Recuo nas exportações supera as projeções e agrava crise em países como Japão, Itália, México e Argentina
Jamil Chade, GENEBRA – O Estado SP
Pelo menos um quinto do valor do comércio mundial pode desaparecer em 2009, na maior contração em décadas nas exportações. Nesta semana, um dos principais institutos de pesquisa sobre o comércio no planeta – o Escritório de Análise de Política Econômica da Holanda – publicará suas novas previsões. Os dados obtidos com exclusividade pelo Estado, que estavam sendo guardados em sigilo, revelam que a queda prevista é de 10% em volume de cargas e de 22,5% em valores.
Em portos de todo o mundo, a queda já está sendo sentida. Em janeiro, China, Japão, Alemanha, Coreia do Sul, Cingapura, Itália, México, Argentina e outros pilares das exportações mundiais já tiveram, em janeiro, retração recorde das vendas. O tema vai estar na agenda do G-20, que se reúne no início de abril em Londres.
“A queda será enorme e bem maior do que tínhamos previsto”, disse Wim Suyker, um dos autores do levantamento do instituto holandês. “Havíamos feito uma previsão. Mas, diante dos últimos números, nossa indicação é de que o volume do comércio cairá em 10% e, em valores, mais de 22%.” O Escritório de Análise produz os dados a cada três meses, e é usado como fonte para previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia (UE).
Estimativas do FMI apontam que a queda em volumes poderá ser de 5% no comércio mundial em 2009. Mas admite que esse número pode ser bem maior. Na Organização Mundial do Comércio (OMC), o diretor-geral Pascal Lamy promete divulgar seus novos números até o dia 31. A previsão, já considerada superada, aponta para uma queda de 3% em volumes. Já o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, estima que a queda nas exportações é a maior em 80 anos.
“A crise não surgiu no comércio. Mas há uma paralisia de um sistema inteiro de finanças e investimentos, o que está contaminando o fluxo de comércio”, disse Heiner Flassbeck, economista-chefe da Conferência da ONU para Comércio e Desenvolvimento (Unctad).
Segundo os especialistas holandeses, três fatores estão levando à queda sem precedentes do comércio. A primeira é a falta de crédito para exportações. Segundo o Banco Central, a redução média mundial foi de mais de 50%, afetando principalmente países emergentes.
O segundo fator é a queda da demanda nos três pilares da economia mundial. Nos Estados Unidos, Europa e Japão, a queda no consumo está levando a uma redução drástica das importações. O resultado é uma queda nas vendas dos países emergentes.
Para completar, a queda nos preços das commodities está levando a uma redução na renda dos exportadores. No último trimestre de 2008, a queda média dos preços das commodities foi de 74%, segundo Suyker. “Essa queda pode continuar nos próximos meses.” Por enquanto, medidas protecionistas dos governos não estão tendo impacto direto no comércio. Mas o temor é de que, com o aprofundamento da recessão, as barreiras se proliferem para salvar empregos em diferentes países.
Mas a realidade é que a queda já está sendo sentida. No quarto trimestre do ano, o recuo em valores chegou a 22%. Para o instituto holandês, a redução é “sem precedentes” em um só trimestre. Só as vendas americanas caíram em 36% naquele período.
Em janeiro, os dados de vários países mostram quedas profundas. No segundo maior exportador do planeta, a China, a queda foi de 25% em relação a um ano antes, depois de já ter sofrido outra queda de 24% em dezembro. A redução ainda fez encolher o superávit do país, pressionando o governo a incentivar o comércio doméstico. Hoje, o superávit está em US$ 4,8 bilhões, um oitavo do valor anterior. O recorde havia sido obtido em novembro, quando o superávit atingiu US$ 40 bilhões.
Para lidar com a queda, a China retirou impostos à exportação e ainda deixou de forçar uma valorização do yuan – 30% da produção chinesa tem como destino o mercado internacional. O governo já fala em 20 milhões de desempregados desde o início da crise. Só na província de Guangdong, a queda de exportações já obrigou 20 mil empresas a fecharem as portas.
No Japão, a queda das exportações em janeiro foi de 46%, ante 60% em Taiwan e 32% na Coreia. Em Hong Kong, caiu 22% e nas Filipinas, 41%.
Na América Latina, a queda nos preços de commodities teve impacto profundo. Países com amplo comércio com os EUA são os que mais sofrem. No México, a queda nas exportações chegou a 31,5% em janeiro. Só para os EUA caiu 50%. No Chile, a queda no preço do cobre contribuiu para derrubar as vendas em 37% no mês.
Para o secretário-geral da Conferência da ONU para o Desenvolvimento e Comércio, Supachai Panitchpakdi, a queda nas exportações se transformou na imagem mais clara da recessão hoje no mundo. Ele alerta, porém, que será difícil convencer consumidores a voltar a comprar. “Na Ásia, a reação normal será a de guardar dinheiro. Não adianta dizer que terão de gastar mais e, assim, retomar o comércio. Isso é quase um tema cultural.”
