04/03/2009 - 12:20h Blog policial com críticas a José Serra é tirado do ar pela Justiça

MARINA LANG
colaboração para a Folha Online

A blogosfera policial, que vem aumentando sua popularidade com o surgimento de páginas como Segurança Pública, Cultcoolfreak e Diário de um PM, sofreu uma baixa. O flit-paralisante.blogspot.com saiu do ar.

O “Flit Paralisante” (referência a um antigo inseticida) ficou conhecido por abordar a rotina dos policiais civis no Estado de São Paulo. Em tom de denúncia, seus textos criticam as estruturas internas da corporação e o governador José Serra (PSDB).

“Não sei dizer por que, exatamente, o blog saiu do ar, mas foram em duas ocasiões: a primeira em 30 de outubro [de 2008] e essa de janeiro. A representação, da última vez, trouxe como vítimas o governador José Serra e outros”, diz o autor do blog, o delegado da Polícia Civil em São Vicente (65 km de São Paulo), Roberto Conde Guerra.

Com a derrubada do endereço eletrônico, ocorrida em janeiro, Guerra reativou seu espaço na rede pelo servidor Wordpress, no qual permanece em funcionamento (flitparalisante.wordpress.com).

“Quando apagaram o blog, deram a entender que eu era anônimo. Nunca escrevi escondendo minha identidade. Nada ali afeta a idoneidade do governador”, defende-se.

O blogueiro suspeita que a primeira retirada do ar (30 de outubro) tenha ocorrido pelos “desabafos” sobre o confronto entre polícias e a ação desastrada na morte de Eloá.

Um ofício judicial, ao qual a Folha Online teve acesso, foi enviado à Guerra pelo próprio Google, detentor do domínio blogspot.com. Entretanto, o documento não solicita a retirada do blog do ar –mas pede dados cadastrais do autor e endereços virtuais (IPs) utilizados por ele para a publicação.

O delegado José Mariano de Araújo Filho, da Delegacia de Crimes em Meios Eletrônicos, foi o responsável pelo inquérito contra o Flit Paralisante. Embora o nome do governador José Serra apareça no ofício judicial, Araújo Filho diz que o “governador de São Paulo não é parte”.

Procurado, o Palácio dos Bandeirantes não quis se pronunciar –tampouco o Google, que diz apenas cumprir um pedido da Justiça.


http://2.bp.blogspot.com/_eEOSD1Sb7cc/SQhxQrX95wI/AAAAAAAAKqM/VV_ZT5QwoG4/s400/greve+da+pol%C3%ADcia+civil+-+202C70BA27774B6C95813901B4C2D7CF.jpg
Policiais militares em confronto com tropa civil, em outubro; críticas ao Executivo seriam motivo da retirada do blog

Delegado X delegado

“[A retirada do blog] foi uma medida cautelar, pois se trata de um funcionário público, e o site foi usado como veículo de difusão de calúnia, injúria e difamação”, alega Araújo Filho. A medida cautelar é um ato preventivo, que é deferida pelo juiz quando há a comprovação de lesão de qualquer natureza ou motivo justo. Ela pode ser autorizada pelo juiz sem que a outra parte tome conhecimento. Também é provisória, ou seja, há um prazo para que o autor mova a ação principal.


http://www.estadao.com.br/fotos/serratv292.jpg
Governador José Serra é situado como uma das vítimas em inquérito policial que retirou endereço de blog “Flit Paralisante” do ar

O nome do governador está ali, segundo ele, para “justificar” a medida. “Caso ele se interesse, pode tomar parte na ação principal, pois ele é uma das partes”, diz.

O delegado confirma ainda que houve acusações de maneira genérica e dirigida a promotores e juízes. Serra foi chamado de “nazista”, de acordo com ele. “Não foi possível apagar apenas algumas das postagens porque o encadeamento dos posts e comentários era ofensivo. A internet maximiza isso”, observa Araújo Filho, afirmando que as supostas ofensas não partiram apenas do autor do blog, “mas também dos comentários nas postagens.”

Cicarelli

“Chega a ser amador e hilário. Com a censura, é claro que um blog se transfere para um servidor estrangeiro. De quebra, faz com que as pessoas se interessem mais ainda pelo assunto”, analisa o professor da Fundação Getúlio Vargas e advogado especialista em internet Marcel Leonardi.

Segundo ele, é possível que o governador José Serra saiba, informalmente, a respeito do inquérito. “Mas não dá para afirmar categoricamente que ele esteja envolvido”, afirma Leonardi. “Isso lembra até o caso da [Daniela] Cicarelli [e do bloqueio do YouTube], em que ela afirmou que o namorado era o responsável pelo processo, não ela.”

31/10/2008 - 22:10h Outubro no blog

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Hoje é dia de balanço do blog. Como cada fim de mês dou conta dos resultados e de alguns dos problemas encontrados no funcionamento deste espaço.

Este mês foi relativamente atípico, por causa das eleições municipais. Os comentários foram mais numerosos e alguns provocadores ou agressivos, muitos sem qualquer assomo de argumentação. Salvo os mais repugnantes, deixei passar vários com o único objetivo de mostrar o grau de indigência política de seus autores. Mas o recreio acabou e agora voltamos a critérios mais estritos do que é aqui publicado. Aplicando o princípio que rege o espaço reservados às cartas dos leitores nos jornais O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo, o espaço para os comentários aqui no blog estará aberto a opinião pública. Os que não se sentirem contemplados com a reprodução das suas mensagens aqui, poderão escrever para ambos jornais que as acolherão, pelo mesmo motivo que foram recusados aqui.

O número de leitores do blog cresceu ainda mais em outubro, talvez pelo interesse eleitoral. Não sei se muitos dos que passaram a freqüentar este espaço por motivo de curiosidade eleitoral, permanecerão depois. Espero que sim.

De 7.700 leitores por dia, passamos neste mês a 9.000. A cada dia essa média de internautas acompanhou as leituras e opiniões aqui publicadas, alguns participando com comentários e com encorajamentos. O dia 6 de outubro foi o de maior leitura no mês, 12.209. Em 11 de outubro foi o de menos leitores, 5.069.

