27/10/2009 - 20:03h Mural Bolivariano

Blog Civilización & Barbarie

Pensar la contemporaneidad: íconos

Y no digo ni símbolos ni ídolos, sino “íconos”. Según la última edición del Diccionario de la Real Academia Española un ícono es:
1-Representación religiosa de pincel o relieve, usada en las iglesias cristianas orientales.
2. m. Tabla pintada con técnica bizantina.
3. m. Signo que mantiene una relación de semejanza con el objeto representado
4. m. Inform. Representación gráfica esquemática utilizada para identificar funciones o programas

Mural Bolivariano_Marcos López
Suite Bolivariana, López, 2009


Todas estas definiciones se pueden aplicar a la magnífica obra del fotógrafo Marcos López que se inaugurará el martes 27 en el marco de BsAsPhoto.

Se trata de su Suite Bolivariana, una fotografía de 5 metros de ancho por 2 metros de alto. Esta puesta original de López trasciende la fotografía en su plano bidimensional, animándose a trabajar en la tridimensión del espacio.

Fue concebida y desarrollada en conjunto por el artista y el Estudio Edo Artis.

A mí lo que más me impresionaron, fueron las bananas-choclos a pie de foto. El ícono más atrevido de esta constelación que trasciende el pop latino y el surrealismo criollo, otras dos marcas del artista que parece ahora acercarse a la pintura a través de estas obras inmensas, una parodia de los murales de Rivera contando la historia mexicana, pero este mural está en una galería y narra otra cosa con humor, ironía y locura.

En esta “suite” cuentan tanto quiénes están cómo quiénes no. No hay olvido, hay intención.

Así se hizo:

La Feria BsAs Photo puede desde el miércoles 28 de octubre hasta el 1 de noviembre en el Palais de Glace.

Publicado por Cristina Civale

25/10/2009 - 15:41h Poema dos olhos da amada, Soneto do amor total e Gostoso demais

Poema Dos Olhos Da Amada

Composição – Vinicius de Moraes / Paulo Soledade

Oh, minha amada
Que os olhos teus

São cais noturnos
Cheios de adeus
São docas mansas
Trilhando luzes
Que brilham longe
Longe nos breus

Oh, minha amada
Que olhos os teus

Quanto mistério
Nos olhos teus
Quantos saveiros
Quantos navios
Quantos naufrágios
Nos olhos teus

Oh, minha amada
Que olhos os teus

Se Deus houvera
Fizera-os Deus
Pois não os fizera
Quem não soubera
Que há muitas eras
Nos olhos teus

Ah, minha amada
De olhos ateus

Cria a esperança
Nos olhos meus
De verem um dia
O olhar mendigo
Da poesia
Nos olhos teus


Soneto do amor total

Vinicius de Moraes

Amo-te tanto, meu amor… não cante
O humano coração com mais verdade…
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude

Caetano Veloso – Poema Dos Olhos Da Amada, com Maria Bethânia recitando o Soneto Do Amor Total no encerramento.

Trecho Extraído do Belíssimo Documentário VINICIUS

Direção – Miguel Faria Jr.

Distribuição Paramount

Gostoso Demais
Maria Bethânia
Composição: Nando Cordel / Dominguinhos
No Intermezzo a versão de Ivete Sangalo. Aqui a de Maria Bethânia.

Gostoso Demais
Maria Bethânia
Composição: Nando Cordel / Dominguinhos

Tô com saudade de tu, meu desejo
Tô com saudade do beijo e do mel
Do teu olhar carinhoso
Do teu abraço gostoso
De passear no teu céu

É tão difícil ficar sem você
O teu amor é gostoso demais
Teu cheiro me dá prazer
Quando estou com você
Estou nos braços da paz

Pensamento viaja
E vai buscar meu bem-querer
Não posso ser feliz, assim
Tem do de mim
O que é q eu posso fazer

23/09/2009 - 18:35h A transa das lesmas

A atriz Isabella Rosellini apresenta uma série, “Green Porno”, muito bem hurmorada sobre sexo no reino animal. Foi a pedido de Robert Redford para seu canal Sundance Chanel. Os filmes são educativos e visualmente bem producidos, como este sobre a transa das lesmas.

18/09/2009 - 17:58h Et cetera

Sobre el error: arte-política-vida-etc

por Cristina Civale – Civilización & Barbarie

Etcétera…
No ha de ser definido…
Imagine usted lo que viene después…
Etcétera… es la palabra que quiebra el sistema lingüístico
Etcétera… cierra y abre el discurso
Etcétera… «es» en todos los idiomas
Por lo tanto es un aliado en todo el mundo
Etcétera… es tiempo presente
Sus miembros no pueden ser contados
Etcétera… es singular y plural, femenino y masculino
Etcétera… se suma se resta se divide y se multiplica

El grupo Etcétera se está luciendo en la Bienal de Estambul que acaba de inaugurarse con su intervención “Kabaret errorista”.
Según la corresponsal de El País de España, Angeles García, este grupo de artistas”aportan la pieza con más fuerza visual de la bienal”.

