do binômio investimento e desenvolvimento. “Estamos atentos ao futuro do turismo no nosso estado. Sabemos que o Prodetur Nacional é uma ótima oportunidade para alcançarmos o desenvolvimento ideal para o turismo”.
Primeiras propostas – Prodetur Nacional (US$ milhões)

Estado
Financiamento
Contrapartida
Total
Santa Catarina
30
20
50
Ceará
90
60
150
Goiás*
60
40
100
Rio Grande do Norte
90
60
150
Pará*
26
17
43
Mato Grosso do Sul*
29
19
48
TOTAL
325
216
541

* valores aproximados.

Fonte MinTur

11/03/2008 - 10:13h Um bem para toda a vida

aposentados_piscina.jpg

O ESTADO DE SÃO PAULO – Marta Suplicy*

A viagem é um bem que dura para sempre. Quem viaja sabe que esse é um patrimônio de valor inestimável, que as experiências vivenciadas ficam conosco por toda a vida. E, a cada ano que passa, mais pessoas percebem que o Brasil é um país como poucos para investir nessa riqueza. O bom desempenho do turismo em 2007 será ampliado ou, no mínimo, se repetirá daqui para a frente, nos principais segmentos do setor. As empresas projetam um crescimento em torno de 12% – acima dos 10% estimados para o ano passado e o dobro do incremento do Produto Interno Bruto (PIB).

Estamos aproveitando a onda favorável para desenvolver ainda mais nosso potencial turístico e, em especial, fortalecer o mercado interno. O aquecimento econômico e a estabilidade dos preços permitem à população planejar seus gastos. De acordo com dados recentes, cerca de 20 milhões de brasileiros migraram das classes D e E para a C. Mas esse público ainda não tem o hábito de viajar.

O esforço do Ministério do Turismo é no sentido de levar a cultura da viagem a essa população e, com isso, incentivá-la a se apropriar das belezas naturais, do patrimônio histórico e da diversidade cultural do País.

Acabamos de lançar a segunda fase do programa Viaja Mais Melhor Idade, com uma meta cinco vezes maior do que a obtida na primeira fase, quando o mercado interno vendeu 9 mil pacotes . Esse programa, voltado para idosos, com oferta de pacotes em períodos de baixa ocupação, deverá totalizar 50 mil viagens em 2008.

Definir políticas que induzam o crescimento econômico dos segmentos do turismo é uma das tarefas do Ministério do Turismo. Selecionamos 65 destinos para concentrar os recursos para investimento, qualificação profissional, promoção do turismo e realização de eventos. É nesses roteiros que estamos ampliando aeroportos e estradas, fazendo sinalização turística, recuperando o patrimônio histórico e apoiando a construção de centros de eventos.

Em 2007, o Ministério do Turismo executou 99% do orçamento (R$ 1,7 bilhão). Desse total, R$ 1,1 bilhão foi para obras de infra-estrutura turística. A qualificação da mão-de-obra profissional e empresarial foi outra ação importante. Neste ano, vamos seguir essa linha de atuação. Nosso orçamento não pára de crescer desde 2003. Passou de R$ 127,1 milhões para R$ 1,744 bilhão. Em 2008, devemos ter R$ 2,4 bilhões.

Ao mesmo tempo, tivemos aumento da receita com visitantes estrangeiros no País. Em 2007, o Brasil recebeu US$ 4,953 bilhões em divisas vindas do turismo. Esse recorde histórico supera em 14,76% os US$ 4,316 bilhões registrados em 2006 – até então a melhor marca desde 1969. Colhemos o fruto das campanhas que a Embratur tem feito no exterior com foco no turista interessado em permanecer aqui por um período mais longo e, portanto, com um desembolso maior.

As ações do Ministério do Turismo, no plano doméstico, somadas ao aumento da promoção no exterior, colocam em prática o Plano Nacional do Turismo 2007- 2010. E o fato de sediarmos a Copa Mundial de Futebol em 2014 já nos permite sonhar com metas mais ambiciosas, capazes de ampliar a participação da indústria do turismo no PIB. Hoje, apenas 2,15% do PIB vem desse setor. Temos tudo para alcançar patamares ideais, como o da Espanha, onde o setor responde por cerca de 11% da produção da riqueza.

* Marta Suplicy – Ministra do Turismo

23/02/2008 - 10:56h Programa Viaja Mais Melhor Idade é ampliado

Marta Suplicy amplia turismo para idosos. O anuncio feito ontem em São Paulo é capa do Jornal da Tarde que circula no interior do Estado de São Paulo. Já o artigo sobre o tema no Diário de São Paulo não menciona nenhuma vez o Ministério de Turismo. O programa amplia para 36 destinos turisticos o crédito para o turismo da “melhor idade”.

Portal do Ministério de Turismo

Programa Viaja Mais Melhor Idade é ampliado São Paulo (22/02) – Depois de superar em 30% as metas fixadas para a primeira fase, com um saldo de nove mil pacotes vendidos, o Programa Viaja Mais Melhor idade começa agora uma nova etapa. Foi o que anunciou hoje, em São Paulo, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, ao apresentar as novidades do programa, cujas vendas começam na próxima segunda-feira (25). Serão 12 cidades de partida, 36 destinos e uma expectativa de venda de 50 mil pacotes, o que movimentará R$ 42,5 milhões.

“Nós pretendemos fidelizar o idoso e estimulá-lo a viajar até duas vezes por ano. Por isso, estamos ampliando a oferta de destinos e origens”, declarou a ministra, durante o lançamento da segunda fase do programa. Os pacotes turísticos diferenciados, voltados para atender às necessidades de aposentados e maiores de 60 anos, serão operados em períodos de baixa ocupação, como estratégia para fortalecer a atividade turística nos destinos.

A ministra ressaltou, ainda, a importância dos idosos procurarem as agências cadastradas. “As pessoas devem procurar as agências cadastradas no Vai Brasil e credenciadas para operar o programa. Somente essas agências estão preparadas e treinadas para oferecer atendimento diferenciado para esse público”, afirmou. Durante o lançamento, Marta Suplicy destacou outra novidade do programa. “Na segunda fase, os idosos que viajarem pelo Viaja Mais Melhor Idade terão a oportunidade de fazer uma avaliação do programa e apontar suas falhas, para que o ministério possa aperfeiçoar os pacotes e serviços para as próximas fases”, afirmou a ministra.

