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	<title>Blog do Favre &#187; vírus</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Se espirrar, saúde</title>
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		<pubDate>Sun, 24 May 2009 18:24:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cientistas correm para desenvolver uma vacina universal contra a gripe, mas esbarram na &#8220;criatividade&#8221; do vírus
Kirill Sirotyuk &#8211; 13.mai.09/France Presse

Funcionária de laboratório segura amostra de vírus de gripe suína para produção de vacina em São Petersburgo, Rússia
&#160;
ANDREW POLLACK DO &#8220;NEW YORK TIMES&#8221; &#8211; FOLHA SP
Duas injeções de vacina contra sarampo durante a infância protegem uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Cientistas correm para desenvolver uma vacina universal contra a gripe, mas esbarram na &#8220;criatividade&#8221; do vírus</strong></p>
<p align="center"><font size="1"><em>Kirill Sirotyuk &#8211; 13.mai.09/France Presse<br />
<a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/se-espirrar-saude/11448/" rel="attachment wp-att-11448" title="virus_gripe.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/05/virus_gripe.jpg" alt="virus_gripe.jpg" /></a><br />
Funcionária de laboratório segura amostra de vírus de gripe suína para produção de vacina em São Petersburgo, Rússia</em></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99">ANDREW POLLACK DO &#8220;NEW YORK TIMES&#8221; &#8211; FOLHA SP</p>
<p>Duas injeções de vacina contra sarampo durante a infância protegem uma pessoa pela vida toda. Quatro doses de vacina contra poliomielite também. Mas vacinas contra a gripe precisam ser tomadas todos os anos. E, mesmo assim, fornecem proteção incompleta.<br />
A razão é que o vírus influenza sofre mutações muito mais rapidamente do que outros vírus. Uma pessoa que desenvolve imunidade a uma linhagem do vírus não está protegida de uma linhagem diferente.<br />
Isso promete ser um dos principais problemas à medida que o mundo se prepara para uma possível pandemia de gripe suína no segundo semestre. É impossível saber quantas pessoas podem morrer antes de uma vacina adequada a essa linhagem ser manufaturada.<br />
Mas cientistas e fabricantes de vacina estão trabalhando duro em uma vacina &#8220;universal&#8221; contra a gripe, que poderia proteger contra todas as linhagens da doença.<br />
&#8220;A &#8220;universal&#8221; mudaria complemente a maneira com que a vacinação contra a gripe seria feita&#8221;, diz Sarah Gilbert, especialista em vacinas da Universidade de Oxford (Reino Unido). &#8220;Quanto mais cedo tivermos uma vacina universal, melhor, porque poderemos parar de nos preocupar sobre quando será a próxima pandemia.&#8221;<br />
Uma vacina assim acabaria com os chutes que ocorrem hoje todo início de ano quando cientistas decidem quais linhagens devem ser incluídas na vacina sazonal para o inverno seguinte. Se o chute está errado, a vacina é menos eficaz.<br />
E isso também tornaria a imunização viável em países que hoje não têm como bancar programas anuais. A gripe sazonal contribui para a morte 500 mil pessoas todos os anos.<br />
Infelizmente, a vacina universal não estará pronta a tempo de combater a pandemia da nova gripe suína. As vacinas mais avançadas passaram apenas por pequenos testes.<br />
Na verdade, as vacinas universais desenvolvidas até agora não previnem as infecções totalmente. Elas só limitam a gravidade e a dispersão da doença. Alguns especialistas dizem que isso basta, mas outros têm dúvidas.<br />
&#8220;Isso não vai substituir a vacina sazonal de gripe&#8221;, disse Robert Belshe, do centro de desenvolvimento de vacinas da Universidade de Saint Louis.<br />
Alguns pesquisadores dizem que reforço da vacina ainda seria necessário a cada dez anos. Também não está claro se ela seria capaz de proporcionar proteção contra todas as cepas, incluindo as de origem animal.<br />
Quando alguém é vacinado ou infectado, o sistema imunológico cria anticorpos que atacam principalmente uma proteína na superfície do vírus chamada hemaglutinina. Mas essa proteína é a parte que muda mais rápido no vírus, então os anticorpos de uma cepa podem não reconhecer outra.<br />
Uma vacina universal teria de estimular um ataque do sistema imunológico a uma parte do vírus influenza que não varia de cepa para cepa.<br />
<strong><br />
Escondidas</strong><br />
O problema é que a maioria das proteínas que não variam muito estão no interior do vírus, fora do alcance de anticorpos. Mas há uma proteína interna, chamada M2, que desponta um pouco. Esse pedaço externo não é um grande alvo para anticorpos, mas é o foco da pesquisa de vacina universal.<br />
&#8220;O truque é que você precisa ter um sistema que produzirá uma resposta imunológica robusta contra esse nadinha de proteína&#8221;, disse Alan Shaw, presidente da VaxInnate, empresa que tenta desenvolver uma vacina universal que combine a parte externa da M2 com uma proteína bacteriana que estimule o sistema imune.<br />
A VaxInnate, a Merck e a Acambis, de propriedade da Sanofi-Aventis, fizeram cada uma delas um pequeno teste das suas vacinas de M2 em voluntários saudáveis. As pessoas vacinadas produzem anticorpos contra a M2. Mas estes não evitam totalmente a infecção. Será preciso fazer testes muito mais amplos para ver se essas vacinas realmente amenizam a doença durante uma temporada de gripe real.<br />
Outra questão é que a proteína M2 dos vírus animais pode ser um pouco diferente da dos vírus humanos. Isso levanta questões sobre o quão bem uma vacina de M2 funcionaria contra a nova gripe suína.<br />
Neste ano, duas equipes de pesquisadores relataram ao mesmo tempo que poderia haver uma outra região não-variante do vírus. Ela está no &#8220;palito&#8221; da proteína hemaglutinina, que tem forma de pirulito.<br />
Um dos grupos mostrou que anticorpos isolados a partir de sangue humano que se ligaram a essa parte da proteína protegiam camundongos contra muitas cepas de gripe, incluindo a gripe espanhola de 1918.<br />
