<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Blog do Favre &#187; Zumbi</title>
	<atom:link href="http://blogdofavre.ig.com.br/tag/zumbi/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blogdofavre.ig.com.br</link>
	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Nov 2009 17:13:12 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>680 cidades comemoram &#8221;Consciência Negra&#8221;</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/680-cidades-comemoram-consciencia-negra/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/680-cidades-comemoram-consciencia-negra/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 19:05:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da Consciência Negra]]></category>
		<category><![CDATA[igualdade]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[Zumbi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16518</guid>
		<description><![CDATA[
Roldão Arruda &#8211; O Estado SP
Levantamento da Secretaria Especial da Igualdade Racial indica que cerca de 680 municípios do País vão comemorar amanhã &#8211; com feriado ou ponto facultativo &#8211; o Dia Nacional da Consciência Negra. Isso representa 12,2% do total de 5.564 municípios. No Rio e em Mato Grosso, a data será lembrada em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://carva1.files.wordpress.com/2008/10/zumbi.jpg" alt="http://carva1.files.wordpress.com/2008/10/zumbi.jpg" /></p>
<p>Roldão Arruda &#8211; O Estado SP</p>
<p>Levantamento da Secretaria Especial da Igualdade Racial indica que cerca de 680 municípios do País vão comemorar amanhã &#8211; com feriado ou ponto facultativo &#8211; o Dia Nacional da Consciência Negra. Isso representa 12,2% do total de 5.564 municípios. No Rio e em Mato Grosso, a data será lembrada em todos os municípios, por determinação de suas Assembleias Legislativas.</p>
<p>Em São Paulo, Estado com a maior população negra do País, em termos absolutos, 104 municípios, de um total de 645, aderiram à comemoração. Na Bahia, apenas seis municípios vão lembrar a data, segundo o levantamento. É um número que pode ser considerado pequeno, levando em conta que, entre todos os Estados, a Bahia é o que registra a maior participação de negros no conjunto da população, chegando a 13%. Este foi, aliás, um dos motivos que levaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a optar pela cidade de Salvador para anunciar, amanhã, medidas que beneficiam a população negra.</p>
<p>Por motivos diferentes, também chama a atenção no levantamento a situação do Rio Grande do Sul. Embora os negros representem ali 5,2% da população, trata-se do Estado com o maior número de municípios que decretaram feriado ou ponto facultativo: são 281, mais da metade dos 486 municípios gaúchos.</p>
<p>Existem dois prováveis motivos para essa cifra. O primeiro é que as comunidades negras do Rio Grande do Sul estão entre as mais organizadas do País. O segundo é o fato de ter surgido naquele Estado, em 1971, a ideia de se lembrar o dia da morte do herói negro Zumbi dos Palmares, ocorrida em 20 de novembro de 1695, como o Dia da Consciência Negra.</p>
<p>Em plena ditadura, a proposta do movimento negro era criar uma celebração que se opusesse à celebração oficial, o 13 de Maio. No lugar da princesa Isabel, que assinou a lei de libertação dos escravos, puseram o herói da resistência armada à escravidão.</p>
<p>Foi só em 1995, no entanto, que a data foi oficialmente reconhecida por uma cidade. Quem encabeçou a lista foi o Rio, após a Câmara de Vereadores ter aprovado uma lei proposta pelo atual ministro da Igualdade Racial, o petista Edson Santos. Em 2002, a Assembleia estendeu a data a todos os municípios</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/680-cidades-comemoram-consciencia-negra/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Lula defende que feriado de Zumbi seja nacional</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/lula-defende-que-feriado-de-zumbi-seja-nacional/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/lula-defende-que-feriado-de-zumbi-seja-nacional/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 10:20:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[20 de novembro]]></category>
		<category><![CDATA[almirante negro]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência negra]]></category>
		<category><![CDATA[eventos]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[João Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[militares]]></category>
		<category><![CDATA[museus]]></category>
		<category><![CDATA[racial]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
		<category><![CDATA[revolta]]></category>
		<category><![CDATA[RJ]]></category>
		<category><![CDATA[Zumbi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/lula-defende-que-feriado-de-zumbi-seja-nacional/</guid>
		<description><![CDATA[&#160;
Maiá Meneses e Ana Claudia Costa &#8211; O Globo

Comentários

  			
RIO &#8211; O presidente Luiz Inácio Lula da Silva veio ao Rio no   feriado de Zumbi , nesta quinta-feira, para inaugurar a estátua de João Cândido, o &#8220;almirante negro&#8221;, na Praça Quinze, no Centro, no lançamento do Projeto Memória, da Fundação Banco do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="atual">&nbsp;</p>
<p><cite>Maiá Meneses e Ana Claudia Costa &#8211; O Globo</cite></p>
<div id="rcm_st">
<div id="ler_cmt" style="display: none"><a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/11/20/lula_defende_que_feriado_de_zumbi_seja_nacional-586485991.asp#coment">Comentários</a></div>
</div>
<p><a href="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/11/20/20_MVG_RIo_lula.jpg" rel="lightbox" title="Lula na inauguração da estátua / Foto: Marcelo Carnaval" class="img imgLoader">  			<img src="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/11/20/20_MVB_RIo_lula.jpg" galleryimg="no" title="Lula na inauguração da estátua / Foto: Marcelo Carnaval" alt="Lula na inauguração da estátua / Foto: Marcelo Carnaval" align="left" border="0" /></a></p>
<p>RIO &#8211; O presidente Luiz Inácio Lula da Silva veio ao Rio no   <a href="javascript:NewWindow('/rio/fotogaleria/2008/7275/','fotogaleria',720,580,'no','no');" target="_self">feriado de Zumbi</a> , nesta quinta-feira, para inaugurar a estátua de João Cândido, o &#8220;almirante negro&#8221;, na Praça Quinze, no Centro, no lançamento do Projeto Memória, da Fundação Banco do Brasil. Na solenidade, que contou com a presença do ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, o presidente defendeu que o feriado fosse nacional.</p>
<p>- No Brasil, há 350 cidades que já adotaram o feriado. Possivelmente, seria importante transformá-lo em feriado nacional, já que em 2006 eram 225 e hoje são 350 os municípios que adotaram a homenagem. E certamente são essas as cidades mais importantes do país &#8211; disse Lula, durante discurso na Praça XV, no Rio de Janeiro.</p>