Os pacotes estarão disponíveis nas agências de viagem cadastradas pelo MTur ou no site, www.viajamais.com.br, a partir de segunda-feira (25). Os pacotes terão saídas para última semana de março. As viagens poderão ser realizadas até junho, quando termina esta etapa. Os interessados também podem conhecer os pacotes (aéreos ou rodoviários), que variam entre R$ 400,00 e R$ 3 mil, pelo telefone 0800-7707202, das 8h às 22h, todos os dias da semana.

Na primeira fase do programa, lançado em agosto de 2007, foram vendidos nove mil pacotes – 30% acima das projeções do MTur – com saídas de São Paulo e Distrito Federal para 12 destinos. O número de operadores parceiros do programa também cresceu de 13 para 25 e de agentes de viagem treinados e credenciados subiu de 890 para 2.500.

O Viaja Mais Melhor Idade é a primeira aplicação prática do Plano Nacional de Turismo 2007-2010, cujo foco é fortalecer o mercado interno do Turismo, trazendo inclusão social. O programa é desenvolvido pelo MTur, em parceria com a Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo), como parceiro operacional, a ABCMI (Associação Brasileira dos Clubes da Melhor Idade) e conta com o apoio da ABAV (Associação Brasileira das Agências de Viagens), Ministério da Previdência, Ministério do Trabalho, INSS, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Órgãos Estaduais de Turismo das Unidades da Federação, Projeto Vai Brasil, SEBRAE e SESC.

Lista das cidades de origens:

Rio Grande do Sul (Porto Alegre), Santa Catarina (Florianópolis), Paraná (Curitiba), São Paulo (São Paulo), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro), Espírito Santo (Vitória), Minas Gerais (Belo Horizonte), Distrito Federal (Brasília), Goiás (Goiânia), Pernambuco (Recife), Bahia (Salvador) e Amazonas (Manaus).

Lista das cidades de destinos:

Região Nordeste: Salvador (incluindo Costa do Sauípe), Maceió, Natal, Recife, Fortaleza, Porto de Galinhas, Aracaju, João Pessoa e São Luís (incluindo Lençóis Maranhenses).

Região Sul: Florianópolis, Foz do Iguaçu, Serra Gaúcha, Balneário Camboriú, Curitiba, Blumenau, Joinville e Thermas de Gravatal.

Região Sudeste: Araxá, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Angra dos Reis, Ouro Preto, Armação de Búzios, Campos do Jordão, Cidades Históricas, Petrópolis, Poços de Caldas, São Paulo, Vitória (incluindo Guarapari) e Paraty.

Região Norte: Manaus e Belém (incluindo Ilha de Marajó).

Região Centro-Oeste: Caldas Novas, Bonito, Pantanal e Brasília.

21/01/2008 - 08:37h Pacotes para aposentados e calendário escolar escalonado, propostas de Marta para incrementar turismo

VALOR

César Felício e Cristiane Agostine, de São Paulo

A quatro meses e meio da sua possível desincompatibilização para disputar a Prefeitura de São Paulo, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, tenta aumentar o poder político e a visibilidade de sua Pasta. A estratégia de Marta é dar um caráter social para as ações do ministério, hoje em dia um repassador de recursos para emendas parlamentares. Além de ampliar o programa de pacotes turísticos e diárias hoteleiras com preços especiais para idosos, a ministra agora planeja alterar o calendário das férias escolares, para diluir a alta temporada de julho nos meses de junho e agosto.
(mais…)

14/12/2007 - 22:53h Marta Suplicy discute Viaja Mais Trabalhador com centrais sindicais

Marta Suplicy discute Viaja Mais Trabalhador com centrais sindicais A ministra do Turismo, Marta Suplicy, reuniu-se na tarde desta sexta-feira, em São Paulo, com sindicalistas de cinco centrais brasileiras: CUT, Força Sindical, UGT, CGTB e NCST. O objetivo do encontro foi discutir propostas para fomentar viagens de trabalhadores brasileiros pelo país, e também o intercâmbio de viagens dos Estados Unidos para o Brasil, e vice-versa.

Este foi o primeiro encontro com as centrais sindicais brasileiras, e acontece já como resultado de uma conversa, nos EUA, da ministra com Stanley Gacek, representante da AFL-CIO (Federação Americana do Trabalho e Congresso das Organizações Industriais). Maior central sindical americana, a AFL-CIO também tem interesse em promover viagens de lazer entre trabalhadores.

A idéia é incentivar o turismo de lazer durante a baixa ocupação, estratégia que se soma à do Viaja Mais Melhor Idade, programa voltado às viagens para pessoas com 60 anos ou mais.

(mais…)

14/12/2007 - 22:49h Marta Suplicy discute Viaja Mais Trabalhador com centrais sindicais

Marta Suplicy discute Viaja Mais Trabalhador com centrais sindicais A ministra do Turismo, Marta Suplicy, reuniu-se na tarde desta sexta-feira, em São Paulo, com sindicalistas de cinco centrais brasileiras: CUT, Força Sindical, UGT, CGTB e NCST. O objetivo do encontro foi discutir propostas para fomentar viagens de trabalhadores brasileiros pelo país, e também o intercâmbio de viagens dos Estados Unidos para o Brasil, e vice-versa.

Este foi o primeiro encontro com as centrais sindicais brasileiras, e acontece já como resultado de uma conversa, nos EUA, da ministra com Stanley Gacek, representante da AFL-CIO (Federação Americana do Trabalho e Congresso das Organizações Industriais). Maior central sindical americana, a AFL-CIO também tem interesse em promover viagens de lazer entre trabalhadores.

A idéia é incentivar o turismo de lazer durante a baixa ocupação, estratégia que se soma à do Viaja Mais Melhor Idade, programa voltado às viagens para pessoas com 60 anos ou mais.

Lançado este ano, o Viaja Mais Melhor Idade obteve bons resultados em sua primeira fase: a meta era vender 7 mil pacotes, e o mercado comercializou 9 mil. “Agora que temos uma economia estabilizada, com aumento da massa salarial, está na hora de o governo, entidades de trabalhadores e empresários pensarem em suprir essa falta no Brasil, ou seja, criar a cultura de lazer para os nossos trabalhadores”, explicou a ministra aos sindicalistas.

