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	<title>Blog do Favre &#187; web</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Plano de banda larga prevê nova empresa estatal</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 11:57:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Serviço será oferecido por empresas privadas, usando rede estatal; projeto vai ser apresentado a Lula amanhã

Gerusa Marques &#8211; O Estado SP
Depois de dois meses de discussões e divergências públicas, serão apresentadas amanhã, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, propostas que vêm sendo elaboradas por um grupo técnico do governo para colocar em prática o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Serviço será oferecido por empresas privadas, usando rede estatal; projeto vai ser apresentado a Lula amanhã</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.comodismo.com/wp-content/uploads/2008/11/internet3.jpg" alt="http://www.comodismo.com/wp-content/uploads/2008/11/internet3.jpg" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Gerusa Marques &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Depois de dois meses de discussões e divergências públicas, serão apresentadas amanhã, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, propostas que vêm sendo elaboradas por um grupo técnico do governo para colocar em prática o projeto de massificação da banda larga. Já está certo que o governo vai usar como base para esse projeto as redes ópticas de empresas estatais, como as da Petrobrás, Eletrobrás e Eletronet &#8211; empresa falida que tem a Eletrobrás como acionista.</p>
<p>A ideia é criar uma estatal da banda larga, que poderá ser administrada pela Telebrás, para atuar na transmissão de dados, ampliando a oferta de capacidade e estimulando a competição no setor, além de atender a comunicação do próprio governo. A proposta em estudo tem o objetivo de expandir a internet rápida para as classes mais carentes da população e para os pontos mais distantes do País.</p>
<p>As empresas da iniciativa privada, como as de telefonia e provedores de internet, operariam na ponta, fornecendo serviços ao cliente final.</p>
<p>Esse modelo híbrido, cuja notícia da criação foi antecipada pelo Estado em outubro, é fruto das negociações envolvendo técnicos de diversos ministérios, entre eles a Casa Civil, Comunicações e Planejamento.</p>
<p>A decisão final será do presidente Lula e, quando tomada, será criado um fórum, com a participação dos setores envolvidos, para acompanhar a implantação do Plano Nacional de Banda Larga.</p>
<p><strong>META</strong></p>
<p>O projeto terá 2014 como meta final. Os técnicos dos ministérios estão traçando diagnósticos com base nas diferenças regionais e econômicas do Brasil. O coordenador dos projetos de inclusão digital do governo federal, Cezar Alvarez, que participa das discussões, disse, na semana passada, que a banda larga no Brasil é &#8220;para poucos, concentrada, lenta e cara&#8221;, e que são esses os problemas que o governo quer corrigir.</p>
<p>Segundo ele, 80% dos acessos à internet em alta velocidade estão nas regiões Sul e Sudeste, sendo metade desse porcentual só no Estado de São Paulo. Alvarez lembra que o Brasil ainda considera como banda larga as conexões acima de 128 quilobits por segundo (kbps) enquanto, no mundo, a alta velocidade é acima de 1 megabit por segundo (Mbps).</p>
<p><strong>PARCERIA COM AS TELES</strong></p>
<p>O ministro das Comunicações, Hélio Costa, que desde o início defendeu uma parceria com as teles, vai apresentar uma proposta mais focada no atendimento da demanda do que na estrutura estatal.</p>
<p>O argumento dele é de que é impossível cumprir o objetivo de atender a toda a população sem usar a infraestrutura das teles, que soma 200 mil quilômetros de fibras e estará em todos os municípios brasileiros até o fim de 2010.</p>
<p>Assessores de Costa lembram que a rede do governo tem apenas 21 mil quilômetros. Desse total, 16 mil quilômetros são da Eletronet, que tem pendências na Justiça, o que poderia comprometer a implantação do projeto.</p>
<p>O Ministério das Comunicações fez estudos com as teles, considerando uma meta de chegar a 2014 com 80 milhões de acessos de banda larga, sendo 30 milhões pela rede fixa e 50 milhões pelas redes de telefonia celular. Hoje, o País tem pouco mais de 21 milhões de conexões.</p>
<p>Os estudos concluem que, se não houver incentivos, o Brasil chegaria a 2014 com 48 milhões de acessos, 32 milhões a menos que a meta. Para bancar a diferença, seriam necessários investimentos adicionais de até R$ 32 bilhões, segundo as estimativas de técnicos das empresas.</p>
<p>Cumprida esta meta, estariam alcançadas as classe C e D, que, segundo os mesmos técnicos, estariam dispostas a pagar até R$ 30 por mês.</p>
<p>Mesmo oferecendo um produto mais barato, as empresas sairiam lucrando porque ganhariam na quantidade. Para participar do projeto, as teles reivindicam desoneração tributária de produtos e serviços de telecomunicações e a liberação de recursos de fundos setoriais.</p>
<p>Alvarez já anunciou que serão liberados recursos recolhidos ao Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) a partir de 2009, que são em torno de R$ 1 bilhão ao ano. Desde 2001, já foram recolhidos pelas empresas mais de R$ 8 bilhões, mas os recursos não foram aplicados em nenhum projeto e vêm sendo usados para fazer superávit primário.</p>
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		<title>Lula manda liberar R$ 1 bi para banda larga, diz coordenador</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 20:20:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Segundo membro do governo, verba para melhorias virá do Fundo de Universalização das Telecomunicações
Gerusa Marques, da Agência Estado
BRASÍLIA &#8211; O coordenador dos programas de inclusão digital do governo federal, Cezar Alvarez, confirmou nesta segunda-feira, 16, a informação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já determinou a liberação de recursos do Fundo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://4.bp.blogspot.com/_H-PvETeZ_GE/SuDSgSNsc7I/AAAAAAAACck/1cuo11hJ4wY/s400/internet+banda+larga.jpg" alt="http://4.bp.blogspot.com/_H-PvETeZ_GE/SuDSgSNsc7I/AAAAAAAACck/1cuo11hJ4wY/s400/internet+banda+larga.jpg" /></p>
<p><strong>Segundo membro do governo, verba para melhorias virá do Fundo de Universalização das Telecomunicações</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Gerusa Marques, da Agência Estado</span></h2>
<p>BRASÍLIA &#8211; O coordenador dos programas de inclusão digital do governo federal, Cezar Alvarez, confirmou nesta segunda-feira, 16, a informação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já determinou a liberação de recursos do Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust) para serem usados na expansão da banda larga no Brasil. Na semana passada, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, já havia dito que Lula concordava com a utilização dos recursos no projeto. Segundo Alvarez, a liberação será do fluxo anual dos recursos recolhidos ao Fust, que somam em torno de R$ 1 bilhão.</p>
<p>O Fundo é formado pela contribuição de 1% da receita operacional bruta das empresas de telecomunicações. Desde 2001, o Fust já recolheu R$ 8 bilhões, mas os recursos não foram aplicados em nenhum projeto.</p>
<p>Alvarez disse que o governo também está aberto a discutir a desoneração da carga tributária &#8211; outra reivindicação das empresas. Mas lembrou que essa discussão depende em grande parte dos governos estaduais, responsáveis pela arrecadação de dois terços do ICMS que incide sobre os serviços. &#8220;Não nos furtamos a discutir, em qualquer dimensão, políticas tributárias&#8221;, disse o coordenador.</p>
<p>Alvarez relatou que o presidente Lula foi incisivo em conversas com líderes dos partidos aliados na Câmara para que deem prioridade ao projeto de lei que libera o uso do Fust por todas as empresas do setor de telefonia e não só pelas operadoras de telefonia fixa, como prevê a legislação. &#8220;É uma decisão já tomada pelo presidente e já acertada com o ministro Paulo Bernardo (Planejamento)&#8221;, afirmou o coordenador.</p>
<p>A utilização do Fust é uma das reivindicações das empresas de telefonia para participar do projeto de expansão da banda larga. Elas reivindicam também o uso de recursos do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel). Uma eventual redução da cobrança do Fistel, segundo Alvarez, tem que ser revertida para baixar preço, aumentar a qualidade e ampliar a cobertura dos serviços. &#8220;Nesse sentido, sempre estaremos dispostos a discutir. Não pode é haver desoneração pura e simples&#8221;, afirmou.</p>
<p>Alvarez disse que o grupo técnico do governo não definiu qual seria um preço justo para a banda larga, dizendo que essa definição depende da capacidade de conexão e da qualidade. &#8220;Hoje, uma banda de 256 kbps por R$ 50 está muito cara&#8221;, afirmou.</p>
<p>Ele defendeu a volta do subsídio cruzado nos os preços de banda larga para financiar os serviços destinados às camadas de baixa renda. &#8220;Por que, em um serviço como esse, de interesse público, todos têm que pagar a mesma coisa? Se, na água e na luz, pode ter tarifa diferenciada, por que não nas telecomunicações?&#8221;, questionou Alvarez.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.estadao.com.br/imagens/l310/bandalarga1.JPG" alt="http://www.estadao.com.br/imagens/l310/bandalarga1.JPG" /></p>