São leitores de 143 países, a maioria do Brasil, seguido de Portugal, Estados-Unidos, França, Argentina, Espanha, México, Inglaterra, Angola e Alemanha, pela ordem.

Do Brasil os leitores estão em 204 cidades: São Paulo, os mais numerosos, seguidos de Rio, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, São Caetano do Sul (SP), Porto Alegre, Recife, Curitiba e Campinas (SP). Os menos numerosos de Lontras, Ji-Paraná, Santana do Livramento e Itajaí.

Como tem sido o critério desde o começo do blog, aqui não se aceitam comentários xenófobos, homofóbicos, antissemitas, racistas, sexistas ou pornográficos.

A maior liberdade para a arte, que aqui se expõe sem censura.

Minhas opiniões estão assinadas, as leituras que reproduzo não implicam acordo com o conteúdo delas, assinadas por seus autores e com indicação da fonte.

Luis Favre

30/09/2008 - 23:02h Balanço de setembro

http://www.transitionsabroad.com/images/travel_abroad/travel_blogs_and_blogging.jpg

Hoje é dia do balanço mensal do blog. A cada mês procuro dar conta da frequentação (já sem o trema) do blog e de eventuais reclamações.

Desde que o blog passou para o IG, em finais de fevereiro deste ano, mais de 500 mil leitores passaram por aqui.

Muitos ficaram, e a cada mês aumenta o número de internautas que diariamente acessam este espaço. O crescimento tem sido regular durante esses meses todos, mas deu um salto significativo neste mês de setembro.

Para os que não lembram, no balanço de agosto eram 2.800 blogueiros em média por dia. Este número passou agora para 7.700 promédio por dia no mês de setembro. O pico foi 9.907 em 22 de setembro, e o mais baixo foi 5.108 no dia 27, um sábado (os sábados são o dia de menor leitura em geral).

Evidentemente que o processo eleitoral leva muitas pessoas a se interessarem pela ideias (sem acento) deste espaço. Espero que gostem e fiquem para além e independentemente do pleito eleitoral.

O blog é composto de minhas leituras, que reproduzo assinadas e indicando a origem. Evidentemente que não necessariamente concordo com o conteúdo dos artigos aqui reproduzidos, salvo quando são de minha autoria, devidamente assinados.

Os artigos reproduzidos em línguas estrangeiras são um adicional para quem conhece alguns desses idiomas, não tenho possibilidade de fornecer a tradução, quem não conseguir ler é só passar; algum outro leitor, no Brasil ou no mundo (internet tem essa capacidade) poderá aproveitar (o blog tem leitores em 128 países, pelo número de leitores: Brasil, Portugal, Estados-Unidos, França, Argentina, Espanha, México, Inglaterra, Alemanha e Colômbia).

No Brasil, neste mês, o blog teve leitores de 205 cidades, os leitores mais numerosos são os de São Paulo, Rio, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, São Caetano do sul (SP), Recife, Curitiba, Porto Alegre e Campinas. Mas tivemos também leitores em cidades como Trindade, Lontras, Ji-Paraná, Santana do Livramento e Cachoeira do sul.

Os comentários, que têm aumentado muito neste mês, são objeto de moderação. Tenho eliminado alguns por conter insultos, acusações sem provas ou fundamento (em geral são anônimos) ou por seu conteúdo estar fora dos padrões éticos do blog: antissemitismo (na nova regra se escreve assim), racismo, xenofobia, homofobia, sexismo, pornografia etc.

Muitas pessoas que tenho encontrado, e que me assinalaram serem leitores do blog, dizem gostar de minhas escolhas na parte cultural. É a que faço com maior boa vontade e a que mais curto. Muitas vezes descubro, pela sugestão de alguns comentários, artistas ou obras que me eram desconhecidos; ou pesquisando sobre algum musico, versões ou peças que eu não conhecia.

Se algum leitor quiser ver os outros balanços mensais basta clicar nos tags para ter acesso.

Volto a agradecer a todos vocês e peço desculpas pelas fraquezas do blog ou seja as minha próprias, pois faço o blog sozinho, e por qualquer desagrado ou ofensa que por ventura e involuntariamente possa ter feito. Minha intenção é discutir ideias, ampliar o conhecimento e olhar para o mundo a partir desta pequena janela.

Luis Favre

09/09/2008 - 09:17h Cada um no seu quadrado

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NELSON VASCONCELOS – O Globo

Há quem diga que a última edição impressa do gigante “New York Times” vai circular em algum momento de 2014, como estima um trabalho da Universidade de Columbia. Ou, no melhor dos cenários, o fim chegará em 2043, como assegura Philipe Meyer, da Universidade da Carolina do Norte, em “The vanishing newspaper”, de 2004.

Chutometria pura ou terror fundamentado?

Difícil saber, porque são muitas variantes e porque bola de cristal não é meu forte. O “NYT” atravessa tremenda crise, como se sabe, mas ainda está muito longe de se tornar uma empresa desprezível. De qualquer maneira, até mesmo seu publisher, Arthur Sulzberger Jr., já chegou a admitir que esse hipotético momento marcante para a imprensa mundial poderia chegar em 2013 — mostrando ainda mais pessimismo que o pessoal de Columbia. E tem mais: Sulzberger Jr. ainda teria declarado, numa conversa privada, que ele mesmo não estaria exatamente preocupado com esse problema.

Essas e outras histórias estão presentes em “The last issue of The New York Times The future of newspapers” (Vittorio Sabadin, www.sol90.com). O autor faz uma longa análise sobre as transformações que a imprensa, em geral, tem vivido em tempos de internet.
Recomendo sua leitura, porque é um assunto que interessa não só a jornalistas, como também a muita gente que acompanha a tal da cultura digital, ou seja, esta época acelerada em que vivemos, puxada pelo largo acesso às tecnologias da informação e, claro, à internet. Afinal, o que está acontecendo no mercado de jornal-papel pode se repetir, mais cedo ou mais tarde, em outros setores da economia envolvidos com o que outrora foi chamado de Nova Economia. Basta ver o quanto a indústria de entretenimento anda apanhando.