Mas especialistas dizem que será muito difícil isolar essa parte da proteína para fabricar uma vacina, ou fabricá-la por meio de engenharia genética.<br />
Uma alternativa poderia ser a utilização dos próprios anticorpos como medicamento, apesar de anticorpos serem caros para fazer e consumirem muito tempo para serem administrados aos pacientes.<br />
As nucleoproteínas do vírus podem ser um alvo potencial para futuras vacinas. Porém, anticorpos não podem chegar até essa proteína para evitar a infecção. Então, a ideia é estimular outros soldados do sistema imunológico, as células T, para que eles rapidamente matem as células infectadas antes que elas façam novos vírus.<br />
Finalmente, os melhores resultados poderão surgir da combinação de técnicas. A Dynavax, empresa de biotecnologia da Califórnia, espera iniciar um teste em 2010 com uma vacina desenhada para estimular anticorpos contra M2 e células T contra nucleoproteínas.</p>
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		<title>Porcos no espaço, gente lunática</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Apr 2009 14:14:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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VINICIUS TORRES FREIRE &#8211; FOLHA SP
&#8220;Gripes&#8221; novas no mundo têm matado menos gente que a dengue no Brasil, mas pessoas correm às farmácias
HÁ GENTE à procura de pacotes de remédios para gripe em São Paulo. Ainda não começou a temporada de gripe paulista, coisa muito comum nos invernos desta cidade de ar sujo, de gente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="background-color: #ffff99"> </span><strong><font size="+1" color="#000080"><span style="background-color: #ffff99"></span></font></strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong><font size="+1" color="#000080">VINICIUS TORRES FREIRE &#8211; FOLHA SP</font></strong></p>
<p>&#8220;Gripes&#8221; novas no mundo têm matado menos gente que a dengue no Brasil, mas pessoas correm às farmácias</p>
<p>HÁ GENTE à procura de pacotes de remédios para gripe em São Paulo. Ainda não começou a temporada de gripe paulista, coisa muito comum nos invernos desta cidade de ar sujo, de gente estressada, estafada e espremida em ônibus e metrôs hiperlotados.<br />
Mas basta um passeio por 14 farmácias da zona oeste e do centro da cidade para ouvir relatos de atendentes e farmacêuticos sobre o aumento maluco do número de pessoas a pedir antivirais, gel para limpar mãos, sabonetes antissépticos, remédios para sintomas de gripe e máscaras para proteger o rosto. Isso em lugares como a avenida Paulista, no Pacaembu e em Higienópolis (onde mora gente rica e, supunha-se, mais informada), em Santa Cecília, Campos Elíseos e no Centro Velho. Numa farmácia da avenida Angélica, no centro de Higienópolis, um homem de máscara comprou três caixas de antiviral, gastando o equivalente a um salário mínimo. Tomar antiviral sem estrita recomendação médica é um estrita idiotice. As pessoas estão doidas.<br />
O México, epicentro da doença, rebaixou ontem de 22 para 7 o número de pessoas que, segundo exames, foram mortas pelo vírus dito &#8220;suíno&#8221;, que por ora parece ser &#8220;agressivo&#8221; apenas no México, se tanto. Nos EUA, mais da metade dos casos ocorreu entre colegiais que viajaram pelo México.<br />
Em 2008, 585.769 pessoas tiveram dengue no Brasil. Nesse ano, apenas a dengue hemorrágica matou 223 pessoas no país. Quase tantas quanto as mortas por outra sensação gripal que não decolou, a aviária (desde 2003, no mundo inteiro).<br />
A cidade de São Paulo não é das mais afetadas pela dengue. Nuns anos têm 500 casos, noutros 800. Noutros anos, uma dúzia. Mas já houve microssurtos até no rico Pacaembu e na região da rua Oscar Freire, onde uma bolsa pode custar o preço de um carro e as pessoas andam em carros que custam um apartamento. Porém não houve comandos de erradicação de potinhos de água parada nem um surto de vendas de raquetes elétricas para matar mosquitos. Lembram-se das raquetes elétricas? Viraram moda no verão de 2008, quando o Rio teve uma epidemia violenta, os hospitais desceram a um nível ainda pior de colapso e as Forças Armadas armaram barracas na rua para atender doentes.<br />
Parece, pois, que estamos dispostos a morrer de doenças conhecidas e razoavelmente evitáveis, desde que enraizadas nas nossas miséria e ignorância. Dengue, malária, disenterias que matam milhares devido a condições sanitárias indecentes, atropelamento, facada, tiro -morrer disso, tudo bem. É coisa nossa. Mas um vírus por ora apenas midiático leva multidões às farmácias.<br />
Será mais um caso de doença como metáfora? O mundo quer se distrair dos perigos mais evidentes e imediatos que produziu, como crises financeiras e fome?<br />
Cientistas dizem que, a cada 30 ou 40 anos, há um surto global de gripe. Os últimos ocorreram nos anos 50 e 60. Segundo essa teoria, digamos, do ciclo gripal, estaríamos perto de ter uma irrupção da doença. Mas, segundo os cientistas da área, ainda não sabemos nada sobre a letalidade do vírus, sua origem, velocidade de espraiamento do mal etc. O vírus é por ora apenas &#8220;informacional&#8221;.</p>
<p>vinit@uol.com.br</p>
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		<title>Governo e Ministério da Saúde já estão de prontidão para enfrentar eventual surto de gripe no Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2009 12:59:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Plano prevê 50 hospitais de referência
Além de mobilizar as unidades em todo o País, governo implantou telefone tira-dúvidas
Fernanda Aranda e Felipe Oda &#8211; Jornal da Tarde (JT)
O Brasil colocou em prática ontem um pacote de ação para evitar que o vírus da gripe suína se espalhe em território nacional. Em São Paulo também foi criado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"><strong>Plano prevê 50 hospitais de referência</strong></font></p>
