29/09/2009 - 10:18h Obras públicas mudam rotina do pobre Piauí: “Porque o Piauí está para o Brasil como o Brasil está para o mundo”. Bombando!

Desenvolvimento: Estado lidera alta nas vendas do varejo e triplicou, em cinco anos, o investimento público


Wellington_Dias_Boqueirao

Wellington Dias, governador de Piauí (PT) durante visita as obras no Boqueirão do Piauí

Marta Watanabe, de Teresina e Jatobá – VALOR

É um típico fim de tarde de setembro em Teresina. Sob o calor que sobrou dos quase quarenta graus do meio-dia, centenas de homens pegam suas bicicletas no ainda isolado bairro de Santa Maria do Codipi. Eventuais carros precisam se desviar. Contra um horizonte vermelho e laranja, as sombras compridas dos ciclistas dominam o chão de terra e o asfalto, rumo à região mais central da capital piauiense, perto de onde as bicicletas se espalharão para destinos diversos, em um movimento que lembra a de um amontoado de bolas de gude atingido em cheio. Amanhã, antes das sete da manhã, as centenas de ciclistas voltarão, em movimento convergente, à Santa Maria do Codipi.

Clemilton Cardoso da Rocha é um dos homens que integra este movimento. Desde maio ele faz parte da massa de trabalhadores que levanta 4,3 mil casas populares do Jacinta Andrade, maior conjunto de moradias do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Mesmo sem nenhuma experiência na construção civil, conseguiu a vaga após uma procura de três meses. Ele trabalhava no setor de almoxarifado e agora é apontador de uma das construtoras do Jacinta Andrade – ele administra o estoque do material de construção e, ao lado de outros quatro apontadores, o trabalho de 700 homens.

No meio da poeira que se levanta de um chão praticamente sem chuvas desde julho, ele está satisfeito. Seu salário é 30% maior do que recebia antes e ele considera a nova área promissora. “Agora só não trabalha quem não quer. Está até difícil arranjar pedreiro”, diz, referindo-se à profusão de obras em Teresina. “Aqui tem muita gente que assinou a carteira de trabalho pela primeira vez na vida.”

Rocha integra o batalhão de 11 mil trabalhadores que fazem casas brotar do chão não só em Teresina, mas por todo o Piauí. As casas populares são apenas uma das prioridades dos cerca de R$ 1,5 bilhão em investimentos públicos totais no Estado previstos para 2009. O valor inclui não só recursos estaduais como de terceiros, inclusive do governo federal. De 2003 a 2008 o Piauí teve o maior crescimento relativo nos investimentos públicos entre todos os Estados. Juntamente com as inversões financeiras, os investimentos saltaram no período de 4% para 12,6% da receita não-financeira líquida.

O conjunto Jacinta Andrade é apenas um dos empreendimentos gerados com investimento público. Quem procura o Jacinta esbarra fatalmente em outros conjuntos de casas populares, seja ligados a programas federais como o PAC ou o Minha Casa, Minha Vida, seja de convênios do governo estadual com a Caixa Econômica Federal. Junto com as ruas arborizadas e as barracas de peixe ao lado dos rios Poty e Parnaíba, casas em construção hoje integram a paisagem da capital piauiense. Mas as obras públicas não fizeram diferença apenas no desenho urbano.

José Gomes, diretor do sindicato dos trabalhadores da construção civil no Piauí, conta que até o ano passado a média salarial para pedreiros era de R$ 600 em Teresina. Atualmente, está entre R$ 800 e R$ 900. Mudou também a perspectiva de permanência no emprego. Antes, diz ele, os trabalhos duravam em média 90 dias. Agora as pessoas são contratadas para 12 ou 14 meses. “Estamos no paraíso”, diz. Ele conta que as construtoras estão com dificuldade de conseguir pedreiros, principalmente para trabalhos mais sofisticados, como colocação de azulejos e outros acabamentos. “O que estamos vivendo não tem paralelo. Muita gente está voltando para o Piauí por conta disso”, conta.