No G-20, americanos e ingleses apresentarão propostas de crédito para o comércio. Já a Comissão da ONU para estudar estratégias contra a crise sugere que países ricos abram seus mercados imediatamente aos produtos das economias mais pobres, como forma de ajudá-las a superar a crise. “Precisamos criar uma nova demanda”, disse Joseph Stiglitz, economista e chefe da comissão. Sua avaliação é oposta à de Supachai.
Chegou a hora da política e de os governos aumentarem o controle sobre os mercados “para deter a anarquia econômica”, afirma o presidente Luiz Inácio Lula da Silva num artigo publicado numa edição da revista americana ?Newsweek? preparada para a reunião do Fórum Econômico Mundial. O artigo de Lula é o único assinado por um chefe de Estado ou de governo, numa edição recheada de textos com nomes tão conhecidos quanto os do professor Joseph Stiglitz, ganhador do Prêmio Nobel de Economia, do presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, do diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, e do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, entre outros.
“Os abusos e erros que vêm à luz são evidências de que o atual sistema de governança econômica internacional faliu”, segundo Lula. Ele defende a participação dos países em desenvolvimento na reorganização das finanças mundiais
Dec. 10 (Bloomberg) — Inside and out, the rusted towers of El Salvador’s biggest grain silo show how the World Bank helped push developing countries into the global food crisis.Inside, the silo, which once held thousands of tons of beans and cereals, is now empty. It was abandoned in 1991, after the bank told Salvadoran leaders to privatize grain storage, import staples such as corn and rice, and export crops including cocoa, coffee and palm oil.
Outside, where Rosa Maria Chavez’s food stand is propped against a tower wall, price increases for basic grains this year whittled business down to 16 customers a day from 80.
“It’s a monument to the mess we are in now,” says Chavez, 63.
About 40 million people joined the ranks of the undernourished this year, bringing the estimate of the world’s hungry to 963 million of its 6.8 billion people, the Rome-based United Nations Food and Agriculture Organization said yesterday. The growth didn’t come just from natural causes. A manmade recipe for famine included corrupt governments and companies that profited on misery. Another ingredient: The World Bank’s free- market policies, which over almost three decades brought poor nations like El Salvador into global grain markets, where prices surged.
“The World Bank made one basic blunder, which is to think that markets would solve problems of such severe circumstances,” said Jeffrey Sachs, director of the Earth Institute at Columbia University and a special adviser to UN Secretary-General Ban Ki- moon. “But history has shown you need to help people to get above the survival threshold before the markets can start functioning.”
‘The Washington Consensus’
Created in 1944, the Washington-based World Bank Group spent much of its first 35 years dispensing low-interest loans, grants and development advice to poor countries with an eye toward promoting self-reliance. In 1980, the bank’s executives began attaching conditions to loans that required “structural adjustments” in the recipients’ national economies. The mandates were designed to have poor countries cut import tariffs, reduce government’s role in enterprises such as agriculture and promote cultivation of export crops to attract foreign currency.
The philosophy, which came to be known as “The Washington Consensus,” was based in part on assumptions that importing basic grains would be inexpensive and that farmers in developing nations could earn more producing exports. Food prices had fallen for years and few economists thought that would change, said Mark Cackler, manager of the bank’s Agriculture and Rural Development Department in Washington.
Exporter to Importer
In 2007 and the first half of 2008, an index of more than 60 food commodity prices compiled by the FAO rose 82 percent. While costs have since eased, they were 20 percent higher on Nov. 1 than at the end of 2006.
The increases hit hard in countries such as El Salvador, which had adopted the principles of the Washington Consensus in return for loans. El Salvador’s Central Reserve Bank said the total amount of the lending was “not available.” The Agriculture Ministry did provide this measure of their effects: The country was a net exporter of rice 20 years ago; now it imports 75 to 80 percent of what it consumes.
The World Bank has “given consistently wrong advice,” said Jose Ramos-Horta, the president of East Timor in Asia and the 1996 Nobel Peace Prize winner.
“It is their advice — that buying externally is cheaper than producing — that has resulted in this,” he said.
‘More Than Underinvestment’
Current and former World Bank officials say small countries hurt their own agriculture industries by suppressing prices, taxing farms, inflating exchange rates and favoring urban development. They reject the assertion that structural adjustment loans hurt developing nations’ self-sufficiency.
“The premise that this crisis was caused by these policies is something that we don’t agree with,” said World Bank spokeswoman Geetanjali Chopra. “This crisis was caused by much more than underinvestment in agriculture.”
Still, in nations such as Honduras and Ghana, imports of basic grains climbed after governments eliminated agricultural subsidies, sold off grain stores or decreased tariffs to get World Bank loans in the 1990s, according to data from the UN’s FAO.
