29/09/2008 - 09:08h É possível instalar internet sem fio grátis em toda SP?

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O jornal O Estado de São Paulo tem um caderno semanal dedicado a tecnologia digital, computação, internet etc. feito por gente que entende do assunto, jornalistas especializados em novas tecnologias.

Hoje uma parte do caderno esta dedicada ao debate do assunto novas tecnologias e eleições à prefeitura de São Paulo. Vou reproduzir aqui os diversos artigos cheios de informações e que respondem as dúvidas sobre as diferentes propostas (A Folha vai poder aproveitar o rico material e dissipar algumas das dúvidas que ela tem).  LF

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Rodrigo Martins - O Estado de São Paulo

Sinal dos tempos. Pela primeira vez em uma eleição para a Prefeitura de São Paulo, a tecnologia teve um papel protagonista nos programas eleitorais dos principais candidatos.

Líder nas pesquisas, Marta Suplicy (PT) prometeu conectar toda a cidade à internet sem fio. Foi a deixa para os demais candidatos bombardearem o eleitor com propostas hi-tech.

Para consolidar as diversas propostas, o Link convidou os seis principais candidatos a prefeito a apresentar suas idéias de governo eletrônico. E entrevistou especialistas para mostrar qual é a situação atual de São Paulo e outras prefeituras e quais são as prioridades.

Se você gosta de tecnologia, agora tem mais um elemento para decidir em quem votar.

Marcus Vinícius Brasil - Caderno Link - O Estado de São Paulo

Será que acessar a internet a partir de qualquer ponto de São Paulo, sem fio e gratuitamente, é mais uma daquelas propostas de campanha impossíveis de realizar? Segundo a maioria dos especialistas ouvidos pelo Link, a resposta é não. Tecnicamente, dá para ser feito.

O projeto ganhou os holofotes nesta campanha por conta da promessa da candidata Marta Suplicy (PT) de instalar 3 mil pontos de Wi-Fi ao custo de R$ 64,4 milhões. Os outros principais candidatos também fazem promessas similares.

A idéia não parece absurda para quem já executou empreitadas similares em cidades do interior do Brasil, como Piraí, no Rio de Janeiro. “É possível”, garante Franklin Dias Coelho, pesquisador da Universidade Federal Fluminense e responsável pelo projeto Piraí Digital.

Apesar da população de 23 mil habitantes ser centenas de vezes inferior à de São Paulo, e da paisagem do pequeno município não contar com amontoados de edifícios, Piraí pode servir como medida de comparação, segundo o pesquisador. “Em São Paulo é necessário uma rede mais complexa, mas é possível aproveitar a estrutura dos prédios para instalar os pontos de Wi-Fi”, diz Coelho.

Segundo Franklin, o sistema de transmissão de internet é comparável ao de distribuição de água. “Construímos um grande duto de conectividade que passa pelo meio da cidade. A partir dele, espalhamos pequenos veios que alimentam os bairros.” Em Piraí, o custo foi de R$ 900 mil.

Leonardo Mendes, pesquisador da Unicamp e responsável pelo projeto de cidade digital do município de Pedreira (interior de São Paulo), concorda que a proposta é viável, mas afirma que, com o orçamento de R$ 64,4 milhões sugerido por Marta, seria possível cobrir cerca de 50% da capital, segundo dados utilizados em Pedreira.

“No modelo que utilizamos, o valor por habitante fica entre R$ 12 e R$ 16. Mas vale lembrar que São Paulo possui características diferentes. Só um estudo aprofundado daria números exatos”, explica Mendes.

No Brasil, já há um exemplo de grande cidade que está construindo sua “bolha de conexão”.

Belo Horizonte (MG), com 2,5 milhões de habitantes, deve inaugurar no fim de outubro uma rede sem fio que cobrirá toda a cidade. Só que a rede não estará aberta aos internautas em todos os lugares para “não competir com as concessionárias de banda larga”.

A tecnologia usada será WiMAX, que permite enviar o sinal por quilômetros, mas que não pode ser captada pela maioria dos desktops e notebooks da atual geração. Em 300 órgãos municipais, oito praças e uma favela, o sinal será convertido para WiMesh (tecnologia semelhante ao Wi-Fi). Daí sim será possível captar o sinal. “O projeto custará R$ 5 milhões”, explica Pedro Ernesto, presidente da Prodabel, órgão municipal de tecnologia que implementa o projeto.