<p><strong><span style="font-size: xx-large;">94% dos brasileiros não têm banda larga</span><br />
</strong><br />
<strong>Adianta falar em inclusão digital sem conexão veloz?<br />
Governos de todo o mundo já discutem como universalizar o acesso rápido, mas o Brasil ainda engatinha nesta questão</strong></p>
<p>domingo, 15 de novembro de 2009</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">por Tatiana de Mello Dias &#8211; Caderno Link &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Existe um Brasil que não consegue assistir a vídeos no YouTube. Que não tem perfil no Facebook, não acompanha a dinâmica do Twitter nem sonha em entrar no Google Wave. Entra no MSN, mas precisa de nove horas para fazer o download do programa – isso quando a conexão não cai. É o Brasil desconectado – ou 94,2% do nosso País.</p>
<p>O Banco Mundial já avisou: cada vez que as conexões rápidas aumentam em 10%, o PIB de um país cresce 1,3%. Estamos longe disso: hoje a internet banda larga no País chega a 5,8% da população.</p>
<p>O governo federal se prepara para lançar ainda neste mês o Plano Nacional de Banda Larga, que pretende levar internet rápida a quase 80% dos municípios brasileiros. O plano prevê a expansão do acesso com planos, segundo o ministro das Comunicações, Hélio Costa, de até R$ 9,90. A meta é expandir o acesso domiciliar – mas, segundo o coordenador dos projetos de inclusão digital do governo federal, Cezar Alvarez, “seria ingenuidade pensar em atingir o universo da população com conexões individuais”. Para ele, é preciso investir também em acessos coletivos.</p>
<p>O plano está sendo discutido por um grupo de trabalho interministerial. O governo ainda não revelou se a rede de banda larga será administrada por uma empresa estatal, por exemplo, mas parte dessas dúvidas devem ser sanadas hoje. A Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência realiza hoje, em Brasília, um seminário internacional sobre o assunto com a participação dos ministros Hélio Costa e Paulo Bernardo (Planejamento), Ronaldo Sardenberg, presidente da Anatel, e outros especialistas internacionais. O Plano Nacional está na pauta. Segundo o coordenador do evento, Gabriel Laender, a definição do texto “já foi praticamente concluída”. “Estamos num momento de revisão e articulação final”, disse.</p>
<p>Não se sabe ainda qual é o conteúdo, mas as metas são ambiciosas. Augusto Gadelha, secretário de Política da Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, diz que em cinco anos a banda larga atingirá um “porcentual significativo de domicílios e todas as escolas urbanas e órgãos públicos do País”. “Poderemos estar entre os dez países com maior penetração de banda larga do mundo”.</p>
<p><strong><br />
Internet cada vez mais veloz</strong></p>
<p>Uma pesquisa conjunta das universidades de Oxford, na Inglaterra, e Oviedo, na Espanha, mostrou que, neste ano, a velocidade média da banda larga aumentou 45% em comparação com o ano anterior. A Coreia do Sul, líder do ranking, tem 97% de suas residências conectadas – o que leva a uma mudança no perfil de consumo, com a mídia física sendo substituída por músicas, filmes e livros digitais. É o Japão, no entanto, o dono da web mais veloz, com conexão média de 60 Mbps.</p>
<p>A importância de 2009, no entanto, não está nos dados de web ultravelozes, mas na iniciativa de diversos países para que uma conexão 1 Mbps seja garantida, colocando a web no mesmo patamar de serviços básicos como água e eletricidade. Começou com o primeiro ministro inglês Gordon Brown, que anunciou um projeto para a expansão da banda larga para todos os ingleses. Depois, Finlândia e Itália foram mais longe e colocaram a banda larga como um “direito fundamental”. E tudo indica que é apenas o começo. (Rafael Cabral)</p>
<p><strong>O MUNDO E A INTERNET RÁPIDA</strong></p>
<p>• Melhor custo-benefício, o Japão tem 64% de suas casas com banda larga, com velocidade média de 60 Mbps, custando US$ 0,27 por 1 Mbps.</p>
<p>• 97% do povo coreana tem acesso à banda larga (média de 46 Mbps). O país é o líder de um ranking de conexões das universidades de Oxford e Oviedo.</p>
<p>• Melhor país da Europa em conexão, a Suécia tem penetração de 69%, custo médio de US$ 0,63 por cada 1 Mbps e velocidade média de 18 Mbps na conexão.</p>
<p>• Devido ao tamanho do território e ao controle sobre a população, a Suíça conseguiu conectar 90% de seus cidadãos com banda larga e é o segundo melhor país da Europa no ranking.</p>
<p>• A Finlândia, que aprovou uma lei que diz que uma conexão de 1 Mbps é “direito fundamental” de qualquer cidadão, tem 80% de penetração e média de 22 Mbps.</p>
<p>• Apesar de também ter um projeto para a universalização da banda larga, a situação da Itália não é tão boa: 50% de casas conectadas, com média de 4 Mbps.</p>
<p>• Nos EUA, a média de velocidade é de 4,8 Mbps e a média de preço por 1 Mbps é de US$ 3,33. Cerca de 80% das residências têm acesso à banda larga.</p>
<p>• A velocidade média de conexão por banda larga na França é de 17,6 Mbps. Paga-se US$ 1,64 por cada 1 Mbps e cerca de 70% das casas são atendidas pelo serviço de internet rápida.</p>
<p><strong><span style="font-size: x-large;">Falta de cobertura e preço impedem popularização</span></strong><br />
Principais acessos estão nos grandes centros, regiões Norte e Nordeste têm apenas 11% da banda larga do País e analistas dizem que não há concorrência<br />
domingo, 15 de novembro de 2009 17:48</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">por Tatiana de Mello Dias &#8211; Caderno Link &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Sua internet vive falhando? A velocidade fica aquém do prometido? Se você se enquadra entre os consumidores insatisfeitos com a banda larga, veja pelo lado bom: você faz parte dos 6% da população que tem internet rápida em casa. Os outros 94% penam com baixas conexões.</p>
<p>Hoje a maioria dos acessos à internet no País acontece via lan houses ou centros comunitários, que cumprem um papel importante na inclusão digital. Mas quando é que todos terão o direito de ter uma internet de qualidade em casa?</p>
<p>A exclusão atual acontece por vários motivos. O primeiro deles é evidente: os planos de banda larga no Brasil são caros. No Brasil, um plano de 1Mbps custa no mínimo US$ 25. Nos EUA, cada mega sai por US$ 3 e, no Japão, US$ 0,27. O segundo motivo: o serviço não chega a muitos lugares. Conexões de banda larga ainda são restritas aos grandes centros, e há apagões de conexão em várias partes do País. No Amapá, apenas 1% da população tem acesso à rede – e, dessas, 64% o faz via conexão de até 64 Kbps.</p>
<p>O modelador pernambucano Paulo Pinheiro, de 30 anos, criou a maior comunidade do Orkut sobre internet discada (“Minha internet é discada”). Já com banda larga, ele sabe bem o drama de quem não tem velocidade. “Eu percebo que quem depende só da internet discada não consegue acompanhar a quantidade de informação necessária”, diz.</p>
<p>Nas comunidades do Orkut, cada upgrade é comemorado. “Galera, vou ter que dar adeus a todos vocês. Vou para 3 Mbps, vai ser um incrível salto”, escreveu um membro. Outro comemora: “Fui! Adiós, Muchachos!”. As velocidades, por lá, variam: 30 Kbps, 50 Kbps. Um deles lamenta:</p>
<p>“Demorei nove horas para baixar o MSN 8.0”.</p>
<p>Pinheiro concorda que o principal motivo que impede as pessoas de ter conexões banda larga em casa ainda é o preço. “Aqui no Nordeste uma boa conexão custa a partir de R$ 100 mensais”, diz. Deve ser por isso, talvez, que apenas 1,19% da população da região tenha acesso à banda larga em casa, segundo relatório da Cisco e do International Data Corporation (IDC) – veja gráfico ao lado.</p>
<p>Para o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), boa parte dos serviços de banda larga ainda é “ inacessível para boa parte dos brasileiros”.</p>
<p>O assunto é tema de um relatório que será divulgado ainda neste mês. “O valor mais baixo encontrado para 1 Mbps foi R$ 49,90, mensalidade cobrada pela Brasil Telecom em Porto Alegre (RS) e Rio Branco (AC). Em Manaus, o Vivax, da Net, custa R$ 249,90”, diz o estudo.</p>
<p>Um dos fatores que faz que este serviço seja insatisfatório, segundo o Idec, é a concentração do mercado. O problema é sentido na pele em Recife: “Eu vejo que aqui há um problema de concorrência. É praticamente monopólio por tecnologia. Se você quer rádio, só há uma opção”, diz Pinheiro.</p>
<p>O que o modelista percebeu é o mesmo que aponta o Idec. Segundo o instituto, Oi-Brasil Telecom, Telefônica e Net têm 87,2% do mercado de banda larga brasileiro e em muitos lugares, elas são a única opção dos usuários.</p>
<p>“Há tanta concentração de mercado que é difícil transpor a barreira. Não falta planejamento, não falta desejo, falta concorrência e pressão competitiva”, diz Luis Cuza, presidente-executivo da TelComp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas). “Se o Brasil está na direção de se tornar um país desenvolvido, precisa ter metas de primeiro mundo”, completa.</p>