Uma primeira sugestão desse encontro entre a ministra e as centrais sindicais brasileiras foi a utilização da infra-estrutura das colônias de férias dos sindicatos filiados, quando ociosas, na baixa ocupação. A mesma proposta de se pensar na estrutura já existente também será dirigida à central norte-americana.

Os representantes das centrais brasileiras explicaram à ministra que existem acomodações para trabalhadores de diversos segmentos econômicos – do mais simples ao mais confortável.

Em fevereiro de 2008 acontecerá a próxima reunião, quando as centrais deverão apresentar o levantamento dos leitos existentes nas colônias de férias de trabalhadores, além de propostas para incrementar o programa.

“É importante essa primeira ação de conversas com as centrais sindicais para fazermos o planejamento conjunto, ou seja, a preparação de uma proposta que venha resultar em ofertas de viagens atraentes para trabalhadores brasileiros e americanos”, explicou Marta.

“Consideramos também muito importante essa preocupação em se criar a cultura de lazer entre os trabalhadores brasileiros”, afirmou Denise Motta Dau, secretária nacional de organização da CUT. “A proposta de unir o esforço das centrais brasileiras com a norte-americana é bastante interessante e deve baratear custos”, acrescentou Marcos José Bulgarele, diretor do Sindicato dos Aposentados, ligado à Força Sindical.

Para João Pedro Apolinário, tesoureiro do Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de São Paulo), o encontro com a ministra foi proveitoso: “a gente já vislumbra a oportunidade de fazer um planejamento de viagens para o exterior, beneficiando o relacionamento de trabalhadores e permitindo o conhecimento de diferentes realidades”.

VIAJA MAIS MELHOR IDADE – Depois do encontro com os sindicalistas, a ministra Marta Suplicy participou no Novotel Center Norte, também em São Paulo, de um encontro com grupos da terceira idade, organizado pelo Ministério do Turismo e Braztoa, para aproximar o público final das ações no planejamento da próxima fase do programa, a partir de março de 2008.

12/12/2007 - 11:52h Mais pacotes no turismo do idoso

Governo vai incorporar 12 Estados ao programa, criar 12 destinos e credenciar outras 1.529 agências


Jornal da Tarde – JT

CHARLISE MORAIS, charlise.morais@grupoestado.com.br

O programa Viaja Mais Melhor Idade – que permite aos aposentados viajar em condições facilitadas – será ampliado. A ministra do Turismo, Marta Suplicy, anunciou ontem que, a partir de março de 2008, quando terá início a segunda fase do programa, os pacotes turísticos terão 12 destinos a mais, passando de 23 para 35. O número de localidades de origem das viagens e o número de operadoras e agências turísticas que organizam e vendem os roteiros também vai aumentar.

(mais…)

12/12/2007 - 11:41h Mais pacotes no turismo do idoso

Governo vai incorporar 12 Estados ao programa, criar 12 destinos e credenciar outras 1.529 agências


Jornal da Tarde – JT

CHARLISE MORAIS, charlise.morais@grupoestado.com.br

O programa Viaja Mais Melhor Idade – que permite aos aposentados viajar em condições facilitadas – será ampliado. A ministra do Turismo, Marta Suplicy, anunciou ontem que, a partir de março de 2008, quando terá início a segunda fase do programa, os pacotes turísticos terão 12 destinos a mais, passando de 23 para 35. O número de localidades de origem das viagens e o número de operadoras e agências turísticas que organizam e vendem os roteiros também vai aumentar.

Os 12 novos destinos ainda não foram definidos pelo Ministério do Turismo, mas irão proporcionar maior diversidade de roteiros aos beneficiados do programa.

Na primeira fase do Viaja Mais, as viagens tinham como ponto de partida o Estado de São Paulo e o Distrito Federal. Mas, a partir de março, os pacotes terão como origem também os Estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia e Amazonas.

“Em 2008, nossa meta é atingir a marca de 50 mil pacotes vendidos”, disse a ministra. Para isso também serão ampliados o número de operadores turísticos que organizam os pacotes – dos atuais13 para 25. Já as agências, que vendem as viagens, ganharão um reforço, passando de 971 para 2.500.

O programa

O Viaja Mais Melhor Idade é um programa do Ministério do Turismo que permite aos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) adquirir pacotes de viagem em período de baixa temporada, a destinos nacionais predefinidos e pagar as despesas por meio do crédito consignado – descontado diretamente do benefício – em até 12 vezes. Os juros são de 0,75% a 0,95% ao mês. Mas, para isso, o aposentado não pode comprometer mais do que 30% do rendimento mensal.

Para viajar pelo programa , o interessado deve ligar para o telefone 0800-7707202 ou acessar o site www.viajamais.com.br e escolher a agência credenciada mais próxima. Depois é só comparecer na agência com RG, CPF, comprovante de endereço e de renda (original e cópia) e escolher entre os pacotes oferecidos. O valor máximo da viagem para financiar pelo crédito consignado é de R$ 3 mil.

Mas não serão apenas os aposentados e pensionistas que serão beneficiados. Quem não quiser viajar pelo programa e tiver acima de 60 anos também terá a chance de pagar menos em época de baixa temporada. A ministra Marta Suplicy assinou um acordo com a associações hoteleiras, de resorts e de bares, restaurantes e similares para oferecer descontos de até 50% no preço das tarifas cobradas nesses locais ao público dessa faixa etária, também durante o período de baixa ocupação.

“Nossa expectativa é que a partir de março de 2008, início do período de baixa ocupação, tenhamos a adesão de mil hotéis. A meta é chegarmos a setembro com mais de 2,5 mil meios de hospedagens oferecendo vantagens para o público da terceira idade” afirmou Marta.

