07/10/2009 - 16:19h Estelionatários aplicam golpe da casa popular na Zona Leste de SP

Má fé

Plínio Delphino, Diário de S.Paulo (6/10/2009)

SÃO PAULO – Três associações de bairro são suspeitas de aplicar o golpe da casa própria na Zona Leste de São Paulo. A polícia acredita que o número de vítimas, todas de baixa renda, pode chegar a 3 mil. Três mulheres foram detidas e indiciadas por estelionato e formação de quadrilha. O esquema consistia em divulgar a venda facilitada de casas populares. O interessado deveria pagar uma taxa inicial de R$ 300 para garantir a aquisição de seu lote. Depois, pagaria R$ 25 por mês. Os recibos que lhe eram dados, porém, eram de mensalidades de associado, não boletos de cobrança de aquisição de imóvel. As acusadas negam o golpe e dizem que o esquema foi feito por uma quarta mulher.

Policiais do 42 Distrito Policial (Parque São Lucas) receberam a reclamação de uma vítima, que desconfiou do esquema. A polícia pesquisou e descobriu que a licença da Associção Social Pró Moradia, Direito e Igualdade; a União das Associações de Mulheres e Consciência Feminina, e a Associação Social Lírios do Vale tinham milhares de associados interessados nos imóveis.

- O lote que a vítima estava comprando era de um terreno particular, na Avenida Jacu Pêssego, que não estava à venda – contou o delegado Marco Antônio Bernardino.

Com autorização judicial, a polícia fez busca em um escritório na Avenida Sapopemba, 11.707, na sobreloja. Deteve Aparecida Pereira, de 46 anos, Marizete Evangelista dos Santos, de 53, e Cleonice Rosa dos Santos, de 39. Lá, o caixa Fabiano Bispo dos Santos pagava taxa de adesão com os R$ 50 que havia separado para o presente de Dia das Crianças do filho. Conseguiu recuperar o dinheiro.

04/10/2009 - 13:45h O recapeamento de Kassab: o buraco é mais embaixo

A metade das ruas da lista da própria prefeitura, estão sem recapeamento

buraco

William Cardoso do Agora

Buracos, remendos e muita reclamação por toda a cidade são as provas de que a Prefeitura de São Paulo não cumpriu o cronograma de recapeamento de vias proposto em 2008.

A reportagem visitou nas últimas três semanas 60 das 240 ruas que constavam na lista divulgada no site da prefeitura em abril do ano passado e constatou que só 40% delas receberam novo pavimento. O prazo para o recapeamento era até o final daquele ano.

A zona leste foi a que apresentou pior situação. Das vias visitadas aleatoriamente pela reportagem –foram 22–, apenas 23% delas apresentava asfalto renovado. Entre as asfaltadas recentemente, o desgaste já se mostrava em falhas e rachaduras.

Um dos exemplos é a rua Damásio Pinto, em Itaquera. Recapeada há menos de um ano, tem fissuras nas proximidades do Hospital Ermelino Matarazzo. “Já está tudo trincado. Parece um quebra-galho”, diz o aposentado Florindo Pereira Prado, 67 anos.

Na zona sul, o índice de recapeamento foi de 42%). O pavimento renovado em avenidas da Subprefeitura do Jabaquara (Santa Catarina e Alba), contrasta com os buracos nas pistas das estradas de Guarapiranga e Itapecerica da Serra (M’Boi Mirim e Campo Limpo, respectivamente).

O motorista Paulo Henrique Serafim, 24 anos, costuma passar de moto pela estrada de Itapecerica e afirma que precisa desviar dos buracos. “Eu já quase caí”, afirmou.

A zona oeste, especialmente as regiões do Itaim Bibi e dos Jardins, contou com amplo recapeamento de ruas e avenidas (66% das prometidas).

Os bairros da zona norte tiveram 43% das vias apontadas pelo cronograma, e visitadas pela reportagem, recapeadas. Porém, foi a região da cidade onde as não-recapeadas chamaram mais a atenção, tamanha a quantidade de buracos. Em alguns pontos, como na avenida Raimundo Pereira de Magalhães, a água brota do asfalto.

Na rua João Cordeiro, retalhos, buracos e remendos se estendem ao longo de duas ladeiras que formam a via.

15/04/2009 - 11:24h Projeto Interminável, bis

O jornal O Estado SP publicou ontem um excelente editorial, com o título “Projeto interminável” mostrando como a revitalização do Centro ficou paralisada durante mais de 4 anos, em razão exclusivamente da vontade política dos demo-tucanos ciosos de apagar o trabalho feito por Marta Suplicy (ver o editorial aqui).