<p>Segundo o estudo do Idec, no interior e em alguns municípios da grande São Paulo, só há Speedy; nos outros Estados, a única opção é o Velox ou o BR-Turbo da Oi-Brt; e a Net, por sua vez, concentra suas atividades, segundo o Idec, “nos bairros de classe média alta de cidades que têm alta concentração de renda”. Segundo o Idec, 89% da classe A no Brasil tem acesso à internet. Na classe C, apenas 38%.</p>
<p>Em 2009, no Brasil, o número de conexões banda larga aumentou em 16%. Mas 41% de todas elas estão concentradas apenas no Estado de São Paulo. As regiões Norte e Nordeste, juntas, têm apenas 11% de todas as conexões banda larga no Brasil.</p>
<p>“São regiões que não apresentam atratividade econômica para as empresas de telecomunicações”, disse ao Link Augusto Gadelha, secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia.</p>
<p>“Em regiões menos desenvolvidas, notadamente na zona rural, em especial no Norte e Nordeste, é necessário um maior investimento”, reconhece o secretário. COLABOROU FILIPE SERRANO</p>
<p><strong>ENTREVISTA</strong></p>
<p><strong>Diogo Moyses Rodrigues: Consultor técnico do Idec &#8211; ‘Se o custo não baixar, não dá para universalizar a banda larga’</strong></p>
<p>Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), sem uma maior concorrência na oferta de banda larga, o serviço não irá se popularizar. O instituto defende a desagregação de rede, que deve ser proposta no Plano Nacional de Banda Larga, para que provedores menores possam vender o serviço de banda larga, e critica o preço cobrado atualmente.<br />
<strong><br />
A isenção do ICMS, como ocorreu em São Paulo, ajuda a expandir a oferta de banda larga?</strong><br />
Existe um problema grave, especialmente em São Paulo onde a rede da Telefônica já é bastante expandida, que é o custo final para o consumidor. De nada adianta disponibilizar infraestrutura, fazer que os cabos passem na frente da casa do cidadão, se ele não tem condições econômicas de assinar o serviço. Se não baixar o custo, dificilmente vamos universalizar a banda larga.</p>
<p><strong>Trinta reais por uma conexão de 1 Mbps não é acessível?</strong><br />
Não tenho a menor dúvida que não. É um serviço bastante caro para a relevância que tem. Se ele fosse supérfluo, tudo bem. Mas a banda larga é cada vez mais um serviço essencial para o trabalho, para o lazer, para a educação, para a liberdade de expressão, para o acesso à cultura. Para ser essencial, deve ter um custo regulado pelo Estado e isso infelizmente não acontece. A mesma lógica da energia elétrica e da água potável deve ser estendida para a banda larga.<br />
<strong><br />
Com os problemas no Speedy, aumentou a pressão para que seja considerada um serviço público?</strong><br />
Não. Não tivemos nenhuma indicação concreta de que a Anatel vá tornar ou vá propor que a banda larga seja serviço público. Na nossa perspectiva, isso depende exclusivamente de um decreto presidencial.</p>
<p><strong><br />
Esse ponto deveria estar no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL)?</strong><br />
O PNBL é uma resposta tardia, embora positiva, a uma constatação de que o modelo de privatização não dá conta de universalizar serviços. O plano pretende construir um grande tronco, um backbone, para permitir que prestadores menores de banda larga utilizem esta rede para vender ao consumidor final. Sem a desagregação da rede, o modelo vigente não dará conta de universalizar a banda larga. FILIPE SERRANO</p>
<p><strong><br />
Entrevista</strong></p>
<p><strong>Cezar Alvarez: Coordenador dos programas de inclusão digital no governo federal</strong></p>
<p>Dimensão do País dificulta inclusão</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Quais são as principais dificuldades em inclusão digital no Brasil?</strong><br />
É difícil promover inclusão digital quando se trabalha com uma população de mais de 190 milhões de habitantes em um país com desigualdade de renda e proporções continentais, em que a infraestrutura de telecomunicações ainda está bastante concentrada.<br />
<strong><br />
Como levar conexão de qualidade aos grotões?</strong></p>
<p>Não é possível falar de solução única. Grande parte das soluções passa por incentivos regulatórios, mas também é preciso discutir o papel do Estado nesse processo para além da questão regulatória – seja por meio de seu poder de compra, de investimentos diretos ou de financiamento de soluções.</p>
<p><strong>Há inclusão sem banda larga?</strong><br />
Não. Trabalhamos com o conceito de que a inclusão digital representa a possibilidade de o cidadão de dispor de meios e capacitação para acessar, utilizar, produzir e distribuir informações e conhecimento. E participar da sociedade do conhecimento tem como condição essencial estar conectado em rede e, mais ainda, ser capaz de produzir e acessar conteúdos por meio dela.</p>
<p>Os programas de inclusão digital eram direcionados a projetos de acesso coletivo, como banda larga em escolas e telecentros. Por que nesse momento está se falando em planos populares ?<br />
Uma medida não exclui as demais. Precisamos ampliar o número de cidadãos que têm acesso domiciliar, mas também seria ingenuidade acreditar que vamos conseguir atingir o universo da população com conexões individuais. Além do mais, a banda larga nas escolas e nos telecentros tem outro papel que é a qualificação das pessoas e a apropriação da tecnologia enquanto fonte de lazer e cidadania. Não podemos deixar de falar nas lan houses também, que representam cerca de 50% dos acessos à internet. É preciso discutir a qualificação desse importante instrumento de inclusão digital.</p>
<p><strong><br />
Dá para pensar, no futuro, em acesso à banda larga como já temos hoje com gás e telefone?</strong><br />
Na medida em que acreditamos na inclusão digital como um direito do cidadão, não é possível pensar diferente. É claro que o desafio é enorme e ainda há muito para percorrer. Em serviços essenciais como energia elétrica, mesmo com o êxito do Programa Luz para Todos, ainda há excluídos. Mas um bom exemplo de meio de comunicação já bastante disseminado é a televisão, e a TV digital terá um importante papel na democratização do acesso à informação. T.M.D.</p>
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		<item>
		<title>Projeto BH Digital conectará 95% da capital mineira à internet gratuita</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/projeto-bh-digital-conectara-95-da-capital-mineira-a-internet-gratuita/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 16:17:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, terá conexão e infraestrutura de banda larga em órgãos públicos, telecentros, associações e espaços públicos de grande circulação de pessoas. O Projeto BH Digital será inaugurado nesta quarta-feira (21) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro das Comunicações Hélio Costa, na cidade mineira.
O Projeto BH Digital [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://amaivos.uol.com.br/upload/amaivos/internet.bmp" alt="http://amaivos.uol.com.br/upload/amaivos/internet.bmp" /></p>
<p>Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, terá conexão e infraestrutura de banda larga em órgãos públicos, telecentros, associações e espaços públicos de grande circulação de pessoas. O Projeto BH Digital será inaugurado nesta quarta-feira (21) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro das Comunicações Hélio Costa, na cidade mineira.</p>
<p>O Projeto BH Digital faz parte do programa de inclusão digital do governo federal e é uma parceria com a prefeitura de Belo Horizonte. De acordo com o ministro Hélio Costa, foram investidos no projeto mais de R$ 4,5 milhões, sendo que deste total o Ministério das Comunicações aplicou diretamente R$ 3,7 milhões em recursos. O restante foi a contrapartida da prefeitura municipal.</p>
<p>A iniciativa do governo federal e prefeitura municipal vai garantir conexão em infraestrutura de acesso à internet em banda larga sem fio beneficiando cerca de 100 mil estudantes, mais de 250 associações de bairros, igrejas, ONGs e a 50 órgãos públicos da administração pública municipal. O Projeto BH Digital permitirá às comunidades com alto índice de vulnerabilidade social e à população em geral o acesso gratuito à rede mundial de computadores. A ideia é conectar telecentros, escolas, centros de saúde, bibliotecas, centros de cultura e órgãos da prefeitura.</p>
<p>A área de cobertura da rede de comunicação é de 340 quilômetros quadrados, o que abrange cerca de 95% de Belo Horizonte, e atende inclusive locais de grande concentração popular, como o Parque Municipal,  Praça da Liberdade e  Rodoviária.</p>
<p>Nessas 13 áreas, a instalação de pontos de conexão permite o acesso livre à população em geral, que poderá navegar na internet por até duas horas por dia utilizando equipamentos de informática, como notebooks, netbooks e smartphones, por exemplo. Até 2012, a previsão é que esses pontos de acesso cheguem a 50 locais de Belo Horizonte.</p>
<p>Pontos &#8211; Segundo o Ministério das Comunicações, a cada ponto de inclusão digital serão conectados em média dez computadores. A previsão é atender 1.300 usuários por mês, e 520 mil usuários simultâneos no mesmo período, totalizando 4 mil computadores conectados.</p>