A conexão já está aberta experimentalmente, embora haja apenas cerca de 800 usuários até agora. Maysa de Castro, de 30 anos, que mantém um blog sobre tecnologia (www.maysadecastro.com.br), é uma delas. “A velocidade da conexão é bem satisfatória”, garante.

Segundo Diniz, a experiência de Belo Horizonte poderia ser replicada em São Paulo. “Mesmo em áreas com prédios, a antena de WiMAX irradia o sinal por 8 quilômetros. Já o WiMesh, em áreas abertas como periferias, alcança até 200 metros. Em regiões mais densas, com prédios e árvores, há mais interferência.”

A Prefeitura de São Paulo afirma que faz testes há um ano com a tecnologia WiMAX. “Ainda não chegamos a conclusões com relação à transmissão, segurança da conexão e qual público irá atender”, explica João Octaviano Machado Neto, presidente da Prodam, órgão municipal de tecnologia.

Ele diz que, “pelas normas internacionais”, seria necessário instalar 30 mil antenas Wi-Fi para levar à população esse sinal transmitido via WiMAX. Em teste, estão previstas conexões no parque do Ibirapuera e no Centro Cultural São Paulo.

WiMAX é alternativa ao Wi-Fi

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O Wi-Fi não é a única resposta para a internet gratuita em São Paulo. Apesar de ser a tecnologia de acesso sem fio mais disseminada, há opções para um sistema público de grandes proporções.“A proximidade dos prédios torna mais fácil o uso de um modelo baseado em cabeamento, por exemplo. Mas, por outro lado, ela dificulta a propagação de sinais transmitidos via rádio”, diz Leonardo Mendes, pesquisador da Unicamp.

Além da questão geográfica, o Wi-Fi esbarra em outros problemas. Um sistema aberto, sem codificação, permite que invasores tenham fácil acesso aos dados transmitidos. Consultar contas bancárias ou trocar informações sigilosas em redes desse tipo é uma prática bastante arriscada.

Por esse motivo, outros serviços de internet paga dificilmente perderiam seu espaço. Quem precisa de uma conexão robusta, segura e muito veloz, não poderia depender do sistema público.

Questionada se a implementação de uma rede gratuita afetaria a estratégia de vendas de seus pacotes 3G, a assessoria da operadora Vivo disse que “a empresa acredita que qualquer meio de popularizar o acesso à internet é benéfico e não altera as estratégias de venda”.

O uso do WiMAX – uma variação de internet sem fio de maior alcance e velocidade – é outra alternativa aos problemas do Wi-Fi. Apesar dos computadores de hoje ainda não estarem adaptados à tecnologia, o pesquisador Franklin Coelho, do projeto Piraí Digital, apresenta uma solução possível.

“Dá para utilizar o WiMAX para fornecer o veio principal de conexão. Os custos seriam menores, já que seu sinal possui maior alcance. A partir dele, seria possível puxar ramificações com tecnologia Wi-Fi, já que a maioria dos computadores (principalmente notebooks) já vêm adaptados a ela.”

VER TAMBÉM NO SITE DA CAMPANHA MARTA SOBRE INTERNET SEM FIO 

26/09/2008 - 17:02h Sardenberg, Ethevaldo e a CBN em campanha

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Com o microfone generosamente oferto pela CBN no programa de Sardenberg, a proposta de internet gratuita sem fio, na cidade de São Paulo, é atacada abertamente dias à fio. Até agora, o outro lado fica de fora e a CBN utiliza esse tempo para fazer campanha eleitoral atacando a proposta da Marta.

Convocado para a campanha de questionamento da proposta, o jornalista Ethevaldo Siqueira, da mesma CBN, começa sua fala de “expert” afirmando: “Das 20 maiores cidades do mundo só uma oferece internet gratuita, Taipeh. Mesmo assim com enorme subsídio para o qual criaram um imposto”. Aqui a fala é interrompida por Sardenberg que proclama, irônico: “então, já não é de graça”, ambos concordando (risada arrogante).

Engraçado, Sardenberg poderia proclamar igualmente que o ensino público “não é de graça” e assim pela frente. Ou tem alguma ação do Estado que não implique redistribuir o dinheiro recolhido pelos impostos para permitir a “gratuidade” dos que sem ela não poderiam ter acesso?