Muito me temo que o jornal deverá escrever um outro editorial, do mesmo teor e quase com as mesmas palavras em relação a Zona Leste.

Como bem diz o Jornal da Tarde de hoje, “Pela segunda vez em cinco anos, a Prefeitura irá lançar um programa de incentivos fiscais para atrair investimentos.”

Da mesma maneira que em relação ao Centro, a “gestão” Serra-Kassab parou o programa de desenvolvimento da Zona Leste iniciado pela administração de Marta Suplicy, perdendo mais de 4 anos por pura politicagem.

É bom lembrar que já em 2007, dois anos atrás, Kassab tinha anunciado um programa igual ao da Marta. Agora, dois anos mais tarde, a mesma proposta que não saiu do papel durante todo o primeiro mandato dos demo-tucanos, é apresentada como novidade. Em outubro de 2007 o jornal DCI tinha avaliado o “plano” da “gestão” de Kassab sobre a Zona Leste, assim:

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Vale a pena repetir: o programa de desenvolvimento da Zona Leste, de Marta Suplicy, foi implementado durante dois anos, em 2003 e 2004. Ficou abandonado em 2005, 2006 e 2007. Ressuscitado para fins mediáticos em 2007 (é uma caraterística da “gestão” demo-tucana, a propaganda), ficou engavetado em 2008 e hoje é novamente “vendido” como novidade.

O programa, lançado em meados de 2003 por Marta Suplicy era composto pelas seguintes intervenções:

1) No plano da infra-estrutura a extensão da Av. Jacu Pêssego até Guarulhos ao norte e até Mauá ao Sul, cortando as Rodovias Dutra, Airton Senna e conectando-as ao centro de Itaquera e ao Rodoanel Sul em Mauá. B) a extensão da Av. Radial Leste até Guaianases. Uma ligação entre o extremo leste e o centro por um lado e entre o Guarulhos e o ABC por outro, aproximando pelo Rodoanel Sul o Porto de Santos ao Aeroporto de Cumbica traria condições básicas de infra-estrutra para o fortalecimento da economia da Zona Leste e de todo o ABC e Alto Tietê.

2) A criação de uma rede de ensino profissional e superior pública na região da Prefeitura com unidades na Cidade Tiradentes(saúde pública); Itaquera(Administração de Empresas e Administração Pública) e São Miguel(Engenharia).

3) O estímulo ao investimento privado na região autorizados por um programa de incentivos fiscais e uma lei de operação urbana ao longo da Av. Jacu Pêssego que privilegiasse a instalação de nova atividade econômica e ampliação da já existente.

Estas ações se objetivaram durante o governo Marta no início das obras de extensão da Jacu e obras complementares, com a inauguração da Radial até Guaianases. A criação de uma rede de ensino profissional, de um programa de incentivos fiscais e da operação urbana foi aprovada pela Câmara Municipal em meados de 2004.

A Escola de Saúde Pública da Cidade Tiradentes funciona hoje com 600 alunos em seu nível médio. Deixamos em 2004 os equipamentos adquiridos, e os concursos de admissão de alunos e contratação de professores realizados. A escola de Itaquera da qual tínhamos um convênio com o Governo da Região da Île-de-France e de São Miguel, ambas com projetos desenvolvidos pela VUNESP e Escola Politécnica foram abandonadas pelo Governo Serra/Alckmin.

O programa de incentivos fiscais ganhou vida num Conselho Paritário com representantes dos trabalhadores (CUT) e empresários (FIESP/CIESP) concedeu incentivos para 10 projetos de investimento para indústria, comércio e serviços de diversos portes, também ignorados pelo governo que se seguiu, malgrado protestos das entidades e de vereadores da própria base governista.

A Operação Urbana Jacu-Pêssego tinha dois objetivos imediatos: permitir a regularização de imóveis comerciais e industriais na região, incentivando a construção para estes usos num eixo de 10 Kms ao longo da Avenida. Proponha uma nova configuração para o sistema viário local dando segurança para quem fosse investir: onde haveria desapropriações e onde as ruas favoreceriam expansão de determinados usos econômicos. Adicionalmente, a Lei criava um Escritório Técnico, incumbido de emitir aprovações e alvarás, funcionando como uma única porta de entrada para o investidor. Esta iniciativa foi abandonada.