O QUE MUDA NO VIAJA MAIS MELHOR IDADE

Os destinos dos pacotes turísticos serão ampliados dos atuais 23 para 35 – serão inseridos mais 12 destinos para as viagens

As localidades de origem, que atualmente são apenas duas (São Paulo e Distrito Federal) passarão a ser 12, com a inclusão dos Estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia e Amazonas

Serão incluídas mais 12 operadoras de turismo para organizar os pacotes de viagem, passando de 13 para 25

1.529 novas agências de turismo serão incluídas para vender os pacotes. Passam das atuais 971 para 2.500 em 2008

11/12/2007 - 19:56h Ministério do Turismo amplia benefícios para a Melhor Idade

Marta Suplicy assina novo acordo com o setor da hotelaria e apresenta resultados da primeira fase do programa Viaja Mais Melhor Idade

Ministério do Turismo amplia benefícios para a Melhor Idade

Brasília – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, assinou hoje (11) acordo com a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), Associação Brasileira de Resorts (ABR) e Federação Nacional de Bares, Restaurantes, Hotéis e Similares (FNHRDS) para oferecer descontos de 50% no preço praticado nas tarifas cobradas do público da Melhor Idade, durante a baixa ocupação. “Nossa expectativa é que a partir de março de 2008, início do período de baixa ocupação, tenhamos a adesão de mil hotéis. A meta é chegarmos a setembro com mais 2,5 mil meios de hospedagens oferecendo vantagens para o público da terceira idade”, afirmou Marta Suplicy.
(mais…)

11/12/2007 - 19:48h Ministério do Turismo amplia benefícios para a Melhor Idade

Ministério do Turismo amplia benefícios para a Melhor Idade Marta Suplicy assina novo acordo com o setor da hotelaria e apresenta resultados da primeira fase do programa Viaja Mais Melhor Idade

Brasília – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, assinou hoje (11) acordo com a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), Associação Brasileira de Resorts (ABR) e Federação Nacional de Bares, Restaurantes, Hotéis e Similares (FNHRDS) para oferecer descontos de 50% no preço praticado nas tarifas cobradas do público da Melhor Idade, durante a baixa ocupação. “Nossa expectativa é que a partir de março de 2008, início do período de baixa ocupação, tenhamos a adesão de mil hotéis. A meta é chegarmos a setembro com mais 2,5 mil meios de hospedagens oferecendo vantagens para o público da terceira idade”, afirmou Marta Suplicy.

A tarifa 50% menor é um benefício que se somará aos já concedidos no Viaja Mais Melhor Idade, que será ampliado. O programa ultrapassou em 30% a meta estabelecida para a primeira fase, atingindo o total de 9 mil pacotes vendidos a pessoas com 60 anos ou mais, entre setembro e novembro, proporcionando um faturamento de R$ 7,65 milhões para o mercado de turismo no Brasil. O anúncio dos resultados foi feito pela ministra durante a abertura da 19ª reunião do Conselho Nacional de Turismo (CNT), realizada em Brasília.

Quando lançado, em setembro último, a expectativa inicial do Ministério do Turismo era de o mercado comercializar 7 mil pacotes no Viaja Mais Melhor Idade a preços reduzidos em períodos de baixa ocupação. Aposentados e pensionistas do INSS contaram com crédito consignado e juros abaixo de 1% para viajar a partir de São Paulo e Distrito Federal para 23 destinos. Em 2008, os benefícios do crédito consignado e dos juros baixos vão continuar, mas serão realizadas saídas a partir de 12 capitais.

As viagens do programa, a partir de março de 2008, terão origem, além de São Paulo e Distrito Federal, nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia e Amazonas.

Para a ministra do Turismo, o programa veio para ficar e está cumprindo seus objetivos de aumentar a movimentação nos destinos turísticos nos períodos de baixa ocupação e promover a inclusão social dos idosos “O Viaja Mais é não é um programa de ocasião, ele veio para ficar. Programas de estímulo a viagens de idosos já existem em outros países e eles tiveram dificuldades durante a implantação. No nosso caso, tivemos sucesso muito rapidamente”.

Em 2007, o programa começou oferecendo 14 cidades como destinos para viagens, e passou, ainda na primeira etapa, para 23. A partir de março de 2008, serão 35 cidades, proporcionando mais diversidade de roteiros aos beneficiados das condições especiais do Viaja Mais.

O objetivo, para 2008, é vender 50 mil pacotes, o que representa um incremento de quase cinco vezes em relação ao total das viagens realizadas nos três primeiros meses do Viaja Mais Melhor Idade, neste ano. Com esse avanço, os próximos passos do programa vão proporcionar um acréscimo relevante no faturamento das empresas de turismo.

Considerando o preço médio das viagens na primeira fase, ao redor de R$ 850 (incluindo passagens aéreas e rodoviárias, hospedagem, passeios, deslocamento e seguro-viagem), o mercado em potencial na próxima etapa é estimado em R$ 42,5 milhões. Esse cálculo não contabiliza o impacto gerado no comércio em geral das cidades visitadas.

A ampliação do Viaja Mais Melhor Idade também resultará em maior participação da cadeia dos serviços turísticos no País. Em vez de 13 operadores, a segunda etapa contará com 25 empresas que organizam os pacotes turísticos para atrair os idosos. Da mesma forma, o número de agências, que comercializam as viagens junto ao consumidor final, saltará de 971, na primeira fase, para 2.500.

11/12/2007 - 17:54h Viaja mais, melhor idade


Mercado Aberto

Folha de São Paulo

guilherme.barros@uol.com.br

BAGAGEM

Marta Suplicy anuncia hoje a ampliação do programa Viaja Mais Melhor Idade, do Ministério do Turismo. O programa teve 9.000 pacotes vendidos a pessoas com mais de 60 anos de setembro a novembro. A nova meta é vender 50 mil pacotes.

11/12/2007 - 17:45h Viaja mais, melhor idade


Mercado Aberto

Folha de São Paulo

guilherme.barros@uol.com.br

BAGAGEM

Marta Suplicy anuncia hoje a ampliação do programa Viaja Mais Melhor Idade, do Ministério do Turismo. O programa teve 9.000 pacotes vendidos a pessoas com mais de 60 anos de setembro a novembro. A nova meta é vender 50 mil pacotes.

14/10/2007 - 12:06h Marta põe fé no turismo religioso

INFRA-ESTRUTURA
Círio interessa à ministra, que também está de olho no Fórum Social

BRASÍLIA
Da Sucursal – O Liberal

O Círio deste domingo terá uma obervadora atenta e duplamente interessada: Marta Suplicy.

Como ministra do Turismo, ela poderá avaliar melhores condições de infra-estrutura para o conforto dos peregrinos e dos turistas que participam da festa. Como turista, confessa que realizará um sonho, porque, segundo afirma, sempre teve curiosidade de conhecer a maior manifestação de fé do povo paraense e uma das maiores romarias do País.

