29/09/2008 - 09:08h É possível instalar internet sem fio grátis em toda SP?

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O jornal O Estado de São Paulo tem um caderno semanal dedicado a tecnologia digital, computação, internet etc. feito por gente que entende do assunto, jornalistas especializados em novas tecnologias.

Hoje uma parte do caderno esta dedicada ao debate do assunto novas tecnologias e eleições à prefeitura de São Paulo. Vou reproduzir aqui os diversos artigos cheios de informações e que respondem as dúvidas sobre as diferentes propostas (A Folha vai poder aproveitar o rico material e dissipar algumas das dúvidas que ela tem).  LF

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Rodrigo Martins - O Estado de São Paulo

Sinal dos tempos. Pela primeira vez em uma eleição para a Prefeitura de São Paulo, a tecnologia teve um papel protagonista nos programas eleitorais dos principais candidatos.

Líder nas pesquisas, Marta Suplicy (PT) prometeu conectar toda a cidade à internet sem fio. Foi a deixa para os demais candidatos bombardearem o eleitor com propostas hi-tech.

Para consolidar as diversas propostas, o Link convidou os seis principais candidatos a prefeito a apresentar suas idéias de governo eletrônico. E entrevistou especialistas para mostrar qual é a situação atual de São Paulo e outras prefeituras e quais são as prioridades.

Se você gosta de tecnologia, agora tem mais um elemento para decidir em quem votar.

Marcus Vinícius Brasil - Caderno Link - O Estado de São Paulo

Será que acessar a internet a partir de qualquer ponto de São Paulo, sem fio e gratuitamente, é mais uma daquelas propostas de campanha impossíveis de realizar? Segundo a maioria dos especialistas ouvidos pelo Link, a resposta é não. Tecnicamente, dá para ser feito.

O projeto ganhou os holofotes nesta campanha por conta da promessa da candidata Marta Suplicy (PT) de instalar 3 mil pontos de Wi-Fi ao custo de R$ 64,4 milhões. Os outros principais candidatos também fazem promessas similares.

A idéia não parece absurda para quem já executou empreitadas similares em cidades do interior do Brasil, como Piraí, no Rio de Janeiro. “É possível”, garante Franklin Dias Coelho, pesquisador da Universidade Federal Fluminense e responsável pelo projeto Piraí Digital.

Apesar da população de 23 mil habitantes ser centenas de vezes inferior à de São Paulo, e da paisagem do pequeno município não contar com amontoados de edifícios, Piraí pode servir como medida de comparação, segundo o pesquisador. “Em São Paulo é necessário uma rede mais complexa, mas é possível aproveitar a estrutura dos prédios para instalar os pontos de Wi-Fi”, diz Coelho.

Segundo Franklin, o sistema de transmissão de internet é comparável ao de distribuição de água. “Construímos um grande duto de conectividade que passa pelo meio da cidade. A partir dele, espalhamos pequenos veios que alimentam os bairros.” Em Piraí, o custo foi de R$ 900 mil.

Leonardo Mendes, pesquisador da Unicamp e responsável pelo projeto de cidade digital do município de Pedreira (interior de São Paulo), concorda que a proposta é viável, mas afirma que, com o orçamento de R$ 64,4 milhões sugerido por Marta, seria possível cobrir cerca de 50% da capital, segundo dados utilizados em Pedreira.

“No modelo que utilizamos, o valor por habitante fica entre R$ 12 e R$ 16. Mas vale lembrar que São Paulo possui características diferentes. Só um estudo aprofundado daria números exatos”, explica Mendes.

No Brasil, já há um exemplo de grande cidade que está construindo sua “bolha de conexão”.

Belo Horizonte (MG), com 2,5 milhões de habitantes, deve inaugurar no fim de outubro uma rede sem fio que cobrirá toda a cidade. Só que a rede não estará aberta aos internautas em todos os lugares para “não competir com as concessionárias de banda larga”.

A tecnologia usada será WiMAX, que permite enviar o sinal por quilômetros, mas que não pode ser captada pela maioria dos desktops e notebooks da atual geração. Em 300 órgãos municipais, oito praças e uma favela, o sinal será convertido para WiMesh (tecnologia semelhante ao Wi-Fi). Daí sim será possível captar o sinal. “O projeto custará R$ 5 milhões”, explica Pedro Ernesto, presidente da Prodabel, órgão municipal de tecnologia que implementa o projeto.

A conexão já está aberta experimentalmente, embora haja apenas cerca de 800 usuários até agora. Maysa de Castro, de 30 anos, que mantém um blog sobre tecnologia (www.maysadecastro.com.br), é uma delas. “A velocidade da conexão é bem satisfatória”, garante.

Segundo Diniz, a experiência de Belo Horizonte poderia ser replicada em São Paulo. “Mesmo em áreas com prédios, a antena de WiMAX irradia o sinal por 8 quilômetros. Já o WiMesh, em áreas abertas como periferias, alcança até 200 metros. Em regiões mais densas, com prédios e árvores, há mais interferência.”

A Prefeitura de São Paulo afirma que faz testes há um ano com a tecnologia WiMAX. “Ainda não chegamos a conclusões com relação à transmissão, segurança da conexão e qual público irá atender”, explica João Octaviano Machado Neto, presidente da Prodam, órgão municipal de tecnologia.

Ele diz que, “pelas normas internacionais”, seria necessário instalar 30 mil antenas Wi-Fi para levar à população esse sinal transmitido via WiMAX. Em teste, estão previstas conexões no parque do Ibirapuera e no Centro Cultural São Paulo.

WiMAX é alternativa ao Wi-Fi

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O Wi-Fi não é a única resposta para a internet gratuita em São Paulo. Apesar de ser a tecnologia de acesso sem fio mais disseminada, há opções para um sistema público de grandes proporções.“A proximidade dos prédios torna mais fácil o uso de um modelo baseado em cabeamento, por exemplo. Mas, por outro lado, ela dificulta a propagação de sinais transmitidos via rádio”, diz Leonardo Mendes, pesquisador da Unicamp.

Além da questão geográfica, o Wi-Fi esbarra em outros problemas. Um sistema aberto, sem codificação, permite que invasores tenham fácil acesso aos dados transmitidos. Consultar contas bancárias ou trocar informações sigilosas em redes desse tipo é uma prática bastante arriscada.

Por esse motivo, outros serviços de internet paga dificilmente perderiam seu espaço. Quem precisa de uma conexão robusta, segura e muito veloz, não poderia depender do sistema público.