Em contraste as obras complementares da Radial (túnel sob o Metrô Itaquera) e a ligação da Jacu Pêssego com Guarulhos foram feitas, esta última depois de dois anos paralisada, apesar da disponibilidade de recursos em caixa transferidos pelo Governo Federal em 2004. Obviamente nenhuma menção ao fato de se tratarem de projetos de Marta, que deixou recursos consignados para sua execução. Tampouco se vêem na mídia menções ao custo final de cada uma delas e o fato de que no caso da travessia sobre a Airton Senna o projeto original previa uma ponte com o mesmo design e técnica daquela da Av. Roberto Marinho. Já haviam sido gastos mais R$ 7 milhões para equipamentos e ferragens quando se decidiu por um viaduto convencional, talvez porque a região não merecesse também um cartão postal.

Todo novo governo pode e deve legitimamente rever e adaptar programas a sua visão política e técnica. Mas fazê-lo com desperdício de recursos públicos, sem respostas claras sobre eventuais desacordos ou deficiências não passa de oportunismo. Ademais, a descontinuidade de projetos que tiveram força de lei é subordinar o ato de governar aos interesses de uma luta política que visa unicamente desqualificação e destruição do adversário. Trata-se da pura confirmação do udenismo rasteiro que continua marcando parte da cultura política brasileira, felizmente com baixa taxa de sucesso até aqui.

O Programa da Zona Leste é por excelência metropolitano, pois se relaciona também com os Municípios fronteiriços, participantes do arco da vulnerabilidade social e do desemprego que abrangiam a parte mais populosa do Município de Guarulhos, o extremo leste de São Paulo, Mauá e toda a parte sul do ABC, além da Zona Sul de São Paulo. 80% da pobreza e desemprego da Metrópole se localizam neste espaço. Como ilustra o mapa abaixo:

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O Programa foi lançado com a retomada da construção de dois grandes eixos viários que são a base da reformulação do sistema de mobilidade da região: ligação metropolitana, integração de polos econômicos e melhor acesso das regiões distantes ao centro da Zona Leste, conforme mapa abaixo.

VISÃO REGIONAL DO EIXO JACU PÊSSEGO/RODOANEL:

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Hoje os jornais reproduzem novamente as promessas reiteradas de implementar um plano de desenvolvimento para a Zona Leste. O preposto de Kassab para o assunto, José Alexandre Sanches, nos anuncia que a proposta “cria uma nova realidade econômica na zona leste”. Aleluia!

Parece que o edital está previsto para o segundo semestre, diz o JT. Falta indicar o ano.

Editorialistas do Estadão afiem suas canetas e refaçam o editorial. basta trocar o Centro pela Zona Leste, o resto podem deixar igual.

Luis Favre

20/03/2009 - 10:44h Quase um ano depois, piscinão “prioridade” de Kassab é… prioridade

Piscinão cancelado está entre as prioridades, diz Kassab

Contrato para fazer reservatório na zona leste foi anulado em setembro

Marcela Spinosa e Vitor Sorano, JORNAL DA TARDE e O Estado SP

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) afirmou ontem que está entre suas “prioridades” a construção de um piscinão na região da Vila Prudente, na zona leste- uma das mais atingidas pelas chuvas de terça-feira. Ontem, a reportagem divulgou que o contrato fechado em junho de 2008 para elaboração do projeto de um desses reservatórios na região foi cancelado em setembro. “Temos um cronograma de prioridades, essa é uma delas. Será iniciada o mais rápido possível”, disse Kassab, em entrevista coletiva, quando questionado sobre o reservatório na Vila Prudente.

O piscinão que teve o contrato cancelado é previsto para o Córrego da Mooca, que deságua no Tamanduateí – um dos rios que transbordaram na terça-feira. A empresa Drenatec Engenharia havia sido contratada em junho por R$ 245 mil para elaborar, em 150 dias, projeto básico da estrutura a ser instalada entre as Avenidas Luiz Inácio de Anhaia Mello e Jacinto Menezes Palhares, na Vila Prudente. A contratada deveria fazer também estudo ambiental sobre o impacto da estrutura.

Em setembro, foi publicada no Diário Oficial da Cidade uma declaração de rescisão unilateral do contrato. A Drenatec confirma ter desistido, na expectativa de que uma nova licitação – que incluísse a realização do projeto executivo, mais detalhado – fosse lançada. No dia 20 de dezembro, foi publicada a aplicação de multa à empresa por “inexecução total” dos serviços contratados.

Ontem, a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb) informou que nenhum pagamento foi feito à Drenatec. Em nota, disse que em 8 de dezembro a unidade fiscalizadora da Siurb autorizou o cancelamento dos recursos para pagar o serviço. Em seguida, diz a nota, é que ocorreu a rescisão do contrato. O texto diz que foram gastos R$ 2,3 milhões em projetos hidráulicos (construção de piscinões e galerias, entre outros) em 2008. Ontem, a reportagem mostrou que o orçamento de 2008 contabilizava R$ 1,5 milhão até 31 de dezembro.