Um dos que retornaram à terra foi o pedreiro Antonio Francisco Soares, “nascido e criado” em Jatobá, município do interior piauiense que pode ser alcançado, a partir de Teresina, depois de 134 quilômetros de estrada margeada por redondas copas de carnaúba.

Deixando esposa e dois filhos no município, Soares chegou a migrar para São Paulo. Depois de três meses desempregado na capital paulista, porém, o pedreiro voltou no início do ano não só ao Piauí como à sua cidade e está construindo uma das 34 moradias de um programa no qual o beneficiário deve ter o terreno para que o governo estadual levante as casas.

Soares tem pressa com a cavadeira que usa para fazer uma fundação. Ele conta que precisa terminar de levantar a casa de três quartos na qual trabalha para começar a outra logo em seguida. Sua expectativa é que o programa tenha continuidade e que também comecem as obras do hospital e das salas prometidas para a Universidade Aberta. “Se eu puder, fico aqui para sempre”, diz ele, acrescentando que seus colegas estão todos trabalhando em obras da cidade ou arredores. Uma delas é a estrada que liga o município a Teresina, boa parte dela pavimentada este ano. Cerca de 40 quilômetros restantes prometem render ainda mais algum emprego.

Com 4,5 mil habitantes e acostumada a ver seus filhos saírem em busca de oportunidades em outros locais, Jatobá está até atraindo profissionais de outras cidades piauienses. É o caso do mestre de obras Paulo Afonso dos Santos, que mora em Teresina e desde dezembro trabalha na construção da nova escola de Jatobá, comandando um total de 18 trabalhadores. Antes de Jatobá, Santos esteve por seis meses em Simplício Mendes, na construção de um ginásio poliesportivo público. “Nos últimos cinco meses tenho trabalhado praticamente em obras públicas”, diz.

A movimentação da cidade despertou o tino comercial de alguns moradores. Diego Oliveira dos Santos ignorou as poucas notícias que teve sobre os impactos da crise financeira mundial sobre a economia brasileira e abriu em maio uma casa de materiais de construção. “Abri um negócio porque a cidade está se desenvolvendo. As pessoas estão todas construindo ou reformando suas casas”, conta. Ele deve concorrer com uma loja de material de construção já tradicional na cidade, mas acredita que há mercado para ele também. “As pessoas antes viviam de bicos e agora estão tendo empregos mais permanentes”, conta.

O efeito da disponibilidade de renda que Santos percebe se estende bem além dos limites da pequena cidade eminentemente rural, na qual galinhas e porcos disputam comida e sombra no chão. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desde maio o Piauí apresenta, entre todos os Estados, a maior elevação no volume de vendas do comércio varejista em relação a 2008. Em julho, o aumento foi de 20%, bem acima da média brasileira, de 5,9%. No acumulado do ano, o crescimento foi de 11%. A média total ficou em 4,7%.

Em Jatobá não é somente a construção de casas no núcleo urbano que está gerando maior disponibilidade de renda, explica Valmir Pereira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais. Ele conta que o programa estadual de assentamentos, que hoje alcança cerca de 150 famílias espalhadas em seis áreas do município, fixou à terra os jatobaenses. O programa Crédito Fundiário fornece além de terras e construção de uma casa, eletrificação, água e estímulo voltado principalmente ao cultivo de melancia, o que trouxe renda adicional para quem vivia da subsistência.

O agricultor Francisco Luiz de Barros é um jatobaense que havia migrado para Teresina, mas retornou à cidade para plantar a fruta, além de macaxeira e milho. O assentamento Pacheco, onde mora, é o mais avançado, criado há cerca de quatro anos. Lá vivem 12 famílias que dividem cinco hectares. “Em Teresina tinha até me formado no curso de segurança particular”, conta o agricultor. Barros não pretende mais voltar a vestir o uniforme de vigia agora que tem a alternativa de cultivar uma roça que vai além da subsistência. No último ano, sua produção de melancia e macaxeira rendeu R$ 2,8 mil, e seu trabalho ainda é subsidiado.