<p>O presidente disse ainda que o Brasil é formado hoje por uma raça segundo ele perfeita. Para o presidente, a mistura de raças e a vinda nos negros africanos para o Brasil aperfeiçoou o perfil do brasileiro.</p>
<p><a href="javascript:NewWindow('/rio/fotogaleria/2008/7275/','fotogaleria',720,580,'no','no');" target="_self">(Veja mais fotos das comemorações do Dia da Consciência Negra no Rio)</a></p>
<p><strong>Festa e desfile pela manhã</strong></p>
<p>Durante a manhã, cerca de 400 pessoas marcaram presença na comemoração do Dia da Consciência Negra. Mais de 200 alunos da rede estadual de educação desfilaram em frente ao monumento de Zumbi dos Palmares. A programação começou com um ritual de oferendas, roda de capoeira, lavagem do monumento e o hino nacional. Os colégios Barão do Rio Branco, Operário São Vicente e Tenente Otávio Pinheiro, além do Ciep Mário Tamboridegui e do Instituto de Educação Roberto Silveira, apresentaram suas bandas de fanfarra.</p>
<p><a href="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/11/20/20_MHG_rio_zumbi.jpg" rel="lightbox" title="Desfile cívico no Centro do Rio" class="img imgLoader">  			<img src="http://oglobo.globo.com/fotos/2008/11/20/20_MHB_rio_zumbi.jpg" galleryimg="no" title="Desfile cívico no Centro do Rio" alt="Desfile cívico no Centro do Rio" align="left" border="0" /></a></p>
<p>Apresentações de grupos folclóricos e de capoeira, jongo, maculelê e caminhada em homenagem aos 100 anos de uma banda marcaram a data. Os festejos começaram cedo, por volta das 7h. Durante o evento, o vice-governador, Luiz Fernando Pezão, destacou a importância do feriado e a tentativa de erradicar o racismo do país.</p>
<p>- Nosso governo já deu o pontapé para o fim do racismo quando institucionalizou o ensino da história africana nas escolas. Esse segmento da sociedade dá em muito a sua contribuição na cultura. Temos que valorizar &#8211; disse o vice-governador.</p>
<p>Durante o evento da comemoração sobre o Dia da Consciência Negra, em frente ao monumento de Zumbi, na Avenida Presidente Vargas, um grupo da &#8220;Ação da Cidadania&#8221; tirava documentos como carteira de trabalho e identidade de quem procurasse as tendas. Exposições de artesanato e barracas com comidas típicas também fizeram parte do dia de comemorações.</p>
<p>A festa pelo Dia da Consciência Negra começou às 7h e somente terminou na noite de ontem com um show do cantor Martinho da Vila, na Praça Quinze. Devido à interdição parcial da Avenida Presidente Vargas, o trânsito ficou lento nos acessos à avenida na manhã de ontem, devido à motoristas desavisados que tentavam entrar na Presidente Vargas. Por volta da 11h, no entanto, o trânsito fluía sem problemas na Presidente Vargas e ruas transversais.</p>
<p><strong>Saiba quem foi o Almirante negro</strong>João Cândido Felisberto foi o militar brasileiro que, em 1910, liderou a Revolta da Chibata. O motim, que durou cinco dias, teve a participação de militares de baixa patente, que tomaram navios da Marinha na Baía da Guanabara e ameaçaram bombardear o Rio, reivindicando o fim dos castigos físicos a marinheiros. João Cândido, que ficou conhecido como Almirante Negro, acabou expulso das forças armadas e viveu como estivador e ambulante no centro do Rio. Ele morreu em 1969, aos 89 anos.</p>
<p>Nos quinze anos em que permaneceu na Marinha, foi castigado em nove ocasiões, ficou preso entre dois e quatro dias em celas solitárias e, por duas vezes, foi rebaixado de cabo a marinheiro. Sua ficha registra ainda dez elogios por bom comportamento, o último feito três meses antes da revolta. A memória do Almirante Negro foi resgatada na década de 1970 pelos compositores João Bosco e Aldir Blanc, com o samba &#8220;O mestre-sala dos mares&#8221;. Em 22 de Novembro de 2007, no aniversário de 97 anos da Revolta, foi homenageado com uma estátua, que ficou durante dois anos nos jardins do Museu da República e, agora, pode ser visitada na Praça Quinze. A estátua, criada pelo artista plástico Walter Brito, traz o &#8220;almirante negro&#8221; segurando um leme e apontando para o mar.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/lula-defende-que-feriado-de-zumbi-seja-nacional/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Tributo ao Almirante Negro</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/tributo-ao-almirante-negro/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/tributo-ao-almirante-negro/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 11:56:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[20 de novembro]]></category>
		<category><![CDATA[classes]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência negra]]></category>
		<category><![CDATA[direitos]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[escolas]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[escritores]]></category>
		<category><![CDATA[estudantes]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[João Cândido Felisberto]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[leituras]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[museus]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[professores]]></category>
		<category><![CDATA[revolta]]></category>
		<category><![CDATA[Revolução das Chibatas]]></category>
		<category><![CDATA[Zumbi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/tributo-ao-almirante-negro/</guid>
		<description><![CDATA[Dia da consciência negra 
A vida e a luta de João Cândido Felisberto, líder da Revolução das Chibatas, no começo do século 20, serão levadas ao palco, hoje, por alunos de escola pública de Samambaia
Lívia Nascimento - Correio Braziliense


Hiram Vargas/Esp. CB/D.A Press





Rafael Hack (E) e Rafael Cerqueira comandam o espetáculo, como diretor e ator principal, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font class="chapeu">Dia da consciência negra </font></strong></p>
<p><font class="sutia">A vida e a luta de João Cândido Felisberto, líder da Revolução das Chibatas, no começo do século 20, serão levadas ao palco, hoje, por alunos de escola pública de Samambaia</font></p>
<p style="background-color: #ffff99"><font style="background-color: #ffff99" class="assinatura">Lívia Nascimento</font> <font style="background-color: #ffff99" class="complassinatura">- Correio Braziliense</font></p>
<table width="120" align="right" border="0" cellpadding="1" cellspacing="1">
<tr>
<td><font class="credito">Hiram Vargas/Esp. CB/D.A Press</font></td>
</tr>
<tr>
<td class="imagem"><img src="http://stat.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20081120/fotos/pri-2011-4201.jpg" border="1" /></td>
</tr>
<tr>
<td><font class="legenda"><em><font size="1">Rafael Hack (E) e Rafael Cerqueira comandam o espetáculo, como diretor e ator principal, respectivamente: expectativa de êxito nas apresentações</font></em><br />
</font></td>
</tr>
</table>