A construção de piscinões na região da Anhaia Mello – que teve três alagamentos na terça-feira – foi o motivo alegado pela São Paulo Transportes (SPTrans), em outubro de 2008, para suspender a licitação do trecho 4 do Expresso Tiradentes – antigo Fura-fila.

12/10/2008 - 13:20h As razões dos eleitores

O ‘motor’ do voto para prefeito

Fábio Leite e Fernanda Aranda – Jornal da Tarde

Os contrastes de São Paulo fizeram da disputa eleitoral uma balança com dois pesos e duas medidas. Enquanto o prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM) “sobrou” nas regiões mais ricas da cidade e Marta Suplicy (PT) dominou o eleitorado nos extremos periféricos, o equilíbrio nas urnas marcou as regiões onde desigualdades sociais “dividem parede”. Segundo especialistas, são locais onde a tônica do segundo turno foi antecipada porque já houve migração de votos.

São quatro regiões da cidade onde características antagônicas “convivem” e um voto pode fazer diferença na eleição do dia 26. Na primeira etapa, Kassab e Marta terminaram quase empatados em Ermelino Matarazzo, Sapopemba (ambos na zona leste), Rio Pequeno e Pirituba (os dois zona oeste) – veja números ao lado -, reproduzindo a diferença de apenas 0,8 ponto na média geral da cidade: 33,6% dos votos válidos para ele e 32,8% para ela.

A primeira pesquisa do Datafolha para o segundo turno, apesar de mostrar uma vantagem de 17 pontos para Kassab (54% contra 37% para Marta), confirma que a disputa continua acirrada nessas áreas.

“Bairros como Ermelino e Pirituba estão em plena ascensão econômica”, diz o cientista político Rui Tavares Maluf. “E os extremos também prevalecem nas periferias, o que torna a divisão de votos entre Kassab e Marta mais polarizada.”

Barracos de madeira vizinhos de sobrados de três dormitórios compõem o cenário desses distritos. Mas, além da discrepância financeira, uma antecipação do segundo turno já na primeira etapa da eleição é outra explicação para o emparelhamento numérico nessas regiões, trazida por Fernando Abrúcio, pesquisador político da FGV. “Pessoas que votariam em Geraldo Alckmin (PSDB) ou Paulo Maluf (PP) migraram seus votos para os candidatos que acreditavam ter mais chances.”

Em busca de saber quais são os critérios de desempate, o JT foi até essas regiões e encontrou justificativas – e esperanças – em Jaqueline Hipólita, de 22 anos, Cintia Oliveira, de 21, Camilo Olalla, de 19, e Arlete Gomes, de 41. A bordo de ônibus, metrô, trem ou carro, esses paulistanos travam peregrinações diárias pela cidade. Para eles, o “combustível” do voto está no transporte público.

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02/10/2008 - 19:58h Marta em campanha hoje


Fotos Cesar Ogata

30/08/2008 - 17:42h Lula atinge popularidade recorde na cidade de São Paulo, diz Datafolha

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da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu índice de popularidade recorde na cidade de São Paulo –49%–, segundo pesquisa Datafolha (49% de ótimo e bom ndlf). O resultado faz de Lula o mais importante cabo eleitoral para a candidata petista à Prefeitura, Marta Suplicy.

Neste sábado, Lula participou de uma carreata e de um comício de apoio à candidatura de Marta. Ele criticou a disputa por sua imagem nas eleições e disse que, em São Paulo, tem “lado”: Marta Suplicy. “Eu sou presidente de todos os brasileiros, mas eu tenho lado, e em São Paulo estou do lado de Marta Suplicy para prefeita”, disse.

Pesquisa Datafolha publicada na edição deste sábado da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL ou do jornal) aponta que Marta lidera a disputa pela Prefeitura com 39% das intenções de voto contra 24% de Geraldo Alckmin (PSDB) e 16% do atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição.

Considerando que a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para menos ou mais, o cenário é estável.