Paris, Berlim, Londres, Porto e inúmeras outras cidades fornecem acesso gratuito a internet sem fio, sem ter criado imposto especial para isto, de sorte que o argumento fica sem sustento. (ver aqui no blog Internet grátis na rua é a cara de Berlim; Cidade de Paris: Internet para todos; Cidade do Porto com Internet sem fios gratuita; Tadao Takahashi, pai da Internet no Brasil defende proposta de Marta).

O próprio Ministério das Comunicações, por meio do Programa Cidades Digitais, apóia um conjunto de projetos em várias cidades, como em Tiradentes, Ouro Preto e agora vai disponibilizar acesso gratuito em favelas de Belo Horizonte.

Ethevaldo Siqueira defende a alternativa dos telecentros, que quando foram criados em São Paulo por Marta, tampouco tinham precedentes em nenhuma cidade dentre as 20 maiores. Lan-houses privadas sim, mas telecentros com monitores e internet gratuito, tal como foi introduzido inovadoramente por Marta não existiam e agora virou banal (gratuito para os usuários, -risada- Sardenberg). Aliás, Marta foi a primeira a criar os telecentros e fez mais de 120, depois pouco foi feito, é a retomada da implantação dos telecentros não é contraditória, ao contrário, com a instalação de antenas de internet gratuita na cidade, a começar pelos prédios da prefeitura.

É bom lembrar também, que existe um acordo que as empresas de telecomunicações têm que instalar Banda Larga em todas as escolas públicas em áreas urbanas do país até 2010, portanto, nas mais de 800 escolas municipais da capital a prefeitura não precisará pagar por esses acessos.

Ethevaldo compartilha com Sardenberg da idéia que “não tem almoço de graça” (mais risada, mais ironia), mesmo nos albergues para os moradores de rua, acrescentaria eu. Para Ethevaldo serão necessários $ 2 Bilhões de dólares para implantar internet sem fio em São Paulo. É demais perguntar como foi feito esse cálculo? O “expert” pode nos indicar quais foram as bases para estabelecer essa cifra?  Ou melhor, já que ele afirma que a proposta não saiu de um debate sério, porque a CBN não dá o mesmo espaço para que os que fazem a proposta possam defender seu ponto de vista?

Utilizar a CBN, fora do horário eleitoral gratuito, para atacar uma proposta eleitoral, acusando inclusive a proposta de mentirosa e enganadora e, ao mesmo tempo, negar o direito de resposta, é utilizar uma concessão pública (é sim, não tem almoço de graça, nem rádio completamente privada) para defender interesses partidários privados. O jornalismo da CBN seguramente vigiará para que a isenção prevaleça na cobertura.

Luis Favre

22/09/2008 - 08:35h Internet grátis na rua é a cara de Berlim

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Quase 20 anos após a unificação, capital alemã busca imagem de cidade tecnológica e tem internet até nos restos do Muro

Lucas Pretti - Berlim - Caderno LINK - O Estado de São Paulo

Você olha para a frente e vê o Portão de Brandemburgo, uma das antigas entradas do reino da Prússia. Foi ali, em 1987, que o ex-presidente norte-americano Ronald Reagan pediu que a Rússia desistisse da Guerra Fria: “Sr. Gorbachev, abra este portão”. História pura.

Logo atrás está o Bundestag (Parlamento) restaurado, com sua impressionante cúpula de vidro, a nova Chancelaria (governo federal) e, mais além, do outro lado do rio Spree, a Hauptbahnhof.

A construção futurista, que chama atenção pela gigantesca parede de vidro e em arco, foi inaugurada em 2006 e detém o título de maior e mais moderna estação de trem da Europa. Tudo lá dentro é transparente. É um marco da capital alemã pós-unificação (1990), que quer ser associada à modernidade.

Diante de tantos marcos do passado e do presente de Berlim, o visitante baixa os olhos e vê o resultado dessa mistura entre tradição e avanço tecnológico. Dezenas de terminais de acesso gratuito à internet estão espalhados pela cidade, alguns bem aqui, na avenida Unter den Linden.

É só tocar na tela e navegar sem fazer cadastro – pelo tempo que quiser. Nos terminais, colocados em pontos de ônibus e bondes, estações de trem e praças, é possível enviar mensagens de graça, consultar mapas e guias de shows e restaurantes. Agora, a parte “velho mundo”: não há filas nem vandalismo.