errorist.jpg

La puesta consiste en la presentación de un escenario teatral rodeado de varias siluetas humanas en tamaño real. Las piezas constituyen lo que llaman ” la gente armada”, tomando la palabra “armada” en dos sentidos: el de portar armas y el de ser construidos.
Estas siluetas representan a distintos miembros de la “Internacional Errorista” un movimiento que tiene estos postulados:
1. El “Errorismo” basa su concepto y su acción, sobre la idea que el “error” es el principio ordenador de la realidad.
2. “Errorismo” es una posición filosófica equivocada, ritual de la negación, una organización desorganizada: La falla como perfección, el error como acierto.
3. El campo de acción del “Errorismo” abarca todas las prácticas que tiendan hacia la LIBERACION del ser humano y del lenguaje.
4. Confusión y Sorpresa
Humor Negro y el Absurdo son las herramientas preferidas de los “erroristas”.
5. Los “lapsus” y actos fallidos son un deleite “errorista”

En el escenario, como un susurro, tiene lugar una “discusión surrealista entre intelectuales, artistas, revolucionarios y gente de todo tipo sobre los deseos y las esperanzas.
¿Quiénes los escuchan? El público de la Bienal que es invitado a tomar parte activamente. Allí escuchan no sólo la posición ante la vida de los “hombres” sino también de una botella de vino, una silla, un cuadro y hasta una taza de té.

Según explican, “una comedia sociopolítica” desde la perspectiva errorista.

Para el movimiento, cuya última intervención tuvo lugar en el marco de la paranoia de la gripe porcina en el centro de Buenos Aires, “política es vida y el errorismo es re-evolucionario ya que sus practicas r-evolucionan hacia la búsqueda de la autonomía y autosuficiencia social y el Capitalismo es el más grande error disimulado de acierto”.

Pero Etcétera tiene una historia que empieza hace más de 10 años, exactamente en 1997 cuando convirtieron en arte los escraches de la organización H.I.J.O.S como el inicio de su intención medular: llevar arte a las zonas donde se producen conflictos sociales y políticos.

Aquí ningún error, vale la pena seguir los pasos de este colectivo de artistas, uno de los más innovadores e inquietantes en el arte performático de este siglo.

12/07/2009 - 12:41h Loach aborda fim da infância em seu mais belo trabalho

DVDs

Crítica/”Kes”

http://clg-rene-cassin-ouzouer-le-marche.tice.ac-orleans-tours.fr/eva/IMG/jpg/Kes.jpg

“Kes” pode ser visto como um perfeito duplo inglês do francês “Os Incompreendidos’

KLEBER MENDONÇA FILHOCOLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Bernard Shaw escreveu em “Pigmalião” que “é impossível para um inglês abrir a boca sem ser odiado ou desprezado por outro inglês”. A reflexão talvez seja uma base reveladora para o cinema de Ken Loach, que geralmente ocupa o escaninho do “realismo social” tão usado pela crítica. Seus melhores filmes parecem interessados não só em observar a realidade, mas em escutar uma cultura (a britânica) que se autoexamina pelo sotaque. Caso específico de “Kes” (1969), o mais belo filme da longa carreira de Loach. “Kes” é uma joia reconhecida do cinema inglês, feito no final de uma década que viu mudanças na imagem filmada dos britânicos. A ideia de “clássico inglês” é normalmente associada à pompa de um David Lean e um “Lawrence da Arábia” (1962), ou às adaptações recentes de Merchant & Ivory, como “Retorno a Howard’s End” (1993). São claramente versões mais palatáveis da Grã-Bretanha para o mercado. Nesses filmes, personagens do povo eram “típicos” e/ou coadjuvantes, peças do conflito de classes em adaptações de Charles Dickens, ou glamourizados como o cockney sedutor de Michael Caine, em “Alfie”. Trabalhando na TV britânica nos anos 60, Loach já comungava da filial inglesa da nouvelle vague, a chamada new wave britânica, de autores como Tony Richardson e Karel Reisz. Isso o levou naturalmente a um filme como “Kes”. O tratamento dado à história do menino Billy (David Bradley), morador de uma comunidade mineira de Yorkshire, parece sugerir “Kes” como o perfeito duplo inglês do francês “Os Incompreendidos”, que François Truffaut filmou dez anos antes. Os filmes se completam como frutos honestos de suas respectivas culturas. Ambos contêm imagens milagrosas da juventude que vão além da simples dramatização. Os dois abordam com força o enterro da infância. Billy, com o ar de um esquilo assustado, parece mais à vontade dois graus acima da realidade. Isso o ajuda a lidar com professores neuróticos, o irmão cruel e a distância dos colegas. Seu maior interesse está em Kes, o falcão que ele conquistou com astúcia e uma curiosidade esclarecida por livros. O perigo é sugerir que “Kes” é um filme piegas sobre a amizade de uma criança com um animalzinho, o que não é. Composto por uma série de momentos que não têm preço (o jogo de futebol, o castigo dos meninos, a apresentação na aula de inglês), filmados em locação, percebe-se que é a fala espessa de toda uma classe social que parece dar a Loach o seu prazer como autor e a autenticidade do seu relato. Billy e o seu ambiente social se bastam, e essa identidade está num falar que será explorado de forma radical ao longo de toda a filmografia do diretor. “Kes” passou há 40 anos na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes. Em maio, em Cannes, Loach mostrou seu novo filme, “Looking For Eric”, crônica bem-humorada sobre um torcedor fanático e seu ídolo francês, Eric Cantona. O longa sugere o quanto Loach, 73 anos, deve estar de bem com a vida e confirma seu interesse pelo falar do inglês popular, sem esquecer a bola de futebol.