<p>Cerca de 400 órgãos públicos e entidades localizadas no município, como associações de bairro, igrejas, organizações não-governamentais, escolas e postos de saúde, dentre outros estão conectados. De acordo com o ministro Hélio Costa, até 2012 serão mais de 600 órgãos públicos e entidades ligados à rede mundial de computadores.</p>
<p>A infraestrutura da rede sem fio garantida pelo projeto em Belo Horizonte é composta por nove estações de rádio base central, com torres de 30 metros de altura distribuídas pelo município. O acordo de cooperação da prefeitura com o Ministério das Comunicações permite que ambulâncias tenham conexão à rede de seus equipamentos de voz, dados e imagem.</p>
<p>O Projeto permite, na área de segurança pública, a instalação de cerca de 500 câmeras de vídeo em edifícios públicos com transmissão em tempo real. Assegura, ainda, o monitoramento simultâneo de três mil ônibus, permitindo o controle dos bilhetes de viagem. O tráfico da cidade ganhou dispositivos móveis para controle e monitoramento, com o funcionamento de 520 semáforos sem fio.</p>
<p>Estima-se que a rede permitirá a substituição de cinco mil linhas telefônicas comuns por outras baseadas em voz sobre IP, que é o roteamento de conversa usando a internet.</p>
<p><em><br />
(fonte-Boletim Em Questão) </em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>De olho em 2010, Marta lança site multimídia</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 15:01:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Soraya Aggege &#8211; O Globo
SÃO PAULO &#8211; Na esteira da liberação da internet nas eleições de 2010 e do   marketing que elegeu barack obama presidente dos estados unidos , a ex-ministra Marta Suplicy (PT) lança segunda-feira o MPost, um site de conteúdo online, nos moldes do fenômeno The Huffington Post, da empresária e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="marta suplicy lança novo site na segunda-feira - anderson prado/diário de s.paulo" src="http://www.oglobo.com.br/fotos/2009/10/15/15_mhb_marta-suplicy.jpg" border="0" alt="marta suplicy lança novo site na segunda-feira - anderson prado/diário de s.paulo" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p><span style="background-color: #ffff99;"><cite>Soraya Aggege &#8211; O Globo</cite></span></p>
<p>SÃO PAULO &#8211; Na esteira da liberação da internet nas eleições de 2010 e do   <a href="http://moglobo.globo.com/integra.asp?txtUrl=http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/10/15/estrategista-da-campanha-de-obama-defende-internet-para-engajar-eleitorado-768075076.asp" target="_self">marketing que elegeu barack obama presidente dos estados unidos</a> , a ex-ministra Marta Suplicy (PT) lança segunda-feira o MPost, um site de conteúdo online, nos moldes do fenômeno The Huffington Post, da empresária e democrata Arianna Huffington, considerado o mais acessado dos Estados Unidos. Marta incluiu o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT) no conselho editorial, e afirmou que o projeto é desvinculado do partido:</p>
<p>- É uma plataforma contemporânea. Haverá leitura dinâmica da mídia, espaço para blogs, postagens de vídeos, imagens e também jornalismo. A ideia é dar a maior pluralidade possível. Vai ter uma linha editorial, como os jornais.</p>
<p>Ela reafirmou que pretende se candidatar em 2010, possivelmente à Câmara dos Deputados, e que continua defendendo a escolha de Palocci como candidato do PT ao governo de São Paulo. Mas afirmou que se esforçará para não transformar o espaço em uma tribuna eleitoral.</p>
<p>O The Huffington Post era um agregador de blogs que cobria política e outras áreas desde 2005. No fim de 2008, passou a investir em jornalismo, com versões locais do portal para as cidades de Chicago, Nova York e Denver.</p>
<p style="text-align: center;"><img title="marta suplicy lança novo site na segunda-feira - anderson prado/diário de s.paulo" src="http://www.oglobo.com.br/fotos/2009/10/15/15_mhb_marta-suplicy.jpg" border="0" alt="marta suplicy lança novo site na segunda-feira - anderson prado/diário de s.paulo" /></p>
<p><strong><span style="font-size: xx-large;">Candidata, Marta lança portal na web</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: large;">Petista diz querer se &#8221;comunicar mais&#8221; e promete ir além do blog</span></strong></p>
<div>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Clarissa Oliveira &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p id="ctrl_texto"><span id="tm04" style="color: #155e91;" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script type="text/javascript">// <![CDATA[
 Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")
// ]]&gt;</script></div>
<div id="corpoNoticia">Candidata declarada para a eleição de 2010, a ex-ministra Marta Suplicy (PT) aderiu à recente onda de ingresso dos políticos na internet. Dizendo querer ir além de um simples blog ou de redes sociais como o Twitter, a petista vai lançar na próxima segunda-feira um portal na web, que classifica como um &#8220;empreendimento empresarial&#8221;.</p>
<p>O projeto levará o nome de MPost e foi inspirado no Huffington Post, criado nos Estados Unidos, por Arianna Huffington. O site americano nasceu como um blog, mas se transformou progressivamente em portal de notícias, com colunas, conteúdo multimídia e blogs. Marta não revelou o investimento no projeto, mas não rejeitou o rótulo de &#8220;empresária da comunicação&#8221;. Considerou a possibilidade de gerar receita com o portal e disse que planeja, por exemplo, atrair anunciantes.</p>
<p>A petista costuma dizer que será candidata em 2010, faltando definir apenas a que cargo. Ela garantiu, entretanto, que o portal não foi pensado de olho na eleição. &#8220;Vi que precisava me comunicar mais.&#8221; Suas posições, explicou, serão manifestadas &#8220;com cuidado&#8221;, em espaços opinativos. &#8220;Claro que tenho posições, mas todos os jornais têm posições&#8221;, disse, lembrando que não tratará apenas de política. Na lista de articulistas, está confirmado o deputado Antonio Palocci (PT-SP). Apoiado por Marta para o governo paulista, ele estará no conselho editorial, ao lado do escritor Marcelo Carneiro da Cunha.</p>
<p><strong>EFEITO OBAMA</strong></p>
<p>O lançamento ocorre em meio à adesão crescente de políticos à internet. Ontem, o assunto foi destaque de seminário que trouxe a São Paulo o estrategista americano Ben Self. Autor da campanha online que ajudou a eleger Barack Obama, ele firmou um contrato com o marqueteiro João Santana para atuar na campanha da ministra Dilma Rousseff. A consultoria custará menos de US$ 100 mil, segundo petistas.</p>
<p>Self esquivou-se do tema. &#8220;Nós respeitamos a privacidade dos nossos clientes.&#8221; Mas afirmou ver no Brasil condições para uma campanha online vitoriosa. &#8220;Dizem que as pessoas aqui não gostam de ser voluntárias, não gostam de fazer doações, que não é como nos EUA. Não é que as pessoas aqui sejam menos generosas ou menos interessadas. Não lhes foi dada a oportunidade correta.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;"><img title="marta suplicy lança novo site na segunda-feira - anderson prado/diário de s.paulo" src="http://www.oglobo.com.br/fotos/2009/10/15/15_mhb_marta-suplicy.jpg" border="0" alt="marta suplicy lança novo site na segunda-feira - anderson prado/diário de s.paulo" /></p>
</div>
<div><span style="font-size: xx-large;"><strong>Marta lança seu novo site inspirada em democratas</strong></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">DA REPORTAGEM LOCAL FOLHA SP</span></h2>
<p>Sem se definir sobre a qual  cargo concorrerá nas eleições de 2010, a ex-ministra  Marta Suplicy (PT-SP) lança  na próxima segunda-feira  seu site na internet, inspirado na experiência da norte-americana Arianna Huffington, democrata que ajudou a  alavancar a eleição do presidente Barack Obama.<br />
O Huffington Post, sucesso na rede mundial de computadores, é uma espécie de  blog ampliado -tem colunistas e trata de assuntos que  vão além da política.<br />
&#8220;Vi que não havia nada semelhante no Brasil. Quero  tratar de esporte a política. É  claro que terá uma posição,  um lado, mas pretendo ir  além do partido&#8221;, diz Marta.<br />
O nome do site será  M Post (<strong><a href="http://www.sigampost.com.br/">www.sigampost.com.br</a></strong>) e o único petista  com vaga no conselho editorial será o ex-ministro Antonio Palocci, pré-candidato  ao governo paulista com o  apoio da ex-prefeita.<br />
Marta disse estar bancando financeiramente o projeto, mas não revelou valores.  Sua meta é buscar apoio privado. <strong> (JOSÉ ALBERTO BOMBIG)</strong></div>
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		<title>Agora, é a classe D que vai ao paraíso digital</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 17:55:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
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		<description><![CDATA[Cenário: Fatias mais pobres da população compram PCs e serviços de internet no rastro aberto pela classe C


Gustavo Lourenção / Valor

 Na Associação Santa Cruz, na favela do Jaguaré, em São Paulo, adolescente aprende a usar o computador com a professora Neide Martins; acesso às redes sociais é um do principais atrativos