Questionada se a implementação de uma rede gratuita afetaria a estratégia de vendas de seus pacotes 3G, a assessoria da operadora Vivo disse que “a empresa acredita que qualquer meio de popularizar o acesso à internet é benéfico e não altera as estratégias de venda”.

O uso do WiMAX – uma variação de internet sem fio de maior alcance e velocidade – é outra alternativa aos problemas do Wi-Fi. Apesar dos computadores de hoje ainda não estarem adaptados à tecnologia, o pesquisador Franklin Coelho, do projeto Piraí Digital, apresenta uma solução possível.

“Dá para utilizar o WiMAX para fornecer o veio principal de conexão. Os custos seriam menores, já que seu sinal possui maior alcance. A partir dele, seria possível puxar ramificações com tecnologia Wi-Fi, já que a maioria dos computadores (principalmente notebooks) já vêm adaptados a ela.”

VER TAMBÉM NO SITE DA CAMPANHA MARTA SOBRE INTERNET SEM FIO 

23/09/2008 - 12:33h Tadao Takahashi, pai da Internet no Brasil defende proposta de Marta

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Tadao Takahashi foi quem planejou e conduziu a implantação da Internet no Brasil. Criador e coordenador-geral da Rede Nacional de Pesquisas, do Ministério da Ciência e Tecnologia. Foi membro fundador do Comitê Gestor Internet e, em segundo mandato, co-responsável pela formalização do NIG.BR (grupo que opera a internet brasileira). Foi o coordenador-geral do Programa Sociedade da Informação (1999-2003), da Presidência da República. É presentemente membro do Advisory Panel da Global Alliance on ICTs for Development (GAID) das Nações Unidas e consultor de vários projetos da Comissão Européia (X-CROSS, WINGS, etc.) envolvendo tecnologia, educação e sociedade.

Tadao não vota em São Paulo, mas considera que Marta está no caminho certo propondo internet sem fio, de graça, na cidade.

Respondendo aos detratores e, indiretamente, aos jornais que jogam “dúvidas”, em relação a consistência das propostas defendidas por Marta, Tadeo Takahashi elaborou um texto do qual reproduzo a parte final aqui. LF

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22/09/2008 - 08:35h Internet grátis na rua é a cara de Berlim

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Quase 20 anos após a unificação, capital alemã busca imagem de cidade tecnológica e tem internet até nos restos do Muro

Lucas Pretti - Berlim - Caderno LINK - O Estado de São Paulo

Você olha para a frente e vê o Portão de Brandemburgo, uma das antigas entradas do reino da Prússia. Foi ali, em 1987, que o ex-presidente norte-americano Ronald Reagan pediu que a Rússia desistisse da Guerra Fria: “Sr. Gorbachev, abra este portão”. História pura.

Logo atrás está o Bundestag (Parlamento) restaurado, com sua impressionante cúpula de vidro, a nova Chancelaria (governo federal) e, mais além, do outro lado do rio Spree, a Hauptbahnhof.

A construção futurista, que chama atenção pela gigantesca parede de vidro e em arco, foi inaugurada em 2006 e detém o título de maior e mais moderna estação de trem da Europa. Tudo lá dentro é transparente. É um marco da capital alemã pós-unificação (1990), que quer ser associada à modernidade.

Diante de tantos marcos do passado e do presente de Berlim, o visitante baixa os olhos e vê o resultado dessa mistura entre tradição e avanço tecnológico. Dezenas de terminais de acesso gratuito à internet estão espalhados pela cidade, alguns bem aqui, na avenida Unter den Linden.

É só tocar na tela e navegar sem fazer cadastro – pelo tempo que quiser. Nos terminais, colocados em pontos de ônibus e bondes, estações de trem e praças, é possível enviar mensagens de graça, consultar mapas e guias de shows e restaurantes. Agora, a parte “velho mundo”: não há filas nem vandalismo.

Após sucessivos traumas históricos, Berlim levou pouco tempo para mudar. O Muro foi derrubado em 1989 e, menos de 20 anos depois, as referências ao nazismo, a preconceitos de todas as ordens e à violência física, política e moral que dividia as Alemanhas são lembradas com respeito histórico em centenas de memoriais e museus. E só. Tudo o que sobra quer estar ligado à inovação e a um futuro de paz e prosperidade.

A rede de terminais de acesso gratuito à internet Bluespot (www.bluespot.de) foi instalada em 2005 pela empresa Wall AG (www.wall.de), especializada em mobiliário urbano, e conta hoje com 64 computadores em Berlim. Não cobrar pelo uso irrestrito é o que há de revolucionário no serviço, o que fez as lan houses sumirem do mapa e estimulou cibercafés como a rede Dunkin’ Donuts a oferecer redes Wi-Fi gratuitas a clientes.

Isso quando a rede sem fio já não é fornecida pela própria prefeitura. No Sony Center, moderno complexo de lojas, restaurantes, cinemas, hotéis e museus na Potsdamer Platz, é possível se conectar sem pagar nada nem obter senha. É só fazer como a garota da foto ao lado: sentar, abrir o notebook e navegar. Se quiser completar com uma cerveja alemã, há várias choperias em volta.

THE WALL
Um dia, o Muro de Berlim já foi símbolo de separação, mas a coisa mudou tanto que, hoje, a mania é se conectar, por meio do pouco que sobrou dele, a outras pessoas que vivem ou passam pela cidade. Visitantes do mundo todo vão aos resquícios da construção, na East Side Gallery, em Kreuzberg, para deixar gravados na parede e-mails ou endereços de sites e blogs.

Quem garante, porém, que os sites são verdadeiros e representam a intenção de seus autores de “falar” com outros turistas? Pois o Link enviou e-mails para a maioria dos endereços pichados e… o pessoal respondeu.

“Estive lá no ano passado, decidi escrever o e-mail por diversão e para ver se alguém me respondia. Acabei recebendo várias mensagens”, conta a estudante sueca Alma Helgesson, de 16 anos. Jovem, superconectada e impulsionada por algo que ela nem sabe o quê: é o perfil de quem deixa o e-mail no muro.

“Estou feliz que você tenha visto o meu e-mail”, respondeu a alemã Britta Adrians, de 17 anos, moradora de Hamburgo que estuda hoje na Nova Zelândia. E bombardeou este repórter com perguntas e uma simpatia incomum a alemães no contato não-virtual. Mais maduro, o designer e ilustrador espanhol Pablo Vallejo, de 33 anos, usou o Muro para divulgar seu blog yonosoytupadre.blogspot.com.

Aos poucos, numa mescla curiosa entre acaso e políticas oficiais, Berlim passa da dor cinza do passado às cores carregadas de promessas da tecnologia.