Discussões a respeito não têm fim.
Ontem, por exemplo, esteve aqui no GLOBO o Rosental Calmon Alves, que acompanha de perto as relações entre o jornalismo e a era digital. Ele é professor da Universidade do Texas e tem acesso a fontes graduadas em jornais de todo o mundo. Muito do que ele falou à platéia presente certamente interessa aos leitores que estão ligados nesta coluna.

Disse ele, por exemplo, que o sistema de mídia industrial (aquele a que estamos acostumados) deverá ser substituído por um novo sistema de mídia, bem mais competitivo. Motivos? Basta dizer, por exemplo, que os indivíduos conectados, convivendo em rede, ganham mais poder e mais controle sobre a informação (a propósito, Rosental indicou o site ).

Estamos, pois, falando de uma reviravolta. Muito resumidamente, digamos que a imprensa tradicional tinha o privilégio do broadcasting.
Comporta-se ou comportava-se, com freqüência, como um ser superior, irradiando suas notícias e idéias, com pouco espaço para a interação com os leitores. Como sabemos todos, esse tempo está ficando rapidamente para trás. O leitor ganha cada vez mais destaque.

Creiam, a propósito, que esse exercício de desprendimento não é exatamente moleza, sob qualquer ponto de vista. Mas não cabe contestar o avanço da revolução digital, via internet — que, como bem lembrou o Rosental, é uma força que transforma profundamente todos os outros meios.

Taí o paralelo com a indústria fonográfica. Desde o advento do Napster, no início desta década, a venda de CDs caiu, e nasceram o tráfego e o tráfico gratuito de conteúdo. Alguém morreu? Não, mas o cenário mudou, e o poder da indústria de música, intocável até então, continua sendo questionado.

E a indústria da TV? Já comentei aqui na coluna que, nos EUA, as crianças estão cada vez mais ligadas em YouTube, e não nos canais tradicionais. E isso já a partir de 2 anos de idade! Será que elas vão aceitar a TV tranqüilamente quando crescerem? Ou vão querer uma programação sob medida para seus interesses? E voltemos aos jornais, nessa conversa toda. Se você lembrar que a intocável indústria de música está-se reestruturando, pode-se perguntar por que o jornal não vai viver algo parecido.

Vai, não. Já está vivendo nesse meio termo, nessa transição em que a mídia tradicional vai perdendo espaço para a mídia online.
“A audiência passiva transforma-se em redes de comunicação (particip)ativas”, registra Rosental. Nessa comunidade multidirecional, o que interessa chega ao leitor que está devidamente ligado às suas próprias redes. Isso vale para o leitor, para o telespectador, para o consumidor de música etc. Tá todo mundo ligado, cada qual na sua praia, cada um no seu quadrado.

Cabe às empresas que os querem abarcar o maior número possível de nichos, oferecendo o máximo possível de conteúdo, sempre diversificando, sempre à espera de novidades.
E isso dá um trabalho danado…

Haveria mais a comentar sobre as reflexões do Rosental.
Mas nós aqui desta velha mídia, do velho papel, lidamos com uma verdade física chamada espaço. Mas o importante é: me diz aí o que você acha disso tudo.
Sinta-se à vontade para fazer seu comentário em .

POR FALAR NISSO: Na coluna passada, errei o endereço brasileiro da Monster.com, maior empresa pontocom de recrutamento e seleção, que começou suas operações por aqui. O site correto é o . Mil perdões.

E-mail para esta coluna: nelsonva@oglobo.com.br

07/09/2008 - 11:28h Quiéreme Mucho – Placido Domingo

No L'image “http://images.ig.com.br/blig/blogdofavre/images/bg_intermezzo.gif” ne peut être affichée car elle contient des erreurs. (na parte superior da barra lateral vermelha, a direita) durante toda a semana o vídeo Quiéreme mucho com a voz de Placido Domingo.

“Quiéreme Mucho” é uma das muitas composições de Gonzalo Roig (1890-1970), com letra de Agustín Rodríguez, e é probablemente a mais conhecida. Em 1911 o tenor Mariano Melendez estreou este bolero em Havana, considerado “Um hino cubano”, como o definiu muitos anos despois o cantante Fernando Albuerne, quem acrescentou que era o hino da alma cubana. (Fonte Youtube zoima1). A seguir a letra em espanhol e inglês.

Cuando se quiere de veras
Como te quiero yo a ti
Es imposible mi cielo
Tan separados vivir.

Cuando se quiere de veras
Como te quiero yo a ti
Es imposible mi cielo
Tan separados vivir
Tan separados vivir

Quiereme Mucho
Dulce amor mio
Que amante
Siempre te adorare
Yo con tus besos
Y tus caricias
Mis sufrimientos acallare.

Cuando se quiere de veras
Como te quiero yo a ti
Es imposible mi cielo
Tan separados vivir
Tan separados vivir.

———————
Love Me A Lot

When you are truly in love
As I am with you
It is impossible, my heaven
To live so far apart

When you are truly in love
As I am with you
It is impossible, my heaven
To live so far apart
To live so far apart

Love me a lot
Sweet love of mine
How loving you are
I will always adore you
With your kisses
And your caresses
My sufferings cease to speak

When you are truly in love
As I am with you
It is impossible, my heaven
To live so far apart
To live so far apart

31/08/2008 - 18:10h Balanço de agosto

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Como sabem os leitores assíduos deste blog, ao final de cada mês faço um balanço prestando contas sobre a freqüentação, comentários, problemas etc.

No mês de julho o blog fechou o mês com uma média diária de 1.700 leitores. Pois bem, em agosto aumentou fortemente o número de leitores e tivemos em média 2.800 por dia.

O crescimento começou mais forte a partir do dia 11 de agosto e depois do dia 21 ele atingiu resultados surpreendentes para o histórico do blog. De 2.165 no dia 21, os leitores passaram a 4.004, quatro dias depois. A subida teve seu pico em 26 de agosto com 6.317 leitores.

A maioria dos leitores são de São Paulo, seguidos por leitores de Rio de Janeiro, que também cresceram muito, depois Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, Campinas (SP), Recife, Fortaleza e Salvador. Esses são os mais numerosos, das mais de 200 cidades que contam com leitores deste blog. Tem leitores em Santo Antonio de Jesus, Ji-Paraná, Corumbá, Tefe, Itajai, Manhuaçu e Três Lagoas.