Talita Moreira e André [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Cenário: Fatias mais pobres da população compram PCs e serviços de internet no rastro aberto pela classe C</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><em>Gustavo Lourenção / Valor<br />
</em></span><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002358/imagens/foto_06emp-internet-b3.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /><br />
<span style="font-size: xx-small;"><em> Na Associação Santa Cruz, na favela do Jaguaré, em São Paulo, adolescente aprende a usar o computador com a professora Neide Martins; acesso às redes sociais é um do principais atrativos</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><em><br />
</em></span></p>
<p><span style="font-size: xx-small;"><em><br />
</em></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Talita Moreira e André Borges, de São Paulo &#8211; VALOR</span></h2>
<p>Vá até a favela do Jaguaré, na zona Oeste de São Paulo, suba pelas vielas que se abrem em meio aos barracos e entre em qualquer uma das salas de aula do centro cultural Santa Cruz. Pergunte aos alunos que frequentam os cursos de moda, informática ou gastronomia quantos têm computador em casa ou acesso à internet. O número de braços erguidos fica bem abaixo do percentual típico de uma escola de classe média, por exemplo, mas é surpreendentemente alto para o perfil socioeconômico dos moradores.</p>
<p>É uma situação comum a outros bolsões de pobreza das grandes cidades brasileiras. A despeito dos recursos financeiros limitados, essa fatia da população está encontrando maneiras de ganhar acesso a facilidades como o correio eletrônico, as redes sociais e as buscas na internet. Para muitos, o computador parcelado no crediário e a assinatura de um serviço de acesso à internet já não são mero sonho de consumo. Converteram-se em uma ferramenta de estudos e pesquisas para crianças, entretenimento para adolescentes e símbolo de orgulho para os adultos.</p>
<p>Depois da classe C, que nos últimos anos tornou-se um dos principais alvos de empresas dos mais diversos setores, o acesso aos bens de tecnologia da informação (TI) também começa a ser realidade para a classe D &#8211; famílias com renda mensal entre R$ 768 e R$ 1.114, segundo os critérios da Fundação Getúlio Vargas (FGV).</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002358/imagens/arte06emp-internet-b3.gif" border="0" alt="Foto Destaque" /></p>
<p>Os fatores que estão proporcionando esse acesso são basicamente os mesmos que deram impulso ao consumo da classe C: barateamento dos computadores, acesso mais fácil ao crédito e, acima de tudo, a percepção sobre a importância crescente dos PCs e da internet como ferramentas de estudo, trabalho e lazer.</p>
<p>Um ano atrás, o vigilante noturno João José Dias e a esposa, Vera Dias, compraram seu primeiro computador &#8211; um modelo da Positivo que custou R$ 1 mil e foi dividido em 15 prestações. O casal também apertou o orçamento para pagar R$ 90 mensais para ter acesso a uma conexão de internet com velocidade de 1 megabit por segundo (Mbps). &#8220;Cortamos gastos com roupas e coisas supérfluas&#8221;, afirma a dona de casa, que ajuda a bancar as contas da família fazendo artesanato.</p>
<p>O casal decidiu investir num computado de tanto que insistiu o filho mais velho, de dez anos. &#8220;É muito importante para fazer as pesquisas de escola&#8221;, afirma Vera. Mas ela e o marido também acabaram se interessando pela coisa: ambos se matricularam nas aulas de informática oferecidas no centro cultural. Foi ali, numa tarde de quarta-feira, que o Valor encontrou os dois &#8211; ambos carregando suas apostilas.</p>
<p>Histórias como a da família Dias têm são cada vez mais comuns e começam a chamar a atenção das empresas do setor.</p>
<p>&#8220;A entrada da classe D no setor de PCs é um movimento muito claro para nós&#8221;, afirma César Aymoré, diretor de marketing da Positivo Informática. Essa camada da população já representa entre 6% e 8% das vendas de micros de mesa da companhia, que é o maior fabricante de computadores do país. Grandes varejistas, como a Casas Bahia, também já notam que a movimentação desses consumidores começa a ter impacto nos negócios.</p>
<p>Na Telefônica, 10% das vendas de novas conexões do serviço de acesso Speedy são para a classe D &#8211; mais que o dobro do percentual apresentado no ano passado. &#8220;A internet está ganhando um papel central na vida das pessoas, na vida em comunidade. Não é uma questão de status&#8221;, afirma o diretor de clientes residenciais da operadora, Fabio Bruggioni.</p>
<p>Segundo o executivo, metade dos consumidores da classe D que têm uma conexão de banda larga da Telefônica assina planos com velocidade igual ou superior a 1 Mbps. É uma distribuição parecida com a que se encontra nas classes B e C.</p>
<p>A operadora também lançou, recentemente, um pacote que inclui telefone fixo residencial de uso ilimitado e acesso à internet por meio de uma linha discada dedicada por R$ 54,90 mensais. O produto foi desenhado para atrair clientes que estão começando a usar a web, mas ainda não têm dinheiro ou interesse em pagar por um acesso de banda larga. A Telefônica ainda tem um milhão de internautas adeptos da linha discada e, de acordo com Bruggioni, esse número tem se mantido constante nos últimos anos. Enquanto mais pessoas adquirem um computador e começam a navegar na internet, outras migram para as conexões de alta velocidade.</p>
<p>&#8220;O computador é o grande sonho da classe D&#8221;, afirma Renato Meirelles, sócio-diretor e analista do instituto de pesquisas Data Popular, especializado em estudos sobre o comportamento das classes C, D e E.</p>
<p>Segundo o pesquisador, os PCs têm uma importância prática, além de ser um objeto de desejo. &#8220;Em 73% das famílias da classe D, os filhos têm mais escolaridade que os pais. Com isso, o pai acaba não conseguindo ajudar o filho nas tarefas de escola. O computador é que acaba cumprindo esse papel.&#8221;</p>
<p>Por outro lado, os computadores e a internet permitem que jovens de todas as faixas de renda tenham acesso aos mesmos recursos de comunicação, como redes sociais, sites de buscas e programas de mensagens instantâneas.</p>
<p>O acesso à web, na verdade, é o grande propulsor das vendas de computadores. &#8220;Sabemos que a compra um PC é motivada pelo acesso à internet. Hoje, 70% das pessoas que compram nosso equipamento são usuários de algum tipo de serviço de banda larga, contra 45% de um ano atrás&#8221;, observa Aymoré, da Positivo.</p>
<p>Para incentivar esse processo &#8211; e indiretamente estimular suas vendas &#8211; a Positivo mantém um acordo com a Vivo. A promoção inclui a oferta gratuita de um modem para o acesso à internet por meio da rede de terceira geração (3G) da operadora de telefonia móvel. Se o consumidor fosse diretamente até a loja da Vivo, por exemplo, pagaria R$ 199 pelo equipamento no plano de 250 megabytes. O custo do serviço, diz Aymoré, é 30% inferior ao valor normal e, nos três primeiros meses, o usuário só paga metade do preço da assinatura.</p>
<p>Um ano atrás, a Positivo também lançou um micro para atender à demanda dos consumidores de menor renda. O &#8220;PC da Família&#8221; custa entre R$ 999 e R$ 1.299 e é configurado com serviços específicos. Há links para que os pais tenham acesso direto a notícias, oportunidades de emprego, elaboração de currículo e dicas sobre como educar o filho. Para as crianças, o PC traz conteúdo educacional, com dicionário e jogos. O negócio deu certo. &#8220;Hoje, é o modelo de desktop que mais vendemos&#8221;, afirma o executivo.</p>
<p>Com base nesse resultado, outro modelo voltado à classe D foi lançado há três meses. O &#8220;PC Fácil&#8221;, comenta Aymoré, é um micro didático. Ao ligar a máquina, o usuário tem informações sobre como navegar na internet, criar um e-mail etc.</p>
<p>A oferta de modelos com linguagem mais básica e a queda nos preços dos computadores têm sido fundamentais no processo de inclusão desses consumidores de baixíssima renda. Hoje, é possível encontrar micros de mesa por R$ 619, bem menos que o valor mínimo de R$ 750 disponível no fim de 2005. Nos notebooks, a redução nesse período foi ainda mais pronunciada, de 41%: o produto mais barato do mercado sai por R$ 815, segundo o site de comparação de preços Buscapé.</p>
<p>Mesmo com as reduções de preço, porém, o valor ainda é alto demais para pessoas como Fabiana Guandalim, moradora da favela do Jaguaré. Casada com um vigia que recebe pouco mais de um salário mínimo por mês e mãe de cinco filhos, não sobra dinheiro para a família adquirir um computador. Mas Fabiana sonha: &#8220;É o que eu mais quero, e eu vou conseguir&#8221;. Ela já se matriculou nas aulas de informática do centro cultural.</p>
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		<title>59% consideram a internet de grande importância nas eleições, diz pesquisa</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 19:09:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[da Agência Senado &#8211; FOLHA ONLINE
A televisão e a internet são os meios de comunicação mais usados pela população para obter informações sobre política, segundo pesquisa do DataSenado.