<p><font size="5"><strong>Além de mobilizar as unidades em todo o País, governo implantou telefone tira-dúvidas</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Fernanda Aranda e Felipe Oda &#8211; Jornal da Tarde (JT)</p>
<p>O Brasil colocou em prática ontem um pacote de ação para evitar que o vírus da gripe suína se espalhe em território nacional. Em São Paulo também foi criado um plano de emergência para conter os casos, já que o Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, é apontado como um dos locais de risco de entrada da infecção no País.</p>
<p>Todas as secretarias de Estado da Saúde foram acionadas e 50 hospitais públicos do País estão escalados para serem referência de atendimento em caso de suspeita de contágio. O governo federal vai comprar 100 mil máscaras para seus agentes, além de distribuir 1 milhão de folhetos explicativos sobre o vírus. O Ministério da Saúde também colocou em funcionamento um serviço telefônico para tirar dúvidas da população (0800-61 1997).</p>
<p>Em São Paulo, a Secretaria de Saúde acionou 8 unidades, que ficarão de prontidão, três delas na capital: Hospital das Clínicas, Instituto Emílio Ribas e Hospital São Paulo. No total, são150 leitos de isolamento, dos quais 60 possuem pressão negativa para evitar risco de disseminação. O Centro de Vigilância Epidemiológica de SP encaminhou instrução aos 645 municípios sobre como identificar e tratar casos suspeitos.</p>
<p>“Estamos mobilizando os cerca de 100 mil médicos do Estado, das redes pública e particular, para que notifiquem imediatamente qualquer caso de pacientes com problemas respiratórios agudos, que cheguem principalmente do México e dos EUA”, afirmou o secretário estadual da Saúde de São Paulo, Luiz Roberto Barradas.</p>
<p>A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Infraero anunciaram o reinício do Plano de Contingência à Influenza em 10 aeroportos brasileiros, o mesmo utilizado em 2006 durante a epidemia da gripe aviária. Segundo o governo, 7 mil pessoas desembarcam diariamente nos aeroportos do País vindos de voos procedentes dos Estados Unidos e do México. Ontem, em Cumbica e no Galeão, no Rio de Janeiro, avisos sonoros davam informações aos passageiros.</p>
<p>Entre as orientações está a de que as tripulações dos voos vindos das áreas de contágio deverão avisar a torre de controle dos aeroportos sobre a eventual existência de passageiros com sintomas da doença. Em caso de suspeita, ambulâncias encaminham o paciente para um dos hospitais referência. Além da pessoa com sinais da gripe, todos os demais tripulantes e passageiros deverão ser monitorados, por telefone, por dez dias. A Anvisa se reúne hoje com o sindicato e as companhias aéreas para acertar detalhes da ação.</p>
<p>No domingo, a principal reclamação de quem chegava aos aeroportos do País era a falta de informação e mobilização dos agentes brasileiros. A falha foi reconhecida pela Anvisa, que justificou o atraso devido aos problemas na impressão de folhetos informativos.</p>
<p><strong>AS AÇÕES</strong></p>
<p>O governo distribuirá 1 milhão de panfletos informativos</p>
<p>Compra de 100 mil máscaras cirúrgicas descartáveis para agentes de saúde e população</p>
<p>50 hospitais de referência no País receberão os casos de suspeita de contaminação do vírus</p>
<p>Na capital, esses hospitais são: Hospital das Clínicas, Emílio Ribas e Hospital São Paulo</p>
<p>Envio de mensagens sonoras às companhias aéreas e aeroportos para que elas sejam reproduzidas nos voos e nos saguões</p>
<p>Monitoramento por telefone, por até 10 dias, de passageiros que estiveram em um voo com algum suspeito de contágio</p>
<p>Utilizar as informações da Declaração de Bagagem Acompanhada (DBA) para eventual busca de contatos em caso de suspeita</p>
<p>Estabelecer um acordo de colaboração com as companhias aéreas, que deverão informar sobre passageiros com sintomas</p>
<p>As tripulações deverão orientar os passageiros sobre a doença e solicitar que as pessoas com sintomas se identifiquem</p>
<p>Dúvidas sobre a gripe suína poderão ser esclarecidas pelo telefone 0800-61 1997</p>
<p>Informações também estão disponíveis no site: www.anvisa.gov.br/hotsite/influenza/index.htm</p>
<p><strong><br />
HISTÓRIA</strong></p>
<p><strong>SEM ALARDE</strong></p>
<p>Autor de uma série de estudos sobre saúde pública e as epidemias do século 20, o sociólogo e historiador Claudio Bertolli Filho, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), combate o estado de pânico e lembra dos avanços da medicina nos últimos cem anos. “Sempre que se fala em gripe fica a ideia de que uma tragédia vai acontecer, milhões serão contaminados e milhares morrerão. Esse é um discurso muito comum e que de tempos em tempos reaparece. O que se desconsidera nesse discurso é a evolução da saúde”, diz<br />
o especialista</p>
<p><strong>GRIPE ESPANHOLA<br />
</strong><br />
Segundo ele, existe a hipótese de que a gripe espanhola (que arruinou o mundo em 1918) tenha surgido em um quartel no Texas, antes da 1º Guerra Mundial, que ficava ao lado de uma criação de porcos</p>
<p><strong>MUTAÇÃO<br />
</strong><br />
Bertolli Filho diz ainda que o vírus gripal é um dos que mais muda com o decorrer do tempo. Especula-se que, em média, a cada 80 ou 90 anos, uma mutação cause a elevação do grau de letalidade dos vírus. Quando isso ocorre, corresponde a cerca de 1% a 1,5% de mortes do universo de contaminados</p>
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		<title>Espirito de porco</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2009 12:39:36 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Panico sobre gripe serve à especulação na bolsa, venda de remédios, xenofobia contra imigrantes e queda no consumo de carne de porco. Aqui no Brasil seguramente para atacar o presidente Lula, como já aparece em algumas cartas de leitores nos jornais. É o que se chama espirito de porco.