Após sucessivos traumas históricos, Berlim levou pouco tempo para mudar. O Muro foi derrubado em 1989 e, menos de 20 anos depois, as referências ao nazismo, a preconceitos de todas as ordens e à violência física, política e moral que dividia as Alemanhas são lembradas com respeito histórico em centenas de memoriais e museus. E só. Tudo o que sobra quer estar ligado à inovação e a um futuro de paz e prosperidade.

A rede de terminais de acesso gratuito à internet Bluespot (www.bluespot.de) foi instalada em 2005 pela empresa Wall AG (www.wall.de), especializada em mobiliário urbano, e conta hoje com 64 computadores em Berlim. Não cobrar pelo uso irrestrito é o que há de revolucionário no serviço, o que fez as lan houses sumirem do mapa e estimulou cibercafés como a rede Dunkin’ Donuts a oferecer redes Wi-Fi gratuitas a clientes.

Isso quando a rede sem fio já não é fornecida pela própria prefeitura. No Sony Center, moderno complexo de lojas, restaurantes, cinemas, hotéis e museus na Potsdamer Platz, é possível se conectar sem pagar nada nem obter senha. É só fazer como a garota da foto ao lado: sentar, abrir o notebook e navegar. Se quiser completar com uma cerveja alemã, há várias choperias em volta.

THE WALL
Um dia, o Muro de Berlim já foi símbolo de separação, mas a coisa mudou tanto que, hoje, a mania é se conectar, por meio do pouco que sobrou dele, a outras pessoas que vivem ou passam pela cidade. Visitantes do mundo todo vão aos resquícios da construção, na East Side Gallery, em Kreuzberg, para deixar gravados na parede e-mails ou endereços de sites e blogs.

Quem garante, porém, que os sites são verdadeiros e representam a intenção de seus autores de “falar” com outros turistas? Pois o Link enviou e-mails para a maioria dos endereços pichados e… o pessoal respondeu.

“Estive lá no ano passado, decidi escrever o e-mail por diversão e para ver se alguém me respondia. Acabei recebendo várias mensagens”, conta a estudante sueca Alma Helgesson, de 16 anos. Jovem, superconectada e impulsionada por algo que ela nem sabe o quê: é o perfil de quem deixa o e-mail no muro.

“Estou feliz que você tenha visto o meu e-mail”, respondeu a alemã Britta Adrians, de 17 anos, moradora de Hamburgo que estuda hoje na Nova Zelândia. E bombardeou este repórter com perguntas e uma simpatia incomum a alemães no contato não-virtual. Mais maduro, o designer e ilustrador espanhol Pablo Vallejo, de 33 anos, usou o Muro para divulgar seu blog yonosoytupadre.blogspot.com.

Aos poucos, numa mescla curiosa entre acaso e políticas oficiais, Berlim passa da dor cinza do passado às cores carregadas de promessas da tecnologia.

19/09/2008 - 08:59h Resposta a Folha



São Paulo, sexta-feira, 19 de setembro de 2008
PAINEL DO LEITOR
Eleição

http://diariodonordeste.globo.com/imagem.asp?Imagem=232947“O editorial “Diferenças nanicas” (Opinião, ontem) afirma que o projeto de banda larga gratuita apresentado pela candidata Marta Suplicy inspira dúvidas “do ponto de vista técnico e dos recursos envolvidos”. Esclarecemos que a proposta foi formulada por técnicos com larga experiência nacional e internacional na área e tem custo de R$ 64,4 milhões em quatro anos, incluindo equipamentos, instalação e monitoramento. Para torná-la realidade, será necessário instalar pouco mais de 3.000 “hot-spots” na cidade, utilizando tecnologia “Wi-Fi”, uma tarefa perfeitamente viável. Portanto não se trata de um chamariz eleitoral, como insinuou o citado editorial.”
MÁRIO MOYSÉS, coordenador de imprensa da campanha de Marta Suplicy (São Paulo, SP)