<p><font class="texto">A coragem e a determinação que marcaram a vida de uma figura pouco conhecida da história brasileira, o marinheiro João Cândido Felisberto, chegaram às salas de aula da Escola Classe 414, de Samambaia. A saga do personagem conhecido também como Almirante Negro, líder da Revolução das Chibatas, em 1910, encantou os estudantes do 1º ano do ensino médio da instituição.</font><font class="texto">O encontro entre os adolescentes de 16 e 17 anos surgiu após a leitura da publicação do Prêmio de Redação da Fundação Assis Chateaubriand deste ano que homenageou o marinheiro. Hoje, Dia da Consciência Negra, eles encenarão na escola a peça inspirada na vida de João Cândido.</font></p>
<p><font class="texto">Em junho, o colégio recebeu exemplares do caderno especial que contava toda a vida do líder. Filho de ex-escravos, João se alistou na Marinha do Brasil e não demorou a se revoltar contra o tratamento dado aos marinheiros, negros em sua maioria, e freqüentemente castigados com chibatadas — prática comum durante o período de escravidão.</font></p>
<p><font class="texto">A idéia de homenagear João Cândido partiu do professor de história que resolveu trabalhar o caderno em sala de aula como ferramenta de ensino das disciplinas, o que despertou o interesse das turmas. Após ler o material sobre a vida do almirante, Francisco Laranja comentou com a coordenadora da instituição, Heloísa Martins Ferraz, que o assunto daria uma bela peça e assumiu o desafio de levar para o palco de madeira, montado pelos alunos no pátio da escola, a obra adaptada.</font></p>
<p><font class="texto">As duas apresentações do Tributo a João Cândido, marcadas para as 10h30 e 16h30, devem ser assistidas pelos 1.150 alunos do centro de ensino. Durante todo o dia serão realizadas diversas manifestações culturais em homenagem à cultura afro-brasileira.</font></p>
<p><font class="texto"><strong>Montagem</strong><br />
Para transformar o sonho em realidade, foi preciso o trabalho em equipe de todos os envolvidos no projeto. O professor, que faz sua estréia no mundo das artes cênicas, dividiu os alunos em dois grupos: produtores e atores. Como a história é vivida por marinheiros, os meninos ficaram concentrados no palco; as mulheres ocuparam seus espaços na produção. A animação da turma é contagiante: eles constroem o cenário, objetos cênicos e se organizam para produzir o figurino típico do início do século 20.</font></p>
<p><font class="texto">Segundo Heloísa Ferraz, a peça ensaiada há um mês pelos estudantes agregou conhecimentos fundamentais para a vida escolar. “Como foi um tema trabalhado com muito cuidado nas salas de aula, eles estão bastante envolvidos com a história. Esse trabalho também ajuda com a auto-estima deles, o que acaba refletindo no rendimento escolar”, avalia. Já o professor Francisco Laranja destaca o resgate da história : “É importante porque falta ao Brasil reconhecer fatos importantes da cultura nacional. A Revolta das Chibatas não é um tema tão conhecido”, espera.</font></p>
<p><font class="texto"><strong>Concurso</strong><br />
O resgate do personagem ainda desconhecido de grande parte da população brasileira começou com a realização do 14º Prêmio Nacional Assis Chateaubriand de Redação — Projeto Memória que teve como tema João Cândido Felisberto e a Luta pelos Direitos Humanos. Para subsidiar as redações que seriam escritas pelos estudantes foi produzida uma publicação de 12 páginas com dicas de estudo e informações sobre a vida do Almirante Negro.</font></p>
<p><font class="texto">Se depender do intérprete de João Cândido, o estudante Rafael Cerqueira, 17 anos, a história será contada da maneira mais fiel e com o objetivo de fazer justiça à vida do almirante. “No começo achei que não daria conta, mas depois comecei a ler mais sobre a história dele e me interessei. Ele brigou pelos direitos dos marinheiros.”</font></p>
<p><font class="texto">Para o diretor do espetáculo, Rafael Hack, 17 anos, a apresentação na escola é apenas o primeiro passo. “Pretendo que a peça saia o mais perfeita possível porque é bom para mostrar para a nossa população que os negros já passaram por muita coisa. Com a peça, o tema de João Cândido será fixado na cabeça dos jovens”, avalia, com segurança.</font></p>
<p><strong>Um exímio bordador</strong></p>
<p><font class="texto">No livro Pontos e bordados (Editora UFMG; 460 páginas, R$ 38), o escritor e historiador mineiro José Murilo de Carvalho resgata a figura do marinheiro João Cândido Felisberto, o Almirante Negro. Os leitores ficam sabendo de uma informação no mínimo inusitada: o hábil marinheiro e líder da Revolta da Chibatas também executava a arte de bordar com maestria.</font><font class="texto">A descoberta aconteceu por acaso durante a visita do escritor ao Museu de Arte Regional de São João del Rei, em Minas Gerais, ao encontrar dois panos bordados com desenhos de autoria atribuída a João Cândido Felisberto.</font></p>
<p><font class="texto">Após pesquisa, José Murilo descobriu que durante o tempo em que ficou preso, depois de sufocada a revolta, o almirante bordava para ajudar a passar o tempo e fugir da morte na cadeia onde perdeu muitos companheiros. Uma das peças é chamada de O adeus do marujo. Tem no centro uma âncora e sobre ela duas mãos que se apertam como em uma despedida. (LN) </font></p>
<p><strong>para  saber mais</strong></p>
<p><font class="titulo">Homenagem à luta de Zumbi</font></p>
<p><font class="texto">O Dia Nacional da Consciência Negra é comemorado no país há 35 anos em lembrança ao assassinato de Zumbi dos Palmares. O escravo foi morto em 1695 e era considerado o mais importante líder do Quilombo dos Palmares, na serra da Barriga, divisa entre Alagoas e Pernambuco.</font><font class="texto">Fundado em 1597 por escravos foragidos de engenhos, o quilombo deu origem a uma cidade formada por fortificações espalhadas pela mata, onde chegaram a viver em torno de 20 mil a 30 mil pessoas.A semana na qual está inserido o dia 20 de novembro também recebe o nome de Semana da Consciência Negra.</font></p>
<p><font class="texto">Em algumas cidades do Brasil, como São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Campinas (SP), Cuiabá (MT), Sorocaba (SP), Maceió (AL), Volta Redonda (RJ) e Piracicaba (SP), a data é lembrada como feriado para alguns serviços. Nessas localidades, as agências bancárias não abrirão. Mas no Distrito Federal haverá expediente normal. </font></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/tributo-ao-almirante-negro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Consciência Negra terá Seu Jorge e Black Rio</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/consciencia-negra-tera-seu-jorge-e-black-rio/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/consciencia-negra-tera-seu-jorge-e-black-rio/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 10:46:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[20 de novembro]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência negra]]></category>
		<category><![CDATA[shows]]></category>