19/09/2008 - 11:16h Pnad: Desigualdade cai, mas avanço social do País ainda é tímido

O melhor perfil do brasileiro

Divulgada anualmente, a Pnad é considerada o mais amplo levantamento sobre a realidade do País. Apura as características domiciliares em relação ao acesso a bens e serviços, abrangência da educação, panorama do mercado de trabalho e evolução da renda do trabalhador. Mostra também aspectos demográficos, como fluxo migratório e taxa de natalidade. A pesquisa é feita desde 1967 e desde 2004 passou a ter cobertura completa do território nacional. Os dados servem para o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e informações sobre cultura e projeções de população.

Diferença entre ricos e pobres tem queda recorde, mas indicadores sociais e econômicos evoluem lentamente, segundo o IBGE

Felipe Werneck e Jacqueline Farid,O Estado SP

 


Mesmo com a repetição de avanços na distribuição de renda e no emprego, a persistente desigualdade da sociedade brasileira prejudica a evolução dos indicadores sociais, como mostrou a nova edição da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o levantamento revela que ocorreu, no ano passado, a maior redução na diferença entre ricos e pobres no Brasil desde 1990, segundo o Índice de Gini, que caiu de 0,541 para 0,528.

A pesquisa também informa que havia 14,1 milhões de brasileiros analfabetos em 2007 - o que coloca o País em 15º lugar em proporção de alfabetizados na América Latina e no Caribe - e 4,8 milhões de crianças trabalhando. Em contraposição, a cobertura previdenciária e a rede de esgoto passaram de 50%, em melhorias concentradas no Sudeste e no Sul.

“Os indicadores sociais só não avançam mais porque a distribuição de renda não se dá numa velocidade maior do que a verificada nos últimos anos”, disse o presidente do IBGE, Eduardo Nunes. “De 2006 para 2007, já observamos uma redução acentuada (na concentração). Mantida essa velocidade, a partir de agora certamente os indicadores sociais poderão acompanhar mais de perto o crescimento da renda.”

A queda no Índice de Gini - que varia de zero a 1 e indica maior desigualdade quanto mais aumenta - foi a reafirmação de uma tendência já verificada em anos anteriores no Brasil. A PNAD mostrou que, em 2007, o Gini da distribuição de renda do trabalho (não incluindo outras rendas) passou de 0,540 em 2006 para 0,528 em 2007.

Apesar da redução forte, o Brasil ainda está muito atrás de outros países nesse indicador. O Gini da Rússia, por exemplo, é 0,399; o da China, 0,469; e o da Índia, 0,368. Todos têm distribuição de riqueza menos desigual que a brasileira.

“O Brasil não é um país pobre; é rico e se aproxima de países desenvolvidos em alguns indicadores, mas a distribuição de renda é como a de países que nem sabemos direito onde estão no mapa”, disse Nunes. A concentração de renda no País está mais próxima da de nações pobres da América Central, como El Salvador (0,524) e Panamá (0,561), ou africanas, como Zâmbia (0,505), África do Sul (0,578), Suazilândia (0,504) e Zimbábue (0,501).

Segundo a pesquisa, os aumentos no rendimento médio real dos trabalhadores nos últimos quatro anos não foram suficientes para recuperar as perdas ocorridas entre 1996 e 2003. Em 2007, a renda dos ocupados chegou a R$ 960, o maior valor dos últimos oito anos, mas ainda foi 6% inferior à de 1996 (R$ 1.023,00), ano de pico da renda na série da PNAD, iniciada em 1992. Depois, houve perdas até 2003, estabilidade em 2004 e recuperação em 2005, 2006 e 2007.

MELHORES NOTAS

No campo econômico, os indicadores de 2007 colhidos pela Pnad são repletos de boas notícias. O índice de formalização do emprego foi recorde no ano passado, com 35,7% de trabalhadores com carteira assinada. O índice é o maior na série histórica da pesquisa. Mas 8,1 milhões de pessoas ainda estavam desempregadas e a renda e a taxa de desemprego não retornaram ainda ao nível de 10 anos atrás.

O aquecimento da produção industrial fez o número de ocupados crescer 4,6% no período, em relação a 2006. Foi o primeiro aumento na ocupação na indústria apurado na Pnad desde 2004. A agricultura, contudo, continuou reduzindo o contingente de trabalhadores. A ocupação na atividade agrícola caiu 4% em 2007 ante 2006.

Em 2007, também houve redução no número de crianças de 5 a 17 anos que trabalhavam. Ainda assim, esse número chegou a 1,2 milhão na faixa de 5 a 13 anos, na qual o trabalho infantil é ilegal. O decréscimo foi de 171 mil em relação a 2006. Mais de 37% dos menores de 18 anos que trabalhavam no ano passado morava no Nordeste.

Na educação, o País registrou em 2007 um recuo de 0,5% no total de estudantes com mais de quatro anos de idade - indicativo da redução no número de jovens e da evasão de estudantes do ensino médio - e mais um recuo pequeno no índice de analfabetismo. Nesse indicador, com 10% de população de mais de 15 anos analfabeta, o Brasil ainda amarga índices piores do que os de países bem mais pobres da América Latina e do Caribe, como Peru, Paraguai, Suriname e Bolívia.

Pela primeira vez desde 2004, quando foi incluída na Pnad a área rural da Região Norte, a parcela da população que se declarou negra ou parda (49,7%) superou o porcentual de autodeclarados brancos (49,4%) no País em 2007.

A taxa de fecundidade caiu mais uma vez no País e, pela primeira vez, ficou abaixo do nível de reposição: 1,95 filho por mulher, em média. Segundo o presidente do IBGE, a mudança confirma a tendência de envelhecimento da população, que, na Europa, levou 100 anos para se completar, mas, no Brasil, durou só quatro décadas - começou no fim dos anos 60.