16/09/2008 - 17:56h Cidade de Paris: Internet para todos

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PARVI, Paris Ville Numérique, est un programme et un label sous lequel sont regroupées les initiatives de la ville visant à mettre tout le potentiel des Nouvelles Technologies de l’Information et de la Communication au service des Parisiens.
Tous les secteurs d’activité sont concernés :
- services sociaux, vie associative
- développement économique, scientifique
- administration
- citoyenneté
- affaires culturelles, écoles, etc.
Paris, Ville Numérique touche également à l’aménagement de la Ville et à au prolongement de son héritage. La première manifestation de PARVI a été la mise en place d’une série de sites Internet : Paris.fr, sites d’arrondissements, Paris Jeunesse, site de l’Office du Tourisme et des Congrès, etc. Ils permettent aux Parisiens de disposer d’une information moderne et à visée interactive. Ces sites Internet permettent aux Parisiens de mieux vivre leur environnement, d’animer leurs démarches en ligne, et fournissent toutes les informations sur la vie et les richesses culturelles de leur Ville. Le programme PARVI concerne également l’emploi avec le financement d’incubateurs et de pépinières pour de jeunes entreprises innovantes.
Récemment, on a pu voir réaffirmée par le maire devant les élus parisiens sa volonté de faire de Paris une capitale à la pointe de la vie numérique, en favorisant le développement du très haut débit et d’un service Internet universel destiné au plus grand nombre de Parisiens. Le programme PARVI vient d’intégrer de nouvelles mesures concernant les infrastructures (Fibre optique et réseau sans fil), l’accès pour tous à Internet (ordinateurs et lieux de connexion) et enfin des nouveaux usages qui seront rendus possible par le déploiement de ces réseaux. D’ici 2010, au moins 80% des immeubles parisiens seront reliés en fibre optique et l’accès au wi-fi et aux technologies de l’information et de la communication (TIC) sera démocratisé. Paris souhaite ainsi accompagner la révolution numérique qui est en cours et dont les innovations technologiques permettent aux parisiens et aux acteurs économiques de la Ville de disposer d’outils et de perspectives inédits. La disponibilité d’une offre performante et compétitive en matière de très haut débit et de mobilité est en effet un atout essentiel pour la compétitivité des entreprises implantées à Paris, TPE comme PME.

Par ailleurs, la création de 19 EPN (Espaces Publics Numérique) à ce jour a permis de lutter très efficacement contre la « fracture numérique ». Dans le cadre du programme PARVI, deux nouveaux Espaces Publics Numériques (EPN) voient le jour chaque année.
Il est important de noter que l’implication de la Mairie de Paris concerne aussi la l’utilisation de logiciels libres de droits puisque qu’elle a développé sa propre plate-forme open source, un logiciel nommé Lutèce que d’autres villes n’hésitent pas à utiliser librement.
Ce Dossier PARVI détaille toutes les opérations menées par la Ville dans le domaine des Nouvelles Technologies.

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16/09/2008 - 17:32h Cidade do Porto com Internet sem fios gratuita

Internet  

Quem se deslocar à Avenida dos Aliados, Palácio de Cristal, Parque da Cidade e envolvente do Edifício Transparente já pode aceder gratuitamente à Internet sem fios a partir de um computador portátil, PDA ou outro equipamento portátil que suporte tecnologia wireless.

O serviço de Wi-Fi gratuito, um projecto desenvolvido pela Associação Porto Digital, será disponibilizado em breve nos Jardins de Serralves, Praça D. João I, Casa da Música e Rotunda da Boavista, pode ler-se no site oficial da CMP.

Está previsto um alargamento da cobertura do serviço no primeiro semestre de 2008, passando a ser abrangidas parte significativa do passeio marítimo e fluvial, Praça da Ribeira, envolventes às estações de S. Bento, Campanhã e Trindade, Rua de Santa Catarina, Batalha, praças dos Leões e de Carlos Alberto, Rua Miguel Bombarda, zonas envolventes aos estádios do Dragão e do Bessa, Praça Francisco Sá Carneiro e Monte Aventino.

O projecto, que prevê a instalação de 50 hotspots, foi concebido de forma a «dispor de capacidade para acomodar os utilizadores, disponibilizando o serviço numa parte significativa da cidade, numa lógica semelhante à da rede Multibanco, próxima e conveniente», afirma o vereador Vladimiro Feliz.

A rede de hotspots utiliza a mais recente tecnologia da Cisco e está estruturada segundo uma malha de canais rádio (mesh) a operar em banda não licenciada (na frequência de 5GHz), sendo disponibilizada uma largura de banda máxima partilhada de 54Mbps.