In Honduras, 23,000 rice farmers went out of business, and employment from rice fell to 11,200 people from 150,000 after the government trimmed import duties, according to the human rights group Oxfam International. Honduran farms now supply 17 percent of the domestic demand for rice, down from 90 percent before the tariffs changed.
McNamara’s Shift
In Ghana, the World Bank required a tariff reduction on rice to 20 percent from 100 percent. Imports tripled, said Raj Patel, a scholar at the Center for African Studies at the University of California at Berkeley.
The free-market policies were a sharp turn from the bank’s earlier efforts — led by former bank President Robert McNamara – - to develop poor countries’ domestic agriculture and self- reliance, said Uma Lele, a World Bank economist from 1971 to 1991 and 1995 to 2005.
McNamara, who oversaw the escalation of the U.S. war in Vietnam as defense secretary under presidents John F. Kennedy and Lyndon Johnson before joining the bank in 1968, shifted his views. He introduced the structural adjustment concept in 1979, in a speech in Manila urging rich nations to open their markets to imports from poor countries.
“Developing countries will need to carry out structural adjustments favoring their export sector,” he said in the speech. McNamara, 92, declined to comment for this story.
Free Market Principles
World Bank officials were frustrated that their investment in agriculture through the 1970s wasn’t paying off, especially in Africa, said Pierre Landell-Mills, a bank economist at the time.
“There were state marketing organizations that were a complete nightmare of mismanagement and corruption,” said Landell-Mills, 69, now a principal at the Policy Practice, a public policy consulting group in Brighton, England, in a June interview. “There were unsustainable subsidies.”
The “preferred solution,” he said, was to dismantle the marketing boards, shrink governments and remove barriers to entrepreneurship.
McNamara in 1980 approved the first three structural adjustment loans. By 1985, they made up more than 25 percent of the World Bank’s total lending, according to Kyle Peters, its country services director.
Free-market principles were on the rise in the U.S. and the U.K., the bank’s major funders. Margaret Thatcher had become British prime minister in 1979 with promises of privatizing state-owned enterprises. Ronald Reagan was elected U.S. president in 1980, pledging to cut taxes and government programs.
New Ideas, New Staff
Reagan appointed Alden “Tom” Clausen, a former chief executive officer of Bank America Corp., to succeed McNamara in 1981. The new bank president was convinced “that you could fight poverty better and more efficiently and more quickly if you get the policies of a country right,”
Clausen said in an interview.
“I loved structural adjustment loans, and I made a lot of them,” he said.
As the bank’s philosophy evolved, so did its staff. Clausen hired Anne Krueger, an economist known for her advocacy of “getting prices right” by removing government controls, as vice president for economics and research in 1982. She “reshuffled the central economics staff,” wrote Devesh Kapur, in the bank’s official history, “The World Bank: Its First Half Century.”
“Of course the direction of research had changed,” Krueger, 74, said in an interview on Aug. 25. She acknowledged that some economists left because they didn’t agree with the bank’s focus. “Research moved away from big planning models with unreasonable incentives and swung toward things that were much more conducive to agriculture.”
‘Dysfunctional Systems’
Krueger led a five-volume study that concluded developing countries were hurting their own agriculture with tax and exchange rate policies. She said the bank’s free-trade principles boosted output and growth.
“These were largely dysfunctional systems,” she said. “It made sense to reduce tariffs so that countries could produce the goods that they were most efficient at.”
After leaving the bank in 1986, Krueger became first deputy managing director of the International Monetary Fund, which makes loans to help countries correct balance of payment problems and promotes economic policies.
As structural adjustment loans grew, the portion of the World Bank’s lending devoted to agriculture fell, to about 8 percent in 2000 from 30 percent in 1980. Last year, farm-related loans made up 12 percent of the bank’s $24.7 billion portfolio.
‘A Human Face’
“One of the reasons we have problems today is because of the cuts in agriculture,” said Montague Yudelman, 86, who was director of the World Bank’s agriculture department under McNamara. “If they’d made a continuously high level of investment, we’d have been in much better shape.”
By the late 1980s critics began saying the bank, along with the IMF, was fostering poverty and dependence. UNICEF, the United Nations Children’s Fund, in 1987 published a two-volume study titled, “Adjustment With a Human Face.” It concluded that some of the bank’s programs led to increases in malnutrition and disease in poor nations and urged new strategies to protect the most vulnerable people.
In 1995, just 30 days into his tenure as bank president, James Wolfensohn promised changes.
During a meeting with representatives of 12 non-profit organizations, Wolfensohn heard their argument that 15 years of adjustment lending had wiped out small farmers in countries from Africa, Latin America and Asia, damaging their ability to feed people. Some called for the bank to be disbanded.