KES
Direção: Ken Loach
Lançamento: Lume Filmes (R$ 49; classificação: 14 anos)
Avaliação: ótimo

04/06/2009 - 16:11h Chicken a la carte

“Chicken a la carte” foi considerada a curta metragem mais popular no Festival em Berlim em Fevereiro de 2006. Eleonora R.

24/05/2009 - 17:45h Vodoo

Um bonequinho vodoo tenta libertar seus companheiros de serem alfinetados até a morte. Este curta de animação ganhou o quinto concurso de curta online da National Film Board of Canada, em associação com a Cannes short film corner. Fonte Em cartaz na web – O Globo. Confiram:

The National Film Board of Canada, in association with the Cannes Short Film Corner and partner YouTube, welcomes you to this NFB competition, now in its fifth year.
including laptop and editing suite.

Director: Joaquin Baldwin
Running Time: 4′06
Country: U.S.A.
Category: Drama

A voodoo doll must find the courage to save his friends from being pinned to death.

Joaquin Baldwin is an Annie Award nominee director and animator from Paraguay. Living in Los Angeles, he is now finishing his MFA in animation at UCLA. He has received over 50 international awards for his animated films Sebastian’s Voodoo and Papiroflexia, and also several grants including the Jack Kent Cooke full Graduate Scholarship in 2006

16/05/2009 - 16:15h Sophie Calle reencontra amante e quebra a barreira da privacidade

A escritora e artista francesa, que escandalizou a última Bienal de Veneza, chega ao País em julho

 Sophie Calle (PF)

Antonio Gonçalves Filho – O Estado SP

 

Há 30 anos ela seguiu um desconhecido pelas ruas de Paris, acompanhou seus passos até Veneza e fotografou tudo o que o anônimo viajante fez durante a viagem. Batizou o trabalho de Suite Vénetienne (Suíte Veneziana, 1979) e tomou gosto pelo voyeurismo. Percebeu também que outras pessoas adoravam fuçar a vida alheia. Dois anos depois, pediu à mãe que contratasse um detetive para fazer o mesmo com ela, seguindo-a, tomando notas de suas ações e fotografando-a por 24 horas. Isso resultou no trabalho La Filature (A Perseguição, 1981), apresentado na 28ª Bienal Internacional de São Paulo. Agora, a artista e escritora francesa Sophie Calle volta ao Brasil para mostrar a obra que há dois anos provocou polêmica na 52ª Bienal de Veneza, Prenez Soin de Vous (Cuide-se). O filme, um acerto de contas com o ex-namorado e também escritor Vouillier, que a dispensou por carta, será exibido no festival Videobrasil em julho, mesmo mês em que ela e o antigo amante, autor do livro L’Invité Mystère, participam da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Antes do esperado reencontro, ela falou ao Estado, por telefone, sobre esse cruzamento entre vida privada e pública.

Prenez Soin de Vous não é o registro de sua pria desilusão amorosa. Em 1984, ela construiu uma instalação com 92 fotos que registravam um encontro frustrado em Nova Délhi. Pode parecer contraditório, mas é isso mesmo. Sophie marcou um encontro em um hotel e o homem não apareceu. Ela, então, registrou imagens do quarto onde os dois deveriam ter passado horas agradáveis e cruzou o próprio depoimento sobre a desilusão com o de outras pessoas. Douleur Exquise (Dor de Cotovelo, 1984) é o registro de uma ausência, intraduzível tanto em termos verbais como visuais. Desde então, tornou-se o tema central e obsessão de Sophie.A ausência do ex-amante, em Prenez Soin de Vous, começa pelo próprio título, referência à última frase da mensagem eletrônica enviada por ele, “Cuide-se”. Foi o que fez. Deixou de se lamentar e enviou a carta do namorado para 107 mulheres, gravando em vídeo a reação de atrizes, cantoras, bailarinas, tarólogas, DJs, palhaças, advogadas e até sua excêntrica mãe ao ler a telegráfica dispensa amorosa. Entre as celebridades que aparecem no vídeo estão as atrizes Jeanne Moreau, Maria de Medeiros e Victoria Abril, que dá um conselho de mulher madura para Sophie: “Esqueça isso e me deixe dormir”, diz, enrolando-se nos lençóis e rindo.

Em Cuide-se, muitos críticos, diante do luxuoso catálogo de sua mostra, que inclui DVDs, um ensaio erudito, poemas e desenhos, perguntaram que tipo de mulher responde a uma dispensa amorosa eletrônica por e-mail com uma orquestração pública de contra-rejeição. Em tempos de Big Brother, que aboliu as fronteiras entre vida privada e pública, você considera que a melhor maneira de se cuidar é atacar o outro?