No ano passado também ocorreu aumento no número de domicílios com acesso a microcomputador e à internet. Segundo a Pnad, 20,4% dos domicílios do País, ou 11,4 milhões, tinham acesso à web, com crescimento de 23% ante o ano anterior. O País também passou de 48,5% para 51,3% de domicílios ligados à rede coletora de esgotos. A distribuição do benefício, contudo, é muito desigual: no rico Sudeste, era 79,4%; no Norte, 9,8%. WILSON TOSTA,

19/09/2008 - 00:10h SPTV mostra que Marta tem razão: Internet gratuito é resposta para inclusão digital e está ao alcance de todos

16/09/2008 - 17:56h Cidade de Paris: Internet para todos

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PARVI, Paris Ville Numérique, est un programme et un label sous lequel sont regroupées les initiatives de la ville visant à mettre tout le potentiel des Nouvelles Technologies de l’Information et de la Communication au service des Parisiens.
Tous les secteurs d’activité sont concernés :
- services sociaux, vie associative
- développement économique, scientifique
- administration
- citoyenneté
- affaires culturelles, écoles, etc.
Paris, Ville Numérique touche également à l’aménagement de la Ville et à au prolongement de son héritage. La première manifestation de PARVI a été la mise en place d’une série de sites Internet : Paris.fr, sites d’arrondissements, Paris Jeunesse, site de l’Office du Tourisme et des Congrès, etc. Ils permettent aux Parisiens de disposer d’une information moderne et à visée interactive. Ces sites Internet permettent aux Parisiens de mieux vivre leur environnement, d’animer leurs démarches en ligne, et fournissent toutes les informations sur la vie et les richesses culturelles de leur Ville. Le programme PARVI concerne également l’emploi avec le financement d’incubateurs et de pépinières pour de jeunes entreprises innovantes.
Récemment, on a pu voir réaffirmée par le maire devant les élus parisiens sa volonté de faire de Paris une capitale à la pointe de la vie numérique, en favorisant le développement du très haut débit et d’un service Internet universel destiné au plus grand nombre de Parisiens. Le programme PARVI vient d’intégrer de nouvelles mesures concernant les infrastructures (Fibre optique et réseau sans fil), l’accès pour tous à Internet (ordinateurs et lieux de connexion) et enfin des nouveaux usages qui seront rendus possible par le déploiement de ces réseaux. D’ici 2010, au moins 80% des immeubles parisiens seront reliés en fibre optique et l’accès au wi-fi et aux technologies de l’information et de la communication (TIC) sera démocratisé. Paris souhaite ainsi accompagner la révolution numérique qui est en cours et dont les innovations technologiques permettent aux parisiens et aux acteurs économiques de la Ville de disposer d’outils et de perspectives inédits. La disponibilité d’une offre performante et compétitive en matière de très haut débit et de mobilité est en effet un atout essentiel pour la compétitivité des entreprises implantées à Paris, TPE comme PME.

Par ailleurs, la création de 19 EPN (Espaces Publics Numérique) à ce jour a permis de lutter très efficacement contre la « fracture numérique ». Dans le cadre du programme PARVI, deux nouveaux Espaces Publics Numériques (EPN) voient le jour chaque année.
Il est important de noter que l’implication de la Mairie de Paris concerne aussi la l’utilisation de logiciels libres de droits puisque qu’elle a développé sa propre plate-forme open source, un logiciel nommé Lutèce que d’autres villes n’hésitent pas à utiliser librement.
Ce Dossier PARVI détaille toutes les opérations menées par la Ville dans le domaine des Nouvelles Technologies.

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09/08/2008 - 15:38h O ‘jeitinho’ chegou à grande rede

Daniel Pinheiro - Carta Capital

A imagem “http://www.cartacapital.com.br/uploads/destaques/1218221010350.jpg” contém erros e não pode ser exibida. Durante a apuração da reportagem O Brasil cai na rede, publicada na edição 508 e que tenta explicar os impactos sociais e econômicos produzidos por metade da populção brasileira a navegar na internet, CartaCapital ouviu uma série de especialistas em diversas áreas relacionadas à grande rede.

Alguns desses especialistas deram pistas sobre um fenômeno interessante e bastante particular: a existência de um possível “jeito brasileiro” de se navegar pela web.

Marcelo Coutinho, diretor de análise de mercado do Ibope Inteligência, foi talvez a fonte mais enfática ao indicar uma apropriação e transformação das tecnologias disponíveis na rede por parte dos internautas brasileiros.

Para Coutinho, um estudioso das relações de interatividade entre usuários de ferramentas da chamada Web 2.0 –blogs, redes sociais, sites colaborativos, entre outros–, esse “jeito brasileiro” pode colocar o Brasil em uma posição de vanguarda em alguns aspectos da rede.

Em entrevista concedida à CartaCapital, que transcorreu em clima de conversa descontraída, Coutinho tenta explicar melhor o que significa esse fenômeno da presença maciça do brasileiro na internet.

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01/08/2008 - 15:21h Balanço de julho

A imagem “http://blog.uncovering.org/archives/uploads/2006/2006042700_the_blog_345.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

Como cada mês aqui vão algumas informações sobre o Blog. O número de leitores continua progredindo. Eram 1.550 por dia em junho e são 1.700 em julho, promédio diário (52.784 visitas no mês).

Os leitores do blog no mês de julho residem em 98 países diferentes, a maioria do Brasil. Pela ordem seguem Portugal, Estados-Unidos, França, Argentina, Espanha, Alemanha, Inglaterra, Itália e Peru. Mas teve também nas Antilhas holandesas, Burkina-Faso e Eslovênia fechando a lista.

No Brasil o número de cidades nas quais têm pelo menos um leitor do Blog em julho pularam para 298. A maioria em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza, Campinas (SP), Recife, Salvador, Florianópolis, São Caetano do Sul (SP) e Santos (SP). O maior número de leitores esta nessas cidades, mas temos também leitores em Registro, Palmas, Santana de Livramento, Carajas, Castelo e Riberão Pires.

Tenho a impressão que não teve mais comentários em julho, em relação a junho.

As informações reproduzidas no blog sobre as ofertas da Caixa Econômica Federal continuam sendo as mais comentadas. Volto a insistir que qualquer informação sobre o conteúdo dos artigos, qualquer demanda ou crítica ou contestação devem ser dirigidas aos autores dos artigos, aos seus jornais ou as entidades citadas nos mesmos.

O blog não assume nenhuma responsabilidade sobre o conteúdo das matérias aqui reproduzidas. Procuro, evidentemente, só reproduzir artigos e informações de origem séria e não de origem duvidosa.

Os post que levam minha assinatura, são da minha inteira e exclusiva responsabilidade.

Repito novamente que faço o blog sem qualquer ajuda e não estou em condição de traduzir artigos escritos em outras línguas e que coloco aqui a disposição dos multilingüistas. Se algum leitor traduzir e enviar sob sua responsabilidade a tradução de algum artigo aqui postado, será reproduzido com meus infinitos agradecimentos.

Para os que desejam ler os outro balanços mensais, basta clicar no tag balanço. Para os que são leitores recentes esclareço que os comentários são “moderados”. Insultos, racismo, antisemitismo, xenofobia e acusações levianas são eliminadas. Provocações e agressões vão também para a lixeira. Algumas deixo passar para compartilhar com a maioria dos leitores do blog a inépcia de alguns. Involuntariamente acabam contribuindo para o conhecimento da indigência intelectual dos seus autores.