Quando o projecto foi totalmente implementado, a cidade do Porto poderá contar com a maior rede wireless mesh gratuita da Europa, segundo a CMP. (fonte Ciberia)

16/09/2008 - 15:08h Fiquem antenados, a Folha gera dúvidas

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A proposta de Marta de implantar banda larga sem fio, grátis, na cidade de São Paulo, deixou adversários apreensivos. Eles não tinham pensado e durante 4 anos governando a cidade, a questão não mereceu nenhuma atenção.

O fato não é surpreendente. Quando Marta propôs o CEU, com teatros e piscinas, aberto a comunidade, eles não tinham pensado e foram contra. Igualmente aconteceu com os telecentros, com os uniformes e o material escolar. Não vou evocar o Bilhete-Único, porque aí já é covardia, mas enfim, eles também não tinham pensado. E as policlínicas? Diziam que era maquete, agora dizem que são a favor e tem um até que inventou, no “país da fantasia”, que elas já existem.

Desculpem a digressão, voltemos ao fio. A proposta de Marta prevê iniciar a instalação das antenas pelos prédios municipais e progressivamente estender seu rádio para toda a cidade. Não existem empecilhos tecnológicos maiores e já existem experiências bem sucedidas, como é o caso de Paris, Porto e outras cidades.

A Folha de São Paulo dedicou amplo espaço a proposta sob a manchete: “Projeto de internet de Marta gera dúvida”, só que a única dúvida registrada pelo jornal é a do Alckmin.

Em relação as próprias do jornal, elas parecem se resumir ao ritmo de implantação do projeto “em toda a cidade”. Não seria em 4 anos, como diz Marta, mas em 8 pretende a Folha que diz ter ouvido “do comando da campanha”.

Sem dúvida os prédios da prefeitura estão por toda a cidade e a proposta começará equipando-os para permitir conexão gratuita em toda a cidade. Os terminais de ônibus, os postos de saúde, as escolas, as creches próprias e convêniadas, os telecentros, as repartições públicas, as suprefeituras, toda a cidade rapidamente estará coberta de acesso a internet. Parcerias com o setor privado poderão alavancar sua expansão bem além dos termos inicialmente previstos, para atacar de vez está questão crucial para o desenvolvimento de São Paulo e sua realidade de cidade de serviços.

A credibilidade de Marta e seu compromisso com a palavra empenhada aos olhos de uma grande parte da população está corroborada pela força das suas realizações. Ela explica sua liderança nas pesquisas.

Pôr essa credibilidade em dúvida é função da oposição a Marta.

O jornalismo têm o dever de questionar e até de desmontar o que não é verdadeiro. Pode e deve desconfiar de certezas, promessas e afirmações.

Mas sua função não é semear dúvidas e sim esclarecê-las.

No caso, a manchete da Folha procura, sem dúvida, lançar suspeitas sobre a proposta, sem fornecer qualquer dúvida pertinente aos seus leitores sobre a viabilidade das propostas de Marta.

Luis Favre

21/05/2008 - 16:10h Biblioteca de Paris desliga web sem fio após suspeita de “mal do Wi-Fi”

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da Ansa, em Paris

A biblioteca de Sainte-Geneviève, em Paris, decidiu desativar de modo permanente o seu sistema de internet sem fio, após a denúncia de “violentos sintomas de mal-estar” por parte de um funcionário, atribuídos por ele à constante exposição aos campos magnéticos do local.

Esta é a quinta biblioteca francesa a desativar o sistema sem fio desde dezembro, quando o jornal “Le Monde” apontou o “mal do Wi-Fi”: vertigem, náusea, insônia, dor de cabeça e dores musculares, supostamente causadas por esse sistema comunicação.

Na biblioteca de Sainte-Geneviève, no bairro Place du Pantheon, a direção encerrou o sistema após uma petição dos funcionários e convocou “para o mais breve possível” um Comitê de Higiene e Segurança com a presença do Inspetor de Higiene e Segurança do Ministério da Educação Superior e da Pesquisa, uma vez que o local pertence à Universidade Paris 3.

Os delegados do sindicato de funcionários públicos (Supap), que solicitou o cancelamento do Wi-Fi nas bibliotecas parisienses há algumas semanas, se reunirão em breve com a assessora da prefeitura Maité Errecart para discutir a situação.