Cada produtor do assentamento ainda recebe auxílio financeiro para a compra de sementes e fertilizante e assistência técnica, principalmente para o sistema de agricultura irrigada, imprescindível para fazer melancia brotar no verão do sertão piauiense. A renda da família é complementada com o benefício federal do Bolsa Família recebido pela mulher.

No Estado com o terceiro pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país, o Bolsa Família tem presença forte. São 380 mil famílias beneficiadas em todo o Piauí. “O salário mínimo e o Bolsa Família fizeram muita diferença para o Estado”, reconhece o secretário de Fazenda, Antonio Neto. Apesar do crescimento recente, o Piauí continua sendo, ao lado de Sergipe e Alagoas, um dos que menos arrecadam entre os nove Estados do Nordeste. A participação do Piauí no total do ICMS recolhido pela região, no acumulado de janeiro a julho de 2009, foi de 4,6%, mas o Estado apresentou a maior elevação de arrecadação no período, com alta nominal de 11,3% em relação a igual período do ano passado. O segundo Estado foi Pernambuco, com 9,2%.

A ideia do governo estadual é investir pesadamente em infraestrutura logística para atrair mais empresas e gerar uma economia mais dinâmica, que dependa menos de programas públicos. Segundo dados do Ministério do Trabalho, 41% do estoque de mão de obra de 2008 era de servidores públicos e militares. “Trata-se de uma participação grande. No total do Brasil, os servidores são 21,7%”, diz Fábio Romão da LCA Consultores.

O especialista em contas públicas Amir Khair acredita que o investimento público tem papel importante e é positivo para a economia piauiense. Ele lembra, porém, que além das obras aparentes, como pontes, estradas e moradias, é necessário que haja investimento em qualidade de vida, como saneamento básico, e também em educação. Caso contrário, haverá apenas disponibilidade de renda passageira, sem maior distribuição da riqueza entre a população. “As obras um dia acabam”, alerta.

Por enquanto, cada um faz, a seu modo, sua aposta para o futuro. Recém-instalada em uma das casas do conjunto Nova Therezina, integrante das obras do PAC, Maria Helena Pereira Dutra já abriu seu salão de beleza – R$ 3 o corte -, onde fatura mensalmente dois salários mínimos. Paga pela casa financiada R$ 30 mensais – 75 parcelas no total. Antes de ir para a casa nova, em julho, Maria Helena morava em uma área de risco no bairro de Vila Cidade Leste, “no alto de um morro que desabou e levou a casa junto”. No salão antigo, faturava um pouco mais, mas sobrava menos, porque gastava R$ 450 de aluguel. Ela aproveitou o dinheiro extra para comprar escovas e até novembro quer comprar cadeira e espelho para o salão.

Anna Carolina Negri / Valor
Foto Destaque
A cabeleireira Maria Helena abriu um salão na nova casa: mais dinheiro no fim do mês depois que trocou aluguel de R$ 450 por prestação de R$ 30

Não muito longe dali, a comerciante Yane Maria Barbosa da Silva foi rápida ao perceber a oportunidade criada com a contratação de centenas de homens no Jacinta Andrade. Abriu em junho um restaurante que fornece quentinhas para os pedreiros. As marmitas custam entre R$ 3,50 e R$ 4 e o preço é acertado diretamente com a construtora. No começo, diz, eram 20 a 30 marmitas por dia. “Agora eu vendo 150 por dia”, conta, animada. Nos últimos três meses ela contratou quatro pessoas que começam a trabalhar às seis da manhã para conseguir entregar, às 11h30, o arroz e feijão que vai sustentar um dia de trabalho pesado.

Teresina tem aberto espaço também para investimentos mais sofisticados. Eliana Fortes não desistiu de ampliar os negócios na crise. Sócia de um grupo que já incluía duas agências de viagens e uma central de intercâmbio, ela abriu em dezembro a primeira e única casa de câmbio da cidade. O negócio tem fechado no azul e já está bem na classificação de desempenho da franquia que escolheu, diz.