Sou o primeiro a me penitenciar pelos erros de português que percorrem este blog. Sou o responsável e mesmo tentando aportar o maior cuidado, meu conhecimento da língua continua limitado. Peço desculpas, as correções são bem-vindas e me ajudam.

Minhas opiniões procuram evitar ofensas ou ataques pessoais. Se alguma ofensa tenho feito, peço desculpas. Meu objetivo é transmitir informações e opiniões que julgo relevantes para compor uma visão sobre o mundo e agir em conseqüência. Minhas leituras não são minhas opiniões, mas me ajudam a formá-las, espero que estas leituras também sirvam para você.

Luis Favre

08/06/2008 - 14:43h O futuro dos jornais

FOLHA SP

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Blog de política mais popular dos EUA, Huffington Post radicaliza a noção de interatividade, mas ainda depende das reportagens dos grandes diários; para sua fundadora, falar da morte dos jornais é “ridículo”

ERIC ALTERMAN

O jornal norte-americano está na praça há mais ou menos 300 anos. A folha veemente de Benjamin Harris “Publick Occurrences, Both Foreign and Domestick” [Ocorrências Públicas Estrangeiras e Domésticas], só conseguiu tirar um número, em 1690, antes de ser fechada pelas autoridades de Massachusetts.
Harris sugerira uma linha dura e politicamente incorreta quanto à remoção dos indígenas e chocara as suscetibilidades locais ao informar que o rei da França tomava liberdades com a mulher do príncipe.
Mas foi apenas em 1721, quando o impressor James Franklin lançou o “New England Courant”, que as colônias britânicas na América do Norte viram surgir algo semelhante aos jornais de hoje.
Irmão mais velho de Benjamin, Franklin se recusava a aderir às praticas costumeiras de direitos autorais e atacava os poderes estabelecidos na Nova Inglaterra, logrando assim tanto independência editorial como sucesso comercial.
Preenchia seu jornal com cruzadas (contra tudo, dos piratas ao poder dos pastores puritanos Cotton e Increase Mather), ensaios literários, vinhetas e ruminações filosóficas.
Três séculos depois do “Courant”, já não é preciso ter uma imaginação distópica para cogitar quem terá a honra ambígua de publicar o último jornal de verdade nos EUA.
Pouca gente acredita que os jornais, na forma impressa de hoje, tenham chance de sobreviver. Eles estão perdendo anunciantes, leitores, valor de mercado e, em alguns casos, o próprio senso de missão, num ritmo que teria sido difícil imaginar meros quatro anos atrás.
Num discurso recente em Londres, Bill Keller, editor-executivo do “New York Times”, declarou: “Onde quer que editores e publishers se encontrem, a atmosfera é funérea. Os editores perguntam “como você está?” naquele tom que se usa com um amigo que acaba de sair de uma desintoxicação ou um divórcio”.
Seu discurso foi publicado no site de seu anfitrião, o “Guardian”, sob a manchete “Vivo ainda”. Ainda. Mas as tendências de circulação e publicidade, a ascensão da web, que faz o jornal diário parecer lento e lerdo, e o advento da Craigslist, que está extinguindo os classificados, criaram uma sensação palpável de fim iminente.
Nos últimos três anos, os jornais americanos independentes perderam 42% de seu valor de mercado, segundo o empresário de mídia Alan Mutter.
Poucas companhias foram tão punidas em Wall Street quanto aquelas que ousaram investir no ramo jornalístico. A McClatchy Company, a única a dar um lance pela cadeia Knight Ridder quando ela foi a leilão em 2005, perdeu 80% de seu valor acionário desde que concluiu a aquisição de US$ 6,5 bilhões. As ações da Lee Enterprises caíram 75% desde que ela adquiriu a cadeia Pulitzer, naquele mesmo ano.
As companhias jornalísticas mais prezadas começaram, de repente, a parecer um fardo empresarial. Em vez de competir numa era de transformação, as famílias que controlavam o “Los Angeles Times” e o “Wall Street Journal” venderam a maior parte de suas ações.
A New York Times Company viu suas ações caírem 54% desde 2004, em especial no último ano; em fevereiro, o Deutsche Bank recomendou que seus clientes vendessem ações do “New Tork Times”. A Washington Post Company só evitou o mesmo destino ao se apresentar como “empresa de educação e comunicação”; seu braço didático, a Kaplan, agora responde por pelo menos metade do faturamento total.

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24/05/2008 - 12:34h Denúncias de homofobia crescem 166% no País

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De janeiro a abril, foram detectadas 931 páginas contra homossexuais

Felipe Grandin e Fernanda Aranda - O Estado de São Paulo

O número de denúncias de sites com mensagens de ódio, aversão ou discriminação contra homossexuais mais que dobrou nos últimos dois anos no Brasil. Segundo levantamento da ONG Safernet, conveniada ao Ministério Público Federal, houve crescimento de 166% na quantidade de endereços eletrônicos que pregam a homofobia entre 2006 e 2008. De janeiro a abril deste ano, foram detectadas 931 páginas virtuais contra homossexuais, ante 350 no mesmo período de 2006. Se forem consideradas apenas as do site Orkut, o crescimento é maior, de 200%. Passaram de 294 para 880.

Apesar da mobilização dos grupos de defesa dos homossexuais para combatê-la, a homofobia - que não é tipificada como crime no Código Penal - continua ganhando terreno, principalmente na internet, por conta do anonimato e da baixa possibilidade de punição. Não por acaso, a homofobia foi escolhida como tema da Parada Gay que acontece amanhã.

“Vivemos um momento perigoso, a era do preconceito disfarçado. Como o movimento dos homossexuais conquistou espaço, tornou-se politicamente incorreto agredir os gays em público”, afirma a drag queen Léo Áquila, que todos os dias deleta da sua caixa de e-mail mensagens anônimas com ameaças e xingamentos. “Na internet, ninguém tem identidade. Nesse cenário velado, o crime virtual ganha força. Pode não ser violência física, mas a tortura psicológica também machuca.”

COMUNIDADES HOMOFÓBICAS

“Morte aos gays” e “Eu odeio boiolas” são só duas das comunidades do Orkut que reúnem exemplos de intolerância. “Há uma linha tênue entre liberdade de expressão e ofensa. É preciso ter um controle judicial desse conteúdo na internet”, afirma Sérgio Suiana, procurador da República, que atua na prevenção de crimes na web.