30/08/2008 - 17:28h Lula: “Eu tenho lado, e meu lado é Marta”

Lula critica uso de sua imagem por candidatos da oposição

Em comício de Marta Suplicy, presidente afirma que candidata petista à Prefeitura é ’seu lado em São Paulo’

Alexandre Inácio, da Agência Estado e Andréia Sadi, do estadao.com.br

 


Marta e Lula durante comício em São Miguel
José Luís Conceição/AE

Marta e Lula durante comício em São Miguel

SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou neste sábado, 30, durante comício que marcou sua primeira participação na campanha da candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, em São Miguel Paulista, na zona leste da capital, a utilização de sua imagem por candidatos de partidos de oposição. “Como presidente, eu não tenho que apoiar ninguém, mas numa campanha política só tenho um lado, que é o lado da Marta aqui em São Paulo”, declarou. Antes do comício, Lula participou de carreata em carro aberto por cerca de dois quilômetros das ruas do bairro, acompanhado da candidata petista, dos senadores Eduardo Suplicy e Aloísio Mercadante, ambos do PT-SP, dos deputados federais Luíza Erundina (PSB-SP), Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT).Veja também:

linkLula participa de campanha ao lado de Marta Suplicy em SP

linkLula e Marta são ovacionados em carreata na zona leste de SP

linkAlckmin cai, Kassab sobe e reduz diferença para tucano

linkConfira o perfil dos candidatos à Prefeitura de São Paulo especial

Ao discursar para cerca de quatro mil pessoas, segundo a Polícia Militar, Lula ressaltou a força da mulher e disse que Marta foi vítima de preconceito quando prefeita de São Paulo, assim como Erundina quando esteve à frente da Prefeitura da capital. Segundo o Presidente, os quatro anos em que Marta ficou fora da Prefeitura foram importantes para a candidata ganhar sobriedade para o próximo mandato.

Lula confirmou a “parceria” com o governo federal que a candidata petista vem destacando em sua campanha, dizendo que vai haver maior afinidade entre a Presidência da República e a cidade de São Paulo se Marta Suplicy for eleita. Lula disse ainda que espera que o programa Farmácia Popular – que vende remédios mais baratos para a população de baixa renda – seja levado para todos os bairros da cidade. No comício, o presidente anunciou que irá assinar decreto na próxima semana estabelecendo a realização de exames oftalmológicos, dentários e de clínica geral em crianças nas escolas públicas de todo o País.

No comício, Marta ressaltou a importância dos CÉUs e lembrou que o primeiro inaugurado em seu mandato como prefeita foi na zona leste e teve presença de Lula. Além disso, Marta destacou que foi o governo de Lula que incluiu 51% da população na classe média. A candidata também fez críticas ao sistema de transportes da capital e disse que terá a parceria do presidente Lula para ampliar o metrô e estender a malha da zona leste.

30/08/2008 - 17:16h Lula é Marta de coração


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Fotos Cesar Ogata

19/07/2008 - 16:58h Desenvolver a Zona Leste é uma prioridade para São Paulo

B.K.

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Três questões cruciais definirão os destinos das periferias da Cidade de São Paulo e sua Região Metropolitana, onde se concentra a maior parte de sua população. A primeira é qualidade das infra-estruturas de ligação regional: vias expressas e meios de transporte que melhores as condições e reduzam os custos de deslocamento das pessoas e bens. Em segundo lugar, o acesso à educação de qualidade especialmente a profissional de nível médio e superior. Em terceiro lugar, o aumento do investimento privado em empresas e negócios geradores de empregos e riquezas. Isoladamente nenhuma destas três condições será capaz de mudar o destino das imensas cidades dormitório que circundam a Capital e os sub-centros regionais da RMSP.

A melhora da infra-estrutura pode apenas reforçar a concentração da atividade econômica nas regiões centrais mantendo as periferias como zonas de moradia, sinônimo de muita gente, poucos empregos e segregação social. Por outro lado, a qualificação do jovem, cuja população está sobre-representada nessas regiões, se não acompanhada pelo aumento das possibilidades de emprego e empreendimentos, não garantirá por si só o incentivo ao estudo. Finalmente, os novos investimentos produtivos nas Metrópoles dependem – além de boa infra-estrutura – da existência de recursos humanos qualificados. Atividades econômicas intensivas em mão de obra de baixa escolaridade encontram cada vez menos espaço nas grandes economias urbanas.

O governo da Prefeita Marta Suplicy partiu desde o início de seu mandato para o cumprimento de seu compromisso básico com a inclusão social nos bairros mais pobres e afastados levando o Renda Mínima, as melhorias urbanas, os CÉUS, as unidades de saúde, os telecentros dentre diversas outras iniciativas. O compromisso com um desenvolvimento econômico que incluísse estas mesmas regiões exigia um programa que associasse grandes ações de infra-estrutura, educação pública profissional e superior e de incentivo ao investimento privado. O Programa de Desenvolvimento Econômico da Zona Leste foi sua primeira iniciativa nessa direção, uma região que reúne mais de um terço da população da Cidade(3,6 milhões de pessoas) e concentra a maior parte do desemprego e exclusão da Região Metropolitana de São Paulo.