O blog conta com leitores em mais de 110 países além do Brasil. Portugal, Estados-Unidos, Espanha, Argentina, Inglaterra etc. Mas este último mês tenho postado pouca coisa em outro idioma que português, por isso penso que nesses países a maioria dos leitores são brasileiros ou que falam português ou talvez espanhol.

Desde 20 de fevereiro, data que começou o blog no portal IG, mais de 310 mil acessaram algum post aqui. O crescimento é constante, o que me reconforta e me deixa mais apreensivo de corresponder a altura das expectativas dos leitores do blog. Meu objetivo é compartilhar minhas leituras e opiniões, animando uma reflexão sobre a sociedade, o Brasil e os nossos rumos. No plano mais pessoal procuro compartilhar também meus gostos musicais, literários, de arte e de ciência. São os temas, junto com a política, a economia, as questões sociais, que mais me interessam ou me apaixonam. Uma vez por semana, aos domingos, o Intermezzo, na barra lateral vermelha à direita, apresenta um vídeo com música. Também vídeos do youtube são incluídos quase que diariamente com Ópera, concertos, jazz, música brasileira ou outras, trailers de cinema e dança.

O blog reproduz os comentários dos seus leitores, mas não aceita reproduzir conteúdo racista, anti-semita, xenófobo, homófobo etc. Insultos, xingamentos, ameaças ou babaquices são também rejeitados, bem que às vezes estes últimos com menos rigor.

Volto a pedir desculpas pelos erros de português e agradeço todos aqueles que me corrigem: demora, mas vou acabar melhorando.

Sou muito crítico da mídia, de jornalistas, de adversários políticos e meu blog, como Lula, tem lado. Aqui nada de falsa “objetividade” da minha parte. Tenho opinião que expresso nos meus post. Os demais artigos aqui reproduzidos são responsabilidade dos seus autores e as fontes são sempre indicadas.

Mas para a maioria dos que aqui critico tenho respeito e nunca procuro ofender. Se mesmo assim, ofendi pessoalmente alguém, peço desculpas. Não procuro atingir pessoas e sim defender ou combater idéias.

Vários blogs têm reproduzido material de aqui, como eu tenho reproduzido muitas coisas de outros blogs. Quero agradecer a cada um dos que contribuem assim a promover meu blog e me sinto honrado de ser assim convidados a casa deles, que na maioria dos casos não conheço, mas onde me sinto tão bem recebido.

A todos muito obrigado. A todos os que enviaram comentários um carinho muito especial, mesmo aos que não concordam comigo, pois contribuem a aprimorar este espaço.

Luis Favre

09/08/2008 - 15:38h O ‘jeitinho’ chegou à grande rede

Daniel Pinheiro – Carta Capital

A imagem “http://www.cartacapital.com.br/uploads/destaques/1218221010350.jpg” contém erros e não pode ser exibida. Durante a apuração da reportagem O Brasil cai na rede, publicada na edição 508 e que tenta explicar os impactos sociais e econômicos produzidos por metade da populção brasileira a navegar na internet, CartaCapital ouviu uma série de especialistas em diversas áreas relacionadas à grande rede.

Alguns desses especialistas deram pistas sobre um fenômeno interessante e bastante particular: a existência de um possível “jeito brasileiro” de se navegar pela web.

Marcelo Coutinho, diretor de análise de mercado do Ibope Inteligência, foi talvez a fonte mais enfática ao indicar uma apropriação e transformação das tecnologias disponíveis na rede por parte dos internautas brasileiros.

Para Coutinho, um estudioso das relações de interatividade entre usuários de ferramentas da chamada Web 2.0 –blogs, redes sociais, sites colaborativos, entre outros–, esse “jeito brasileiro” pode colocar o Brasil em uma posição de vanguarda em alguns aspectos da rede.

Em entrevista concedida à CartaCapital, que transcorreu em clima de conversa descontraída, Coutinho tenta explicar melhor o que significa esse fenômeno da presença maciça do brasileiro na internet.

(mais…)

07/08/2008 - 16:16h Les uns et les autres – Bolero – Retratos da Vida

A pedido de Deolinda, leitora do blog, um pedaço do filme “Les uns et les autres” de Claude Lelouche. A música é o Bolero de Maurice Ravel, a coreografia é de Maurice Bejart e o dançarino é Jorge Donn. No filme atua Geraldine Chaplin e tem ainda canção de Michel Legrand et Francis Lai, mas é todo uma questão de gosto. Aqui vão os dois. Acrescentei também o trailer em inglês, com sub-títulos em português, com o nome Bolero. A versão que passou no Brasil com o nome de Retratos da Vida, esta apresentada no Youtube pelo comentário que reproduzo a seguir.LF

“Enquanto o mundo batalhava entre si durante a Segunda Guerra Mundial, quatro família de distintos países – Estados Unidos, França, Alemanha e Rússia – se cruzam em circunstâncias históricas e se unem através da dança e do drama. Este clássico decalca o Bolero de Ravel, com um coreografia marcante de Jorge Donn em pleno Trocadero parisiense. A música tornou-se uma verdadeira febre na época lançada sendo quase impossível ouvir a música e não associá-la ao filme. Composto de um elenco de extraordinários atores – James Caan, Robert Houssein, Geraldine Chaplin, Nicole Garcia, Fanny Ardant – sob a direção do renomado diretor Claude Lelouch, destacado pela criação de diversas obras primas do cinema de arte, Retratos da Vida é, sem dúvida, um dos filmes mais marcantes de sua época e continua encantando platéias do mundo inteiro.
Agenda da Danca de Salao Brasileira.
www.dancadesalao.com/agenda”

03/04/2008 - 14:02h El soul se toma revancha

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Cada una con su estilo, Alicia Keys, Amy Winehouse y Beyoncé revitalizan el género de origen negro y, junto con Joss Stone, proyectan el legado de figuras como Tina Turner y Aretha Franklin. De cómo el alma volvió al cuerpo y está entre nosotros

Por Sergio Marchi – Para LA NACION – BUENOS AIRES, 2008

Amy Winehouse

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Hay pocas cosas tan inmortales como el alma, que nunca envejece y siempre está allí, en el reino de lo intangible pero de ánimo presente. Alma, en inglés, se dice soul , y es apropiado que haya un estilo de música con ese nombre, atemporal, conectado con el espíritu y a menudo invisible (¿o debería escribir “inaudible”?). Hacía tiempo que nadie hablaba de la música soul , un género que parecía destinado al anaquel de las reliquias del siglo XX. Hasta la última entrega de los premios Grammy.