O Google (responsável pelo Orkut) diz que tem uma equipe responsável por rastrear, diariamente, o conteúdo das comunidades. A empresa também tem acordo de cooperação com o Ministério Público, polícia e Justiça. Além disso, os usuários também denunciam as páginas impróprias.

O alcance da criminalidade na internet, atrelado às ações contra gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros (GLBT), já fez a capital ganhar duas delegacias especializadas: a Divisão de Cibercrimes e a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).

Segundo o delegado titular da Cibercrimes, Ubiracyr da Silva, não é difícil as investigações das duas entidades se cruzarem. “Quando a violência contra os gays é expressada pela internet, a Decradi nos procura”, afirma Silva, ao ressaltar que, dos 1.300 inquéritos em andamento, 60% referem-se aos insultos, humilhações, difamações e injúrias divulgados em sites. “Mas para dar subsídios à polícia é preciso romper o muro de silêncio. Sem denúncia, é difícil criminalizar o preconceito”, reforça Margarette Barreto, delegada titular da Decradi.

Marco Antônio Zito, presidente da Comissão do Negro e de Assuntos Anti-Discriminatórios da OAB-SP, orienta as vítimas a procurar a Justiça ou a polícia, sempre que sofrerem discriminação. “Eles devem fazer valer seus direitos. Não se pode mais fechar os olhos ao cidadão, independentemente de cor, raça ou sexo.”

PROPOSTA

Na semana que vem, a Coordenadoria da Diversidade Sexual da Prefeitura vai enviar documento ao prefeito Gilberto Kassab (DEM) propondo a criação de um plano municipal de combate à homofobia. “A boa experiência que tivemos no âmbito nacional, no Programa Brasil Sem Homofobia, acabou se espalhando. Nas conferências locais deste ano, todos os Estados demonstraram interesse em seguir o exemplo”, disse o subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da Presidência da República, Perly Cipriano.

“Com o plano municipal, poderemos criar normas para questões polêmicas locais”, defendeu o coordenador da Diversidade Sexual da Prefeitura, Cássio Rodrigo. “Além disso, poderemos ampliar o trabalho nos centros de referência (centros de apoio aos homossexuais, gerenciados pelo Programa Brasil Sem Homofobia), levando mais ações para a periferia.”

COLABOROU VITOR HUGO BRANDALISE

21/05/2008 - 16:10h Biblioteca de Paris desliga web sem fio após suspeita de “mal do Wi-Fi”

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da Ansa, em Paris

A biblioteca de Sainte-Geneviève, em Paris, decidiu desativar de modo permanente o seu sistema de internet sem fio, após a denúncia de “violentos sintomas de mal-estar” por parte de um funcionário, atribuídos por ele à constante exposição aos campos magnéticos do local.

Esta é a quinta biblioteca francesa a desativar o sistema sem fio desde dezembro, quando o jornal “Le Monde” apontou o “mal do Wi-Fi”: vertigem, náusea, insônia, dor de cabeça e dores musculares, supostamente causadas por esse sistema comunicação.

Na biblioteca de Sainte-Geneviève, no bairro Place du Pantheon, a direção encerrou o sistema após uma petição dos funcionários e convocou “para o mais breve possível” um Comitê de Higiene e Segurança com a presença do Inspetor de Higiene e Segurança do Ministério da Educação Superior e da Pesquisa, uma vez que o local pertence à Universidade Paris 3.

Os delegados do sindicato de funcionários públicos (Supap), que solicitou o cancelamento do Wi-Fi nas bibliotecas parisienses há algumas semanas, se reunirão em breve com a assessora da prefeitura Maité Errecart para discutir a situação.

Diante da falta de dados científicos nessa área, o Ministério da Saúde solicitou à Agência Francesa de Segurança Sanitária do Ambiente de Trabalho (Afsset) um relatório sobre os efeitos dos campos Wi-Fi sobre a saúde e do uso de telefones celulares por parte das crianças, que deverá ser entregue no final do ano;

Em dezembro, a denúncia do jornal “Le Monde” foi acompanhada por uma entrevista com pesquisador italiano Paolo Vecchia, do Departamento de Tecnologia e Saúde do Instituto Superior Sanitário, segundo o qual “pouco se sabe sobre as freqüências utilizadas no Wi-Fi”.

“A principal dificuldade é dada pela rápida evolução destas tecnologias, quase não existe tempo para aprofundá-las”, acrescentou o pesquisador.

19/05/2008 - 11:22h Internautas atenção, sua privacidade pode acabar

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Redes sociais ensaiam sair do ‘casulo’

Em meio a polêmicas e dúvidas, Google, MySpace e Facebook lançam ferramentas de interconexão com sites e blogs

Rodrigo Martins - O Estado de São Paulo

Você toparia que suas informações do MySpace, por exemplo, fossem parar em um site de leilões? Que os dados de seu perfil no Facebook, com suas preferências pessoais, fossem passados para uma loja virtual? E que o seu cadastro no Orkut lhe desse direito a participar de micro-redes sociais em blogs e sites, mas com a navegação monitorada pelo ‘Grande Irmão’ Google?

No início da semana passada, sob críticas, desconfiança e dúvidas, de uma tacada só, três gigantes dos sites de relacionamento fizeram barulho e causaram polêmica. Google, MySpace e Facebook anunciaram para ‘algumas semanas’ uma nova tendência: o seu login, cadastro e amigos da rede social não servirão mais só para acessar grupos de discussão e trocar scraps. Agora, você pode carregar tudo isso para outros serviços, como Twitter, eBay, blogs e até outras redes sociais.

Como? Tudo começou na quinta, dia 8. O MySpace chamou a mídia mundial para anunciar uma novidade que iria ‘tornar a experiência da web 2.0 mais fácil’, segundo um dos criadores do site, Chris DeWolfe. Na prática, a empresa anunciou o Data Availability, uma parceria com meia dúzia de sites, entre eles Twitter e eBay, e afirmou que em breve todos estarão interligados. Ou seja, todas as informações pessoais que você atualizar em seu MySpace, como nome e foto do perfil, também serão atualizadas automaticamente nos outros sites do consórcio.

No dia seguinte, na sexta, foi a vez do Facebook lançar uma ferramenta semelhante. Mas nada de pompa. Apenas um post no blog do site apresentava o Facebook Connect. ‘(O intuito é) conectar a identidade, amigos e privacidade do Facebook a qualquer site.’ E em quais sites vai funcionar? Nenhuma dica. ‘Não iremos adiantar nenhum detalhe’, contou o diretor de plataforma, Ben Ling, ao site CNET na data. ‘Teremos parceiros pequenos e grandes’, limitou-se a dizer.