Buscar incentivos para o turismo religioso – que inclui eventos como o Círio – é mais um desafio da titular a pasta de Turismo, que há pouco mais de seis meses passou a compor o ministério do governo Lula.

Em entrevista aos repórteres Thiago Vilarins e Raquel Eltermann, Marta Suplicy destaca que o Pará tem um rico potencial turístico do ponto de vista religioso, cultural e ambiental. Entretanto, com os poucos recursos de que dispõe o ministério, o estímulo à exploração dessas potencialidades turísticas deve ocorrer em parceria com o governo do Estado, com apoio do Poder Legislativo.

Para tanto, no mês passado a ministra se reuniu com a bancada federal paraense, para atrair recursos das emendas parlamentares individuais e de bancada para o seu projeto de investimento no turismo do Pará, orçado em R$ 115 milhões. Ainda sem retorno, a ministra afirma que a receptividade dos parlamentares foi muito boa.

Quanto a políticas públicas do Ministério do Turismo para o desenvolvimento do Estado, ela cita duas ações. A primeira é a escolha de Belém e Santarém como destinos do programa ‘Viaja Mais, Melhor Idade’ – que concede incentivos para que os aposentados e pensionistas possam conhecer o País, no período de baixa ocupação. A outra é o investimento de R$ 170 milhões que deverão ser aplicados em Belém para dar infra-estrutura na capital para receber o Fórum Social Mundial, em janeiro de 2009.

‘Havendo sucesso no Fórum, Belém fica com capacidade para sediar a Copa de 2014′, destaca.

A seguir, a entrevista.

Um dos principais projetos da sua gestão, o ‘Viaja Mais, Melhor Idade’, inclui entre os destinos turísticos cidades do Estado do Pará. O programa tem como finalidade trazer, através do turismo, desenvolvimento para estas regiões?

Escolhemos 65 destinos prioritários para investimentos no programa. No Pará, temos Belém e Santarém.

Um dos critérios para a escolha dos destinos é o impacto para o desenvolvimento da região. Os primeiros resultados serão apresentados somente em dezembro. Está no começo, ainda é novidade e as pessoas não estão habituadas. Sei que não será do dia para a noite, será aos poucos, mas é um programa que veio para ficar.

Nos países que já adotam turismo para a terceira idade em baixa temporada, os subsídios do governo chegam a até 70% nos preços praticados. Chile, França e Espanha também começaram de forma tímida e hoje, sete anos após a implantação, a Espanha movimenta 1 milhão de pessoas. No Chile, os idosos já viajam duas vezes por ano. Hoje, contamos com os recursos do FAT para esse programa, mas o presidente Lula quer ampliar para o pessoal da ativa.

É uma questão de mudar a cultura do brasileiro. Hoje, as pessoas têm melhor poder aquisitivo, mas ainda não incorporaram que podem gastar esse dinheiro em viagens. Quando você tiver 80 anos, não vai se lembrar da geladeira que comprou aos 65 anos, mas vai lembrar de ter ido ao mercado de Belém.

A senhora tem apresentado para todas as bancadas do Congresso os programas de investimentos para cada Estado. Essa iniciativa é uma tentativa de angariar recursos via emendas parlamentares, já que há um vácuo financeiro no Ministério do Turismo. Como está sendo a receptividade dos parlamentares, em especial da bancada do paraense?

É uma iniciativa que vai gerar qualificação profissional na área de marketing, de eventos.

Belém vai precisar de investimentos financeiros bastante fortes para sediar o Fórum Social Mundial. O Ministério trabalha com os recursos das emendas (parlamentares). Eles (os deputados) nunca haviam tido essa experiência de um ministro chegar lá com um caderno preparado com as ações necessárias para investimentos nos seus Estados. A receptividade foi muito boa, eles têm aceitado muito bem e têm contribuído.

Quanto é o investimento previsto para o Estado do Pará?

São R$ 115 milhões para os deputados colocarem em emendas para o turismo. Somente para o Fórum devem ser investidos R$ 170 milhões em Belém. A governadora (Ana Júlia Carepa) já tem todo o planejamento e, havendo sucesso no Fórum, Belém fica com capacidade para sediar a Copa de 2014. Nosso objetivo é focar em hospedagem. Pretendemos estimular albergues e casas hospedeiras que aluguem quartos aos turistas. Para isso, pretendemos adotar o modelo europeu, no qual o governo estipula um critério mínimo como tamanho do quarto, padrão de banheiros, com a colocação de bandeirinhas que identifiquem que aquele local é disponível para hospedagem no padrão mínimo estabelecido. Além disso, serão trazidas redes de hotéis com bandeiras internacionais. Esses investimentos servem para o Fórum Mundial, para a Copa, mas também para o estímulo do turismo do próprio Círio.

Fora os investimentos decorrentes do Fórum Social Mundial, quais outros projetos estão programados para estimular o turismo no Pará?

O Pará tem muitas belezas naturais. Conversei com a ministra Marina Silva, e temos como prioridade o turismo em parques nacionais. Segundo a Marina, com R$ 3,9 milhões, podemos investir na conservação e preservação do Parque Nacional da Amazônia, em Itaituba. Esse é o turismo do século XXI, turismo de águas, de natureza, o turismo da não poluição. E o Pará sai ganhando, disparado, nesse ponto.

É a primeira vez que a senhora participa do Círio? Está indo a Belém como turista ou ministra do Turismo?

Sim, é a primeira vez. Estou indo como ministra, para ter um olhar do que a gente pode fazer para criar condições melhores para os peregrinos e para os turistas. Agradeço o convite da governadora e me sinto muito honrada. Conhecer o Círio de Nazaré é a realização de um sonho. Eu tenho muita curiosidade. O turismo religioso deverá ser ainda mais incentivado oferecendo-se maior conforto aos romeiros, com maior infra-estrutura, oferecendo mais banheiros. O Ministério do Turismo tem que estar atento a isso. É uma cultura, um jeito de viver da população e é impressionante o envolvimento da população paraense na preparação do Círio. Eu nuca tinha visto isso. A manifestação da espiritualidade, da religiosidade são as principais características nossas. Tem quem participa pela fé, e quem vai pelo movimento, que é absolutamente espontâneo, fruto da cultura popular. O Ministério do Turismo vai entrar nessa ação importantíssima para as cidades que recebem os turistas, buscando com o governo do Estado o que será necessário para estruturar a cidade também para o Fórum Social Mundial.