‘A Different Way’
“What I’m looking for is a different way of doing business in the future,” Wolfensohn, a former Australian Olympic fencer and New York banker, told them. Wolfensohn, 75, who left the World Bank in 2005, declined to be interviewed for this story.
The bank’s commitment to free-market principles didn’t waver.
In 2000, as a condition for a $6.8 million agriculture loan in East Timor, the bank demanded that publicly funded agricultural service centers be privatized and rejected money for a public grain silo and slaughterhouse, according to Tim Anderson, a political economy lecturer at the University of Sydney. He has written several papers on East Timor’s development.
It also turned down proposals for the government to provide research and advice to farmers and to supply seeds and fertilizer because, “such public sector involvement has not proved successful elsewhere,” according to a World Bank mission report that year.
Small Farms Ignored
At the time, there was already evidence that private entrepreneurs weren’t serving so-called smallholders, who the bank says make up 60 percent of the world’s 2.5 billion farm households.
A 1998 study by Michael L. Morris, then a senior economist and project coordinator with the International Maize and Wheat Improvement Center in El Batan, Mexico, found that private seed companies in Africa focused on supplying large commercial operations and “often ignored small-scale, subsistence-oriented farmers located in remote areas.” Morris, 53, is now the World Bank’s lead agriculture economist for the Africa region.
In its 2008 World Development Report, the bank acknowledged that limiting governments’ participation in agriculture had hurt small farmers — citing Morris’s 10-year-old study as part of the evidence.
“The expectation was that removing the state would free the market for private actors to take over these functions — reducing their costs, improving their quality, and eliminating their regressive bias. Too often, that didn’t happen,” the bank said in the report.
No ‘Evil Force’
In 2000, Wolfensohn defended the bank to critics. During a meeting at Prague Castle that year, he told an invited crowd of 300 activists, bankers and government officials: “You should not regard us as a black and evil force. Maybe we’ve gotten things wrong. I’m sure we have in many cases.”
The next year, several non-profit groups that had worked with the bank to study its loan conditions released a report saying that the policies “have undermined the viability of small farms, weakened food security and damaged the natural environment.”
In response to the criticism from the Structural Adjustment Participatory Review International Network, the bank issued its own analysis that listed successes as well as missteps. It concluded that the required changes in agriculture were too much, too soon.
Lessons Learned
“The lessons for future policies are that agricultural adjustments are complex and require a sequence of modest steps,” the bank said in the report.
In August 2004, James Adams, the World Bank’s head of operations policy, declared the end of structural adjustments.
“We have abandoned the prescriptive character of the old policy,” Adams said in a statement. At the same time, he said, the underpinnings of the Washington Consensus “remain important themes of economic policy.”
The next year, the bank demanded that Niger privatize its irrigation systems, according to a 2007 report by Eurodad, a Brussels-based coalition of 56 non-profit groups. The requirement “has seriously damaging effects on poor farmers’ access to a precious and scarce resource,” said the report, based on an analysis of the bank’s databases. In all, the group found economic policy conditions were attached to 71 percent of loans and grants.
The World Bank in May pledged $1.2 billion for a Global Food Response Program that’s designed to speed money to the neediest countries without the usual red tape. As of last month the Bank approved $364 million for 25 countries and $541 million more is designated for 10 others.
Trade Talks Stalled
Current Bank President Robert Zoellick, a former U.S. trade representative, has promised to double agriculture spending while touting free trade as a solution to rising food prices. Zoellick, 55, declined to be interviewed.
Poor countries remained skeptical of open markets during the latest round of World Trade talks in Geneva, in July. They insisted that they be allowed to raise tariffs to protect domestic agriculture, stalling the negotiations.
El Salvador, meanwhile, has invested about $240 million in agriculture since 2004. It now gives farmers a $30 bag of the seed of their choice and a $30 sack of fertilizer.
“The World Bank had a very short-term vision; it couldn’t have been more wrong,” said Mario Salaverria, El Salvador’s agriculture minister, as he inspected corn in Sonsonate province, about 50 kilometers (31 miles) west of San Salvador.
His country must regain self-sufficiency, he said. “We can stop using our cars because of price increases, but we can’t stop eating.”
Governo tenta conter crise investindo em infra-estrutura e bem-estar social. Medida é saudada por G-20 e FMI
Gilberto Scofield Jr.* Correspondente – O Globo
PEQUIM e SÃO PAULO. Num comunicado breve publicado em sua página na internet e reproduzido pela agência de notícias estatal Xinhua, o Conselho de Estado da China anunciou ontem um pacote de estímulo ao setor produtivo que chegará a quatro trilhões de yuans — US$ 586 bilhões — em 2010, focado em investimentos públicos, políticas de estímulo fiscal, além do relaxamento da política monetária (com prováveis novas reduções nas taxas de juros), para garantir um crescimento da economia chinesa entre 8% e 9% a partir do ano que vem.