O programa, lançado em meados de 2003 era composto pelas seguintes intervenções:

1) No plano da infra-estrutura a extensão da Av. Jacu Pêssego até Guarulhos ao norte e até Mauá ao Sul, cortando as Rodovias Dutra, Airton Senna e conectando-as ao centro de Itaquera e ao Rodoanel Sul em Mauá. B) a extensão da Av. Radial Leste até Guaianases. Uma ligação entre o extremo leste e o centro por um lado e entre o Guarulhos e o ABC por outro, aproximando pelo Rodoanel Sul o Porto de Santos ao Aeroporto de Cumbica traria condições básicas de infra-estrutra para o fortalecimento da economia da Zona Leste e de todo o ABC e Alto Tietê.

2) A criação de uma rede de ensino profissional e superior pública na região da Prefeitura com unidades na Cidade Tiradentes(saúde pública); Itaquera(Administração de Empresas e Administração Pública) e São Miguel(Engenharia).

3) O estímulo ao investimento privado na região autorizados por um programa de incentivos fiscais e uma lei de operação urbana ao longo da Av. Jacu Pêssego que privilegiasse a instalação de nova atividade econômica e ampliação da já existente.

Estas ações se objetivaram durante o governo Marta no início das obras de extensão da Jacu e obras complementares, com a inauguração da Radial até Guaianases. A criação de uma rede de ensino profissional, de um programa de incentivos fiscais e da operação urbana foi aprovada pela Câmara Municipal em meados de 2004.

A Escola de Saúde Pública da Cidade Tiradentes funciona hoje com 600 alunos em seu nível médio. Deixamos em 2004 os equipamentos adquiridos, e os concursos de admissão de alunos e contratação de professores realizados. A escola de Itaquera da qual tínhamos um convênio com o Governo da Região da Île-de-France e de São Miguel, ambas com projetos desenvolvidos pela VUNESP e Escola Politécnica foram abandonadas pelo Governo Serra/Alckmin.

O programa de incentivos fiscais ganhou vida num Conselho Paritário com representantes dos trabalhadores(CUT) e empresários(FIESP/CIESP) concedeu incentivos para 10 projetos de investimento para indústria, comércio e serviços de diversos portes, também ignorados pelo governo que se seguiu, malgrado protestos das entidades e de vereadores da própria base governista.

A Operação Urbana Jacu-Pêssego tinha dois objetivos imediatos: permitir a regularização de imóveis comerciais e industriais na região, incentivando a construção para estes usos num eixo de 10 Kms ao longo da Avenida. Proponha uma nova configuração para o sistema viário local dando segurança para quem fosse investir: onde haveria desapropriações e onde as ruas favoreceriam expansão de determinados usos econômicos. Adicionalmente, a Lei criava um Escritório Técnico, incumbido de emitir aprovações e alvarás, funcionando como uma única porta de entrada para o investidor. Esta iniciativa foi abandonada.

Em contraste as obras complementares da Radial (túnel sob o Metrô Itaquera) e a ligação da Jacu Pêssego com Guarulhos foram feitas, esta última depois de dois anos paralisada, apesar da disponibilidade de recursos em caixa transferidos pelo Governo Federal em 2004. Obviamente nenhuma menção ao fato de se tratarem de projetos de Marta, que deixou recursos consignados para sua execução. Tampouco se vêem na mídia menções ao custo final de cada uma delas e o fato de que no caso da travessia sobre a Airton Senna o projeto original previa uma ponte com o mesmo design e técnica daquela da Av. Roberto Marinho. Já haviam sido gastos mais R$ 7 milhões para equipamentos e ferragens quando se decidiu por um viaduto convencional, talvez porque a região não merecesse também um cartão postal.

Todo novo governo pode e deve legitimamente rever e adaptar programas a sua visão política e técnica. Mas fazê-lo com desperdício de recursos públicos, sem respostas claras sobre eventuais desacordos ou deficiências não passa de oportunismo. Ademais, a descontinuidade de projetos que tiveram força de lei é subordinar o ato de governar aos interesses de uma luta política que visa unicamente desqualificação e destruição do adversário. Trata-se da pura confirmação do udenismo rasteiro que continua marcando parte da cultura política brasileira, felizmente com baixa taxa de sucesso até aqui.