Leia a seguir a interessante entrevista publicada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Panico sobre gripe serve à especulação na bolsa, venda de remédios, xenofobia contra imigrantes e queda no consumo de carne de porco. Aqui no Brasil seguramente para atacar o presidente Lula, como já aparece em algumas cartas de leitores nos jornais. É o que se chama espirito de porco.<br />
Leia a seguir a interessante entrevista publicada hoje no jornal <strong>O Estado de São Paulo</strong> com um historiador que reposiciona no seu contexto histórico o alarmismo midiático atual. LF</p>
<p align="center"><em>Clique na imagem da entrevista do jornal <strong>O Estado SP</strong> para ampliar e ler</em></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/04/gripe-suina.jpg" title="gripe-suina.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/04/gripe-suina.jpg" title="gripe-suina.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/04/gripe-suina.jpg" alt="gripe-suina.jpg" width="554" height="210" /></a></div>
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		<title>Entenda a gripe suína</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2009 11:39:35 +0000</pubDate>
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Gripe surgiu em criações de porcos e reúne genes de vírus que podem atingir suínos, aves e humanos. Saiba o que ela é e como se prevenir
Fonte O Estado SP




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			<content:encoded><![CDATA[<h1></h1>
<h2>Gripe surgiu em criações de porcos e reúne genes de vírus que podem atingir suínos, aves e humanos. Saiba o que ela é e como se prevenir</h2>
<p style="background-color: #ffff99">Fonte O Estado SP</p>
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		<title>Comentários do papa sobre camisinha são &#8216;ameaça&#8217;, diz França</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 21:15:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Na África, Bento 16 disse que uso de preservativos pode prejudicar no combate à Aids.

&#8220;A camisinha é a vida&#8221; cartaz na frente da igreja do Sacré-Cœur em Paris &#8211; França
BBC Brasil
 &#8211; A França condenou nesta quarta-feira as declarações do papa Bento 16 rejeitando o uso de preservativos na luta contra a Aids, qualificando-as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <font size="5"><strong>Na África, Bento 16 disse que uso de preservativos pode prejudicar no combate à Aids.</strong></font></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.hns-info.net/local/cache-vignettes/L500xH335/aup-pape-capote-vie-montmartre-20080913-11565-fde6e.jpg" alt="http://www.hns-info.net/local/cache-vignettes/L500xH335/aup-pape-capote-vie-montmartre-20080913-11565-fde6e.jpg" /></div>
<div style="text-align: center"><em><strong>&#8220;A camisinha é a vida&#8221;</strong> cartaz na frente da igreja do Sacré-Cœur em Paris &#8211; França</em></div>
<p style="background-color: #ffff99">BBC Brasil</p>
<p> &#8211; A França condenou nesta quarta-feira as declarações do papa Bento 16 rejeitando o uso de preservativos na luta contra a Aids, qualificando-as como &#8220;uma ameaça&#8221;.</p>
<p>&#8220;Enquanto não cabe a nós julgar a doutrina da Igreja, consideramos que tais comentários são uma ameaça às políticas de saúde pública e a obrigação de proteger a vida humana&#8221;, disse o porta-voz do ministro das Relações Exteriores francês, Eric Chevalier.</p>
<p>O papa Bento 16 disse na terça-feira, em visita a Camarões, que o uso de preservativos pode agravar o problema da Aids.</p>
<p>Ele chamou a doença de &#8220;uma tragédia que não pode ser combatida apenas com dinheiro ou a distribuição de preservativos, os quais podem, inclusive, aumentar o problema.&#8221;</p>
<p>Leia mais na BBC Brasil: Papa rejeita preservativos como solução para a Aids na África</p>
<p>A solução, segundo Bento 16, se encontra &#8220;em um despertar espiritual e humano&#8221; e &#8220;amizade com os que sofrem&#8221;.</p>
<p>O pontífice defende a fidelidade e a abstinência como formas de combater a doença.</p>
<p>No entanto, as declarações causaram espanto em alguns ativistas que dizem que o uso de preservativos é um dos únicos métodos comprovadamente eficazes de combate à doença.</p>
<p>&#8220;A oposição dele aos preservativos indica que dogmas religiosos são mais importantes para ele do que as vidas dos africanos&#8221;, afirma Rebecca Hodes, da ONG sul-africana de combate à Aids Treatment Action Campaign.</p>
<p>Se calcula que cerca de 22 milhões de pessoas são infectadas com o vírus do HIV na África ao sul do Deserto do Saara, segundo dados da ONU de 2007.</p>
<p>O total representa dois terços de todos os infectados do mundo.</p>
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		<title>Confiança no parceiro é principal motivo para dispensar camisinha</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 21:01:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Estudo mostra que razão é citada mesmo por quem tem parceiros eventuais
FLÁVIA MANTOVANI &#8211; FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL
A confiança no parceiro é a principal razão para deixar de usar camisinha mesmo quando se trata de sexo casual, revela estudo inédito da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Foram ouvidas 79.075 pessoas que procuraram os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" width="480" height="385"><param name="height" value="385" /><param name="width" value="480" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/WnZdfJsgSTM&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" /><embed type="application/x-shockwave-flash" height="385" width="480" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" src="http://www.youtube.com/v/WnZdfJsgSTM&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b"></embed></object></div>