O pacote inclui dez programas com alvos específicos, como projetos de infra-estrutura, microcrédito e crédito para pequenas e médias empresas, construção de casas para baixa renda, infra-estrutura rural, logística, estímulo à inovação tecnológica, à adoção de tecnologias de geração de energia limpa e a aceleração na reconstrução das áreas destruídas pelo terremoto na província de Sichuan.
Mas a medida mais esperada pelos chineses será mesmo a redução das alíquotas do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) que incide sobre tudo que é fabricado e comercializado no país. A medida ainda não foi explicada, mas estima-se que, com a redução do imposto em determinados setores, a economia só para as empresas seja de 120 milhões de yuans por ano (US$ 17,5 milhões).
— A melhor maneira que a China possui de ajudar nesta crise internacional é manter o seu nível de crescimento — afirmou o presidente do Banco Popular da China, o BC do país, Zhou Xiaochuan, que prevê que as medidas ajudarão a China a crescer entre 8% e 9% a partir de 2009.
Operações de fusões e aquisições terão mais crédito Foi suspenso o teto para empréstimos dos bancos estatais para determinados projetos, como infra-estrutura rural, abertura de empresas em setores de tecnologia, fusões e aquisições e compra de equipamentos de proteção ao meio-ambiente. Os integrantes do Conselho de Estado da China, liderado pelo primeiro-ministro Wen Jiabao, esteve reunido durante todo o fim de semana elaborando o pacote.
Em São Paulo para a reunião do G-20 (grupo que reúne países ricos e emergentes), o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, afirmou que a situação fiscal da China é forte para sustentar o crescimento do país e, desta forma, ajudar o planeta a sair da espiral de crise que vem empurrando para a recessão alguns países da Europa e os EUA. Zoellick afirmou que os investimentos em infra-estrutura feitos pela China nos últimos anos foram uma decisão “muito sábia” e agora estes investimentos ajudarão o país a responder mais rapidamente ao pacote de estímulo anunciado em Pequim.
Banco central de Taiwan corta juros novamente Também presente ao fórum do G-20, o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique StraussKahn, afirmou que o pacote chinês é “uma boa notícia”.
— O FMI vinha argumentando há algum tempo que a China deveria deslocar o eixo de sua economia de um crescimento baseado em exportações para um baseado no crescimento interno. Estou muito feliz por ver que essa decisão foi tomada — disse ele, acrescentando que o pacote beneficiará não só a China, mas a economia mundial também.
David McCormick, vice-secretário do Tesouro dos EUA para Assuntos Internacionais, também festejou o pacote, afirmando em São Paulo que ajudará a Ásia a sair da crise financeira.
Na esteira de ações contra a crise, o banco central de Taiwan cortou ontem, sem aviso prévio, sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 2,75% ao ano. O objetivo é estimular a economia. Trata-se da quarta redução em um mês.
Chegamos ao ponto de uma crise em que líderes ambiciosos pedem um “novo Bretton Woods”. É fácil ironizar tal discurso. Mas é também fácil ver porque esta crise faria tais pessoas pensarem em termos tão heróicos.
Em primeiro lugar, a economia mundial está de volta à condição que motivou o acordo original de Bretton Woods – uma gigantesca crise financeira proveniente dos EUA -, então, e ainda hoje, a potência financeira dominante no mundo. A Grande Depressão da década de 30 foi acompanhada – e agravada – por malogros de cooperação econômica, desintegração da economia mundial e ressurgimento de nacionalismo. Mas também produziu uma revolução no pensamento econômico. “Nunca mais” foi o objetivo dos negociadores em Bretton Woods, no Estado de New Hampshire. Atolados na pior crise financeira desde os anos 30, temos boas razões para dizer o mesmo.
Em segundo lugar, é desnecessário aguardar momentos mais calmos para repensar o sistema econômico. A conferência de Bretton Woods culminou em julho de 1944, enquanto a Segunda Guerra Mundial estava longe de terminar. Se então puderam combater uma guerra e reestruturar uma economia mundial simultaneamente, também podemos combater uma crise e, ao mesmo tempo, reestruturar as instituições mundiais.
Terceiro, o sistema financeiro mundial atual é disfuncional. O que está em jogo para uma reforma é a manutenção da economia mundial aberta que oferece oportunidades a tantos. Está também em jogo a cooperação sustentada entre países. Nada é menos provável do que cooperação efetiva entre governos “ensimesmados” administrando sociedades atemorizadas, ou mesmo xenofóbicas.
Finalmente, o que está acontecendo está na intersecção entre macroeconomia mundial – dinheiro, câmbio e balança de pagamentos – e o sistema financeiro mundial: fluxos de capital, fragilidade financeira e contágio. O imperativo de cooperação permanece. Mas como disse Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial, em 6 de outubro: “precisamos modernizar o multilateralismo e os mercados para uma economia mundial em mutação”.