Allí se produjo una sorprendente resurrección. Bastó que dos reinas en el exilio abandonaran su ostracismo y se aparecieran en cuerpo y alma durante la ceremonia celebrada en Los Ángeles en febrero pasado: Tina Turner y Aretha Franklin, de 68 y 65 años respectivamente, probaron que la magia del soul sigue viva en ellas. Tras su retiro de casi ocho años, Tina se mostró en espléndida forma y hasta soportó con elegancia un pisotón de la princesa Beyoncé (se puede ver en YouTube). Aretha Franklin, directamente, convirtió el Staples Center de California en una iglesia.

Aquella noche de los Grammy hubo una gran ganadora: Amy Winehouse, la atribulada cantante británica que encarna la versión actual de la diva soul . Su álbum Back to Black fue alabado en todo el mundo y se ha convertido en un éxito arrollador, incluso en la Argentina. Lo suyo tuvo un grado inusual de dramatismo: participó de la ceremonia vía satélite, tras abandonar la clínica donde se recuperaba del abuso de drogas y alcohol. Un condimento especial para su triunfo.

Sin embargo, la ganadora moral de esa noche parece haber sido Alicia Keys, otra nueva exponente de la canción negra que fue presentada por un prócer del soul , Stevie Wonder. A ese padrinazgo se le suma el hecho de que Bob Dylan la mencionó en una de sus letras recientes. Keys apabulló al público y lo puso de pie con una tremenda performance de “No One”, uno de los éxitos de su reciente álbum As I Am .

El mensaje fue claro y contundente: las divas soul recuperaban la escena. Pero ¿dónde habían estado todo este tiempo?

Del campo a la ciudad

El origen de toda la historia está en los años 40, cuando una gran parte de la población negra de los estados sureños de Estados Unidos abandonó las zonas rurales y se dirigió a los centros urbanos del Norte, preferentemente hacia Chicago, en búsqueda de una vida mejor. Así, el blues dejó de ser rural para convertirse en música urbana. En el camino, surgieron variantes que desafiaron la ortodoxia de los doce compases del blues , y a esa mutación se la llamó rhythm & blues : canciones con raíz de blues que no eran, técnicamente hablando, blues genuinos.

Los amantes del góspel, la música religiosa, siempre vieron con malos ojos a estos estilos, a los que consideraban alejados de Dios y muy cercanos a las peores costumbres de los hombres: el sexo, la bebida, la violencia. Ambos mundos parecían escindidos, pero algunas cosas los reunirían. En primer lugar, el rhythm & blues comenzó a entreverarse con la música country y, a mediados de los años 50, nació el rock and roll . Así, los chicos blancos dieron rienda suelta a su amor por la música negra, cambiando para siempre el panorama cultural de los tiempos por venir.

Al mismo tiempo, Ray Charles consiguió imprimirle a su sanguíneo rhythm & blues un fervor casi religioso. Con temas como “I ve got a Woman”, “Hallelujah, I Love Her So” y, sobre todo, “What I d Say”, conseguiría la piedra filosofal del soul . ¿Cómo? Mediante la unión de lo profano con lo espiritual: combinando el rhythm & blues con algunos elementos del góspel. Si se reemplaza el objeto del deseo (una mujer) por Jesús, la canción pierde todo su peso ofensivo y se transforma en un himno góspel. “What I d Say” es el primer tema que incluye el recurso conocido como llamada y respuesta, tan característico en las iglesias negras.

Ray Charles inspiró a otros grandes cantantes como Jackie Wilson, James Brown y Sam Cooke, que afianzarían el estilo y probarían sus variantes personales. Con la creación del sello Motown, Berry Gordy Jr. le dio al soul un caracter juvenil y orientado al público blanco. Pocos años después, The Beatles, inspirados por sus canciones, conquistarían el mundo con sus “yeah, yeah, yeah”. Martha & The Vandellas, The Temptations y The Supremes serían las estrellas de Motown de la década del 60, y serían relevadas por Marvin Gaye y Stevie Wonder en la del 70.

Motown se caracterizó por su pertenencia geográfica, la ciudad de Detroit, al norte de Estados Unidos. En el extremo sur sería la ciudad de Memphis el faro que alumbraría el nacimiento de Stax Records, que produjo grandes individualidades: Aretha Franklin, Otis Redding y Wilson Pickett, entre otros.

Pero en los 70, el género comenzó a cambiar: James Brown le puso funk a su estilo, aparecieron grandes orquestadores como Isaac Hayes y Barry White, y finalmente arribó la música disco. Su éxito descomunal, entre 1975 y 1979, arrastró la música soul tras sus pasos y la obligó a orientarse hacia las pistas de baile con un ritmo monótono, que le hizo perder gran parte de su riqueza. En 1980, la disco era historia y el soul estaba perdido. La irrupción de Michael Jackson, que creó un sonido propio, no alcanzó para revitalizar el género.

El entorno no ayudó mucho a que el soul sobreviviese, ya que en los 80 toda la música se volvió hacia el mercado; solo había lugar para superestrellas como Jackson, Prince y Lionel Richie. Otro factor que contribuyó a eclipsar el soul fue el surgimiento del rap, género en que predomina la palabra hablada y las baterías electrónicas, que oscurecen lo que en el soul era esencial: la expresión humana. De manera que el soul fue archivado y destinado a enriquecer el repertorio de las radios de oldies … hasta hoy.

El frente de las nuevas divas soul se conformó a instancias de la industria, que sabe que una cantante femenina con personalidad siempre es buen negocio. Probablemente sea Beyoncé Knowles la favorita de las discográficas; un nombre ya probado como solista y como figura destacada de Destiny s Child, un trío de R&B (así, solo con las iniciales) que alborotó el gallinero a comienzos de esta década. Beyoncé, además de dar prueba de fe ante la reina Tina Turner, protagonizó Dreamgirls , una película basada en la carrera de Diana Ross &The Supremes. Pero hay que decir que es la más anclada en la fórmula R&B , un aggiornamento inofensivo del soul : un león con las garras cortadas.