07/10/2007 - 11:10h FEIRA DAS AMÉRICAS

TURISMOS RODOVIÁRIO E RECEPTIVO SÃO DESTAQUES

O evento, promovido pela Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens), acontecerá entre os dias 24 e 27 de outubro, no Rio de Janeiro. Mais de 700 empresas participarão da feira (www.abav.com.br), cujos principais chamarizes serão o turismo rodoviário -que ganhou importância com a crise aérea- e o receptivo, pouco difundido no país. As agências poderão ainda se cadastrar no programa “Viaja Mais Melhor Idade”, lançado pelo Ministério do Turismo.

07/10/2007 - 11:07h Turismo busca novos rumos para driblar potencial crise

Segmentos como viagens rodoviárias e corporativas ganham destaque

Patrícia Stavis/Folha Imagem

A agência Quickly Travel estendeu o atendimento de viagens para as de incentivo

MARIA CAROLINA NOMURA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A desvalorização do dólar e as seqüelas do caos aéreo deixaram os donos de agências de viagens reticentes. É o que aponta estudo feito pela Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens), em setembro, com 60 agências de todo o país.
De acordo com o levantamento, 77% dos empresários temem que a crise ainda possa prejudicá-los no final do ano, a principal temporada do setor.
Não só as agências estão descontentes. A desvalorização cambial praticamente esvaziou hotéis e pousadas no Brasil. “Com o dólar baixo, as pessoas preferem ir para o exterior”, atesta Elizabeth Wada, professora de hospitalidade da Universidade Anhembi Morumbi.
Para amenizar os impactos da baixa do dólar, o Ministério do Turismo anunciou medidas que desoneram a rede hoteleira (como redução de imposto) e um programa que visa estimular viagens de pessoas com mais de 60 anos a custo menor.
Nas agências, empresários também têm buscado soluções: o turismo rodoviário, em cruzeiros e o corporativo são as principais apostas de diversificação, bem como resorts e hotéis próximos a São Paulo.
“Os executivos não deixam de viajar a trabalho. Em breve, todos os hotéis próximos aos grandes centros terão salas para reuniões e convenções. Há mais facilidade de transporte”, afirma Elizabeth Wada.
Há dois anos no mercado, Juliana Buccieri, proprietária da BL1 Turismo, especialista em turismo marítimo, comenta que muitas empresas chegam a fretar navios. “As convenções podem durar dias”, conta.
A empresária diz que é possível lucrar mais ao conciliar as viagens corporativas com as de lazer em um único pacote. “Enviarei, para um evento de surfe em Fernando de Noronha, funcionários de uma empresa e seus familiares.”

Novos rumos
Outra saída para as pequenas agências é a especialização em mercados como ecoturismo, terceira idade e turismo GLS (leia mais na pág. 3), segundo Leonel Rossi Jr., diretor de assuntos internacionais da Abav.
Denise Torello, professora do Senac-SP, faz coro. “Mas é preciso se preparar para atender exigências que não fazem parte de seu nicho”, ressalva.

02/10/2007 - 13:34h Pronunciamento da Ministra do Turismo, Marta Suplicy

01/10/2007 - 23:47h Pronunciamento da Ministra do Turismo, Marta Suplicy

Boa noite!

Acabamos de comemorar o dia mundial do turismo, e quero dar parabéns aos milhões de trabalhadores e milhares de empresários e empresárias do setor.

São essas pessoas que contribuem no seu dia-a-dia para fazer do turismo uma alavanca poderosa no desenvolvimento e na geração de empregos deste nosso imenso e abençoado Brasil.

Desde 2003, quando foi criado o Ministério do Turismo, aumentou muito a chegada de turistas estrangeiros no Brasil. Esse ano vamos atingir a marca recorde de 9 bilhões de reais em divisas que eles trazem para o nosso país. E o Governo Federal está implementando agora o Plano Nacional de Turismo, com investimentos pesados, que
visam gerar 1.700.000 novos empregos no setor até 2010. Os objetivos do governo com esse plano são: fortalecer o turismo interno e promover a inclusão social.

O lazer é um direito, e uma necessidade para o ser humano. Por isso o Ministério do Turismo lançou o programa Viaja Mais Melhor Idade, para que as operadoras e agências de turismo ofereçam pacotes a preços promocionais para quem tem mais de 60 anos. Quem trabalhou duro a vida toda merece agora usufruir desse direito, e vamos unir o útil ao agradável, o governo dá a oportunidade a quem nunca pode viajar e essas viagens ajudam a manter o turismo forte e emprego o ano inteiro, e não apenas nas férias.

Quem mora no estado de São Paulo e no Distrito Federal já pode comprar os pacotes. É só ligar para 0800 77 07 202 e terá as informações.

A partir do ano que vem, esses pacotes que são para os períodos de baixa ocupação serão vendidos em todo o Brasil, e também serão lançados programas de viagem para trabalhadores e para estudantes, e esses programas não são de ocasião, eles vêm para ficar.

As ações do Governo Federal tem ajudado a melhorar a vida das pessoas, cerca de 6 milhões de brasileiros saíram da pobreza absoluta, mais de 8 milhões de empregos foram criados, a maioria com carteira assinada, permitindo mais recursos para previdência e sobretudo uma vida mais digna. A renda da população aumentou e o consumo também.

O que pretendemos é que o direito ao lazer, a viajar , a conhecer o Brasil e a passear passe a fazer parte da cultura de consumo do brasileiro, e assim ajudar a fortalecer a musculatura do turismo interno.

Dessa forma estaremos construindo o Brasil que todos nós almejamos, estaremos construindo o futuro.

Muito obrigada.

01/10/2007 - 11:41h A política para o idoso

O Dia Internacional do Idoso, lembrado hoje, presta-se a uma reflexão importante sobre essa faixa etária da população favorecida por um conjunto de avanços em diferentes áreas que contribui para um aumento acelerado da expectativa de vida. As conquistas fazem com que, hoje, 10% da população brasileira, o equivalente a 19 milhões de pessoas, tenha mais de 60 anos. É para esse contingente que o país precisa se preparar para assegurar maior bem-estar e mais confiança no futuro.