Então, como fazê-lo? Precisamos partir dos desafios fundamentais.
O primeiro é a impossibilidade de influenciar as políticas de países que registram enormes e persistentes superávits em conta corrente. Essa foi uma preocupação dominante de John Maynard Keynes em 1944. Ironicamente, o problema naquele momento eram os superávits americanos. Hoje, o problema é o colapso da capacidade das famílias americanas e em um punhado de outros países de alta renda de contrabalançar os enormes superávits em conta corrente gerados pela China, Alemanha, Japão e pelos países exportadores de petróleo. Os países superavitários adoram criticar aqueles que gastam o que os primeiros desejam conceder como empréstimos. Aqueles logo descobrirão que não podem dispensar a prodigalidade destes.
O segundo é o financiamento a países sujeitos a “paralizações repentinas” dos afluxos de capital, do tipo que estamos testemunhando, à medida que bancos e outros emprestadores de moeda estrangeira sustam o financiamento a um amplo leque de tomadores de empréstimos, especialmente a países emergentes. Muitos destes fizeram um imenso e oneroso esforço para reduzir a vulnerabilidade acumulando reservas em moeda estrangeira. Em agosto deste ano, o total de reservas em moeda estrangeira dos países emergentes tinha chegado a US$ 5,5 trilhões, muitíssimo maior do que os US$ 260 bilhões disponíveis ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Entretanto, auto-seguro é algo ineficiente e também, conforme comprovado, distribuído desigualmente.
O terceiro desafio é o de tornar o sistema financeiro menos instável e, acima de tudo, menos vulnerável a tais enormes oscilações no apetite por riscos – de financiar qualquer coisa, por mais ridícula, a financiar nada, por mais meritória. Além disso, neste momento, como enfatizou Stephen King, do HSBC, no fórum dos economistas do FT, os esforços dos governos no sentido de obrigar os bancos socorridos a financiar tomadores de empréstimos domésticos tendem a sacrificar seus empréstimos a países emergentes.
O último desafio da lista é o de tornar a arquitetura institucional mundial menos ilegítima do que hoje. As instituições criadas por Bretton Woods – o FMI e o Banco Mundial – são dominadas pelas potências ocidentais: no caso do Fundo, os EUA ainda detêm 17,1 % das quotas (que em larga medida determinam os votos) e a União Européia outros 32,4% (em maio de 2007). Por seu turno, a China tinha apenas 3,7% e a Índia 1,9%. Trata-se, simplesmente, de uma anomalia. Também é anômala a persistência do G-7 como grupo coordenador da economia mundial, especialmente na medida em que três deles – Alemanha, França e Itália – não têm moedas independentes. O Grupo dos 20, cuja cúpula acontecerá em Washington em 15 de novembro, parece grande demais. Zoellick sugere um G-14, com Brasil, China, Índia, México, Rússia, Arábia Saudita e África do Sul.
O interessante sobre essa agenda é em que medida grande parte dela poderia parecer familiar aos olhos dos participantes de Bretton Woods, com uma exceção. Keynes ficaria horrorizado com o fato de o mundo ter deixado escapar da lâmpada o gênio dos livres fluxos de capital. É por isso, assinalaria ele, que mais financiamento externo é necessário do que em qualquer momento anterior, porque enormes reservas em moeda estrangeira foram acumuladas e porque crises financeiras são novamente mundiais, em vez de locais. Ele acrescentaria que “um banqueiro sensato, infelizmente, não é aquele que antevê o perigo e o evita, mas aquele que, quando está arruinado, fica arruinado de uma maneira convencional e ortodoxa juntamente com seus semelhantes, de modo que ninguém pode realmente culpá-lo”. Temos um número excessivo desses banqueiros. Keynes certamente acrescentaria que essas instituições subcapitalizadas e ilíqüidas são praticamente bombas-relógios financeiras.
Mas, poderá algo de proveitoso ser feito para enfrentar tais desafios? É, certamente, possível – e, em verdade, necessário – mudar a arquitetura mundial, particularmente em resposta a mudanças nos pesos econômicos. É igualmente necessário prover o FMI de mais recursos financeiros para sustentar sua nova linha de financiamento de curto prazo. Mas é, sem dúvida, otimismo excessivo acreditar que o Fundo possa emitir advertências confiáveis de ameaças de crises. Mesmo se o fizesse, é ainda menos provável que os países relevantes viriam a fazer algo em resposta.
Também não sou otimista quanto a que possamos romper os vínculos que conectam a atividade bancária como burocracia monótona que presta serviços essenciais à economia à atividade bancária como cassino que cria a possibilidade de fazer apostas enormes. Os banqueiros receberam autorização para jogar com o dinheiro dos contribuintes. Para quem está por dentro do negócio, é maravilhoso. É também uma atividade que parecemos incapazes de conter.