Eliana pretende prestar serviço de câmbio para os exportadores, mesmo não tendo muita ideia de que o Piauí também tem surpreendido no comércio exterior. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento (Mdic), os valores embarcados no Piauí aumentaram 39,97% no acumulado de janeiro a agosto, indo em sentido oposto ao total do Nordeste, cujas exportações caíram 30% no mesmo período. As vendas piauienses foram puxadas principalmente pela soja e seus derivados. Eliana acredita que, se há demanda para um serviço diferenciado como o de câmbio, também há para outros produtos. Por isso, pretende abrir até o fim do ano a franquia de uma sofisticada marca de produtos de beleza . “Acho que Teresina está crescendo. Porque o Piauí está para o Brasil como o Brasil está para o mundo”, resume, animada com sua cidade, seu Estado e seu país.

13/06/2009 - 12:08h Governadores do PT discutem a era ”pós-Lula”

estrela_sobe.jpgMomento é de fortalecer o partido com a continuidade do projeto e do governo atual, elegendo Dilma Rousseff

Luciano Coelho – O Estado SP

O encontro nacional de governadores, vice-governadores e ex-governadores do Partido dos Trabalhadores de todo o País – realizado em Teresina nos dias 9 e 10 – foi encerrado com a discussão sobre o planejamento do segundo período do partido, o pós-Lula.

Na opinião dos participantes, o momento é de fortalecer o PT com a continuidade do projeto e do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, elegendo a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, como sua sucessora.

De acordo com informações dos próprios petistas, a pauta da reunião foi concluída dentro do previsto. O PT ainda debateu sobre a transparência e combate à corrupção. Houve um esforço concentrado e os trabalhos seguiram até tarde no primeiro dia para esvaziar a pauta, já que os participantes foram convidados a prestigiar o Festival de Inverno na cidade de Pedro II, localizada 195 quilômetros ao norte da capital do Piauí.

COISA PÚBLICA

O encontro reuniu os governadores Wellington Dias (Piauí), Jacques Wagner (Bahia), Binho Marques (Acre), Ana Júlia Carepa (Pará), o ministro José Pimentel (Previdência)e os ex-governadores Jorge Viana (Acre), Cristovam Buarque (Distrito Federal) e Olívio Dutra (Rio Grande do Sul).

Compareceram também os vice-governadores da Paraíba, Luciano Cartaxo, e do Ceará, Francisco Pinheiro, além da presidente da Fundação Perseu Abramo, Fernanda Estima.

Olívio Dutra disse que um dos pontos que o partido tem discutido é a transparência e respeito com a coisa pública. “Não existe uma forma, um modelo fixo para governar. Estamos tentando pegar as boas experiências e compartilhá-las, sempre com o compromisso com a cidadania, com a transparência e com a coisa pública”, afirmou.

Na opinião do ex-governador gaúcho, é preciso dar mais eficiência ao governo e combater cada vez mais a corrupção, sem esquecer da educação, um ponto importantíssimo para o desenvolvimento, segundo ele.

Outra questão levantada por Dutra – e que nunca foi implantada no Governo Federal, de acordo com ele – diz respeito ao orçamento participativo cobrado pelos governadores do partido. “Dessa forma a população terá uma participação mais efetiva do governo e das obras voltadas para seu interesse”, acrescentou.

ANÁLISE DE MODELOS

O governador Jacques Wagner avaliou que nem todas as experiências podem ser implantadas integralmente, devido à realidade diferente entre os estados, mas ressaltou que vale analisar os modelos que possam ser adotados.

Olívio Dutra, falando sobre sucessão, disse que nenhum cargo do PT dá o privilégio acima dos demais membros e não se torna uma instância. “O cargo não manda no partido”, advertiu. Ele frisou que não existe terceiro mandato, mas o projeto do PT deve continuar no Governo. “O Lula não quer e não precisa desse artifício.”