Iniciativas recentes, como a aprovação do Estatuto do Idoso, que está completando três anos, consolidaram no papel algumas conquistas que precisam ser cada vez mais postas em prática no cotidiano de quem tem mais idade. Entre os 118 artigos desse dispositivo inovador, estão a garantia à vida, ao alimento, à saúde, à habitação, ao lazer, ao transporte, à previdência e à assistência social, que num país desigual como o Brasil não estão indistintamente ao alcance de todos os que já alcançaram a terceira idade. Democratizá-los é uma tarefa que precisa envolver toda a sociedade.

Numa série de reportagens publicada até o último sábado, Zero Hora demonstrou que esse segmento da população não tem visibilidade apenas nas estatísticas oficiais. Cada vez mais, os idosos querem ocupar espaços em diferentes áreas de atividades, buscando valorização e contribuindo com um peso decisivo na área econômica.

A sociedade e o poder público precisam dar respostas na mesma velocidade com que essa tendência se consolida. As iniciativas devem levar em conta sobretudo a necessidade de o país contar com uma Previdência Social equilibrada sob o ponto de vista de receita e despesa, que possa enfrentar sem abalos o impacto desse fenômeno demográfico. Editorial de Zero Hora

05/09/2007 - 11:44h Governo lança pacote de turismo; setor vê timidez

Medidas incluem crédito consignado para viagem e incentivo tributário a hotéis

Agências elogiam iniciativa, mas afirmam que não irá recuperar perdas com o apagão aéreo; hotelaria diz que ganhou “centavos”

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Folha de São Paulo (para assinantes)

O governo quer incentivar o turismo de idosos em períodos de baixa temporada usando o crédito consignado. A iniciativa anunciada ontem pela ministra Marta Suplicy (Turismo) pretende aumentar a ocupação dos hotéis. Também foi divulgada a ampliação do programa de benefícios tributários para o segmento. O setor diz, porém, que as iniciativas serão insuficientes para reverter os estragos causados pela crise aérea.
O programa “Viaja Mais” foi lançado como um das principais iniciativas para o setor no segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Para a ministra, a ação vai permanecer “nos próximos governos, por várias décadas”. A ação começa com vendas em São Paulo e Brasília e, segundo o governo, os pacotes já podem ser encontrados em agências de turismo.
Governo e operadoras prometem pacotes com preços mais baixos que a média. O desconto viria por causa das vendas na baixa estação. A maioria deve ter embarques entre agosto e meados de novembro ou entre março e junho.
Além do preço, o pagamento pode ser parcelado, com juros, em até 12 vezes, e a prestação, descontada no benefício da Previdência Social, o chamado crédito consignado. A modalidade já é usada pelas financeiras -que oferecem crédito pessoal- e pelo varejo -principalmente de eletrodomésticos. A concorrência não preocupa Marta: “Não queremos competir com os eletrodomésticos. Mas imagina se uma aposentada de 75 anos vai se lembrar de uma geladeira que comprou ou de uma grande viagem”.
Em São Paulo, o governo acredita ser possível incluir até 800 mil novos viajantes aos 2,4 milhões de turistas paulistas com mais de 60 anos. Segundo Marta, esse grupo deixa de viajar atualmente porque não tem estímulo ou financiamento.
O presidente da Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagem), João Martins Neto, elogia a iniciativa. “Vai ter impacto positivo, é uma ação inteligente. Mas não vai ser isso que vai cobrir os prejuízos” com a crise aérea.
Já o ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou medidas tributárias para o setor hoteleiro, como a devolução mais rápida de créditos. As medidas nessa área foram consideradas tímidas pelos hoteleiros. “Pedimos uma ajuda, mas só conseguimos tirar uns dois centavos da Receita Federal”, disse o presidente da Abih (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis), Erardo da Cruz.

04/09/2007 - 09:48h Fazer a roda girar

TENDÊNCIAS/DEBATES FOLHA DE SÃO PAULO


MARTA SUPLICY

O potencial turístico do Brasil é imenso, mas subaproveitado, por falta de políticas permanentes de estímulo à atividade

A FRANÇA e a Espanha recebem milhões de turistas estrangeiros todos os anos. Isso é muito bom para a economia desses países. Mas não é isso que assegura a eles a condição de potências turísticas. O que garante esse status é a estratégia de investir no turismo interno, mantendo o mercado aquecido, preservando os empregos e a musculatura da atividade. E isso é feito por meio de vigorosos investimentos em programas de turismo social, dirigidos a aposentados, trabalhadores e jovens, nos períodos de baixa ocupação.

O “Cheque Vacance”, carro-chefe da política social de turismo na França, assegurou, em 2005, um movimento financeiro de aproximadamente 1 bilhão de euros. O “Cheque Vacance” é distribuído para 2,5 milhões de pessoas e beneficia 7 milhões de turistas.

A Espanha investe a cada ano 75 milhões de euros para garantir programas de turismo a mais de um milhão de idosos. Para cada euro investido, retornam aos cofres públicos 1,7 euros por meio de impostos arrecadados. Esse investimento assegura a criação de 10 mil novos empregos nos períodos de baixa ocupação.

Há sete anos, o vizinho Chile lançou o programa Vacaciones Tercera Edad. Pesquisas do Serviço Nacional de Turismo do Chile mostram que a saúde dos idosos melhorou, o grau de satisfação é de 98,66%, houve incremento do turismo na baixa ocupação, aumentou o número de empregos e melhorou a infra-estrutura turística.

Foi baseado em exemplos assim que o Ministério do Turismo decidiu criar o programa Viaja Mais – Melhor Idade. Não se trata de inventar a roda, mas de fazer a roda girar.

O potencial turístico do Brasil é imenso, mas subaproveitado, por falta de políticas permanentes de estímulo à atividade. Os países em que a atividade turística é forte e consolidada possuem estratégias para os períodos de baixa ocupação. E é isso que pretendemos estimular com o programa Viaja Mais, que começa agora com a versão Melhor Idade, mas que será ampliado com pacotes para trabalhadores, estudantes e outros segmentos da sociedade.

O Brasil possui aproximadamente 17 milhões de habitantes com mais de 60 anos de idade. Desses 17 milhões, cerca de 4 milhões vivem no Estado de São Paulo, maior mercado emissor de viagens para o mercado interno.