<p><strong>Estudo mostra que razão é citada mesmo por quem tem parceiros eventuais</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">FLÁVIA MANTOVANI &#8211; FOLHA SP</p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL<br />
A confiança no parceiro é a principal razão para deixar de usar camisinha mesmo quando se trata de sexo casual, revela estudo inédito da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.</p>
<p>Foram ouvidas 79.075 pessoas que procuraram os Centros de Aconselhamento e Testagem para fazer o exame de HIV entre 2000 e 2007 e afirmaram não ter usado preservativo. Do total, 43,68% apontaram essa razão para deixar a camisinha de lado. Nesse grupo, 23,5% disseram ter tido relações com parceiros eventuais.</p>
<p>&#8220;Ainda é muito difícil conscientizar sobre o uso da camisinha. Há pessoas que deixam de usá-la porque confiam no parceiro, mas depois buscam um teste de HIV, o que mostra que podem ter refletido melhor&#8221;, diz Maria Clara Gianna, diretora do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids.</p>
<p>Ela diz que o que preocupa não é o fato de ter parceiros eventuais, mas de confiar neles a ponto de dispensar a prevenção. &#8220;Tanto em caso de parceria fixa quanto eventual, a confiança deve ser bastante avaliada.&#8221;</p>
<p>Se um casal estável decidir parar de usar o preservativo, o melhor é que faça o teste de HIV. &#8220;Fazer o exame é importante, mas não é suficiente, já que ele pode cair no período da janela imunológica&#8221;, pondera Gianna. Trata-se do intervalo entre a infecção pelo vírus e a detecção de anticorpos pelos exames. Esse tempo, no qual pode haver resultado falso-negativo, é de duas a oito semanas, mas pode se prolongar.</p>
<p>Para aumentar a segurança, a psicóloga Maria Cristina Antunes, pesquisadora do Nepaids (Núcleo de Estudo para a Prevenção da Aids), da USP (Universidade de São Paulo), recomenda refazer o exame três meses depois, mas diz que não se pode dispensar a chance de infidelidade. &#8220;De acordo com estudos, cerca de 45% da população brasileira já foi infiel. A camisinha é a melhor proteção&#8221;, afirma.</p>
<p>Não gostar da camisinha foi a segunda razão mais citada para deixá-la de lado. Uma dica para reduzir o desconforto é passar lubrificante por dentro e por fora do acessório, diz Antunes.</p>
<p>Falta de informação é o terceiro item no ranking de &#8220;desculpas&#8221;. &#8220;Mesmo com todas as campanhas existentes, ainda há esse problema. Precisamos continuar falando sempre a respeito&#8221;, diz Gianna.</p>
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		<title>Programa de aids começa a estagnar</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jan 2009 11:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na opinião de especialistas, epidemia tem novas características que exigem mudança, principalmente na prevenção
Lígia Formenti, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP
Após sucessivos elogios recebidos no cenário internacional, o Programa Nacional de DST-Aids começa a dar sinais de estagnação. Indicadores importantes, como número de casos novos e taxa de mortalidade, praticamente não mudaram nos últimos cinco anos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Na opinião de especialistas, epidemia tem novas características que exigem mudança, principalmente na prevenção</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Lígia Formenti, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</p>
<p>Após sucessivos elogios recebidos no cenário internacional, o Programa Nacional de DST-Aids começa a dar sinais de estagnação. Indicadores importantes, como número de casos novos e taxa de mortalidade, praticamente não mudaram nos últimos cinco anos. Os índices de transmissão da mãe para o bebê durante a gravidez caíram, mas não como era esperado pelo próprio governo.</p>
<p>Além disso, com o aumento de casos no Norte e Nordeste entre homossexuais jovens e pessoas com mais de 50 anos, a epidemia adquiriu novas características, o que exige mudança na forma de atuação, principalmente na área de prevenção.</p>
<p>&#8220;O quadro é bastante preocupante, mas o que vemos é apenas comemoração&#8221;, afirma Mário Scheffer, da organização não-governamental Pela Vidda. Todos os dias , 97 pessoas se contaminam com o HIV, vírus da aids, e outras 30 morrem por causa da doença. &#8220;É como se um ônibus caísse do despenhadeiro diariamente e ninguém se importasse.&#8221;</p>
<p>Para Scheffer, os números estampam a necessidade de o programa fazer uma autocrítica, perceber o que não está dando certo e, nessas áreas, mudar a estratégia. &#8220;Mas o que vemos é o oposto. Há uma percepção coletiva de que tudo está maravilhoso, que temos o maior programa do mundo. Estamos vivendo de sofismas, não da realidade.&#8221;</p>
<p>O pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Alexandre Grangeiro diz que os dados divulgados no último boletim, em novembro, estampam uma lista de desafios que precisam ser enfrentados. Grangeiro, que já foi coordenador do programa nacional, observa que o País hoje apresenta não uma, mas várias epidemias de aids. Nas Regiões Sudeste, Sul e na faixa litorânea, há uma epidemia mais antiga e estabilizada, com queda do número de soropositivos usuários de drogas e um aumento dos casos entre gays jovens. No Norte e Nordeste, existe uma epidemia bem mais recente, formada principalmente por transmissão heterossexual. &#8220;Isso exige a adoção de estratégias diferenciadas na prevenção e na melhoria da qualidade do atendimento.&#8221;</p>
<p>O que preocupa nos Estados do Norte é a combinação de alguns fatores &#8211; menor tendência ao uso de preservativos, iniciação sexual precoce, menos interesse pelo teste para detectar o HIV. Todas características que dificultam a prevenção e o acesso mais rápido ao tratamento. Talvez por isso a Região Norte apresente uma tendência de aumento nos índices de mortalidade. &#8220;Com a interiorização da aids, o País enfrenta outro problema, que é a desigualdade na qualidade dos serviços, a dificuldade no acesso ao tratamento. Isso precisa ser solucionado&#8221;, avalia a coordenadora da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), Cristina Pimenta.</p>