Não estou interessada nos críticos de Veneza. O meu não é um diário, mas um trabalho de arte, em que tento construir não uma obra para ficar exposta na parede, mas para incentivar relações interpessoais.O uso de material inspirado ou retirado da vida privada é contemporâneo, mas tem uma dívida com artistas conceituais, caso de Vito Acconci, Orlan e Cindy Sherman, que usaram os próprios corpos para se expressar. Você diria que tem uma dívida com eles?

Especialmente com Vito Acconci. Pensei muito nele antes de fazer meu trabalho (e Les Dormeurs, em que ela convida pessoas ao acaso para dormir em sua cama, tem muito a ver com a obra de Acconci, que lotou limusines de noivas com penetras). Viajei até Nova York especialmente para pedir permissão a Acconci, considerando as semelhanças de propósitos e ele foi bastante gentil, dizendo que o meu trabalho era diferente, que era mais sentimental. Não sou a pessoa indicada para falar sobre a ressonância do legado conceitual em minha obra, mas admito que teve um papel enorme em minha formação.

Seu ex-namorado Grégoire vai dividir a mesa Entre Quatro Paredes com você na Flip, dia 4 de julho. Que reação você espera dele? Grégoire viu o vídeo Cuide-se?

O livro foi publicado na França e o vídeo, exibido em Veneza. Ele já viu a exposição que estará no Videobrasil com os textos, fotos e as performances das mulheres convidadas a interpretar a carta enviada por Grégoire. Foi difícil para ele. Não gostou do que viu, mas respeitou o projeto. Grégoire foi muito generoso ao dizer que não causaria nenhum problema. Não fez nenhuma objeção ao trabalho. Sugeri ao pessoal da Flip que o convidasse não por causa do vídeo, mas porque é um ótimo escritor (L’Invité Mystère trata também de um reencontro, numa festa, de um casal que não se vê há anos).

Antes de apresentar a exposição e exibir o vídeo na Bienal de Veneza, você colocou anúncios em diversos jornais à procura de um curador. O que a fez decidir por um artista, Daniel Buren? Foi um protesto contra o poder curatorial que domina as mostras internacionais, eclipsando os artistas?

Recebi 200 propostas de críticos, curadores e alunos de arte, mas a melhor foi a de Daniel. Queria alguém a meu lado que conhecesse bem o espaço expositivo em Veneza e ele era a pessoa indicada, já que recebeu um Leão de Ouro da Bienal como melhor pavilhão de 1986. Não tinha nada contra curadores, mas não queria que o pavilhão francês parecesse uma provocação ou um jogo. Acho que fiz a escolha perfeita.


Muitas de suas obras, como Suite Vénitienne e La Filature, lidam com o conceito da ausência, que não pode ser compensada apenas por uma imagem fotográfica, necessitando um comentário verbal para trazer o passado de volta. Não diria que é um trabalho um tanto proustiano?

Nem pronuncie o nome de Proust. Certa vez disse isso e quase fui massacrada, porque Prout é um nome sagrado na França. Sigo gente que não conheço, fotografo anônimos. Então, digo agora que seguimos caminhos diferentes. Proust escreveu sobre pessoas de suas relações.

As imagens de Cuide-se são bastante coutardianas, no sentido que parecem surgir da câmera de Raoul Coutard, o fotógrafo de Godard.

A Nouvelle Vague francesa é paradigmática, mas prefiro que os críticos cuidem disso.


Paul Auster elegeu-a como modelo de Maria em seu quinto romance, Leviatã (escrito em 1992), e certa vez ouvi seu nome numa conversa com a mulher dele, que também é escritora e crítica de arte, Siri Hustvedt. Foi Siri a reponsável por esse encontro?

Não. Quando ele me escreveu, não o conhecia. Foi um diretor inglês, Michael Radford (O Carteiro e o Poeta e 1984), que encomendou a ele um roteiro sobre meu trabalho. O filme acabou não saindo por problemas de produção. De qualquer forma, dei autorização para Auster usar minha história e ele foi bastante gentil retribuindo com um convite para que eu fizesse uma performance baseada na personagem que criou.

E o que você acha da Maria de Leviatã?

Não li o livro de Auster com o propósito de me reconhecer nele. Prefiro ver Maria como um personagem de ficção. Outras pessoas, aliás, me procuraram na mesma época, interessadas em usar minha história, entre elas o cineasta brasileiro Walter Salles.


Um de seus trabalhos mais intrigantes é Chromatic Diet, justamente baseado na personagem criada por Auster em seu sombrio Leviatã. É uma crítica à herança austera da Bauhaus, ao fascínio do modernismo pelo monocromático, ou um contraponto à folia cromática do mundo contemporâneo?

Essa instalação, apresentada em 1997, foi feita por sugestão de Paul Auster. Não escolhi o assunto. Ela consistia na mesma dieta de meu alter ego Maria Turner. Às terças só comia legumes, carnes ou frutas vermelhos, como tomate ou steak tartare, completando o cardápio com uma boa taça de Lalande de Pomerol, Domaine de Viaund, 1990. Queria apenas atuar como o personagem Maria de Leviatã, não condenar a austeridade cromática da Bauhaus.