O Programa da Zona Leste é por excelência metropolitano, pois se relaciona também com os Municípios fronteiriços, participantes do arco da vulnerabilidade social e do desemprego que abrangiam a parte mais populosa do Município de Guarulhos, o extremo leste de São Paulo, Mauá e toda a parte sul do ABC, além da Zona Sul de São Paulo. 80% da pobreza e desemprego da Metrópole se localizam neste espaço. Como ilustra o mapa abaixo:

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O Programa foi lançado com a retomada da construção de dois grandes eixos viários que são a base da reformulação do sistema de mobilidade da região: ligação metropolitana, integração de pólos econômicos e melhor acesso das regiões distantes ao centro da Zona Leste, conforme mapa abaixo.

VISÃO REGIONAL DO EIXO JACU PÊSSEGO/RODOANEL:

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07/12/2007 - 11:37h Ministério apóia novo Centro de Convenções na Zona Leste de São Paulo


A ministra Marta Suplicy participou nesta quinta-feira (6) da Semana Nacional de Eventos, que acontece até sábado no Centro de Eventos Frei Caneca, na capital paulista. Lá, recebeu uma boa notícia: a cidade ganhará um novo Centro de Convenções, na Zona Leste. Um grupo de investidores, acompanhados da presidente da Associação Brasileira de Centros de Convenções e Feiras (Abraccef), Margareth Pizatto,e do presidente da Confederação Brasileira de Convention & Visitors Bureaux (FBC & VB), João Luiz Moreira, apresentou à ministra o projeto já em tramitação na Prefeitura.

(mais…)

07/12/2007 - 11:31h Ministério apóia novo Centro de Convenções na Zona Leste de São Paulo

A ministra Marta Suplicy participou nesta quinta-feira (6) da Semana Nacional de Eventos, que acontece até sábado no Centro de Eventos Frei Caneca, na capital paulista. Lá, recebeu uma boa notícia: a cidade ganhará um novo Centro de Convenções, na Zona Leste. Um grupo de investidores, acompanhados da presidente da Associação Brasileira de Centros de Convenções e Feiras (Abraccef), Margareth Pizatto,e do presidente da Confederação Brasileira de Convention & Visitors Bureaux (FBC & VB), João Luiz Moreira, apresentou à ministra o projeto já em tramitação na Prefeitura.

A proposta é construir, em Itaquera, num terreno de 253 mil metros quadrados, uma Arena Multiuso com capacidade para 8 mil pessoas, um Centro de Convenções com capacidade para 5 mil pessoas e Área de Exposições de 15 mil metros quadrados.
“Essa proposta vem ao encontro do que estávamos buscando, no Ministério do Turismo, viabilizar para a cidade de São Paulo”, disse a ministra Marta Suplicy. Ela explicou que o Ministério apóia a ação, pois “sabemos da importância da Zona Leste no contexto de desenvolvimento de São Paulo e, por extensão, da região metropolitana, e ainda do que essa cidade representa para o turismo de negócios do país. Aqui, já apoiamos, também, a reforma do Anhembi, em parceria com a Prefeitura.”

O Ministério do Turismo havia firmado parceria com a Abraccef justamente para pesquisar a viabilidade da implantação de um empreendimento com a proposta de ser mais um destacado Centro de Convenções, na Zona Leste. “Procurávamos um terreno que fosse compatível com a idéia, e acabamos por encontrar não só a área, mas também os investidores. Excelente”, afirmou a ministra.
Depois da reunião em que recebeu a boa notícia, a ministra visitou a feira organizada no espaço do Centro de Convenções Rebouças e, em seguida, cumprimentou os participantes da Semana Nacional de Eventos, organizada pela FBC & VC, Abraccef e União Brasileira de Feiras (Ubrafe), com apoio do MTur.
Em suas considerações à platéia do evento, a ministra observou que o Brasil tem crescido no ranking dos países que recebem turismo de negócios, e o segmento de eventos tem contribuído de modo fundamental para esses resultados. Assim como tem se destacado com grande importância o trabalho da Embratur na captação desses eventos.
De acordo com o ranking da International Congress & Convention Association (ICCA), o Brasil saltou da 19ª posição, que ocupava em 2003, para a 7ª posição, em 2006, entre os destinos que mais recebem eventos no mundo.

A SEMANA – Além dos congressos anuais dessas três entidades – Ubrafe, Abraccef e FBC & VB – a Semana Nacional dos Eventos acontece de 5 a 8 de dezembro também contando com a entrega do Prêmio Caio e com o Congresso Exposystems, promovidos pela iniciativa privada.
Durante quatro dias, as principais lideranças do setor e profissionais responsáveis pela realização e captação de eventos trocam idéias sobre o panorama e as perspectivas do segmento, que já movimenta R$ 32,7 bilhões e gera mais de 700 mil empregos por ano no Brasil.