		<category><![CDATA[Zumbi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/consciencia-negra-tera-seu-jorge-e-black-rio/</guid>
		<description><![CDATA[Show da banda carioca hoje na praça da Sé será uma homenagem a Tim Maia
Cantoras de samba Teresa Cristina e Fabiana Cozza também se apresentam dentro da programação do Dia da Consciência Negra 
 


Divulgação

&#160;


O cantor Seu Jorge, que faz show hoje em palco na praça da Sé
       JULIANA [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Show da banda carioca hoje na praça da Sé será uma homenagem a Tim Maia</p>
<p>Cantoras de samba Teresa Cristina e Fabiana Cozza também se apresentam dentro da programação do Dia da Consciência Negra </strong></p>
<p><!--Fotografia/Auto/Inicio--> <!--FOTO--></p>
<table width="350">
<tr>
<td><font size="-2">Divulgação</font><br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/i2011200804.jpg" border="0" /></td>
<td valign="bottom">&nbsp;</td>
</tr>
</table>
<p><font size="-1"><em>O cantor Seu Jorge, que faz show hoje em palco na praça da Sé</em></font></p>
<p><!--/FOTO--> <!--Fotografia/Auto/Final-->    <strong>  JULIANA LUGÃO</strong><br />
<font size="-1">  COLABORAÇÃO PARA A FOLHA </font></p>
<p>Missa com liturgia especial,  tecno-macumba, congada,  samba, Tim Maia. No ano em  que se comemoraram 120 anos  do fim da escravidão, a praça da  Sé, marco central de São Paulo,  recebe hoje 12 horas de programação musical.<br />
O dia começa com um encontro de congadas às 9h, que sai  do Páteo do Colégio e vai até a  Catedral da Sé, onde se apresenta a cantora Virgínia Rodrigues. Depois de uma missa na  catedral, começa, ao meio-dia,  a programação de shows no  palco da praça, que, segundo os  organizadores, deve receber  cerca de 20 mil pessoas ao longo do dia. Os intervalos entre as  diversas atrações serão preenchidos por sets de DJs.</p>
<p><strong>Atrações</strong><br />
Além de Rita Ribeiro, Jussara Silveira, Teresa Cristina e  Fabiana Cozza, os shows mais  esperados de hoje serão o da  banda Black Rio e o de Seu Jorge, que receberá a cantora Paula Lima.<br />
A Black Rio teve sua primeira  formação na década de 70 e  marcou a história da música  black no Brasil. O grupo vai atacar com o show que tem apresentado desde maio pelo país:  um tributo ao cantor e compositor Tim Maia (1942-1998).<br />
Para William Magalhães, líder atual da banda e filho de seu  fundador, a homenagem é mais  do que devida: &#8220;Tim Maia foi  um símbolo. Ele é o máximo de  referência que a gente pode ter  da música brasileira negra&#8221;.<br />
Prometendo hits de Tim, como &#8220;Azul da Cor do Mar&#8221; e  &#8220;Acenda o Farol&#8221;, &#8220;a Black Rio  está pronta pra emocionar a  platéia&#8221;, promete Magalhães.<br />
Já Seu Jorge, que acredita  que a discussão sobre a desigualdade entre brasileiros não  pode deixar de passar pela  questão do desenvolvimento  econômico do país, deve entrar  no palco por volta das 20h, para  fechar a noite.<br />
Ele diz que o show de hoje  deve apresentar basicamente o  repertório de seu mais recente  CD, &#8220;América Brasil&#8221; -mas garante que não deixará de lado  outros hits.<br />
&#8220;Se eu deixar a canção &#8220;Carolina&#8221; de lado, o povo fica bravo,  achando que eu estou metido.  Eu quero é fazer o público se divertir&#8221;, diz.<br />
Segundo Leandro Rosa, assessor para questões de gê-  nero e etnia da Secretaria de  Cultura do Estado de São Paulo, responsável pela organização do programa, &#8220;como era  impossível contemplar 120  anos de produção cultural negra no país, fizemos uma programação que tentasse mostrar  a diversidade dessa cultura  atualmente&#8221;.</p>
<p><strong><font size="+1" color="#000080">VEJA A PROGRAMAÇÃO </font></strong></p>
<p><strong>NA PRAÇA</strong><br />
<strong>9h:</strong> Entrada das congadas na  praça da Sé</p>
<p><strong>10h:</strong> Apresentação de Virgínia  Rodrigues na catedral da Sé<br />
<strong>11h:</strong> Missa (integrada por  grupos de congadas e moçambiques)</p>
<p><strong>NO PALCO</strong><br />
<strong>12h:</strong> Rita Ribeiro &#8211; show &#8220;Tecnomacumba&#8221; (participação especial de Jussara Silveira e Teresa Cristina)<br />
<strong>14h:</strong> Mzuri Sana (SP)<br />
Rah Digga (NY)<br />
DJ Pogo (Inglaterra)<br />
DJ Billy Biznizz (Inglaterra)<br />
<strong>15h30:</strong> DJ Evelyn Cristina (SP)<br />
<strong>16h:</strong> Fabiana Cozza comanda  roda de samba<br />
<strong>17h30:</strong> DJ Evelyn Cristina<br />
<strong>18h:</strong> Banda Black Rio, com tributo à Tim Maia<br />
<strong>19h30:</strong> DJ Gran Master Ney<br />
<strong>20h:</strong> Seu Jorge (participação  de Paula Lima)</p>
<p><strong>CONSCIÊNCIA NEGRA</strong><br />
<strong>Quando:</strong> hoje, a partir das 9h<br />
<strong>Onde:</strong> praça da Sé<br />
<strong>Quanto:</strong> entrada franca<br />
<strong>Classificação:</strong> livre</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/consciencia-negra-tera-seu-jorge-e-black-rio/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>20 de novembro: Dia da Consciência Negra</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/20-de-novembro-dia-da-consciencia-negra-2/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/20-de-novembro-dia-da-consciencia-negra-2/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 17:54:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[caminhada]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da Consciência Negra]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[escolas]]></category>
		<category><![CDATA[eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Exposições]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[igrejas]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[manifestação]]></category>
		<category><![CDATA[Museu]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[Nordeste]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Zumbi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/20-de-novembro-dia-da-consciencia-negra-2/</guid>
		<description><![CDATA[
Em SP, 90 cidades param no Dia da Consciência Negra
No País, 303 municípios instituíram feriado; haverá comemorações
O Estado SP
O dia 20 será de feriado na capital paulista e também em outras nove cidades da Região Metropolitana. Quem trabalha na cidade de São Paulo, no entanto, não vai poder esticar o descanso. Sexta-feira é dia de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.executedtoday.com/images/Zumbi_dos_Palmares.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.executedtoday.com/images/Zumbi_dos_Palmares.jpg" width="316" height="385" /></div>
<p><font size="4"><strong>Em SP, 90 cidades param no Dia da Consciência Negra</strong></font></p>
<p><font size="4"><strong>No País, 303 municípios instituíram feriado; haverá comemorações</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">O Estado SP</p>