<p>Grangeiro aponta ainda outros dois pontos que precisam ser melhorados: quantidade de pessoas testadas para o HIV e o acesso a tratamento para gestantes contaminadas. &#8220;Muito se fala que a aids somente será controlada com a vacina. No caso das gestantes, o tratamento existente é uma forma de vacina, algo que previne a infecção do feto em quase 98% dos casos. Mesmo assim, o País continua registrando, todos os anos, uma triste marca de contaminações em bebês.&#8221;</p>
<p>O pesquisador da USP acredita que os maiores desafios estão em áreas que dependem de ações governamentais gerais. &#8220;Sem infraestrutura adequada nos serviços, não há como garantir diagnóstico precoce. Sem pré-natal de qualidade, não há como se certificar de que a gestante não é portadora do vírus, não há como ofertar tratamento adequado antiaids para o bebê. A qualidade das ações acaba esbarrando nos problemas gerais.&#8221;</p>
<p><strong>PREVENÇÃO</strong></p>
<p>A estimativa é de que 46% dos pacientes cheguem aos serviços em estágio adiantado da doença. Com isso, o efeito dos remédios antiaids será limitado. &#8220;Há muito o que melhorar nesta área&#8221;, diz Grangeiro. O infectologista Caio Rosenthal tem avaliação semelhante. &#8220;O programa melhorou muito, há avanços inegáveis. Mas em alguns pontos é possível avançar mais, como no diagnóstico precoce.&#8221; O infectologista Celso Ramos concorda: &#8220;É preciso mudar a cultura, tornar o teste mais disponível em toda a rede. &#8220;</p>
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		<title>Saúde: os números ocultam</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 15:41:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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célula cancerosa vista ao microscópio eletrônico
AGNES MARIE SÁ FIGUEIREDO &#8211; O GLOBO
É inegável as conquistas obtidas em nosso país com relação a certas doenças infecciosas, principalmente aquelas cujas medidas de prevenção e/ou controle são mais conhecidas e efetivas, como a diarréia, a tuberculose, a malária e outras, conforme indicam as publicações recentes do Ministério da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/saude-os-numeros-ocultam/8552/" rel="attachment wp-att-8552" title="celula_cancer_peito.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/11/celula_cancer_peito.jpg" alt="celula_cancer_peito.jpg" /></a><font size="1"><em><br />
célula cancerosa vista ao microscópio eletrônico</em></font></p>
<p>AGNES MARIE SÁ FIGUEIREDO &#8211; O GLOBO</p>
<p>É inegável as conquistas obtidas em nosso país com relação a certas doenças infecciosas, principalmente aquelas cujas medidas de prevenção e/ou controle são mais conhecidas e efetivas, como a diarréia, a tuberculose, a malária e outras, conforme indicam as publicações recentes do Ministério da Saúde (Saúde Brasil 2007). Entretanto, o vasto universo das doenças causadas por microrganismos não se resume às doenças geralmente agrupadas como “infectocontagiosas” ou “infecciosas e parasitárias”.</p>
<p>Os microrganismos, sejam os protozoários, os fungos, as bactérias e, ainda, os vírus, estão envolvidos em diferentes tipos de afecções.</p>
<p>Por exemplo: há alguns anos, jamais poderíamos imaginar que certos tipos de cânceres estariam associados a tais seres microscópicos.</p>
<p>No entanto, um dos ganhadores do Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina 2008, Dr. Harald zur Hausen, foi agraciado com essa honraria, justamente, por ter relacionado o câncer de colo de útero, o segundo mais freqüente em mulheres, com o papiloma vírus humano (HPV). Mas não pensem que a associação entre microrganismos e câncer se encerra aí.</p>
<p>Uma bactéria conhecida como Helicobacter pylori, a qual é encontrada no estômago de cerca de 2/3 da população mundial, é o principal fator de risco de úlcera péptica e duodenal, aumenta, segundo estudos, o risco de câncer gástrico, linfoma de tecido linfóide associado à mucosa, conhecido como linfoma de MALT, e, ainda, de câncer pancreático.</p>
<p>Portanto, parece-me fundamental que a sociedade seja alertada sobre o papel das doenças infecciosas em determinados tipos de cânceres e, conseqüentemente, sobre sua influência “silenciosa” nas taxas de óbtidos. Além disso, em certas circunstâncias, o câncer por si só pode predispor o paciente a severas e recorrentes infecções. Por outro lado, a neutropenia (que reflete um comprometimento do sistema imunológico) é reconhecida há décadas como importante fator de risco para o desenvolvimento de infecções em pacientes submetidos a certas quimioterapias.</p>
<p>Portanto, é fato amplamente conhecido, pela comunidade médica, que as doenças infecciosas são importantes causas de mortalidade entre pacientes com diversos tipos de neoplasias malignas.</p>
<p>Realmente, por muitos e muitos anos, a tuberculose foi a principal causa de morte entre as doenças respiratórias de adultos. Porém, apesar de os óbitos por essa doença ter diminuído, outras infecções respiratórias, as de natureza aguda, estavam em 2005 na 5ª ou 6ª posição entre as 10 principais causas de morte em nosso país, segundo dados do Saúde Brasil 2007. Cabe acrescentar que, através de um estudo recente do Unicef/OMS intitulado “Pneumonia: the forgoten killer of children, 2006”, ficou constatado que essa doença mata mais crianças do que qualquer outra, e estimase que seja responsável pela morte de cerca de 2.000.000 de crianças a cada ano, em todo o mundo, sendo as espécies bacterianas Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae as principais responsáveis. Porém, infelizmente, pouca atenção tem sido dada para essa doença. Nesse mesmo estudo foi estimado que 150.000.000 de episódios de pneumonia devam ocorrer a cada ano, sendo que o Brasil estaria em 5o lugar, junto com a Etiópia, com 4.000.000 de casos. É preciso salientar que não somente as crianças estão mais susceptíveis às pneumonias; os indivíduos idosos também estão entre a população susceptível e, portanto, com elevado risco para a doença e conseqüente mortalidade.</p>