09/04/2008 - 14:40h Investimento com responsabilidade ecológica no turismo de Piauí

L'image “http://www.turismo.gov.br/portalmtur/export/pics/alkacon-documentation/IMG145_PQ.jpg” ne peut être affichée car elle contient des erreurs.Teresina (08/04) – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, disse hoje que o Piauí está sabendo alinhavar muito bem toda a cadeia do turismo. Durante a visita ao estado, assinou contratos e participou do lançamento de licitações e ordens de serviços para obras que totalizam R$ 30,3 milhões de investimentos no centro de convenções da capital, em aeroportos e na pavimentação e recuperação de rodovias.
Depois de sobrevoar o Delta do Parnaíba, a ministra Marta Suplicy disse que ficou “impactada” com a preservação da biodiversidade. “O governo está dando passos em todas as direções. O Piauí está no caminho certo. Está preservado, organizado e consciente. E todo investimento vai preservar essa beleza natural, porque serão aplicados com responsabilidade ecológica. Isso é o turismo do século 21”, destacou.
Além dos aspectos ambientais, a ministra também ficou bem impressionada com o Centro Estadual de Educação Profissional, em Parnaíba, que prepara jovens para o ramo da hotelaria. “Se você investe na qualificação profissional, você investe na vida das pessoais. Possibilita que ela ingresse no mercado e busque uma nova atividade. A hotelaria era uma profissão que nossos pais não conheciam e, hoje, é uma realidade”, disse a ministra, ao acrescentar que “se o poder público não ajuda nesse investimento não possibilita a formação dos nossos jovens”.
A ministra manifestou, em nome do governo federal, solidariedade às vítimas das enchentes ocorridas no Piauí nos últimos dias. “Quero prestar solidariedade aos piauienses por essa situação adversa verificada em virtude das chuvas que atingiram o estado”, disse Marta Suplicy.
O governador Wellington Dias expressou também seu agradecimento aos investimentos que o Piauí tem recebido do Ministério do Turismo e do governo federal. “A gente quer celebrar tanto o recebimento dos recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) quanto os do Ministério, bem como a união de esforços dos nossos prefeitos para organizar a infra-estrutura voltada ao desenvolvimento do setor turístico. Prefeitos de vários partidos estão unidos, porque o mais importante é o projeto do Piauí”, disse o governador.
A ministra Marta Suplicy visitou também as obras de esgotamento sanitário, em Parnaíba. “É uma das notícias mais importante e o ministério fica contente de ser partícipe dessa obra. Quando se investe no turismo, você investe na melhoria da qualidade de vida de quem mora no destino turístico”, ressaltou.
Ainda pela manhã, quando desembarcou em Parnaíba, à ministra foram explicados os investimentos nas obras de restauração e ampliação da pista do Aeroporto Internacional de Parnaíba Prefeito Dr. João Silva Filho. A reforma ampliará de 2.100 metros para 2.500 metros a pista de pouso, o que permitirá pousos de vôos internacionais. “A cidade estará preparada para o turismo internacional e o Piauí ficará a sete horas de distância da Europa”, disse a ministra, ao destacar que o estado passará, com a conclusão das obras, a competir com outros destinos turísticos do Nordeste. “Isso é muito bom para todo o mundo”, completou.
No encerramento da visita, o governador Wellington Dias afirmou que todos os recursos anunciados pela ministra Marta Suplicy mostram comprometimento do governo federal e do Ministério do Turismo com a região. “Vamos aplicar com muito zelo cada centavo. Isso vai garantir que possamos ter desenvolvimento e criar oportunidades para as pessoas”, afirmou o governador.
Destinação dos recursos − Dos R$ 30 milhões liberados pela ministra Marta Suplicy R$ 22,9 milhões são do Orçamento Geral da União, e R$ 7,4 milhões do Prodetur Nordeste II. Entre 2003 e 2006, o Ministério do Turismo repassou R$ 73,6 milhões para o Piauí, e, em 2007, esse valor foi de R$ 47,9 milhões.

Das ações em andamento, R$ 4,5 milhões foram para a construção de dois aeroportos regionais: Piripiri e Bom Jesus. Também foram destinados R$ 5 milhões para a segunda etapa da construção do Centro de Convenções de Teresina, que passará a ser um dos maiores e mais bem equipados do Nordeste. Terá 1,2 mil lugares, além de salas com capacidade de 150 a 200 pessoas, e um pavilhão climatizado com 3,2 mil metros quadrados.