<p>O dia 20 será de feriado na capital paulista e também em outras nove cidades da Região Metropolitana. Quem trabalha na cidade de São Paulo, no entanto, não vai poder esticar o descanso. Sexta-feira é dia de expediente normal. Em Campinas, o feriado poderá ser prolongado porque o dia 21 é ponto facultativo. A mesma regra vale para Santo André e Mauá. No Estado, 90 cidades vão comemorar com um feriado o Dia da Consciência Negra. O número é 164% maior do que no ano anterior, quando 34 prefeituras, entre as 645, reconheciam a data.</p>
<p>A quinta Marcha da Consciência Negra, com o tema 120 Anos da Abolição Inacabada, será realizada na Avenida Paulista. Quatro trios elétricos percorrerão o trajeto pela Rua da Consolação até o Vale do Anhangabaú. A concentração será às 11 horas, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), e a saída está prevista para as 12 horas.</p>
<p>&#8220;Zumbi é um herói construído nas ruas. Por isso, é importante fazer uma manifestação pública&#8221;, afirma Hédio Silva Júnior que, em 2005, foi o primeiro secretário de Justiça negro do Estado. Em um palco montado na Praça da Sé, ocorrerão apresentações de variados estilos de música negra, com a presença de Seu Jorge e Paula Lima, a partir das 20h30.</p>
<p>No interior paulista, 17 municípios também terão programações próprias em homenagem à data. Santos pela primeira vez terá feriado da Consciência Negra. Durante a próxima semana, diversos eventos homenageiam a comunidade, incluindo exposições e workshops. Haverá uma caminhada com saída da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, às 9 horas, e a apresentação da Escola de Samba X-9 Paulistana, na Praça Mauá, ao meio-dia, ambos no dia 19. No dia 20, o busto de Zumbi, na Praça Palmares, receberá flores às 11h30.</p>
<p><strong>PELO PAÍS</strong></p>
<p>No Brasil, saltou de 225 para 303 o número de municípios que oficializaram a morte de Zumbi dos Palmares como feriado. Das 27 capitais, apenas São Paulo, Rio, Manaus, Cuiabá e Maceió instituíram feriado. No Nordeste, onde a maioria da população é negra ou parda, seis cidades fazem recesso.</p>
<p>Embora a Bahia seja proporcionalmente o Estado com mais negros, há somente um município que reconhece o dia. Em Salvador, Zumbi é lembrado com programações especiais, mas os baianos trabalham. &#8220;Para que as cidades comemorem o dia, é necessário ter movimentos negros fortes&#8221;, afirma a vice-presidente da Sociedade Afro-brasileira de Desenvolvimento Sociocultural (AfroBras), Ruth Lopes.</p>
<p>Uma das cidades pioneiras foi Itu que, em 1998, aprovou o Dia da Consciência Negra. Para Ruth, o feriado é uma conquista, apesar de não ser nacional. &#8220;O processo é lento, mas está caminhando.&#8221; Ela ainda alerta que as pessoas desconhecem quem foi o líder negro. Por isso, seriam necessários educação, informação e sensibilização da sociedade. Entretanto, com o ensino de cultura e história africanas, isso pode mudar.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/20-de-novembro-dia-da-consciencia-negra-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sonhos</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/sonhos/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/sonhos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2008 09:11:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[afro-americanos]]></category>
		<category><![CDATA[afro-descendentes]]></category>
		<category><![CDATA[brancos]]></category>
		<category><![CDATA[discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[igualdade]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[Obama]]></category>
		<category><![CDATA[pardos]]></category>
		<category><![CDATA[racial]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
		<category><![CDATA[Zumbi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/sonhos/</guid>
		<description><![CDATA[Seria realmente ótimo se o Brasil fosse esse paraíso mestiço que os nãoracialistas apregoam

NEI LOPES &#8211; O GLOBO
Contrariando expectativas que já duram mais de cem anos, no Brasil, “país com maior população afro-descendente fora da África”, “negros e pardos vão superar o número de brancos neste ano” de 2008, conforme afirmações textuais do jornalista Ivan [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Seria realmente ótimo se o Brasil fosse esse paraíso mestiço que os nãoracialistas apregoam</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.carlosabicalil.com.br/prouni_escada.jpg" alt="L'image “http://www.carlosabicalil.com.br/prouni_escada.jpg” ne peut être affichée car elle contient des erreurs." /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>NEI LOPES &#8211; O GLOBO</strong></p>
<p>Contrariando expectativas que já duram mais de cem anos, no Brasil, “país com maior população afro-descendente fora da África”, “negros e pardos vão superar o número de brancos neste ano” de 2008, conforme afirmações textuais do jornalista Ivan Martins, em reportagem publicada na edição do último de junho da revista “Época”, publicação semanal da Editora Globo. As afirmações, acompanhadas da constatação de que o país “não tem um único político negro de projeção nacional”, vem a propósito da candidatura do senador Barack Obama à Presidência dos Estados Unidos.</p>
<p>No momento em que o Congresso Nacional prepara a votação do Estatuto da Igualdade Racial, um grupo de intelectuais e artistas lidera a corrente contrária à aprovação do texto, colocandose contra a “grave ameaça” de secessão da sociedade brasileira em “negros” (pretos e pardos) e “brancos” (louros e “morenos”), como se essa divisão, em termos de poder e capital, já não fosse a grande característica desta sociedade.</p>
<p>Invocam, agora, esses arautos da “desracialização”, no calor da discussão sobre o problema social brasileiro, o suposto exemplo de Obama, o qual, em pura retórica de campanha, afirmou num discurso que “não existe uma América branca, uma negra, uma asiática, uma hispânica: e sim os Estados Unidos da América”. E os “desracializadores” invocam o candidato americano, nos apontando o dedo, como se dissessem: “Estão vendo? Ele não exibe a cor da pele como uma arma ou um escudo!” Para nós seria realmente ótimo se o Brasil fosse esse paraíso mestiço que os não-racialistas apregoam.</p>
<p>Se além dos mulatos “no sentido lato”, como diz a canção, também aqueles no sentido estrito (com a indisfarçável fenotipia dos majoritariamente afro-descendentes), como o autor destas linhas se vê e considera, tivessem as possibilidades de poder e influência que tem o afro-americano Barack Obama. Mas esta, infelizmente, não é a nossa realidade.</p>
<p>Atrasados em pelo menos cinqüenta anos com relação às conquistas sociais do povo negro nos Estados Unidos, no Brasil, nós, herdeiros do mesmo brutal despojamento que plasmou a sociedade norte-americana (e do qual Obama, esclareça-se, não é vítima direta), vimos sendo, há mais de 120 anos, forçados a acreditar que neste país “alegremente mestiço e desracializado” nunca houve segregação nem ku-kluxklan, e que nossa inferioridade se deve apenas a problemas econômicos e pode ser zerada com boas escolas e boas merendas para todos.</p>