Qual o seu trabalho que considera o mais pessoal?

No Sex Last Night (Sem Sexo na Noite Passada), sem dúvida. Ele é dedicado a meu amigo Hervé Guibert (autor de Ao Amigo Que Não me Salvou a Vida, sobre o amante que lhe transmitiu o vírus da aids) e foi feito com Greg Shephard em 1995, quando viajamos de Nova York a Califónia em seu conversível e resolvemos casar numa daquelas capelas drive-thru que existem em Los Angeles. Gravamos tudo com nossas câmeras, da paisagem às tentativas para levar esse casamento adiante. É, sim, o mais pessoal de meus filmes. Chamaram-me de exibicionista, mas devo dizer que minha mãe era bem mais que eu.

24/11/2008 - 19:48h EUA 70

Garry Winogrand, Los Angeles, Califórnia, 1969
© The estate of Garry Winogrand, cortesia Fraenkel Gallery, San Francisco

 

 

Seventies, Le Choc de la Photographie Américaine é uma das mais fortes exposições do Mois de la Photo que está a decorrer em Paris. Construído a partir da colecção da Biblioteca Nacional de França – que tem mais de 3 mil fotografias provenientes dos EUA deste período -, o conjunto traça uma boa perspectiva do que foram estes anos de liberdade criativa e experimentações férteis. As provas de época estão divididas em seis sequências temáticas que não pretendem fazer historial cronológico, mas sim um percurso plástico indicador de tendências e escolhas dialogantes.

São elas:
Des Précurseurs;
L`influence du Snapshop;
Géométrie et espace;
Paysage;
Matière et Forme;
Le Miroir Obscur.

Para ver uma apresentação em vídeo da exposição feita pela comissária Anne Biroleau (ver mais embaixo)

“I wanted Christina to learn some responsibilities for cleaning her room, but didn`t work”, da série Suburbia, 1971
© Bill Owens

 

Seventies. Le choc de la photographie américaine

 

 

Seventies. Le choc de la photographie américaineGraphisme Wijntje van Rooijen & Pierre Péronnet

site Richelieu / Galerie de photographie

En 1971 la Bibliothèque Nationale présenta, sous le titre Photographie nouvelle des États-Unis, une exposition consacrée à de jeunes Américains alors peu connus. Leurs photographies rompaient avec la conception du médium qui prévalait en Europe, où régnait la photographie « humaniste ». On découvrit alors Diane Arbus, Lee Friedlander, Garry Winogrand, et bien d’autres. Chacun à sa manière engageait une singulière évolution, interrogeait sans a priori les multiples possibilités de cet art. Loin du pictorialisme, à distance du pur document, ils ne rompaient pourtant pas avec la riche tradition que représentaient Walker Evans, Harry Callahan ou Aaron Siskind. La collection de la BnF conserve, grâce à ce lien consolidé au fil des ans, plus de deux mille tirages d’époque. L’exposition n’entend pas pour autant tracer une histoire de la photographie américaine des années 1970. Les quelque trois cents photographies, rassemblées autour d’un nombre restreint de thèmes esquissent un parcours dans le territoire iconographique qu’elles constituent, un travelling dans cette partie de notre collection. Le portrait (Diane Arbus), le paysage (Paul Caponigro, Lewis Baltz ou Joe Deal), les expérimentations photographiques (Duane Michals ou Les Krims) font écho dans l’exposition aux scènes de rue de Garry Winogrand, William Klein, Bruce Gilden, aux héros marginaux de Larry Clark, à l’humour décalé de Bill Owens et Ken Graves, aux recherches raffinées de Ralph Gibson. L’ensemble offre la part belle à l’onirisme et au fantasme, tradition très anglo-saxonne interprétée par Ralph Eugene Meatyard, Arthur Tress ou Joel Peter Witkin. Cette exposition entend mettre en évidence l’audace et la vigueur des formes, montrer la confondante liberté qui, à cette époque, balaya les stéréotypes et exerce encore son emprise sur la conception post-moderne de la photographie.

Dans le cadre du Mois de la Photo à Paris, novembre 2008, et de Paris Photo.

En partenariat avec : Images magazine, les Inrockuptibles, Metro et FIP

Présentation vidéo de l’exposition
Mardi-samedi de 10h à 19h, dimanche de 12h à 19h
Fermé lundi et jours fériés tarif plein : 7.00 euros
tarif réduit : 5.00 euros
Visites guidées
• Pour les individuels : renseignements et réservation au 01 53 79 87 93
• Pour les groupes : réservation obligatoire au 01 53 79 49 49

31/05/2008 - 20:41h Richard Kern aime les fleurs

Il était le maitre de l’underground new-yorkais. Il s’est reconverti dans le porno soft. Que reste-t-il de Richard Kern? Son oeuvre sort en DVD.

richardkern.jpg

Ex-toxico nihiliste, maintenant photographe mondialement connu, Richard Kern a fait du cinéma comme on fait un doigt d’honneur. Dans les années 80, certaines projections sont attaquées par des gens de droite et des féministes. A l’époque, il filme ses copains qui jouent aux tueurs schizophrènes avec des flingues convertis en sextoys, hurlent des insanités et se roulent dans des bains de sang avec une rage aphrodisiaque… Quel contraste. Voilà Richard Kern de retour avec des vidéos de nymphettes qui lèchent gentiment leurs seins. Le pire, c’est que ça a du charme.