A pavimentação e recuperação de rodovias, um dos aspectos considerados fundamentais pela ministra para o desenvolvimento turístico, recebeu R$ 5,2 milhões do Ministério, que serão utilizados na pavimentação da PI 372, trecho Porto Alegre/ Marcos Parente – PI; na segunda etapa, da construção e recuperação de estradas vicinais na área de acesso ao Sítio Arqueológico da Região da Lapa – Pedro II/PI; e na primeira etapa da pavimentação da Rodovia Jatobá para a BR 343. Além disso, R$ 7 milhões, do Prodetur, serão utilizados na restauração e reabilitação da PI-315, trecho Entroncamento da Rodovia PI – 116/Macapá (DER); restauração e reabilitação da PI – 210, trecho Ilha Grande/Porto dos Tatus (DER); restauração e reabilitação da PI – 116, trecho Coqueiros/entroncamento da Rodovia PI – 315 (DER); lançamento do edital de licitação para contratação da obra de restauração da Rodovia PI 315 (Macapá) a Rodovia BR 402 (Camurupim).

Foram destinados ainda R$ 500 mil para reestruturação e urbanização dos parques Encontro dos Rios e Pólo Ceramista do Poti Velho. A orla da praia do Atalaia também ganhou R$ 72 mil para urbanização.

16/08/2007 - 17:20h Governador do Piauí ataca "deboche" de presidente da Philips

MÔNICA BERGAMO
Colunista da Folha

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), afirmou à Folha hoje que encaminhará ao presidente Lula e ao Congresso Nacional um ofício para que o governo e o parlamento se posicionem quanto ao que considera “um deboche” do presidente da Phillips, Paulo Zottolo, ao Estado.

Em entrevista ao jornal “Valor Econômico”, Zottolo afirmou que, ao apoiar o movimento “Cansei”, desejava remexer no “marasmo cívico” do Brasil, e afirmou: “Não se pode pensar que o país é um Piauí, no sentido de que tanto faz quanto tanto fez. Se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado”, afirmou na entrevista.

Em nota enviada à coluna, o governador afirmou que “lamentavelmente, o presidente da Philips desconhece o Piauí.” Veja a íntegra da nota:

“Tenho certeza de que o capitalismo afasta o homem do ser humano. Que Deus dê a ele a oportunidade de conhecer o Piauí e os homens e mulheres que aqui vivem. Para se ter uma idéia, o Piauí tem 80% de suas florestas nativas preservadas e produz oxigênio para o Brasil e para o mundo. O Piauí, segundo estudos em andamento, tem uma das maiores bacias de gás e petróleo do país.

É do Piauí a melhor escola do Brasil, eleita dois anos consecutivos pelo Enem. O Piauí tem a melhor produtividade de soja, mel e algodão do país. Por coincidência, um piauiense, José Horácio de Freitas, foi diretor financeiro da Philips. Por ele e por todos os cidadãos piauienses deveríamos ter respeito. E faço a ele o convite para vir conhecer o Piauí.”

17/07/2007 - 17:52h Plano Aquarela é lançado no Nordeste

A Ministra do Turismo, Marta Suplicy, e a presidente da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Jeanine Pires, lançaram nesta segunda-feira (16), em Natal (RN) o plano de marketing internacional da Embratur para o Nordeste. O evento, que reuniu 170 pessoas, no Grand Hotel SERHS, contou com a presença de três governadores e oito secretários estaduais de turismo da região, além de secretários municipais, empresários do turismo e representantes de entidades do setor.