De acordo com o levantamento, dois em cada três (59%) entrevistados consideram que a web terá grande impacto nas eleições de 2010, sendo que entre os cidadãos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">da Agência Senado &#8211; FOLHA ONLINE</span></h2>
<p>A televisão e a internet são os meios de comunicação mais usados pela população para obter informações sobre política, segundo pesquisa do DataSenado.</p>
<p>De acordo com o levantamento, dois em cada três (59%) entrevistados consideram que a web terá grande impacto nas eleições de 2010, sendo que entre os cidadãos que usam regularmente sites de notícias e participam de redes sociais (Orkut e Twitter, por exemplo), esse percentual sobe para 64%.</p>
<p>A pesquisa avaliou ainda a importância dos meios de comunicação no esforço do cidadão para informar-se sobre questões políticas. A TV foi o veículo mais usado (67%), seguida pela internet, com 19%.</p>
<p>Jornais e revistas surgiram em terceiro, com 11%. O rádio é preferido por apenas 4% dos entrevistados.</p>
<p>Quase metade dos eleitores ouvidos (46%) acredita que a principal vantagem da internet nas eleições será a troca de informações e ideias entre os eleitores. A possibilidade de facilitar a comunicação entre candidatos e eleitores aparece em segundo lugar, com 28%, o mesmo percentual dos que responderam &#8220;divulgar as propostas dos candidatos&#8221;.</p>
<p>Os entrevistados que disseram usar a internet diariamente somaram 58%; 78% acessam sites de notícias e 53% participam de alguma rede social, como Orkut ou Twitter.</p>
<p>A pesquisa ouviu, por telefone, 1.088 eleitores no país.</p>
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		<title>&#8221;É difícil ganhar uma eleição twittando&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 12:02:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ben Self: estrategista de campanha na internet; Americano que ajudou a criar a campanha online de Obama acha que, sem mobilizar as pessoas, a internet não é eficaz





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Julia Duailibi &#8211; O Estado SP
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Inspirados pela experiência da campanha presidencial americana de 2008, os partidos políticos que disputarão a corrida de 2010 começaram a olhar para a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c"><strong>Ben Self: estrategista de campanha na internet; Americano que ajudou a criar a campanha online de Obama acha que, sem mobilizar as pessoas, a internet não é eficaz</strong></div>
<div id="c"></div>
<div style="text-align: center"><img src="http://api.ning.com/files/KLySbY72pf3rN4gb11CGPKhAzmSGJvkhQ6kD27pyfdCn95B**oA-qqpuBlwDcQvefb52ViDT5F7MM752DeAE0XAXD-5F*8rg/barackobama6.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://api.ning.com/files/KLySbY72pf3rN4gb11CGPKhAzmSGJvkhQ6kD27pyfdCn95B**oA-qqpuBlwDcQvefb52ViDT5F7MM752DeAE0XAXD-5F*8rg/barackobama6.jpg" /></div>
<div style="text-align: center"></div>
<div id="c"></div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Julia Duailibi &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>Inspirados pela experiência da campanha presidencial americana de 2008, os partidos políticos que disputarão a corrida de 2010 começaram a olhar para a internet com mais atenção. Marqueteiros ligados tanto ao PSDB como ao PT estão de olho na Blue State Digital (BSD), empresa americana que criou a estratégia na rede para a campanha de Barack Obama a presidente dos Estados Unidos.</p>
<p><img src="http://www.propmark.com.br/publique/media/Ben%20Selfeditada.jpg" alt="http://www.propmark.com.br/publique/media/Ben%20Selfeditada.jpg" align="left" />Ben Self, um americano de Kentucky, de 32 anos, é um dos jovens rostos por trás da bem-sucedida, e excessivamente elogiada, campanha online que ajudou a levar Obama à vitória. Fundador da BSD, ele ajudou a formatar a estratégia que arrecadou nada menos que US$ 500 milhões via internet. Foram obtidas cerca 6,5 milhões de doações online &#8211; uma média de US$ 80 por doação -, o que criou um novo paradigma sobre financiamento de campanha nos EUA e no mundo.</p>
<p>Uma das sacadas da BSD foi pulverizar as doações por várias páginas de relacionamento na internet, que tinham em comum o apoio à campanha de Obama. As pessoas entravam na rede, doavam, articulavam eventos pró-campanha e ainda participavam de grupos de discussão sobre a arrecadação. Milhões de dólares foram doados em questão de dias. &#8220;Nós descobrimos que as pessoas adoram fazer esse tipo de conexão, mesmo que elas não se conheçam. E elas voltam para doar 3, 4, 5 dólares&#8221;, afirmou Self, em entrevista concedida ao Estado de seu escritório nos EUA.</p>
<p>A empresa que Self mantém com outros três sócios, e a colaboração na equipe de Obama de outros nomes, como Chris Hughes, fundador do Facebook, lançou uma nova forma de fazer e financiar campanhas. &#8220;Acho que qualquer candidato que vire as costas para isso (internet) está perdendo uma oportunidade-chave e uma grande vantagem.&#8221; Para ele, a rede não é um local de persuasão, mas de articulação. &#8220;É muito difícil ganhar a eleição ?twittando?. Você precisa motivar as pessoas, isso ajuda a ganhar eleição. Isso significa falar com os eleitores, amigos, doar dinheiro&#8221;, disse, em referência ao microblog de relacionamentos, que virou mania entre políticos brasileiros.</p>
<p>Ex-diretor de tecnologia do Partido Democrata, Self esteve em maio no Brasil. Ele se recusa a comentar qualquer negociação com partidos brasileiros. Eis a entrevista.</p>
<p><strong>Como a Blue State Digital começou a trabalhar para Obama?</strong></p>
<p>A BSD foi fundada em 2004, durante a campanha de Howard Dean (democrata que disputou as primárias daquele ano) para a Presidência. Desde 2004, trabalhamos para vários candidatos, partidos políticos e organizações sem fins lucrativos. Ficamos conhecidos pelo trabalho que fizemos para vários candidatos nos Estados Unidos e também pelo nosso trabalho para o Partido Democrata. Eles continuam sendo nossos clientes.</p>
<p>Então, quando a campanha de Obama começou, em 2007, nós éramos os mais qualificados, sob certo aspecto, para dar a eles a tecnologia de que precisavam. Eles nos ligaram, dez dias, eu acho, antes de anunciarem que iriam concorrer e disseram: &#8220;Ei, nós queremos fazer uma campanha de um jeito diferente e queremos usar as suas ferramentas e a sua tecnologia&#8221;.</p>
<p><strong>O que vocês fizeram para o Partido Democrata?</strong></p>
<p>Nós tivemos um grande papel no trabalho para Howard Dean. Ao gerenciarmos a estratégia de internet e de tecnologia, demos as nossas ferramentas e a nossa tecnologia ao partido. Eu estava intimamente envolvido porque era diretor de tecnologia lá. Então temos trabalhado muito próximos aos democratas desde 2005.</p>
<p><strong>A internet foi determinante para a vitória de Barack Obama?</strong></p>
<p>Não diria que a internet pode fazer ou derrubar o candidato. Obviamente, é muito importante e traz muitas vantagens, mas não foi só a internet que fez o senador Obama presidente, foi uma série de fatores conjuntos.</p>
<p><strong>Mas a internet foi a grande novidade da campanha, com a arrecadação online recorde.</strong></p>
<p>É difícil apontar para qualquer fator e dizer: isso fez a diferença. Havia tantas coisas maravilhosas sobre o nosso candidato, que qualquer uma poderia ser apontada como a que fez a diferença. No entanto, acho que a grande diferença na forma como a campanha de Obama usou a internet, em relação ao que os outros fizeram no passado, é que ela entendeu como usar a rede para ajudar a conectar voluntários dando a eles ações, que realmente fizeram a diferença na campanha. Então essa foi a grande mudança.</p>
<p><strong>Essa percepção de que a internet faria a diferença já estava presente desde o começo da campanha?</strong></p>
<p>Estava bem clara para todo mundo, no começo da campanha, a importância da internet. Todo mundo já sabia que seria uma peça-chave na campanha.</p>
<p><strong>O político que não apostar na internet já está em desvantagem?</strong></p>
<p>Sempre haverá candidatos que se recusarão a abraçar a novas tecnologias. Essa é uma ferramenta importante para falar com eleitores e também para motivá-los. A campanha do Obama nos ensinou que existe uma grande vantagem em ter um relacionamento dinâmico e uma estratégia online. Então, acho que qualquer candidato que vire as costas para isso está perdendo uma oportunidade-chave e uma grande vantagem.</p>
<p><strong>Mesmo em países, como o Brasil, em que a internet é menos acessível que nos Estados Unidos?</strong></p>
<p>É claro que a penetração em algum nível é necessária. É um investimento de tempo.</p>
<p><strong>Qual ferramenta indispensável que uma campanha online deve ter?</strong></p>
<p>Um website dinâmico e interessante que traga pessoas para a campanha e permita que elas façam parte dela. E tem de ter um mailing poderoso, que contenha milhares, milhões de pessoas nele. É provavelmente a peça mais importante de qualquer campanha online. É mais importante, de certa forma, que um bom website.</p>
<p><strong>E os sites de relacionamento?</strong></p>
<p>Depende de como se usa e de qual sua estratégia geral. Há um papel para eles, mas não são mais importantes que o website, nem que o e-mail, de jeito nenhum. É uma ferramenta, mas é muito difícil ganhar a eleição &#8220;twittando&#8221;. Você precisa motivar as pessoas, isso ajuda a ganhar eleição. Isso significa falar com os eleitores, amigos, doar dinheiro. Se você tem um website que fala de você e no qual os seus apoiadores opinam, mas que não motiva seus eleitores para nenhuma ação, você não vai a lugar nenhum.</p>
<p><strong>Qual o custo de uma estrutura dessas para uma campanha eleitoral?</strong></p>