<p>Vale lembrar, aqui também, outros importantes “matadores” que ficaram esquecidos nesta estória, as doenças hoje conhecidas como “infecções associadas a serviços de saúde” (IASS), em que se incluem as infecções hospitalares. Essas doenças acometem pacientes, durante o curso de um tratamento que receberam para debelar outra doença, em um estabelecimento que presta serviço de saúde. Segundo os Centers for Diseases Control (CDC), nos Estados Unidos, as IASS estão entre as 10 principais causas de mortalidade.</p>
<p>Não devemos, em hipótese alguma, sob pena de estarmos causando um erro grave, subestimar o impacto de tais doenças em nosso meio.</p>
<p>Estudos têm demonstrado que os índices dessas infecções são maiores em países da América Latina e da África. Agrava-se a essa triste estatística o fato de que muitas dessas infecções, como as que ocorrem nos hospitais, são causadas por bactérias resistentes a múltiplos antibióticos. Tal fato dificulta, significativamente, a pronta prescrição pelos médicos de uma terapia antibiótica eficaz, contribuindo assim para o aumento do número de óbitos.</p>
<p>Aos profissionais da saúde cabem estar atentos para os fenômenos resultantes da evolução adaptativa dos microrganismos, os quais culminam, algumas vezes, no surgimento de novas doenças (conhecidas como emergentes) e, em outras vezes, no aumento da incidência de doenças antigas, porém com características epidemiológicas singulares, únicas, as quais, quando não reconhecidas, podem mascarar os índices dessas infecções e da mortalidade associada.</p>
<p>Aos nossos políticos cabe o ônus da necessidade de aplicarem mais recursos para o desenvolvimento de laboratórios e sistemas cada vez mais sofisticados, visando à coleta e posterior análise de dados, sobre tais doenças, de maneira que os números possam nos apontar, de forma mais reveladora, esse mundo micro, porém da maior importância para a saúde global.</p>
<p>AGNES MARIE SÁ FIGUEIREDO é diretora do Instituto</p>
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		<title>Da boca para dentro</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 17:30:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Novas pesquisas relacionam boa saúde oral à prevenção de várias doenças
Antônio Marinho* &#8211; O GLOBO
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<p><font size="4"><strong>Novas pesquisas relacionam boa saúde oral à prevenção de várias doenças</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Antônio Marinho* &#8211; O GLOBO</strong></p>
<p>Imagine despejar todos os dias a maior parte de seu lixo no manancial de um rio. Com o tempo, lagos e fontes que recebem seu fluxo serão poluídos e podem morrer. É mais ou menos isso que ocorre ao negligenciarmos a higiene bucal. O acúmulo de bactérias em estruturas que envolvem os dentes causa inflamações e aumenta o risco de infecções em todo o corpo. Agora, novos estudos confirmam que cuidar da saúde oral protege contra infarto e derrame. Há quem afirme que a prevenção vai além. Pessoas que escovam mal os dentes e raramente visitam o dentista correm maior risco de cânceres, demência e até de parto prematuro.<br />
O problema começa com o acúmulo de bactérias ao redor dos dentes, formando placas que atacam as gengivas e outras estruturas.<br />
Aos poucos, os germes invadem tecidos e produzem substâncias tóxicas que inflamam as gengivas (gengivite), e alguns chegam à corrente sangüínea. Daí pegam carona para o coração e outros órgãos. Em casos graves (periodontites), os tecidos de suporte são afetados — com destruição de colágeno e de ligamentos — , responsáveis por manter os dentes nos ossos. De 7% a 15% da população mundial sofrem desse mal.</p>
<p>— Mais pesquisas sugerem associação entre infecções orais e doenças sistêmicas — diz a dentista americana Sally Cram.<br />
Um exemplo é o estudo da Universidade de Bristol, de Howard Jenkinson. Na reunião da Sociedade Geral de Microbiologia, ele disse que centenas de cepas de bactérias vivem na boca e algumas entram no sangue. Isso pode causar problema cardíaco, mesmo em saudáveis. Elas produzem agrupamento de plaquetas, formando escudo contra o sistema imunológico e antibióticos.<br />
<strong><br />
Sem tratamento, risco de parto prematuro aumenta</strong></p>
<p>Maurizio Tonetti, chefe da Divisão de Periodontologia da Universidade de Connecticut, investigou se um tratamento para anular a produção de bactérias e toxinas da boca seria benéfico em pacientes com aterosclerose.<br />
Os resultados foram animadores. Em artigo na revista “New England Journal of Medicine”, ele mostrou que indivíduos submetidos por seis meses a intenso tratamento de doença das gengivas não apenas se livraram desse mal, mas melhoraram a função do endotélio (a camada interna dos vasos).<br />
E pesquisa na Grã-Bretanha, com 366 gestantes, publicada no “Journal of Periodontology”, indicou que o tratamento de infecção de tecidos da gengiva reduziu o índice de nascimentos prematuros em 84%. Segundo os autores, essa doença eleva a produção de prostaglandina, substância que pode induzir ao parto. As grávidas que receberam cuidados dentários antes da 35ª semana tiveram menor chance de dar à luz antes da hora. Em outro trabalho, na revista “The Lancet Oncology”, autores associaram doenças das gengivas a maior chance de tumores de pulmão, fígado, rim e pâncreas, além de Alzheimer.<br />
Porém não souberam explicar essa relação.</p>
<p>— Dados apontam risco adicional de até 2,8 para infarto em pessoas com periodontites.</p>