Mas eu gostaria que os fatos me provassem errado. Espero que a cúpula do G-20 defina a agenda para uma reforma séria, mediante a criação de grupos de trabalho que comprovem sua capacidade para produzir propostas radicais e eficazes. Pois o que está acontecendo agora pode ser a última oportunidade para uma economia mundial aberta e dinâmica. Em primeiro lugar, temos de atravessar a crise atual. Depois, precisaremos tornar esses catastróficos colapsos financeiros tremendamente menos prováveis. Se não nós, quem? E se não agora, quando?
Strauss-Kahn defende cooperação e coordenação mundial contra a crise
Rolf Kuntz, O ESTADO SP – WASHINGTON
O mundo está à beira de uma recessão e não há solução nacional para uma crise como esta, disse ontem o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn. “Cooperação e coordenação nas ações são o preço do êxito”, acrescentou.
A ação mais urgente, segundo ele, é restabelecer a confiança nos mercados financeiros e a medida mais importante para isso deve ser a recapitalização dos bancos. “Não sairemos desta situação sem recapitalizar suficientemente as instituições financeiras”, insistiu. (Ler abaixo artigo especial de Strauss-Khan.)
A cooperação, disse o diretor-gerente do FMI, tem de ir muito além do entendimento entre os membros do Grupo dos Sete (G-7), formado pelas maiores potências capitalistas (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá). É preciso, segundo ele, incluir no grupo mais quatro, cinco importantes atores da economia mundial. Mesmo assim, as soluções terão de valer para todos os países, “pois agora a crise envolve todo o mundo”.
A ampliação do G-7 (G-8, quando a Rússia participa) é uma reivindicação do Brasil e de outros grandes países emergentes, mas o Strauss-Kahn não entrou nesses detalhes.
Ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais das sete principais potências devem reunir-se hoje no Departamento do Tesouro americano. Essa reunião ocorre tradicionalmente como evento paralelo às assembléias do FMI. Os comunicados desses encontros são, em geral, previsíveis, mas, desta vez, o assunto é a maior crise desde os anos 30.
Já houve nesta semana uma grande ação coordenada, na quarta-feira, quando bancos centrais das economias mais desenvolvidas cortaram 0,5 ponto porcentual dos juros básicos. A iniciativa, embora considerada positiva, foi insuficiente para mudar o humor nos mercados. As bolsas continuaram a fechar em queda nos últimos dois dias. Ontem, o Índice Dow Jones da Bolsa de Nova York despencou 7,3%, levando o Ibovespa novamente para baixo.
A discussão no G-7 deverá envolver propostas de ações mais ambiciosas, como os amplos programas de auxílio a instituições financeiras já aprovados nos Estados Unidos e no Reino Unido. O diretor-gerente do FMI, normalmente convidado para esses encontros do G-7, deverá insistir nas idéias de recapitalização, recolhimento de ativos podres (já autorizado pelo Congresso americano) e garantias para os depositantes.
Haverá pressão, provavelmente, sobre a maioria dos membros da União Européia e sobre o Japão. Dentre os europeus, só o governo do Reino Unido tem acompanhado mais ou menos de perto a ação mais ampla desenvolvida pelas autoridades americanas.
Ontem, Strauss-Kahn cobrou cooperação principalmente dos governos da Europa, insistindo num ponto já tocado por outros dirigentes do FMI. Mas ele demonstra ambicionar um papel mais amplo para o FMI. Esta crise, insistiu, não será resolvida só com os instrumentos monetários e fiscais. Os governos terão de usar também instrumentos financeiros. O Fundo, segundo ele, é a única instituição internacional capaz de trabalhar com os vínculos entre os setores financeiro e real.
No sábado, o espetáculo será mais amplo, com a reunião extraordinária, marcada para as 18 horas, do Grupo dos 20 (G-20), formado por grandes economias desenvolvidas e emergentes. A convocação do encontro foi sugerida pelo secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, presidente do grupo neste ano.
Além dos membros do G-7, o G-20 inclui Brasil, África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, China, Índia, Indonésia, México, Rússia, Coréia do Sul e Turquia. A União Européia também é representada como bloco.
Os ministros do Brasil e de outros emergentes poderão reclamar da crise causada pelas instituições financeiras do mundo rico e cobrar ações corretivas, mas a turbulência internacional afeta seus países de forma diferenciada. Apresentam graus diferentes de vulnerabilidade nas contas externas e diferentes níveis de inflação e de solidez nas contas públicas.
Para o Brasil, comentou Strauss-Kahn, a crise terá como principal conseqüência a redução do crescimento, de 5,2% em 2008 para 3,5% em 2009, segundo a estimativa contida no Panorama Econômico Mundial divulgado no dia anterior.
Nenhum país está imune à crise, repetiu o diretor-gerente do FMI, “mas o Brasil tem fundamentos fortes, a política econômica foi administrada corretamente nos últimos anos, um monte de reservas foi acumulado e a economia do País está em boa forma”.