Diante da falta de dados científicos nessa área, o Ministério da Saúde solicitou à Agência Francesa de Segurança Sanitária do Ambiente de Trabalho (Afsset) um relatório sobre os efeitos dos campos Wi-Fi sobre a saúde e do uso de telefones celulares por parte das crianças, que deverá ser entregue no final do ano;

Em dezembro, a denúncia do jornal “Le Monde” foi acompanhada por uma entrevista com pesquisador italiano Paolo Vecchia, do Departamento de Tecnologia e Saúde do Instituto Superior Sanitário, segundo o qual “pouco se sabe sobre as freqüências utilizadas no Wi-Fi”.

“A principal dificuldade é dada pela rápida evolução destas tecnologias, quase não existe tempo para aprofundá-las”, acrescentou o pesquisador.

12/04/2008 - 19:19h Os limites do Wi-Fi

Un internaute connecté en Wi-Fi dans le jardin du Luxembourg, à Paris. | Mairie de Paris
Un internaute connecté en Wi-Fi dans le jardin du Luxembourg, à Paris

Le Monde

Le Wi-Fi est partout. Cette technologie permet de raccorder par les ondes ordinateurs, imprimantes, et presque tout autre appareil électronique. Si personne ne peut encore affirmer que les ondes émises par le Wi-Fi sont nocives pour la santé, une chose est certaine : c’est le Wi-Fi qui est aujourd’hui malade. “Il est victime de son succès”, résume Yves Nouailhetas, responsable en France de Devolo, une société qui développe et commercialise des solutions de transfert de

Actuellement, la plupart des appareils dotés d’une connexion Wi-Fi fonctionnent sur une douzaine de canaux. Or, “la bande de fréquence utilisée est hyper-saturée dans les grandes villes”, observe Laurent Masia, directeur marketing chez Netgear, fabricant d’équipements de réseau. “Au fur et à mesure que le nombre de canaux utilisés augmente, cela crée une sorte de bruit de plus en plus important, qui perturbe l’émission et la réception”, explique M. Nouailhetas. “Cette saturation nous conduit, parfois, à modifier le canal des bornes que nous avons installées pour maintenir la qualité du service”, constate Joe Brunoli, vice-président de free-hotspot.com, qui gère un des plus grands parcs d’accès Wi-Fi gratuits dans le monde. Les interférences sont d’autant plus importantes que les ondes Wi-Fi sont sensibles à l’environnement : un mur de béton armé, des téléphones sans fil…

Résultat, la vitesse de transmission des données entre deux appareils est susceptible d’être ralentie. Pis, des coupures de réseau peuvent se produire. Les conséquences ne sont pas trop perceptibles lorsque l’on surfe sur Internet mais elles sont plus gênantes quand on regarde une vidéo.

Chez la plupart des fournisseurs d’accès à Internet (FAI), les boîtiers de réception de la télévision par l’ADSL sont connectés par Wi-Fi à la box qui est, elle-même, branchée sur le réseau téléphonique. Quand cette liaison est perturbée, l’image se gèle, ce qui oblige souvent à débrancher le boîtier raccordé à la télévision, plutôt rageant lorsqu’on est pris dans l’action d’un film.

Pour minimiser ces perturbations, on peut tenter de placer en hauteur son émetteur Wi-Fi, d’éviter de le coller contre un mur ou encore de chercher un canal libre pour sa connexion. Mais cela ne suffit pas à résoudre tous les problèmes.

Les constructeurs de matériels électroniques sont conscients des difficultés croissantes du Wi-Fi. De plus en plus de produits intègrent la récente norme Wi-Fi baptisée “n”. Elle multiplie théoriquement par cinq la vitesse de transmission des données. Elle permet surtout d’accéder à une nouvelle bande de fréquence hertzienne qui dispose d’une quarantaine de canaux moins sujets aux interférences. Pour bénéficier de ces améliorations, il faut être équipé d’un matériel compatible avec la nouvelle norme, ce qui est souvent le cas pour les appareils (PC ou Mac) les plus récents. Les derniers produits d’Apple, comme l’ordinateur portable Mac Book Air, le disque dur Time Capsule ou la borne Wi-Fi AirPort utilisent tous cette dernière norme.