<p>Já encontraram traços de bactérias das gengivas em placa ateromatosa retirada em cirurgias. A forte resposta imune estimulada por periodontites parece ser o principal mecanismo na relação com doenças sistêmicas, como diabetes, artrite, a doença pulmonar obstrutiva crônica, úlceras, pneumonias, além de indução a parto prematuro e problema cardiovascular — diz Luciano Oliveira, doutorando em periodontia pela Uerj e membro da Sociedade Brasileira de Diabetes.<br />
Mau hálito, retração e sangramento gengival podem ser os primeiros sinais, explica a dentista Cristiane Vivacqua. Ela diz que pessoas com gengivas doentes são duas vezes mais susceptíveis a queixas cardíacas.</p>
<p>— Doença periodontal pode piorar males cardíacos já existentes. Às vezes é necessária a profilaxia antes de tratamentos dentários, como uso de antibióticos. Isso é avaliado pelo dentista e médico — alerta.<br />
Já a dentista Flávia Rabello de Mattos, especialista em implantes, lembra que diabetes, síndrome de Down, doença de Crohn e Aids favorecem a periodontite: — Habitualmente, doença da gengiva não causa dor, até que dentes se afrouxem ao mastigar ou se forme abcesso. Em fumantes, sinais iniciais são mascarados e eles só percebem o problema quando a perda óssea é grave. Sem tratamento, a perda óssea poderá ser de 1mm/ano.</p>
<p>* Com ‘The Washington Post’ e agências de notícias Existem cerca de 700 cepas de diferentes bactérias (como estafilococo e estreptococo) em uma boca saudável, metade ainda não classificada. Em agosto foi descoberta uma nova espécie, Prevotella histicola, que pode estar relacionada a cáries e doenças da gengiva. Se as bactérias entrarem na corrente sangüínea, podem causar problemas cardíacos e até derrame, mesmo que a pessoa esteja em boa forma física.</p>
<p>Há cerca de cem milhões de bactérias em cada mililítro de saliva. Vírus, fungos e protozoários também vivem na boca. Segundo cientistas, microorganismos procedentes de gengivas infectadas interagem com as plaquetas (elas participam do processo de coagulação, evitando hemorragias) provocando a inflamação das artérias, levando a seu estreitamento.</p>
<p>As bactérias também se unem aos depósitos de gorduras presentes nas artérias, o que pode facilitar a formação de coágulos. Outra explicação é que, ao se movimentar pelo corpo por meio do sangue, a bactéria estimula o sistema imunológico, causando inflamações que entopem as artérias.</p>
<p>Estudos americanos dizem que doenças das gengivas e outras infecções na boca estão associadas à maior incidência de câncer de pulmão, de sangue e de rim, além de pancreatites.<br />
<font size="5"><strong><br />
Exame da saliva ajuda a prevenir perda de dentes</strong></font></p>
<p><strong><br />
Alteração no fluido pode ser sinal de doença, mas dentistas ignoram avaliação</strong></p>
<p>Prestar atenção na saliva ajuda a melhorar a qualidade de vida já que o fluido pode revelar alterações no organismo. No entanto, estudo coordenado pela dentista Denise Falcão, do Departamento de Odontologia da Universidade de Brasília (UnB), diz que apenas 7% dos dentistas costumam fazer o exame, que é simples. E pelo menos 69% dos profissionais entrevistados disseram não ter assistido à aula sobre saliva em cursos de especialização e/ou mestrado.<br />
A saliva desempenha funções no equilíbrio da orofaringe. A falta desse fluido torna o pH bucal ácido e favorece a cárie.<br />
Além disso, a saliva contém uma substância que estimula a cicatrização da mucosa bucal e do esôfago. Portanto, sua deficiência predispõe a esofagites e aftas.</p>
<p>— Em outro estudo na UnB, vimos que a pessoa com saliva viscosa tem mais chances de sofrer mau hálito. Verificamos que portadores de doença periodontal costumam apresentar pH alcalino e saliva viscosa — disse Denise. — Não há como estabelecer relação de causa/efeito, mas as alterações dos padrões da saliva são indicadores de riscos para doenças.<br />
Ela cita, por exemplo, a doença autoimune síndrome de Sjögren, que se caracteriza pela redução de saliva e lágrimas, entre outros sintomas. Geralmente é diagnosticada após anos, o que compromete muito a saúde. Entretanto, se o exame da saliva fosse feito rotineiramente, a doença seria detectada precocemente.</p>
<p>— Outro exemplo é que a saliva muito fluida e/ou a falta de saliva pode ser uma das causas de ardência bucal, situação muito comum principalmente nas mulheres na pós-menopausa, e isso costuma causa depressão. Mudança na coloração pode indicar descamação excessiva da mucosa, inflamações e infecções — alerta Denise.<br />
Até mesmo o sono é ruim quando há pouca saliva. Isso porque a pessoa tende a se levantar com freqüência para beber água.<br />
Outros problemas são a maior chance de ter aftas e outras lesões em mucosa da boca; menor fixação de restaurações dentárias, alteração de paladar e até dificuldade para falar. Segundo Denise, o teste — mostra a quantidade, a cor, a viscosidade e o pH — dura 30 minutos e deve ser feito uma vez ao ano, ou a critério do dentista. A coleta e a seqüência de avaliação deverá ser repetida em um outro dia e no mesmo horário para verificar a média dos valores.</p>
<p>— Carregada de imunoglobulinas ou anticorpos, a saliva tem participação decisiva em algumas doenças — diz o dentista Luciano Oliveira. — Embora seja um bom método auxiliar de diagnóstico, é pouco difundido em consultórios.<br />
A dentista Flávia Rabello afirma que o aumento da produção de saliva, quando necessário, poderá ser conseguido com técnicas para estimulação e uso de medicamentos.<br />
Há ainda a possibilidade de receitar substitutos desse fluido.<br />
Outro estudo na UnB investiga a possibilidade de usar células-tronco na regeneração de tecidos com infecções bacterianas.<br />
E cientistas do King’s College, de Londres, tentam produzir dentes a partir de células-tronco e realizaram pesquisas em camundongos. As células seriam programadas para se transformar em dentes e depois transplantadas para a mandíbula.</p>
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