26/10/2007 - 12:18h Desenvolvimento da zona leste deve ser prioridade

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11/10/2007 - 19:44h Nossa São Paulo outra cidade na Zona Leste

19/06/2007 - 00:12h Marta e Kassab defendem usar via para expandir Anhembi

Centro de Convenções seria ampliado com a utilização da Avenida Olavo Fontoura

Anne Warth

 

SÃO PAULO – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), pretendem, em conjunto, ampliar o Centro de Convenções do Anhembi até os limites do Aeroporto Campo de Marte, segundo informaram nesta segunda-feira, 18.

De acordo com o prefeito, o Centro de Convenções teria porte para receber eventos internacionais, mas isso implicaria a eliminação da Avenida Olavo Fontoura. Como opção, o tráfego seria direcionado para a Marginal do Tietê e a avenida Brás Leme.

Segundo Marta, a idéia foi formulada em conjunto. “Conversando (eu e Kassab), percebemos que tínhamos exatamente as mesmas idéias sobre a questão e vamos, então, fazer uma visita no local e depois conversar com o presidente Lula, porque vamos precisar de apoio federal, em virtude do Campo de Marte pertencer à União”, disse Marta, em entrevista coletiva concedida após encontro com Kassab.

Para o prefeito, o projeto irá implantar um local para eventos importantes, que hoje não tem no País. “Queremos fazer um grande centro de exposições nos moldes dos grandes centros internacionais que existem hoje no mundo, podendo trazer para São Paulo e para o Brasil eventos importantes que, infelizmente, não encontram hoje no País nenhum local adequado”, afirmou Kassab.

A ministra disse ainda esperar “sensibilidade” de Lula com o tema. “Esperamos que o presidente tenha essa sensibilidade, que ele já manifestou em algumas ocasiões, inclusive com o próprio prefeito. Vamos caminhar conjuntamente em relação à reforma do Anhembi, com recursos do ministério e da Prefeitura, e de emendas dos deputados paulistas, para que possamos arrumar os recursos para a reforma que o Anhembi necessita”, afirmou.

De acordo com Marta, após a visita ao Campo de Marte e ao Anhembi para finalizar o projeto que será enviado ao presidente, a resposta do governo federal e da Aeronáutica deverá ser dada “em um ou dois meses”. Kassab disse que, caso haja resposta negativa por parte da Aeronáutica a respeito da ampliação do Anhembi, a Prefeitura irá procurar locais alternativos para implantar o projeto. “A nossa prioridade, do ministério e da Prefeitura, é o Campo de Marte”, declarou Kassab.

Kassab assegurou, por sua vez, que a idéia é preservar a pista de pousos e decolagens existentes no Campo de Marte. “São Paulo não teria outro local para fazer uma pista e, portanto, queremos preservá-la, pois é importante para a cidade”, disse o prefeito.

Marta destacou ainda que, além de recursos do governo federal e da Prefeitura, poderiam ser utilizadas Parcerias Público-Privadas (PPPs) para viabilizar o investimento. “Eu acho que o prefeito não vai ter nenhuma dificuldade em arrumar parceiros, porque não tem como alguém perder dinheiro em São Paulo num projeto desses. Vamos ter muita gente interessada, a PPP poderá ser feita e acho que não tem nenhum problema”, frisou.

Zona Leste
O ministério e a Prefeitura também anunciaram que vão trabalhar em conjunto para viabilizar um novo Centro de Convenções na Zona Leste da capital paulista, de natureza diferente do Anhembi, pois não teria caráter expositor.

Este centro teria capacidade para cinco mil pessoas. Entretanto, ainda não há lugar definido para este projeto, mas o prefeito adiantou que a localização mais provável seria na Avenida Jacu-Pêssego devido a proximidade com o Rodoanel, o ABC e Guarulhos.

“São Paulo cresce numa velocidade que comporta um novo Centro de Convenções. Vamos fazer estudos, que em cerca de 20 dias devem estar prontos para ser entregue ao prefeito”, informou Marta.

Outra idéia nos planos do ministério e da Prefeitura também para a Zona Leste, é construir uma nova rodoviária na região. “Fora ajudar as pessoas que moram na zona leste, ela (a rodoviária) ajudaria o turismo de um dia, aquele turista que vai para Aparecida e para as praias”, salientou Marta. “O prefeito teve muito entusiasmo com essa idéia e nós vamos ver como trabalhar em conjunto para o bem do paulistano”, complementou a ministra. Fonte Agencia Estado