<p>Mas aí vem o jornalista Ivan Martins, da “Época”, e, depois de dar a palavra ao idealizador e diretor da paulista Universidade Zumbi dos Palmares, “gerida por negros, subsidiada e voltada para as classes mais pobres”, pergunta, na reportagem mencionada: “Quanto tempo, porém, será necessário para que se produza um líder como Obama no Brasil?” Enquanto isso não ocorre, meu amigo Martinho da Vila segue cantando seus belos sambas-enredo.</p>
<p>Principalmente, o “Sonho de um sonho”, com que sua escola chegou em segundo lugar (empatada com mais duas) no disputado carnaval de 1980.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/sonhos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>IGUALDADE RACIAL: Ministra do Turismo recebe Medalha do Mérito Cívico Afro-Brasileiro</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/igualdade-racial-ministra-do-turismo-recebe-medalha-do-merito-civico-afro-brasileiro/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/igualdade-racial-ministra-do-turismo-recebe-medalha-do-merito-civico-afro-brasileiro/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 May 2008 12:59:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[TURISMO]]></category>
		<category><![CDATA[afro-brasiros]]></category>
		<category><![CDATA[afro-descendentes]]></category>
		<category><![CDATA[cotas]]></category>
		<category><![CDATA[des]]></category>
		<category><![CDATA[desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[edson Santos]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[inclusão]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Marta Suplicy]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[ProUni]]></category>
		<category><![CDATA[Quilombolas]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Unipalmares]]></category>
		<category><![CDATA[universidades]]></category>
		<category><![CDATA[Zumbi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/igualdade-racial-ministra-do-turismo-recebe-medalha-do-merito-civico-afro-brasileiro/</guid>
		<description><![CDATA[ 				 		 			   				  São Paulo (12/05) – A ministra do Turismo Marta Suplicy, e o ministro-chefe da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Edson Santos, receberam, na Ordem Grã-Cruz, ao lado de desembargadores, artistas e outras personalidades, a Medalha do Mérito Cívico Afro-Brasileiro, concedida pela Sociedade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.turismo.gov.br/portalmtur/opencms/institucional/imagens/Marta_Unipalmares_gr.jpg" alt="Ministra do Turismo recebe Medalha do Mérito Cívico Afro-Brasileiro" class="imagemNoticia" align="left" /> 				 		 			   				  São Paulo (12/05) – A ministra do Turismo Marta Suplicy, e o ministro-chefe da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Edson Santos, receberam, na Ordem Grã-Cruz, ao lado de desembargadores, artistas e outras personalidades, a Medalha do Mérito Cívico Afro-Brasileiro, concedida pela Sociedade Afro-Brasileira de Desenvolvimento Sociocultural (Afrobras). A comenda foi criada para agraciar pessoas que contribuíram direta ou indiretamente com os valores do respeito à diferença, tolerância e igualdade de oportunidades e para a elevação moral, social e inserção socioeconômica, cultural e educacional dos negros brasileiros. A honraria foi entregue, hoje à noite, pelo presidente da Afrobras e reitor da Universidade da Cidadania Zumbi dos Palmares, José Vicente, na Unipalmares.</p>
<p>“Essa medalha tem um significado enorme. Significa que juntos, temos trabalhado pela inclusão do negro na sociedade. E, juntos, vamos continuar trabalhando por uma sociedade cada vez mais justa”, declarou a ministra logo depois de receber a condecoração. A indicação de Marta Suplicy para receber a medalha foi um reconhecimento à sua decisão de, à frente da prefeitura de São Paulo, sancionar a lei, de autoria da vereadora Claudete Alves, que instituiu o feriado de 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, no município. A vereadora também foi uma das agraciadas com a medalha no grau de Grã-Cruz.</p>
<p>O ministro Edson Santos também expressou seu orgulho ao receber a medalha da Afrobras. Recordou que a abolição da escravatura foi o culminar de um processo de insubordinação. “A história mostra que o 13 de maio foi um grande momento democrático e civilista. Foi uma grande luta política no Congresso Nacional, entre abolicionistas e escravagistas que debateram durante dias”. disse o ministro. Mas a abolição não foi completa, como ficou demonstrado no momento histórico seguinte. “O negro saiu da senzala para a favela”, ressaltou o ministro, ao explicar que recuperou esse processo para lembrar que o Estado tem a obrigação de dar mais a quem tem menos por uma questão de justiça.</p>
<p>O ministro defendeu também as ações afirmativas, como a cotas e a concessão de terras aos quilombolas. “O Brasil precisa resgatar a dívida que tem com a população negra”, afirmou Edson Santos.<br />
A ministra Marta Suplicy citou que, há 40 anos, nos Estados Unidos, os primeiros estudantes cotistas puderam ter acesso ao ensino universitário. Destacou que desse processo de inclusão, hoje, a sociedade norte-americana conta com um postulante negro à Presidência da República. Reforçou o sentido e a importância da educação nesse exemplo. “A primeira coisa que temos que ter é a educação. É o trabalho que percebemos aqui na Unipalmares. Esperamos (no processo brasileiro) que também possamos contar, um dia, com um candidato negro à Presidência e, mais que isso, que ele possa ser eleito presidente”, disse a ministra. Ela destacou que, no Brasil, há pouco mais de seis anos foi eleito um metalúrgico para a Presidência da República. “Até então era algo inimaginável ter um homem do povo no comando da nossa nação. Se analisarmos bem, um homem tão excluído pela pobreza quanto pela baixa escolaridade, dentre tantos fatores que, de modo muito triste, ainda se abatem sobre uma grande parte da população negra”, afirmou Marta Suplicy.</p>
<p>A ministra ressalta que, hoje, há uma capacidade inigualável de “forjar e concretizar” uma democracia na sua mais ampla expressão. “Alcançamos um patamar em que 46% dos brasileiros estão na classe média. Sabemos, porém, que ainda temos sérios problemas com a pobreza e de que de cada três pobres, dois são negros”.</p>
<p>O desemprego é maior entre a população negra, comparativamente à branca. Em geral, os negros têm ocupações de pior qualidade, com menor formalidade e proteção social. Para a redução da desigualdade, a ministra Marta Suplicy lembrou as ações do governo federal, como a criação da Seppir, a implantação do ProUni, que já beneficiou mais de 100 mil estudantes negros, e o apoio à política de cotas para as universidades.</p>