Bem mais complicada que a dos emergentes é a situação dos países pobres, em geral importadores de alimentos e, em muitos casos, também de petróleo. É a “outra crise”, segundo a expressão de Strauss-Kahn.
O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, tratou principalmente da situação desses países, na entrevista concedida também ontem na sede do FMI. Em julho, numa reunião do G-8, lembrou Zoellick, ele mencionou o duplo impacto sofrido pelos países em desenvolvimento – a alta de preços do petróleo e da comida.
“Agora, o golpe é triplo – comida, combustível e finanças – ameaçam não só derrubar as pessoas pobres, mas mantê-las no chão”, disse Zoellick. Aos países mais pobres e sujeitos a dificuldades maiores, o Fundo já oferece ajuda financeira e assistência técnica, por meio de um programa especial, lembrou Strauss-Kahn, e continuará a oferecer enquanto se prolongarem os efeitos da crise.
Esses países foram atingidos principalmente pelo aumento dos preços de produtos básicos e sua situação ainda é grave, mesmo com o recuo das cotações dos produtos agrícolas e do petróleo. E os pobres, lembrou Strauss-Khan, são os primeiros a ser afetados pela inflação.
Álcool vira bode expiatório da fome na demagogia de Banco Mundial e ONU, que escondem danos de subsídios de país rico
Folha de São Paulo
UMA DAS cenas candidatas ao Oscar de demagogia repulsiva deste ano é a imagem de Roberto Zoellick segurando de braços abertos um pão e um pacote de arroz em um encontro do Banco Mundial, organização que preside.
Zoellick deu impulso ao recente carnaval midiático e hipócrita a respeito do aumento da fome devido à inflação de alimentos. O Banco Mundial e penduricalhos da ONU estão em campanha dita contra a fome, mas com ênfase no dano que os biocombustíveis fariam aos pobres.
Tão repulsivo quanto a súbita piedade de Zoellick pelos famélicos da terra é o relatório do Banco Mundial a respeito do assunto. O primeiro parágrafo do texto é sobre a inflação global. O segundo, sobre a culpa dos biocombustíveis. Não há praticamente palavra sobre subsídios agrícolas dos países ricos, que detonaram durante décadas a produção de alimentos em países pobres. Nem sobre subsídios americanos à produção do ineficiente álcool de milho. Mas há uma palavrinha sobre a devastação de florestas para a produção de álcool no Brasil.
Receita do Banco Mundial para a crise? Primeira: esmolas focadas nos mais pobres (a solução para tudo no Banco Mundial enquanto não chegar a era de ouro em que todas as “reformas” estarão completas). Segunda: redução de tarifas de importação de comida em país pobre. Só a terceira é o aumento da produção alimentos, “no médio prazo”.
Mas até a caridade do Banco Mundial é um fracasso. A fatia dos empréstimos do banco para projetos agrícolas em 2007 foi pouco mais de um terço do que era em 1980. Nos últimos anos, emprestou em média US$ 450 milhões anuais para esses programas na África. O subsídio direto para agricultores da União Européia foi de US$ 96 bilhões em 2006. Nos EUA, US$ 24 bilhões.
No mais recente relatório do International Food Policy Research Institute (IFPRI) sobre o tema, obviamente se reconhece a necessidade de medidas emergenciais. Mas as prioridades de política são outras.
Primeiro: reduzir subsídios e barreiras comerciais em país rico. Segundo: melhorar a infra-estrutura e o mercado agrícola em países pobres. Terceiro, dar condições tecnológicas para os pobres produzirem mais comida. “Um regime comercial mais aberto na agricultura beneficiaria os países em desenvolvimento em geral (embora não reduza a pobreza em certo casos)”, diz o texto.
O IFPRI é resultado da associação de 47 países, fundações privadas e órgãos da ONU, e também do Banco Mundial. Seu relatório deveria ser lido pelo demagogo neoconservador Zoellick, que foi uma espécie de ministro do Comércio de Bush. Disse certa vez que “ou o Brasil aceita a Alca ou venderá suas mercadorias para a Antártida”, evidenciando assim a fineza diplomática do bushismo e seu apreço pelo livre comércio negociado em bases razoáveis.
Luis Favre or Luiz Favre is the nom-de-guerre of Felipe Belisario Wermus (born 1949 Buenos Aires, Argentina). He was, as a young man, an Argentine union militant and member of Politica Obrera. Later he moved to France and became a leading member of the Internationalist Communist Organisation (OCI), a Trotskyist party in France, working especially in its international department. He moved to live in Brazil and is now a member of the PT.He is known to a broader public as the second husband of Marta Suplicy, ex-mayor of São Paulo and now a PT minister. Leia mais em Wikipedia.org http://en.wikipedia.org/wiki/Luis_Favre