<p>A gente não anuncia quanto cada um dos nossos clientes paga. Mas, claro, a gente trabalha para clientes grandes e pequenos. Alguns grandes, como a campanha do Obama, e os menores, que são as organizações sem fins lucrativos. Temos uma série de ferramentas que nós autorizamos os clientes a usar. Clientes que não podem bancar os custos se beneficiam do longo caminho que a gente já traçou.</p>
<p><strong>Como vocês criaram a ferramenta de arrecadação pela internet?</strong></p>
<p>É só um exemplo de como a gente pegou uma ideia tradicional de arrecadação de fundos e a usou. Há uma técnica de arrecadação de fundos muito comum nos Estados Unidos. Aqui, nós a chamamos de match e geralmente é usada como mala direta. Esses pedidos funcionam assim: &#8220;Se você der um dólar, há um outro doador que nos dará três dólares. Então, doe agora&#8221;. A gente olhou para isso e pensou: as pessoas não acreditam nisso. Então vamos mudar essa ideia e vamos fazer ela incrivelmente transparente. O grassroots match faz isso.</p>
<p><strong>Como funciona?</strong></p>
<p>Você manda um e-mail para sua base de arrecadação, pessoas que te doaram antes, e diz: &#8220;Ei, vamos falar com todas as pessoas que são nossos apoiadores, mas que nunca doaram antes. Vamos dizer: ?Nós temos 10 mil pessoas que darão 10 dólares, se você der 10 dólares hoje. E assim que você der os seus 10 dólares, a gente vai te conectar a uma dessas pessoas e você vai trocar impressões sobre a doação?.&#8221; Nós descobrimos que as pessoas adoram fazer esse tipo de conexão, mesmo que elas não se conheçam. E elas voltam para doar 3, 4, 5 dólares. A campanha arrecadou muito dinheiro com pequenas doações. Então, focar nisso, foi uma parte importante da campanha.</p>
<p><strong>O eleitor da internet tem um perfil específico?</strong></p>
<p>Não, na verdade, a gente descobriu que os perfis mais ativos usando os sites eram de pessoas que a gente não esperaria. Um dos enganos mais comuns que você costuma ouvir é que a internet é usada para convencer, persuadir as pessoas. Realmente tem, sim, alguma porcentagem de pessoas que vai ao site para aprender mais sobre o candidato. Mas ela serve, principalmente, para aumentar o entusiasmo e a paixão dos apoiadores e pedir a eles para fazer coisas, usá-los para falar com as famílias e os amigos para, aí sim, convencê-los e fazê-los mudar de ideia.</p>
<p><strong>O senhor acha que a internet, ao dar transparência às doações, pode coibir casos de corrupção?</strong></p>
<p>Eu acho que ser capaz de financiar uma campanha política ou partido político (pela internet) é genial. É muito mais importante ter várias pessoas por aí espalhadas, apoiando um determinado candidato e se engajando na democracia. Isso deve ser encorajado. As doações pela internet são um jeito de fazer isso. Permitem que mais gente, e de forma mais fácil, se envolva com as doações. Toda vez que puder diminuir barreiras e aumentar participação em democracia é uma boa coisa.</p>
<p><strong>Aqui no Brasil estamos discutindo regulação de campanhas na rede. O sr. é a favor de regular a internet?</strong></p>
<p>É muito difícil falar sobre isso, sem saber detalhes da situação.</p>
<p><strong>Os partidos brasileiros estão cortejando o sr. Já fechou com alguém?</strong></p>
<p>Não comentamos nada sobre isso. Me desculpe.</p>
<p><strong>Quem é:<br />
Ben Self</strong></p>
<p>É ex-diretor de tecnologia do Partido Democrata dos Estados Unidos e sócio-fundador da agência Blue State Digital</p>
<p>Coordenou a campanha online de Barack Obama.</p>
<p>Ajudou a formatar a estratégia de arrecadação de doações para a campanha de Obama pela internet</p></div>
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		<title>O labirinto da internet</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 19:15:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<category><![CDATA[campanhas eleitorais]]></category>
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		<category><![CDATA[João Santana]]></category>
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		<description><![CDATA[TENDÊNCIAS/DEBATES &#8211; FOLHA SP
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

  JOÃO SANTANA



 Os deputados erraram onde não poderiam. Mas era um erro previsível. A internet é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font size="+1" color="#000080">TENDÊNCIAS/DEBATES &#8211; FOLHA SP</font></strong></p>
<p><font size="-1">Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. <a href="mailto:debates@uol.com.br">debates@uol.com.br</a></font></p>
<p><font size="5"><strong><br />
</strong></font>  <strong>JOÃO SANTANA</strong></p>
<table width="421" height="90">
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /> <font size="4"><strong><em>Os deputados erraram onde não poderiam. Mas era um erro previsível. A internet é o meio mais perturbador que já surgiu na comunicação</em></strong></font><br />
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</table>
<p>UM PARADOXO da cultura contemporânea é a incapacidade  da maioria dos políticos de entender a comunicação política. Essa  disfunção provoca, muitas vezes, resultados trágicos.<br />
É o caso da lei votada pela Câmara  dos Deputados para regular o uso da  internet nas eleições. Se aprovada  sem mudanças pelo Senado, vai provocar um forte retrocesso numa área  em que o Brasil, quase milagrosamente, se destaca no mundo -sua legislação de comunicação eleitoral.  Sim, a despeito da má vontade de  alguns e, a partir daí, de certos equívocos interpretativos, o Brasil tem uma  das mais modernas legislações de comunicação eleitoral do mundo.<br />
O nosso modelo de propaganda gratuita, via renúncia fiscal, é tão conceitualmente poderoso que se sobressai  a alguns anacronismos da lei, como o  excesso de propaganda partidária em  anos não eleitorais ou a ridícula proibição de imagens externas em comerciais de TV.<br />
Os deputados decidiram errar onde  não poderiam. Mas era um erro previsível. A internet é o meio mais perturbador que já surgiu na comunicação.<br />
Para nós da área, ela abre fronteiras  tão imprevisíveis e desconcertantes  como foram a Teoria da Relatividade  para a física, a descoberta do código  genético para a biologia, o inconsciente para a psicologia ou a atonalidade para a música.<br />
Na comunicação política, a internet é rota ainda difícil de navegar. Somos neogrumetes de Sagres em mares bravios. Não por acaso, o mundo está infestado de curandeiros internáuticos a apregoar milagres. E a mídia potencializa resultados reais ou imaginários (&#8221;Ah, a campanha do Obama!&#8221;, &#8220;Ah, as eleições no Irã&#8221;, &#8220;Ah, o twitter do Serra&#8221;, &#8220;Ah, vem aí o blog do Lula&#8221;) sem que se consiga aferir a real dimensão do fenômeno.<br />
Se é perturbadora para nós do  meio, por que não o seria para legisladores e juízes? Principalmente para  os políticos, que, como se sabe, sofrem desconforto com a comunicação  política desde o surgimento dos  meios modernos.<br />
Desde sua origem nas cavernas, o  modo de expressão política tem dado  pulos evolutivos sempre que surge  um novo meio.<br />
De Aristóteles, patrono dos marqueteiros, passando pelos áureos  tempos da santa madre igreja, que já  deteve a mais poderosa máquina de  propaganda política -é a criadora do  termo com sua &#8220;Congregatio de Propaganda Fide&#8221;-, até os dias de hoje, a  comunicação politica é feita por meio  de uma simbiose entre o que se diz -o  conteúdo retórico-persuasivo- e seu  suporte de expressão, as ferramentas  comunicacionais. Um influenciando  o outro e os dois influenciando, sem  parar, as sociedades e instituições.<br />
Foram enormes os pulos causados  pela imprensa, pelo rádio, pelo cinema e pela TV na forma e no modo de  fazer política. Mas nada perto dos  efeitos que trará a internet.<br />
Não só por ser uma multimídia de  altíssima concentração, mas também  porque sua capilaridade e interatividade planetária farão dela não apenas  uma transformadora das técnicas de  indução do voto mas o primeiro meio  na história a mudar a maneira de votar. Ou seja, vai transformar o formato e a cara da democracia.<br />
No futuro, o eleitor não vai ser apenas persuadido, por meio da internet,  a votar naquele ou naquela candidata.<br />
Ele simplesmente vai votar pela internet de forma contínua e constante.<br />
Com as vantagens e desvantagens que  isso pode trazer.<br />
As cibervias não estão criando só  &#8220;novas ágoras&#8221;. Criam também novas  urnas. Do tamanho do mundo. Vão  ajudar a produzir uma nova democracia tão radicalmente diferente que  não poderá ser adjetivada ou definida  com termos do nosso presente-passado, tipo &#8220;representativa&#8221; ou &#8220;direta&#8221;.<br />
Sendo assim, creio que nossos legisladores não vão querer passar para a  história como os que imprimiram um  sinete medieval em ondas cibernéticas. Não é só o erro, como já se disse,  de encarar um meio novo com modelos de regulação tradicional. É porque  a internet, no caso da comunicação  política, nasceu indomável. E sua força libertadora tem de ser estimulada,  e não equivocadamente reprimida.<br />
Já há um consenso do que deve ser  modificado na proposta da Câmara. O  Senado, que vive profunda crise de  imagem, tem um bom tema de agenda  positiva. Mas não é por oportunismo  que urge corrigir os equívocos da Câmara. É simplesmente pelo prazer de  estar conectado com o futuro.</p>
<hr size="1" noshade="noshade" /><font size="-1"> <strong>JOÃO SANTANA</strong>, 56, é jornalista, publicitário e consultor  político. Já coordenou o marketing de dezenas de campanhas estaduais e municipais (como a de Marta Suplicy em  2008), além de três campanhas presidenciais, no Brasil  (Lula em 2006), na Argentina e em El Salvador.</font></p>
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		<title>Blogs fazem pessoas escreverem mais e pior, diz Saramago</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 22:54:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ 28.nov.2008/Tuca Vieira/Folha Imagem

  &#8220;Cuido de um post como de um romance&#8221;, afirma o escritor português José Saramago 
EFE &#8211; FOLHA ONLINE