<p>A ministra falou também do trabalho realizado pela Afrobras, entidade mantenedora da Unipalmares, na promoção da democracia. “Esse trabalho grandioso garante ensino superior de qualidade aos afro-descendentes, fortalecendo a luta pela superação das desigualdades e preconceitos, mostra-se como exemplo de um trabalho essencial para um Brasil plural e verdadeiramente democrático”, destacou.</p>
<p>A outorga da medalha do Mérito Cívico Afro-Brasileiro faz parte da programação da semana “Lazer e cultura nos 120 anos da Abolição da Escravatura”, promovida pela Afrobras e Unipalmares. Foram homenageados também os artistas Toni Tornado e Neuza Borges, a jornalista Maria Cristina Fernandes, o presidente do Serasa, Elcio Aníbal de Lucca, os desembargadores Otavio Augusto de Almeida Toledo e Erickson Gavazza, o diretor-executivo de Recursos Humanos do Banco HSBC, João Rached, e a médica Dulce Pereira, do Hospital das Clínicas.</p>
<p><strong>Fonte MinTur </strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/igualdade-racial-ministra-do-turismo-recebe-medalha-do-merito-civico-afro-brasileiro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>IGUALDADE RACIAL: ONG premia defensores da inclusão de negros</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/igualdade-racial-ong-premia-defensores-da-inclusao-de-negros/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/igualdade-racial-ong-premia-defensores-da-inclusao-de-negros/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 May 2008 12:46:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[afro-brasileiros]]></category>
		<category><![CDATA[cotas]]></category>
		<category><![CDATA[edson Santos]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[estudantes]]></category>
		<category><![CDATA[igualdade]]></category>
		<category><![CDATA[inclusão]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Marta Suplicy]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[ONG]]></category>
		<category><![CDATA[racial]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[universidades]]></category>
		<category><![CDATA[Zumbi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/igualdade-racial-ong-premia-defensores-da-inclusao-de-negros/</guid>
		<description><![CDATA[ Afrobrás entregou medalhas a personalidades como Marta Suplicy, ministra do Turismo e Edson Santos, secretário de Igualdade Racial

RICARDO WESTIN &#8211; FOLHA DE SÃO PAULO
DA REPORTAGEM LOCAL
O aniversário da abolição da escravatura foi lembrado ontem à noite em São Paulo num evento em que a ONG Afrobrás entregou medalhas a mais de uma dezena de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> Afrobrás entregou medalhas a personalidades como Marta Suplicy, ministra do Turismo e Edson Santos, secretário de Igualdade Racial</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.turismo.gov.br/portalmtur/opencms/institucional/imagens/Marta_Unipalmares_gr.jpg" alt="Ministra do Turismo recebe Medalha do Mérito Cívico Afro-Brasileiro" class="imagemNoticia" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>RICARDO WESTIN &#8211; FOLHA DE SÃO PAULO</strong></p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>O aniversário da abolição da escravatura foi lembrado ontem à noite em São Paulo num evento em que a ONG Afrobrás entregou medalhas a mais de uma dezena de personalidades que foram importantes para a inclusão dos negros na sociedade. Entre os homenageados, estiveram a ministra Marta Suplicy (Turismo) e o secretário nacional Edson Santos (Igualdade Racial). Ambos defenderam o sistema de cotas para negros, adotado em diversas universidades públicas.<br />
&#8220;Há polêmica na questão das cotas&#8221;, disse Santos, referindo-se às várias ações na Justiça contra esse sistema. &#8220;Mas o governo não vai baixar o nível. Tenho certeza de que tanto os negros como toda a sociedade brasileira ganharão com isso.&#8221;<br />
Logo em seguida, Marta lembrou a época em que era estudante nos EUA. &#8220;Foi há quase 40 anos. Me puseram numa classe dos primeiros cotistas americanos negros. Eles ingressaram na universidade graças à cota. Também não foi fácil lá. Houve muita resistência. Depois desses 40 anos, fui vendo como os cidadãos americanos negros, graças às cotas, foram ocupando lugares de prestígio. E hoje há um pré-candidato negro à Presidência.&#8221;<br />
Marta, que é a possível candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, lembrou que, em seu mandato, o 20 de novembro tornou-se o feriado do Dia da Consciência Negra na cidade.<br />
A cerimônia da entrega das medalhas do mérito cívico afro-brasileiro foi realizada na sede da Unipalmares (Universidade da Cidadania Zumbi dos Palmares), na zona oeste. A universidade, a primeira no país voltada para a inclusão dos negros no ensino superior, tem a Afrobrás como mantenedora.<br />
Também receberam a medalha o ator e cantor Toni Tornado, a atriz Neuza Borges, os desembargadores Ericksson Gavassa Marques e Otávio Augusto Toledo e a secretária estadual da Educação, Maria Helena Guimarães Castro , entre outras personalidades.<br />
O governador José Serra (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (DEM) também foram homenageados, mas não compareceram.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/igualdade-racial-ong-premia-defensores-da-inclusao-de-negros/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Significados do 20 de novembro: A democracia racial do Brasil é um mito</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2007/11/significados-do-20-de-novembro-a-democracia-racial-do-brasil-e-um-mito/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2007/11/significados-do-20-de-novembro-a-democracia-racial-do-brasil-e-um-mito/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Nov 2007 13:49:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[20 de novembro]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência negra]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[Zumbi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=2480</guid>
		<description><![CDATA[*por Bruno Lima Rocha do Blog de Noblat
No dia 20 de novembro de 2007, 267 municípios celebram a Zumbi dos Palmares, decretando como feriado a data da morte do último líder da maior experiência social brasileira durante a colônia. À medida que o tema da igualdade racial avança, a polêmica aumenta. Isto porque quando se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>*por <em>Bruno Lima Rocha </em>do Blog de Noblat</p>
<p>No dia 20 de novembro de 2007, <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL181144-5598,00.html" target="_blank">267 municípios celebram a Zumbi dos Palmares</a>, decretando como feriado a data da morte do último líder da maior experiência social brasileira durante a colônia. À medida que o tema da igualdade racial avança, <a href="http://www.diegocasagrande.com.br/index.php?do=Wm14aGRtOXlKVE5FYldGdVkyaGxkR1Z6SlRJMmFXUWxNMFF4TnpRd05UUkxRUT09WnhQMko=" target="_blank">a polêmica aumenta</a>. Isto porque quando se diz haver injustiça, é porque o Brasil se assume como desigual e injusto. Considerando que somos a <a href="http://www.planalto.gov.br/publi_04/COLECAO/RACIAL2C.HTM" target="_blank">segunda maior nação africana do mundo</a>, nas terras de Pindorama, desigualdade é racismo.</p>