Segundo estudo realizado pelo Ministério do Turismo em parceria com a Fipe, desses 4 milhões, 1,6 milhão viajam regularmente. Dos 2,4 milhões que não têm o hábito de viajar, 800 mil não o fazem por falta de estímulo e condições de financiamento.

Portanto, somente no Estado de São Paulo, somando aqueles que já viajam com os que podem vir a fazê-lo com estímulo e crédito, o público potencial do Viaja Mais – Melhor Idade é de 2,4 milhões de turistas.

Mas o sucesso de um programa assim depende de um trabalho continuado, permanente e bem estruturado para implantar uma mudança na cultura de consumo do brasileiro. Não se trata de competir com o celular ou com o eletrodoméstico. Mas, sim, de agregar na cesta de consumo, a preços bem acessíveis, um produto tido como nobre.

Os pacotes do Viaja Mais – Melhor Idade variam de três a oito dias, a preços promocionais e contam com a facilidade do crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS, com juros abaixo de 1% ao mês. Isso foi possível porque conseguimos recursos do FAT para financiar os pacotes. Não há nada mais justo que o Fundo de Amparo ao Trabalhador financiar viagens para quem trabalhou a vida inteira e nunca teve a oportunidade de conhecer o Brasil.
Além de financiar viagens, os recursos do FAT vão ajudar a gerar emprego e renda nos destinos que receberão os turistas da Melhor Idade.
O programa Viaja Mais – Melhor Idade veio para ficar. Será progressivamente implantado em todo o país. Neste ano, os mercados emissores serão o Estado de São Paulo e o Distrito Federal. São Paulo, por ser responsável por 35,4% das passagens emitidas no Brasil. Brasília, por sua centralidade, facilitando roteiros para o Centro-Oeste, o Norte e o Nordeste.

A partir do ano que vem, novos mercados emissores serão agregados.
Porém, todas as regiões do país já estão sendo beneficiadas nessa primeira fase como destino das viagens. Em todo o país, o Viaja Mais vai gerar empregos e oportunidades.

Os hotéis de todo o Brasil estão de portas abertas e preparados para receber os turistas da Melhor Idade. Pouco a pouco, tenho certeza, vamos conseguir mostrar ao consumidor que gastar com viagens é tão ou mais importante que trocar o eletrodoméstico ou o celular.

O Ministério do Turismo garante: viajar faz bem à saúde, faz bem à alma, faz bem à economia e faz bem à geração de empregos.


MARTA SUPLICY, 62, é ministra do Turismo. Foi prefeita da cidade de São Paulo pelo PT (2001-2004).

26/08/2007 - 19:58h Viaja Mais – Melhor Idade

Portal O Globo

Viagens para aposentados custam a partir de R$ 400 com juros inferiores a 1%

O Globo Online

RIO – Na segunda-feira, dia 27, chegam ao mercado os pacotes do programa Viaja Mais – Melhor Idade. O programa é voltado aos aposentados e oferece pacotes turísticos em períodos de baixa ocupação a preços populares, com a possibilidade de serem parcelados em até 12 meses, com crédito consignado (desconto em folha no pagamento do benefício do INSS). Os preços dos pacotes do Viaja Mais variam, partindo de R$ 400 (rodoviário) e R$ 600 (aéreo). Os roteiros podem ter valor parcelado em até 12 meses, com possibilidade de carência de até 180 dias. Os juros são inferiores a 1%, pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil.

Quem tem mais de 60 anos, mas não é beneficiado pelo INSS também terá a oportunidade de viajar. O Ministério do Turismo está negociando parcerias com outras instituições para viabilizar estas possibilidades. Da mesma forma, o programa contempla os aposentados que ainda não completaram 60 anos, já que a regulamentação do crédito consignado não limita a liberação à idade do usuário.

Inicialmente, as saídas serão de São Paulo e Brasília, para 14 destinos


Nesta fase inicial do programa, os pacotes terão saídas de Brasília e São Paulo para Manaus (AM), Belém (PA), Salvador (BA), Maceió (AL), Fortaleza (CE), Natal (RN) e Caldas Novas (GO). Também para Ilhéus (BA), Recife (PE), Serra Gaúcha (RS), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Cidades Históricas (MG) e Balneário Camboriú (SC). Os pacotes têm embarques previstos de setembro a novembro de 2007, conforme o destino (vale lembrar que o programa prioriza a oferta de destinos durante a baixa temporada). A segunda fase do programa será lançada em março de 2008.

Os 14 destinos foram escolhidos por terem sido considerados mais preparados para receber o público da Melhor Idade. Além disso, são destinos contemplados por ações do Programa de Regionalização do Turismo, que visa a estruturação de 65 destinos turísticos com padrão de qualidade internacional. ( conheça mais detalhes do programa )

Outros critérios como os níveis de sazonalidade na baixa ocupação também foram levados em conta. Segundo o ministério, os destinos foram validados também pelo mercado, que considerou fatores como atratividade, disponibilidade e estrutura dos serviços oferecidos.

Os pacotes do Melhor Idade incluem serviços e passeios diferenciados, além de assistência de viagem adequada ao público-alvo


Os pacotes desenhados para o programa “Viaja Mais – Melhor Idade” têm, além do preço diferenciado, serviços e passeios específicos para seu público-alvo, como cartão de assistência de viagem (com cobertura estabelecida caso o passageiro tenha um mal súbito e precise de um médico/medicamento, durante a viagem.), utilizando equipamentos com infra-estrutura adequada etc.

As consultas aos pacotes poderão ser feitas pela internet, mas a compra terá qu ser efetuada diretamente na agência de viagens, porque o interessado terá que apresentar a documentação exigida para concluir a transação. Para atender a este público, foram oferecidos cursos de treinamento a agências de viagens em São José do Rio Preto, Santo André, Campinas, Sorocaba, Presidente Prudente, São José dos Campos, Santos, Bauru, Ribeirão Preto, São Paulo capital e Brasília.

O Estado de São Paulo e o Distrito Federal foram escolhidos para o lançamento do programa. O argumento apresentado pelo ministério é de que São Paulo é o maior pólo emissor de turistas do país. E Brasília, além de ter o maior número de aposentados e pensionistas do Brasil – “com elevado nível de exigência” – tem posição geográfica estratégica possibilitando a redução de custos para embarques, sobretudo para o Norte e Nordeste.