O escritor português José Saramago, que está prestes a publicar um livro com os artigos que escreveu em seu blog, diz acreditar que com o crescimento desse tipo de espaço na internet &#8220;está [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"> <font size="1"><em>28.nov.2008/Tuca Vieira/Folha Imagem</em><br />
</font><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/blogs-fazem-pessoas-escreverem-mais-e-pior-diz-saramago/11969/" rel="attachment wp-att-11969" title="saramago.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/06/saramago.jpg" alt="saramago.jpg" /></a><br />
<font size="1"> <em> &#8220;Cuido de um post como de um romance&#8221;, afirma o escritor português José Saramago </em></font></div>
<p style="background-color: #ffff99">EFE &#8211; FOLHA ONLINE</p>
<p>O escritor português José Saramago, que está prestes a publicar um livro com os artigos que escreveu em seu blog, diz acreditar que com o crescimento desse tipo de espaço na internet &#8220;está se escrevendo mais, embora pior&#8221;. &#8220;A prática do blog levou muitas pessoas que antes pouco ou nada escreviam a escrever. Pena que muitas delas pensem que não vale a pena se preocupar com a qualidade do que se escreve&#8221;, disse Saramago em entrevista publicada hoje pelo jornal argentino &#8220;Clarín&#8221;.</p>
<p>O escritor português reuniu os artigos publicados durante os seis primeiros meses de sua atividade como blogueiro em &#8220;Caderno de Saramago&#8221;, um livro vetado na Itália por Silvio Berlusconi e que reflete o espírito crítico de seu autor.</p>
<p>&#8220;Pessoalmente cuido tanto do texto de um blog como de uma página de romance&#8221;, disse o Nobel português, de 86 anos e que apresentará o livro em um encontro com blogueiros aberto a internautas de todo o mundo, no próximo dia 25, em Lisboa.</p>
<p>Quanto a seu blog (http://caderno.josesaramago.org/), o escritor disse que não destina ao espaço &#8220;nenhuma ideia em particular&#8221;, para depois expressar que &#8220;os sismógrafos não escolhem os terremotos, reagem aos que vão ocorrendo, e o blog é isso, um sismógrafo&#8221;.</p>
<p>&#8220;Aqueles que me leem sabem que podem encontrar-se a cada dia diante de algo totalmente inesperado&#8221;, reforçou Saramago, que respondeu às perguntas do diário argentino por e-mail da Espanha, onde mora.</p>
<p>O autor de &#8220;O Evangelho segundo Jesus Cristo&#8221; também sustentou que não teve de lidar com a situação de criar textos que tivesse medo de publicar, e avaliou que &#8220;se o blog é um espaço para a reflexão, não deve surpreender que ilumine aquele que o escreve&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A notícia vive</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/a-noticia-vive/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 15:32:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Coluna no Globo de Miriam Leitão
Tudo está se movendo ao mesmo tempo no mundo da transmissão da notícia. Tanto que nem sei por onde começar esta coluna. A &#8220;Newsweek&#8221; numa edição recente avisou que aquele era o primeiro número de uma nova revista, reformulada diante do fato de que &#8220;a internet está fazendo muito bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="javascript:NewWindow('/economia/miriam/video/2009/12522/default.asp','',720,580,'no','no')"><img src="http://oglobo.globo.com/economia/miriam/video/2009/12522/02_VII_VIDEOMEIOAMBIEN2.jpg" alt="Aqui no Brasil ainda há muita gente importante dizendo que o meio ambiente é um obstáculo ao crescimento. Estamos indo na contramão do mundo" align="left" /></a><span style="background-color: #ffff99"></span></p>
<p style="background-color: #ffff99">Coluna no Globo de Miriam Leitão</p>
<p>Tudo está se movendo ao mesmo tempo no mundo da transmissão da notícia. Tanto que nem sei por onde começar esta coluna. A &#8220;Newsweek&#8221; numa edição recente avisou que aquele era o primeiro número de uma nova revista, reformulada diante do fato de que &#8220;a internet está fazendo muito bem o trabalho de dar notícias e análises instantâneas&#8221;. O que sobra para um veículo lento como uma revista?</p>
<p>A &#8220;Newsweek&#8221; acha que sobra o espaço de reportagens exclusivas e grandes ensaios que tenham um argumento claro e inédito. A revista fechou editorias, somou outras, foi obrigada a se reinventar. No artigo &#8220;Uma nova revista para um mundo em mudança&#8221;, a publicação começa dizendo que &#8220;não é segredo que o negócio do jornalismo está com problemas&#8221;.</p>
<p>A &#8220;Economist&#8221; publicou que 70 jornais fecharam na Inglaterra desde o começo de 2008. O &#8220;Independent&#8221; depende hoje de investidores estrangeiros. Os jornais franceses estão sendo subsidiados. Todd Gitlin, professor de jornalismo da Columbia, divulgou um texto online sobre &#8220;As muitas crises do jornalismo&#8221;, dizendo que quatro lobos estão às portas da imprensa americana: a queda da receita de anúncios, a queda da circulação, a difusão da atenção do leitor, e uma crise de autoridade. A soma dos dois primeiros acabou com a lucratividade das empresas.</p>
<p>O &#8220;New York Times&#8221; teve um prejuízo tão grande neste começo de ano que apressou as providências para, de um lado se livrar do que mais arruína seu balanço, o &#8220;Boston Globe&#8221;, e, de outro, encontrar novas formas de receita com o conteúdo que produz. Está em dúvida sobre um novo sistema de assinatura, micropagamentos por conteúdo acessado, pedidos de doação, qualquer coisa que aumente suas receitas.</p>
<p>Desde 2001, a circulação dos jornais americanos caiu 13,5% nos dias úteis e 17% nos domingos, sendo cinco pontos percentuais dessa queda só no ano passado. A receita de anúncio caiu 23% em dois anos e o emprego caiu 15%. Foram fechados escritórios em vários estados e países. Um mapa-múndi que assinalava todos os locais onde o &#8220;Washington Post&#8221; tinha correspondentes ou escritórios foi retirado da redação do jornal americano. Era constrangedor o sumiço diário de pontos do mapa. A crise que atingiu todos os setores da economia bateu também nas empresas jornalísticas, mas o fato é que a mídia convencional já vinha sendo desafiada por todas as novas formas de transmitir a notícia.</p>
<p>As três maiores redes de TV aberta dos Estados Unidos — ABC, CBS e NBC — sempre tiveram pouca audiência diante das TVs pagas, mas de 1990 para cá, o percentual de americanos que se informa nas redes abertas caiu de 30% para 16%. A Pew Research Center, que tem registrado as estatísticas da audiência de notícia no rádio, TV e jor$, constatou em 2008, pela primeira vez, mais gente recebendo informação via internet do que nas plataformas tradicionais. Apesar disso, quando se pergunta quem só recebe informação online, o dado é de apenas 5%. O mais alarmante da pesquisa foi o aumento de 25% para 34% dos americanos de 18 a 24 anos que não tinham recebido notícia alguma, em qualquer dos veículos, no dia anterior.</p>
<p>Não sou dos que temem as mudanças como um sinal dos tempos. Não é a notícia que está em crise, é a tecnologia que tem ampliado espaços, revolucionado conceitos, criado novas ferramentas para se fazer o que sempre foi feito na humanidade: informar, discutir, analisar. A imprensa tem vivido num vértice de mudanças intensas, e a sensação de quem vive no mundo da informação é que ele nunca mudou tanto em tão pouco tempo.</p>
<p>O Google News não tem um único editor humano. Seu processo de escolher e distribuir informação é feito por robôs. Arianna Huffington é dona de um dos maiores casos de sucesso da internet, o &#8220;Huffington Post&#8221;, que reúne 3.000 blogs e tem o dobro de visitantes que o website do &#8220;New York Post&#8221;. Outro dia, ao receber o premio webby (o Grammy da Internet), ela fez um discurso, de poucos toques, como requer os tempos de twitter: &#8220;Obrigada. Eu não matei os jornais&#8221;.</p>
<p>Desde que a &#8220;Economist&#8221; publicou, anos atrás, uma célebre capa com o título: &#8220;Quem matou os jornais?&#8221;, os grandes jornais investiram em versões online, aderiram aos blogs e twitter, optaram por não cobrar por conteúdo, depois passaram a cobrar, voltaram a liberar o acesso, agora introduziram sistemas mistos, com textos de livre acesso e outros que exigem assinatura. O &#8220;Guardian&#8221; é hoje mais lido do que nunca. Por causa da internet ele tem duas vezes mais leitores fora da Inglaterra do que no seu país.</p>
<p>A notícia não morreu nem vai morrer. Na verdade, ela nunca circulou tanto, nem encontrou fórmulas tão instantâneas de espalhar-se como agora. O que ainda não ficou claro é como as empresas serão sustentáveis financeiramente. A receita de publicidade na internet cresce menos do que a queda da receita dos veículos tradicionais. Muitas respostas terão que ser encontradas pelas empresas e pelos jornalistas para os desafiadores tempos novos. Não resta alternativa a não ser seguir o turbilhão. Afinal, quem não gosta de novidade, jornalista não é.</p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Do Blog de César Maia</strong></p>
<p>A CRISE DA IMPRENSA NOS ESTADOS UNIDOS!</p>
<p>(Trecho da coluna de Miriam Leitão &#8211; OG, 14/06)  &#8220;Desde 2001, a circulação de jornais americanos caiu 13,5% e 17% nos domingos, sendo cinco pontos percentuais desta queda só no ano passado. A receita do anúncio caiu 23% em dois anos, e o emprego caiu 15%. As três maiores redes de TV aberta dos Estados Unidos, de 1990 para cá, o percentual de americanos que se informa nas redes abertas caiu de 30% para 16%. A Pew Research Center constatou que em 2008, pela primeira vez, mais gente recebendo informação via internet do que nas plataformas tradicionais.&#8221;</p>
<p>* * *</p>
<p>AUDIÊNCIA DE TELEJORNAIS NA GRANDE-SP &#8211; 25-31/05!</p>
<p>(FSP, 14/06) Jornal Nacional 30%. Repórter Record 16%. Brasil Urgente 6%. Jornal da Gazeta 2%. 57.300 expectadores para cada 1%.</p>
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