En attendant, la cause n’est pas totalement perdue pour ceux qui possèdent un matériel ancien. Une solution toute simple permet de connecter deux appareils sans fil : l’utilisation de son réseau électrique grâce au courant porteur en ligne (CPL).

La technique n’est pas récente. Elle est utilisée depuis les années 1950, notamment pour allumer l’éclairage public à distance. Pour relier ses appareils, il suffit de les connecter, via un câble Ethernet, à un boîtier qui se branche sur n’importe quelle prise de courant. Des kits sont disponibles à moins de 100 euros.

Même s’ils jurent que ce n’est pas en raison des problèmes rencontrés avec le Wi-Fi, les fournisseurs d’accès à Internet se mettent aussi au courant porteur en ligne. Depuis le 22 janvier, l’opérateur Free livre à ses nouveaux abonnés des boîtiers CPL pour relier sa box à son boîtier de télévision. Toutefois le CPL n’est pas non plus sans inconvénients. D’abord, il n’est pas toujours performant sur une vieille installation électrique. Ensuite, certains appareils électriques peuvent venir perturber la transmission du signal.

Joël Morio

20/01/2008 - 10:10h Museus e bibliotecas de Paris suspendem uso de Wi-Fi

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Biblioteca François Mitterrand em Paris

Determinação atende ao princípio de precaução; funcionários se queixam de risco à saúdeAndrei Netto, PARIS

O uso de hotspots de internet sem fio (Wi-Fi) em museus e bibliotecas da capital francesa está suspenso até o mês de fevereiro. A moratória decretada pelo Conselho de Paris visa a esclarecer a origem de distúrbios de saúde declarados por funcionários das instituições, supostamente vinculados às emissões de radiofreqüência das estações de base.

A decisão reabre a controvérsia em torno dos riscos - ainda não comprovados, nem descartados - à saúde gerados pela exposição excessiva às ondas de internet, telefonia celular e microondas, entre outras.

Desde junho, 60 bibliotecas e museus mantidos pela prefeitura vinham sendo equipados com estações de base, aparelhos que emitem as ondas captadas pelos microcomputadores. Com o passar dos meses, funcionários de quatro bibliotecas pediram a intervenção da Federação Sindical Unitária (FSU) junto à prefeitura.

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12/11/2007 - 07:42h Jogando com a saúde: Europa e EUA já focam em Wi-Fi, já SP nem tem estudo de riscos


Já SP nem tem estudo de riscos das antenas à saúde

Eduardo Reina - O Estado de São Paulo

Na Europa e nos Estados Unidos, a discussão sobre os riscos à saúde da radiação eletromagnética já passou há muito tempo das antenas de celular. O foco lá são as emissões nos locais onde existe a internet sem fio, ou wireless fidelity (Wi-Fi). Enquanto isso, em São Paulo, a Secretaria de Saúde começa agora a discutir, sem prazo definido, a realização de um estudo sobre o impacto da exposição a ondas eletromagnéticas em áreas de entorno das estações de radiobase (ERBs).

Os governos alemão e inglês já determinaram a realização de pesquisas para saber se as ondas de rádio do sistema Wi-Fi são prejudiciais à saúde. Estudos da Health Protection Agency, equivalente ao Ministério da Saúde inglês, concluíram que a radiação do Wi-Fi é muito baixa, mesmo quando uma pessoa trabalha com o laptop sobre as pernas - portanto, com o receptor de sinal próximo ao corpo. Na literatura médica, há artigos que fazem correlação entre as ondas e o surgimento de doenças, como o câncer, e outros que negam a possibilidade de ligação entre esses fatores.

Para o professor Vitor Baranauskas, da Faculdade de Engenharia Elétrica e Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o Wi-Fi é mais uma forma de poluição invisível que precisa ser controlada. “A radiação eletromagnética tem a mesma seqüência do forno de microondas, e provoca problemas no cérebro.” A engenheira clínica Suzy Cabral disse que antenas instaladas perto de hospitais podem alterar a leitura de pressão arterial e desregular a bomba de infusão que administra medicamentos. Na capital, vários pontos já dispõem do sistema sem fio para acesso à internet, como cafés, bibliotecas, restaurantes e outros ambientes públicos.

De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), cabe aos municípios legislar sobre riscos à população por parte das antenas. A agência fiscaliza apenas se as torres operam sem criar problemas para a prestação de serviços de telefonia móvel.