E, enfim, na segunda o Google entrou na fila e fez o anúncio do Friend Connect (notou a semelhança?). Mas nesse caso a intenção não é parceria com grandes sites. A idéia é que pequenos blogs possam criar mini-redes sociais. ‘A web melhora à medida em que fica mais social’, repetiu o chavão atual do Google o diretor de engenharia da empresa, David Glazer, em coletiva nos EUA. O engraçado é que, além de cruzar informações de Orkut e Google Talk, a novidade coloca na roda dados de concorrentes como Facebook (?) e Yahoo!

Onde isso vai parar? Milhares de blogs e sites fizeram o questionamento. ‘A tendência que essas redes estão tentando passar é a de que os sites de relacionamento estão se interligando. Tanto entre si como com outros serviços para deixar a web mais social mesmo’, diz a pesquisadora da Universidade Católica de Pelotas Raquel Recuero. ‘Não se sabe se a tecnologia irá permitir, mas, pelo que se delineia, seria possível no futuro, por exemplo, acessar o Orkut no MySpace ou os recados do Facebook em sites como o eBay.’

Parece que isso corre mesmo o risco de acontecer. No final do ano passado, sem muita publicidade, foi lançada nos EUA uma associação (clã?) de gigantes da internet, o Data Portability Project, liderado por Microsoft, Google, Facebook e MySpace. O intuito? ‘Desenvolvermos o compartilhamento de dados entre os sites. O usuário terá um login único. Quando atualizar um cadastro, a ação será replicada para todos os outros sites. Em quatro anos, esse conceito deve se disseminar’, disse ao Link o co-fundador do projeto, Chris Saad (veja entrevista na pág. 3).

Para o diretor geral do MySpace Brasil, Emerson Calegaretti, o futuro é a interconexão entre redes sociais, com a possibilidade de acessar mensagens e fotos em qualquer lugar da web. ‘Em seis meses já deve ser possível, por exemplo, acessar fotos e mensagens do MySpace no Twitter e vice-versa’, diz. ‘No futuro, tanto Google, Facebook como MySpace terão de definir um padrão comum para uma rede conversar com a outra. É inevitável.’

O analista de internet do Ibope/NetRatings, José Calazans, concorda. ‘Aos poucos, o e-mail e o messenger são substituídos pelas redes sociais. O problema é que não dá para enviar um recado do MySpace para o Orkut, por exemplo. Essa mudança seria muito importante.’

Para o estudante Alan Cerqueira, de 20 anos, seria uma mão na roda. Ele tem perfis no Orkut, MySpace e Facebook e gasta muito tempo para acessar os três sites. Ele até arranjou um quebra-galho. O Facebook tem hoje aplicativos que permitem estabelecer, de forma limitada, conexão com o MySpace e o Orkut. ‘Mas só dá para acessar mensagens, fotos e perfis. Se quiser ouvir música ou postar em comunidades, não dá. Essa integração seria ótima.’

Mas nem tudo são flores. MySpace e Facebook anunciaram na última semana ferramentas semelhantes. Ou seja, integração de dados pessoais e acesso de mensagens e fotos em sites parceiros. Já o Google não distribui informações para terceiros. ‘A idéia é que, em um blog, o usuário encontre os comentários e conteúdos postados por amigos’, diz o diretor de Comunicação do Google Brasil, Félix Ximenes.

De qualquer forma, todos trazem polêmicas com relação à privacidade. No MySpace, por exemplo, será possível escolher se o usuário quer compartilhar com outros sites seus dados cadastrais. ‘Não vejo com bons olhos essa tendência de as redes sociais - no caso MySpace e Facebook - lucrarem com a venda de dados dos usuários. Os internautas se afastam disso.’

Segundo ele, embora as redes digam que esse compartilhamento de dados é para ‘evitar que o usuário gaste tempo para preencher um formulário a cada site que se cadastra’, o intuito maior é mesmo o lucro. ‘A maioria das redes não consegue se manter com anúncios. E o cadastro dos usuários é muito valioso.’ Calegaretti, do MySpace Brasil, confirma que são feitas negociações econômicas para ceder os dados a cada parceiro. ‘Mas temos lucro com anúncios, sim.’

Já para o pesquisador Willian Reader, especialista em redes sociais da universidade britânica Sheffield Hallan, a questão mais sensível é que, cada vez mais, os usuários se sentirão vigiados. ‘No caso do Friend Connect, do Google, por exemplo, se a cada blog que entrar o internauta for identificado pelo login, isso causa desconforto. E o Google, que já tem os dados de busca, de e-mail, de documentos, etc., terá mais um rastro do usuário.’

Quanto ao Data Availability, do MySpace, e ao Facebook Connect, Reader é mais incisivo. ‘Quanto mais sites participarem, mais dados terão sobre você. Além de seus dados pessoais, poderão saber o que você comprou, o número de seu cartão de crédito… Isso é pior. Fica-se mais vulnerável. Como as informações estão centralizadas e presentes em todos os lugares, se antes alguém precisava correr a web para vasculhar sua vida, agora basta ir a um lugar só.’

E se daqui a quatro anos os gigantes da web estiverem todos interligados, com os dados centralizados? O pesquisador ri. ‘Aí é um Big Brother. Não vale pagar um preço tão alto para usar os serviços da internet.’

14/05/2008 - 12:49h Ponte da Marta recordar é viver, com editorial da Folha, se espalha na web

Blog Onipresente

Em governo demo-tucano, Folha muda de opinião sobre obra

ponte_estaiada_iluminada22.jpgPode uma obra viária ser duramente criticada em editorial por um jornal, que a qualifica de projeto extravagante e desnecessário, e três anos depois, na sua inauguração, receber os maiores elogios deste mesmo veículo de comunicação? Se esse jornal é a Folha de S. Paulo, isso não só pode acontecer como se tornou realidade, na semana passada, na inauguração da ponte estaiada sobre o rio Pinheiros, na Zona Sul, batizada de Octávio Frias Filho, nome do falecido dono do jornal.

A incoerência da Folha foi revelada pelo blogueiro Luis Favre em post publicado no Blog Leituras Favre.

Há três anos, editorial da Folha atacava a construção da ponte, contratada na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy. Dizia o jornal na época que o então prefeito José Serra agiu corretamente em deixar de lado a construção da ponte estaiada, por ser uma obra cara e desnecessária.