Joss Stone, una inglesa rubia como el trigo y de voz negra como el ébano, es toda una veterana con tres álbumes, pese a ser la más joven del lote: está a punto de cumplir 21 años. Cuando lanzó su primer álbum tenía apenas 16, pero sus pasos fueron guiados por la pionera del rhythm &blues , Betty Wright, que la rodeó de leyendas del soul de Miami. No estuvo presente en la última entrega de los Grammy, pero ya cantó con los Rolling Stones y una larga lista de luminarias deslumbradas por un registro que desafía su edad y su color.

Diamantes

Alicia Keys atravesó airosa ese terreno de la precocidad; ya a los cuatro años sorprendió a sus maestras de jardín con su voz. Vecina de Harlem, hija de padre negro y madre blanca, estudió desde muy temprano piano clásico y eso fructificó en una compositora por la cual se libró una guerra ganada por el veterano Clive Davis, dueño de J Records y considerado uno de los cazatalentos más fabulosos de la historia (entre otros “descubrimientos” puede contar a Janis Joplin y Carlos Santana). El hombre la tuvo dos años haciendo banco, hasta que editó Songs in A Minor en 2001 y la niña Keys se convirtió en la artista más excitante del nuevo milenio, con ventas arrolladoras. The Diary of Alicia Keys y el flamante As I Am terminaron por dar forma al consenso unánime que existe sobre Alicia: es una artista destinada a permanecer.

Amy Winehouse es la que parece tener la magia y la cuota de tragedia al mejor estilo Billie Holiday. En 2003, llamó la atención con su disco Frank , pero fue Back to Black , producido por Mark Ronson, el que la convirtió en estrella. Su talento como cantante revela una fortaleza que no se corresponde con la fragilidad de su imagen. Su aparición eclipsó la sorpresa causada por Joss Stone en su momento y marcó otra cosa: su soul no busca recrear las viejas formas sino hacerlas evolucionar. La gran duda es si Amy podrá sobreponerse a sus adicciones o si reincidirá en ellas hasta cansar al público que hoy devora sus sórdidas historias en los tabloides británicos.

No es casual que el renacimiento del soul se esté produciendo tras un largo reinado del marketing en la industria discográfica. Después de tantas creaciones diseñadas a medida, hacía falta una buena cuota de talento natural. Y el soul se ha especializado siempre en pulir diamantes en bruto y no en crear joyas de un canto rodado. A lo mejor, todo se resume en que el soul (alma) es inmortal y este es solo un nuevo capítulo de su historia. ¡Aleluya!

01/04/2008 - 05:25h China: governo bloqueia blog do Globo Online

Página de correspondente do GLOBO não pode mais ser acessada em Pequim

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O Globo

PEQUIM. O governo da China está sofisticando seus filtros para a censura de sites na internet a apenas quatro meses para a abertura das Olimpíadas, passando a incluir agora blogs e sites de notícias sobre o país em outras línguas que não o inglês.

Desde domingo, o blog “No Oriente”, hospedado no portal de notícias do Globo Online e produzido pelo jornalista Gilberto Scofield Jr., não é mais acessível de dentro de Pequim.
Quem clica no blog, vê a mensagem “A página não pode ser exibida”, típica de sites censurados.

Todos os outros blogs do Globo Online estão visíveis.

Provavelmente o blog foi bloqueado por seu conteúdo sobre os recentes conflitos no Tibete, com análises de especialistas e relatos de tibetanos que acusam a China de não admitir a invasão, promover uma repressão sistemática na região e não tentar dialogar com a sociedade local, não apenas em Lhasa, capital do Tibete, mas em outras províncias densamente habitadas por tibetanos, como Qingnhai, Gansu e Sichuan.

Alguns sites de notícias em inglês que sempre foram bloqueados no país — como o da rede inglesa BBC, há pelo menos três anos fora do ar — passaram a ser abertos à visitação dentro da China, mas as notícias sobre o país continuam bloqueadas. O mesmo ocorre agora com o site de vídeos YouTube, que deixou de ser totalmente bloqueado e passa a censurar apenas os vídeos de conflitos no Tibete ou sobre o Dalai Lama.

Este mês, o correspondente em Xangai da revista americana “The Atlantic Magazine”, James Fallows, um apaixonado por informática, diz que o gigantesco aparato de controle da internet chinesa pode agora também censurar lugares específicos em Pequim de modo a garantir, em locais freqüentados por estrangeiros, um acesso menos bloqueado da rede.

“O que os visitantes estrangeiros para as Olimpíadas vão perceber não é uma abordagem mais relaxada da internet, mas seu refinamento”, diz a revista americana. Segundo Fallows, o bloqueio agora segue um padrão de uso de IP (o endereço do micro na rede), podendo liberar acessos de determinados cibercafés, quartos de hotel ou centros de convenção pela capital chinesa. 

31/03/2008 - 04:19h Campanha online no Brasil? Não em 2008

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Navegar Impreciso

Pedro Doria, pedro.doria@grupoestado.com.br

No final de fevereiro, obedecendo sua rotina em anos de eleição, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) soltou a resolução de número 22.718 que trata da propaganda eleitoral. No capítulo 4, artigo 18, afirma: ‘A propaganda eleitoral na internet somente será permitida na página do candidato destinada exclusivamente à campanha eleitoral.’

Foi com uma canetada, portanto, que o TSE proibiu em todo o território nacional o tipo de campanha online que ocorre nos EUA, na França e no Reino Unido. São os três países em que nasceu o conceito moderno de democracia. Dá para dizer que entendem alguma coisa do riscado. Nós, que vivemos de 1985 para cá o período contínuo de democracia mais longo da história, estamos apenas aprendendo. Quem estará certo? Eles ou nossos juízes?

Assim, teremos uma campanha sem YouTube, sem página de candidato no Orkut, sem Twitter.