A apresentação da segunda etapa do Plano Aquarela foi conduzida pela presidente da Embratur, que aproveitou a ocasião para explicar que, nesta nova etapa de promoção do Brasil no exterior, dois fatores serão responsáveis por um grande salto de qualidade na divulgação dos destinos turísticos do Nordeste. Primeiro, a agenda de promoção do Brasil no exterior (www.braziltour.com/brasilnetwork), já lançada para o período de julho de 2007 a junho de 2008, que permitirá uma ação integrada da Embratur com os estados, municípios e iniciativa privada em todas as ações promocionais neste período. Em segundo, a possibilidade de trabalhar os destinos da região com uma “roupagem” adequada para cada mercado, uma vez que a segunda etapa do Plano Aquarela prevê ações específicas por país, em ações de publicidade, imprensa e campanhas com o trade turístico.

A Ministra do Turismo, Marta Suplicy, ressaltou que o plano de ação no exterior se soma ao trabalho de fortalecimento do turismo interno, previsto pelo Plano Nacional de Turismo. Afirmou a necessidade de incluir o turismo na cesta de consumo também do brasileiro: “O fortalecimento do mercado interno é essencial para qualquer país. Temos que investir para que os próprios brasileiros viajem mais pelo nosso Brasil. Vamos começar com o crédito consignado para pacotes turísticos para aposentados, e depois ampliar para outros setores. O Nordeste se beneficiará muito, pois começaremos com os aposentados de São Paulo e Brasília; mas quem receberá os turistas serão os estados nordestinos. Assim criaremos emprego e renda”.

“O Nordeste é uma região muito importante para o turismo brasileiro. E agora poderemos trabalhar de forma mais focada. O mercado português, por exemplo, que tem grande peso para o Nordeste, terá trabalho permanente de relações públicas para trabalhar a imagem do Nordeste, além das campanhas publicitárias que começam em setembro”, completou Jeanine Pires.

Repercussão – O prefeito de Natal, Carlos Eduardo, que primeiro deu as boas-vindas aos participantes, lembrou que o turismo é a principal atividade econômica da cidade: “Dos 800 mil habitantes de Natal, 160 mil vivem do turismo. Agradeço ao governo federal, na pessoa da Ministra Marta Suplicy, por prestigiar nossa cidade e nossa região com este lançamento”.

Os governadores aplaudiram a iniciativa do Ministério. A governadora do Rio Grande do Norte, Wilma Faria, afirmou que o Plano “celebrará uma união de esforços públicos e privados para mudar o Nordeste, com mais investimentos em promoção na Península Ibérica, mas também em outros mercados potenciais, como Alemanha e Reino Unido”.

O governador do Piauí, Wellington Dias, comemorou a inclusão do Estado entre os destinos promovidos: “Este é um plano que pensa em todo o Brasil. O Piauí, que historicamente estava de fora, agora terá divulgada uma das grandes belezas naturais do País, que é o Delta do Parnaíba”.

Cid Gomes, governador do Ceará aposta que a segunda fase do Plano Aquarela será “um início de discussão para que os estados do Nordeste tenham participação mais efetiva nessa parceria, tão importante para desenvolver nossa região”.

Agenda em Natal – A agenda da Ministra também incluiu assinatura de convênio que prevê R$ 10,7 milhões para obras de saneamento em um dos principais destinos turísticos do Rio Grande do Norte, a Praia da Pipa, visita às obras da ponte que vai ligar as praias do Forte e da Redinha. Foram também assinados convênios com a Prefeitura de Natal para construção do mercado modelo, no bairro das Rocas, e de cinco praças no bairro Salinas.

Sobre o Plano Aquarela – Lançado em 2005, o estudo acaba de ser atualizado para o período 2007-2010 e entra em sua segunda fase com o desafio de manter o País na liderança turística da América do Sul. Os objetivos são claros: atrair mais turistas, que gastem mais, em mais destinos brasileiros, viajando por mais e diferentes motivos, permanecendo por mais tempo e com intenção de voltar mais vezes ao Brasil.

Para alcançar as metas de 7,9 milhões de turistas estrangeiros e de US$ 7,7 bilhões em gastos, em 2010, o plano definiu grupos de mercados-prioritários a partir de fatores como acessibilidade aérea, oferta turística do Brasil no país, divulgação já existente de produtos e serviços nacionais e capacidade de crescimento do fluxo, entre outros. Fonte Ministério de Turismo.