Saliente-se que a gestão Marta licitou a ponte por R$ 147 milhões, mas o custo final da construção do equipamento no governo Serra/Gilberto Kassab foi de R$ 260 milhões. Além disso, o governo PSDB/DEM pagou R$ 2,2 milhões a mais à empreiteira responsável, por atrasar deliberadamente em 90 dias o início da obra, em 2005.

Na última sexta-feira e sábado (data em que a ponte foi inaugurada), a Folha só faltou pedir aos seus leitores para que esquecessem tudo que havia escrito no editorial de três anos atrás. Cobriu de elogios a ponte e destacou que “é a maior obra do governo do democrata Gilberto Kassab”.

Para ler a íntegra do post de Luis Favre, onde ele resgata o editorial da Folha e as matérias recentes publicadas pelo jornal, acesse o endereço

http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/ponte-da-marta-recordar-e-viver/

30/04/2008 - 23:22h Um marco legal para a mídia

O advogado Pedro Serrano defende regras para evitar abusos de poder da grande mídia.

Verônica Couto - Revista ARede

L'image “http://www.arede.inf.br/images/stories/internas/arede35/entrevista_IMG_9722-b.jpg” ne peut être affichée car elle contient des erreurs.A Lei de Imprensa ficou caduca, e 22 de seus artigos foram suspensos, em fevereiro, por liminar do ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF). A remoção do “entulho autoritário” foi comemorada por jornalistas e ativistas dos direitos humanos. Mas há quem pergunte se é bom para a sociedade viver sem uma lei que regule a atividade da imprensa, ou da mídia, em geral. Para o advogado constitucionalista Pedro Serrano, o vácuo regulatório é ruim para o cidadão. Deve-se aproveitar o momento, diz ele, para debater um novo marco legal, que aumente a responsabilidade social da mídia. Em vez de uma Lei de Imprensa, o advogado propõe uma Lei de Garantia de Direito da Informação. De um lado, impedindo a censura prévia, por quaisquer meios; de outro, protegendo o cidadão de abusos praticados em quaisquer veículos — jornal, rádio, TV, internet.

Sem isso, destaca Pedro Serrano, não há, por exemplo, garantia de direito de resposta; e as indenizações por crimes de calúnia e difamação, em ações baseadas apenas nos Códigos Civil ou Penal, têm valores ínfimos, em comparação ao porte das empresas. Ele é a favor de multas pesadas, sem limites prévios, e de um papel de regulador ético da atividade para o Judiciário. E, de modo a assegurar um espírito realmente republicano à comunicação no Brasil, defende o fim da renovação automática das concessões de radiodifusão, prevista no próprio texto constitucional. “É mecanismo imperial e absurdo”, diz.

A decisão de Ayres Britto vale até o julgamento, pelo STF, do mérito da ação impetrada pelo PDT, que acusa a Lei de Imprensa de inconstitucionalidade — uma Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental. E há, também, na Câmara dos Deputados, desde 1992, um projeto de substitutivo da Lei de Imprensa (PL 3.232). Entre outras coisas, prevê multa indenizatória com base em critérios como tiragem, mas sem definição de teto.

(more…)

17/04/2008 - 12:48h Obras completas de Darwin disponíveis na internet

darwin.jpgIntroduction to Darwin Online

The Complete Work of Charles Darwin Online (or Darwin Online) began in 2002 to assemble in one scholarly website all of Darwin’s published writings and unpublished papers. It does not cover his unpublished letters which were already the focus of the Darwin Correspondence Project.

Darwin Online is by far the largest Darwin publication in history. It contains over 43,000 pages of searchable text and 150,000 electronic images. This site contains at least one exemplar of all known Darwin publications, reproduced to the highest scholarly standards, both as searchable text and electronic images of the originals. The works reproduced here were lent by helpful institutions and individuals. Some of the books are worth over £100,000 ($196,800), which means that few libraries can afford to collect all of Darwin’s works. The site also provides the largest collection of Darwin’s private papers ever published in c. 20,000 items in c. 90,000 images, thanks to the kind permission of Cambridge University Library.

The pilot website, The writings of Charles Darwin on the web (2002-6), was replaced in October 2006 with the launch of this website. The launch became an international media sensation—reported on television, radio, newspapers, magazines and the internet, reaching an estimated 400 million people. The site was swamped with millions of hits in the first 48 hours. Since then the site has been accessed by millions of readers and from every country in the world.

All of Darwin’s unpublished manuscripts are being scanned, transcribed or both. All previously published manuscript transcriptions are included (except where reproduction permission could not be obtained). Overall the site provides a vast amount of material on and by Darwin never before seen on the internet or never reproduced before in any form.

The distinguishing features and innovations on Darwin Online are outlined below: On the origin of species (1859)

The first complete collection of all Darwin’s publications. Many have never been reproduced and almost all appear online for the first time. The site includes over 40,000 pages of searchable text and 130,000 images. See Publications.

Each text is absolutely complete, nothing is omitted (as so often with online texts). The digitizations on Darwin Online begin with the spine of the book and include every page without exception, including end pages and publishers’ advertizements.

Both fully formatted electronic text and images of the original document are provided. These can be viewed side-by-side. Example. Darwin’s works are also provided in PDF format for downloading and printing.

The most comprehensive bibliography of works written by Darwin ever published (building on the work of R. B. Freeman). Introduction to the Freeman bibliographical database. See also the separate bibliography of works cited on Darwin Online which is also the first bibliography of the works cited in Darwin’s shorter publications.

Translations. Darwin’s works are also available in Danish, German, Norwegian and Russian. More languages forthcoming. See Publications.

Many of the books are signed by Darwin or belonged to his family: Origin, Life of Erasmus Darwin, Coral reefs, Variation or Flowers.

Many never before published transcriptions of Darwin’s handwritten manuscripts, such as the field notebook used on the Galapagos islands or his Beagle animal notes. Darwin Online contains thousands of Darwin manuscripts, more than have ever been available before to the public.

The largest union catalogue of Darwin’s many handwritten manuscripts and private papers ever assembled (based primarily on the Cambridge University Library catalogue by Nick Gill). Introduction to the manuscript catalogue.

A virtual bookshelf of the works of Charles Darwin. Clicking each book will open it.

Zoology of the Beagle 1838-1843Voyage of the Beagle, 1st edition 1839Coral reefsVolcanic islandsBarnacles vol. 1Barnacles vol. 2Origin 1st ed.OrchidsVariation vol. 1Variation vol. 2Descent vol. 1 1871Descent vol. 2 1871ExpressionUnsectivorousClimbing plants 2nd ed.Fertilisation of OrchidsForms of flowersLife of Erasmus DarwinPower of movement in plantsVegetable mould and worms