<p>Não vou me debruçar sobre estatísticas, mas sobre conceitos. Para expressá-los com honestidade intelectual, entendo que o analista sempre deve expor sua posição sobre o tema em pauta. Assim, afirmo que sou a favor do feriado no dia 20 de novembro e defendo que seja nacional; que vejo o Brasil como um país de estrutura racista, onde a dominação racial é mascarada pela estrutura desigual; que este país só reencontrará a si mesmo quando assumir com todas as letras o fardo da escravidão; que a política de cotas é um paliativo, mas como tal é necessária; e que a história dos afro-descendentes deve ser matéria obrigatória em todos os currículos escolares.</p>
<p>Boa parte da chiadeira contra a política de cotas parte do princípio de que a medida é <a href="http://www.overmundo.com.br/blogs/o-estatuto-da-igualdade-racial-poderia-trazer-avancos-para-as-relacoes-sociais-n" target="_blank">geradora de ódio</a>. Eis a desinformação somada ao preconceito mais arraigado. Ideologia é isso. Quando se nega com veemência um tema central da construção nacional, se nega a possibilidade de mudar o destino coletivo. A chamada questão racial foi deixada de lado por anos a fio. Se hoje temos feriados municipais em nome da consciência negra, <a href="http://www.comciencia.br/reportagens/negros/15.shtml" target="_blank">isso se deve a uma geração de ativistas negros</a> que começou a se organizar ainda durante o AI-5, na primeira metade da década de ’70. No campo das idéias e da identidade coletiva, é uma árdua peleia travada até hoje.</p>
<p>É preciso compreender que a república brasileira, nascida nas Casas Grandes dos cafezais, tapou a vergonha do escravagismo com o mito da “democracia racial”. Junto deste veio outro mito, criado pela historiografia marxista e seu determinismo econômico. Afirmam os “clássicos” que a opção pela mão de obra imigrante foi devido às modernas relações de capital e trabalho. Empregando assalariados europeus seria modernizada a economia local, gerando mercado consumidor para os produtos ingleses. Isto que não passa de meia verdade, gerando a miopia que causa estranheza a respeito da luta pela igualdade racial.</p>
<p>O desemprego estrutural nasce junto da república dos cafeicultores. Com a lei do crime de vadiagem, o novo Estado podia aplicar a repressão sistemática sobre uma população marginalizada. Nunca é demais lembrar que a libertação dos afro-brasileiros não foi acompanhada de nenhuma reparação econômica. Nos Estados Unidos, após o fim da Guerra Civil, <a href="http://www.casadeculturadamulhernegra.org.br/noticia/noticias_mostra.php?id=439" target="_blank">ao menos prometeram 40 acres e uma mula para cada homem negro adulto</a> poder se emancipar economicamente. Prometeram, e não cumpriram, porque tinham de prestar contas às tropas formadas de homens negros e que lutaram pela União contra os estados confederados. No Brasil, as elites nacionais sabem operar de uma forma institucional mais sutil.</p>
<p>Temos duas histórias, uma social, com níveis altíssimos de violência. E outra política, onde o arranjo de bastidores quase sempre se sobressai. Assim foi no retorno das Cortes do Porto e o acerto para a independência sob o reinado da família real portuguesa. O mesmo ocorreu na libertação dos escravos. Após mais de 350 anos de lutas quilombolas, o mito construído foi o decreto da Princesa Isabel no dia 13 de maio de 1888. Um século após a assinatura da Lei Áurea, a construção histórica cai por terra. Assim como ocorrera no <a href="http://www.comciencia.br/reportagens/501anos/br08.htm" target="_blank">dia 21 de abril de 2000</a>, o país não aceitou mais a versão única da história, contestando nas ruas o que seria um momento de consagração oficial.</p>
<p>É preciso compreender que o feriado de 20 de novembro surge como resposta étnica e social ao <a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;cod=12148" target="_blank">mito da democracia racial</a>. Por mais duro que seja o país tem de compreender como foi sua colonização para poder superar as conseqüências. O Brasil de 119 anos atrás tinha como regra legal a escravidão dos homens e mulheres negros. Para “corrigir” uma relação de trabalho e obediência, a educação era feita atando um ser humano a um tronco e dando-lhe chibatadas. Esconder a dor não vai fazer a ferida cicatrizar mais rápido, muito pelo contrário.</p>
<p>Não se trata aqui de defender a racialização da política, mas a compreensão política das relações raciais no Brasil atual. Enquanto as prisões estão apinhadas de gente, temos a capacidade de criar cadeia especial para quem tem curso superior e garantimos imunidade parlamentar para crimes comuns. Nosso país funciona de forma racista em seu cotidiano e para mudar isso é necessário ir ao encontro da memória ancestral. O projeto social dos quilombos, em especial o dos Palmares, era universalista, promovendo a boa convivência dentro da diversidade. Este é um dos motivos do feriado de 20 de novembro ser tão importante.</p>
<p><em>*Bruno Lima Rocha é cientista político (</em><a href="http://www.estrategiaeanalise.com.br/"><em>www.estrategiaeanalise.com.br</em></a><em> / </em><a href="mailto:blimarocha@via-rs.net"><em>blimarocha@via-rs.net</em></a><em>)</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2007/11/significados-do-20-de-novembro-a-democracia-racial-do-brasil-e-um-mito/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Zumbi hoje</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2007/11/zumbi-hoje/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2007/11/zumbi-hoje/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 Nov 2007 15:44:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>
		<category><![CDATA[20 de novembro]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência negra]]></category>
		<category><![CDATA[igualdade]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[Zumbi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=2474</guid>
		<description><![CDATA[
  Dia da Consciência Negra
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp1.blogger.com/_zOAxGMzhbJ4/R0MXM9B1qhI/AAAAAAAABbA/icc-TcYV3F4/s1600-h/consciencia3.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img src="http://bp1.blogger.com/_zOAxGMzhbJ4/R0MXM9B1qhI/AAAAAAAABbA/icc-TcYV3F4/s400/consciencia3.jpg" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134973511440640530" border="0" /></a></p>
<p style="text-align: center; font-weight: bold"><span style="font-size: 130%">  Dia da Consciência Negra</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2007/11/zumbi-hoje/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