Son œuvre commence dans l’illumination… «Un après-midi de 1971, j’ai raté mes cours pour aller faire de l’auto-stop sur l’interstate 95. Une vieille bagnole s’est arrêtée, pleine de New-Yorkaises glam, revenant de Floride. Elles m’ont parlé de rock-stars avec qui elles avaient baisé. Elles avaient des pantalons moulants en vinyle, des shorts lacérés et des chaussures à plate-forme qui contenaient à peine leur extrème vitalité. Elles avaient à peine 18-19 ans et moi je suis resté avec la machoire décrochée.»

Richard Kern décide d’aller à NY. Avec son père – éditeur d’un magazine de province – il photographiait déjà les courses de voiture et les fêtes locales. A partir de 1979, il photographie tout ce qui se passe entre ses deux premiers appartements de NY. Le premier est un 6 pièces au 529 E.13th Street entre les Avenues A et B. Dans son immeuble, il y a trois dealers de drogue, deux galeries et quelques artistes désargentés comme lui. Richard Kern s’achète une caméra super 8 pour 5 dollars et se met à filmer ses amis lors de «performances» maison.

Ses films sont projetés sur les murs pendant de grandes «acid parties» dégénérées, sur des musiques style Cop shoot cop ou Sonic Youth : ça crache. On y retrouve la pin-up du Hate Punk (Lung Leg), l’icône du No Wave (Lydia Lunch) et les acteurs d’un cinéma auto-proclamé de la transgression… Dans Submit to Me (1985), les voilà qui se mettent en scène dans des parodies violentes de suicide ou de SM. Dans Fingered, Lydia Lunch se fait prendre par derrière sur un capot de voiture, un revolver entre les mains, hurlante. Dans You killed me first (1985), une sauvageonne troue de balles ses parents avec un plaisir non-dissimulé. Dans Thrust in me (1984), un Nosferatu punk – Nick Zedd – s’essuie les fesses avec des images du Christ puis pratique une fellation post-mortem sur le cadavre de sa petite copine qui flotte dans la baignoire. Etc.

«Mes courts-métrages montraient des filles en train de se faire piercer ou couper, des combats, des meurtres, des viols etc…». Le plus célèbre – Fingered – est même décrit par John Waters comme “l’ultime film pour détraqués”. Mais Richard Kern en a marre d’être détraqué. En 1987, il déménage du Lower east side et de ses trafics d’héroïne. Il part à San Francisco et y erre pendant un an, en compagnie de jeunes criminels, entre cures de désintox et rechutes. En 1988, il revient vidé à New York, s’installe sur le Troisième rue, entre les avenues C et D et tente avec ses nouveaux films de refaire surface.The evil cameraman reflète bien ce hiatus : commencé en 1987, le film met Kern en scène dans des scènes à la violence palpable, où il dirige de jeunes femmes dans des scénarios hardcore. Puis le panneau «deux ans plus tard» apparaît, et voilà Kern en compagnie de rieuses lolitas qui se lutinent en toute liberté, sans tenir compte de sa présence. Kern se contente désormais de photographier des voisines de palier pour des «magazines de cul» comme il dit lui-même. Il tourne encore quelques courts-métrage de transition : X=Y (1990), Nazi (1991), Catholic (1991), Horoscope (1991), et The Bitches (1992) illustrent la métamorphose de son œuvre en glorification de “dirty debutantes” du porno. Il publie chez Taschen NY Girls, qui résume ses quinze ans d’existence «transgressive». Puis passe définitivement à la photo de charme dans Model Release. Faut-il s’en plaindre?

Le «méchant voyeur» s’est transformé en époux heureux et en papa comblé. Il fait des photos de nu pour gagner sa vie, avec des modèles à son image : très démagogiquement excitantes. Un doigt dans la bouche (ou un gode vert fluo), elles se caressent et font minette en regardant la caméra gentiment… C’est presque mièvre. Pour donner du rythme il y a quand même la musique – géniale – de Thurston Moore (Sonic Youth). Rien que pour cette musique, contrastant avec ces images de jeunes filles en fleur qui font les cochonnes, ça vaut le coup. Un régal qui nous console presque d’entendre Richard Kern rejeter toute sa période de créativité : “Ca correspond à une période très noire de ma vie, où je ne m’aimais pas. Maintenant, je suis passé à autre chose. A quoi bon gacher ma vie en restant dépressif et agressif ?».
L’oeuvre intégrale est éditée en 4 DVD par Le Chat qui fume.
Promo pack : 30,97 euros (Hardcore extended + Extra action)
Hardcore Extended (2 DVD) : 19,99 euros
Extra Action (1 DVD) : 14,99 euros