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O ministro Ari Pargendler, que assina como relator a resolução, não está no Orkut. É uma questão geracional: não são tantos assim os homens com mais de 60 anos por lá. É possível que ele jamais tenha ouvido falar do Twitter. A maioria dos juízes nas mais altas cortes do País, tanto no STJ quanto no STF, utilizam um tanto de e-mail, um quê da web, mas não convivem com a internet de maneira íntima como a maioria dos jovens urbanos no Brasil. Portanto, não compreendem de fato como corre a comunicação em rede.

É importante que o TSE regule a forma como a campanha é feita. Mas, para fazê-lo, deve compreender aquilo com o que está lidando.

De telefone em telefone, no tribunal, ouvi repetido mais de uma vez o mesmo argumento: o objetivo do TSE é fazer com que as oportunidades entre os candidatos sejam iguais. Querem impedir que o poderio econômico de um não possa resultar em vantagens indevidas. Limitando todos os candidatos a um único site, conseguem isso.

Com uma regulamentação desastrosa, conseguiram justamente o contrário.

Se os juízes tivessem perguntado a qualquer técnico com mínima experiência, saberiam que alguns serviços, na internet brasileira, são muito caros. Banda para sites hospedados, por exemplo. Um candidato muito rico poderá enfiar quantos vídeos quiser em seu site e não ligará a mínima para o preço. YouTube e similares são a opção gratuita para que qualquer um com uma câmera de R$ 200 possa produzir e divulgar seus filmes.

Sistemas que facilitam o relacionamento como Orkut, como Twitter, são democráticos. Eles permitem com custos mínimos que qualquer candidato se apresente e que qualquer eleitor os procure. Facilita a interação entre político e cidadão. Melhor: são anti-spam. Só quem estiver interessado faz contato com o político. Candidato não impõe amizade nos Facebooks da vida. Quem tiver algo a dizer encontra, na internet, um veículo privilegiado. Mas, nessa eleição, não poderá usá-lo.

Por ignorância de como o mundo funciona, o TSE cometeu um erro muito, muito grave. Não é à toa que o eleitorado jovem está particularmente engajado na eleição que corre nos EUA. Os candidatos estão se comunicando com eles pelo meio de comunicação que adotaram. No Brasil, não é diferente. Seja na casa de um rapaz de classe média, seja num cybercafé da periferia paulistana, estão todos com 25 anos ou menos pendurados nos MSNs da vida. A partir desta canetada, a juventude foi cortada do diálogo eleitoral. Os juízes não perceberam que a internet tem que ser usada cada vez mais, não menos.

A Justiça brasileira não compreende a internet. Mas precisa. E rápido. Ela faz parte da realidade que os juízes têm a obrigação de julgar.

12/03/2008 - 19:04h Atriz chinesa é punida por papel de “traidora”

Tang Wei, une actrice chinoise punie pour un rôle de “traîtresse”

Par Pierre Haski (Rue89)

Tang Wei est une des jeunes actrices qui montent dans le cinéma chinois depuis son premier rôle fracassant dans “Lust Caution” d’Ang Lee, auréolé du Lion d’or à Venise l’an dernier. Mais elle vient d’être abattue en plein vol par les autorités chinoises justement pour avoir accepté ce rôle.

Le couperet est tombé à la faveur d’une pub anodine pour une crème de beauté, interdite de diffusion à la télévision, et retirée par la cyberpolice de tous les sites internet chinois qui l’avaient relayée (voir ici l’écran vidéo de Youku, un YouTube chinois, après le retrait la pub).

Dans “Lust Caution”, Tang Wei joue le rôle d’une jeune Chinoise, membre d’un groupe de résistants amateurs à l’occupation japonaise de la Chine, qui reçoit pour mission de séduire un “collabo” des Japonais pour mieux l’assassiner. Mais à la dernière minute, elle cède à la passion et sauve le “traître”.

Le film avait déjà subi un premier assaut de la censure en raison des scènes de sexe trop nombreuses et trop explicites au goût des prudes apparatchiks du Parti. Puis la critique s’est déplacée sur le fond: la morale du film -l’amour plus fort que le patriotisme- était inacceptable et indéfendable. D’autant que le réalisateur, Ang Lee (”Tigres et Dragons”, “Brokeback Mountain”) est Taiwanais, même s’il a tourné son film dans les studios d’Etat de Shanghaï, avec tous les soutiens et feux verts officiels nécessaires.

Résultat: Ang Lee a été blacklisté dans les médias chinois, qui n’ont même plus le droit de mentionner son nom. Tandis que Tang Wei vient de découvrir qu’elle en subit elle aussi les conséquences avec cette pub bannie, alors qu’elle avait été annoncée par la marque chinoise à grand renfort de publicité, y compris un article sur le site de Xinhua, l’agence officielle chinoise.

Cette affaire montre que malgré une tentative d’assouplissement ces dernières années, la censure cinématographique chinoise a encore de beaux jours devant elle. D’autant que le patron de la SARFT (Administration d’Etat pour la radio, le cinéma et la télévision) venait de déclarer, dans une autre affaire, qu’il ne punissait jamais les actrices pour les films dans lesquels elles avaient tourné, même quand ceux-ci étaient bannis.

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02/03/2008 - 12:23h A ansiedade de exposição

Na internet, você entra no YouTube, vira a câmera para si mesmo e perde a individualidade. Passa a se apresentar como um pacote público

O Estado de São Paulo -Lúcia Guimarães*

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Primeiro, uma confissão: venho me servindo do ensaísta e crítico cultural Lee Siegel há anos. Não, ele não vai me processar por assédio sexual. As idéias de Lee Siegel me socorreram quando algum fenômeno da cultura popular americana me colocava na contramão do gosto coletivo e me batia uma solidão danada em festas ou papos de bar. Em parte por causa dele me mantive assinante da revista The New Republic. E desconfiei que havia algo malcheiroso no incidente que levou-o a uma suspensão temporária desta publicação por ter assumido um pseudônimo para se defender de ataques de leitores sociopatas. Volto à celeuma já, já. Mas, no espírito da transparência editorial, foi na condição de tiete que, ao ver o novo livro de Siegel exposto na livraria, decidi procurá-lo ao terminar a primeira página do prefácio.