Source Blog de Libération, les 400 culs

12/04/2008 - 19:19h Os limites do Wi-Fi

Un internaute connecté en Wi-Fi dans le jardin du Luxembourg, à Paris. | Mairie de Paris
Un internaute connecté en Wi-Fi dans le jardin du Luxembourg, à Paris

Le Monde

Le Wi-Fi est partout. Cette technologie permet de raccorder par les ondes ordinateurs, imprimantes, et presque tout autre appareil électronique. Si personne ne peut encore affirmer que les ondes émises par le Wi-Fi sont nocives pour la santé, une chose est certaine : c’est le Wi-Fi qui est aujourd’hui malade. “Il est victime de son succès”, résume Yves Nouailhetas, responsable en France de Devolo, une société qui développe et commercialise des solutions de transfert de

Actuellement, la plupart des appareils dotés d’une connexion Wi-Fi fonctionnent sur une douzaine de canaux. Or, “la bande de fréquence utilisée est hyper-saturée dans les grandes villes”, observe Laurent Masia, directeur marketing chez Netgear, fabricant d’équipements de réseau. “Au fur et à mesure que le nombre de canaux utilisés augmente, cela crée une sorte de bruit de plus en plus important, qui perturbe l’émission et la réception”, explique M. Nouailhetas. “Cette saturation nous conduit, parfois, à modifier le canal des bornes que nous avons installées pour maintenir la qualité du service”, constate Joe Brunoli, vice-président de free-hotspot.com, qui gère un des plus grands parcs d’accès Wi-Fi gratuits dans le monde. Les interférences sont d’autant plus importantes que les ondes Wi-Fi sont sensibles à l’environnement : un mur de béton armé, des téléphones sans fil…

Résultat, la vitesse de transmission des données entre deux appareils est susceptible d’être ralentie. Pis, des coupures de réseau peuvent se produire. Les conséquences ne sont pas trop perceptibles lorsque l’on surfe sur Internet mais elles sont plus gênantes quand on regarde une vidéo.

Chez la plupart des fournisseurs d’accès à Internet (FAI), les boîtiers de réception de la télévision par l’ADSL sont connectés par Wi-Fi à la box qui est, elle-même, branchée sur le réseau téléphonique. Quand cette liaison est perturbée, l’image se gèle, ce qui oblige souvent à débrancher le boîtier raccordé à la télévision, plutôt rageant lorsqu’on est pris dans l’action d’un film.

Pour minimiser ces perturbations, on peut tenter de placer en hauteur son émetteur Wi-Fi, d’éviter de le coller contre un mur ou encore de chercher un canal libre pour sa connexion. Mais cela ne suffit pas à résoudre tous les problèmes.

Les constructeurs de matériels électroniques sont conscients des difficultés croissantes du Wi-Fi. De plus en plus de produits intègrent la récente norme Wi-Fi baptisée “n”. Elle multiplie théoriquement par cinq la vitesse de transmission des données. Elle permet surtout d’accéder à une nouvelle bande de fréquence hertzienne qui dispose d’une quarantaine de canaux moins sujets aux interférences. Pour bénéficier de ces améliorations, il faut être équipé d’un matériel compatible avec la nouvelle norme, ce qui est souvent le cas pour les appareils (PC ou Mac) les plus récents. Les derniers produits d’Apple, comme l’ordinateur portable Mac Book Air, le disque dur Time Capsule ou la borne Wi-Fi AirPort utilisent tous cette dernière norme.

En attendant, la cause n’est pas totalement perdue pour ceux qui possèdent un matériel ancien. Une solution toute simple permet de connecter deux appareils sans fil : l’utilisation de son réseau électrique grâce au courant porteur en ligne (CPL).

La technique n’est pas récente. Elle est utilisée depuis les années 1950, notamment pour allumer l’éclairage public à distance. Pour relier ses appareils, il suffit de les connecter, via un câble Ethernet, à un boîtier qui se branche sur n’importe quelle prise de courant. Des kits sont disponibles à moins de 100 euros.

Même s’ils jurent que ce n’est pas en raison des problèmes rencontrés avec le Wi-Fi, les fournisseurs d’accès à Internet se mettent aussi au courant porteur en ligne. Depuis le 22 janvier, l’opérateur Free livre à ses nouveaux abonnés des boîtiers CPL pour relier sa box à son boîtier de télévision. Toutefois le CPL n’est pas non plus sans inconvénients. D’abord, il n’est pas toujours performant sur une vieille installation électrique. Ensuite, certains appareils électriques peuvent venir perturber la transmission du signal.

Joël Morio

12/03/2008 - 19:04h Atriz chinesa é punida por papel de “traidora”

Tang Wei, une actrice chinoise punie pour un rôle de “traîtresse”

Par Pierre Haski (Rue89)

Tang Wei est une des jeunes actrices qui montent dans le cinéma chinois depuis son premier rôle fracassant dans “Lust Caution” d’Ang Lee, auréolé du Lion d’or à Venise l’an dernier. Mais elle vient d’être abattue en plein vol par les autorités chinoises justement pour avoir accepté ce rôle.

Le couperet est tombé à la faveur d’une pub anodine pour une crème de beauté, interdite de diffusion à la télévision, et retirée par la cyberpolice de tous les sites internet chinois qui l’avaient relayée (voir ici l’écran vidéo de Youku, un YouTube chinois, après le retrait la pub).

Dans “Lust Caution”, Tang Wei joue le rôle d’une jeune Chinoise, membre d’un groupe de résistants amateurs à l’occupation japonaise de la Chine, qui reçoit pour mission de séduire un “collabo” des Japonais pour mieux l’assassiner. Mais à la dernière minute, elle cède à la passion et sauve le “traître”.

Le film avait déjà subi un premier assaut de la censure en raison des scènes de sexe trop nombreuses et trop explicites au goût des prudes apparatchiks du Parti. Puis la critique s’est déplacée sur le fond: la morale du film -l’amour plus fort que le patriotisme- était inacceptable et indéfendable. D’autant que le réalisateur, Ang Lee (”Tigres et Dragons”, “Brokeback Mountain”) est Taiwanais, même s’il a tourné son film dans les studios d’Etat de Shanghaï, avec tous les soutiens et feux verts officiels nécessaires.

Résultat: Ang Lee a été blacklisté dans les médias chinois, qui n’ont même plus le droit de mentionner son nom. Tandis que Tang Wei vient de découvrir qu’elle en subit elle aussi les conséquences avec cette pub bannie, alors qu’elle avait été annoncée par la marque chinoise à grand renfort de publicité, y compris un article sur le site de Xinhua, l’agence officielle chinoise.

Cette affaire montre que malgré une tentative d’assouplissement ces dernières années, la censure cinématographique chinoise a encore de beaux jours devant elle. D’autant que le patron de la SARFT (Administration d’Etat pour la radio, le cinéma et la télévision) venait de déclarer, dans une autre affaire, qu’il ne punissait jamais les actrices pour les films dans lesquels elles avaient tourné, même quand ceux-ci étaient bannis.

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11/12/2007 - 18:53h A vida dos outros

O terrível sistema stalinista, na sua versão provavelmente mais artificial e repressiva, é esmiuçado com precisão.

Alemanha do Leste é o palco deste filme cativante, onde o realismo quase documentário que expõe o sistema, mostra ao mesmo tempo o espaço para a ação do individuo com suas motivações próprias e suas contradições.

Um filme para ver e meditar sobre a responsabilidade individual no drama coletivo, ao mesmo tempo para não esquecer o caracter opresor, demolidor e liberticida do chamado “socialismo real”. Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2007. LF

11/12/2007 - 18:37h A vida dos outros

O terrível sistema stalinista, na sua versão provavelmente mais artificial e repressiva, é esmiuçado com precisão.

Alemanha do Leste é o palco deste filme cativante, onde o realismo quase documentário que expõe o sistema, mostra ao mesmo tempo o espaço para a ação do individuo com suas motivações próprias e suas contradições.

Um filme para ver e meditar sobre a responsabilidade individual no drama coletivo, ao mesmo tempo para não esquecer o caracter opresor, demolidor e liberticida do chamado “socialismo real”. Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2007. LF

15/10/2007 - 13:33h Ne Me Quitte Pas par Jacques Brel

This is an early performance of Brel’s best known song , from the year it was written. Known as “If You Go Away” the actual lyrics Brel wrote are literally translated here. Performed in English by Dusty Springfield, Frank Sinatra and many others
Though often cited as the most beautiful love song in the French language, Brel tells us it’s not a love song at all, rather a portrait of a man who degrades himself and loses his dignity for
a woman who doesn’t love him.
The eerie electronic instrument is Les Ondes Martinot, Martinot Waves, a theremin with a keyboard sometimes used in French classical music.

12/10/2007 - 20:01h Avec le temps de Léo Ferré

08/10/2007 - 18:25h Le "Che", de la révolution au mythe vu par Le Monde

L’iconographie d’Ernesto Guevara est assez succinte mais les quelques photos disponibles ont été énormément diffusées. La plus célèbre d’entre elles, le représentant avec son béret, a été réalisée par le photographe cubain Alberto Korda. Elle est devenue le symbole de ce culte voué au “Che”. Elle a été reproduite un nombre incalculable de fois sur des vêtements, des drapeaux ou même sur la façade du ministère de l’industrie cubain.

Dans cette vidéo par exemple, un artiste trace une esquisse du Che, tel que l’a photographié Alberto Korda.

Le réalisateur Ricardo Vega propose ici une biographie “à l’envers” du “Che”, de son lit de mort à sa jeunesse. Intitulée Régression, cette œuvre montre des images peu connues du “Che”, rythmées par un chant révolutionnaire qui exhorte “les guerilleros à aller de l’avant”.

Il est difficile d’évoquer la mémoire d’Ernesto Guevara sans évoquer la chanson Hasta Siempre, Commandante (”Pour toujours, commandant”) du chanteur cubain Carlos Puebla. Cette chanson, écrite en 1965, après un discours du “Che” est devenue un véritable hymne à sa mémoire.