Afinal, se você aprecia o piano de Bill Evans como eu, já não é um primeiro estímulo para tomarmos um café juntos? Como não podia convidar um estranho para tomar café, recorri ao velho truque, um dos poucos privilégios que sobraram na nossa escorraçada profissão. O jeito era lançar a isca da entrevista. Marquei uma gravação lá em casa. A assessora de imprensa da nova editora Spiegel and Grau não questionou o endereço do compromisso, em meio a tantos que estava marcando para seu autor. “Vinte minutos, hein”, ela confirmou. Concordei, é claro. Os 20 minutos duraram quase 3 horas, interrompidas por um telefonema convocando o entrevistado a ir correndo render a babá do filho de 18 meses.

No prefácio de Against the Machine, Being Human in the Age of the Electronic Mob, Siegel resume o que faz dele um personagem démodé do jornalismo contemporâneo: “As coisas não têm que ser como são”.

No auge do baba-ovo geral com a série Sex & the City, em 2002, um ensaio solitário de Siegel, Relationshipism, na New Republic, chamou atenção para o fato de que as quatro mulheres usavam a própria independência para, entre outros comportamentos destrutivos, confundir sexo com afeto e submeter-se a humilhações sistemáticas. Siegel estava defendendo as mulheres delas mesmas.

(mais…)

09/12/2007 - 16:35h The Way We Live Now: The Web Users’ Campaign

Published: December 9, 2007

Before they chartered planes and opened teeming offices in Des Moines or Manchester, even before they announced their lofty ambitions to the world, the current field of presidential candidates set about absorbing the lessons of Howard Dean’s 2004 campaign. Dean lost, of course, and in a fairly ignominious way, but his campaign was the first to harness the fund-raising and organizing power of the Internet, and both parties’ 2008 hopefuls had visions of replicating his model — minus the meltdown. One of the first things they did was to sign on a new class of online organizers and fund-raisers. The Web was the new frontier of American politics, and the candidates intended to exploit it.

 


 

STARTING DEC. 12, THE PRIMARY ARGUMENT, a new blog by Matt Bai, takes a deeper look inside the presidential campaign. nytimes.com/
primary-argument.

 

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Now, as we come to the end of a tumultuous political year, it seems clear that the candidates and their advisers absorbed the wrong lessons from Dean’s moment, or at least they failed to grasp an essential truth of it, which is that these things can’t really be orchestrated. Dean’s campaign didn’t explode online because he somehow figured out a way to channel online politics; he managed this feat because his campaign, almost by accident, became channeled by people he had never met. Dean for America was branded from its core antiwar message down to the design of some of its bumper stickers and buttons by laptop-laden volunteers, and these strangers, it could be argued, both made and unmade the candidate. In the new and evolving online world, the greatest momentum goes not to the candidate with the most detailed plan for conquering the Web but to the candidate who surrenders his own image to the clicking masses, the same way a rock guitarist might fall backward off the stage into the hands of an adoring crowd.

How else to explain the notable online surge of support for Ron Paul, the onetime standard-bearer of the Libertarian Party? Unlike his main opponents, Paul himself didn’t have the resources to build a sophisticated Web campaign, but antiwar and antispending Republicans were happy to do it for him. Last month, Paul supporters who had nothing to do with the campaign organized an online fund-raiser on Guy Fawkes Day, a British holiday named for the rebel who tried to assassinate King James I. Paul’s stunned campaign brought in more than $4 million and 21,000 new contributors in a single day — the largest 24-hour haul of any Republican candidate to date.

Meanwhile, those candidates who have amassed roomfuls of well-paid online experts have frequently found themselves buffeted or embarrassed (or sometimes both at once) by mysterious forces outside their grasp. Take, for instance, the much-forwarded “Obama Girl” music video, written by a 21-year-old undergraduate at Temple University. (“Universal healthcare reform/It makes me warm,” mouths the model in the video.) Fairly or not, that video probably had more to do with shaping Obama’s complicated public image — young and exciting but maybe a bit shallow — than any Internet appeal devised by the candidate’s own aides.

Such developments probably came as no surprise to many in the business world, who understood years ago that the Web represented not simply another mass medium to be gamed but also a fundamental shift in the once static relationship between producer and consumer. It is by nature a participatory medium, in which customers demand a more personal stake in the products they consume. This is why Ford asked online drivers to help decide which options should appear on last year’s Fusion, and how much it should cost, and why Mountain Dew has a Web site that invites consumers to invent the next great soft drink. Companies have realized that since they can no longer expect to unilaterally define the market the way they once did, they might as well let the market have some control over designing and branding the product.

Perhaps only in Washington, where so few people have dominated so much for so long, is this trend viewed as inherently negative. That’s because, for decades, presidential campaigns have been the exclusive province of a small bevy of ad makers and strategists who profited from the illusion that they, and only they, could foresee the electorate’s every reaction to everything. The results of that period are now in: a marked decline in voter participation, an uptick in cynicism toward public service and a heap of critical policy challenges that have gone unaddressed. So why should we fear a new day when ordinary voters, through their own creativity and passion, can suddenly influence the direction of a campaign with a Web site or a video? These are, after all, our campaigns, for too long dominated by the professionals who made of them a gray and tepid industry. And if “Obama Girl” didn’t deepen anyone’s understanding of employer mandates or carbon caps, then at least she enticed a lot of ordinary people — more than four million, at last count — to laugh and sing about a would-be president the way a less-jaded generation of voters sang “I’m Just Wild About Harry.”

Of course, the leading candidates still aren’t ready to entrust their message to the masses. (Look no further than Hillary Clinton’s campaign, which has apparently planted questions in public forums in an effort to control the dialogue.) Whichever candidates get their parties’ nominations next year, they will probably try valiantly to insulate their campaigns from the kind of Internet entrepreneurs and amateur videographers who would distract voters from their predetermined message. But this is a losing proposition; about the only thing we can reasonably know for sure about the general election campaign is that it will be profoundly affected by outside actors we can’t yet conjure, voters sitting in basements and coffee shops dreaming up their own kind of self-expression. Neither party’s candidate will escape the impulses, best or worst, of a newly empowered citizenry. The best they can do is to fall backward and hope to be carried aloft.

Matt Bai, who covers politics for the magazine, is the author of “The Argument: Billionaires, Bloggers and the Battle to Remake Democratic Politics.”